sábado, 26 de março de 2011

A DOR E O MEDO

A DOR E O MEDO


(Reynollds Augusto)





O programa música e mensagem, que é levado ao ar pela Comunitária Boa Nova FM, da Fundação Professora Anália Rodrigues, tem uma proposta diferente. O objetivo é a análise das boas músicas que temos na discoteca brasileira e que nos ensinam a viver. Todas as quartas, sexta e domingos pelas 17h00min h a proposta se renova, e desta feita comentamos a Música do Milton nascimento: SOL. Rica em sua nuance e firme em seu esclarecimento.

A música começa fazendo consideração sobre a dor, passa pelo medo e termina propondo que devemos ir à busca do sol, a maior das metáforas, que representa os nossos objetivos. O sol se refere aos grandes luminares que estiveram na Terra para ensinar o homem a se livrar do orgulho e do egoísmo, que são as grandes chagas da humanidade. Jesus foi o sol de maior grandeza que circulou por entre nós. Houve outros sóis, de menores grandezas, mas tão grandes que a nossa pequenez não consegue conceber, como Chico Xavier, Madre Tereza de Calcutá, Francisco de Assis, irmã Dulce, Dom Helder Câmara e muitos outros. Na música, o autor, consciente de si mesmo, perdeu a aversão a dor e ao medo, pois eles não levam a nada e propõem que nos desloquemos em busca desse sol que ilumina a vida. O debate fluiu e os debatedores traçaram inúmeros questionamentos sobre esses dois sentimentos que fazem parte da vida de cada um. Fatalmente em algum momento de nossas vidas, teremos DOR e sentiremos MEDO e o segredo é saber lidar com os dois sentimentos que são componente de nossas construções psicológicas e que ajudam a formar o nosso caráter. Tudo é aprendizado e a dor e o medo são grandes mestras.

Qual é o seu medo?

Qual é a sua dor?

Responda a si mesmo e saiba que há uma saída.

Geralmente o medo é o resultado da ignorância acerca da vida e tememos aquilo que não conhecemos e foi por isso que J.C já no ensinou a “procurar a verdade que ela nos libertará” O conhecimento e a ciência das coisas, com base na verdade que esclarece e satisfaz nos permitem viver com mais leveza. As pseudo-verdades nos levam aos equívocos. Quando desconhecemos, ficamos inseguros e isso gera o medo. O fenômeno é interessante, pois nos impulsiona a irmos à busca das soluções e isso faz com que possamos evoluir.

A “guerra” não é exterior. A “guerra” é interior. O grande Platão, discípulos de Sócrates, um dos precursores da idéia espírita, já dissera que “vencer a si mesmo é a maior das vitórias”. Vencer a si mesmo é conhecer, ensinar, e viver a verdade que Jesus mostrou.

E a Dor?

A dor é a que mais deixa marcas, pois sacode o corpo e o espírito. Nós não fomos feitos para sofrer e sim para sermos felizes, mas a dor faz parte da didática de Deus para atingirmos a felicidade verdadeira. Foi por isso que Jesus disse “não sairás daí enquanto não pagares o último ceitil”. Isso é penalidade e penalidade divida. A diferença da pena dos homens é que ela, a de Deus, é justa e por isso as nossas dores e as nossas alegrias cabem certinho em nossas vidas, pois merecemos. E Deus não nos dá por castigo ou por privilégio e sim por conseqüência. A constituição maior de Deus, a “Carta Magna” da vida chama-se LEI DE CAUSA E EFEITO e ninguém foge dela.

Eu, como você, já venci alguns medos e suplantei algumas dores e tudo isso com as graças de Deus, para o meu aprimoramento e para o seu. Bobo é aquele que se sente vitima de tudo e não consegue vencer o medo, seguir em frente e não passar mais pela dor, que ensina e muito. Bobo é quem não aproveita essa “vidinha” que passa como um sopro para vencer a si mesmo e se melhorar. Aprender sofrendo é a pior maneira, mas nos transforma. O bom mesmo é aprender observando e racionalizando, indo a busca do sol

Outro sol que nos liberta a alma é o conhecimento, que os nossos políticos, do Vale do Piancó, estão nos devendo há décadas. O conhecimento superior, em uma sociedade cada vez mais qualificada, nos trás elementos para vencermos o medo e dá condições aos nossos filhos para aprenderem a andar com as suas próprias pernas, pois as nossas, naturalmente, já estão ficando cansadas. A implantação da Universidade Federal em Itaporanga é algo imperioso, imprescindível e inadiável, pois não suportamos mais os nossos filhos nos dando um “até logo” para viverem longe do ‘torrão que nos deu a vida”. Os nossos políticos não podem fazer “ouvidos de mercador” e precisam acabar com o jogo de acusações improdutivas, reconhecendo o papel que estão exercendo pela força do povo. Estou esperançoso e como cidadão que sou, dou um voto de confiança em nossos políticos. É bom entender que a força contrária pode quebrar um graveto, mas vários gravetos juntos, cada vez mais, nunca serão destruídos. Os gravetos somos nós, povo, que junto com os nossos agentes políticos podem espantar o medo de continuarmos sem uma universidade pública e acabar com a Dor da despedida dos nossos filhos.



PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA

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