quinta-feira, 25 de agosto de 2011

UM SERTANEJO VIVENDO NO LITIORAL


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Prof. Bira Delgado




Se nos perguntar quem é ANTONIO VICENTE FILHO, responderemos que, antes de tudo é um jornalista sertanejo, telúrico por excelência. Tendo dado a publicidade seu primeiro e saboroso livro, “Jackson do Pandeiro – O Rei do Ritmo”, assinado por ele e Fernando Moura e lançado nacionalmente pela Editora 34 no ano de 2002. 




Seu trabalho nas páginas de cultura, lhe rendeu três prêmios, dois concedidos pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Paraíba e um pela Associação de Empresas de Transportes Coletivos, com uma matéria publicada sobre a passagem da Coluna Prestes pela sua cidade de origem,  Piancó, que relata o episódio da morte do Padre Aristides e seus companheiros, um fato de brutalidade divulgado na grande imprensa do Brasil e do exterior.

Nosso homenageado já trabalhou no Semanário Contraponto, onde ganhou outro prêmio da AETC, em 2008, com a publicação da matéria “A Morte do Vaqueiro”.




Estilo agradável, franco, sincero, ireverente por vezes, cada artigo deixa marca viva na memória de quem o ler. É um desfilar de textos originais sobre acontecimentos culturais que tem como cenário a cultura popular.




Sempre rodeados de amigos. Com eles, após o pontual desempenho de sua função no Jornal Correio, adora curtir um pouco de boemia, tornando solidariamente a vida mais amena e memorável. De fato, os textos seqüenciados, semana após semana, na caneta de Toinho, é a memória forte escrita já no presente. Ele vai se enriquecendo com o passado dos tempos. É então memória viva do passado, mas com muita força ainda no presente.




O texto inteligente focaliza frequentimente a conjutura política cultural a nível local, regional, nacional e até mesmo internacional. Ele é um oposicionista definido, persistente. Sem se preocupar com rigores gramaticais, oferece leitura muito agradável e concientizadora.

João Pessoa deve ser grata pela iniciativa com que Toinho divulga a nossa cultura de maneira muito simpática, na “Cidade das Acassias”.




Toinho, que faz de sua atividade um exercício permanente de veiculação de idéias e propostas, comprometidas todas elas com as mais legitimas aspirações populares, não  usa a caneta para floreios vadios. Escreve bem e correto, mas sua caneta é ponta de espada, esta sempre a serviço de uma boa e justa causa.




Uma das suas grandes marcas, é a transparencia as injustiças que lhe tiram o sono, não tem medidas quando chegam lhe caçoando com idéias de prepotência,  desonestidade, violência, ou mesmo preconceito contra a cultura nordestina, sempre renascentes. Podemos discordar de posicionamentos seus. Não tem importância. O que conta é a veemência com que defende suas verdades, a fé que coloca em suas crenças.




Antonio chegou a João Pessoa nos meados dos anos 70. Era ainda um adolescente. Deixou-se envolver pelo o clima litorâneo, identificou-se com o seu povo, hoje faz parte dele tão ou melhor do que qualquer um de nós.




Este jornalista de combate popular, em pleno domínio de sua capacidade criadora, se fez uma voz da nossa gente. É de alguma forma um braço e a voz do povo, que nunca consegue espaços em outros meios de comunicação. Comove vê-lo na luta em defesa dos pequenos e humildes, dos pobres e injustiçados. Ele mesmo nos deu a chave do seu roteiro, ao citar Thiago de Melo: “o que em nós hoje é palavra, no povo vai ser ação”.     


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