segunda-feira, 7 de junho de 2010

O Processo

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Por Jesus Soares da Fonseca

Eu nasci e me criei em Misericórdia e muito cedo comecei a descobrir como nossa cidade tinha uma vocação para o engraçado devido a espiritualidade, a presença de espírito de seu povo. Isto de certa forma é bom, é agradável porque sempre iremos encontrar uma população alegre, bonachona e se há alegria certamente há de haver felicidade. Entretanto existem situações onde o engraçado não deveria tomar parte.

É o que está acontecendo neste momento em nossa Comuna. Duas mulheres da Lei se sentiram magoadas, no ano da graça de 2004, pelo fato de um Jornalista ter veiculado nas páginas de um Semanário as suas não freqüências com assiduidade ao trabalho. O direito de se indignar faz parte da Natureza Humana. Se o cidadão sente-se ofendido por algo que ele julgue ter-lhe ferido moralmente, ele, assim achando, pode mover uma ação contra o pretenso ofensor. Entretanto aquele ou aqueles que vão ser acusados deverão ser notificados de uma ação judicial contra si, para que possam apresentar provas em sua defesa.

Segundo a Folha, o Jornalista Isaias Teixeira e o Jornal sequer foram ouvidos, jamais foram intimados no tal processo, suponho, de difamação. O que me deixa intrigado, além dessas arbitrariedades acima citadas pelo responsável da Folha, Sousa Neto, é o espaço entre o início e a execução do Processo, seis anos! Qual deveria ser o procedimento das partes ofendidas, na época? Chamariam os supostos ofensores e lhes informariam que iriam entrar com um processo contra eles. Assim ambos os lados em litígio teriam meios de provarem ou não os fatos em evidência. Agora, passados seis anos como é que os acusadores vão arranjar provas para desmentirem o que foi dito ou escrito? Qual o elemento que pode provar, hoje, que naquele ano não estaria havendo o cumprimento do Expediente em tempo integral? Uma folha de ponto, talvez?
Vejam bem! Pelo que pude entender, o Jornalista escreveu NÃO HAVER CUMPRIMENTO DO EXPEDIENTE EM TEMPO INTEGRAL, diferente se ele tivesse escrito NÃO HAVER CUMPRIMENTO DO EXPEDIENTE. No primeiro caso há a afirmação que o Expediente foi cumprido, porém não em tempo integral, ou seja, poderia estar havendo a negligência em uma ou duas horas, etc.

Por isto noto que não se poderá provar coisa alguma! Não entendo de Lei, mas vejo um grande Vazio neste processo. É a palavra de um contra a do outro, simplesmente. Um poderá dizer: eu cumpri todo o meu expediente! O Outro poderá alegar: Não, só cumpriu X horas!

Por outro lado, fico sem entender qual o prejuízo acarretado a terceiros pelo dito na reportagem. Será que alguém que deseja solucionar seus problemas deixe de procurar a Promotoria pelo fato de ter lido num jornal a pretensa ausência dos promotores por alguma hora, como foi escrito na Folha? Não acredito, ainda mais porque no dia a dia encontramos filas e mais filas de espera em diversas repartições públicas, logo, não vai ser a leitura de uma notícia que irá provocar a desistência do cidadão em busca da solução de seus problemas. Com isto não estou a dizer que as filas se alastrem na Promotoria de Itaporanga, mesmo porque não resido aí, não possuindo subsídios para tal.

Ademais, sabemos da seriedade deste moço, Isaias Teixeira, que nos brinda com seus belos escritos nos nossos Sites e Blogs, na Folha do Vale, levando sua coluna ao conhecimento de toda a Região. Trata-se de um Jornalista de “mão cheia” colocando seus conhecimentos com muita galhardia ao Povo Valense. Sua Coluna é diferente, seu jeito de escrever é particular. Conheço alguns Periódicos que não têm jornalista a sua altura. Muita gente boa talvez até ache que eu esteja exagerando, pensamento este em função de se tratar de redator nosso conterrâneo. Acontece! Vez por outra queremos acreditar ou damos preferência ao que vem de fora. Pense grande, é só querer acreditar!

Quanto a Folha do Vale é um noticioso rico não só pela plêiade de seus jornalistas, muito mais pela gama de informações passadas à população da Região. Já fiz críticas, aqui, a alguma matéria veiculada em suas páginas, mas nem por isso querendo o seu extermínio, mesmo porque é sabido que os grandes jornais são passíveis de críticas e são elas que os edificam em busca da perfeição. Já trabalhei em Jornal, mas precisamente, no Correio da Paraíba sob a batuta de José Soares Madruga, na época, Jornalista Político e seu Diretor. Portanto sei das dificuldades encontradas diariamente para se manter um Jornal. Ora, se os Grandes Diários têm suas dificuldades para seguirem com as próprias pernas, imaginem um Jovem Noticioso que, a trancos e barrancos, quer se firmar com os próprios pés, sentindo muitas vezes a falta dos patrocínios, sangue vital a sua existência! .

O Grande Presidente, Luis Inácio Lula, já nos ensinou e ao Mundo que o DIÁLOGO, não os confrontos, é a chave que abre os grandes sentimentos, como a Esperança, o Amor, a Paz. Logo acho que no caso aqui enfocado, as partes envolvidas deveriam dialogar, dirimir as dúvidas, os mal-entendidos para que a compreensão prevalecesse, afinal de contas, a nossa grande Roda-Gigante da vida está sempre em movimento e nenhuma de suas cadeiras pode se enaltecer por estar lá em cima. Certamente, um dia eu poderei precisar de seus serviços, certamente, outro dia ele poderá precisar dos meus!

Termino como Reynolds, Pensem nisso, mas pensem com o coração!
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