sábado, 18 de outubro de 2008

Sociedade Fraterna, Pluralista e Sem Preconceitos



Sociedade Fraterna, Pluralista e sem Preconceitos.
( Reynollds Augusto)


O curso de Direito nos dá uma visão ampla dos aspectos gerais que movimentam uma sociedade. As feituras legais representam a evolução no seu seio e como a lei não representa o engessamento da normalização, ela precisa evoluir, pois tem o fim de equilibrar as relações, devendo transmutar-se aos novos tempos, às novas idéias, aos novos paradigmas.

Os nossos legisladores devem ser escolhidos com base em sua maturidade, honestidade e senso de patriotismo, pois senão a coisa desanda e as leis irão refletir o abuso, apesar de termos a magna carta para coibir aqueles que não sabem os valores da sociedade, da cidadania e da justiça que se radicam como os de maior importância.

A lei precisa alçar vôos ao encontro dos anseios do povo e necessita se alinhar aos novos tempos, tudo norteada pelo objetivo supremo de construir uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos de qualquer natureza, como assevera o seu preâmbulo, que são princípios indicadores elaborados pelo constituinte originário, que é uma espécie de manda chuva. O preâmbulo constitucional norteia os passos do constituinte derivado, ou seja, o legislador não pode legislar fora desse rumo, senão peca por inconstitucionalidade.

A nossa Carta mãe considera a pluralidade, a diversidade. Uma sociedade não diversa e não plural, deve ser chata demais e é próprio dos regimes totalitários. A diversidade representa a beleza da vida. Deus criou a vida com base na diversidade. Tudo que existe é muito belo e diversificado representando a riqueza da criação e por comparação, a nossa lei não pode privilegiar uns poucos em detrimento dos demais.

O que é Justiça? É difícil responder, porque tal resposta tem relação com o grau de maturidade do ser. O subjetivismo da questão vai levar em conta a formação de cada um, que representa a diversidade, a pluralidade, pois ninguém é igual a ninguém. Os espíritos respondem a Kardec, na questão 875 de “O Livro dos Espíritos” que “A justiça consiste em cada um respeitar os direitos dos demais”, ou seja, fazendo uma relação com o âmbito jurídico, meu direito vai até o ponto em que não prejudico o direito do outro, isso se chama urbanidade, consciência e principalmente respeito pelo próximo. Esses são os ingredientes que só conseguem surgir com o tempo, com a experiência e a matudidade.

Nós estamos, ainda, ensaiando a verdadeira democracia, mas mesmo assim sou um otimista. O “negócio” melhorou muito desde que nos libertamos da ditadura. Que o diga meu amigo Paulo Conserva. Ele e a sua geração foram tratores que limparam a terra cheia de espinhos de ervas daninhas, a pior parte, é claro. Nossa geração e as gerações do porvir têm a obrigação de semear e aproveitar esse legado que surgiu á custa de muito sangue e suor. É preciso se inserir na política, ser olheiro da sociedade para coibir os abusos dos pseudopoliticos que temporariamente são alçados ao poder, que é do povo.

A plena democracia no país, ainda está mais distante, porque esse fenômeno depende de consciência de massa, mas andamos muito e bem. Não me coaduno com os pessimistas de plantão que acham que tudo no Brasil, vai de mal a pior. Esse pensamento representa uma ótica caolha e não indica a verdade dos fatos.

Andemos sem esmorecer, pois ainda estamos na infância da conscientização democrática e política; A lei dá o prumo ao cidadão, mas só a consciência o liberta das amarras dos equívocos. Nunca deixemos de lembrar o Preâmbulo Constitucional: “Nós”, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como - valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos {...}. (Grifo Meu)


PENSE NISSO MAIS PENSE AGORA! E confie...

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