quinta-feira, 25 de abril de 2013

Hipertensão mata duas pessoas por dia na Paraíba


Embora os números de mortes ocasionadas por hipertensão arterial tenha reduzido nos últimos dois anos, passando de 1.361 em 2011 para 1.234 em 2012, representando uma queda de 9,3%, a doença ainda é preocupante para os profissionais da saúde.

Nos três primeiros meses deste ano, a hipertensão já matou 219 pessoas na Paraíba, com idades entre 30 anos e mais de 80, ou seja, uma média de 73 mortes por mês ou ainda 2,4 óbitos por dia.

As informações foram repassadas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Os dados revelam que a redução de mortes também foi registrada no primeiro trimestre do ano passado para o atual, já que, de janeiro a março de 2012, foram contabilizados 287 casos e, no mesmo período deste ano, o número caiu para 219, o que significa uma baixa de 23,6%. As estatísticas mostram ainda que a maior incidência ocorre com pessoas com 80 anos de idade ou mais. Do total de mortes registradas no três primeiros meses deste ano, 106 delas foram de idosos dessa faixa etária, quase a metade (48,4%) dos casos.

Para a coordenadora do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da SES, Gerlane Carvalho, a diminuição dos óbitos está relacionada as diversas ações da secretaria, como campanhas e palestras educativas. “A SES monitora os casos de hipertensão em todo o Estado, como também realiza eventos para atualizar os profissionais de saúde sobre a doença e dos medicamentos que são oferecidos pelo Ministério da Saúde. A medicação para o controle da hipertensão arterial é oferecida gratuitamente na rede pública por meio das unidades de PSF (Programa Saúde da Família) e Farmácias Populares”, disse.

Gerlane Carvalho explica que a hipertensão arterial é uma doença crônico-degenerativa, portanto, não há cura, apenas o controle. “O tratamento não deve ser feito apenas com medicamentos, mas consiste também em uma dieta balanceada, exercícios físicos e melhor qualidade de vida com atividades que proporcionam lazer”, pontuou.

O comerciante André Barreto, 38 anos, que já foi acometido pela doença, relatou que a hipertensão arterial faz parte do seu histórico familiar, já que pai, mãe e tios sofrem do mesmo problema. “Eu já tinha tendência para ter pressão alta por conta disso e, depois que fui ao médico, ele me disse que como eu fumo e bebo potencializou o caso. Agora eu tomo, e vou tomar para o resto da vida, medicamento para controlar a pressão”, afirmou.

De acordo com o Ministério da Saúde, (MS) a hipertensão arterial, também conhecida como ‘pressão alta’, é considerada como uma doença ou como um fator de risco para o desenvolvimento de doenças do coração, já que na grande maioria das vezes é assintomática ou apresenta sintomas em comuns a outras doenças, como dores de cabeça, tonturas, mal-estar, náuseas, calor pelo corpo, sangramento pelo nariz, palpitações e falta de ar.

Ainda segundo o MS, a pressão alta tem diversas causas, como a hereditariedade, obesidade, sedentarismo, alcoolismo, estresse, consumo de comidas com alto teor de gordurosas, fumo e consumo excessivo de sódio e alimentos salgados.

Conforme o cardiologista, Francisco de Assis, essas doenças têm apresentado cada vez mais incidência na população, devido a vida moderna que estimula o sedentarismo, bem como uma alimentação inadequada. “Apesar de ser mais comum a partir dos 45 anos, as doenças cardiovasculares são resultado de combinações de risco, como tabagismo, colesterol alto, diabetes e pressão alta”, explicou.

Jaine Alves

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