Recursos à Divindade
(Reynollds Augusto)
Nós somos criatura falhas em constante processo de aprendizado, isso é certo. Por mais que tenhamos “intuições” aproximadas do “bom e do belo”, como diria o pensador grego Platão, jamais conseguiremos realizar, com grande presteza, os nossos projetos pessoais. No máximo uma aproximação. O Direito Social vive isso.
A perfeição só Deus a possui, a causa causal. Nós , quando muito, nos aproximamos do ideal, e muito pouco. É como a felicidade na Terra. Ela não existe, devido ao atraso psíquico do planeta, mas poderemos ser tão felizes quanto o planeta permita. Segundo os imortais: “A felicidade não é deste mundo”.
Os imortais disseram ao professor Kardec que estamos em franco processo de evolução e que temos potencialidades divinas, enraizadas, que precisam ser desenvolvidas ao longo da vida, que jamais cessa e que não serão alcançadas nessa encarnação, com essa personalidade, com esse RG, com esse CPF, com essas ilusões.
Deve ter sido por isso que Jesus dissera “Vós sois deuses, podereis fazer tudo que eu faço e muito mais, se o quiserdes”. É como diz a música espírita: “Longo é o caminho, grande é o nosso débito, mas inesgotável é a nossa esperança”. Uma “vidazinha” de cem anos nos escapa sorrateira e quando menos esperamos já estamos no “lado de lá”. Dai a importância de viver o presente, nos seus detalhes mínimos.
Lembrei-me de minha amada avó paterna, no seu leito de morte e já faz mais de vinte anos, e aqui para nós, foi ontem.
- “Meu filho, como foi ligeiro...”
Deve ser por isso que o grande Einstein dissera que o tempo é uma mentira e que presente passado e futuro é uma ilusão. Hoje, é a joia. Sentir a vida que passa. Ver o por do sol, sentir o vento que “baila”, o toque dos filhos, o abraço e o amor do companheiro ou companheira, sorrir, relacionar-se, amar... Hoje, concreto, real.
Tem gente, por exemplo, que não trabalha para viver e sim, vive para trabalhar e quando menos espera, a vida passou e lamentar-se-á “logo, logo” por não ter aproveitado com mais esmero a presente encarnação, que “escorre” pelas mãos.
Mas, essa semana nós tivemos uma eficiente aula em torno dos “Recursos”, elencados no art. 496 do CPC, que está em vias de reforma. A professora foi a jovem elegante VIRNA LOPES TORRES, da cidade de Campina Grande-Pb.
O Tribunal de Justiça da Paraíba, a Esma-Pb, em parceria com a UEPB, despertaram para facilitar ao servidor, do interior, o contato mais técnico com as luzes do saber jurídico. Mas, como não conseguimos fazer tudo com perfeição e a experimentação vai apontando as falhas vemos que é preciso sempre melhorar. O nosso futuro Novo Código de Processo Civil virá com essa missão. Dizem que ele sai esse ano. Eu não acredito, mas prefiro queimar a minha língua.
Os recursos são meios de impugnação das decisões judiciais. A ideia é que o juiz de primeiro grau não está muito “preparado” para decidir a questão com segurança e eficiência e os órgãos de segundo grau estariam mais “aparelhados” para as decisões finais. Essa filosofia tem levado décadas e décadas para que os provimentos judiciais finais, com direitos evidentes, sejam permitidos. Mas isso é seara de muitas teses, de confrontações.
Na jurisdição divina, cuja norma está na consciência, não há recursos, pois o julgamento é certo, indiscutível e justo. Temos a vida que merecemos e passamos por experiências pessoais nessa existência com o fito de qualificar o espirito imortal, que somos todos, usando temporariamente um instrumento, que é o corpo físico. As religiões apelidam o processo vivido de “salvação” e nós, espíritas, o interpretamos mais judiciosamente, como EVOLUÇÃO.
De uma forma ou de outra, no final, que não existe, todos nós seremos reabilitados, depois de cumprir a “pena” pelos nossos equívocos, através das inúmeras reencarnações. Deus, o juiz, depois de analisar os termos do processo, julga o mérito, fazendo “coisa julgada material e coisa julgada formal,” dentro do processo de nossas vidas e depois de preencher os termos intrínsecos ao provimento final, concede ao “réu” o direito de seguir em frente para aprender a amar e conhecer, rumo ao infinito, na busca da felicidade plena, que será a nossa maior conquista.



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