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Zé do Agreste

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As Razões de Ariosvaldo Ferreira

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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Jornalista polêmica Rachel Sheherazade fala sobre o Natal


Sabe quem vai faltar na festa de Natal? O aniversariante do dia! 

Como na noite do seu nascimento, ninguém lhe abriu as portas, e Jesus não tem onde repousar. 

Não há espaço para ele nas casas dos hipócritas, de ceias fartas e corações vazios... 

No teatro do Natal, entre simpáticos papais noéis, pinheiros reluzentes e embrulhos de presentes, Cristo passa até despercebido. 

Como se o “bom velhinho” fosse fato e o bom Deus é que fosse lenda! 

Eu não acredito no Natal-consumo, de gentilezas fugazes, do altruísmo anual... 

Natal são as boas novas eternas de um Deus que se fez servo, do verbo que se fez carne, do profeta que revolucionou o mundo pela paz e pelo amor. 

E é por amor a esse Deus-menino que os cristãos genuínos celebram o verdadeiro Natal: 

"Nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor! Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens de boa vontade..."


Blog de Raquel

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Discutindo o financiamento da mídia alternativa

Este é um dos temas mais quentes no debate sobre democratização da mídia, e onde os grandes meios de comunicação mais semeam confusão (com ajuda dos coxinhas, claro). O sistema publicitário brasileiro, fortemente concentrado em poucas agências e poucas mídias, aprisiona a publicidade privada e pública. Essa é uma realidade que foi construída ao longo das últimas décadas, e uma causa à qual a ditadura serviu alegremente. Mudar isso é dificil, mas necessário. Leiam o artigo de Theo, nosso amigo no Barão de Itararé-RJ.

*

O financiamento da mídia alternativa e a revolução silenciosa

Não há novidade nenhuma em afirmar que os meios de comunicação no Brasil são extremamente concentrados nas mãos de algumas poucas famílias. A surpresa que nos atinge está em saber que é justamente o dinheiro público do governo federal e dos governos estaduais e municipais o principal patrocinador dessa concentração.

Por Theófilo Rodrigues*, no Correio do Brasil

No caso do governo federal é a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, dirigida pela ministra Helena Chagas, a responsável por esse repasse de verbas para os grandes meios de comunicação. Nesse momento alguém poderia se perguntar: “Mas Helena Chagas, aquela jornalista da Globo?” Sim, a própria.

Esse repasse de verbas da Secom é a principal fonte de sobrevida dos grandes meios de comunicação no Brasil. Para termos uma ideia do montante, apenas em 2012 cerca de R$ 10,8 bilhões foram repassados para os quatro grandes canais de televisão: Globo, Record, SBT e Band, sendo que 70% dessas verbas foram repassadas apenas para a Rede Globo.

Outro exemplo costumeiro é o da Editora Abril – responsável pela revista (semanal de ultradireita) Veja, entre outras – no Estado de São Paulo. Os paulistanos sabem que há anos o seu governo estadual vem patrocinando fortemente a editora da família Civita sem que haja qualquer transparência sobre as vantagens que tal parceria traz para o bem público. A coincidência entre a linha editorial da Abril e o programa político do partido que dirige o governo de São Paulo não parece ser fruto do acaso.

O interesse público depende da diversidade de fontes para a produção da informação. Uma sociedade que possui apenas poucas possibilidades de acesso a novos conteúdos torna-se refém sem sequer saber que suas mãos estão acorrentadas. É necessário que haja fontes diversas e plurais para que possamos confrontá-las e produzirmos nossas próprias opiniões.

No entanto, se por um lado os governos não manifestam desejo em alterar a estrutura da comunicação no país, por outro lado os movimentos sociais e a sociedade civil subalterna começam a reivindicar mudanças estruturais que venham de baixo para cima. Aí estão os exemplos dos milhares de jornais de bairros, rádios e tvs comunitárias e blogs alternativos que surgem diariamente. A indignação com as narrativas monocórdicas materializam-se assim nas mídias alternativas. E essas mídias alternativas querem recursos para sobreviver e cobram justa e legitimamente que mudanças sejam feitas nas prioridades dos governos.

O debate no Congresso Nacional

Na Câmara dos Deputados o debate sobre a necessidade do financiamento para a mídia alternativa tem ocorrido na Subcomissão Especial da Câmara dos Deputados sobre Mídia Alternativa presidida pela deputada federal Luciana Santos (PCdoB-PE). A subcomissão funciona no âmbito da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática desde dezembro de 2011 e ao longo desse período ouviu uma série de especialistas sobre o tema. O relatório final dos trabalhos da subcomissão foi aprovado em 13 de novembro de 2013 e agora será transformado em projeto de lei para seguir em votação no plenário da Câmara dos Deputados.

O relatório final apresentado pela deputada Luciana Santos é formado por 17 itens que, em síntese, afirmam ser responsabilidade do governo federal e de suas agências o fomento das mídias alternativas e a pluralidade e diversidade na distribuição das verbas oficiais de publicidade. De forma concreta o relatório propõe que 20% da publicidade oficial do governo federal sejam apenas para a mídia alternativa.

Brasília dá o primeiro passo

Brasília deu na semana passada o primeiro grande passo no sentido de democratizar o financiamento da mídia alternativa. A Proposta de Emenda à Lei Orgânica 51/2013 indica que 10% das verbas de publicidade dos poderes locais deverão ser repassados para veículos da blogosfera e da imprensa comunitária.

A proposta da deputada distrital Luzia de Paula (PEN) foi aprovada por unanimidade na Câmara Legislativa do Distrito Federal e será aceita com tranquilidade pelo governador Agnelo Queiroz (PT).

No Rio de Janeiro proposta está na Alerj

No Rio de Janeiro a deputada estadual Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ) apresentou na Assembleia Legislativa no dia 23 de maio de 2013 o projeto de lei nº 2248/2013. A proposta da deputada comunista é a de que 20% da publicidade oficial do governo do Estado do Rio de Janeiro seja destinado à mídia alternativa como jornais comunitários, rádios e Tvs comunitárias e blogs.

Mas no Rio de Janeiro a proposta já indica que encontrará maiores obstáculos. Na semana seguinte à apresentação do PL na ALERJ, o gabinete da deputada Rejane recebeu a visita de advogados da Editora Abril para apontar o descontentamento da família Civita com a redistribuição das verbas para a mídia alternativa.

Ao contrário de Brasília que é governada por um histórico militante da esquerda, o Rio de Janeiro possui como governador o peemedebista Sérgio Cabral. E as boas relações de Cabral com a mídia carioca são bem conhecidas. Não passa pela cabeça de ninguém imaginar que Cabral permitirá que sua base na ALERJ aprove facilmente o PL 2248/2013.

Da revolução silenciosa para a revolução barulhenta

Aprovar mudanças na distribuição da publicidade oficial dos governos não é pouca coisa. No dia em que jornais de bairros, blogs, rádios e Tvs comunitárias passarem a receber uma parte do bolo, uma grande mudança se iniciará em nossa sociedade. Uma mudança de sotaque, uma mudança de cor, uma mudança de cultura. Uma nova narrativa de baixo para cima emergirá e verdades que hoje são absolutas passarão a ser contestadas. A revolução silenciosa passará então a ser barulhenta. Esse dia chegará.


*Theófilo Rodrigues é cientista social e coordenador da seção fluminense do Centro de Estudos da Mídia Independente Barão de Itararé.


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Porque não gosto de futebol


Não gosto de futebol. Não assisto a copa do mundo, quando muito vejo os gols no Globo Esporte. A partida de futebol é um saco. Vinte e dois homens correndo atrás de uma bola, chuta daqui, chuta dali, vai lá na área, volta pra outra, de vez em quando um perna de pau mete o cacete no adversário, o cabra cai gemendo, depois se levanta, passa gelol e corre outra vez. O gol sai e eles pulam, agora beijam a aliança e fazem coraçãozinho com as duas mãos para a amada, que na maioria das vezes é piriguete, caçadora de fama, come grama.
Quando sai do campo, o cabra monta numa Ferrari e vai namorar a atriz da Globo que dá a vida por um holofote ou então vai buscar alguma boazuda da periferia que anseia por um “gastoso” mão aberta.
A maioria desses idolos se esvai com o tempo. Despreparado para ganhar tanto dinheiro, gasta com fartura pensando que aquilo é eterno. E termina lascado. Entra em parafuso, morre jogado na sarjeta, sem mulher e sem família, exatamente porque casou com a primeira que apareceu.
E olhem que os jogadores negros renegam a própria raça. Só casam com galegas, de preferência coxudas, bundudas e rabudas. Prestem atenção e me digam se viram algum deles, a começar por Pelé, namorando alguém de cabelo pichaim, pele escura e beiço grosso. Só gostam de loiras, e loiras esfuziantes.
Confesso que nem sempre foi assim, ficou assim depois do trauma da seca. Estávamos perto da redenção, 2012 seria o fim do sofrimento nordestino, a transposição chegaria ao Nordeste, os rios seriam perenizados, os açudes nunca mais secariam, as roças seriam verdes os 12 meses do ano, mas eis que aparece uma presidente chamada Dilma Roussef e bota tudo a perder. Troca as necessidades de um povo pela vaidade de uma copa do mundo, pega o dinheiro da transposição e torra na reforma de estádios nababescos, deixa o sertanejo com uma mão na frente e outra atrás e agora estamos sentindo na pele as consequências dessa irresponsabilidade.
O que foi gasto, perdeu-se. Quem passa pelos canais já construídos, fica de coração partido. As placas de cimento estão se soltando, o mato cresce no meio do cimento, nunca o sertanejo/nordestino foi tratado com tanto desprezo.
E tudo em nome de uma copa, de uma partida de futebol, de 22 marmanjos correndo atrás de uma bola e ganhando salários de até 6 milhões de reais por mês.
Dá pra gostar de futebol desse jeito?
Quem quiser que goste. Eu não gosto e pronto.
Blog do Tião

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Audiência Pública. Faça sua parte!


Estive ontem na Câmara Municipal de Itaporanga, a convite do secretário de planejamento e gestão Jucivan Araújo, onde participei de uma audiência pública para discutir o (PPA) Plano Plurianual 2014 a 2017, e a (LDO) Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2014, e fiquei impressionado com a ausência da sociedade para discutir seus problemas e ai eu e tantos outros que vez por outra usa a mídia para fazer nossas cobranças realmente podemos fazer isto?

Digo isto porque mesmo o prefeito Audiberg Alves não tendo realizado nenhuma obra de destaque nos seus primeiros cem dias, já demostrou que quer governar com o povo, e vem convocando a população para expor suas idéias, vem em suas viagens buscando parcerias e nós não podemos faltar a estes chamamentos, pois só assim é que podemos cobrar melhorias para a solução dos nossos problemas e os problemas da comunidade. 

No evento de ontem, a senhora Januza Sotéro contadora do município fez grandes explanações, e mostrou para todos a verdadeira realidade da administração itaporanguense que tem dívida de mais ou menos dois milhões de reais deixadas pelas gestões passadas a serem pagas e só com parcerias e muito trabalho isto pode mudar. E mesmo assim mostrou a todos que a prefeitura tem que fazer parceiras com os governos estadual e municipal para poder sair do buraco. 

Era para a sociedade ter comparecido em massa, porem compareceu alguns secretários, uns poucos vereadores, e parte da sociedade civil que a exemplo deste que vos escreve usou da palavras para pedir melhorias para o esporte local, principalmente para o esporte amador, bem como de apoio financeiro para os clubes filiados a LDI (Liga Desportiva de Itaporanga).

Fizeram ainda uso da palavra o senhor Zenilton de Vitor que pediu mais empenho do poder executivo para construir casas de alvenaria na zona rural do município em substituição as de taipas; participou também o senhor Donivaldo Curinga que representou muito bem a comunidade da Vila Mocó, conjunto Chagas Soares e o loteamento Balduino de Carvalho, pedindo ao prefeito mais investimentos em obras públicas como saneamento básico, calçamento e o mais importante, a perfuração de poços artesianos para solucionar de vez os problemas daquela localidade tão esquecida pelo poder público. A senhora Zineide que reforçou meu pedido também pediu mais investimento na educação para melhorar o IDEB de nossa cidade, entre outros. 

É preciso que nos próximas audiências públicas o cidadão tire um pouquinha do seu tempo e vá as reuniões, pois só assim, você poderá fazer valer o seu direito de cidadão e poderá saber o que o gestor faz com seu dinheiro, não encare essas reuniões como coisa políticas, ou como politicagem, assista. Dê sua opinião. Fale das suas necessidades e dos seus problemas comunitários e não tenha medo de falar, pessoas que ocupam cargos públicos devem estar preparadas para receber críticas e/ou  elogios a todo instante, pois são simplesmente funcionários públicos pagos com o nosso dinheiro.

E que nós, se for o caso, que venha a não dar certo, também o tiramos do poder, agora é preciso fazer nossa parte. Agradeço ao secretário Jucivan Araújo pelo convite e estarei pronto para colaborar, cobrar, elogiar, e sempre que for necessário e eu achar que a ciosa não está certa, estarei aqui também para criticá-lo. Exerça seu direito de cidadão. 

Um abraço a todos. .

segunda-feira, 15 de abril de 2013

CPIs X PIZZA


Por Edigley Alves Sousa
Meu amigo e vereador Ubiramar, sou totalmente solidário ao seu requerimento e o apoio do seu colega o vereador Ivanilto, que trás de volta um problema muito sério não só em Itaporanga, mais também em todo país, na saúde e nas obras inacabadas, no entanto é preciso que se tenha cuidado para que como em todo país ao final tudo não venha a virar uma gigantesca pizza, sem contar com os custos que acabam sendo pagos por nós cidadãos, ficarmos mais uma vez sem uma resposta e que quem por acaso tenha feito qualquer tipo de desvio do erário público, que devolva, agora que os senhores vereadores mostre o que está sendo devolvido ao povo para que possamos também dar mais credibilidade aos nossos representantes, visto que o costumes de algumas CPIs geralmente só se ouve falar que alguém foi condenado(a) a devolver, a pagar determinada quantia, só que ninguém vê nem sabe se devolve, a quem devolveu, onde foi aplicado, é igual a multas aplicadas a alguns postos de combustíveis quando abusam no preço por ai afora, são multados, a mídia faz o maior auê, e depois se cala todo mundo e o consumidor fica sem saber mais nada, espero que se chegarem aos culpados e estes realmente tiverem culpa, independentemente de bandeira política.

Instalem esta CPI, e devolvam ao povo o que é do povo. Quero discordar do amigo, quanto ao período que é citado no tocante as obras inconclusas  e dizer que este deve ser cobrado é dos últimos 12 anos e não 5 como apresentou o caro Edil. Sempre que tenho oportunidade de conversar com alguns dos nossos representantes, faço questão de enfatizar aos mesmos que existem algumas questões que devem ser tratadas de maneira diferenciada pois só ao povo pertence os seus resultados como é o caso ora em discussão  

Parabenizo os nobres vereadores, e espero que tudo seja esclarecido da forma mais democrática possível. Um abraço a todos, e até breve. 

domingo, 7 de abril de 2013

O Hospital de Itaporanga ...

Por Anônimo alcoólatra



Dr. Miguel muito sensato seu comentário. Quanto mais comodo melhor porque a situação atual do "Dr. José Gomes da Silva" é preocupante muitos prestadores de serviço superlotando o prédio em detrimento do reduzido numero de pacientes. 

O que adianta um elefante branco sem presença do principal. Deveria ser melhor assistido de médicos responsáveis, altruístas e uma pincelada de amor e respeito ao semelhante. 

Nesse sábado de aleluia, demasiado com a bruta ressaca por ter passado a semana toda sem me alimentar só bebendo, fui levado ao Hospital e um só médico existia apesar que constava uma escala de plantonistas e naquele dia seria um profissional vindo das bandas de Conceição. 

Por insistência do amigo que prestou um relevante serviço a esse alcoólatra anônimo que bebe exageradamente a equipe de enfermeiros generosamente aplicou-se um soro fisiológico e assim consegui me levantar e durante o tempo que estive tomando o soro outros pacientes, com dor, ao meu redor aguardando a presença do doutor médico. 

As suas vistas, meu jovem doutor, humanitário como bem demonstrava a pessoa do seu pai, farmacêutico Arnoud Neves, e os filhos com certeza herdam as qualidades do pai. É isso aí a direção do hospital deve ser mais exigente quanto aos plantões médicos e também evitar que qualquer dor de cabeça leve o portador a sobrecarregar os trabalhos do "Deputado JanduY Carneiro", o hospital regional de Patos.

LAMENTÁVEL, JACKLINO PORCINO

Por miguel neves

Ao ler matéria publica em um blog local a cerca de uma reunião da AVEVAP um sentimento de indignação e decepção norteou minha alma itaporanguense. Tal reunião definiu, segundo o blog, três reivindicações que serão entregues ao governador em 3 de maio. 

São elas: IML, CAMPUS UEPB E UTI E AMPLIAÇÃO DO HOSPITAL DE PIANCÓ. 

Todas legítimas e de extrema importância  Mas, JACKLINO, e o hospital de ITAPORANGA, que mesmo caindo aos pedaços, tenta atender a quase totalidade do vale, não merece uma atenção especial? Há dois anos tentamos sensibilizar o Governo para necessidade urgente de reforma e ampliação do nosso hospital, cujo projeto já existe, mas falta força política. É lamentável ver que nem os mais jovens políticos pensem coletivamente no melhor para nossa terra.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Para leitor, atitude da presidente Dilma não foi nada franciscana

LEITOR PEDRO GIBERTI
DE SÃO PAULO

O "país só gastou um terço da verba destinada a desastres em 2012" (Folha, 20/3), mas a presidente Dilma acintosamente dispensou o uso da residência oficial da embaixada brasileira em Roma, onde poderia ter-se hospedado, e desperdiçou dinheiro público com o aluguel, durante três dias, de 52 quartos para a sua formidável e alegre comitiva, que foi passear na Itália e beijar a mão do papa. 

 
Desses quartos, 30 foram reservados num dos hotéis mais caros em Roma, onde a diária mais barata é de R$ 910,00. Um verdadeiro escárnio em relação à situação desesperadora dos brasileiros em Petrópolis que, mais uma vez, foram atingidos, com muitas mortes, pela força na natureza somada à omissão e incompetência do Estado. 

Espero que o Ministério Público investigue a eventual malversação do dinheiro público e, comprovada, faça com que cada centavo jogado fora volte aos cofres públicos. 

Foi uma atitude nada franciscana da presidente, que muito me envergonhou como brasileiro. 


Roberto Stuckert Filho/Divulgação/PR  
Dilma se encontra com o papa Francisco no Vaticano; presidente diz que encontro foi informal e que pontífice é simples
Dilma se encontra com o papa Francisco no Vaticano; presidente diz que encontro foi informal e que pontífice é simples

domingo, 10 de março de 2013

AVEVAP - Opinião do Internauta

por Edigley Alves

Amigos do vale do Piancó, neste sábado, (09), com a fundação da AVEVAP, onde o seu presidente eleito o vereador Jaquilino Porcino (PMDB, presidente da Cãmara Municipal de Itapotranga) disse que se estava vivendo o momento histórico, isso porque segundo ele dos 188, 141 vereadores da região uniram-se e apoiaram a idéia. 

É ai, que fico a me perguntar: como foi fácil fazer essa união e tão rápido, onde esqueceram as divergências, as picuinhas e tudo mais, PARABENS! 

Então já que a coisa foi tão fácil assim, eis que se aproxima as eleições do próximo ano, e penso eu, que chegou a hora de termos os nossos verdadeiros representantes na AL/PB e na Câmara Federal, ou não? senão vejamos, entendo que agora essa entidade com 141 vereadores todos unidos em prol do bem estar comum, fica bem mais fácil de escolher alguns nomes na região.

Fazendo antes da eleição um plebiscito par escolher os nomes que o povo desejar, e os escolhidos nesta pesquisa popular, seriam os candidatos e todos vereadores desta entidade, e o povo que os segue, apoiariam e trabalhariam com afinco para os elegerem, pois como todos sabem temos na região votos sobrando para eleger um deputado federal e no mínimo dois deputados estadual, para finalmente, quando eleitos, podermos olhar na cara de cada um deles, e cobrar ações para todo o Vale. 

Se esta entidade realmente foi criada para atender aos anceios do Vale do Piancó e eu tenho certeza que sim, acredito que não será problema, isso porque, com a chegada das eleições, espera-se que não se começe as divisões partidárias, as picunhas e que, depois cada um vá pra seu lado, e queira, mais uma vez, apoiar mais os paraquedistas que só em tempos de eleiçao aparecem por aqui.

Já comenta-se a boca miúda, que tem deputado de João Pessoa que quer apoio do prefeito de Itaporanga e é gente que ninguém aqui conhece, então espera-se que a entidade realmente esteja unida, e trabalhe mesmo em prol deste povo sofrido e diga um NÃO bem sonoro, aos forasteiros. 

Só pra avivar as suas memórias, o poeirão vem ai e eles vão começar a baixar por aqui. Não esqueçam! Será no primeiro de maio viu! Estamos de Olh!

sábado, 16 de fevereiro de 2013

BOMB(a)EIROS!

Edigley Alves Sousa
 
Estive ontem na cidade de Patos, e fiquei impressionado com o movimento que está sendo feito com abaixo-assinado da população patoense, com coletas de assinaturas em vários pontos da cidade, e com a ajuda de toda imprensa local, para que o governador do estado construa uma sede nova para o Corpo de Bombeiros, visto que a que existe lá, não comporta mais o número de viaturas, e de ocorrências na cidade devido o seu crescimento, cobrando justamente do governador o retorno do imposto cobrado no emplacamento dos veículos. 
 
Estão fazendo lá, justamente o contrário daqui onde o prefeito, e ai quando eu digo prefeito acho que não foi idéia sua, e sim de algeum ligado a seu grupo político, visto que como ele mesmo falou recebeu o município endividado, não ia ele querer individar mais, pois como falei antes, aqui em Itaporanga tambem emplacamos veículos e os impostos são recolhidos aos cofres do estado do mesmo jeito que é em Patos, e o que devemos fazer aqui, não é diferente se não cobrar do governador Ricardo Coutinho que faça tambem nossa sede. 
 
Algumas pessoas notadamente ligadas ao prefeito, defendem que a prefeitura deve dar incentivo, e eu tambem concordo, só que o mesmo deveria ser feito através de doação de um terreno para o governo do estado construir, e não alugar prédios particulaqres para satisfazer a terceiros, e onerar mais ainda os cofres da prefeitura. 
 
Pensendo nisso; deixo aqui uma perguntinha para os doutores responderem: Será que o fato de uma prefeitura gastar com as obrigações que são única e exclusivas do estado não caracteriza IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA NÃO?. Digo isso porque ao meu ver, se ela nao pode gastar com um clube de futebol do que representa o municipio por medo da lei, porque investiria em uma obrigação tão somente do estado e que além do mais, tem verbas para isto?. Obrigado a todos e bom dia.

sábado, 24 de novembro de 2012

Atendimento "express", como no SUS


O crescimento da economia do país, nos últimos anos, sem dúvida melhorou a vida de muitos brasileiros, que passaram a consumir mais e ter acesso a serviços antes inatingíveis;
Entre as conquistas de milhões de pessoas está o tão sonhado plano de saúde, na tentativa de fugir de hospitais públicos lotados, com macas nos corredores, falta de médicos e outros funcionários e de atenção adequada ao ser humano.
Esses usuários, porém, só trocaram de drama. Os planos de saúde são gigantes que, entre uma fusão e outra, lucram sem parar, mas oferecem bem pouco a quem paga muito caro pelo serviço.
No momento da venda, os planos de saúde prometem renomados hospitais, exames sofisticados e uma considerável carteira de médicos. Mas a realidade é bem diferente. Os médicos sofrem com a baixa remuneração e acabam optando pelo atendimento, digamos, "express".
Para se ter uma ideia, a maioria das consultas médicas é remunerada pelos planos com valores entre R$ 18 e R$ 50. Em casos extremamente raros, especialistas renomados recebem até R$ 200 somente de planos considerados top de linha pelo mercado. A situação piora, em se tratando de atendimento multidisciplinar. Paga-se de R$ 4 a R$ 7 pela sessão de fisioterapia, por exemplo.
Pressionados pela baixa remuneração, os médicos realizam de quatro a cinco consultas por hora.
São, em média, nem 10 minutos com o paciente. Esse tempo é obviamente insuficiente para a mínima investigação dos sintomas apresentados, podendo causar diagnósticos imprecisos. O bom exercício da medicina exige exame físico minucioso, atenção à história da doença, à descrição dos sintomas e uma análise, ainda que sumária, das condições de vida e da personalidade da pessoa a sua frente.
A fundamental relação entre médico e paciente simplesmente desaparece nos atendimentos remunerados pelos planos de saúde. São praticamente desconhecidos que entram e saem dos consultórios, sempre com guias de exames na mão e nenhuma certeza do mal que os aflige.
Em meio à falta de consenso entre operadoras e médicos, a população brasileira pena com problemas básicos de rotina como demora na marcação de consultas, na liberação de exames e até com o absurdo da negativa para realização de cirurgias.
As consultas se transformaram em verdadeiras linhas de produção, algo capaz de dar inveja à indústria automobilística. Já virou rotina clientes recorrerem à Justiça para conseguir ter acesso a procedimentos essenciais aos tratamentos.
O que os empresários parecem não enxergar é que, embora consigam mão de obra barata graças à proliferação de faculdades de medicina de baixíssima qualidade, acabam perdendo dinheiro ao pagar honorários irrisórios aos seus profissionais credenciados.
Isso porque, sem o exame físico adequado, os médicos solicitam procedimentos muitas vezes desnecessários, pagos pelos "empresários da saúde". Dor de estômago? Endoscopia. Tosse? Raio-x do tórax. Os resultados estão normais? Então é hora de exames mais complexos... E é assim que funciona a relação entre médico e paciente nos dias de hoje.
A economia no preço das consultas resulta em contas elevadíssimas pagas aos hospitais, porque lá chegam os pacientes que não tiveram o diagnóstico precoce. Ao que me parece, os lucros dos planos de saúde são tão elevados que até estas perdas com pacientes que acabam nos centros cirúrgicos são consideradas parte do jogo.
Sinceramente, me incomoda a má formação e a desqualificação dos medicos. No entanto, me preocupo muito mais com os pacientes atendidos por médicos que recebem menos por consulta do que os guardadores de carro.
Folha Uol

sábado, 17 de novembro de 2012

Rainha sem marca


 Quando Dilma Rousseff foi eleita presidente, em 2010, o publicitário João Santana vaticinou antes da cerimônia de posse que ela ocuparia a "cadeira da rainha", vazia há muito tempo no imaginário do brasileiro. Somos um país com poucas heroínas veneradas.
Pois Dilma Rousseff está prestes a completar quase dois anos de mandato. Pode até desfrutar desse benefício de ser a primeira mulher a comandar o Planalto. Só que é uma rainha sem imagem bem definida.
Pior. A marca mais saliente foi empurrada para Dilma: a de faxineira que colocou na rua mais de meia dúzia de ministros encrencados. Essa turma foi expelida apenas após a mídia publicar suas estripulias.
O governo demonstra perseguir a construção de dois símbolos. Primeiro, o de ter acabado com a miséria extrema. Segundo, o de impor um ritmo desenvolvimentista ao país, que garanta o crescimento da economia num patamar elevado e estável.
Do ponto de vista eleitoral, o que mais importa é o bem-estar geral da população. E nesse aspecto há sinais amarelos acendendo a cada dia nos controles do Planalto.
Tudo poderá talvez ser mitigado se a economia de fato crescer em 2013, como se espera, acima de 3%. Mas esse tipo de desempenho será suficiente a ponto de Dilma criar uma marca para si própria? "A presidente que fez o Brasil crescer 3%"? Ou 4%, vá lá. No último ano do governo Lula, o PIB subiu acima de 7%.
Aeroportos estrangulados. Estradas ruins. Transporte público nas grandes metrópoles em estado de depauperação. Saúde pública com os problemas de sempre. E agora, como se não bastasse, a criminalidade em alta em várias localidades.
Muitos desses gargalos não têm nada a ver com o governo federal. Mas quem paga o pato é sempre o presidente. Dilma, mesmo sentada na cadeira da rainha, tem poucos resultados palpáveis para seus súditos. Fica um governo sem cara.

sábado, 10 de novembro de 2012

Meu mundo caiu


Amigo torcedor, amigo secador, ao contrário do meu corvo Edgar, o maior agourento do futebol do planeta, espero que o time do Palmeiras não faça a Maysa, a trágica musa de "meu mundo caiu", neste final de semana. Para o torcedor verde, valem todas as rezas e mandingas. Vale até falar com "a veia" do Luiz Américo, aquela que tem força na encruzilhada. Vale tudo nessa peleja antiqueda. Nada dói mais, diz quem já passou por isso, do que o baque da Segundona.
Até parece que foi ontem que o Palmeiras caiu. E tudo pode se repetir domingo, no jogo mais dramático do certame brasileiro. Contra o Fluminense, que tem deixado o tio Nelson Rodrigues com uma risada de glutão em banquete palaciano.
Espero não ver aquelas imagens que levam os câmeras e os secadores ao orgasmo ludopédico. Imagens típicas da queda: uma mulher bonita em prantos, um machão com o choro contido e uma criança em desespero. Poupem as crianças desse terceiro ato da tragédia palestrina.
Óbvio que, nessa hora, sempre vem aquele comentário, digno da linha autoajuda, do cara da televisão e do rádio: a segunda divisão faz muito bem a um time, é a chance de se reerguer e voltar mais forte. Toda essa lenga-lenga tipo David Copperfield, como dizia o menino do "Apanhador no Campo de Centeio".
O corvo Edgar não vê a hora. Ele ama o clichê sentimentaloide do futiba. Dramalhão é com a minha agourenta ave. Aprecia mesmo testemunhar uma tragédia anunciada. É perverso. "Nada como as lágrimas de uma mulher que frequenta estádios", vaticina a queda. "Eu quero ver o navio incendiar para comer peixe assado", detona o peste, com o seu mantra predileto.
Agora mesmo, concentrado em seu poleiro, o corvo já canta de véspera: "Meu mundo caiu / E me fez ficar assim / Você conseguiu / E agora diz que tem pena de mim".
Não caçoa, miserável, de quem vive o delicado momento. A torcida palmeirense não tem culpa de ter um time que teima em ser pequeno, só para contrariar a incomensurável história. Estamos falando de um octocampeão brasileiro.
Um time que, na próxima temporada, pode estar entre o céu e o inferno. Na Segundona e na Libertadores. Duas competições, aliás, que exigem não apenas bons jogadores, mas verdadeiros cowboys da Pompeia no agreste e nas cordilheiras.
Espero que o corvo Edgar esteja errado e amanhã não seja o dia da queda. Mas, caso não tenha jeito, amigo palmeirense, aconselho um belo refúgio para confortar sua alma depois da partida. Lá em Prudente tem uma das melhores casas consoladoras de homens tristes.
Aquela mesma que o Ronaldo frequentou antes de um jogo do Corinthians. Sim, o Pop's Drinks, onde reina, entre outras deusas, a Bruna Paraguaia, infinitamente mais linda do que a Larissa Riquelme, a musa da última Copa do Mundo.
Folha Uol

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O oligopólio das máquinas de cartão


É inadmissível que, ainda hoje, imensas parcelas da população brasileira sejam penalizadas pela ausência, em diversos segmentos das atividades produtivas, de um mercado aberto e concorrencial.
Esse descompasso com o ideário de prosperidade do país se manifesta com grande intensidade no chamado mercado de adquirência, que compreende o credenciamento, captura e processamento de transações via cartões de crédito e débito.
A determinação, de julho de 2010, para que terminais de pagamento passassem a processar tanto cartões Visa quanto Mastercard foi na direção certa, mas não o suficiente para ampliar a competitividade no mercado, dominado em 90% pelas operadoras Cielo e Redecard, que não abriram mão da exclusividade de outras bandeiras.
A Cielo optou pelos cartões Amex, Elo e Alelo e do voucher da Visa Vale; a Redecard fica com Hipercard, Sodexo e Tíquete Refeição. Assim, para que possa receber todos esses meios de pagamentos, um restaurante precisa trabalhar com várias maquinetas e se submeter às extorsivas taxas decorrentes da ausência de competição ampla. São taxas que proporcionam a essas empresas margens de lucro de 45% a 60%!
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), junto com outras entidades que representam a cadeia produtiva do turismo, tomou a iniciativa de chamar a atenção do governo federal para a gravidade do problema. Aguarda uma tomada de posição do Palácio do Planalto, que tem se esforçado no sentido de reduzir os custos financeiros da economia.
O governo federal já entendeu que é inadmissível a cobrança de taxas de administração superiores a 4%, no caso dos cartões de crédito, e de 6%, nos vales-refeição. Na Europa e EUA, os percentuais cobrados são de cerca de 1%.
É preciso destacar, no entanto, que, ao pedir providências contra tal descalabro, a Abrasel não está pregando a regulação de taxas, mas a ampliação da concorrência nesse mercado, que trará benefícios a todas as empresas -não só no segmento de alimentação fora do lar- e principalmente aos consumidores.
Folha Uol
A atuação do governo poderia vir à semelhança do que foi feito para reduzir os absurdos spreads bancários. O Banco do Brasil, como acionista de algumas das administradoras de cartões, poderia dar o bom exemplo para o mercado e induzir esse processo virtuoso. Não tem sentido banco público usar reserva de mercado em prejuízo da sociedade.
A Abrasel, por integrar o Conselho de Competitividade do Comércio do Ministério do Desenvolvimento Industria e Comércio Exterior e ajudar na formulação do Plano Brasil Maior, reconhece a firmeza do governo Dilma Rousseff no trabalho que se desenvolve para a redução do custo Brasil, mas entende que é preciso ir ainda mais longe nas decisões voltadas para a desoneração das empresas.
E tomar medidas com vistas à adoção de práticas competitivas no mercado de adquirência significa, sim, desonerar a atividade empresarial de diversos segmentos, que chegam a desembolsar, a título de remunerar as operadoras de cartões, valores de quatro a cinco vezes superiores aos que as empresas contribuem para a previdência privada.

sábado, 3 de novembro de 2012

Torniquete na CPI


Alguns congressistas bem que tentaram, mas restaram infrutíferos os esforços para colocar a CPI do caso Cachoeira num caminho capaz de impedir que as investigações dessem em nada.
Em minoria na Casa, partidos da oposição não conseguiram, em reunião nesta semana, prorrogar por seis meses a CPI. Prevaleceu a vontade da base governista, comandada por PT e PMDB, de manter os trabalhos por mais 45 dias apenas, nos quais nada se fará, salvo finalizar o relatório final.
Novos pedidos de informação ou convocações ficam fora da pauta. PT e PMDB, assim, não precisarão mais, como vinham fazendo, barrar requerimentos que buscam avançar as investigações.
A manobra visa dar cabo de uma CPI que, embora tenha nascido com o propósito de fustigar a oposição e criar uma cortina de fumaça às vésperas do julgamento do mensalão, deu sinais de que poderia incomodar o próprio governo federal e alguns de seus aliados.
Na maquinação petista -inspirada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva-, o inquérito se restringiria a apurar as ligações de oposicionistas com Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso há meses sob acusação de explorar jogo ilegal. Os alvos prioritários eram Demóstenes Torres, ex-senador pelo DEM, e o tucano Marconi Perillo, governador de Goiás.
Logo se viu, porém, que a rede de influência de Cachoeira era mais ampla. Escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal mostraram que um dos personagens centrais era a empreiteira Delta -atulhada de contratos com o governo federal- e que o esquema não fazia distinção entre partidos.
De acordo com a PF, Carlinhos Cachoeira é sócio oculto da Delta. Nesse cenário, uma investigação séria atingiria também o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), e o do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB).
Por assim dizer ecumênica, a CPI estava destinada a sofrer uma "operação abafa". A inapetência parlamentar interrompeu os trabalhos por mais de um mês, e uma peça importante como a Delta nem teve suas contas abertas; até a oposição parecia pouco convicta da urgência de escrutiná-las.
O relatório final da CPI do Cachoeira só deverá ser conhecido no próximo dia 20. O documento dificilmente incomodará algum congressista, mas certamente acrescentará nova mácula à já desgastada reputação do Poder Legislativo.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Enem 2012


 Espero que tudo dê certo com o Enem 2012, que acontece amanhã e depois. Não será surpresa, porém, se se registrarem problemas, como ocorreu nas três versões anteriores do exame. Não digo isso por crer em destino ou numa incompetência intrínseca do Inep. Ao contrário, o órgão é tecnicamente muito bom. O que motiva a apreensão é a escala ciclópica do teste.
O número de inscritos se aproxima dos 6,5 milhões. Se 5 milhões de fato fizerem as provas, basta que haja falhas em 0,2% delas para criar uma legião de 10 mil examinandos justificadamente furiosos que encontrarão uma imprensa ávida para relatar seus dissabores. E 0,2% não seria uma marca absurda. A título de comparação, no primeiro turno das eleições, sempre vistas como um caso bem-sucedido de logística, 0,55% das urnas eletrônicas apresentaram problemas e tiveram de ser substituídas. A diferença é que dificuldades na votação são resolvidas na hora com a troca da urna ou o sufrágio manual, mas as no teste, não.
O que me incomoda nessa história é que, independentemente de problemas, o MEC vem desperdiçando chances de aprimorar de forma significativa o Enem. Esse tipo de exame se baseia numa metodologia, a TRI, que permite comparar alunos que se submeteram a provas diferentes. Assim, seria possível promover várias edições do exame por ano. É o que ocorre com o SAT, o equivalente norte-americano do Enem.
Além de facilitar a logística e reduzir o impacto de falhas, o recurso a múltiplas sessões aliviaria a pressão psicológica que pesa sobre os alunos, que, no modelo atual, concentram em dois dias a definição sobre o próximo ano de suas vidas. Se houvesse mais de uma edição, quem não se saiu bem teria a oportunidade de tentar de novo alguns meses depois. Com isso, o próprio processo de seleção se tornaria mais preciso e justo. É pena que o MEC até hoje não tenha dado esse passo óbvio.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Gol de mão



 Ao entrar com o pedido de anulação do jogo contra o Internacional, o Palmeiras estará na prática reivindicando o direito de fazer gols com a mão, o que não pega bem para um clube de futebol.
Antes que rábulas ludopédicos e palmeirenses em geral me venham corrigir, sei que a ideia é questionar uma suposta interferência externa na decisão do árbitro, o que é vedado pelas regras. Pior, a pessoa que teria influenciado o juiz lhe teria passado informações obtidas através de imagens de TV, o que também é proibido.
A analogia cabível, sustentam os "filopalmeirenses", seria com provas judiciais colhidas de forma ilegal, as quais, segundo a melhor doutrina do Direito, devem ser peremptoriamente excluídas do processo. "Mutatis mutandis", a informação de que o gol de Barcos foi feito com a mão não poderia ter chegado licitamente ao conhecimento do árbitro.
A tentativa é boa, mas não me convence. A razão para não tolerarmos provas ilegais na vida real não se aplica ao esporte bretão. Trata-se de uma proteção conferida ao indivíduo para protegê-lo do poder do Estado. Recusamos a busca sem mandado para preservar a privacidade do cidadão. Abominamos a confissão sob tortura para garantir-lhe a integridade física.
Obviamente, um jogador que se exibe diante de um público de dezenas de milhares de pessoas (sem contar a TV) não pode legitimamente invocar o direito de privacidade. Por mais que tente, não consigo ver, no contexto do futebol, nenhum interesse que possa competir com o de apurar o que de fato ocorreu na jogada.
É por essas e outras que me parece absurda a insistência da Fifa em banir ferramentas tecnológicas que possam melhorar a qualidade da arbitragem. Os esforços da entidade me lembram o rival de Galileu que se recusou a pôr o olho no telescópio para ver as evidências, alegando que tudo o que havia para saber sobre os astros já estava descrito na doutrina aristotélica sobre os céus.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Após as eleições


Acabado o segundo turno das eleições, é hora de os partidos e seus líderes se esforçarem para dar significado político ao resultado das urnas.
Teima-se em usar a lógica das eleições locais, ignorando suas circunstâncias próprias, como viés determinante para projetar o futuro. Assim, busca-se ajustar os resultados às conveniências do momento, daqueles que venceram ou sucumbiram ao voto popular.
A contabilidade mais importante, a que interessa, porém, é outra. Passadas a euforia e as comemorações, os novos prefeitos vão ter que se haver com uma dura realidade: o enfraquecimento continuado das nossas cidades -cada vez mais pobres em capacidade financeira e, por consequência, sem autonomia política.
Os novos administradores terão que governar com arrecadações e transferências de recursos em queda e responsabilidade administrativa cada vez maior, sem a necessária contrapartida financeira. Obrigatoriamente, serão instados pela realidade a esquecerem a briga política e os palanques para buscar parcerias e fazer funcionar uma inventividade gerencial, a fim de cumprirem os compromissos assumidos com os eleitores.
Lembro que a Constituição de 1988 tratou da distribuição de recursos entre os diferentes entes federados de acordo com suas obrigações e deveres com a população. Movia os constituintes a lúcida percepção de que não pode existir país forte com Estados e municípios fracos e dependentes, de pires na mão. Um crônico centralismo redivivo aos poucos permeou governos de diferentes matizes e se exacerbou agora, incumbindo-se de desconstruir a obra federativa criada naquele momento histórico, de revisão constitucional.
Fato é que, hoje, do total arrecadado no país, mais da metade fica nos cofres federais. Os Estados e os mais de 5.000 municípios brasileiros têm que sobreviver com percentuais muito inferiores, incluídas as transferências obrigatórias. Cada vez menos a União participa com recursos e responsabilidades das principais políticas públicas nacionais. Basta fazer as contas: nas principais áreas, a presença federal é minoritária, quando não decrescente.
A consequência, óbvia, consta de recente estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro: 83% dos municípios brasileiros simplesmente não conseguem se sustentar.
Impassível diante dessa realidade, o governo central ignora Estados e municípios como parceiros e poderosas alavancas para a produção de um crescimento diferenciado, 

quinta-feira, 26 de maio de 2011

“A importância do seu voto” por René Galdino

O voto é importante para que não deixemos o país nas mãos de pessoas indevidas, é preciso escolher bem um CANDIDATO para não nos arrependermos depois. Não podemos confiar de MAIS em pessoas que muito prometem. Esses quando a cidade precisa eles somem e deixam a desejar. Os corruptos normalmente fazem assim: começam a todo vapor no primeiro ano construindo moradias, reformando ruas e tudo que a cidade necessita, mas nos dois anos seguintes eles somem e esquecem as prioridades da cidade. No quarto e ultimo ano de mandado reaparecem a todo vapor fazendo como no primeiro ano para que seja reeleito, são essas coisas que precisemos tomar cuidado; é aí que vem a importância de nosso voto. Temos que analisar bem em quem votar conhecer a pessoa saber quais as suas qualidades e até mesmo a PROFISSÃO que ele exerceu antes de se candidatar. Sabendo um pouco da história de cada um terá mais confiança em seu candidato e poderá votar tranquilamente e com maior confiança. É claro que os quatro primeiros anos dele podem não ser os melhores, mas se ele estiver cumprindo com as suas promessas você poderá dar uma nova chance para ele continuar no CARGO por mais quatro anos. Nosso voto é importante por não estarmos envolvendo apenas nossos interesses, mas também o de outras pessoas. Imagine se votarmos em um candidato que só irá cuidar dos interesses dos mais ricos e isolar os pobres? Isso seria desumano para com os pobres. Precisamos pensar no próximo e fazer a melhor opção para ajudar a todos nem só ao pobre e nem só ao rico, é claro que a tendência do mundo é apenas piorar, mas vote com atenção e escolha bem seus CANDIDATO que mesmo piorando podemos ter um PREFEITO que honre seus compromissos, zele pela a cidade e corresponda aos seus OBJETIVOS.

O QUE SIGNIFICARIA A PALAVRA É T I C A:

EFICIÊNCIA: Ação, força e eficácia;
TRABALHO: Planejamento, elaboração e execução;
INJUNÇÃO: Situação, circunstâncias e obrigação;
CAPAZ: Competência e esperto; e
ABALUARTAR: Fazer.



Por José René Costa Galdino – Brasília Df, 25 De maio De 2011.