ANDARILHO SEM RUMO PRA SEGUIR
Autores, Os Nonatos
Autores, Os Nonatos
Viajante que sai de mundo a fora
Sem parar pra fazer reflexão
A cabeça nas nuvens, os pés no chão
E o pensamento voando a mil por hora
Os caminhos de volta não decora
Quando é retentando se esperar
Mesmo estando com sono e mal estar
Faz por onde os sintomoas não sentir
Andarilho sem rumo pra seguir
Coração sem histórias pra contar.
Eu ornei o meu sonho em mil nuances
Diferentes de céus, cristais e plantas
Sem firmar compromisso eu amei tantas
Que findei me cansando dos romances
Pra ser muito feliz eu tive chances
Mas a elas não soube aproveitar
Ser feliz outra vez quando eu tentar
É capaz da idade me impedir
Andarilho sem rumo pra seguir
Coração sem histórias pra contar.
Preenchido meu tempo está direto
E no confronto que luto não há tréguas
Mesmo exausto das trilhas corro léguas
Pra chegar sem atraso em meu trajeto
Quando o sol vai embora eu interpreto
Que as estrelas virão pro seu lugar
E quando estou com vontade de chegar
Passo dias e noites sem dormir
Andarilho sem rumo pra seguir
Coração sem histórias pra contar.
Quando está me faltando eu chego e peço
Quando estou me cansando paro e sento
Sendo apenas seguido pelo vento
A fronteiras longínquas atravesso
No altar do silêncio eu me confesso
Pra o remorso não mais me atormentar
Já pedi tanto a Deus pra me ajudar
Que Ele está me ajudando sem pedir
Andarilho sem rumo pra seguir
Coração sem histórias pra contar.
Tenho dúvida se estou errado ou certo
E mesmo estando confuso eu me concentro
Eu me sinto uma pedra aqui por dentro
Como um grão de areia no deserto
A família distante, a dor por perto
E só a sombra dispôe-se a ser meu par
Minha vida pedindo pra parar
E o destino mandando em frente eu ir
Andarilho sem rumo pra seguir
Coração sem histórias pra contar.
No começo de tudo houve um final
Sem que eu esperasse aquele fim
Foi querendo ser bom que eu fui ruim
Por tentar me dar bem que saí mal
Sentimento eu conjugo no plural
Amizade não presta singular
E minha vida apesar de não ser lar
A saudade que entrou não quer sair
Andarilho sem rumo pra seguir
Coração sem histórias pra contar.
Qualquer rota é difícil pra quem topa
Inimigo, trincheira, atalhe e cerco
Cruzo tantas veredas que me perco,
Perco tanto suor que a roupa ensopa
Um cigano não anda sem a tropa,
Um romântico não vive sem amar;
Um herói não desiste de lutar
Eu também não pretendo desistir
Andarilho sem rumo pra seguir
Coração sem histórias pra contar.
Nas estradas da vida eu sou um ser
Que aos prazeres do amor não tem direito
Uma dor que não cabe no meu peito
Uma dose amargosa de beber
Numa guerra difícil de vencer
Nesse prêmio impossível de de ganhar
Uma lagrima me sobra pra chorar
Um motivo me falta pra sorrir
Andarilho sem rumo pra seguir
Coração sem histórias pra contar.
OBSERVAÇÃO:
Este mote é de autoria dos Nonatos,
ele está gravado no CD "Alma de Menino"
E você está ouvindo a gravação original.









