Festa da Padroeira

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Diplomação dos Eleitos

Saiba tudo o que aconteceu na Diplomação dos candidatos eleitos no Vale do Piancó. Clique aqui!

Passe o seu Natal de YAMAHA Zero!

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Zé do Agreste

Durante esta semana estaremos postando aqui, vídeos de Zé do Agreste, personagem criado pelo itaporanguense Onildo Mendonça. Clique e confira!

As Razões de Ariosvaldo Ferreira

Porque Ariosvaldo Ferreira deu parecer contrário as obras de abastecimento d'água que estão sendo executados pela administração Djaci brasileiro. Clique aqui!

Atenção estudantes do Vale do Piancó

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Mostrando postagens com marcador Francisco C. Alexandria. Mostrar todas as postagens
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domingo, 21 de abril de 2013

Efeitos da redução na tarifa de energia elétrica


O governo federal desonerou em até 20% a conta de energia elétrica recentemente. Entre outras medidas pontuais de política econômica como redução do IPI dos automóveis, dos eletrodomésticos da linha branca, redução do PIS e Confins de folha de pagamento, desoneração da cesta básica e quem sabe no futuro próximo desonerar o diesel. A redução da tarifa de energia apresenta duas consequências do ponto de vista da economia.

Por um lado, essa medida provocou uma redução na inflação, alta contínua e generalizada de preços na economia. Ela refletiu positivamente para os consumidores no geral, pois o efeito da inflação não é benéfico para a maioria do povo brasileiro. É uma medida de boa aceitação popular, porque melhora a imagem do governante. Não se sabe se essa medida tenha impacto esperado na tarifa pública de energia, dado que aí tem os gastos das concessionárias e permissionárias de energia elétrica, da mesma forma, a margem de lucro do empresário, deve-se considerar esta informação anterior para as demais medidas de desoneração citadas.

Por outro lado, a medida desencadeou uma queda nas receitas dos estados. Essa queda se explica pelo fato do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços – ICMS incidir sobre o consumo de cada unidade usuária de energia elétrica. Isto significa aperto nas contas dos estados, porque eles dependem das receitas para fazer face aos gastos deles próprios. Vale ressaltar, ainda, que a redução foi na base de cálculo da conta de energia; e não nas alíquotas do ICMS (a redução destas cabe ao Senado Federal), pois dependendo do consumidor de energia, a alíquota pode ultrapassar os 25%, isso varia de um estado da federação para outro, mantidas as não incidências. A receita de ICMS energia elétrica é uma das principais fontes de receita da arrecadação dos estados e uma diminuição de até 20% na tarifa de energia provoca um forte impacto de receita em cada estado; isso do estado mais rico ao mais pobre, todos perdem receitas.

A fonte de receita ICMS energia elétrica tem peso significativo na receita estadual, em alguns estados, esse item ultrapassa os 10 por cento da receita de alguns.

Cabe esclarecer, ainda, que a diminuição da receita em comento é em relação a março do ano recém findo, no caso, ano de 2012. A diminuição de receita preocupa todos os entes federativos, pois os mesmos já vinham perdendo receitas por conta de outros tributos no que se diz respeito aos repasses de transferências e agora mais perda com o ICMS. Estados ricos como São Paulo, Paraná, Goiás e outros se ressentem com a queda na arrecadação de energia elétrica no mês de março, imaginem os estados mais pobres, o quão sacrificantes em suas arrecadações?!

Os estados já vêm sendo vilipendiados com perda de arrecadação no comércio eletrônico, como também, pouca distribuição nos royalties do petróleo por conta dos estados produtores e agora mais um sacrifício a se enfrentar.

Como medidas a se pensar, segundo os especialistas, caberia uma reforma no pacto federativo, medida compensativa do governo federal, ou, quem sabe, uma compensação pelo aumento do Produto Interno Bruto - PIB do Brasil para que as receitas estatais dessem novos impulsos e arrancarem os estados do sufoco.

sábado, 6 de abril de 2013

A minha visão do Vale do Piancó


O Vale do Piancó me mostra, e eu procurei relatar no livro de minha autoria, uma região, como muitas outras no nordeste do Brasil, com vários problemas sociais, do meio ambiente como a seca periódica, de representação política (pouca representatividade política), de educação, de saúde, mas, mesmo assim, é uma região que possui riquezas econômicas, como também, é uma região que pode apresentar viabilidade se muitos projetos forem aplicados lá, identificadas a essas carências aqui relatadas e na obra em comento, pode-se ter uma idéia de solução. O livro Vale do Piancó traz outra visão daquela estereotipada em todo Brasil de sertão e de sertanejo, um sertão com riquezas, com muitas carências e que precisa se inserir num novo cenário de crescimento e desenvolvimento, mesmo que, para isso, seja necessário muito esforço. Este no que se diz respeito à infra-estrutura econômica e evolução da educação, fator preponderante e apontado como a chave para alcançar um cenário melhor.

Atualmente, o maior anseio da comunidade da região do vale se encontra na implantação de escolas profissionalizantes e universidades, como também, em ações estruturantes no que se diz respeito à melhoria da qualidade de vida e a convivência harmônica com o meio ambiente sertanejo. Eu vejo viabilidade nesse aspecto.

Que ações políticas seriam necessárias para sanar com os dilemas sociais?

Ações voltadas para melhoria da infra-estrutura local, também, para implantação de novas tecnologias e projetos simples como: construção de cisternas, habitação digna para a população local, incentivo a apicultura, piscicultura, pecuária e sem deixar de lado as melhorias em tudo que já foi construído até hoje como escolas, barragens, estradas e outras melhorias.

A força política do Vale é expressiva, mas não faz valer sua Influência (dessa força política) nas casas parlamentares, como na Assembleia Legislativa estadual, Câmara dos deputados e Sanado. A que atribuir esta apatia?

A região do Vale do Piancó possui mais de 120 mil eleitores, no entanto, não tem representação nas casas legislativas de parlamentares que residam lá. Atribuo a um fenômeno que ocorre no Brasil, melhor explicando em minha visão, o sistema político brasileiro carece de profundas reformas. Ocorre na região do vale, no que se diz respeito à expressividade legislativa, o que ocorre em todo Brasil. As cidades mais poderosas economicamente da Paraíba conseguem votos no interior por via do poder econômico, então, os deputados das maiores cidades financiam os prefeitos e vereadores locais em troca de votos, por isso, a região em comento fica sempre sem representatividade na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional, daí a ficar o povo local sem voz e sem vez para mostrar os problemas da região como também resolver as necessidades deles (povo).

O Vale do Piancó é hoje uma região comparada a outras regiões nordestinas, uma região ainda carente, mas que tem riquezas e encantos tanto quanto as demais regiões do nordeste.

terça-feira, 26 de março de 2013

Alta de preços



(...) “Assim como podia ficar mal-humorado de um momento para outro, Luiz Gonzaga era espirituoso e piadista. Nesta época, no Rio, ele tocava com a formação clássica, com o “triangueiro” Xaxado, um anão, e o zabumbeiro Azulão, um negro muito alto. Costumava apresentar os dois como “Salário Mínimo” e “Custo de Vida”[1](...)


• Salário Mínimo = Pequeno = remuneração recebida pelo trabalho durante um mês.

• Custo de Vida = Inflação = grande = alta contínua ou permanente do custo de vida. 

Uma pequena leitura na história da inflação do Brasil no período de governo civil após a Ditadura Militar observou que de 1986 a 1994 aconteceu uma sucessão de planos mal sucedidos, todos objetivavam ao controle da inflação. O que se pode extrair, nesse contexto, é que em um período inflacionário os governos se elegem sempre com o propósito de combaterem a alta de preços. Foram vários planos nesse período: Cruzado, Bresser, Verão, Collor I, Collor II e finalmente o pano Real em 1994, este estabilizou a economia brasileira.

O ano de 2013 está seguindo com um pouco de pressão nos preços, indício de alta de preços. O que se constata, nesse primeiro trimestre de 2013, é uma elevação nos preços da economia brasileira. A inflação acumulada nos últimos 12 meses, desde o início do ano, medida pelo IPCA, já passa dos 6 %. Isso já deve representar um alerta para o Banco Central.

Desde Julho de 1994 que a economia está estabilizada, não é saudável para uma economia, uma disparada nos preços, pois o efeito recai, principalmente, sobre a classe trabalhadora e tem efeito nocivo sobre a distribuição de renda da economia.

Pode fazer uma diferença entre preço em alta e alta de preço a fim de se saber o que é realmente inflação.

Pode ter um aumento de preços, por exemplo, com a queda na safra agrícola dos Estados Unidos, de outro país ou internamente no Brasil. Isso reflete nos preços de nossa economia de forma a aumentá-los. Essa situação pode ser ocasionada por uma seca ou uma geada ou outro fenômeno climático que possa diminuir a produção de alimentos, mas logo que a situação se normalize, os preços tendem voltar a estabilizar. Assim, tem uma situação de preços em alta.

Nesse cenário, a renda do trabalhador é a mesma durante o ano inteiro (salvo repasse dos preços do ano anterior) para atender às necessidades do trabalhador durante todo ano. Os contratos em geral a exemplo dos alugueis permanecem como os salários.

Diante dos preços a cima o que fazer o trabalhador com a renda dele?

Bem, diante dos diversos preços, o mais sensato para o consumidor, seria procurar encontrar os produtos com os quais pudesse se alimentar sem que possa perder o valor nutricional para o ser humano sem gastar o dinheiro desnecessariamente, pois se sabe que a renda é limitada, assim, forçaria os mercados a baixar mais os preços.

Mas, por que alguns produtos estão tão caros enquanto que outros os preços estão baratos?

Ora, no caso dos produtos primários como a carne, o feijão, hortifrutícolas em geral e outros, a explicação está relacionada com a instabilidade climática, secas, enchentes, etc. Mas, teria o trabalhador, ainda, a oportunidade de substituir um produto que tivesse o mesmo valor nutricional por outro. Portanto, a falta de chuvas e outros fatores estariam influenciando os preços dos produtos.

Por outro lado, se acontecer um ajuste no diesel de 5%, como ocorreu recentemente, então, é de se esperar uma alta generalizada nos preços, pois os serviços de transportes rodoviários são feitos em veículos a base consumo desse combustível, pode se afirmar que vai ocorrer um repasse nos preços aos consumidores, portanto, tem uma alta generalizada nos preços. De outra forma, uma diminuição de 20% nas contas de energia provoca um efeito inverso. Como se observa, o aumento nos combustíveis é inflacionário, alta de preços.

No entendimento dos economistas, a alta de preços pode ter como causa tanto pelo lado da demanda como da oferta. Neste a alta de preço é causada pelas condições de oferta de bens e serviços da economia. Um fator que está associado à inflação de custos é o controle de uma ou mais empresas sobre o mercado, com relação a determinado produto. Naquele a alta de preço é determinado pelo crescimento dos meios de pagamentos, que não é acompanhado pelo crescimento da produção. Como a demanda é exercida através da moeda, pois é com dinheiro que as pessoas realizam suas compras, a inflação de demanda pode ser entendida como excesso de dinheiro na economia.< De uma forma superficial, pode-se fazer uma distinção entre os preços em alta e a alta de preços. A última é a alta contínua e generalizada, enquanto os primeiros pertencem a um fenômeno esporádico. O governo brasileiro tem tratado a inflação com medidas pontuais, uma delas foi à desoneração da sesta básica. Alguns economistas vêm tecendo críticas a política de controle da inflação. Mas, se o cenário continuar como estar à conjuntura econômica recente, mesmo com pesadas críticas, será muito difícil a mudança no comando do governo no Brasil, isso se as demais condições permanecerem como estão atualmente. Próximo ano, 2014 é ano de eleição e da copa do mundo. Os candidatos têm poucas alternativas para traçar um plano com grandes propostas que emplaquem e tragam profundas mudanças e, em última análise, a política econômica elege um presidente.

[1]http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/musica/noticia/2012/08/02/os-valetes-do-rei-do-baiao-contam-a-sua-historia-51334.php;

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Observações de um passeio a Itaporanga


Estive no Vale do Piancó, notadamente em Itaporanga, entre os dias 20 a 24 de janeiro passado. Sempre que vou ao Vale visitar a família e todas minhas raízes sertanejas, eu vou acompanhado de minha esposa. Mas, dessa vez, o motivo não foi só visita familiar; eu fui ao lançamento do livro Vale do Piancó – Aspectos de uma região, de minha autoria.

Nos primeiro dias em que estivemos lá, ganhamos o privilégio de assistir ao espetáculo: as primeiras chuvas da estação chuvosa, que, por sinal, não foi concretizada ainda. A chuva foi pequena realmente para o tamanho da estiagem que o Vale está passando, todavia, o suficiente para mostrar a beleza que são as primeiras que caem no sertão.

Ouvi trovões; vi a claridade dos relâmpagos, ouvi os gritos de alegrias dos habitantes os quais contemplavam ao espetáculo. É que os sertanejos quando estão nessa ocasião, o que vem à mente: é cair na chuva e descarregar a energia pesada das lamúrias dos tempos secos e difíceis.

Na verdade, a chuva foi pouca para a região, mas o suficiente para despertar a alegria de melhores tempos.

Após a chuva, no outro dia, fomos voltear pela cidade e, quando estou em minha cidade, a primeira visita que faço é ao Cristo Rei, a estátua construída pelas idéias do Padre Zé. Para ir ao Cristo Rei, temos de sair de Itaporanga em direção a Piancó pela BR 361 e, logo depois, converter à esquerda na estrada que dá acesso ao monumento.

No meio dessa estrada, algo chamou nossa atenção, uma serenata de pássaros: eram os conhecidos fura-barreiras ou rapazinhos dos velhos para os mais eruditos. Paramos o carro, saímos dele e passamos a contemplar a linda serenata. Eram cantos de alegria pela chuva do dia anterior. Na copa do angico, o minúsculo bem-te-vi desafiava a um gavião. O pequeno pássaro laçava vôos desafiadores contra o predador da caatinga. Ao fundo, se ouvia o cantar cadenciado das pombas rolas: uuu!!! Uuu!!! Pareciam notas tristes, mas não eram.

Onde paramos, havia poças d’água acumulada da chuva do dia anterior, mais ou menos a altura do sítio Cabeça Dantas. Depois, já por volta das 16 horas e 30 minutos, partimos para o Cristo. Lá chegamos e observamos a magistral obra de arte do arquiteto Alexandre Azevedo de Lacerda, estátua magnífica. Lá está sepultado o idealizador do monumento, Padre Zé. Vimos o túmulo e subimos pela escadaria para contemplar a paisagem sertaneja do alto da estátua. Muito linda a visão de lá. Ao observar detalhes dos cuidados administrativos do monumento, constatamos pequenos atos de vandalismo na estátua. Os vândalos põem nomes com objetos perfurantes nos corrimãos das escadas, danificam as placas, existem muitas luminárias quebradas, alguns refletores quebrados. Havia dois grupos de rapazes na faixa dos 12 para 16 anos lá. Não encontramos vigias, zeladores ou qualquer pessoa cuidando do local. O ambiente estava livre e até suspeito se fosse outra pessoa que não conhecesse o lugar. Sabe-se que o monumento religioso pertence à igreja católica e, à comunidade. Depreende, no entanto, que não é muito trabalhoso para contornar aquela situação encontrada, bastando maiores cuidados das pessoas envolvidas. Quanto aos atos de vandalismo, uma boa base escolar no ensino fundamental e campanhas educativas funcionariam muito bem para o caso.

Depois da visita ao Cristo, resolvemos passar pelo Colégio Diocesano para matar um pouco a saudade. De lá, fomos até a casa de Praxedes Pitanga, no final da Avenida Presidente Vargas. Ao chegar lá, paramos e logo começamos a admirar, com olhares de curiosidade, a casa. Belo monumento, o criador dela, no caso Pitanga, teve uma visão de projeção e expansão da cidade no sentido leste a oeste.

O velho casarão tem uma visão imponente, acho que arquitetura européia. Construída em um alto, ela (a casa) projetou o crescimento da Avenida Getúlio Vargas. A avenida inicia nas margens do rio Piancó (parte não segura à alagação) e sobe até o histórico monumento de Praxedes Pitanga. Ela (a casa) está muito velha realmente e sem ninguém a utilizando para moradia ou outros fins, observei, mas, mantém a beleza da arquitetura da época. Esse casarão deve ser preservado, pois ele não fala pela História, mas a História fala por ele.

Eu tenho em mente e visualizo esse dois líderes da cidade: Padre Zé e Praxedes Pitanga. Figuras que habitaram o solo do Vale e deixaram suas marcas por lá. Seriam marcas difíceis de apagar, pois foram plantadas com planos e usando ferramenta como a inteligência humana.

Agradeço aos habitantes de Itaporanga pelo lançamento do meu livro e me revigoro em saber que estive no Vale do Piancó.  

Foto: dos pés do Cristo é possível ver a cidade inteira.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Francisco C Alexandria - Minhas Desculpas


Meu Caro Chico.

Peço-te até perdão por não ter comparecid ao lançamento de tua obra, ontem na câmara municipal de nossa cidade. Como deu pra perceber, tive um pequeno acidente ao ligar a minha moto e como sou diabético e tenho problemas de circulação em ambas as pernas, isto me deixou quase sem poder andar, principalmente subir escadas.

Era meu desejo estra contigo neste lançamento, mas daqui mesmo torci muito para que fosse, como foi; um grande sucesso, pois sou fã dos teus esccritos. Se ainda estiveres aqui, passa na minha casa, casa contrário, liga, para que possa te passar o loguin e senha do Portal.

Um grande abraço

Rainério

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Economista Itaporanguense lança livro sobre os aspectos da região do Vale do Piancó

(Francisco Carlos de Alexandria / Foto: Junior Viriato)

O livro “Vale do Piancó- Aspectos de uma Região”, do escritor itaporanguense Francisco Carlos de Alexandria, formado em Economia e Ciências Contábeis pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e especialista em Auditoria Fiscal Contábil pela Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais de Maceió (AL), será lançado nesta quinta-feira (24), às 20hs, na Câmara de Vereadores da cidade de Itaporanga.


O livro é uma coletânea sobre a região. A obra aborda diferentes temas de relevância para o Vale do Piancó, com foco nas características geográficas, econômicas, dados sobre educação, eleições e fatos que marcaram os últimos anos do povo da região.


Por um estudo comparativo, o escritor observou o crescimento da economia da região, no período de 2005 a 2009, além de mostrar as suas necessidades, diante do progresso da economia brasileira nos últimos anos.


“Nesta obra, de cunho didático, busquei preencher um vácuo nas literaturas informal e especializada da região do Vale do Piancó, aproximando o leitor comum de temáticas da região do Vale”, explicou Francisco Carlos de Alexandria.
Portal Pedra Bonita

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O Vale do Piancó - Aspectos de uma região


Mais um itaporanguense se lança no mundo das Letras, trata-se do conterrâneo Francisco Carlos de Alexandria, colunista do Folha e do Portal do Vale, que lançará a sua obra: O Vale do Piancó - Aspectos de uma região, que será lançado nesta quinta-feira, 24/01, às 20h00, na Câmara Municipal de Itaporanga.


CONVITE

CONVIDAMOS VOCÊ PARA O LANÇAMENTO DE UMA OBRA ESCRITA SOBRE O VALE DO PIANCÓ. EDITADO EM SÃO PAULO PELA EDITORA BARAÚNA, O LIVRO “VALE DO PIANCÓ – ASPECTOS DE UMA REGIÃO” SERÁ LANÇADO NESTA QUINTA-FEIRA (24/01/2013) NA CÂMARA DE VEREADORES DE ITAPORANGA ÀS 20 HORAS. TEMOS A HONRA DE CONTAR COM A SUA PRESENÇA. A FUNDAÇÃO JOSE FRANCISCO DE SOUSA É A ORGANIZADORA DO EVENTO.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Lançamento do meu livro: Vale do Piancó

Olá leitores e leitoras do Vale do Piancó, convido-os para o lançamento do livro “Vale do Piancó – Aspectos de uma região”, de minha autoria, a ser lançado no dia 24/01/2013 (Quinta-Feira) na Câmara de Vereadores de Itaporanga às 20 horas. O lançamento conta com a honrosa organização da Fundação José Francisco de Sousa, do nobre jornalista Sousa Neto.

Sobre o livro Vale do Piancó, o mesmo foi uma obra estudada e planejada sobre a nossa região e é um ótimo, e vocês leitores podem comprová-lo, material de pesquisa sobre a região nos últimos anos. Os capítulos do livro constam de uma leitura gostosa sobre os assuntos debatidos na imprensa do Vale em tempos recentes e é adequado a consultas de professores, estudantes, gestores públicos e estudiosos em Ciências Sociais. Ainda, é um material de apoio aos ensinos Médio e Superior. 

Acrescento, mais, que é uma obra dedicada à grande imprensa do Vale do Piancó honrosamente. Eu destaco blogs e sites e pessoas, as quais me incentivaram a elaborar os estudos sobre o vale. Pessoas como Paulo Rainério Brasilino, Ariosvaldo Ferreira da Silva, Sousa Neto, etc. E sites e blogs como “itaporanga.net”, “folhadovali.com.br”, “Portal do Vale” do Rainério e demais imprensa e pessoas que trabalham com a informação no Vale do Piancó.

Essa pequena contribuição minha ao vale está em nove capítulos. São eles: “Algumas características do vale” que aborda características geográficas, econômicas e fatos que marcam os anos recentes do povo. Em “Economia”, compara-se o PIB (Produto Interno Bruto) do Nordeste e da Paraíba com o do vale. Também apresentei temas ligados à área da Economia da região.

São destacados outros temas como “Eleições no Vale do Piancó”, “Meio ambiente” mostra a situação da fauna e flora da região, como também, pequenas sugestões para o povo sertanejo conviver com qualidade de vida, “Recursos hídricos” aborda a capacidade das barragens do vale e a problemática do abastecimento de água. Em “Educação” aparece a especial cobertura do vale, nos últimos anos, sobre o direito dos estudantes à educação superior presencial, também como, o acesso ao ensino técnico profissionalizante. Ademais, evidenciei a presença do Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho – o Padre Zé, carinhosamente como foi conhecido – na área educativa.

Em “Rodovias e trânsito”, analisei o estado de conservação das rodovias do vale, as BRs, as PBs e forneci alguns conselhos para o desenvolvimento da região. São, na verdade, dicas para elevar o desenvolvimento local, por meio de rodovias. A frota de veículo do vale mereceu destaque, assim como o problema do trânsito nas rodovias.

Em “Saúde” o enfoque foi à problemática, questões evidenciadas pela “Folha do Vale” e pela Fundação José Francisco de Sousa, no que diz respeito à criação de um centro especializado em pediatria em Itaporanga, luta desta instituição. E, finalmente, em “Turismo”, destaquei a estátua do Cristo Rei, obra do saudoso Padre Zé. Mostrei a importância e as reivindicações para a melhoria de um dos cartões-postais do lugar.

Resumidamente, eis o resultado do debate das imprensas escrita e falada do vale nos últimos anos e em tempos de internet. Acrescento que o livro foi escrito de forma simples, de modo que todos os leitores tenham entendimento dos fatos abordados após a leitura.

A obra foi editada em São Paulo pela Editora Baraúna, sendo disponibilizada para todo o país e o mundo na forma de livros impressos, como também, em “ebooks” (livros eletrônicos).


Este livro impresso está disponível a venda por (R$ 21,90+frete) no site da Editora Baraúna no endereço:


http://www.editorabarauna.com.br/vale ... pectos-de-uma-regi-o.html.

Já na forma de livro eletrônico (ebook) está disponível a venda por R$ 12,90 nos seguintes sites:

1. http://www.livrariasaraiva.com.br/pro ... -aspectos-de-uma-regiao/;

2. http://www.gatosabido.com.br/ebook-do ... ectos-de-uma-regiao.html;

3. http://livros.mundopositivo.com.br/va ... de-alexandria-ebook.html;

4. http://www.livrariacultura.com.br/scr ... 975143141129643062922674;

5. http://www.ebookcult.com.br/produto/V ... ctos-de-uma-regiao-158924.

Atenção! Para os leitores que quiserem o livro já em mãos e autografado no dia do lançamento, pedimos para aguardar o dia lá na Câmara Municipal de Itaporanga e estaremos com várias unidades à disposição.

O Convite se estende a toda imprensa do Vale e todos que tenham interesse nos problemas da região. Ante tudo aqui apresentado, ficam convidadas às classes leitoras do Vale do Piancó e da Paraíba.

Cordialmente, grato por sua presença.

Francisco C. Alexandria

sábado, 24 de novembro de 2012

Livro sobre a realidade socioeconômica e geográfica do Vale será lançado em janeiro

A obra é um importante documento regional e será lançado em Itaporanga


Por Redação da Folha - “Vale do Piancó – Aspectos de uma região” é o primeiro livro do economista Francisco Carlos de Alexandria, que é natural de Itaporanga, mas atualmente reside e trabalha em Alagoas. Embora vivendo distante do seu lugar de origem, Carlos acompanha os acontecimentos regionais assiduamente e há anos desenvolve uma pesquisa profunda sobre o Vale, resultando na obra, publicada pela editora Baraúna, e que é um importante registro da natureza e da vida política, socioeconômica da região.

Conforme o próprio autor, o livro  “é uma leitura sobre os últimos acontecimentos no Vale. A obra faz uma abordagem em diferentes temas de relevância para a região. Resumidamente, enfoca características geográficas, econômicas e fatos que marcaram os últimos anos do povo. São tratados temas como eleições, educação no vale e os esforços dos valepiancoenses para implantação do ensino superior presencial, bem como ensino técnico na região”.

Conforme ainda Carlos Alexandria, “a obra leva o leitor a entender diversos traços da região do Vale do Piancó, desde as características geográficas da região ao comportamento da economia recentemente, através de um estudo comparativo se observa o crescimento da economia do vale comparada a outras economias, no período de 2005 a 2009. Além do mais, adentramos nas necessidades da região, diante da evolução da economia brasileira nos últimos anos. Como, por exemplo, o comportamento do comércio de carne no vale e a necessidade de se ajustar aos padrões exigidos. A necessidade de se aumentar o quantitativo de agências bancárias foi constatada. Por outro lado, analisou-se o quantitativo de eleitores no vale e a falta de representação na Assembleia do estado Paraíba e até no Congresso Nacional. Já no campo educacional, esta obra aborda a necessidade de Ensino Superior presencial, bem como a de ensino técnico profissionalizante, também, destaca a importância do Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho no campo educacional”.

O livro, que é uma importante fonte de pesquisa, informação e reflexão sobre o Vale, deverá ser lançado na primeira quinzena de janeiro, possivelmente nas dependências físicas da Câmara Municipal de Itaporanga, conforme apurou a Folha (www.folhadovali.com.br), mas a data ainda não foi confirmada.  

Foto: capa da obra Vale do Piancó - Aspectos de uma região.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O gigante temporário “Piancó Açu” e a necessidade de preservação ambiental


O rio “Piancó Açu” é uma bacia Federal na Paraíba, pois, as águas dele têm abrangência aos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Tem uma extensão aproximada de 450 km da nascente a foz, um gigante.

Vamos fazer comentários restringindo apenas a área da bacia do Piancó que cobre a região de Princesa Isabel, Itaporanga, Piancó e Pombal aqui na Paraíba no se diz respeito aos danos ambientais e a preservação do rio Piancó.

Sabe-se, historicamente, que o processo de exploração desordenada desencadeou desequilíbrio brutal ao meio ambiente nesse espaço territorial paraibano. As atividades clássicas de agricultura e pecuária, ambas sem resguardo ao equilíbrio do meio ambiente, levaram ao nosso estágio comprometimento atual.

Como o processo de urbanização se deu no entorno do rio Piancó e de seus afluentes, as cidades passaram a contribuir fortemente com o processo de desequilíbrio ambiental. As cidades valepiancoenses contribuem com a degradação ambiental via o escoamento esgoto sanitário de cada uma delas, com o destino do lixo químico, lixo hospitalar e outros lixos orgânicos. Todos mal planejados e sem o respeito devido às normas ambientais.

Portanto, o planejamento ambiental é necessário para que se possa restabelecer; não digo como era em tempos anteriores, mas que se possa conviver com um mínimo de qualidade de vida e respeitando a natureza como ela deveria ser.

As cidades do Vale precisam rever o destino seguro de seus esgotos sem que se possam poluir as águas do rio Piancó e, por consequente, dos principais mananciais aquíferos dele e de seus afluentes. As construções de redes gerais de esgoto, como as construções de fossas sépticas precisam de planejamento. O alerta vale também para perfuração de poços em águas subterrâneas do vale. Digo, cabe planejar.

As margens de proteção do Piancó precisam de atenção; reafirmo, as matas ciliares, no que se diz respeito à proteção ambiental. Da mesma forma, as matas da caatinga que sevem de telhado para todo complexo rio Piancó, também, necessitam de cuidados para que não venham assorear o rio temporário.

Políticas de combate à pobreza; políticas de formação dos jovens na escola, disciplinas relativas ao meio ambiente, cursos profissionalizantes nas áreas ambientais do bioma Caatinga são necessidades para que se der sustentabilidade ao grande temporário rio Piancó. 
Um dia o historiador antigo Heródoto disse: “O Egito é um presente do Nilo”. Com base no mesmo raciocínio do historiador; poderíamos dizer que todas as cidades que compõem a nossa região é um presente do rio Piancó. Então, por que não cuidar dele, rio Piancó, como se deve ambientalmente, estaremos cuidando de nossa própria qualidade de vida.  

Foto: Antônio Cabral.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Casa de Praxedes Pitanga do Mural itaporanga.net

Por Francisco C Alexandria 

Eu me reporto agora à mensagem nº 5524 do grande itaporanguense, escriba iluminado: Doutor Titico Pedro. Titico, como bom itaporanguense de visão apurada, ver com preocupação a destruição de um dos monumentos que deu a Itaporanga projeção de crescimento: leste a oeste, a segunda casa do ilustre bacharel em Direito, Doutor Praxedes da Silva Pitanga. Praxedes Pitanga foi conhecido em toda Paraíba por ser homem de luta e de valor, advogado e ex-líder político. Como o próprio Titico escreve, Pitanga foi Deputado Federal, Deputado Estadual, Prefeito de Itaporanga, Procurador de Justiça, Advogado e entres outras atividades desenvolvidas por ele. Praxedes Pitanga era filho de Porfíria da Silva (Quarta geração de Alexandre Gomes). Porfíria por sua vez filha do Capitão João Severino da Silva, este por sua vez filho de Severino Gomes da Silva (pai Valino) que era filho de Alexandre Gomes da Silva um dos fundadores de Misericórdia (hoje Itaporanga). Quero destacar que a mãe de Pitanga era casada com Maximiniano de Souza Conserva.

Portanto, Praxedes Pitanga pertence ao que se chamam de Clã Jenipapo. Este Clã que mantém o poderio político-econômico de Itaporanga até os tempos atuais.

Mas, infelizmente, parece-me que os fundamentos (segunda casa de Pitanga) da história de Misericórdia atual Itaporanga, nome este criado por Praxedes Pintanga tende a ir às ruínas por demolição. A segunda casa de Pitanga deveria se transformar em museu da cidade, agora, tende a ser substituída para ser erigido, no local, outro prédio moderno para que deixe a cidade sem história.

Pitanga, em seu livro de memória, eterniza a casa. E escreve sobre a referida casa os seguintes trecho: “Essa segunda casa, com a volta de minha mãe –também exilada por força daquela perseguição -, nos serviu de morada(...). Esta perseguição que ele fala diz respeito ao conflito político da família Jenipapo pela manutenção do poder político da cidade. E continua Pitanga: “Ali instalados, eu e o meu companheiro de campanha alcançamos, através do voto popular, a direção da aludida comuna. Não tardou muito que a minha vivência política, cheia de sérios e arriscados imprevistos, deu a essa referida casa o sentido de fortaleza, melhor dizendo, foi-me uma espécie de alcázar mourisco, donde eu, chefe político local, comandei caravanas eleitorais, algumas dessas com risco de morte (...). Continua Pitanga: “Os episódios assim narrados, aumentaram meu amor a essa casa, que vem assim conservada com a sua mesma feição primitiva. Parece que vejo nas paredes estampado o retrato de minhas lutas, muitas vezes difíceis e arriscadas, mas coroada de vitória (...). Finaliza Pitanga: Continua ali, na antiga Misericórdia, hoje Itaporanga, a casa em apreço, que não vendo, que não troco por circunstância alguma. Dar-lhe-ei o destino de um bem de família, que deixei para os meus filhos, numa espécie de testamento de honra, e ainda com obrigação de não se modificar a feição originária desse prédio que, como já disse acima, encerra grande parte de minha vida (...) pg. 214 do livro Praxedes Pitanga: memórias, Minha vida, minhas lutas.

Assim, a casa é o eterno monumento de Pitanga. Senhores, em nome da História, não acabem com um dos símbolos da história da cidade. Se não Existem leis de proteção ao patrimônio histórico da cidade, que tal criarmos estas, através da iniciativa popular e forçarmos a Câmara Municipal votar e levar a sanção do chefe do executivo local. Seria uma solução. A casa do Praxedes da Silva Pitanga é história e nunca vai deixar de ser.

sábado, 21 de julho de 2012

O lixo urbano não é problema para qualidade de vida; o mau destino dele sim


Atualmente a maior parte dos habitantes do Vale reside na zona urbana, segundo Censo 2010 do IBGE, mais de 62% da população estão nas cidades. São mais de 97 mil habitantes. Tudo isso faz produzir muito lixo o qual precisa de um destino para que não represente risco aos habitantes da região.

O lixo, quando mal destinado, representa ameaça aos habitantes do lugar, aos visitantes, em fim, a todos da região. Além de expor a administração das prefeituras à visão depreciativa por parte das pessoas.

Portanto, os gestores públicos necessitam de gerenciar muito bem o setor limpeza pública para que se tenha uma limpeza urbana dentro dos padrões atuais, ou seja, obedecendo ao processo da sustentabilidade ambiental.

São diversas fontes de lixo no Vale como a construção civil, as aparas das árvores da cidade, senão as próprias árvores, animais mortos, o produto da indústria de embalagens como sacolas plásticas, papel e papelão, o descarte da indústria de eletrodoméstico, eletroeletrônico e informática, como também, o descarte de celulares etc. Cabe destacar aqui, também, as baterias, as pilhas e o lixo hospitalar, todos grandes poluentes.

O que preocupa mais os habitantes são os lixões à moda antiga. Lixões sem preocupação mínima com o rio Piancó e os afluentes dele. Em tempos não muito distantes, o fogo era que cuidava de realizar a transformação do lixo, tudo passaria pela ração de combustão. Mas, podemos perfeitamente reciclar quase todo produto do lixo. Existe a indústria da reciclagem. O ferro é reaproveitado, o alumínio, as garrafas pets, os químicos perigosos são reaproveitados.

O lixo, também, é uma grande fonte de renda, emprega pessoas, gera matéria prima para indústria de reciclagem, até energia se extrai do lixo. São garis, catadores empresas de reciclagem etc.

Nos última dias, li nos meios noticiosos do Vale, que a prefeitura de Itaporanga, maior cidade do Vale do Piancó, estava jogando o lixo da cidade em um local inapropriado para tal. A imprensa dava conta que o lixo estava sendo descartado no sítio Pau Brasil do mesmo município, lixão esse, que não levava em consideração os danos causados ao meio ambiente, como contaminação das águas e males outros. Portanto, crime ambiental.

Em âmbito nacional, existe a Lei nº 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Nos últimos anos, o Poder Legislativo brasileiro cuidou de criar forte aparato legal envolvendo a União, Estados e Municípios, o setor produtivo e a sociedade civil na busca de solução para os problemas causados pelo lixo e que compromete a qualidade de vida dos habitantes do Brasil. Assim, o problema do lixo é um problema de toda sociedade do Vale e devemos comprometer com esse problema.

O problema do lixo deve ser tratado nas escolas, na formação da juventude consciente, nas residências, nas empresas, igrejas etc. As prefeituras devem tratar do lixo como determina a política nacional de tratamento do lixo. Nós cidadãos devemos comprometer com os males que nos prejudicam.

Portanto, na hora do voto, todo o Vale consciente tem de saber de escolher gestores ligados aos problemas os quais aflijam os habitantes do Vale, como por exemplo, o destino do lixo.

Foto (Paulo Rainério): novo lixão de Itaporanga.

domingo, 15 de julho de 2012

Recordando Radegundis Feitosa

Por Francisco C Alexandria 


Com saudade e recordação do grupo de músicos que se foi para outro plano espiritual em Julho de 2010, em especial, ao grande músico brasileiro, paraibano e itaporanguense: Radegundis Feitosa, professor, maestro e profissional que amava muito o que fazia: tirar acordes maravilhoso do instrumento metálico para encantar corações.

É com muito orgulho que apresento esta performace maravilhosa executada pelo Radegundis Feitosa acompanhada pelo um brilhante pianista; ela mostra todo jeito espontâneo de Radegundis conduzir o instrumento o qual amava muito. Com vocês, Radegundis e Leandro Braga:

Vídeo do “you tube”:

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Aniversário, estabilidade e efeitos do Plano Real


No próximo mês de julho de 2012, faz 18 anos que o Plano Real entrou em vigor. O Plano Real trouxe para o Brasil estabilidade econômica e pôs fim ao processo inflacionário que corroia o poder de compra do povo brasileiro e, com ele, acabaram muitos outros planos mal sucedidos aqui no Brasil, todos na tentativa de estabilizar a economia; ficou o Real.

A inflação, alta generalizada dos preços de cujo efeito é a desvalorização da moeda, atuava como um fator de empobrecimento da maioria dos brasileiros, pois parte (pequena parte) da população sobressaia depositando as suas reservas financeiras nos bancos para precaver da desvalorização da moeda na época. Só para relembrar, a título de exemplo, os três últimos meses que antecediam o Plano Real, tivemos inflação de 42,46%, 40,95% e 46,58% nessa ordem. Tempos difíceis aqueles.

Dada à globalização da economia, o Real já enfrentou muitas crises mundiais: Crise do México, Crise Asiática e Crise Russa. Recentemente, Crise do Crédito Americana e passa atualmente pela Crise do Euro em toda Europa.

Fiz estas considerações iniciais para comentar alguns fatores positivos de estabilidade econômica para o país, para o Brasil de uma forma geral e, em particular, para o Vale do Piancó no tocante a distribuição de renda. E, para enfatizar melhor, vamos considerar os programas sociais do governo federal, via bolsa família e outras bolsas, a manutenção do poder de compra do salário mínimo e os programas de créditos, como também, os investimentos em moradias, todos são responsáveis por fazer girar, usando um linguajar bem mais simples, a roda da economia.

Somente pelo o programa bolsa família, foram recebidos pela população carente do Vale em 2011, aproximadamente, 33,72 milhões. Dados estes obtidos do portal do governo federal: “portaldatransparencia.gov.br”, isto para os vinte municípios que compõem o Vale. Esse valor atende as necessidades básicas da população carente, faz com que essa população demande gêneros de primeiras necessidades como: alimentação, remédios e vestuários, em consequência, gera uma dinâmica para essas economias simples pela movimentação da cadeia produtiva local que puxa outras cadeias. São injeções de dinheiro em pequenos negócios como as feiras livres, pequenos açougues, mercearias, pequenas lojas, farmácias etc.

Por outro lado, a constante valorização do salário mínimo brasileiro injeta em todo Brasil uma expressiva quantidade de dinheiro, a exemplo do Vale do Piancó, que como os programas sociais, ela dinamiza as economias locais. Dado que grande parte das pessoas do Vale tem seus rendimentos referenciados no salário mínimo. A economia formal remunera os empregados com base no mínimo. São as lojas, as indústrias (quase inexistente), o setor da construção civil, os empregadores domésticos etc. Ainda, podemos acrescentar os segurados do INSS, estes responsáveis por grande massa recebedora de salário mínimo. O valor recebido, em salário mínimo, pelos segurados do INSS é muito expressivo no Vale também, a ponto de estimular fortemente o comércio local e como o ajuste do salário mínimo é feito anualmente com base na variação da inflação medida pelo INPC e na variação do PIB nacional anualmente, vamos ter, provavelmente, novas injeções monetária até 2023, segundo acordo feito em negociação em 2007 salvo fortuitos acontecimentos, pois o futuro é provável, dados os acontecimentos presentes.

O setor público: o estado, as prefeituras todas as entidades públicas, também, têm como referência para pagar seus funcionários em salário mínimo. Imaginem os funcionários do Estado, os funcionários das vinte prefeituras mais os funcionários federais que moram na região, todos ativam a economia local.Logo, toda tributação incidente sobre o consumo das pessoas faz impactar de forma positiva para o lado dos governos. Os governos faturam com arrecadação em cima do crescimento da economia de forma natural.

Em uma economia estável, abre margem aos investimentos. E temos investimentos no campo da construção civil, através do programa “Minha Casa Minha Vida” do governo federal. São diversas casas para serem construídas nos próximos anos, o que leva a diminuição do déficit habitacional no Vale do Piancó e, ainda, os bancos abrem financiamento para aquisição da casa própria como também de reformas em edificações financiadas. Com estabilidade, os bancos expandem políticas de créditos aos cidadãos.

Do lado do governo da Paraíba, o governo com boa gestão pode investir em melhorias de estradas, em abastecimento de água para população, em escolas etc.

Já as prefeituras, dada a uma gestão equilibrada de seu ente, podem criar, também, os próprios investimentos delas. Podemos citar melhoria dos prédios públicos, melhorias das estradas e das ruas, criar escolas, creches etc.

Com certeza, existem muitas dificuldades ainda e elas vão existir sempre, mas os tempos de hoje; são melhores que os dos últimos anos da década de 70, de toda década de 80 até o primeiro de julho de 1994.

Desejo que a inteligência brasileira crie novos paradigmas e que estes tomem como base a educação dos brasileiros, a ecologia e o bem estar. Que os governos do Brasil e todo povo brasileiro saibam aproveitar, ainda, a vida do Real.

sábado, 12 de maio de 2012

Educação, exclusão e perspectivas no Vale do Piancó



A educação no Brasil sempre foi um processo de exclusão com raríssimas exceções ao longo da história. No Brasil Colônia, no Brasil Império, os filhos dos nobres iam estudar na Europa. Logo depois, nasceram as faculdades no Brasil e elas ficaram situadas nos principais centros do Brasil: Salvador, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo etc obrigando aos estudantes, os que quisessem evoluir, a deslocar do interior. E os estudantes também teriam de se deslocar para os Centros a fim de se profissionalizarem, isso também é um processo de exclusão.

Vou tentar continuar meus comentários no meu estado: Paraíba, onde o processo educacional segue a mesma sistemática de exclusão. Os primeiros centros educacionais situaram em João Pessoa, logo em seguida Campina Grande, Areia, Bananeiras, Cajazeiras (a cidade que ensinou a Paraíba a ler), Sousa e Patos. Quando colocamos o critério de qualidade na educação, destacam os centros: João Pessoa e Campina Grande. Em evidência, temos as universidades públicas, a exemplo da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e logo depois, a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

Vejam os Senhores leitores, que, usando uma linguagem bem mais simples, que o filé da educação está concentrado nas regiões onde teve investimento em educação. E para ter acesso ao ensino nos centros, teríamos que passar por um processo de seleção extremamente excludente. Em tese, somente os melhores ficariam lá nos centros.

O mesmo raciocínio se pode colocar no que se diz respeito ao ensino técnico profissionalizante. Este, também, é responsável pelo desenvolvimento humano, pois formam profissionais.

Mas, até agora não falamos do Vale do Piancó, pelo simples fato dele ser excluído, bem como a maioria dos habitantes do mesmo, do processo de formação profissional. Atualmente, quase toda Paraíba dispõe no seu território, território paraibano, de universidades e escolas técnicas profissionalizantes, menos o Vale do Piancó. Existe processo de exclusão maior do que se deslocar 400 km ou 600 km em busca de qualificação, mesmo tendo alguns benefícios, com meia passagem em ônibus, ou casas de estudantes. Até quando a população brasileira vai continuar a, dirigentes gestores pensantes, especialmente os paraibanos, discriminar uma região tão extensa em território, pois são 6,34 mil km2. Imaginem, os senhores, um território imenso e pouco povoado, o grau de dificuldade de locomoção, dificuldade de transportes. E eu estou falando aqui de educação na cidade, não fiz nenhuma alusão à educação no campo (zona rural), esta é quase que um processo de discriminação total. Pois bem, esse é nosso quadro no campo educacional.

O que discrimina as pessoas não é cor de pele não: branco, preto, pardo, amarelo, cor de índio. Em última análise, o que discrimina as pessoas se chama RENDA. A Renda está ligada proporcionalmente ao desenvolvimento da população de uma determinada área, o desenvolvimento está relacionado diretamente à formação profissional, a formação profissional está relacionada com o desenvolvimento intelectual do indivíduo. Este se relaciona ao meio natural onde nascemos. E ninguém, digo em alto e bom som, NINGUÉM tem culpa de nascer em determinado espaço territorial.

Educação é um direito de todos e um dever do Estado, diz o texto da Carta de 1988. Então, queremos, por necessidade, ensino superior de qualidade; queremos ensino técnico profissionalizante. Será que somos alienígenas e não fazemos parte do território paraibano? O Governo da Paraíba tem o dever moral de, no mínimo, instalar um campus da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) em uma das principais cidades do Vale: Em Itaporanga, Conceição, Piancó ou Coremas. Os gestores estaduais, municipais devem colaborar com o governo federal na instalação dos Institutos Federais de Educação.

Vejam aristocratas, filhos da Ditadura, filhos das oligarquias urbanas ou rurais, membros das instituições religiosas que se sentem privilegiados e intelectuais rotos. Ensino profissional é necessidade ao desenvolvimento dos povos. Portanto, essa bandeira de luta pela evolução é justa e digna, merece engajamento de toda sociedade civil do Vale, de todos, que um dia, almejem evolução do nosso espaço territorial. IFET/PB, UEPB, EFCG, UFPB, Universidade Federal do Sertão ou Escolas Técnicas Estaduais é uma bandeira de luta de toda sociedade valepiancoense.

Esperamos que o IFET/PB esteja em pleno funcionamento em Itaporanga ainda este ano de 2012. Esperamos que seja implantada uma UEPB em uma das cidades do Vale. Esperamos que sejam instaladas mais escolas profissionalizantes estaduais no Vale.  

Foto www.folhadovali.com.br

domingo, 19 de dezembro de 2010

A ÁGUA DO VALE


Por Francisco C Alexandria 


A água doce é um dos recursos naturais de grande importância para as populações em toda parte da Terra, acrescente-se, também, outros recursos como a terra, ar etc. Ela é um dos componentes da vida. A escassez dela pode desencadear guerra entre os povos.


Na micro-região da Paraíba: Vale do Piancó, nas últimas quatro décadas, foram armazenados em barragens oficiais (construídas com recursos dos Governos) 1,79 bilhões de metros cúbicos de água. Se Compararmos com a capacidade de armazenamento oficial da Paraíba que é de 3,92 bilhões de metros cúbicos, o Vale possui mais de 45% (quarenta e cinco por cento) em números arredondados do total de água dos depósitos oficiais do Estado. São vinte açudes oficiais entre eles o complexo Coremas MãeD’água, este com a capacidade de 1,35 bilhões de metros cúbicos.


Toda essa água dos açudes oficiais tem como fim o abastecimento das vinte cidades dessa micro-região. Pouco dela se utiliza para outros fins como: navegação, irrigação, criação de peixe, geração de energia etc. Podemos afirmar que, ainda, as principais cidades têm problemas de abastecimento de água por ausência de adutoras potenciais, como é o caso de Itaporanga. Então, grande parte dos bairros da Rainha do Vale enfrenta problema de desabastecimento de água.


Pensem no problema que é falta de água para a população dependente de água nas torneiras? e, ainda, essa mesma população paga pelo serviço de abastecimento precário. Vale evidenciar que Itaporanga é abastecida pelo açude Cachoeira dos Alves cuja capacidade é de 10,61 milhões de metros cúbicos de água.


Outro problema, podemos citar aqui, enfrentado com os depósitos de água oficiais do Vale: a degradação ambiental. A maioria desses tanques já apresenta o problema de assoreamento (o leito das barragens é tomado por pedra areia e cascalho) causado pelo desmatamento às margens dos rios e riachos. As atividades econômicas desordenadas acarretaram tal mal.


Nas últimas décadas, os sucessivos governos da Paraíba se preocuparam em armazenar água no Vale em função da constante escassez de chuvas regulares – secas – característica da micro-região. Tudo bem a iniciativa foi válida, água é uma riqueza, mas precisamos seguir o crescimento da economia brasileira atual e o desenvolvimento da humanidade. A população desse espaço territorial precisa de novos projetos de desenvolvimento focados em educação (qualificação de mão-de-obra), melhoria da infra-estrutura urbana (enfrentar os gargalos do crescimento desordenado), desenvolvimento sustentável ambiental (combater a devastação do bioma caatinga), melhorias das condições das populações rurais (implantação de melhorias nas comunidades rurais: escolas, cisternas, novas tecnologias) e, necessariamente, precisamos de agentes pensantes dessas necessidades – algo raro. Assim, teremos melhores perspectivas de condições de vida.

domingo, 21 de junho de 2009

Santo Antônio, São João e São Pedro no Nordeste


Por Francisco C Alexandria

OLHA PRO CÉU

Olha pro céu, meu amor
Vê como ele está lindo
Olha praquele balão multicor
Como no céu vai sumindo
Foi numa noite, igual a esta
Que tu me deste o teu coração
O céu estava, assim em festa
Pois era noite de São João
Havia balões no ar
Xóte, baião no salão
E no terreiro
O teu olhar, que incendiou
Meu coração.
LUIZ GONZAGA/JOSÉ FERNANDES


As festas juninas é o que o Nordeste brasileiro tem de melhor em forma de cultura popular, estão eternizadas por Luiz (Lula) Gonzaga, o Rei do Baião, em forma de músicas e letras.

Vamos agora enfatizar aqui as práticas de nossa festa popular, aquelas que não combinam com as cidades, principalmente, os grandes centros urbanos e pequenas cidades do nordeste, mas que são usadas.

A prática de soltar balões nos dias de hoje, é e sempre foi, constantemente perigosa, pois traz o risco de incêndios em grande escala e até mesmo pequenos acidentes pessoais. Mas, a música do Gonzagão é muito linda.

Outra prática que usadas nas cidades, mas, que nos nossos dias, torna-se bastante nociva: é a queima de fogueira. Esta, além de poluir o meio ambiente pela fumaça nos ares, também, intensifica o efeito estufa, e, fomenta o mercado de madeira clandestina, degrada o pouco que resta das florestas nordestinas.
Não é raro para qualquer pessoa observar nas cidades do nordeste, nesse perído do ano, fogueiras queimando nas principais ruas. Isto provoca alergias respiratórias nos moradores em volta, empregnam de fumaça todas os pertences das residências, quando não danifica a fiação da rede elétrica das cidades, entre outros males. Geralmente os praticantes desses atos, habitantes das cidades, adquirem a madeira de forma clandestina no comércio ilegal de madeira; ainda bem, que existem órgãos de fiscalização ambiental para coibir esta prática nefasta.

Portanto, a prática da queima de fogueira é danosa ao meio ambiente e o praticante de tal ato, um criminoso. O agente desse ato, saiu da zona rural, mas esta não saiu dele.

Além das duas práticas já citadas, temos uma terceira: a queima de fogos. Quando se queima fogos, joga-se fumaça no meio ambiente. Polui-se sonora e visualmente. As estatísticas registram muitos queimados nos hospitais nordestinos nesse período do ano. Eles foram acidentados pela uso da prática da queima de fogos de artifício.

Devemos acabar com estes hábitos danosos; substituindo o balão perigoso pelos balões encontrados no mercado (decorativos). Eles enfeitam as casas, os bares, os clubes, as festas, as ruas e as praças públicas. Devemos substituir a foguira pela arte da pintura, pela a arte feita pelos artistas plásticos com luz elétrica como as que vemos nas grandes lojas. Como medidas para o uso dos fogos de artifício, poderiamos sugerir que o usuário da prática de soltar fogos, seja racional e instruído. O ideal seria não soltar fogos.

Somente sendo nordestino, para sabermos a importância das festas juninas em nossas vidas. Este momento é mágico e encata pela dança, pela música, pelas letras das músicas, pelas comidas típicas, pelas festas e pelo movimento de mercadorias nas economias locais. Devemos sempre praticar nossa cultura, desde nossos lares até escola, associações etc. Isso é muito importante para nós nordestinos.
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domingo, 3 de maio de 2009

Uma consideração importante

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Por Francisco C Alexandria em 03/5/2009

Navegando nos sites da terrinha e do Vale do Piancó, deparei com um assunto relevante no desenvolvimento do nordeste, da Paraíba, do sertão nordestino, do vale do rio Piancó e de Itaporanga. Trata-se de um dos fatores de produção: recursos naturais e em especial a ÁGUA. Na verdade, o Blog do Paulo Rainério trata de dois assuntos: capacidades dos açudes na Paraíba e implantação de cisternas para depositar água das chuvas ambos publicados ou gravados na última semana de abril de 2009.

Vamos tentar fazer um comentário, primeiramente, sobre o primeiro assunto: a capacidade dos açudes paraibanos. O estado da Paraíba, nos últimos 30 anos, investiu muito em construção de açudes em todo o território dela. A Paraíba hoje possui, mais de 132 açudes de grande porte. Segundo o Blog a capacidade total dos açudes em geral na Paraíba chega 5,5 bilhões de metros cúbicos de água. É muita água na Paraíba, uma riqueza natural extraordinária.

No Vale do rio Piancó, somente o complexo Coremas Mãe D’água possui 1,3 bilhões de metros cúbicos de água, mais de 787.878 piscinas olímpicas de capacidade de 1.650 metros cúbicos de água cada. Ainda, neste mesmo Vale, temos grandes mananciais como: Cachoeiras dos Alves (Itaporanga), Gravatá (Pedra Branca), Condado, Serra Velha e Video (Conceição), Brucas (Curral Velho), Cegas (Catingueira), Jenipapeiro (Olho D’água), Cochos (Igaracy), etc.

Toda essa água é de grande importância para as cidades, pois abastece todas as comunidades inseridas nas proximidades de um grande manancial desses aqui escrito. Mas, toda essa água ainda é sub-utilizada, pois pouco se produz dela de energia elétrica, irrigação, produção de peixe, fruticultura, navegação e turismo. Grande parte dessa água serve, apenas, para evaporação natural. Um exemplo bem claro disso, que poderíamos citar é o preço do hortifrutigranjeiro em Itaporanga. Você chega para comprar tomate, pimentão, cebola, alface ou repolho. O preço é igual ao da Capital, se brincarmos é maior. O peixe: curimatã, tucunaré, traira, tilápia etc é caro. As frutas como a laranja ou o melão vêm de fora. Pois bem, a água foi depositada agora falta a boa utilização dela pelo homem. Precisa de políticas públicas.

Voltando a falar sobre o segundo assunto: a construção de cisternas. Este começou na região do Vale, se não estou enganado, no governo de Tarcisio de Miranda Burity. A construção de cisternas é de grande importância, pois deposita a água das chuvas e melhora a qualidade de vida na zona rural, além de fixar o homem ao local onde ele vive.

Abraço a todos do Vale.
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sábado, 25 de abril de 2009

Força Política da Região da Bacia do Rio Piancó (Vale do Piancó)


Por Francisco C Alexandria em 25/4/2009

A Região do Vale do Piancó é composta pelos seguintes municípios: Aguiar, Boa Ventura, Catingueira, Conceição, Coremas, Curral Velho, Diamante, Emas, Ibiara, Igaraci, Itaporanga, Nova Olinda, Olho D’Água, Pedra Branca, Piancó, Santa Inês, S. Mangueira, S. Garrotes, S. J. Caina e Serra Grande. Ao todo são vinte municípios pertencentes à região, salvo a minha memória.

Nas últimas eleições do ano passado (2008) o Vale do Piancó possuía inscritos 119.696 segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral – TSE. A região é pouco povoada, mas um número bastante expressivo de eleitores. Foram eleitos nessas últimas eleições prefeitos e vereadores para os municípios citados, assim como em outras regiões da Paraíba, como também em todo Brasil.

Os maiores municípios, em número de eleitores, são: Itaporanga, Conceição, Coremas e Piancó. Estes possuem as seguintes quantidades de eleitores com dados extraídos do TSE, 16.176, 13.148, 11.539 e 11.035 nessa ordem. Portanto, a grosso modo, pode se extrair os pólos de influencia política dessa região pelos municípios ora citados. Sendo o maior, pelos números, Itaporanga.

Uma análise, levando-se em consideração a influencia histórica, aproximada teria os seguintes municípios polarizados por Itaporanga: Boa Ventura, Curral Velho, Diamante, Nova Olinda, Pedra Branca, Santana de Mangueira, Caiana e Serra Grande. Somente com estes municípios citados e incluindo Itaporanga, teriam, segundo dados extraídos do TSE, 47.658 eleitores. Muitos eleitores, quantidade suficiente para influenciar na Assembléia Legislativa Estadual e, por tabela, no Congresso Nacional.

Bom... mas, as necessidades das pessoas dessa região cresceu, a economia do Brasil, também, cresceu até o terceiro trimestre do ano de 2008, cresceu a poluição do Rio Piancó, cresceu a quantidade de famílias necessitando por moradia, cresceu a quantidade de motos circulando e matando os próprios condutores, cresceu a necessidade por água, cresceu o desmatamento da Caatinga, cresceu a necessidade por saúde e cresceu a criminalidade.

Sabendo se que as crises do Capitalismo são cíclicas, logo mais teremos recuperação econômica e, por conseqüente, os problemas vão aumentar mais uma vez, portanto, a população de região precisa urgentemente de representação política, dela mesma, na assembléia estadual e no congresso nacional. E, ai está mais um problema, uma crise de representação. O Vale hoje está sem representação expressiva. Necessita-se de um ser político que entenda a real necessidade da região, que leve os problemas da região às tribunas e que traga solução para os problemas citados... e não são poucos os problemas.

Em 2006 tivemos somente um candidato a deputado estadual eleito por essa região tão rica em votos, o deputado Branco, eleito pela a sigla do PFL na época. Esse, parece que nem pertence aos pólos de influência citados aqui. Tivemos para deputado federal Wilson Braga eleito pelo PMDB, lá de Conceição, mas exerce influência em toda Paraíba. Mesmo assim, a representação dos pólos de comando continua muito fraca.

É preciso que todos habitantes dessa região, e, ai, eu me excluo dessa, escolham representantes deles mesmos. Pois eu não sou eleitor do Vale, eu me encontro fora, mas mesmo assim, eu me preocupo com a região. Eu temo que num futuro próximo, se nós não cuidarmos de nós mesmos, podemos deixar o Vale em situação pior do que ela se encontra hoje, e pior, perdermos o bonde da história.
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Reportando à Mensagem de: Lucas escrevendo para Saulo


Por Francisco C Alexandria em 25/4/2009

Meu caro Lucas, parabéns pela lucidez com que escreve. Este seu comentário sobre a história de nossa terra, Itaporanga, foi brilhante.

Fiquei muito feliz em lê-lo e em saber que, em Itaporanga, existam homens de real conhecimento sobre a fundação da cidade até os dias de hoje.

A lembrança de Brunet Ramalho com narração dos fatos daquela época fez me lembrar das conversas do meu pai com os meus tios. Fez justiça a esse homem(Brunet Ramalho) e faz pensar como a sociedade evoluiu, como era difícil viver naqueles tempos e como é benéfico o progresso tecnológico.

As lembranças das pessoas da época como Lô (cenário daquele tempo). As lembranças do conflito Nitão x João Conserva, as lembranças de Dr Zé Gomes e os comentários sobre os descendentes de Alexandre Gomes da Silva.

As falcatruas da época: fraudes eleitorais, o poder da força dos líderes déspotas.

Obrigado pelos argumentos. São muitos bons e agora estão escritos, servirão de fonte para enriquecer a história de nossa cidade.

Abraço a todos;
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