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Diplomação dos Eleitos

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Zé do Agreste

Durante esta semana estaremos postando aqui, vídeos de Zé do Agreste, personagem criado pelo itaporanguense Onildo Mendonça. Clique e confira!

As Razões de Ariosvaldo Ferreira

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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Nossa História - Parte 002


SEGUNDO PREFEITO ELEITO DE MISERICÓRDIA (Itaporanga).

DR. JOSÉ GOMES DA SILVA


Filho de Horácio Gomes da Silva e Maria Barreiro Gomes, membros de famílias tradicionais do Vale do Piancó, José Gomes da Silva nasceu no dia 06 de março de 1900, no sítio Minador nos arredores de Misericórdia. Fez o curso primário em sua terra natal, ingressando em seguida no seminário de Fortaleza, permanecendo por alguns anos na capital do Ceará.

De volta a Paraíba, estudou no Liceu Paraibano, onde concluiu o curso secundário. Aprovado no Vestibular de medicina da faculdade da Bahia, estudou os primeiros anos do curso universitário em Salvador, transferindo-se logo depois para a Universidade do Rio de Janeiro, onde diplomou-se em medicina em 1927, com apresentação de tese.

Ainda no Rio de janeiro, casou-se com a carioca e descendente de italianos, Judite Caruso, e em seguida voltou para a Paraíba, fixando residência em Itaporanga, onde passou a a exercer a profissão, salvando vidas e curando os males que tanto afligiam seus conterrâneos e os sertanejos da vizinhança, já que ele foi o primeiro médico a se instalar na região.

A competência profissional e a maneira que tratava as pessoas que o procuravam, logo fizeram de Dr. Zé Gomes um profissional respeitável e uma das mais autenticas lideranças que o Vale do Piancó conheceu. Tanto assim que em 1929 era eleito prefeito de Itaporanga, iniciando ali uma longa trajetória política e administrativa que culminou com sua nomeação, pelo presidente Eurico Gaspar Dutra, para ser o Interventor Federal da Paraíba, no ano de 1946. José Gomes foi prefeito de Itaporanga logo depois de Brunet Ramalho, seu inimigo político.

O Movimento da Aliança Liberal, que eclodiu com a morte do presidente João Pessoa, o encontrou a frente dos seus conterrâneos, todos de arma em punho, prontos para defenderem as suas vidas, a sua terra e a sua gente, e foi imbuído desse propósito que inimigos históricos uniram-se em torno de um objetivo comum, evitando que partidários do "Perrepismo", representados no sertão pelo coronel José Pereira de Lima, invadissem Misericórdia.

Dispostos a tudo, fizeram recuar cerca de quatrocentos homens que chegaram aos arredores da cidade, mas tiveram que debandar, haja vista os obstáculos que tiveram que enfrentar. A resistência oferecida por José Gomes e seus comandados foi de vital importância para a vitória dos "Liberais" que o fato mereceu uma longa citação no livro "As Memórias" do paraibano José Américo de Almeida, comandante em chefe da Revolução de 30, na Paraíba.

Durante a sua gestão na Prefeitura, José Gomes criou escolas e ofereceu assistência médica e social eficientes a população, no que recebeu a pronta colaboração de Dona Judite, como sua esposa era carinhosamente chamada, pela maneira aberta e sem preconceitos com que tratava a todos. Deixando a chefia do Executivo Municipal foi eleito Deputado Federal, o que o levou, em 1934, a retornar ao Rio de Janeiro para exercer o seu novo mandato que durou até 1937, quando o Congresso Nacional foi fechado em conseqüência do Golpe de Estado do presidente Getúlio Vargas.

Sem mandato, mas profundamente ligado ao seu povo, José Gomes voltou a Itaporanga para novamente exercer a medicina. Em 1940, no entanto, atendendo a convite do Interventor Ruy Carneiro, passa a residir com a família em João Pessoa, sendo designado para o cargo de membro do Conselho Administrativo do Estado, onde permaneceu até 1945 quando, por designação do Interventor Odon Bezerra, assumiu a Secretaria de Agricultura, ocupando a pasta até o dia 21 de agosto de 1946. Nesta data tornou-se Interventor Federal da Paraíba, por decreto do Presidente Gaspar Dutra, permanecendo no cargo até 06 de março de 1947.

Apesar do pouco tempo em que esteve à frente dos destinos da Paraíba, José Gomes ampliou o Abrigo do Menor "Jesus de Nazaré”, reformou a rede de energia elétrica da capital, melhorou as linhas de bonde e instalou o Serviço Patológico de Anatomia e Verificação de Óbitos da Paraíba, entre outras obras.

Afastado do Governo do Estado, José Gomes voltou a morar no Rio de Janeiro, onde ocupou o cargo de presidente da Companhia Nacional de Alcalis. Três anos depois, em 1950, retorna outra vez a Paraíba, desta feita como Delegado Regional do IPASE. Antes de um ano, no entanto, volta em definitivo para o Rio de Janeiro e assume a chefia da Divisão Médica do Hospital dos Servidores, onde permaneceu até o ano de 1969, quando, por questões de saúde, se aposentou depois de prestar 38 anos de serviços a Nação Brasileira. Ele faleceu às 6h horas do dia 27 de setembro de 1970, no Rio de Janeiro, deixando viúva Dona Judite Gomes Caruso e órfãos os filhos Filotéia Gomes Ataíde, funcionária do Serviço de Censura e Diversões do Rio de Janeiro e CIéIio Gomes, funcionário do IPASE em Brasília, ambos casados, e quatro netos.

Sobre o Dr. José Gomes da Silva é preciso que se diga que ele não foi apenas um chefe, um líder político. Era um verdadeiro ídolo para os seus conterrâneos, por uma série de razões, inclusive porque era o primeiro itaporanguense a exercer o oficio da medicina na sua cidade, colocando os seus conhecimentos a serviço dos que dele precisavam. Essa verdadeira veneração pode ser medida pelas festas que o povo de Itaporanga fazia quando ele fazia viagens mais longas e demoradas. Quando ele ia ou voltava, a cidade ficava em ebulição. Os homens e mulheres, a maioria seus compadres, vestiam as suas melhores roupas e ficavam em frente a sua casa, na hoje praça Balduino Minervino de Carvalho. Na ida despediam-se acenando com lenços brancos, na volta todos ficavam perfilados, inclusive os alunos do grupo escolar e a banda de música, esperando o grande momento de sua chegada, para cantarem e aplaudirem o hino em seu louvor. Na ida como na volta grandes filas se formavam em torno de sua casa, pois todos queriam apertar a mão do ídolo. do chefe, compadre e irmão.

O hospital de Itaporanga, que é de competência da secretaria estadual de saúde, leva o nome de ex-prefeito dr. Josá Gomes da Silva e uma das principais avenidads da cidade tem o nome de seu pai; Horácio Gomes da Silva

José Gomes da Silva foi candidato a "O Itaporanguense do Século", obtendo 3,7% dos votos válidos, ou seja, 56 votos num universo de 1500 votantes.

* Se alguém da família ou amigos discordar ou quiser acrescentar algo ao que foi escrito aqui, pode comentar e fazer o acréscimo ou correção e muito nos ajudaria se postassem fotos a época, ou se enviassem para o e-mail: rainerio@itaporangapb.com

terça-feira, 16 de abril de 2013

Nossa História - Parte 001


Brunet Ramalho nasceu no Sítio Catolé, município de Misericórdia, no dia 23 de outubro de 1883, filho de Napoleão Carlos Brunet e Maria Ramalho Leite Brunet. Seu pai era descendente direto do cientista francês Louis Jacques Brunet, que andou pelo Brasil, no século passado, fazendo filhos e estudando a nossa flora e fauna, o que lhe deu fama internacional. 

Ainda criança, Brunet, com a família, mudou-se para a cidade de Pombal, onde estudou as primeiras letras, fez o primário, tornou-se adulto e se interessou pela política. 

No final da década de 10, ainda em Pombal, foi convocado pelos Nitão, seus parentes afins, para assumir o comando político da família em Misericórdia, já que os seus principais membros estavam em luta com o pessoal do Jenipapo e não tinham tempo para se dedicar às atividades partidárias. Ele atendeu prontamente o convite e, pouco tempo depois, já era reconhecido e admirado pela população de Misericórdia que, em 1921 o elegeu prefeito do município, à época um dos maiores do Estado, com diversas vilas e povoados.

Brunet, um dos prefeitos mais jovens de Itaporanga, foi um homem de visão e muito operoso para os padrões da época, quando os administradores dispunham de poucos recursos financeiros para a manutenção da máquina oficial.

Administrou Itaporanga de 1921 a 1929. Neste período, importou da Alemanha um potente motor para o fornecimento de energia elétrica para a iluminação pública e residencial da cidade. O equipamento foi instalado por Ítalo, um mecânico Italiano, especialmente contratado pelo prefeito. Esse motor funcionou, com algumas interrupções, até o início dos anos 60, quando no governo de Dr. Paizinho a cidade passou a ser servida por energia fornecida pela hidrelétrica de Coremas. 

Uma história trágica, segundo Décio Mangueira, envolve o transporte do motor entre o Porto de Cabedelo, via Campina Grande, até Misericórdia. Naquela ocasião o Vale do Piancó vivia momentos de apreensão e medo. Fazia poucos dias que a Coluna Prestes havia passado por lá deixando um saldo de 26 mortos. Certa manhã, a população de Piancó foi surpreendida com a presença de uma enorme máquina, transportada em toras de madeira puxadas por burros. Pensando tratar-se de urna arma de guerra atiraram contra os tangedores dos animais, terminando por matar o chefe deles. Depois tudo foi esclarecido, mas o que tinha sido feito estava feito e nada mais se podia fazer. Só esquecer e deixar o dito pelo não dito. E assim aconteceu. 

Amante das artes, José Ramalho Brunet criou a primeira banda de música da cidade, cuja regência foi entregue ao maestro Batista Siqueira, natural do município de Conceição. Foi também responsável pela vinda de duas professoras para a cidade, dona Elvira e dona Zuleima, que alfabetizaram centenas de crianças e jovens itaporanguense.

Criou o Conselho Municipal, que se reunia periodicamente para discutir os problemas da cidade, e construiu o Mercado Público, cujo local deu origem, anos depois, à sede da Prefeitura Municipal, onde funciona até hoje.

Preocupado com o urbanismo da cidade, estimulou os donos de imóveis a modernizarem suas residências, melhorando os aspectos das fachadas e construindo calçadas para maior conforto dos transeuntes.

José Brunet Ramalho, foi o primeiro prefeito de Itaporanga, eleito em eleição direta e pelo voto nominal (voto cantado), onde o eleitor dizia aos mesários o nome do seu candidato. Quando terminou o seu mandato, tentou a reeleição. Venceu duas eleições seguidas, mas os resultados não foram reconhecidos. No terceiro pleito houve muita confusão, tiroteio e, ao final, o eleito foi o médico José Gomes da Silva.

Desgostoso, seguiu para Princesa Isabel. Foi junta-se às tropas do seu amigo, o coronel José Pereira de Lima que lutava contra as tropas do governo estadual. Naquela ocasião, sofreu na pele a derrota das tropas Perrepistas. Resolveu então viajar para São Paulo e unir-se ao movimento que se formava contra Getulio Vargas, o chefe dos seus inimigos políticos e pessoais na Paraíba. O ano era 1932. 

Desde que chegara a São Paulo Brunet unira-se aos revolucionários, primeiro participando das reuniões políticas e depois do movimento armado. De arma em punho, nas trincheiras da luta, viu muita gente morrer, milhares de pessoas ficarem feridas.

Ele acreditou sempre que todo aquele sacrifício valeria a pena. O ano ainda era 1932. E no dia 10 de maio, todo o seu sonho de vitória havia caído por terna. As tropas paulistas não suportaram a superioridade e a capacidade bélica das tropas de Getulio e se renderam. E, naquele dia, o seu coração também não suportou mais uma derrota, mais uma humilhação e explodiu vítima de um ataque fulminante. 

Naquele momento, Misericórdia perdia um dos seus filhos mais ilustres, que deixou viúva Julia Leite Brunet e na orfandade Napoleão, Francisco, Carlos, Joãozito, Ivo, Eunice, Lucrécia, Carmelita e Clemilda.

Texto de Bosco Gaspar (in memorian)

Brunet Ramalho foi um dos candidatos a "O Itaporanguense do Século" mas obteve apenas 24 votos num universo de 1.509 eleitores, sendo que deste total 9 votaram em branco ou tiveram seus votos anulados. Brunet obteve o penúltimo lugar, dentre os onze candidatos. A Vencedora foi Mãe Burrego, que obteve 583 votos, ou seja, 38,9% dos votos válidos.

Se alguém da família ou amigos discordar ou quiser acrescentar algo ao que foi escrito aqui, pode comentar e fazer o acréscimo ou correção e muito nos ajudaria se postassem fotos a época, ou se enviassem para o e-mail: rainerio@itaporangapb.com

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Tá Bombando!

Atenção conterrâneos de Itaporanga e das cidades vizinhas que já perteceram a Misericórdia (Boa Ventura, Curral Velho, Diamante, Pedra Branca, São José de Caiana e Serra Grande, criamos dia 27 de março uma página no FaceBook para o Portal do Vale, na intenção que todos os conterrêneos e contemporâneos colaboream para que possamos resgatar, enquanto é tempo, ao menos um pouco da nossa hístória e da sua memória fotográfica.

A página, já conta com vários colaboradores e neste curto espaço de tempo, já chegamos a 271 amigos. Venha você também participar. Itaporanga em 2015irá, no dia 09 de janeiro, comemorar o seu sesquicentenário de Emancipação Política, e nós nos propomos a presenteá-la com uma Grande e Bela exposição fotografica e o resgate de parte de sua história contemporânea.

Visitem e se adicionem, e se possível, também contribuam e divulguem: https://www.facebook.com/paulorainerio.brasilino.5

domingo, 9 de setembro de 2012

07 de setembro de 2012 - Desfile da Polícia Militar

O desfile cívico do dia 07 de setembro em Itaporanga, como acontece todo ano, foi aberto pela polícia militar, que além da sua banda de música e de seu efetivo, mostrou também que o 13º BPM PB está bem equipado com motos e viaturas.

Ver galeria completa 

Desfile da Polícia Militar
www.portaldovale.net

domingo, 15 de julho de 2012

O PLEITO ELEITORAL DE OUTRORA e o vil metal


Por TITICO PEDRO 

O Governo Militar implantado no Brasil após a deflagração da revolução de 31 de março de 1964, começou com a extinção do pluripartidarismo, impondo apenas dois partidos, um a Aliança Renovadora Nacional (ARENA) era o partido de sustentação do Governo Revolucionário e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro) era o partido que lhe fazia oposição.

As regras e costumes aconteceram até o pleito municipal de 1968. De lá pra cá começaram as modificações na legislação eleitoral, ao bel prazer do governo revolucionário militar.

Uma prática usual Brasil afora era a distribuição de almoço no dia da eleição. Itaporanga por não ser diferente também fazia a mesma coisa. Os pontos de distribuição eram bastante conhecidos, entre outros, o casarão do Dr. Balduino, localizado na praça de igual nome, a casa de dona Salomé Pedroza, a casa do Dr. Pitanga, ambas na Praça João Pessoa e outras mais em menor escala. Por volta das 11 horas da manhã em diante só se via forte aglomerado de pessoas em busca da farta alimentação. Havia pessoas tão gulosas que visitavam todas as casas que distribuíam o almoço. Pense numa farra que culminava com fortes desarranjos estomacais. Era o dia em que os desafortunados comiam aqueles pratos recheados de carnes as mais gordurosas possíveis. Ainda bem que não existia o tal diabetes, colesterol, triglicérides, etc. Não, naquela época não existiam os famigerados laboratórios de análises clínicas.

O já mencionado Governo de exceção que havia extinguido os partidos políticos, criando apenas 02, se viu na obrigação de instituir sublegendas aos mesmos, acrescentando, assim, à ARENA, ARENA-1, e ao MDB o MDB-1, a vigorarem já nas eleições de 1972. A ARENA por ser o partido do Governo era o que mais apresentava problemas na acomodação debaixo do seu guarda chuva, tamanha era a diversidade de interesses conflitantes. Essa prática ainda hoje acontece com os partidos que estão no poder, a exceção de alguns municípios como é o caso em Itaporanga, PT da Presidente Dilma e PSB do Governador Ricardo Coutinho, nenhum deles sem participar da chapa majoritária de tão enfraquecidos que são.

No pleito de 1972 dois candidatos da ARENA disputaram o pleito em Itaporanga. Pela ARENA-1, SINVAL PINTO BRANDÃO se lançou candidato a Prefeito e do outro lado o saudoso Dr. JOÃO FRANCO DA COSTA pela ARENA-2.

Eu penso que a partir desse pleito começou a surgir à famigerada compra de consciências, o eleitor começou a se vender, em troca de um valor correspondente a um almoço. O motivo dessa prática abusiva deveu-se a proibição da tradicional comilança do gorduroso boi que era abatido em grande escala.

Foi a partir daquela eleição que o candidato Sinval Pinto começou a distribuir cédulas de CR$100,00 (cem cruzeiros) equivalente hoje a R$ 20,00. Na mesma proporção o outro candidato da ARENA-2 também fazia, em menor escala. Essa maneira de angariar a simpatia do eleitor ainda hoje, lamentavelmente, acontece e como acontece. É um verdadeiro leilão, é o famoso quem der mais que prevalece nos dias atuais.

A campanha foi bastante acirrada. O slogan da campanha do Dr. João Franco, ARENA-2, era “Ferre o boi e vote em mim”, do outro lado me recordo da marchinha parodiada pelo Dr. Anchieta Ribeiro: ‘Sinval é homem que não gosta de conversa/ Não faz promessa e nem também come capim/ . . . Enquanto que o adversário não conversa com o vigário e é abençoado por ..im”.

O candidato escolhido para companheiro de chapa de Sinval foi o agropecuarista e sanfoneiro de primeira linha, Severino Soares de Araújo, o Biu de Dedé que fora impedido de continuar na chapa por ser filiado ao MDB e não ter se desligado na época certa, e assim fora escolhido de última hora em sua substituição o ex-prefeito José Barros Sobrinho, Tabelião Público do 1º ofício cartorial, o pai do Dr. Marleno, e do Ven.’. Mestre Alberto Barros.

A época o único meio de comunicação em Itaporanga era a difusora do saudoso Ademar Augusto. A liberdade era tanta que todas as noites Ademar Augusto, geralmente as 21 horas, ligava sua difusora com a música “O pinto piou . . .” não me recordo o autor e em caráter de notícia extraordinária anunciava adesões conquistadas para o candidato da ARENA-1, Sinval Pinto.

Passada a refrega do pleito, apurada a votação deu como resultado a vitória de Sinval Pinto Brandão que administrou Itaporanga entre os idos de janeiro/73 a janeiro/77.

A administração Sinval Pinto enfrentou uma forte oposição do candidato derrotado Dr. João Franco da Costa.

Me recordo que no governo Sinval Pinto foi lançado o 1º FESTIVAL DA MÚSICA POPULAR e o nosso Newton Mendes foi o vitorioso com a música ROTINA DIFÍCIL. Foi nesse governo que a primeira dama, saudosa Quesa Pinto, organizou uma exposição de utensílios e fotografias dos nossos antepassados.

Muito bonito o museu exposto, pena ter tido uma única apresentação. Naquela semana de cultura foram homenageados na praça João Pessoa o itaporanguense nato, o Dr. Praxedes Pitanga e o naturalizado, nascido ao acaso, jornalista José Souto, de saudosa memória que vem a ser o pai do procurador do Estado, Dr. Paulo Souto responsável pela entrega do título de domínio do terreno doado ao IFPB para construção do Campus em Itaporanga.

O Prefeito Sinval Pinto praticou um ato insano na sua administração que foi a demolição do mercado público construído por Dr. Pitanga. Ainda hoje o prédio demolido estaria servindo ao comércio local sem a necessidade de nenhuma venda na sua parte externa. Há quem diga que Sinval copiou com esse ato a loucura do então Prefeito de João Pessoa, o ex-governador Dorgival Terceiro Neto que quase derrubou o Mercado Central que ainda hoje serve a nossa Capital.

Pois bem, a partir do pleito de 1972 o vil metal passou a funcionar e a cada eleição ganha maior proporção para tristeza da democracia.

terça-feira, 10 de julho de 2012

MISERICÓRDIA DE ONTEM, ITAPORANGA DE HOJE

Por João Dehon Fonseca

 
Lendo a matéria de TITICO sobre a casa de José Figueredo, tenho a mesma visão, pois vejo cidades históricas do nosso Brasil onde os prédios antigos são preservados e para novas edificações são usadas áreas de expansão urbanas o que caracteriza o crescimento da cidade.

Se andarmos em Areia, por exemplo, iremos ver a Casa de Pedro Américo. Guardando as devidas proporções, eu pergunto:"Onde está a casa de Vicente Cassimiro em Itaporanga? Ainda em Areia podemos encontrar a casa do Coronel Cunha Lima, casa do Coronel Brito Lira, a casa dos Jardelinos e muitas outras todas preservadas. Se formos a Piancó encontraremos casas históricas conservadas, enfim, todas as cidades do mundo preservam a sua história e continuo perguntando, será que o capitalismo selvagem vai acabar com a história de nossa terra? Onde está o Prédio da Escola Paroquial? Onde está o monumento que Pitanga de mente progressista construiu para ser o Mercado Público? E o Grande Hotel? Onde está o prédio do Motor que gerava energia que e que em todo canto é conservado? Onde foi parar a casa do Professor Neves que serviu de primeiro escola de Exame de Admissão que ficava na Rua 5 de Agosto? Cadê a casa paroquial que modificaram toda? Onde foi parar a Casa de Rosena Mocó que era uma referencia de nossa?

Por favor não me chamem de ultrapassado, uma mente vazia, não tem memória; uma cidade sem memória não tem história.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

O PLEITO ELEITORAL DE OUTRORA

Por TITICO PEDRO  

O pleito eleitoral em 1968, sob a égide do regime de exceção implantado pelo Governo Revolucionário de 1964 que editou o Ato Institucional Nº 5, o famoso AI-5, extinguindo o pluripartidarismo de então, criando apenas dois partidos para camuflar uma democracia que de fato não existia. Naquela época a UDN (União Democrática Nacional) e alguns partidos aliados foram reduzidos a ARENA (Aliança Renovadora Nacional), partido de sustentação aos Militares, detentores do Poder Central, e o PSD (Partido Socialista Democrático) transformou-se em MDB (Movimento Democrático Brasileiro).

O Deputado Balduíno Minervino de Carvalho, liderança reconhecida no Vale do Piancó, pertencente ao PSD transformado em MDB, vinha há anos elegendo os Prefeitos de Itaporanga, tamanho era o seu trabalho implantado na terrinha, principalmente, na área da medicina, pois profissionais da espécie eram muito raros e os pouco que existiam, dois apenas, Dr. Manoel Maia e Dr. Djalma Leite, só atendiam pelo vil metal.

A UDN, sucedida pela ARENA, elegeu em 1966 Governador do Estado o então Senador da República o saudoso João Agripino Filho que havia perdido em Itaporanga para o também Senador de então Ruy Carneiro, amigo íntimo do Deputado Balduino, ambos do PSD/MDB.

Naquele ano de 1968, dois candidatos foram lançados na sucessão do então Prefeito Sinval Mendonça, do recém-criado MDB. No bipartidarismo criado pelo Governo Militar, dois candidatos disputaram o pleito em Itaporanga. Pense numa eleição bastante concorrida. De um lado o filho do líder Dr. Balduíno, o nosso saudoso Valderly (Derly) de Medeiros Carvalho tendo como concorrente o médido Adailton Teódulo da Silva.

Dr. Balduino, reconhecidamente imbatível, apresenta o seu filho Derly, bem jovem naquela época, que tentava angariar a sensibilidade do eleitorado itaporanguense, sob a alegação de que seria sua última cartada, razão pela qual, estava lançando o seu filho Derly, tendo como Vice o Dr. Marleno Barros.

Por outro lado, a ARENA situação nos governos Federal e Estadual, no entanto oposição ao governo municipal de Itaporanga, há anos sem eleger nenhum prefeito de Misericórdia/Itaporanga, suas lideranças encabeçadas pelo Dr. João Franco, Irineu Rodrigues, Zé Figueiredo Luiz Loureiro e mais alguns, em audiência com o Governador João Agripino, expondo as derrotas implementadas por Dr. Balduino, pede ao Governador que intervisse na política de Itaporanga para ver se conseguia derrotar o esquema Balduino.

O Governador Agripino tinha nomeado há pouco tempo o Capitão da PM e médico Adailton Teódulo da Silva, para um cargo de confiança na área da saúde. O Dr. Adailton era de Itaporanga, ausente já há alguns anos, mas pertencente as tradicionais famílias de Itaporanga, famílias essas do clã Jenipapo.

João Agripino dedicou-se pessoalmente na campanha do Dr. Adailton, pois o Governador queria, a todo custo, destronar o Deputado Balduino da liderança política de Itaporanga.

É! é como diz o adágio, contra rio cheio e governo não vá que não dá. O governador Agripino, de cara, inaugura o Hospital de Itaporanga, obsoleto já há alguns anos, trazendo para cá uma equipe médica bastante abalizada que revolucionou Itaporanga na área da saúde. Era um verdadeiro festival das mais diversas espécies de cirurgias. Era emprego e mais empregos. O povo não se conteve e haja adesões, a debandada dos partidários de Balduino migrando para o Dr. Adailton, candidato da simpatia do Governador João Agripino da ARENA.

Não deu outra. Adailton obteve uma esmagadora vitória, defenestrando o Dr. Balduino e consequentemente o seu Filho Derly. Foi uma campanha acirrada. O Governador do Estado, João Agripino Filho, fez acontecer essa surpreendente vitória. Com toda a atuação do Governador João Agripino que chegou a instalar o governo provisoriamente por três dias em Itaporanga, naquela época, não havia o que comumente acontece nos dias atuais, à compra/venda de votos. A seriedade ainda existia e o voto era dado graciosamente pela vontade do eleitor, coisa bem diferente nos dias de hoje.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Itaporanga sediou encontro que debateu a implantação do plano estadual de cultura

Encontro ocorreu no último dia 6 e serviu como planejamento para as ações culturais do poder público estadual e nacional


Por Redação da Folha

Com representantes do Ministério da Cultura e da Secretaria de Cultura do Estado, foi realizado na quarta-feira, 6, na sede da 7ª Gerência Regional de Educação e Cultura, com sede em Itaporanga, uma reunião de planejamento de ações para a implantação do sistema nacional e plano estadual de cultura, que vão nortear todas as ações culturais da Paraíba e de todo o país.

O encontro contou com a presença do articulador cultural Jucivan Araújo, representantes de algumas entidades culturais da cidade e também representações de Prefeituras do Vale.

O Encontro Regional de Planejamento de Cultura, assim denominado, é uma iniciativa do Programa de Fortalecimento Institucional para a Implantação de Sistemas de Cultura.

Conforme Jucivan, em contato com a Folha (www.folhadovali.com.br), até a implantação final do Plano Estadual de Cultura mais três etapas acontecerão: análise situacional da realidade do setor cultural, prognóstico para o futuro do setor cultural e sistema de monitoramento e avaliação do plano estadual de cultura.  

Foto: encontro contou com representantes da cultura estadual e nacional.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Exclusivo: Professores da rede municipal de Itaporanga decidem fazer Greve


Em assembléia realizada na tarde desta segunda-feira, 16/04, ns Câmara Municipal de Itaporanga, os professores da rede pública municipal de ensino decidiram fazer greve por tempo indeterminado, à partir de segunda-feira próxima, dia 23 de abril.

Os docentes, através de seu sindicato, o SINTEMI, decidiram pela greve porque a prefeitura de Itaporanga se recusa a cumprir a Lei e não quer, de maneira nenhuma, pagar o piso salarial nacional do magistério.

Segundo a secretária municipal Kátia Lucia Fonseca Pinto Brasileiro, esposa do prefeito: "As cidades do Nordeste não devem pagar o piso salarial nacional, pricipalmente aqui em Itaporanga!". A "supersecretária" falou como se Itaporanga não fosse Brasil.

Como sempre o desgoverno de Djaci Brasileiro não mede esforços para prejudicar a vida dos funcionários públicos municipais e acha que é supremo e está acima de qualquer lei.

A greve foi decidida com a participação de 57 docentes, a diretoria e o assessor jurídico do sindicato e será por tempo indetermidado. daqui a pouco traremos a entrevista exclusiva do dr. Paulo César Conserva, advogado do SINTEMI, que explica o motivo da greve.
www.portaldovale.net - fotos: Rainério

terça-feira, 3 de abril de 2012

Saco de Gatos: Recordar é viver...

Por Zebedeu 


O tempo passa e as arapucas para pegar o povo de Itaporanga continuma as mesmas. Vejam o que escrivi aqui neste mural no ano de 2008:

Saco de Gatos
Por Zebedeu em 07/08/2008

Pareço não saber mais do que falar. As mensagens desaparecem como a água em ebulição. Então, falar de gatos deve ser permitido, afinal de contas: nem todos os gatos são pardos!

Quando criança me deliciava com o desenho do Manda Chuva, quem não lembra dele? Garboso e carismático, aparentemente, o gato das animações é na verdade um gatuno muito esperto e malandro. A pedra, que há muito deixou de ser bonita, também tem seu gatos, uns são daqui, outra chegaram por aqui e outros vivem distante daqui.

O destino, êita destino cheio de surpresas, se encarregou de colocar todos estes astuciosos e malandros gatos dentro de um só saco. E você sabe o que significa um saco de gato.

Lembrei que muitas estórias de bruxa têm gato, né verdade? Então a bruxa da pedra bonita tirou dois gatos, antes gato e rato ou rato e gato, a ordem depende de quem os vê, e levou pra casa. Conversou, conversou, prometeu, prometeu, conspirou, conspirou e conspirou... E no é que, aparentemente, uniu-os como se fosse um passo de mágica. E aí é bom lembrarmos de outro desenho: o Tom e Gerry. O gato e o rato do desenho animado vivem brigando, mas quando o interesse dos dois encontra-se em cheque se aliam para derrotar o inimigo.

Com a atitude da bruxa, mais dois gatos, que ficaram no saco, tiveram que se aliar... Afinal de contas o gato que se encontrava fora do saco estava muito distante e muito doente.

E agora? É gato brigando com gato, gato que é inimigo de gato, gato que persegue gato, gato que protege gatinhos, da mesma raça é claro, é gato que compra gato e assim caminha a Pedra, antes bonita.

E Manda Chuva? O do desenho morava numa lata de lixo, lembra? O daqui fez da Pedra um lixo.

Se eu pudesse falar mais iria dizer que Itaporanga está numa sinuca de bico. E num é que apareceu um engraçadinho aqui querendo comparar um dos felinos com um molusco marinho que hoje está lá em cima. Assim não dá né, desse jeito você que outros molusco se lasquem: O Polvo.

quarta-feira, 28 de março de 2012

ITAPORANGA VELHA


(Onildo Sitonio)

Muitos anos se passaram, desde a última vez que Te vi, minha Bela!

Mas, ainda trago no mais recôndito do meu coração, no mais intimo do meu pensar aquela pontinha de alegria ao Te recordar, querida mãe da minha infância!

Poeirenta, quente, violenta, pobre –na minha pobreza par, e nobre, de uma nobreza sem par.
Assim Tu eras, vida minha, torrão materno, cápsula temporal no meu viver!

Na minha mente, como um raio retardado e longo, doce faceta da minha alma, estás presente, longeva pole, de resistência impar , de um fulgor assaz eterno.

Os teus filhos nunca te esquecem,  e o teu solo, hoje recoberto pelo preto do asfalto, foi testemunha de tantos casos de amor por ti, de desamor pela vida , de conflitos destruidores , de extremos no tratar; de festas populares inesquecíveis, de façanhas inimagináveis, marcas que não sãofáceis de apagar!

Um processo semi paranormal que afetou, diretamente, o desenvolvimento psiquico e mental de toda uma geração de filhos teus.

Como em um novo velho filme, do cinema de Ivan e Luzia, passamimagens indeléveis, ocasiões impares, lembranças vivas dos fatos e lugares que marcaram os nossos primeiros anos de vida.

Misericórdia!

Como tu eras linda e aconchegante!

Como nós passeávamos sobre o teu corpo desnudo e quente, mesmo nas noites frias e desertas dos teus pequenos invernos; como éramos felizes na nossa pequenez de crianças e adolescentes, curtindo o vai e vem das moçoilas em frente a sorveteria de Firmino, a difusora de Ananias a mandar páginas melódicas oferecidas a qualquer fulano, ponto mais que obrigatório das paqueras e dos flertes , onde eu conheci o meu primeiro amor, aquele morenaço, a deusa que povoou o meus sonhos por infindáveis noites; e nós, meninos, sôfregos por um olhar comprometedor, ficávamos a espreita de uma fugaz olhadela dela, da musa, da escolhida, da princesa , que as vezes nem essas coroastodas possuía.

Inúmeras tardes, passamos a tomar meiotas e jogar conversa fora no bar de Evilásio!

Ah!, as noites na praça do obelisco, quando nos juntávamos., à luz da lua, muitas vezes, para os campeonatos de pum e cuspo à distância – Bal, Nego Nilton, Zé Pibita... as intermináveis lutas de mocinho e bandido, por entre as madeiras ao largo da praça, na velha e talvez a única madeireira, que servia de perfeito esconderijo às nossas brincadeiras de cowboy, inspiradas nas mais recentes fitas do grande e inocente Roque Lane.

Ah!, as noites prateadas passando anel, sentados na calçada de Sebastião Gomes, brincando de boquinha de forno...forno... se eu mandar...vou...., a meninada toda da rua 05 de agosto, as mães enfileiradas catando piolho nos rebentos umas das outras, e cantarolando canções em uníssono; os candeeiros acesos nas janelas, prontos para serem derrubados por Pililiu de Iaiá eCarlinhos de Chico Lopes, os dois maiores e conhecidos bandoleiros da gurizada.

Os seus verões sertanejos quentíssimos, o sol a pino , o horizonte tremendo de calor, os banhos refrescantes no rio Piancó, o poço de Trocate, a caixa dágua, os carrinhos cheios de marcela, que carregávamos na beira da lagoa, os cavalinhos de pau, roliços e verdinhos, o aveloz da roça de ..., o Grupo Escolar onde fazíamos as mais loucas estrepolias, os esconderijos do Cruzeiro- onde brincávamos de camam, a famosa roça de Nesson, as noites e mais noites que ficávamos às portas do Atlântida, esperando dar  a hora para entrar de graça nas festas que nós não podíamos pagar, as noites frias e desertas das madrugadas com o vento assobiando sobre nossas cabeças.
Quanta aventura!

Lembro sempre de Ti, minha aurora !

Enumerar lembranças, quando a memória já anda um pouco fraca, é uma missão quase  impossível, mas, o coração comanda o cérebro quando falamos de amar, de extravasar sentimentos remotos.

Repuxo o tempo, quando à minha mente vislumbro a Praça da Matriz, a própria, o grande e querido Padre Zé, o sacristão Irineu, sempre douto a tocar o sino repicado, a beataria, o escurinho de ¨atrás da Igreja¨, onde era bom para namorar, as festas da Padroeira, Nossa Senhora da Conceição, festa mesmo de encardir, as meninas que iam para lá e para cá, ao redor da praça, com seus vestidos lindos e seus sorrisos encantadoramente atrativos. Ah!, as meninas...

O grande Bosco, locutor da pesada – quando vier a Itaporanga, visite o bar e restuarante são francisco -, inesquecível voz dos auto falantes diurnos e noturnos estendidos ao longo da Avenida Getulio Vargas!

Como era bom ser teu filho querido, Pedra Bonita!
Como era gratificante voltar sempre para Ti!

Conhecer-te, quando eras ainda jovem e promissora, a Rainha do Vale do Piancó, era um deslumbre total.
Explorar todos os teus recantos, encantos e desencantos, teus lugares sacros ou devassos, tuas novenas intermináveis de louvor a Nossa Senhora, ou curtir teus assustados no Acrei, onde podíamos dançar coladinhos as músicas de R. Carlos, Jerry Adriani..., falando baixinho ao ouvido coisas da nossa malandragem adolescente, fumando cigarro Holywood e tomando cachaça com limão e coca, limão e nada.

Eu ainda assisto na memória, minha tentadora paixão, as fugas espetaculares dos casais apaixonados e proibidos de casar, as rusgas familiares dos Herculano e dos Sinfrônio, a Andorinha de Seu João, a Gaivota de João Moco, o homossexualismo rudimentar de Duda e Giboião, jegue-preto, com sua endêmica loucura, besouro, cadê os bobes?, levanta a saia da mãe... , os impolutos Dr Praxedes e Dr Balduino, as polêmicas tardes-noites protagonizadas por João Dehon, a figuta ilustre de Zé Barros, do cartório, o Ginásio, majestoso, na colina do cemitério, o Mercado Municipal e o Colégio, feito por meu pai, onde nós nunca pudemos estudar. (Sinceramente, um grande e inapagável erro pedagógico e espontâneo!)

A memória vai desvanecendo...

Hoje, as notícias que recebo sobre Ti, não me animam a te visitar!
Perdeste a tua inocência, ficaste adulta demais para reiniciarmos um relacionamento, te encheste de vícios e viciados, a televisão te corrompeu, teus meninos já não são mais os mesmos, teus casais não têm mais o lirismo de outrora, já não é proibido namorar, a internet acabou os passeios e os flertes, e os teus rapazes e moças se escondem nos lençóis dos motéis para se declarar.

Trocaram as meiotas de cachaça pelas guimbas de maconha e os picos de cocaína!
Os nossos guris estão morrendo à toa!

Mas, minha bela, não fica amarga e triste.
Não estás só nessa lamúria humana, neste abominável desperdício de vidas e histórias.
Aqui, onde estou a retirar do fundo do meu baú, as coisas acontecem em proporção.

C´est la vie.!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Mais um crime passional acontece em Itaporanga

Por volta das 17h30 deste domingo, 26, no sítio Gangorra município de Itaporanga o sr. Francisco Martins Felix Filho, solteiro, 33 anos natural de Boa Ventura e residente na rua Coronel Zuza Lacerda, s/n no centro da citada cidade, foi preso e autuado em flagrante pelos crimes de Homicídio e Porte Ilegal de Arma.

Francisco Martins que trabalhava como segurança em uma das Indústrias têxteis de nossa cidade foi preso pelo 2º tenente PM Luciano Xavier da Silva no seu local de trabalho, no sítio Vaca Morta e confessou o crime.

Segundo o próprio Francisco, ele teve um longo relacionamento com Auridélia Inácio da Silva, natural de Santa Inês e que residia no sítio Fazenda Nova naquele município, mas depois que o relacionamento ficou estremecido ela tinha aparecido com outro namorado, que estava na colheita de uva em Petrolina-PE e hoje voltava de Itaporanga para Santa Inês com Auridélia, em uma moto.

Ainda segundo Francisco, os dois ao passarem pela guarita da fábrica ficaram acenando e debochando dele, então ele resolveu pegar a moto e começou a persegui-los e quando os encontrou, atirou e a jovem caiu da moto, depois disso ele ainda efetuou vários disparos com um revolver marca Taurus, calibre 38.


A polícia ao prender Francisco, também apreendeu o revolver e seis munições, sendo duas deflagradas e quatro intactas (ver foto acima) e uma motocicleta Honda CBX 250 Twister, de cor amarela, ano 2007 e placa MNQ 9256 Itaporanga–PB (foto abaixo).

Auridélia era professora, solteira, 33 anos e tinha dois filhos. A mesma tinha vindo a Itaporanga fazer a prova do concurso da prefeitura municipal de Conceição realizado neste domingo, com provas em Itaporanga e em mais três cidades incluindo Conceição. O crime ocorreu no KM 8 da PB 386

Corpo de Auridélia e a moto em que voltava para casa
O acusado encontra-se preso na delegacia de Itaporanga para as providências legais e ainda hoje deverá ser transferido para o presídio local, enquanto a vítima foi encaminha a cidade de patos pelo IML, para exame pericial.

Este é o segundo crime passional ocorrido em Itaporanga em menos de um mês, no final de janeiro passado, o diamantense Damião Sales Luiz da Sales também foi  morto a tiros nas proximidades do Campestre Clube em Itaporanga.

www.portaldovale.net com informações das polícias civil e militar
Fotos exclusivas: Rainério/Portal do Vale

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

ÁLBUM SOCIAl: aniversário da filha; um presente para a mãe

A estudante Yanka Marcela faz aniversário nesta segunda-feira

Por Redação da Folha
 
Estudante do 9º ano do Diocesano e um dos maiores orgulhos e amores da família, a itaporanguense Yanka Marcela (foto) completa 13 anos nesta segunda-feira, 13. Maravilhada e feliz pela filha que tem, a mãe Nena enviou à redação da Folha (www.folhadovali.com.br) mensagem em homenagem à aniversariante:

PARABÉNS MINHA FILHA AMADA! FELIZ ANIVERSÁRIO!

Yanka,

As palavras ficam ínfimas, porque já foram muito usadas, mas preciso dizê-las: seja feliz, continue buscando seu caminho com alegria e entusiasmo, com amor e esperança, humildade e verdade. Continue sendo esta pessoa maravilhosa e hábil em lidar com tudo e todos.

Estar hoje sentindo essa emoção de ver você completando seus 13 anos de idade, sou eu que ganho o presente: esse lindo presente que Deus permitiu que eu ganhasse.

Só tenho que agradecer porque você continua sendo um dos presentes mais importantes e preciosos que já ganhei. O aniversário é seu, mas o presente continua sendo meu, “TE AMO” com todo meu coração.

Filha linda seja feliz hoje e em cada segundo de tua vida!!!

Eu te amo muito. Feliz aniversário!!! Nena (mainha)

domingo, 25 de dezembro de 2011

Doce seco: uma tradição em fase de extinção

No século passado, nos idos de 50, 60 e 70, era tradição do povo da zona rural e até da zona urbana, vir ou ir para a festa de "noite de festa"; a Rua Grande, como era mais conhecida a av. Getúlio Vargas, ficava qualhadinha de gente, para apreciar os enfeites, cumprimentar os amigos e comer "beira seca".

O tradicional doce, que só é encontrado nestas duas grandes datas: Natal e Ano Novo, é um grande pastelão, feito de farinha de mandioca e goma e recheado de doce de gergelim, com uma pitada de canela; mas o doce seco ou beira seca tinha também seus coadjuvantes como o sequilho e a broa, todos a base de goma, ou fécula de mandioca para os mais adiantados.

Uma família tradicional no fabrico das guloseimas natalinas/anonovinas era a família do preto mais famoso de Itaporanga, o Sergio Mocó que, ainda hoje, tem descendentes que cultuam a tradição a exemplo de Dôra e outras tantas Mocós.

Neste Ano Novo, mesmo sem a festa do Revéillon, promitido e negado pelo prefeito, a Getúlio Vargas será palco das tradicionais bancas de doce em especial do doce seco e lá estaremos para fazer uma filmagem que guardaremos para a posteridade pois a tradição está prestes a se findar.

O Doce Seco: a casca e a farinha de mandioca, fina, feito angu, seca, com outra porção de farinha para abrir o ponto. O recheio, é feito de farinha de mandioca, sessada em peneira fina, gengibre, gergelim, castanha de caju, pimenta-do-reino, cravo, erva-doce e mel de rapadura. É um dos doces típicos na Noite de Festa, Dia do Natal e Ano-Novo.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Geração Anos 60 70 80

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Saudosismo. Para quem teve sua infância nos idos dos anos 60, 70, 80. Quando a gente era feliz e não sabia.


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Relembrando o Parque Lima e a rádio de Crispim

Mercado Público Muunicipal demolido na adm. de Sinval Pinto
Quem hoje cinquentão não lembras do serviço de som do Parque Lima, que a minha época era montado ao lado mercado público de Itaporanga, na av. Pedro Américo, atualmente a av. Soares Madruga.

O saudoso Crispim Pessoa, um dos pioneiros na radiodifusão em nossa ciodade, gosta e tocava muito esta música na rádio Cruzeiro do Sul, quem não lembra?

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Dos tempos de Misericórdia

Profissões que não mais existem ou em extinção

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjjOOGQ_4ibCxcqL6CISDOF91PaiKxP3CRNu5Gpn6heuIMpA-TmIjgJ2LI4HP2WsawenSkJuCrT5X4g_DEbATPEfOVJazO26PGFu4x8fpBrthi0B1CFq4BOaTgk64myH30kU5T3AdkL3co/s400/vote-nas-putas.jpg 

AS DUAS PROFISSÕES MAIS ANTIGAS

Quando ainda criança, ouvia dos adultos, vez ou outra, se referindo a prostituta como aquela que tem a profissão mais antiga do mundo. Ouvi também que a mais famosa nos idos de Misericórdia era Rosa de Chico Nitão, que não cheguei a conhecer. Dos meus tempos de criança/adolescente, lembro-me de Maria Pequena, amasiada com o Major Ananias e que era quem melhor fazia aqui em nossa terra, o rubacão com costelas de porco. Mulheres estas, que mesmo de um homem só, recebiam esta alcunha por não serem casadas e sim "amancebadas".
                                                                                      
Naquela época era tradição o menino ser encaminhado à vida sexual com mulheres, entre onze e quinze anos, pois antes, como fala Jessier Quirino, existia a mulherização das jumentinhas e outra fêmeas de animais. Vejo a cena como se fosse hoje, quando dobrei a "esquina do cinema", já estava preparado para o embate e o nome da professorinha era Penha, Maria da Penha, e se viva for aposentada ha muito tempo.

Sempre me dei bem com essas pessoas, em geral, "gente fina", respeitadoras, sendo a grande maioria pobres adolescente que ao engravidadem ou se "perderem" com os namorados, os pais as deserdavam e punham prá fora de casa. 

Era muito difícil para uma pessoa deste tipo conseguir a sua própria subsistência, imagina quando esperava uma criança e que teria que arcar com as despesas, sem ajuda dos pais e do pai. Restava-lhe um caminho "fácil", vender seu corpo, para conseguir seu sustento. É tanto que muitos as chamavam de Mulheres de Vida Fácil. E como era dura esta vida!

Trouxe o meu passado até os dias de hoje para expressar como esta profissão tão antiga exerce e ainda tem importância na sociedade atual. Conheci pessoa fabulosos e cito aqui sem querer constranger ninguém, duas grandes amigas, que convivi por muito tempo, quando eramos vizinhos de comércio; Raimunda e Judite (in memórian), que já partiu desta vida.

A segunda profissão mais antiga do mundo é a do político. Esta todos nós conhecemos, são os homens que mandam e desmandam neste país. Assisto nos noticiários diariamente a montanha de sujeira que estes “profissionais” tentam esconder debaixo dos enormes tapetes dos palácios e dos suntuosos prédios públicos, faria corar a mais reles das meretrizes.

Bravas mulheres do passado, que eram obrigadas a venderem seus corpos por falta de opção de uma vida melhor, mas que hoje se organizaram e tem até uma grife famosa. A Daspu.

"Infelizes políticos que ao chafurdarem na lama da corrupção fazem a cada dia um espetáculo cheio de cinismo, sem demonstrarem a menor culpa, mesmo caindo em desgraça diante de toda nação brasileira e do mundo inteiro, pois com a Internet, a cara deles aparecem nos quatro cantos do planeta.

Que DEUS em sua infinita bondade perdoe a todos. Assim como JESUS que defendeu a prostituta de ser apedrejada ao dizer 'Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar a primeira pedra'- João 8-7. Nós temos que aprender a conviver com as diferenças e lutar por um mundo melhor, mais humano e menos corrupto.

Finalizando, entendo que nos dias de hoje as prostitutas deram a volta por cima e conquistaram muito mais credibilidade do que a maioria dos políticos". É tanto que jocosamente há quem aconcelhe: "Nestas eleições votem nas mães, já que nos filhos não deu certo"

Em tempo: Esta é uma profissão que está quase extinta - a prostituição -, mas deu origem a muitas outras atuais mas sem o mesmo romantismo ou credibilidade, como as "Moças de Programas" também chamadas de "Acompanhantes" que vendem o corpo exclusivamente por dinheiro e não por necessidade ou sobrevivência, como antigamente. Hoje em dia tudo tem as suas facilidades, a profissão é até reconhecida pelo Ministério do Trabalho.

Quanto aos políticos, esta é a profissão que mais se prolifera em nosso país, senão vejamos: para as eleições municipas  faltam exatos 379 dias e em nossa cidade já contamos com mais de uma centena de précandidatos a vereador.

Chico Anysio - Velhinha Puta