Festa da Padroeira

Festa da Padroeira 2012 em Itaporanga, veja tudo que aconteceu. Clique e confira!

Diplomação dos Eleitos

Saiba tudo o que aconteceu na Diplomação dos candidatos eleitos no Vale do Piancó. Clique aqui!

Passe o seu Natal de YAMAHA Zero!

A Mundo Livre Yamaha está com promoções imperdiveis, como esta: Yamaha FACTOR com entrada de R$800,00 e 44 mensais de R$209,00. Clique e Confira!

Zé do Agreste

Durante esta semana estaremos postando aqui, vídeos de Zé do Agreste, personagem criado pelo itaporanguense Onildo Mendonça. Clique e confira!

As Razões de Ariosvaldo Ferreira

Porque Ariosvaldo Ferreira deu parecer contrário as obras de abastecimento d'água que estão sendo executados pela administração Djaci brasileiro. Clique aqui!

Atenção estudantes do Vale do Piancó

A UNIP abre inscrições para o vestibular 2013, ofertando 740 vagas em todos os cursos. Clique e Confira!

Mostrando postagens com marcador Padre Djaci. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Padre Djaci. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Padre Djacy Brasileiro faz protesto durante o lançamento do "SOS SECA"


O Padre Djacy Brasileiro, que tem se notabilizado por acionar as redes sociais para pressionar políticos e autoridades a tomarem providências concretas em relação à estiagem que assola o sertão paraibano, “roubou a cena” no evento promovido nesta terça-feira (15) em João Pessoa.

O Padre se pronunciou quando a Assembleia Legislativa reuniu um público numeroso para lançar a campanha “SOS Paraíba” e deflagrar o abaixo-assinado que será enviado aos agentes do poder em Brasília cobrando soluções emergenciais e de caráter permanente para a convivência com o problema.

O presidente Ricardo Marcelo, na abertura da solenidade, ressaltou que o Legislativo está cumprindo com seu papel de engajar a população paraibana e nordestina no mutirão de cobrança por medidas de atendimento às vítimas da seca.


Citando o relatório elaborado pela Caravana da Seca, Ricardo Marcelo assinalou que “a vida pede socorro” e que continua acreditando na capacidade de mobilização das lideranças políticas estaduais e dos setores da comunidade, no sentido de provocarem a definitiva atenção sobre a problemática, que é extremamente dolorosa.

Senadores e deputados da Paraíba e de outros Estados lotaram as dependências do auditório do hotel Tambaú, juntamente com representantes de organizações sindicais, religiosas e de outras entidades da sociedade civil. Houve ampla liberdade de manifestação, quer nos microfones, quer através de faixas que foram espalhadas no auditório, contendo críticas a instituições financeiras como o Banco do Nordeste, pela falta de assistência a produtores no que diz respeito à liberação de crédito.

Especialistas renomados de Universidades do Nordeste e de outras regiões do país pronunciaram-se a respeito do processo de desertificação que vem se expandindo na região e também na reivindicação pela aceleração das obras de transposição de águas do rio São Francisco. Parlamentares como Cássio Cunha Lima e Vital Filho prontificaram-se a lutar, em Brasília, para agilizar a adoção de providências que são requeridas nos termos do circunstanciado documento elaborado e distribuído com os presentes.

Os secretários Efraim Morais e Adriano Galdino representaram o governo do Estado, enquanto o vice-prefeito de João Pessoa, Nonato Bandeira, representou o prefeito Luciano Cartaxo. O arcebispo Dom Aldo Pagotto reforçou o coro pela mobilização geral em torno da temática, que, a seu ver, é de urgência urgentíssima, diante dos relatos que chegam de cidades do interior acerca da falta de condições de sobrevivência para as populações.


O Padre Djacy Brasileiro, que atua na paróquia de Pedra Branca, perto de Itaporanga, no Vale do Piancó, contou ter enfrentado contratempos para vir a João Pessoa externar, de público, sua indignação com a insensibilidade de autoridades governamentais em torno da calamidade pública.

 “Não estou fazendo sensacionalismo, mas não posso ficar calado depois de testemunhar que cestas básicas distribuídas como paliativo perdem sua utilidade em meia hora, porque não são suficientes para garantir a sobrevivência das famílias carentes”, verberou ele.


O sacerdote lembrou o périplo feito a Brasília em duas oportunidades, na primeira das quais estendeu uma Cruz de Latas em frente ao palácio do Planalto e junto ao Congresso Nacional para chamar a atenção. Mais recentemente, tentou ser recebido em audiência pelo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, mas só conseguiu um despacho com o secretário nacional da Irrigação. Ele destacou o apoio que recebeu de personalidades como o ator global José de Abreu, sensibilizado com a luta em favor dos sertanejos.

“O que eu observo é que iniciativas como a da Assembleia Legislativa, de promover uma Caravana pelos municípios e, agora, o lançamento desta campanha, são válidas, mas não chegam a ser necessariamente eficazes do ponto de vista de sensibilizar as autoridades para a tomada de providências efetivas que minimizem os efeitos da estiagem, já que a erradicação é impossível. 

Só quem conhece de perto o estado de fome de famílias que ganham salário miserável pode se indignar, verdadeiramente, com o que está acontecendo. A minha luta é no sentido de que os políticos não fiquem apenas no discurso, mas exijam os direitos de cidadania. Há muito comodismo por parte de alguns representantes do povo. Eles deveriam bater forte na mesa, nos ministérios, em Brasília, e junto à presidente Dilma Rousseff, exigindo até a demissão de auxiliares que nada fazem para dar encaminhamento às reivindicações formuladas. Essa campanha do SOS Seca Paraíba deveria ser lançada no sertão. Ninguém, aqui, na capital, sabe o que é uma estiagem”, radicalizou o Padre Djacy nas declarações a um batalhão de jornalistas no hotel Tambaú.

Nonato Guedes

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O Globo destaca: Padre da PB cobra retomada da transposição do rio São Francisco

O padre Djacy Brasileiro, da cidade paraibana de Pedra Branca, no sertão, está de volta a Brasília para pedir a transposição do rio São Francisco. Conhecido por ter protestado em frente ao Palácio do Planalto em 2007, portando uma cruz feita com latas de tinta, usadas pelos sertanejos para carregar água, desta vez o padre foi recebido pelo secretário Nacional de Irrigação, Guilherme Orair, para “dar seu grito profético” pedindo socorro aos sertanejos e cobrando andamento das obras. No discurso do padre, sobram críticas para a presidente Dilma Rousseff e principalmente para a falta de prioridade consignada ao projeto.

- Lula deu início à execução desse projeto. A Dilma tem de ser mais ágil. O governo tem de esquecer essa Copa. São muitas vidas sendo ceifadas - disse o padre, que ficou impressionado ao ver as obras do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.

- Enquanto isso, o povo no sertão passando sede, morrendo aos poucos. O que é prioridade não está sendo levado em conta. Para nós do sertão não nos interessa Copa. Interessa é água. Enquanto isso, o governo investe bilhões e bilhões na Copa. Não sou contra sediarmos a Copa, mas isso não é prioridade – disse.

O sertão está esquecido, na avaliação do padre, que sonhava em ser atendido pelo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, mas não conseguiu audiência. Muito menos com Dilma, por quem ele queria ser recebido. Na reunião com o secretário de Irrigação, o padre disse que “desabafou” sobre a situação da seca e questionou o porquê da inércia do governo para o socorro às vitimas da seca. Antes do encontro, que durou duas horas, ele afirmava que esperava sair da reunião com esperança para levar à sua paróquia, de 4 mil pessoas, no Vale do Piancó. Mas saiu da reunião dizendo estar “cético” sobre o andamento das obras.

- Na teoria está tudo bonito. Ele (o secretário) disse que como era prioridade para Lula, é para Dilma. Mas eu estou cético, só acredito quando vir as águas entrando na Paraíba – afirmou.

O secretário reforçou ao padre que o governo quer sim concluir as obras de transposição do Velho Chico, mas que os problemas seriam “entraves burocráticos”, como relatou Djacy.

- Ele disse que o governo tem o maior interesse em fazer com que o projeto seja executado, e que dinheiro tem. Mas há entraves. Por exemplo, questão de licitação. Também problemas de ordem jurídica – disse Padre Djacy, sem detalhar como os entraves podem ser resolvidos e quais são as promessas para destravar as obras.

Sobre quem é contra a transposição, Padre Djacy esbraveja:

- Isso é desumanidade, não querer levar água para os quatro estados, é insensibilidade. Quem luta contra não conhece nossa realidade – disse o padre, ao ser questionado sobre a ação de outro padre, Luís Flávio Cappio, que em 2005 e 2007 fez greve de fome contra as obras de transposição do rio. - Ele teria de ir lá para ver o que eu vejo.

Nesta viagem a Brasília, Djacy Brasileiro não fez protesto com a cruz de lata. Sem essa estratégia para elevar seu grito pela transposição, ele contou com a ajuda do ator Zé de Abreu, o Nilo de “Avenida Brasil”, que ajudou a divulgar sua reunião com as autoridades na capital. Mas ele ainda queria falar mais alto pedindo a transposição:

- Se eu pudesse pegar a tribuna da Câmara ou do Senado... Houve um esquecimento total da questão. Parece que a transposição não é mais prioridade, parece que a Copa é prioridade, é isso que o povo do sertão vê - disse.


O Globo

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Ator da Globo ouve clamor de padre sobre a seca e leva sacerdote a Brasília

Padre Djacy vai se encontrar com secretário do Ministério da Integração Nacional


Por Isaías Teixeira/Folha do Vale - Depois de tanto implorar nas redes sociais e na imprensa paraibana por uma audiência com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, para mostrá-lo os estragos que a seca vem provocando no semiárido nordestino e, em especial, no Sertão da Paraíba, o Padre Djacy Brasileiro, de Pedra Branca, finalmente encontrou alguém que ouvisse seu clamor.

Foi o ator da Rede Globo, José de Abreu, paulistano da gema e um dos maiores artistas deste país, quem se sensibilizou com os pedidos de socorro do padre e articulou uma audiência do religioso com o Ministério da Integração. A audiência será nesta quarta-feira, 12, às 15h, com Guilherme Orair, secretário Nacional de Irrigação do órgão federal. O ator global estará com o padre no encontro.

O padre confirmou que estará em Brasília nesta quarta com José de Abreu. “Nesta quarta-feira, Zé de Abreu e eu vamos estar em Brasília.Vamos pedir socorro para os sertanejos”, confirmou Padre Djacy em sua conta no twitter. As passagens de avião, de ida e volta, também foram conseguidas pelo ator.

José de Abreu, que também é militante político e ligado ao PT, ficou sabendo da luta do Padre Djacy através do twitter. A partir de então, entrou em contato com o padre, que, por telefone, aproveitou a oportunidade e perguntou ao artista se ele podia agendar uma audiência em Brasília.

O ator se prontificou em atender o pedido do padre e usou seu trânsito livre no Palácio do Planalto para conseguir a audiência. José de Abreu trabalhou ativamente, nos bastidores, na campanha que elegeu Dilma Rousseff presidenta, e sempre aparece em campanhas institucionais do Governo Federal, conforme apurou a Folha (www.folhadovali.com.br).

Com o caminho aberto ao Ministério da Integração Nacional, o padre Djacy deverá levar à Capital Federal uma bagagem de sofrimentos e solicitações ao governo petista, entre elas a urgência na retomada das obras da transposição das águas do Rio São Francisco, que se encontram paralisadas. “Em Brasília, Zé de Abreu e eu vamos pedir ao Governo Federal para dar continuidade às obras da transposição”, enfatizou o padre.  

Foto: padre e ator juntos na luta pelas vítimas da estiagem.

Ator José de Abreu anuncia audiência do Secretário de Irrigação com o padre Djacy

O ator se solidarizou com a campanha de Padre Djacy e com a problemática da seca na Região Nordeste
 
O ator de televisão e teatro José de Abreu anunciou através do twitter que conseguiu agendar uma audiência do padre Djacy Brasileiro com o secretário nacional de Irrigação, Guilherme Orair para a próxima quarta-feira (12). Ele concedeu entrevista exclusiva ao Portal Correio, na tarde desta segunda-feira (10) por telefone e falou sobre a problemática da seca, como ele abraçou a campanha de padre Djacy e sobre a falta de solidariedade em relação às vítimas da estiagem.


O ator contou que conheceu a peregrinação do padre Djacy em defesa das vítimas da seca através do twitter e ficou sensibilizado com a situação. "Alguém me chamou a atenção sobre o padre. Entrei no twitter dele, pedi o telefone e, ao conversarmos, ele me perguntou se eu poderia ajudá-lo a conseguir uma audiência em Brasília".


Zé de Abreu conseguiu a audiência com o secretário Guilherme Orair. O ator acredita que o problema da estiagem só poderá ser resolvido após a transposição do Rio São Francisco, mas lamentou que as obras estejam paradas.


Na opinião de Zé de Abreu, a seca para o brasileiro já se tornou normal e por isso é que não se vê mobilização para ajudar os nordestinos. Ele lamenta a falta de ajuda e conta que a vaquinha criada por ele pra arrecadar dinheiro para ajudar as vítimas da seca arrecadou somente R$ 400. "O valor não dá nem para pagar as passagens do padre até Brasília", reclama.


José de Abreu disse que gostaria de vir até aqui para ver de perto a situação, mas no momento está com a temporada da comédia de João Bethencourt Bonifácio Bilhões e não está podendo viajar agora. Ele no entanto disse que quer acompanhar o padre Djacy durante a audiência com o secretário Guilherme Orair.


Padre Djacy mostra a realidade da seca em peregrinação pelo Sertão


O padre Djacy Brasileiro, pároco de Pedra Branca, localizado no Sertão da Paraíba, (a 445 quilômetros de João Pessoa), divulgou as primeiras fotos da peregrinação solitária realizada por ele na zona rural dos municípios sertanejos. Ele quer chamar a atenção das autoridades para o drama da seca.


Neste final de semana, o padre registrou através das redes sociais a situação caótica em que se encontram atualmente os moradores da região do Vale do Piancó. “ O povo do Sertão merece ser trato com respeito e dignidade. Eles clamam por Justiça”, lamentou Djacy. 


Ele começou a peregrinação nos municípios do Vale do Piancó, entre eles, Igaracy e Aguiar (a 400 quilômetros de João Pessoa). Essa região é considerada a mais castigada pela falta de água no Estado. A peregrinação teve início na manhã desta sexta-feira (7). 


A luta do pároco, esta semana, chamou a atenção do ator de televisão José de Abreu. Ele disse que quer conhecer o religioso paraibano e ajudá-lo a manter um encontro com autoridades de Brasília. O ator também se mostrou disposto a se juntar à corrente do Padre Djacy para denunciar a fome e a sede no interior da Paraíba.
Por Priscila Andrade e Luciana Rodrigues

PEDRO SEVERINO ,UM GUERREIRO DO SERTÃO


Meu querido amigo Pedro Severino, sou feliz em tê-lo como grande companheiro, na luta pela transposição de águas do rio São Francisco para o nosso querido estado paraibano. Sou testemunha ocular de sua luta para a concretização desse abençoado projeto. Você, como membro do comitê pró-transposição, sempre demonstrou, sem hipocrisia, sem demagogia, um grande interesse por essa obra redentora.

Nas conversas que tenho com você, percebo ser um grande cidadão, um grande cristão. Sim um cristão apaixonado pelas causas sociais, porque não dizer, pela vida humana e ecológica.

Aliás, querido amigo Pedro, você é um grande defensor da natureza, da mãe terra, do ecossistema, da vida planetária. Um grande baluarte na defesa desta mãe terra, que grita pedindo socorro.

Você, amigo Pedro, é um grande sertanejo do querido vale do Piancó. Como sertanejo, não perdeu suas raízes, sua história de homem do sertão.Confesso-lhe que tenho uma grande admiração pelo seu trabalho, pela sua pessoa. Digo a todos vocês que estão lendo esta mensagem, que o Pedro é, indubitavelmente, um homem simples, humilde, trabalhador.
Tenho orgulho de ter esse homem como companheiro de luta em defesa desta sofrida e humilhada Paraíba.

Querido amigo Pedro,minhas bênçãos ,e que Deus o faça um grande guerreiro na luta em defesa do nosso povo paraibano.


Seja feliz!
Padre Djacy Brasileiro


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A fé do sertanejo

Alguns gravatudos que viram a seca sem sair do onibus refrigerado, jamais imaginariam se deparar com tamanha cena: o sertanejo ajoelhado sobre o leito seco do açude, os braços levantados clamando ao céu por água e o céu, azul sem nuvens, fazendo-se de mouco. Foi isso o que o peregrino Padre Djacir Brasileiro encontrou no inicio de sua caminhada sem tempo pra terminar pelas veredas ressacadas do sertão. A fé do sertanejo, inquebrantável, suportando tudo por acreditar que amanhã será um novo dia.
Blog do Tião

domingo, 9 de dezembro de 2012

PEREGRINAÇÃO: Padre Djacy Brasileiro inicia visita a zona rural por Igaracy

Ao contrário dos deputados, Padre Djacy Brasileiro visita a zona rural do Vale do Piancó, para dividir o sofrimento da seca com os irmãos Sertanejos.
 
Quem visitou hoje a cidade de Igaracy foi Padre Djacy Brasileiro, filho natural da terra. O Padre visitou vários sítios da cidade, entre eles Timbaúba, Queimadas, Riacho dos Cochos, Canários e Sítio Velho de Cima. Padre Djacy tirou fotos, ouviu relatos de moradores e constatou que a seca maltrata a cada dia mais o povo sertanejo. 

O blog hugoigaracy acompanhou toda a visita do religioso que deixava claro sua tristeza a cada visita. “É triste ver o quanto o povo sofre com a seca e principalmente com o abandono do Poder público”, disse.

Padre Djacy Brasileiro ainda falou que não concorda e não apoia a “caravana” feita pelos deputados pela Paraíba e ao contrário dos parlamentares, o religioso vai sim fazer uma verdadeira caravana, visitando todas as comunidades rurais do Vale do Piancó.

 No sítio Riacho dos Cochos, acompanhdno Bosco e Manoel Felix dando ração aos animais

 Sítio Velho de Cima, o Padre foi recebido por Ricardo Chaves

 Sítio Velho de Cima, casa de Dedé Farias (in memoria) sendo recebido pelo morador Cosmo
Sendo recebido no Sítio Riacho dos Cochos pelo Vereador Lídio Carneiro
 
Hugo Igaracy

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Seca: ator José de Abreu adere a campanha do Pe Djacy e quer levá-lo a BSB


José de Abreu - ator global



Conhecido por seu engajamento político em causas das minorias e culturais, o ator José de Abreu (O Nilo de Avenida Brasil), encampou uma nova causa na internet, ou melhor, ele se juntou a outro “ator” bastante conhecido nas redes sociais, principalmente no Nordeste, o padre paraibano Djacy Brasileiro. A causa defendido pelos dois, primeiro pelo padre e agora pelo ator, é a adoção de políticas públicas urgentes por parte do Governo Federal para atenuar os efeitos da seca, que mata animais todos os dias na Paraíba e outros estados do Nordeste.

O padre Djacy Brasileiro vem postando fotos de animais mortos de sede no Sertão paraibano e como João Batista clama no “deserto” por ajuda aos sertanejos e ao rebanho que padece em várias regiões do estado.


PE Djacy Brasileiro

José de Abreu, que tem mais de 68 mil seguidores, reproduziu imagens postadas pelo padre e pediu para que as pessoas ajudem com doações em dinheiro que será entregue ao religioso.
O ator também se articula para levar o Padre Djacy a Brasília para em contato com o governo federal, tentar agilizar políticas públicas para o povo do Sertão Nordestino.

Marcos Wéric -WSCOM Online

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Ator global se une ao Padre Djacy para fazer campanha contra a Seca


O ator global José de Abreu solidarizou-se ao Padre Djacy Brasileiro e se uniu à campanha para ajudar as vítimas da Seca na Paraíba.

Na tarde desta quarta-feira (05), através do twitter, o ator fez um apelo para que as pessoas ajudem o Padre na sua luta contra a seca, se disse bastante preocupado e questionou se não havia ninguém do governo da Paraíba na rede social para tentar amenizar a situação.

Veja abaixo todas as twitadas do ator que desmonstra estar bastante preocupado:

 
PBAgora

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Padre faz apelo dramático em programa de rádio e diz que situação no Sertão da PB é de ¨cortar o coração¨

Padre Djacy Brasileiro disse que durante os seus 18 anos de sacerdócio no interior do Estado da Paraíba, nunca tinha visto cenário igual. Confira tudo!
 
Padre faz apelo dramático em programa de rádio e diz que situação no Sertão da PB é de ¨cortar o coração¨
Padre Djacir faz apelo sobre a seca na PB

Conhecido por denunciar as desigualdades sociais na Paraíba, o Padre Djacy Brasileiro, fez uma apelo dramático em um programa de rádio da Capital, nesta terça-feira (27), pelas vítimas da seca no Sertão paraibano.

“Eu quero clamar, implorar e não estou fazendo sensacionalismo não. É uma grande realidade, pois, eu ouço os clamores daqueles filhos de Deus. A situação é crítica e há muita sede e fome”, disse o religioso afirmado que não estaria fazendo ”drama”.

Padre Djacy Brasileiro disse que durante os seus 18 anos de sacerdócio no interior do Estado da Paraíba, nunca tinha visto cenário igual.

“É de cortar coração. Eu nunca vi cena tão desoladora”, explanou o padre Djacy Brasileiro em entrevista a Rádio 101 FM.

Padre Djacy Brasileiro disse que há dias tem tentando sem sucesso uma reunião com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, para poder relatar o que tem presenciado em terras paraibanas.

“Eu acho mais fácil eu ir a Lua montando em um jumento magro, faminto, sedento, que falar com o ministro ou a presidente Dilma”, argumentou Padre Djacy Brasilero.

DIÁRIO DO SERTÃO com o MaisPB

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Tião Lucena diz: “o padre está certo”


O padre está Certo. Foi preciso ele denunciar, insistir, persistir, nunca desistir, a imprensa fazer coro, as imagens ganharem o mundo e o assunto se tornar público, para os nossos políticos começarem, ainda de forma tímida, a se manifestar a respeito da seca. Antes, com a seca dizimando os rebanhos, secando os açudes e matando as esperanças do matuto, eles se quedaram silentes, preocupados apenas com seus umbigos e com seus empregos. Agora Inês é morta, adeus Tia Chica, o fato é consumado, só o inverno dá jeito.

Tinha até quem o chamava de chato por tanto insistir: -Esse padre quer aparecer -, diziam uns, somente porque o Padre, persistente, insistente e nunca desistente, bradava aos quatro cantos que o sertão estava morrendo. E quando o padre se fotografava ao lado dos esqueletos das vacas nas quebradas do sertão, alguém virava o rosto e repetia: -Quer aparecer”.


Era não, camarada. O Padre Djacy Brasileiro queria água para seus irmãozinhos. Ao contrário de outros padres que se limitam aos interiores das igrejas, aos rituais das missas, aos sermões rebuscados e aos beliscões nas bundas das beatas, Djacy Brasileiro se embrenhava nas caatingas, subia os serrotes, enfrentava as juremas, os espinhos do mandacaru e o sol inclemente para clamar por justiça.



Agora tem gente aparecendo com discursos inflamáveis e inflamados reivindicando isso e aquilo. Agora tem presidente e ministros enumerando os tostões que para cá mandaram. É o poder da Globo que se interessou pelo assunto, depois do padre malhar “com água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”.


Veja o desabafo dele:

“Depois que a sede e a fome mataram centenas e centenas de animais;

Depois que a fome e a sede, com sua fúria canina, começaram a dizimar vidas humanas;

Depois que os sertanejos perderam a força do grito, do clamor;

Depois que todas as esperanças se esvaíram do coração sertanejo;

Quando o ano novo já se aproxima, trazendo uma certa esperança de inverno, é que a classe política começa a dar sinais de vida,a se movimentar,com seus gritos leoninos nas tribunas dos parlamentos.Não sei se é grito em defesa das vítimas da seca cruel,devastadora, ou se é grito demagógico,farisaico,visando dividendos eleitoral.
Agora é tarde, e muito tarde”.

Assino embaixo, Padre Djacy.


PolíticaPB

Sertanejo improvisa tipoia para manter de pé a última vaca do rebanho dizimado pela seca


Créditos: Foto: Padre Djacy Brasileiro
Mais de 40% do rebanho bovino da Paraíba já foi dizimado pela prolongada estiagem. Desesperados com a morte dos animais, pequenos produtores da zona rural improvisam de tudo para salvar as últimas reses. É o caso de seu Jorge dos Santos, 52 anos, que tem um pequeno roçado no município de Itaporanga (na região do Vale do Piancó, a  420 quilômetros de João Pessoa). Sua última vaca leiteira, sem força para se sustentar de pé, é amparada por uma tipoia feita com redes velhas amarradas em quatro traves.

A cena dramática foi registrada pelo padre Djacy Brasileiro, pároco da cidade de Pedra Branca, na mesma região, que vem denunciando a falta de assistências dos governos aos agricultores e produtores que perderam tudo o que investiram por conta da seca.
Seu Jorge tinha 11 animais em seu rebanho. A maioria morreu de sede e fome. Hipertenso, há uma semana ele foi encontrado desacordado no meio do terreiro, próximo de uma vaca que também morreu tentando parir. “A vaca, uma das últimas que eu tinha, morreu depois de tentar parir e não ter forças. Não agüentei de tanta tristeza, passei mal e desmaiei. Sofro de pressão alta e caí ao ver meu animal morrer de fome, sede e sem ter sua cria”, narra.  
Ele teve que se desfazer de outros animais, vendendo-os  a preço abaixo do mercado local, para fugir de um prejuízo maior. A única vaca que sobrou está magra e mal consegue parar de pé. Pele e osso sustentados por cordas de agave, para tomar água e comer das mãos do seu dono.
A tentativa desesperada de seu Jorge para manter vivo seu último animal é comovente. Ele diz que vai fazer tudo que puder para que a vaca sobreviva até fevereiro do próximo ano, quando a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) prevê que chova na região. Para seu Jorge, esse último animal é um símbolo da perseverança e da resistência do povo sertanejo.
Itaporanga é um dos 195 municípios sob estado de emergência decretado pelo Governo do Estado. O principal manancial que abastece o município, o açude Cachoeira dos Alves, com capacidade para acumular 10,6 milhões de metros cúbicos de água, está com menos de 33% do seu total.

O município tem uma população estimada em 17.632 habitantes, sendo que na zona rural moram 5.563 pessoas. Seu Jorge está entre os moradores da zona rural, no sítio Riachão.  
Por Hermes de Luna, Hyldo Pereira e Wanja Nóbrega

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

POR QUE SÓ AGORA? É TARDE DEMAIS! Por Padre Djacy Brasileiro

Depois que a sede e a fome mataram centenas e centenas de animais;

Depois que a fome e a sede, com sua fúria canina, começaram a dizimar vidas humanas;

Depois que os sertanejos perderam a força do grito, do clamor;

Depois que todas as esperanças se esvaíram do coração sertanejo;

Quando o ano novo já se aproxima, trazendo uma certa esperança de inverno, é que a classe política começa a dar sinais de vida,a se movimentar,com seus gritos leoninos nas tribunas dos parlamentos. Não sei se é grito em defesa das vítimas da seca cruel,devastadora, ou se  é grito demagógico,farisaico,visando dividendos eleitoral.

Agora é tarde, e muito tarde.
Padre Djacy Brasileiro.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Moradores de comunidade rural ocupam leito de açude seco e protestam contra falta d’água

E uma nova manifestação está prevista para esta quarta-feira


Por Isaías Teixeira/Folha do Vale Uma missa será celebrada pelo padre Djacy Brasileiro às 16h desta quarta-feira, 7, na zona rural de Pedra Branca, pelas vítimas da seca que assola o município e todo o Sertão. Depois da prece a Deus, será a vez de cobrar dos homens do poder ações amplas e urgentes para o problema.

Após a celebração da missa, padre Djacy afirma que, juntamente com agricultores e a população local, irá fazer um protesto contra a demora do socorro governamental às vítimas da estiagem.

Nesse domingo, 4, depois de uma missa na comunidade Saco, município de Pedra Branca, os moradores seguiram para o leito seco do açude comunitário onde protestaram contra a omissão dos governos. “Durante a missa, perguntei se os moradores tinham recebido alguma assistência dos governos federal e estadual, e a resposta foi um ‘não’ carregado de muita revolta”, disse o padre em nota enviada à Folha (www.folhadovali.com.br).

Sem água e o gado morrendo de fome e sede, os agricultores do Saco estão com as mãos atadas, sem saber o que fazer. “Os moradores da referida comunidade dizem que a situação é de cortar  coração. Para eles, está muito difícil a vida neste momento de seca. A situação, a cada dia que passa, vai se agravando”, comentou padre Djacy.  

Foto: sem água, moradores do sítio Saco deixam a igreja depois da missa para protestar no leito de açude seco.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Seca suspende vacina contra aftosa, reduz rebanho em 40% e obriga criador vender gado abaixo do preço

O sobrepeso dos animais reduz o seu valor de mercado. O preço caiu em torno de 88,24%. A cabeça de gado chega a ser negociada abaixo de R$ 200.



Djacy Brasileiro

A seca obrigou o governo a suspender a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa na Paraíba, até 31 de dezembro deste ano. A campanha estava prevista para ser iniciada nesta quinta-feira (1º). A seca na Paraíba já causou a perda de 40% do rebanho animal. A falta de chuva no estado atinge cerca de 60 mil produtores, que amargam uma queda de 70% da produção adquirida pelo Programa do Leite, que atende a 120 mil famílias no estado.

Para não perder completamente seus rebanhos, os produtores  tentam vender os animais nas feiras livres. O sobrepeso dos animais reduz o seu valor de mercado. O preço caiu em torno de 88,24%. A cabeça de gado chega a ser negociada abaixo de R$ 200.

Com a vacinação da febre afstosa suspensa, os criadores paraibanos ficam obrigados a comparecer as Unidades da Defesa Agropecuária para atualizarem seus cadastros. Caso contrário ficarão impedidos de participar dos programas governamentais direcionados a atividade agropecuária.


Na zona rural a preocupação é salvar os animais que resistem à estiagem. Grande parte de animais é alimentado com mandacarú (planta espinhosa da família dos cactos, que chega a atingir mais de cinco metros de altura e que tem polpa branca). Falta ração para o rebanho.

Na semana passada, o anúncio de que o governo dispobilizaria ração levou dezenas de pequenos criadores da região de Sousa (no Alto Sertão, a 427 quilômetros da Capital) a ocuparem as ruas da cidade. Eles tiveram que voltar às suas propriedades sem o alimento para os animais. Na zona rural do município, também falta água e comida.

Nesta terça (30), o Governo do Estado lançou um programa emergencial de distribuição com preço subsidiado em 50% milho ou sorgo, torta de algodão e farelo de soja. Foram adquiridas 4.225 toneladas de farelo de soja e torta de algodão e 4.400 toneladas de silagem de milho e sorgo. O governo assegura que está investindo R$ 7 milhões na compra de ração animal.

O programa é coordenado e executado pela Empresa Paraibana de Abastecimento e Serviços Agrícolas (Empasa) e tem a supervisão da Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap).

A torta de algodão e o farelo de soja serão vendidos nos escritórios e armazéns da Empasa de Campina Grande, Monteiro, Patos, Itaporanga, Pombal, Sousa e Catolé do Rocha. Já a silagem, nos postos da Empasa de Campina Grande, Monteiro, Patos e Sousa.

As chuvas que alcançaram volume de aproximadamente 150 mm até o momento não foram suficiente para formação de água e pastagens para os rebanhos da caatinga. Esses animais apresentam uma exigência maior em alimentos para sobrevivência ao contrário dos pequenos rebanhos de caprinos que consome um volume bem menor do que um bovino de 150 a 200 kg de peso vivo.



 

O produtor Renê Cavalcante, que reside na zona rural de Patos, perdeu mais de 20 animais. “É difícil a gente ver isso acontecer e não conseguir evitar a morte dos animais. Sem alimento suficiente as vacas ficam muito fracas e não resistem”, lamentou.

O município de Patos fica às marges da BR 230, no Sertão paraibano. Lá, as chuvas deste ano não representam nem 29% do que choveu em 2011. Mesmo assim, a realidade nem chega perto do que acontece na zona rural de municípiuos do Cariri, como Monteiro, onde 70% do rebanho já foi dizimado. Das 23.299 cabeças de gado, em torno de 16.300 já morreram na cidade.

O rebanho de caprinos também é afetado. Dos 300 criadores que forneciam leite de cabra para uma cooperativa de Monteiro, apenas 80 continuam criando os animais. "A estiagem está castigando muito os produtores dessa região, e eles não têm como manter os animais vivos", lamentou Rubens Remígio, coordenador técnico da cooperativa.

Os pecuaristas de Monteiro não são beneficiados por este projeto. Para eles, o governo promoveu um programa emergencial para distribuição de ração animal. São 1.080 criadores cadastrados. A cada semana 400 deles são atendidos. Em toda a Paraíba são 20 pontos de distribuição, que entregam entre 30 e 40 toneladas de ração.

A preocupação dos Serviços Veterinários Oficiais (SVOs) é pelo comprometimento dos índices vacinais e proteção dos rebanhos em função dos efeitos danosos da seca. Isto porque os animais ficam debilitados com baixíssimo peso, e dificuldade de manejo, fazendo com que eles não respondam  satisfatoriamente a vacina por causa do estado nutricional comprometido.

O diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Guilherme Marques, ressalta que a medida adotada nos estados da região Nordeste não afetará o processo de reconhecimento da região como zona livre da febre aftosa com vacinação em 2013.