O presidente da Subseção de Patos, Alexandre Nunes (foto), declarou, nesta quarta-feira (06), que a OAB vai requerer a disponibilização imediata de local adequado para que os advogados mantenham contato pessoal e reservado com seus constituintes no presídio feminino de Patos, ou seja, para que o parlatório da unidade prisional seja ativado.
“A reivindicação deve-se ao fato de que atualmente não há local adequado e reservado para que os advogados possam conversar pessoal e reservadamente com seus constituintes. O fato vem causando transtornos e constrangimentos aos causídicos que tem que se submeter a se deslocarem até a horta do presídio que se localiza bem no seu pátio e em meio ao sol escaldante, manter contato com seus constituintes”, comentou. .
O presidente Alexandre Nunes enfatizou que “a Subseção mantém uma excelente relação com a atual direção do presídio que vem indiscutivelmente realizando um excelente trabalho a frente do mesmo”. “Medidas moralizadoras foram e estão sendo tomadas, o tratamento dispensados a nós advogados é o melhor possível, mas precisamos urgentemente de um local no presídio feminino”, afirmou.
Já o secretário geral da Subseção, Hálem Roberto, ressaltou que “a atual situação do presídio fere frontalmente o art. 7º, III do EAOB que diz: “Art. 7º – São direitos do advogado: III – comunicar-se com seus clientes, pessoal e reservadamente, mesmo sem procuração, quando estes se acharem presos, detidos ou recolhidos em estabelecimentos civis ou militares, ainda que considerados incomunicáveis”.
“Estaremos solicitando urgentemente audiência com a direção do presídio para que possamos equacionar a situação pendente o quanto antes. Não podemos continuar em conversas com nossos clientes expostos ao sol, em meio a uma horta e sem qualquer privacidade”, declarou.
O presidente Alexandre Nunes já manteve os primeiros contatos com o diretor do presídio Romero Nóbrega, para que nos próximos dias possam ser instalados ar-condicionado, feita nova pintura e instaladas cadeiras nos dois parlatórios da casa de detenção”.
Josinato Gomes