Festa da Padroeira

Festa da Padroeira 2012 em Itaporanga, veja tudo que aconteceu. Clique e confira!

Diplomação dos Eleitos

Saiba tudo o que aconteceu na Diplomação dos candidatos eleitos no Vale do Piancó. Clique aqui!

Passe o seu Natal de YAMAHA Zero!

A Mundo Livre Yamaha está com promoções imperdiveis, como esta: Yamaha FACTOR com entrada de R$800,00 e 44 mensais de R$209,00. Clique e Confira!

Zé do Agreste

Durante esta semana estaremos postando aqui, vídeos de Zé do Agreste, personagem criado pelo itaporanguense Onildo Mendonça. Clique e confira!

As Razões de Ariosvaldo Ferreira

Porque Ariosvaldo Ferreira deu parecer contrário as obras de abastecimento d'água que estão sendo executados pela administração Djaci brasileiro. Clique aqui!

Atenção estudantes do Vale do Piancó

A UNIP abre inscrições para o vestibular 2013, ofertando 740 vagas em todos os cursos. Clique e Confira!

Mostrando postagens com marcador Seca. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Seca. Mostrar todas as postagens

sábado, 21 de dezembro de 2013

Governo Federal decreta situação de emergência em 25 municípios da PB


O Governo Federal, em publicação no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira (20), reconheceu a situação de emergência em 25 municípios da Paraíba.

Segundo a decisão da Secretaria Nacional da Defesa Civil, as cidades listadas serão providas de recursos da União em decorrência da estiagem prolongada. Outros seis estados também serão beneficiados.

Com a manutenção da seca que vem afetando o Nordeste, o governo da Paraíba voltou a prorrogar, em 30 de outubro, a situação de emergência em 170 cidades da região do semiárido do estado.

Lista abaixo:
O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado e a prorrogação é válida por mais seis meses.

Com a publicação da Portaria 147, a União reconhece as situações de emergência nos municípios de Alagoa Grande, Araçagi, Areia, Belém, Caldas Brandão, Capim, Cuité de Mamanguape, Duas Estradas, Guarabira, Gurinhém, Lagoa de Dentro, Mamanguape, Matinhas, Mulungu, Pilar, Pilões, Pirpirituba, Pedro Régis, Rio Tinto, São José dos Ramos, Sâo Miguel de Taipu, Serra da Raiz, Serra Redonda, Sertãozinho e Sobrado.

A portaria entrou em vigor já desde a data da publicação, assinada pelo general Adriano Pereira Júnior, secretário da Defesa Civil. Também foram beneficiados municípios nos estados do Piauí, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

 G1

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

'Ser Tão Brasileiro': documentário será lançado nesta sexta-feira


A luta de um padre no sertão paraibano por melhorias nas condições de vida dos habitantes de uma das regiões mais castigas pela seca no Nordeste do Brasil e seu engajamento nas causas sociais.

Esses são os temas do documentário "Ser Tão Brasileiro", primeiro curta-metragem de Rômulo Medeiros e Vieira Neto que retrata o cotidiano do Padre Djacy Brasileiro na pequena cidade de Pedra Branca (localizada a aproximadamente 450 km de João Pessoa) que por meio de seus protestos e manifestações se tornou uma (ou a) bandeira na causa dos sertanejos que sofrem anualmente os efeitos da seca.

s

O documentário foi realizado como TCC dos ex-alunos Rômulo Medeiros e Vieira Neto no Curso de Comunicação Social, na habilitação de Rádio e TV, da Universidade Federal da Paraíba.

As filmagens foram realizadas em apenas um final de semana, sendo rodado exclusivamente na cidade de Pedra Branca. O filme foi realizado de forma independente, tendo os alunos que financiaram todos os custos da produção.

O primeiro a tomar conhecimento da existência e reinvindicações do Padre Djacy Brasileiro foi Vieira Neto, graças a seu trabalho de produtor na RCTV (tv a cabo do Sistema Correio). "Tinha a ideia de realizar no meu TCC um documentário, mas tava afim de falar sobre futebol, porém a partir do momento que me deparei com as lutas do padre (Djacy Brasileiro) foi amor a primeira vista, não tinha como não ser sobre ele", relata Vieira Neto.

"Ser Tão Brasileiro" aborda um universo de um povo cheio de esperança e força de vontade em superar todas as intempéries proporcionadas por parte da natureza e negligências política, onde segundo o próprio Padre Djacy as ajudas políticas só aparecem nos meses que antecedem as eleições. Além de contar a história de vida e luta do Padre Djacy, o curta faz um relato por meio dos moradores da região sobre a seca de 2012, considerada a pior seca dos últimos 50 anos.

Os jovens cineastas irão lançar o filme nessa sexta, dia 20, a partir das 19h30 no Miniauditório I da Estação das Artes, anexo da Estação Cabo Branco. A entrada é gratuita. Ambos planejam inscrever o documentário no maior número de festivais possíveis no próximo ano. A duração total do curta é de pouco mais de 19 minutos, pois o tempo limite nos festivais para curtas-metragem é de 20 minutos.

Portal Correio

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Já que as autoridades não agem, age o povo em busca de água em Princesa


A falta d`água em Princesa e a inércia das chamadas autoridades constituídas diante do problema, está levando a população a adotar medidas por conta própria, como aconteceu hoje, na Rua do Cancão. O vereador Givaldo, juntamente com o ex-candidato a prefeito Ricardo Pereira e com a ex-candidata a vice Nininha Lucena mandaram abrir um poço em frente a casa da ex-candidata a vice e a água, quando jorrar, será distrtibuída com os moradores da rua. Se tudo der certo, outros poços serão abertos nos demais bairros da cidade de Princesa, que enfrenta a pior seca da sua história.



Blog do Tião

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Veja: Agricultor de 95 anos, fala sobre Padre Cicero, revela que seca está acabando e diz que ‘O mundo está chegando ao final’ Vídeo!

Ele lembrou da Segunda Guerra mundial, na década de 40 e disse que acompanhava os acontecimentos no Brasil.
Veja: Agricultor de 95 anos, fala sobre Padre Cicero, revela que seca está acabando e diz que ‘O mundo está chegando ao final’  Vídeo!
Inocêncio fala de vários assuntos. Confira
O agricultor Inocêncio Sarmento da Silva, de 95 anos prestou entrevista ao Portal e a TV Diário do Sertão essa semana, onde contou um pouco sobre sua história e experiências vividas.
Muito lúcido, o idoso disse que é natural de Bom Sucesso, região de Catolé do Rocha, mas reside atualmente em Cachoeira dos Índios, região de Cajazeiras.
Inocêncio revelou que visitou a residência do Padre Cicero, oito dias após o seu falecimento. “Foi no ano de 1924”.
Ele lembrou da Segunda Guerra mundial, na década de 40 e disse que acompanhava os acontecimentos no Brasil através da “Revista Cruzeiro”. “Era o único meio de comunicação”.
Seca
Sertanejo experiente, declarou que a seca que vivenciamos na atualidade está muito próxima de terminar. “As secas de 1932, 1948 e 1970 foram parecidas com esta”.
Em sua sabedoria popular, o idoso disse que o fenômeno da seca está associado a ambição das pessoas. “A ambição é a miséria do mundo. Eu nunca tinha escutado falar que se vendesse um copo d´água”.
Ele disse que antes conseguia água cavando o chão com a mão, mas hoje são necessárias máquinas pesadas, e para encontrar o precioso líquido são cavados mais de 40 metros de profundidade. “É fim de mundo”.
Política
O aposentado afirmou que a política de hoje é mais “Calma”, pois antigamente os políticos eram “malvados”

Inocêncio revelou que a juventude de hoje não tem mais fé. Ele disse que o povo precisa acreditar mais, e os jovens precisam de mais fé em Deus. “A mocidade não tem mais fé em Deus. Agora é vaidade”
Veja vídeo!
DIÁRIO DO SERTÃO

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

No Alto Sertão, moradores da Zona Rural perambulam atrás da água que resta em cacimbas


O drama da seca continua penalizando a Zona Rural de praticamente todas as regiões da Paraíba. No Sertão, famílias inteiras vivem uma situação angustiante, que parece não ter fim.

Diariamente, é comum encontrar nas estradas, entre as comunidades rurais, pessoas com baldes, latas e tambores à procura de água para beber, cozinhar e lavar roupa.


A falta de água e alimento se junta à carência de atenção dos governantes, levando moradores das áreas mais castigadas ao desabafo e a desesperança.

"Só queria que Deus olhasse pra nós. Ninguém olha pra nós. Ninguém se lembra da gente. A gente vive abandonado, a gente vive esquecido demais", Maria Aparecida Pedro da Silva. Ela tem oito filhos e tem que caminhar cerca de 2 quilômetros para encontrar água.

Para tomar banho e lavar roupas algumas famílias apelam para a ajuda de parentes e amigos que moram na cidade. A água para beber, eles precisam andar no asfalto por quilômetros em busca de um cacimbão.

"Seu moço, anote aí no seu caderno o seguinte: aqui a gente é esquecido, excluído. Ninguém tem dó da gente. A gente é pobre, mas é gente, tem o mesmo direito que os outros", pediu dona Maria Costa, agricultora que faz o mesmo percurso em busca de água.

Os desabafos foram feitos ao padre Djacy Brasileiro por sitiantes da comunidade Lagoinha, localizado no município de São José de Piranhas (localizada no Sertão da Paraíba, a 503 quilômetros de João Pessoa).

O padre, ao encontrar os moradores percorrendo longas estradas, às vezes sem saber onde encontrar, ouve os desabafos e, sem ter como prestar ajuda, sofre junto com as vítimas da seca.

São depoimentos que o padre Djacy, pároco do município de Santa Cruz, também no Sertão a 445 quilômetros da Capital paraibana, ouve diariamente nas peregrinações que faz com intuito de divulgar a situação das famílias sertanejas que sofrem com o problema cíclico da falta d'água provocada pela escassez das chuvas e de ações políticas contínuas que abasteçam os municípios nos períodos críticos.

Outros depoimentos feitos por moradores da comunidade Lagoinha divulgados essa semana por padre Djacy na página dele do Facebook mostram o drama em busca de água.

"Padre, a gente passa o dia carregando água. A nossa situação é triste, muito triste. Nossa vida é carregar água", disse seu Antônio Gomes.

"A gente sai pela cidade de São José de Piranhas pedindo água para lavar roupas e tomar banho. Assim é nossa vida sofrida. É muito sofrimento. Só Deus olha pra nós e ninguém mais".

Depoimentos que emocionam o padre que continua clamando por atenção e por decisões políticas capazes de acabar ou pelo menos minimizar todo esse sofrimento.

No município de São José de Piranhas, o açude que abastece a cidade tem capacidade para mais de 3 milhões de metros cúbicos de água e está com apenas 16% de sua capacidade, conforme dados divulgado pela página na web da Agência Executiva de Gestão das Águas.

No posto da Companhia Estadual de Gestão das Águas de São José de Piranhas, a informação prestada foi de que a zona urbana ainda está sendo abastecida, mas a situação é preocupante na Zona Rural, em que somente cinco carros pipas estão abastecendo as comunidades.

A cidade de São José de Piranhas tem aproximadamente 21 milhões de habitantes e as chuvas que caíram no ano passado não foram insuficientes para encher o açude São José e os pequenos mananciais das áreas rurais.

Nessas áreas, a população continua com as longas caminhadas em busca de água, utilizando latas e carroças em busca da cidade, local que ainda dispõe do produto, mas que tem prazo para acabar se não chover nos próximos meses.

Além da falta d'água, a seca também traz com ela a fome. Sem chuvas, não há colheitas nos pequenos roçados e a população mais carente fica sem recursos para comprar os alimentos da cesta básica.

A carência é tanta que sitiantes declaram como único recurso para sobreviver o dinheiro do programa bolsa família do governo federal."Seu Padre, a verdade a gente tem que falar. Vou falar uma coisa, lá em casa, a nossa sorte é o bolsa família. Se não fosse o bolsa família, a gente já tava era morto. E ainda tem gente 'granfina' que é contra o bolsa família", disse dona Maria Aparecida.

E falam com consciência dos governantes."Padre, tá pensando que prefeito, vereador, governador, deputado, seja quem for, anda nas nossas casas pra saber da nossa situação? Anda breu. Esse povo só aparece nas eleições. A gente não tem valor de nada pra esse povo", desabafa a mulher.

Padre Djacy divulga a situação dos sertanejos em seu perfis nas redes sociais, numa série de registros que denominou 'Caminhos da Sede'. O Portal Correio acompanha, com exclusividade, o roteiro feito pelo religioso.

O pároco de Santa Cruz e sua luta ficaram conhecidos nacionalmente em 2011, quando ele foi à Brasília com uma cruz de lata e permaneceu de plantão em frente ao Congresso Nacional para chamar a atenção dos políticos e do povo brasileiro.

Luciana Rodrigues

NESTE NATAL, OS SERTANEJOS CLAMAM POR CESTAS BÁSICAS: Por Padre Djacy Brasileiro

Para muitos sertanejos, o seu Natal será sem pão e água. Será um Natal sem nada. É isso que tenho ouvido de muitos nesta peregrinação “nos caminhos da sede”.
Diante dessa situação desoladora, que aflige esses filhos de Deus, quero, como cidadão e pastor, SUPLICAR ao senhor governador, Ricardo Coutinho, que usando de suas atribuições legais e sensibilidade humano-cristã, determine o envio de cestas básicas para nossos irmãos sertanejos, para que assim, com um pouco de comida, possam celebrar com dignidade o nascimento do Menino Jesus.
Na fé, no amor e na luta. Avante!
Padre Djacy Brasileiro, em 13 de dezembro de 2013

domingo, 8 de dezembro de 2013

ESTIAGEM: Agricultores são castigados pela seca estiagem. [VÍDEO]

Criadores não têm como alimentar o rebanho.

Muitas famílias são obrigadas a usar água de péssima qualidade. 

O município de Itaíba fica em uma bacia leiteira do agreste de Pernambuco. Essa era uma das áreas mais prósperas do Estado, mas a seca atingiu duramente a região. No local, havia 2,4 milhões de bois e vacas. Mas o rebanho ficou reduzido à metade. A produção de leite e a fabricação de queijo também despencaram. Uma cooperativa da região processava 280 mil litros de leite por dia. Hoje, o lugar recebe 80 mil litros.

Metade das vacas leiteiras do criador José Gomes morreu. Na propriedade, restaram 16 animais. O leite que ele leva para a cooperativa mal dá para cobrir as despesas. “Eu acho que vale a pena porque não tem outra solução, não tem emprego, não tem nada”, diz

No desespero da seca, a saída que muitos agricultores encontraram foi levar o rebanho para os Estados do Maranhão e do Pará. Mais de 20 mil animais foram retirados às pressas de Itaíba. Eles seriam retornariam à cidade assim que chovesse, mas na região são três anos seguidos de chuvas abaixo da média e de currais vazios.

O criador José Lopes, que mandou 18 vacas para o Pará, ficou com um touro e um bezerro na esperança de recuperar o rebanho. A realidade foi mais dura do esperado. Ele teve muito prejuízo e precisou vender até o reprodutor. “Vendi para me alimentar. O gado que foi embora não dá mais pra trazer não”, lamenta.

Os dois anos seguidos de estiagem têm castigado o Ceará. Não há pasto nem água. Sobrou apenas solo rachado. Mais de cem mil animais morreram este ano.

As fontes de água estão cada vez mais escassas. O açude Sousa, por exemplo, um dos maiores do sertão central cearense, abastecia o município de Canindé e era usado para irrigação. Agora, com menos de 1% da capacidade, serve apenas para matar a sede de uns poucos animais.

De uma forma geral, a situação dos açudes é crítica em quase todo o Nordeste. Sergipe é o único Estado com água nos reservatórios acima da metade da capacidade. O volume é de 60%. No Maranhão, é de 48%. Alagoas, Rio Grande do Norte e Piauí estão com 40% da capacidade. Na Bahia, Paraíba e Ceará, registra 30%. A pior situação é a de Pernambuco, que está com apenas 25% da capacidade de armazenamento de água.

A família da agricultora Lúcia Souza da Silva, do município de Canindé, ainda não tem cisterna para armazenar água. Por isso, nem o carro-pipa passa pelo lugar. As cisternas de polietileno, que chegaram em junho, ainda não foram instaladas.

A única água disponível chega no lombo dos jumentos em uma viagem cansativa, de dez quilômetros, feita todos os dias. O líquido amarelado fica armazenado em potes. Aos 76 anos, a aposentada Maria Lindalva dos Santos utiliza essa água inclusive para beber e cozinhar.

A seca deixou 1.332 municípios nordestinos em situação de emergência. O número equivale a 74% da região.

CLICK AQUI E ASSISTA A REPORTAGEM

Globo Rural

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Açude que já abasteceu Patos secou completamente e virou cemitério de canoas

Em seus registros, 'Caminhos da Sede', padre Djacy Brasileiro conta o drama de famílias no quarto maior município do Estado, que sobreviviam da pesca no Jatobá e que hoje não tem água nem para molhar pequenas plantações.


O açude Jatobá, que chegou a abastecer o município de Patos (no Sertão da paraibano, a 307 quilômetros de João Pessoa), secou completamente. Em seu leito estão espalhadas canoas que eram usadas por famílias que viviam da pesca. Com capacidade para 17 milhões e 516 mil metros cúbicos de água, o Jatobá tem hoje apenas 56 mil e 769 metros cúbicos, o que representa 0,3% do seu armazenamento total.
O município de Patos é abastecido de água do complexo Coremas/Mãe d'Água e pelo açude Capoeira, do distrito de Santa Terezinha, que tem capacidade de 53 milhões e 450 mil mestros cúbicos de água e está com apenas 15,3% do seu total, o que equivale a 8 milhões, 181 mil e 925 metros cúbicos.
Outro açude de Patos é o Farinha, que tem capacidade para 25 milhões,738 mil e 500 metros cúbicos. Está atualmente com 31 mil e 325 metros cúbicos, o que representa 0,1% de sua capacidade.
Em vários bairros da cidade de Patos há racionamento. A única esperança dos moradores é a chuva. O padre Djacy Brasileiro, pároco de Água Branca, que registra a situação dos municípios que sofrem com a estiagem, conversou com famílias que tiravam o sustento do açude de Jatobá. O padre faz divulgação nas redes sociais do seu trabalho, intitulado 'Caminhos da Sede'.
Um desses moradores é o senhor Verinaldo Lima. Ele levou o padre Djacy para ver de perto o leito do açude, um dos maiores da região polarizada por Patos. "Com a voz embargada e lágrimas nos olhos, seu Verinaldo me contou que o açude de Jatobá era cheio, bonito,viçoso e que abastecia a cidade de Patos.Hoje,para ele, só resta mesmo a lembrança", disse o religioso.
Caminhando a pé pelo leito do açude seco, o padre Djacy observa que o cenário é "de morte, desolação, dor e tristeza". De tão seco, as pessoas que moram próximo do açude cavaram cacimbas no local. No local onde tem a água ela está imprestável para o consumo humano. Dezenas de peixes são encontrados mortos.
Seu Sandoval vai de bicleta para o meio do açude. Tenta pegar água na cacimba que, segundo ele, é para suas plantas.
Outro agricultor que sofre com a falta de água para suas plantações é o seu Sebastião. O padre Djacy  repara que seu Sebastião clama por água como se estivesse rezando e canta, quase chorando, a música 'Asa Branca', de Luiz Gonzaga, ajoelhado no terreno seco onde havia um açude.  O Jatobá, que já foi o principal açude no abastecimento da cidade de Patos, teve sua construção em 1952 no governo de José Américo e sangrou pela primeira vez no dia 25 de março de 1960. Está localizado às margens da PB-110, saída para Teixeira, próximo ao campus da UFCG. É o mais antigo reservatório de Patos e o mais popular. Vários bairros cresceram às suas margens, a exemplo Alto da Tubiba, Mutirão, Nova Conquista e o próprio bairro do Jatobá.
Local que media o volume da água do açude
Foto: Local que media o volume da água do açude
Créditos: Reprodução/Facebook/Djacy Brasileiro
Padre Dajcy conversa com seu Sandoval
Foto: Padre Dajcy conversa com seu Sandoval
Créditos: Reprodução/Facebook/Djacy Brasileiro
Suas águas também irrigavam algumas culturas agrícolas que abastecem principalmente a população de Patos e da vizinha cidade São José do Bonfim.
Só no bairro do Jatobá, um dos maiores da cidade de Patos, a população é estimada em cerca de 12 mil habitantes, segundo o INPPE (Instituto Patoense de Pesquisa e Estatística). Dos 223 municípios da Paraíba, apenas 51, ou 31,84% chegaram a 2012 com uma população superior a residente na zona sul de Patos.
Patos, que população estimada pelo IBGE em 104 mil e 716 habitantes,  com potencial de consumo de mais de um R$ 1 bilhão em 2012, entrou no mapa das 20 cidades do interior do país com as maiores taxas de consumo. O município, o quarto maior do Estado, está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005. Em números de habitantes, Patos fica atrás apenas da Capital do Estado, Campina Grande e Santa Rita (na região metropolitana de João Pessoa).
Dezenas de peixes mortos no Jatobá
Foto: Dezenas de peixes mortos no Jatobá
Créditos: Reprodução/Facebook/Djacy Brasileiro
Seu Verinaldo Lima, na cacimba dentro do açude
Foto: Seu Verinaldo Lima, na cacimba dentro do açude
Créditos:
 Reprodução/Facebook/Djacy Brasileiro
Seu Sebastião se ajoelha no leito do açude seco
Foto: Seu Sebastião se ajoelha no leito do açude seco
Créditos: Reprodução/Facebook/Djacy Brasileiro

Governo não conclui a transposição do São Francisco, mas o BNDES financia obras caras no Peru


Quem toca as obras, no Rio Huallaga, a mais de 400 km da capital, Lima, é a gigante brasileira Odebrecht. A usina é uma peça importante para a Odebrecht, que tem olhos especiais para o território peruano, onde atua há 33 anos.


Na vertente leste da Cordilheira dos Andes, início da Amazônia Peruana, o dinheiro brasileiro começa a erguer uma barragem de 200 metros de altura - e trata-se de muito dinheiro. São mais de US$ 320 milhões em empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), quantia que representa mais de um quarto do custo total da bilionária hidrelétrica de La Chaglla, que será uma das três maiores usinas do Peru em 2015, quando deve ser concluída.
Quem toca as obras, no Rio Huallaga, a mais de 400 km da capital, Lima, é a gigante brasileira Odebrecht. A usina é uma peça importante para a Odebrecht, que tem olhos especiais para o território peruano, onde atua há 33 anos e possui ao menos outros nove empreendimentos (AQUI e AQUI) em execução, desde rodovias a gasodutos e portos.
Há razões de sobra para justificar o interesse da Odebrecht no Peru. As licitações para megaempreendimentos são menos concorridas no país vizinho que em terras brasileiras, onde há mais empreiteiras a disputar o filão. Tomemos como exemplo a própria usina de La Chaglla. Simplesmente não houve concorrência na licitação. Segundo reportagem da revista Carta Capital, o único adversário possível, a empresa peruana Chancadora Centauro, desistiu ainda na fase de estudos, alegando não ter condições de cumprir o prazo.
A conexão com a costa oeste do Peru é também um caminho precioso para os produtos brasileiros atingirem o Oceano Pacífico. Assim, uma empreiteira como a Odebrecht passa a contar com o apoio de outras empresas brasileiras que, por sua vez, ainda podem trazer consigo o suporte de financiadores públicos para grandes empreendimentos. É este o caso dos investimentos no porto de Bayovar, construído pela Odebrecht a partir de dinheiro da mineradora Vale para escoar sua produção de fosfato a partir de uma mina cujos investimentos chegaram a mais de US$ 560 milhões de dólares. (AQUI) A Vale, por sua vez, trouxe a Andrade Gutierrez, que conseguiu dinheiro do BNDES para construção de uma usina de dessalinização da água fornecida à mina. O BNDES, como de costume, não revela quanto repassou à Andrade Gutierrez através do fomento à contratação pós-embarque (leia mais AQUI sobre a falta de transparência do BNDES).
Já na costa leste, a Amazônia Peruana é uma área estratégica para a produção de energia. Estratégica porque a alta declividade em algumas regiões permite represas com menor área de inundação e maior potencial energético. Mas também porque possibilita a venda de energia para o Brasil e, com isso, conquista o coração de financiadores públicos do porte do BNDES. Tanto é que, em 2010, Brasil e Peru firmaram um acordo energético para construção de hidrelétricas em território peruano para exportar energia para o Brasil (AQUI), consolidação de um namoro que começou em 1997 a partir de um memorando de entendimento sobre cooperação em energia (AQUI).
Em contato com a Pública, o BNDES, entretanto, se recusou a comentar quais projetos de hidrelétricas peruanas estariam sendo avaliados pelo banco. "O BNDES não faz comentários sobre se um projeto está ou não sendo analisado pela instituição. Podemos dizer apenas que nenhum daqueles projetos foi até o momento aprovado ou contratado pelo BNDES", informou a assessoria, depois de uma evasiva troca de 27 e-mails com a Pública.
Fato é que, em 2011, a pressão de comunidades indígenas levou a Odebrecht a desistir da construção da usina de Tambo 40, na região Central do país, que seria financiada pelo BNDES. Os grupos populares contestavam a previsão de alagamento de 73 mil hectares de florestas amazônicas e o deslocamento de 14 mil pessoas (AQUI). A hidrelétrica seria construída pela brasileira OAS.
BNDES financia exploração de gás e tragédia ambiental no Peru
O projeto de gás Camisea, no departamento de Cuzco, na Amazônia peruana, próxima ao estado do Acre, foi iniciado em 2003 por uma parceria público-privada, com grande aporte de financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Localizado em uma região próxima a comunidades indígenas – como a Reserva Territorial Kugapakori, Nahua, Nanti (RTKN), onde vivem os índios Nahua, Nanti, Matsigenka e Mashco-Piro – o projeto foi visto com preocupação por ambientalistas. O objetivo era transportar gás natural e líquidos de gás natural até a área costeira do Peru, no Oceano Pacífico.
O Consórcio Camisea é liderado pela argentina Pluspetrol, junto à Repsol-YPF, Sonatrach, Hunt Oil, Techpetrol e SK Energy. Durante os primeiros anos de desenvolvimento do projeto, ocorrerm seis vazamentos de gás. Glenn Shepard, antropólogo e etno-botânico convidado pelo Import-Export Bank, dos Estados Unidos a integrar um painel de estudo – o South Peru Panel – sobre o projeto, como condição de empréstimo do banco à Hunt Oil, esteve na região durante duas semanas no final de 2011. Em seu blog, o especialista comentou o descaso com infraestrutura na região, que não tem nem saneamento básico, e ressaltou o que lhe disse um morador local: "não há vida para viver. Sem peixe, não há nada. A água está contaminada. Há muitas doenças". (Leia o informe do antropólogo AQUI e o último relatório lançado pelo painel AQUI, ambos em inglês)
O BID chegou a realizar duas auditorias, e fez um empréstimo de US$5 milhões para o governo, destinado a fortalecer seu sistema de proteção ambiental e social associado ao projeto, de acordo com o próprio banco. A segunda parte do projeto recebeu aprovação de financiamento do Banco Interamericano em 2007 – não sem protestos de organizações ambientais, que alegaram omissão a certos critérios nas auditorias realizadas pelo BID, referentes a danos à biodiversidade e comunidades indígenas.
Em 2009, o BNDES aprovou um empréstimo para exportação da Confab Industrial S/A com destino à Transportadora de Gás do Peru, na modalidade de buyer's credit, na qual o banco estabelece o contrato diretamente com a empresa importadora, por meio do exportador. Como sempre, o valor não é divulgado pelo banco. Este ano, o caso culminou em uma crise no governo peruano, com pedido de demissão do então vice-ministro de Interculturalidade do Peru, Paulo Vilca (leia mais AQUI).
BNDES na Bolívia: ex-ministro aponta má fama de empresas brasileiras
Gasoduto de Camisea no Peru - Imagem -Divulgacao SkanskaGasoduto de Camisea no Peru. Foto: Divulgação Skanska
Os problemas envolvendo obras de empreiteiras brasileiras financiadas pelo BNDES se estendem pela região amazônica de outros países da América do Sul. Talvez um dos mais notórios exemplos é a construção da estrada San Ignacio de Moxos / Villa Tunari, na Bolívia - obra que se tornou um fiasco político e diplomático.
A estrada, também conhecida como rodovia Cochabamba-Beni, é um antigo antigo projeto do governo boliviano que cobria mais de 300 km, mas tomou corpo depois do BNDES firmar um contrato de US$ 332 milhões, através da aliança do então presidente Lula e o mandatário boliviano Evo Morales (AQUI). Faltaria à Bolívia apenas completar US$ 80 milhões para bancar a obra.
A construção da estrada foi entregue à empreiteira brasileira OAS em meio a uma delicada situação: pouco antes, a construtora brasileira Queiroz Galvão havia sido expulsa por não cumprir especificações do projeto de construção de duas rodovias no sul da Bolívia. As estradas apresentavam rachaduras nas obras e utilização de asfalto no lugar de cimento, segundo apontou o governo boliviano em 2007. A Bolívia chegou a decretar a prisão de um dos diretores da companhia, que fugiu do país.
A situação foi revertida após negociações entre Brasil e Bolívia, mas novamente a Queiroz Galvão foi expulsa após divergências no custo de conserto das duas rodovias. A empresa afirmou por nota, na época, que iria buscar ressarcimento pelos danos pela "rescisão unilateral e injustificada do contrato pela Administradora Boliviana de Estradas".
Após a desastrosa operação, a OAS assumiu o contrato de reparo das estradas e, coincidentemente, venceu a licitação para a construção da rodovia San Ignacio de Moxos / Villa Tunari na mesma época.
Apenas dois anos depois, em 2009, a OAS passou a ser investigada pela Controladoria-Geral da Bolívia após avaliações oficiais apontarem superfaturamento na estrada de Villa Tunari. Um estudo da Sociedade dos Engenheiros da Bolívia (SIB, em espanhol) afirmou que o preço de cada quilômetro era o dobro de outras obras na Bolívia, em locais de topografia similar. Além disso, a OAS foi a única empresa a participar da licitação.
Como se não bastasse, um trecho da rodovia passava dentro das terras do Parque Nacional y Territorio Indígena Isiboro-Secure (TIPNIS). O resultado: em agosto de 2011, a Confederação de Povos Indígenas da Bolívia (CIDOB) e outras organizações iniciaram uma marcha em oposição ao projeto, que durou meses e enfrentou prisões e espancamentos de manifestantes. A pressão popular foi tão intensa que balançou o primeiro governo de um indígena no país vizinho e, em outubro do mesmo ano, Evo Morales acabou promulgando uma lei que impedia a rodovia de passar por TIPNIS e o declarava como território intangível.
O imbróglio acabou com o cancelamento do contrato com a OAS e o desgaste foi tamanho que, através da sua assessoria de imprensa, a empresa afirmou que atualmente não possui nenhum outro empreendimento na Bolívia.
O BNDES também foi afetado pela polêmica, e teve de publicar nota oficial afirmando que o banco havia determinado o cumprimento de todas as exigências ambientais cabíveis para que fosse firmado o contrato de financiamento à exportação de bens e serviços utilizados na estrada boliviana. "A assinatura do contrato foi condicionada às exigências usuais do BNDES, além de requisitos adicionais, elaborados em coordenação com o governo boliviano e fiscalizados por auditoria independente. Nos trechos da estrada que não passam por reserva indígena, o licenciamento ambiental já foi concluído, o que permitiu o início das obras". Nenhum desembolso foi realizado pelo banco, visto que o contrato foi cancelado.
Mas, para Alejandro Almaraz, que foi vice-ministro de Terras do governo de Evo Morales até 2010 – e hoje é um dos maiores opositores da obra – todo o caso envolvendo a estrada do TIPNIS demonstra uma postura prejudicial das empresas brasileiras para com o povo boliviano, com conivência do governo local. "A imagem da empresa brasileira ficou muito desgastada, entretanto não é algo tão chamativo por não se tratar de nenhuma novidade. Está é a tradicional imagem das empresas construtoras brasileiras na Bolívia. Há várias décadas as empresas brasileiras têm uma espécie de monopólio na construção de estradas bolivianas, ao menos das grandes. Sempre houve esse tipo de denúncias, com bastante fundamento, mostrando superfaturamentos que beneficiam as empresas brasileiras. Isto é uma história eterna", critica.
Para Almaraz, há pouca transparência sobre o tema na Bolívia. "Se abriu um processo judicial que, como tantos outros que envolvem agentes do governo, está congelado. Recentemente, pouco se fala [sobre o caso] na Bolívia e na imprensa. Tampouco há transparência sobre os ressarcimentos [entre a empresa brasileira e o governo boliviano] e na resolução do contrato" avalia.
Atualmente, a rodovia San Ignacio de Moxos / Villa Tunari segue em construção – exceto pelo trecho que passaria por TIPNIS – por empresas bolivianas. Entretanto, o governo boliviano vem realizando consultas com as populações afetadas para tentar retomar a construção do trecho (leia mais AQUI).
Imbróglios diplomáticos
Em 2004, o BNDES aprovou financiamento referente à exportação de bens e serviços da Odebrecht para a construção da hidrelétrica de San Francisco, na província amazônica de Pastaza, no Equador. O consórcio construtor contou também com as internacionais Alstom e Vatech.
A usina começou a operar em 2007, e no ano seguinte apresentou as primeiras falhas, que incluíam rachaduras em um dos túneis e defeitos em uma turbina. De seu lado, a Odebrecht afirmou que "durante seu primeiro ano de operação, a Central (hidrelétrica) trabalhou continuamente, sob a responsabilidade de empresa do governo equatoriano, e acima da capacidade projetada", segundo comunicado. A empresa ainda alegou que as falhas se deviam a um aumento significativo de sedimentos" nas águas do rio Pastaza devido à erupção do vulcão Tungurahua, a 20 quilômetros da usina. Por outro lado, o governo equatoriano de Rafael Correa afirmou que a usina hidrelétrica apresentava "falhas estruturais" e exigiu uma indenização de US$ 43 milhões pelas perdas, além da reparação da obra.
A crise culminou com a emissão de dois decretos de Correa que pediam a tomada dos bens da construtora, o término de todos os contratos da empresa no país e expulsão de seus funcionários do território equatoriano. Foi o início de uma crise bilateral entre o Equador e o Brasil, com a declaração de que o governo de Correa não pagaria o crédito fornecido pelo BNDES para a importação dos serviços da Odebrecht para a concessionária equatoriana. Ao fim, o Equador voltou atrás, pagou o financiamento e, em 2010, entrou em acordo com a Odebrecht, que retomou suas operações no país.
Como saber o que o BNDES faz na Pan-Amazônia?
Mapa Investimentos negociados pelo BNDES na Pan-Amazonia
Os diversos casos de conflitos socioambientais envolvendo os megaempreendimentos tocados por empresas brasileiras vêm se acumulando, e lançando dúvidas sobre a atuação das corporações brasileiras na Amazônia sulamericana - problema que se estende aos financiadores, sobretudo às instituições públicas, como o BNDES, que, supostamente, deveria primar pelo desenvolvimento regional antes de abraçar tais projetos.
A situação se torna ainda mais dramática devido à dimensão dos investimentos do BNDES na região. Desde o início do governo Lula, o banco investiu mais de US$ 2 bilhões em apoios à exportação de empresas brasileiras somente para países que abarcam a Amazônia internacional (Bolívia, Colômbia, Equador, Bolívia e Venezuela). O principal país beneficiado é a Venezuela, que recebeu mais de dois terços desse valor (cerca de US$ 1,4 bi).
Toda essa quantia pode ser ainda maior, visto que o BNDES divulga apenas os números das exportações da modalidade de pós-embarque (quando o banco apoia a comercialização de bens e serviços nacionais no exterior), deixando de divulgar as cifras da modalidade de pré-embarque (quando o banco apoia a produção no Brasil das mercadorias que serão exportadas).
Além disso, o BNDES não disponibiliza uma lista clara de quais projetos no exterior foram ou estão sendo apoiados ou negociados pela instituição. A Pública enviou uma lista ao banco com quase 30 projetos, apenas da Pan-Amazônia (veja abaixo), que em algum momento haviam sido assinalados pela imprensa como destinos de financiamento do BNDES. Apenas o projeto da hidrelétrica de Chaglla foi confirmado pelo banco - a todos os demais, o BNDES se recusou a comentar, ainda que alguns deles tivessem documentos do Itamaraty que comprovavam o interesse do Governo Brasileiro em financiar obras bilaterais através do banco. O BNDES também se recusou a comentar quais motivos poderiam ter levado ao cancelamento do financiamento desses projetos e até mesmo se o banco ainda estaria em processo de avaliação dos contratos. Ou seja, o BNDES e o governo brasileiro argumentam sigilo bancário para negar uma gama gigantesca de informações – desde negociações em curso até valores e projetos beneficiados - e defender que o sigilo tem prioridade sobre o direito à informação da sociedade brasileira.
Lista de projetos enviada à assessoria de imprensa do BNDES 
PROJETOPAÍSFONTE QUE CITOU A PARCERIA BNDES
Ponte sobre o Rio TacutuGuianaItamaraty – Acordo bilateral
Projeto Hacia el Norte – Rurrenabaque – El ChorroBolíviaItamaraty – Acordo bilateral
3ª Ponte Rio OrenocoVenezuelaDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
Aeroporto TenaEquadorDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
Estrada Cuñumbuque – Zapatero – San José de SisaPeruDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
Estrada Huancayo – PucallpaPeruDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
Estrada Huánuco – Tingo María – AguaytíaPeruDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
Gasoducto Andino del Sur (“Kuntur”)PeruDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
Hidrovia Rio MetaColômbiaDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
Irrigação Limón / OlmosPeruDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
Ponte Assis Brasil – IñampariPeruDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
Puente Matachico – HuancayoPeruDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
UHE KabaleboSurinameDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
UHE Mainique I (Acordo Energético Brasil – Peru)PeruDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
UHE Tambo 60 (Acordo Energético Brasil – Peru)PeruDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
UHE TocomaVenezuelaDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
Estrada Quito-GuayaquilEquadorDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
Rodovia Tarija – BermejoBolíviaDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente e notícia Brasil de Fato
UHE Chaglla (confirmada pelo BNDES)PeruDivulgação Odebrecht
Chadin 2PeruEletrobras
UHE Inambari (Acordo Energético Brasil – Peru)PeruiEletrobras
UHE MollocoPeruIbase
Estrada Paita-YurimaguasPeruIIRSA
Estrada Assis Brasil – IñapariPeruINESC
Simon Bolivar / Guri DamVenezuelaONG International Rivers
Hidrelétrica PakitzapangoPeruONG International Rivers
UHE Tambo 40 (Acordo Energético Brasil – Peru)PeruONG International Rivers
UHE La Merced de JondachiEquadorRelatório ONU