Matadouro está fechado pela Justiça há mais de dois anos
Por Redação da Folha – A Prefeitura de Itaporanga está tentando reabrir provisoriamente o antigo matadouro público até a inauguração de um novo, mas tem encontrado forte resistência da população que reside na área onde está localizado o abatedouro municipal e até de alguns vereadores. O presidente da Câmara, Jacklino Porcino, chegou a dizer na última sessão do legislativo que está disposto a se juntar ao povo e impedir a reabertura. Já para o vereador Ricardo Pinto, "os que querem reabrir o matadouro agora são os mesmos que o fecharam através de denúncias".
O matadouro de Itaporanga foi fechado em 13 de abril de 2011 por determinação da Justiça, a pedido do Ministério Público (MP), em função de sua localização irregular, ou seja, dentro da área urbana, e suas precárias condições de funcionamento. Desde então, os marchantes locais encontram dificuldades para o abate e a produção de carne. O problema se agravou ainda mais nos últimos dois meses depois que eles foram impedidos de abater seus animais em Pedra Branca.
Com a promessa de construir um novo matadouro, a Prefeitura quer reabrir o antigo enquanto não conclui a obra, mas os moradores da área não querem a reativação do abatedouro em face dos problemas sanitários decorrentes do seu funcionamento, entre os quais dejetos, lixo e mau cheiro, além do risco à segurança pública em face do manejo de animais de grande porte no espaço urbano. A reativação temporária do equipamento de abate também deve custar, ao menos, 60 mil reais aos cofres municipais com reforma e instalações, o que muitos dizem ser dinheiro jogado fora.
Toda essa problemática que Itaporanga enfrenta hoje é resultado da falta de empenho do poder público no enfrentamento e resolução dos graves problemas locais. A Ação Civil Pública movida pelo MP contra o matadouro durou anos, período suficiente para a construção de um novo local de abate, mas a solução foi sendo adiada até o problema se transformar no caos de agora: trabalhadores sem lugar apropriado para exercer sua atividade e a saúde pública em risco pelo abate clandestino.
Foto (arquivo): atividades no matadouro de Itaporanga no ano anterior ao seu fechamento.





