Festa da Padroeira

Festa da Padroeira 2012 em Itaporanga, veja tudo que aconteceu. Clique e confira!

Diplomação dos Eleitos

Saiba tudo o que aconteceu na Diplomação dos candidatos eleitos no Vale do Piancó. Clique aqui!

Passe o seu Natal de YAMAHA Zero!

A Mundo Livre Yamaha está com promoções imperdiveis, como esta: Yamaha FACTOR com entrada de R$800,00 e 44 mensais de R$209,00. Clique e Confira!

Zé do Agreste

Durante esta semana estaremos postando aqui, vídeos de Zé do Agreste, personagem criado pelo itaporanguense Onildo Mendonça. Clique e confira!

As Razões de Ariosvaldo Ferreira

Porque Ariosvaldo Ferreira deu parecer contrário as obras de abastecimento d'água que estão sendo executados pela administração Djaci brasileiro. Clique aqui!

Atenção estudantes do Vale do Piancó

A UNIP abre inscrições para o vestibular 2013, ofertando 740 vagas em todos os cursos. Clique e Confira!

Mostrando postagens com marcador Boaventura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Boaventura. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Adiado julgamento de recurso apresentado pelo prefeito Miguelzinho para permanecer no cargo

Decisão pelo adiamento ocorreu nessa terça-feira


Por Isaías Teixeira/Folha do Vale - Em sessão ordinária realizada nessa terça-feira, 4, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou, em função de um pedido de vista, julgamento do Recurso Especial Eleitoral (Respe) apresentado pelo prefeito de Boa Ventura, Miguel Estanislau (PMDB), que tenta reverter a decisão monocrática que impugnou o registro de sua candidatura em dezembro do ano passado, conforme apurou a Folha (www.folhadovali.com.br).

No poder há pouco mais de cinco meses graças a uma liminar concedida pelo TSE, o prefeito espera uma decisão favorável da corte eleitoral, que não definiu uma outra data para o julgamento.

Miguelzinho, como é conhecido o prefeito eleito em outubro de 2012 com 42,14% dos votos válidos, teve seu registro de candidatura indeferido pelo TSE por meio de decisão monocrática da ministra Luciana Lóssio, atendendo recurso da coligação Boa Ventura de Todos Nós, que disputou a Prefeitura com o médico João Filho (PTB).

De acordo com a decisão da ministra, é insanável o vício causado pelo peemedebista, na época em que presidiu a Câmara Municipal de Boa Ventura, devido à ausência de recolhimento de contribuições patrimoniais. A decisão impedia o registro de candidatura de Miguelzinho, mas ele recorreu da decisão e o TSE concedeu-lhe uma liminar, garantindo a sua posse no dia 1° de janeiro.

A juíza da 33ª Zona Eleitoral de Itaporanga, Andréa Galdino, teve o mesmo entendimento de Luciana Lóssio, mas o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) revogou a decisão, cujo Acórdão foi derrubado pelo TSE.

Se o TSE mantiver a decisão da ministra Luciana Lóssio, assumirá a Prefeitura a ex-vereadora Leonice Lopes (PSDC), que foi a segunda colocada no pleito de outubro passado com 31,12% dos votos válidos.

O julgamento é esperado com ansiedade pelos políticos envolvidos diretamente na questão e, principalmente, pelo próprio município de Boa Ventura, que é o maior prejudicado pelo impasse.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

O inesquecível Renildo!

Hoje, 30 de maio de 2013 fez exatamente três anos da morte do nosso Renildo. Foi em um final de domingo que Boa Ventura perdeu o seu craque, difícil mesmo foi acreditar que era justamente Renildo o imperador do sertão, como era carinhosamente chamado; um jovem forte, robusto, com um futuro promissor acabou por fim nos deixando pra sempre naquele dia. Lembro-me de quando fiquei sabendo do acidente, pensava eu que não era nada demais, afinal de contas tantos escapam destes tipos de acidentes, mas o pior veio depois, o que não queria acreditar era de fato verdade, Renildo nos deixava naquele dia. Vez por outra lembro-me dele sem ainda acreditar. 

Renildo era um jovem simples, humilde, calmo, brincalhão, sonhador e, muito mais que isso, era servo do Deus vivo, o que de fato fazia toda a diferença em sua vida. Quero hoje aqui deixar neste espaço virtual os meus sentimentos a família da esposa de Renildo os quais tenho mais afinidade por serem meus irmãos em Cristo. Dugão, Socorro, Elizangela, Marli, Marilene, Márcio, Eliane e júnior; sei que ainda vocês sofrem muito pela a morte do nosso Renildo, mais saibam que estamos juntos na mesma dor, Boa Ventura não esquece de Renildo, as crianças que o tinha como um ídolo, os jovens como um grande  exemplo de superação e os velhos com muita admiração por ter visto aquele menino pegador de passarinhos crescer e ter brilhado por este Brasil a fora, mesmo que por pouco tempo, mas o suficiente para escrever uma bela história. Finalizo este texto dizendo para os nossos jovens atletas seguirem o exemplo dele; lutem mais, busquem mais, corram atrás dos seus sonhos, façam como Renildo  fez.
BoaVenturaOnline

sexta-feira, 3 de maio de 2013

TCE bloqueia contas bancárias de Itaporanga e mais três Prefeituras regionais


Falta de balancetes motivou bloqueio, que comprometeu pagamento do funcionalismo em alguns municípios   


Por Isaías Teixeira/Folha do Vale - O Tribunal de Contas do Estado (TCE) bloqueou as contas das bancárias das Prefeituras de Itaporanga, Boa Ventura, Olho d’Água e Santana dos Garrotes por não enviarem os balancetes referentes aos meses de janeiro e fevereiro. O último prazo para a entrega dos documentos foi o dia 30 de abril, que já tinha sofrido prorrogação, conforme apurou a Folha (www.folhadovali.com.br).

A decisão de bloquear as contas foi do próprio presidente Fábio Nogueira, que foi referendada pelos demais conselheiros do TCE. Ele encaminhou ofício com a determinação do bloqueio para as superintendências regionais do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. A decisão foi.embasada na Resolução Normativa RN TC nº. 04/2004 e no artigo 197 do Regimento Interno da Corte de Contas.

De acordo com o TCE, “os gestores que descumprem os prazos para apresentar os balancetes estão sujeitos às penas de crime de responsabilidade, por ato de improbidade, e também à aplicação de multa pessoal no valor de R$ 500,00, acrescidos de R$ 50,00, por dia de atraso, até o limite de R$ 2.000,00".

O TCE informa que “As Prefeituras ficarão com as contas bancárias bloqueadas, até uma segunda ordem do próprio órgão. O bloqueio implica na impossibilidade de movimentação através de cheques ou de documentos equivalentes. O Tribunal mantém, no entanto, a possibilidade de realização de depósitos ou transferências para aplicações financeiras, isso para preservar o poder aquisitivo dos recursos”.

Além das Prefeituras do Vale, outras 50 da Paraíba e três Câmaras Municipais também tiveram suas contas bancárias bloqueadas. “Algumas dessas Prefeituras deixaram de enviar apenas os balancetes de fevereiro, outras dos dois meses. Entre elas, há muitos casos de conta corrente nas duas instituições bancárias, CEF e Banco do Brasil, e ambas sofreram bloqueio”, afirma o TCE.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Em Boa Ventura: Prefeito eleito pela maioria dos votos de Boa Ventura desmente blogueiro Ricardo Pereira

O prefeito eleito pela maioria dos votos da cidade de Boa Ventura, no Sertão da Paraíba, Miguel Estanislau Filho, carinhosamente chamado de “Miguelzinho”, em contato com um site da região, na tarde desta quinta-feira, (27/12) disse que um Proprietário de um blog, usou sua ferramenta de postagens on-line, para calunia  e formar a opinião negativa dos boaventurenses com relação a sua imagem.

Miguelzinho disse: “Esse jovem usou a pagina do seu blog de má fé para se auto promover e denegrir a minha imagem e para confundir os boaventurenses. Digo também, a palavra “PRETENDE DESISTE DE RECORER” usada pelo rapaz não se enquadra a minha pessoa, pois de maneira nenhuma pretendei de desiste de recorrer da decisão do TSE”, Frisou.

Indignado pelas falsas palavras ditas pelo blogueiro, Miguelzinho ainda ressaltou: “digo e afirmo que não vou parar de recorrer a decisão da ministra Luciana Lóssio, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dada no último dia 14”.

Miguelzinho está muito confiante da vitória, pois ele disse que venceu com os votos do povo boventurense e vai vencer também no TSE. Desse ele: “estou confiante em Deus e na justiça e dia primeiro de janeiro ire assumi a prefeitura de Boa ventura e ire trabalhar com o povo e para o povo”. Finaliza Miguelzinho. 

BoaVenturaOnline

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Em Boa Ventura: Prefeito eleito rebate boatos que ele não tomaria posse dia 1º

O prefeito eleito e diplomado de Boa Ventura, Miguel Estanislau Filho (PMDB), rebateu nesta quinta-feira (26) rumores de que não teria recorrido de recente decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que cassou o registro de sua candidatura, e estaria impossibilitado de tomar posse no dia 1º de janeiro.

De acordo com o peemedebista, ele impetrou recurso naquela Corte de Justiça em tempo hábil, para reverter a situação poderá assumir a Prefeitura no mês que vem.

“Vou tomar posse, sim, no dia 1º, para desgosto e sofrimento dos adversários mais mesquinhos, que andam boatando, por aí, que havíamos abdicado do nosso direito, sem o devido cuidado no que estão fazendo, como se o povo de Boa Ventura não tivesse um mínimo de visão do processo em que estamos envolvidos”, enfatizou o prefeito e eleito e diplomado.

O político salientou que não apenas está decidido quanto o ato de sua posse, que ocorrerá logo após a eleição para a escolha da Mesa Diretora da Câmara Municipal, mas que, de igual forma, já cogita os primeiros atos de sua gestão, que envolvem, dentre outros, visitações a todos os órgãos e unidades de trabalho da administração, e averiguação de processos de parceria que o prefeito Dudu Pinto (PSDB) deixa, devidamente assinados, em torno do Governo Federal.

MaisPB

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Padre José Gomes, administrador paroquial de Boa Ventura comemora 5 anos de sacerdote nesta quarta-feira


Natural da cidade de Sousa, no Alto Sertão paraibano, José Gomes do Nascimento foi seminarista na diocese de Cajazeiras-PB, onde em 12 de dezembro de 2008 concluiu o seminário passando a ser sacerdote. Suas primeiras missões aconteceram nas cidades de Pedra Branca, Curral Velho e Boa Ventura no Vale do Piancó.

Atualmente, Zé Gomes como é conhecido o Padre, é administrador paroquial da cidade de Boa Ventura e realiza durante este mês de dezembro a festa da padroeira da cidade (Nossa Senhora da Conceição). Em contato com a nossa redação, Zé Gomes disse que esta data ficou marcada em sua vida e que anualmente comemora ao lado dos seus familiares em sua terra natal.
(Dia em que levou jovens boaventurenses para conhecer sua terra natal.)
Hoje, Padre Zé Gomes aniversaria 5 anos de sacerdotismo da Igreja Católica, valorizando as ações benéficas dos homens de bom coração e reconhecendo o potencial de cada um instruindo-os sem demagogia e conduzindo ao caminho de Deus seja em qualquer religião.

DiamanteOnline

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Boa Ventura em festa pelos seus 49 anos de emancipação política

Por Delcides Brasileiro

O município de Boa Ventura (foto) vai festejar, neste primeiro de dezembro, os seus 49 anos de emancipação política. Mas a festa já começa na noite desta terça-feira, 30, com um show em praça pública com as bandas Forró da Xêta, Forró de Taipa e Mulheres Apaixonadas.

No dia primeiro, a banda filarmônica República da Estrela vai fazer uma apresentação pela manhã , e à noite, a partir das 7 horas, haverá uma missa solene na igreja matriz.

Um pouco da história

Até o ano de 1960, Boa Ventura era distrito de Itaporanga, que naquela época se chamava Misericórdia. A emancipação política ocorreu através de um decreto assinado pelo então governador Pedro Gondim, no dia primeiro de dezembro de 1961. O comerciante Jorge de Freitas foi escolhido o interventor do lugar e governou por cerca de um ano o município, deixando o cargo por ocasião da posse de Cláudio Arruda, primeiro prefeito eleito democraticamente. A economia se baseia da agropecuária e do pequeno comércio, embora outros recursos estejam fazendo parte da economia local, a exemplo do funcionalismo público municipal e estadual, e do dinheiro trazido por filhos da terra que têm se deslocado para o interior de São Paulo e Bahia em busca de oportunidades de emprego na lavoura e no corte de cana, além dos recursos advindos de aposentadorias e do Bolsa Família . O atual prefeito é José Pinto Neto, conhecido por Dudu Pinto, que está no seu segundo mandato.

A fundadora do lugar, segundo a história, é Maria Baraúna, natural de Alagoas, e que, de passagens por aqui, por volta de 1773, gostou do que viu, e, em companhia de familiares, apossou-se da terra e assim tornou-se a dona absoluta de uma vastidão de alqueires.

Várias estórias fazem parte da vida de Maria Baraúna e sua gente, como, por exemplo, a doação, devido a uma promessa, de muitas terras à paróquia Nossa Senhora da Conceição, tudo registrado no cartório de Pombal, cidade a que todo o Vale pertencia à época.

Uma das figuras mais conhecidas através da estória dos mais velhos e dos escritos, aqui em Boa Ventura, é o coronel Zuza Lacerda. Natural do Ceará, veio deixar uma boiada para a fazendeira Danária Leite, no início do século passado, e gostou destas bandas, resolvendo aqui sentar morada.

Zuza Lacerda comprou, não muito tempo depois, uma propriedade rural, que depois receberia o nome de Curral Velho, hoje cidade. Seu corpo foi enterrado na antiga igreja, ao lado de um padre, que morava na fazenda com a família do coronel.

Zuza Lacerda fez fortuna rápida e em pouco tempo era senhor absoluto de uma vasta região de terra em toda a região. Tornou-se chefe político e ganhou o título de coronel. Foi deputado estadual e, devido a intrigas políticas com o governador da época, declarou Boa Ventura independente do resto do Brasil. Dizem que até um Ministério da Marinha foi criado. Nascia a República da Estrela, que não durou muitos dias.
Folha do Vale

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Despedida de TARZAN

.
Nossas saudades de Amauri
O TARZAN de Boa Ventura.

Há oito dias Boa Ventura era surpreendida com a notícia de que Amauri Pintohavia sofrido um AVC hemorrágico.

As notícias continuaram, as expectativas também. Ontem veio o desfecho fatal: Amauri de Jorge faleceu – Ninguém queria acreditar. Amauri não poderia ter morrido. Mas por quê? Será que Amauri era diferente? É uma pergunta que toda Boa Ventura sabe responder. Sim Amauri era uma pessoa diferente, um ser humano extraordinário: inquieto, alegre, feliz e por demais brincalhão. Nasceu em 16 de fevereiro de 1954. Seus pais: sr. Jorge de Freitas Queiroz e srª. Noemia Pinto de Freitas.

Amauri iniciou seus estudos aqui em Boa Ventura, na Escola Estadual João C. Sula. Aos 13 asnos foi morar em IPUARANA – Lagoa Seca, onde concluiu o curso ginasial em regime de internato. Seu cunhado Acimário Pinto, na época funcionário do Banco do Nordeste, vai residir em Salgueiro e Amauri passa a morar com sua irmã Marluce, durante doze meses.

Prestou vestibular para Engenharia Química, não gostou do curso e desistiu. Novamente tenta outro vestibular em Campina Grande na UFPB, é aprovado no curso de Direito, concluindo seu Bacharelado, passa a prestar serviço no DETRAN-CG, onde permaneceu trabalhando durante toda sua existência, sendo amado e respeitado por todos que fazem aquela repartição.

Em 1984, Amauri casa-se com Soraya Aguiar, filha do casal amigo, Fernão e Maria Aguiar, residentes em Itaporanga. Amauri deixa um filho de 14 anos, Jorge Fernão, que lembrará com orgulho, o grande pai que o deixou com apenas 55 anos.

Boa Ventura está de luto porque perdeu Amauri e, perder Amauri é perder a alegria, o amigo da hora certa, o filho querido, o irmão adorado, o companheiro leal. Você Amauri, jamais será esquecido, toda Boa Ventura lembrará de “você”, no São João, no Carnaval, nas festas de Fim de Ano, na Política, em tudo você estará presente.

Suas irmãs; Vera, Marluce, Maria Célia e Cinha choram a sua partida, mas na certeza que você está feliz junto ao Pai, porque sua missão foi cumprida aqui na terra. E nossa amiga Noemia? Sua querida mãe! Por enquanto so podemos rezar, pedindo ao Criador que dê força e coragem a Vera e Veralúcia, para continuar com zelo e carinho, a caminhada junto a sua mamãe. Ela não está aqui, por enquanto nada sabe de sua viagem, mas o momento certo chegará para que lea possa saber de que você está com Deus.

Nós que ficamos, só nos restam as saudades, do amigo, do boaventurense forte e corajoso, do menino homem que a todos divertia com sua brincadeiras.

A toda a família nossas condolências, nosso pesar, em especial a Soraya e dizer para ela que a dor da separação é grande, que a lacuna que fica jamais será preenchida. Só Deus faz com que aceitemos a situação por Ele determinada.

Enfim, Boa Ventura se despede de TARZAN, o filho que jamais será esquecido!

Obrigada

Arciolina

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Aamauri Freitas Pinto
* 16/02/1954
+ 04/10/2009


Deixa viuva a srª Soraya de Sà Aguiar e um filho, Jorge Fernão de Sá Freitas de 14 anos.
.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O Código de Hamurabi

por Jesus Soares da Fonseca

Muito instrutiva a matéria de Pasquale Cipro Neto, “De onde vem a Lei de Talião”! Muito mais, ainda, porque aproveitando o tema ele se envereda por outros assuntos de muita relevância cultural. Um Site ou um Blog não deve se prestar, apenas, a informação, tem a obrigação também de, através de matérias de tal monta, levar a cultura aos seus leitores.

Feitas as considerações, tenho a dizer que a matéria em apreço trata da etimologia da palavra proveniente do vernáculo latino – talis, e – que no português significa: tal, de tal natureza, parelho, etc. Entretanto, a Lei de Talião, que no Latim é Lex Talionis, também conhecida entre os Romanos como Pena de Talião, não é originária do Império Romano, ela remonta a muitos séculos antes da fundação de Roma que se deu em 753 antes de Cristo, portanto, aproximadamente 1000 anos antes.

A Mesopotâmia, que significa Terra entre Rios (do grego, pótamos = rio, e mesos = meio), banhada pelos rios Tigre e Eufrates hoje em dia é a região onde estão incrustados o Iraque e parte do Irã. No século XVIII, AC, mais ou menos por volta de 1720 antes de Cristo, o Rei Hamurabi subiu ao trono do império babilônio, conquistando quase todas as cidades da Mesopotâmia. Quando assumiu o reinado, o encontrou cheio de mazelas sociais, então usando de sua habilidade e sabedoria criou leis severas com as quais pode governar com firmeza. O Império prosperou, principalmente, na agricultura que era a base de sua economia.

Foi no seu reinado que foram construídos os históricos Jardins Suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas do mundo antigo. Todavia, o que ficou de legado para a posteridade foi a feitura de seu Código, conhecido como o Código de Hamurabi, feito em escrita Cuneiforme (alfabeto assírio com caracteres em forma de cunha), gravado em pedras de argila. Era composto de várias leis, com as quais o soberano podia governar a seu bel prazer. Dentre elas, aquela que no império Romano, séculos mais tarde viria a ser chamada de Lei de Talião. Ela foi escrita por volta de 1730 a.C. e se baseava na idéia de semelhança e correlação entre um mal praticado a alguém e o castigo a quem o causou, ou seja, para tal crime, a mesma pena, passado para nós através de um jargão popular: olho por olho, dente por dente. Há uma certa incongruência na interpretação desta Lei. No seu bojo, é verdade, há o “olho por olho e o dente por dente”, entretanto, deveria ser praticada pelas autoridades competentes e não pelas próprias mãos. E Hamurabi a instituiu porque havia no seio da sociedade babilônica a prática de se fazer justiça, cada um, como bem entendesse. Foi procurando, pois, por ordem na sociedade, nas questões de crimes diversos que a lei foi sancionada pelo soberano da Babilônia.

Há alguma controvérsia quanto à verdadeira origem desta Lei. Segundo alguns historiadores ela apareceu no Velho Testamento e não no Código de Hamurabi. Controvérsia à parte, a lei, socialmente falando, era muito injusta. Se alguém ferisse outrem com um chicote, por exemplo, teria que pagar o crime sendo, também, ferido por um chicote, todavia se o agressor fosse um nobre e a vítima um escravo, a lei não era praticada.

O Código de Hamurabi era composto de 281 leis e foi talhado num monolítico em forma de cone tendo na base 1,90 metros de circunferência e no topo 1,60mts, Tinha dois metros e meio de altura. Estas leis estavam escritas em cuneiforme em 46 colunas que rodeavam o monolítico. O interessante é que o Código, na verdade, tinha 242 leis, mas a cláusula de número 13 foi excluída por motivos de superstição. Como dá para se notar, a crença do azar do número 13 é bastante antiga.

Depois da morte de Hamurabi, o império babilônio foi alvo de inúmeras invasões. Naturalmente, como se sabe, devida à sanha dos invasores, o monolítico que continha o Código, certamente, seria destruído. Em face de tais eventos, ele era deslocado para diferentes localidades, a cada invasão, onde finalmente foi guardado na cidade de Susa, hoje, território do Irã, por volta de 1200 a.C. Foi descoberto em 1901, de nossa era, por Jacques de Morgan e levado para Paris, aonde o abade Jean Vincent Scheil fez sua tradução para o francês. O museu de Louvre, em Paris, guarda até hoje esta preciosidade histórica.

O Torah é o livro sagrado dos Judeus que, segundo muitos historiadores, os hebreus basearam diversas leis contidas neste livro no Código de Hamurabi. Contudo os doutos do judaísmo desmentem a tese, mostrando que não há fundamento algum na teoria. Se há alguma semelhança na escrita de textos, na prosa, eles se distanciam e muito no espírito.

Por exemplo, no Código de hamurabi é estipulada pena de morte para transgressores de uma propriedade estatal ou por aceitação de roubos. No Torah, a punição é uma compensação à vítima. O Código de Hamurabi reza que se uma casa mal construída causou a morte do filho do dono de casa, então o filho do construtor deverá morrer de idêntica forma. O Torah expressa que os Pais não devem ser condenados por culpa dos filhos ou vice versa. No Código de Hamurabi, se um homem de certa posição pratica incesto, deverá abandonar a cidade. No Torah, crime de incesto é punido com morte. E por aí vai! Como se pode notar, de certa forma, os rabinos têm razão.

Li, também, a matéria de Tião Lucena sobre a suposta tentativa de envenenamento de dois presos por parte de Divani. Gosto muito dos escritos de Tião, é um grande jornalista, sem dúvida, que expressa muito bem seu pensamento. Gosto de ler sua coluna, não só no seu Blog como também no bê-á-bá do sertão. Mas, como falou Saulo, em sua matéria, ele foi infeliz quando escreveu o artigo sobre nossa conterrânea.

Eu conheço Divani, era muito seu amigo, quando trabalhava em Itaporanga e presumo quanto ela tenha sofrido com a morte do esposo. Todavia, as leis estão aí para serem cumpridas. Já imaginaram o caos que aconteceria se todo mundo saísse a fazer justiça com as próprias mãos e ainda mais, levando-se em consideração que não há pena de morte no Brasil?

Muito boa a mensagem que Saulo deixou em sua matéria escrita mais abaixo. Muito profundo o conteúdo da matéria. É para se ler mais de uma vez e a cada leitura fazer novas reflexões e análises.

Um abraço!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Tião Lucena foi infeliz, defendo a Lei de Talião


Por Saulo em 04/11/2008

Uma das figuras por quem tenho admiração no Jornalismo paraibano, é o Grande Tião. Na minha visão ele tem muito qualidade de expressão e uma redação impecavel, porém, apesar de respeitatar sua opinião quando escreveu "a Vigança de Divaní", sou obrigado a dizer que sou contra a "Lei de Talião", pois já tive parentes que foram mortos e nem por isso tentei contrariar as Leis Naturais, a Lei de Deus.

A Lei natural, que vige em todo o Universo, é a de Amor, que se exterioriza de Deus mediante a Sua criação. O Cosmo equilibra-se em parâmetros de harmonia inalterada, porque procede de uma Causalidade inteligente que tudo estabeleceu em equilíbrio.

Essa ordem espontânea é sempre a mesma em toda parte, expressando-se como modelo para a conquista integral de todas as coisas, particularmente do Eu profundo, que dorme em latência nos seres aguardando os fatores propiciatórios à sua manifestação.

No começo é a sombra dominante, geradora de impulsos automáticos, inconscientes, herança dos períodos primeiros da evolução, quando se instalaram no psiquismo os instintos primários, que remanescem em controle das atividades do processo de crescimento. Inconsciente da sua realidade imortal, o ser é atraído para a Grande Luz libertadora, experimentando os embates internos que o desalojam da concha vigorosa onde se encarcera, facultando-lhe os primeiros vôos do discernimento e da razão com promessas de plenitude.

Como efeito inevitável, a inspiração superior vem trabalhando em nome dessa Lei, para que o Espírito modele as asas para a ascensão, através de disciplinas morais e sociais, mediante as quais aprende a dominar os impulsos e racionalizá-los, para que no futuro consiga introjetar o sentimento profundo do amor e, mergulhado conscientemente na Lei Natural, consiga utilizar-se da intuição ou comunicação direta com o Pensamento Universal espraiado em toda parte, ascendendo aos planos da felicidade que almeja.

Moisés houvera estabelecido por inspiração e observação os códigos essenciais ao processo de libertação da sombra e elaborou o Decálogo conduzido pelo Psiquismo Divino, tornando-o indestrutível, paradigma para todas as demais leis, por conter em essência o fundamento do respeito a Deus, à vida, aos seres em geral e a si mesmo em particular.

À época, caracterizada pela predominância da sombra coletiva, tornava-se indispensável que ficassem estabelecidas trajetórias de grande vigor, mediante o processo avançado em relação à Lei de talião, aquela que punia conforme o tipo de delito praticado: olho por olho, dente por dente...

O ser humano compreendia que a amputação de um membro que houvera delinqüido não correspondia a uma medida de justiça, mas sim de vingança, porque, afinal, não é o órgão que injuria, que comete o delito, mas sim é o ser pensante que transfere a atribuição da responsabilidade, propondo outro tipo de correção.

A reeducação passou a ser a medida própria para reabilitar o infrator, antes que para destruir-lhe a existência corporal ou parte dela. Desde o primeiro código moral e legal, conhecido e exarado na estela de pedra por Hamurabi, que ficaram os primeiros sinais de respeito pela vida e pelos seres humanos, embora a dominação arbitrária dos poderosos em trânsito para o túmulo, sempre vitimados pela sombra que neles era a característica essencial.

Jesus, o Homem excelente, chegou à Terra e defrontou a ignorância em predomínio trazendo a mensagem de amor que jamais fora apresentada antes na formulação de que Ele se fazia portador.

O amor era considerado sentimento feminino, próprio da fragilidade atribuída à mulher, porque se ignorava a força existente na anima que existe em todos os homens, prepotentemente submetidos ao férreo jugo da brutal idade. Da mesma forma, o animas que compõe psicologicamente o ser feminino era propositalmente ignorado, a fim de não ser vítima de punição, que atribuía à mulher culpa e responsabilidade pelo delíquio inicial do homem, portanto, a degradação de toda a Humanidade.

Esse barbarismo conceptual encontrava a sua extravagante inspiração na Bíblia, interpretada de forma conveniente e dominadora em desserviço das admiráveis imagens que revestem o pensamento original e podem ser decodificadas pela moderna psicologia profunda, como também pela psicanálise, retirando os mitos nela existentes e configurando os arquétipos que prosseguem no inconsciente individual e coletivo de todas as criaturas humanas.

Jesus não foi o biótipo de legislador convencional. Ele não veio submeter a Humanidade nem submeter-se às Leis vigentes. Era portador de uma revolução que tem por base o amor na sua essencialidade mais excelente e sutil, e que adotado transforma os alicerces morais do indivíduo e da sociedade. As do Seu tempo eram leis injustas e condenatórias, punitivas e impiedosas, que viam o ser humano apenas como um animal passível de domesticação, e quando se lhe patenteava a rebeldia, tornava-se merecedor de extermínio para o bem da sociedade.

Mormente que as paixões da sombra, envolvente dos legisladores e seus tribunais, sempre preponderavam nas decisões criminosas, não menos merecedoras de reparação do que aquelas que pretendiam justiçar. A superioridade espiritual e moral de Jesus entendeu a necessidade, não a primazia desse código perverso, e submeteu-se, pois que Ele viera também para dar exemplo dos postulados que recomendava, considerando respeitáveis os profetas e legisladores que as estabeleceram nos seus respectivos períodos. Todavia, Ele trazia uma nova versão da realidade, centrada no ser imortal, procedente do mundo espiritual e a ele volvendo, o que alterava a estrutura da justiça, que não mais deveria ser punitivo-destrutiva, mas educativo-reabilitadora.

O ser humano erra por ignorância ou rebeldia, sob os estímulos do ego autodefensor, sem conhecimento profundo do significado existencial, do valor de si mesmo. Mergulhado em sombra, esse lado escuro da personalidade sobressai-se e impulsiona a ações que estão destituídas da razão e da compaixão, desnaturadas nas bases e dominantes na essência. O ensinamento de Jesus fundamenta-se na evolução do Self, iluminando a sombra e vencendo-a.

Ele vem buscar o ser humano no abismo em que se encontra, priorizando os valores éticos e espirituais e deixando à margem as compensações egóicas, porque aquele que já desfrutou de felicidade e não a soube repartir com o seu próximo, terá menos possibilidade de fruí-la depois da vida física. Todos os objetivos da Boa Nova que Ele trouxe centram-se no futuro do Espírito, na sua emancipação total, na sua incessante busca de Deus.

Tornando-se o Caminho, a Sua é a Verdade que conduz à Vida, à plenitude, ao armazenamento de sabedoria e de amor. Na conquista desse objetivo, não importam os preços e testemunhos, os impositivos das legislações, mesmo quando arbitrárias e injustas, porque são transitórias. No entanto, diante da Consciência Cósmica, a escala de valores é feita mediante condutas essenciais, aquelas que são do ser em si mesmo responsável e assume as consequências dos seus hábitos perante a vida. Todo o Seu verbo está exarado em linguagem programada para resistir aos tempos de evolução do pensamento e abrir espaços para as repercussões sociológicas e espirituais, éticas essenciais e morais seguras através dos diferentes períodos da Humanidade.

Ocultando grandes verdades em símbolos compatíveis com a compreensão do momento, utilizou-se com sabedoria dos conteúdos dos hábitos diários para compor o mais admirável hino de louvor à vida de que se tem conhecimento. Suas parábolas, argamassadas com o cimento das lições do cotidiano, são discursos para todos os períodos do desenvolvimento sócio-psicológico das criaturas. Não obstante, fez grandes silêncios em torno de verdades mais transcendentes que poderiam ser desnaturadas por falta de amadurecimento evolutivo e psicológico dos Seus coevos, impossibilitados mesmo de registrar o pensamento, que sofreria, inevitavelmente, mutilações, adaptações, adulterações de acordo com os interesses vigentes em cada estágio da evolução.

Tornava-se, por outro lado, necessário que a Ciência pudesse corroborar-Lhe os postulados, oferecendo à razão os meios de aceitação compatíveis com as exigências do sentimento destravado das leis vigorosas e primitivas, bem como dos dogmas que as substituiriam, tão perversos quanto as mesmas, a fim de manterem as mentes submetidas aos interesses das religiões e dos Estados ultramontanos.

Pelo mecanismo inevitável e incoercível das reencarnações, missionários do Bem e da Luz periodicamente mergulhando no corpo esbatiam a sombra coletiva, libertando o ser daquela que nele predominasse, mediante o esforço de adaptação às conquistas da inteligência e da emoção.

Na perspectiva, portanto, da psicologia profunda, a Lei de amor está inserta no ser legítimo, trabalhando-o sem cessar face ao fatalismo da evolução nele predominante, ao tempo em que os conceitos de imortalidade, de comunicabilidade do Espírito após a morte e da reencarnação pudessem receber o aval da Ciência investigadora, abrindo novos horizontes para o amadurecimento psicológico, gerador da felicidade humana.

Por isso, o enunciado de Jesus: Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei ou os profetas, é de significado relevante e essencial, ensinando que, mesmo diante de leis injustas e imposições apaixonadas, o ser lúcido não deve criar embaraços ou temer as injunções negativas, porquanto, na sua liberdade interior, nada de fora consegue alcançá-lo realmente, exceto a sabedoria da Lei Natural inserta na sua consciência.
.