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Após 22 dias de greve, os bancários voltam ao trabalho na segunda-feira. O acordo foi aprovado pelos funcionários da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, e dos bancos privados.
Entretanto os funcionários do Banco do Nordeste do Brasil optaram pela continuidade da greve, porque segundo eles, a proposta foi rebaixada.
A greve teve a adesão de 91,85% dos bancários. Com a decisão liminar da Justiça que obrigou os funcionários dos bancos Bradesco e Santander a voltarem aos trabalhos, caiu para 81%.
De acordo com o Sindicato dos Bancários da Paraíba, os principais pontos do acordo são 8% de reajuste (1,82% de aumento real); 8,5% (2,29%) de reajuste para o piso da categoria; e 10% sobre o valor fixo da regra básica e sobre o teto da parcela adicional da PLR (Participação nos Lucros e Resultados). A proposta também eleva de 2% para 2,2% o lucro líquido a ser distribuído linearmente na parcela adicional da PLR.
O Sindicato ainda informou que os clientes não serão prejudicados, porque o ônus de qualquer acréscimo no valor da conta deve ser do banqueiro, caso seja constatado que o banco do cliente não estivesse operando durante a greve.
Tumulto e transtornos. Foi assim a manhã desta terça-feira (1º) para os consumidores que tentaram fazer saques nos caixas eletrônicos na agência do Banco do Brasil (BB) no Centro de Itaporanga.
O pagamento dos salários dos servidores públicos do Estado e prefeituras e de algumas empresas privadas levou à escassez de cédulas nos terminais de autoatendimento.
Nenhum órgão regulador a exemplo do Procon existe na cidade que comporta a maior economia da região. Para conter os ânimos dos usuários, os caixas eletrônicos só foram abastecidos após as 11h. Os bancários estão em greve por tempo indeterminado desde o dia 19 de setembro.
Para desafogar os clientes e empresários da cidade, bem como da região, a única forma está sendo a utilização de terminais que prestam serviços terceirizados, onde também não é diferente, a quantidade de pessoas a espera do atendimento.
Nas ruas, muitos consumidores se queixaram por não poder efetuar alguns serviços. “Estou tentando fazer transferência de um dinheiro para outro banco e não estou conseguindo. O sistema só quer aceitar o DOC (Documento de Ordem de Crédito), mas é caro. Ninguém é contra a greve, mas o consumidor fica prejudicado”, afirmou Toni Morales.
O Ministério Público do Trabalho na Paraíba protocolou nesta terça-feira petição postulando a aplicação de multa de R$ 60 mil por descumprimento do acordo judicial celebrado, em 31 de janeiro de 2012, entre o MPT e o Sindicato dos Bancários...
O acordo feito com o sindicato visa a garantia do abastecimento dos caixas eletrônicos e o atendimento do percentual mínimo estabelecido por lei quanto à compensação bancária.
O procurador do Trabalho Eduardo Varandas Araruna oficiou à Federação dos Bancos (Febraban), Sindicato dos Bancos e o Procon estadual a fim de que informassem o descumprimento do acordo judicial. Os três órgãos apontaram descumprimento parcial. O MPT pediu, então, o desarquivamento do processo com a aplicação da multa.
“Vamos averiguar judicialmente o cumprimento do acordo. Reconhecemos o direito de greve, a justeza do pleito dos bancários, mas a população não pode ser lesada”, concluiu Varandas, autor da ação civil pública.
Já são 14 dias de interrupção das atividades de cerca de 200 agências bancárias, compostas por 4 mil bancários na Paraíba
Reprodução/News Rondônia
Protesto não terá passeata
O Sindicato dos Bancários da Paraíba realiza nesta terça-feira (1), uma manifestação na Avenida Epitácio Pessoa contra o silêncio dos banqueiros. Diante da resistência à greve, a categoria vai às ruas como mais uma forma de mobilização pelo atendimento às reivindicações da Campanha Salarial 2013. Os bancários irão se concentrar, a partir das 17h, em frente à agência do Santader, nas proximidades da Igreja Universal do Reino de Deus. Eles pretendem ficar no local de forma fixa, sem passeatas ou caminhadas, mas prometem que vão interromper o trânsito.
O diretor de operações de trânsito da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob), Cristiano Queiroz, informa que tomou conhecimento da manifestação através da equipe de jornalismo do Portal Correio e lembra que o órgão vai trabalhar no trânsito da Epitácio dentro de acordo com as necessidades. "Como se trata de um local extremamente movimentado, principalmente no horário que eles anunciaram o protesto, nós vamos ficar atentos para agir dentro do que for necessário, de forma que sejam ativados desvios e agentes para orientação dos motoristas", diz ele.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários, Marcos Henriques, além de continuar desrespeitando os trabalhadores sem apresentar nenhum tipo de proposta, os bancos estão intensificando práticas abusivas para pressionar os bancários a desistir da luta. “Temos registros e flagrantes de funcionários sendo impedidos de entrar nas agências e sendo obrigados a ter que ficar aglomerados na garagem do banco, os funcionários não podem ser tratados dessa forma”, afirmou adiantando que outros protestos estão agendados para amanhã e quinta-feira (3).
Greve dos bancários na Paraíba
A adesão à paralisação por tempo indeterminado permanece forte desde o primeiro dia, com índice de 91,85%. A greve está mais forte nos bancos públicos (96,20%) do que na rede privada (85,71%). Da mesma forma, o movimento paredista é mais intenso na Capital (96,67%) do que no interior, onde a adesão é de 82,22%.
A greve nacional iniciou no dia 19 e já são 14 dias de paralisação. A decisão partiu de assembleia realizada no dia 12 de setembro, quando foi rejeitada a proposta de reajuste de 6,1% feita pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A paralisação deve atingir cerca de 200 agências bancárias e 4 mil bancários em todo o estado.
O Procon da Paraíba e o Ministério Público firmaram, no final da tarde desta quinta-feira (26), um acordo com representantes das instituições financeiras e com o Sindicato dos Bancários para assegurar que serviços como depósitos e saques em caixas eletrônicos sejam garantidos durante a greve da categoria. Conforme o secretário executivo do Procon-PB, Marcos Santos, na reunião, ficou estabelecido que, apesar da greve, os caixas eletrônicos serão abastecidos normalmente para garantir que não existam problemas no saque dos salários. Além disso, as agências deverão disponibilizar envelopes para depósitos, o que não estava ocorrendo desde o início da paralisação. "Entendemos que as reivindicações dos trabalhadores são legítimas, mas é preciso garantir que os consumidores não serão prejudicados", ressaltou. Também na reunião, ficou acordado que funcionários ficarão nas agências para auxiliar as pessoas com dificuldades de utilização dos serviços. "Muitas pessoas, como os idosos, por exemplo, precisam de orientação. Por este motivo, fizemos esta proposta para que o comando de greve disponibilize pelo menos um funcionário em cada agência", justificou Marcos Santos. Além do que já ficou definido, o Procon-PB e o Ministério Público Estadual propuseram que após o término da greve seja concedido um prazo de 48 horas para que os consumidores solucionem as pendências que não puderam ser resolvidas durante a paralisação, sem adição de juros ou multas. Outra solicitação foi que os cheques pós-datados e custodiados no período de greve não sejam compensados e, no caso de haver compensação, os cheques sem provisão de fundos não impliquem na inserção do consumidor no cadastro de devedores. No caso destas duas propostas, as instituições financeiras solicitaram o prazo de cinco dias para emitir uma resposta. "Concedemos estes prazos às instituições porque as pessoas que estavam na reunião não podiam decidir sozinhas sobre isto, mas caso não haja concordâncias, deveremos ingressar com uma ação civil pública para solicitar no Judiciário que as demandas sejam atendidas", informou Marcos Santos.