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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Demitida por Prefeitura, professora retorna ao trabalho por determinação do TJ


Acórdão do Tribunal de Justiça foi proferido nessa quinta-feira


Por Isaías Teixeira/Folha do Vale - Em sessão realizada nessa quinta-feira, 18, a Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba determinou, por unanimidade e em harmonia com parecer ministerial, o retorno da professora Sineide Leite da Silva Raimundo aos quadros de pessoal da Prefeitura Municipal de Nova Olinda.

Demitida, a professora recorreu ao TJPB após perder no Juízo de Piancó, alegando que foi aprovada em concurso público realizado pela Prefeitura em 2009, sendo nomeada para o cargo de Professora A2 – Educação Infantil, com lotação na pré-escola Professor Manoel Avelino. Mas, após iniciar as atividades, a servidora foi informada pela diretora do educandário que não fosse mais trabalhar.

Inconformada, Sineide Leite foi procurar seus direitos na Justiça. Com a sentença desfavorável no Juízo de 1º grau, ela entrou com recurso no TJPB e obteve êxito, conforme apurou a Folha (www.folhadovali.com.br).

O relator do processo foi o juiz Aluízio Bezerra Filho. Em seu voto, ele observou que há uma declaração assinada pela unidade escolar onde Sineide Leite prestava serviço, “constando que a servidora ministrava aulas naquela instituição, mas, por excesso de professores, não mais estava desempenhando suas funções naquele estabelecimento”, informou o TJPB.

O magistrado afirmou que não existe ato administrativo exoneratório escrito, formulado pala Prefeitura de Nova Olinda afastando a docente de suas atividades. Segundo ele, “O certo é que ocorreu o afastamento da servidora apelante de suas funções, sem o devido e necessário processo legal, fato que afronta princípios constitucionais, razão da necessidade de reformar a sentença, determinando o retorno da apelante às suas funções”.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Depois de protesto, TJ nomeia dois juízes substitutos para comarca de Itaporanga


Protestos de advogados e notas da imprensa surtiram efeitos

Por Redação da FolhaDepois de muitas cobranças e protestos dos advogados de Itaporanga e, principalmente, a repercussão disso tudo na imprensa regional, o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) resolveu agir e nomeou dois juízes substitutos para a comarca local, conforme apurou a Folha (www.folhadovali.com.br).

Pleitos já haviam sido formulados pela representação da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) regional a presidente do TJPB, Fátima Cavalcanti, que tinha conhecimento da falta de juízes e funcionários no fórum de Itaporanga, mas foi preciso protestar para que a situação da comarca fosse amenizada.

O TJPB nomeou para a 3ª Vara, que estava sem juízes há meses, o dr. Rossini Amorim, e para a 2ª, cuja titular encontra-se de férias, a juíza Paula Fracinete Nóbrega. Eles estão dando expediente em dois dias da semana: quarta e quinta-feira, e já começaram a desencalhar as centenas de processos que se acumulam nas duas Varas. No entanto, a falta de funcionários nos cartórios deve comprometer a produção judicial.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Festivamente, presidenta do TJ inaugura fórum milionário no bairro mais pobre de Piancó


Solenidade de inauguração do novo fórum da comarca foi realizada nesta sexta-feira


Por Redação da Folha – Pela primeira vez, a presidenta do Tribunal de Justiça da Paraíba, Maria de Fátima Bezerra Cavalcanti, botou os pés no Vale. A desembargadora veio a Piancó nesta sexta-feira, 12, inaugurar o novo fórum da comarca e foi recepcionada com muita festa, embora a Justiça regional não tenha hoje nenhum motivo para festejar: a falta de juízes e serventuários é um grave problema enfrentado pelas comarcas regionais.

O novo fórum de Piancó é um dos maiores do interior da Paraíba e custou mais de 3 milhões  de reais. Ao entregar solenemente a obra luxuosa e milionária, a presidente nem deu conta de que a área (bairro Campo Novo) onde o prédio está localizado é um dos setores mais pobres de Piancó: falta d’água, condições sanitárias e moradias precárias, lixo e miséria povoam o cenário ao entorno da sede da comarca, que serve a seis municípios, conforme apurou a Folha (www.folhadovali.com.br).

Entre os presentes na inauguração, que começou por volta das 11h e durou duas horas, prefeitos, vereadores, advogados, promotores, juízes e desembargadores, entre os quais o piancoense Manoel Monteiro de Barros, um dos baluartes pela construção do fórum, como destacou a própria presidenta durante o seu discurso
Foto: presidenta durante fala na inauguração.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Presidente do TJPB vem ao sertão e inaugura fórum e depósito judicial na cidade de Piancó


A presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargadora Fátima Bezerra Cavalcanti, vai visitar nesta quinta (11) e sexta-feira (12) as unidades judiciárias de Soledade, Juazeirinho, Santa Luzia, Patos, Itaporanga e Piancó. Esta é a primeira viagem da magistrada as comarcas do interior do Estado, desde sua posse em 1º de fevereiro.

Conforme a programação, a primeira comarca que a desembargadora-presidente vai conhecer é o Fórum “João Batista Loureiro”, de Soledade. Na oportunidade, a magistrada vai se reunir com a diretora da unidade, juíza Bárbara Bortuluzzi Emmerich, para ver o funcionamento das atividades judicantes, bem como as instalações do prédio local.

Em seguida e com o mesmo propósito, a presidente do TJPB visitará os fóruns “Desembargador Evandro de Souza Neves”, de Juazeirinho, e “Dr. Francisco Seráphico da Nóbrega”, de Santa Luzia. Encerrando as atividade do primeiro dia, a desembargadora Fátima Bezerra vai se reunir com todos os magistrados das varas mistas e dos juizados auxiliares e especiais da comarca de Patos. O encontro ocorrerá no auditório do Tribunal do Júri.

Na manhã da sexta-feira (12), a presidente do Poder Judiciário estadual vai conhecer o Fórum “João Espínola Neto”, da unidade de Itaporanga. Concluindo os trabalhos pelo sertão da Paraíba, a magistrada vai inaugurar o novo Fórum “Desembargador Luiz Sílvio Ramalho”, Depósito Judicial e três residencias para os magistrados da comarca de Piancó, a partir das às 11h.

Gecom – Marcus Vinícius Leite

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Tribunal de Justiça define data de inauguração do novo fórum de Piancó

Inauguração deverá contar com presença da presidenta do TJPB


Por Isaías Teixeira/Folha do Vale - O novo fórum da comarca de Piancó já tem data definida para ser inaugurado. Será no dia 12 deste mês (sexta-feira), e contará com a presença da presidenta do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargadora Fátima Bezerra, conforme apurou a Folha (www.folhadovali.com.br).

De acordo com o TJPB, o prédio será denominado de Desembargador Luiz Sílvio Ramalho. Segundo a Corte de Justiça, o fórum “foi projetado nos moldes de um complexo judiciário e abrigará, além da sede do fórum, um espaçoso Tribunal do Júri e três residências para os magistrados da comarca”.

O TJPB diz que a obra custou R$ 3.0098.660,99 e foi executada pela empresa Comtérmica – Comercial Térmica Ltda, sendo dotada “de uma infraestrutura moderna que permitirá maior celeridade na prestação jurisdicional daquela regiã". A edificação é uma das maiores da região, o que deverá permitir aos servidores e funcionários um melhor conforto e atendimento à população e aos operadores do direito.

O novo fórum de Piancó está situado no Campo Novo, bairro que será valorizado a partir da inauguração do prédio judicial.

O fórum foi construído em terreno doado pela prefeitura municipal e atenderá os municípios de Aguiar, Catingueira, Emas, Igaracy e Olho D’Água.  

Foto: Piancó terá o maior e mais moderno fórum regional.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Tribunal de Justiça designa juíza substituta para 1ª Vara da comarca de Itaporanga

Nomeação foi publicada nesta sexta-feira

Por Isaías Teixeira/Folha do Vale  - O advogado e presidente da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil Paraíba (OAB) no Vale, Francisco Miguel, esteve reunido na tarde dessa quinta-feira, 7, em João Pessoa, com o presidente da seccional estadual, Odon Bezerra, e saiu de lá com uma boa notícia.

Uma das reivindicações do dr. Flecha, como é mais conhecido, era a nomeação de juiz para ocupar a 1ª Vara das comarcas de Itaporanga e Piancó, e foi parcialmente atendido.

A comarca de Itaporanga foi contemplada, segundo o advogado, graças à intermediação de Odon Bezerra junto à presidenta do TJ-PB, a desembargadora Fátima Fernanda Cavalcanti, que designou a drª Flávia Fernanda Aguiar Silvestre como juíza substituta para atuar na 1ª Vara itaporanguense, conforme publicação no Diário da Justiça desta sexta-feira, 8.

Itaporanga fica agora com duas juízas: Andréia Caminha, na 2ª Vara; e Flávia Silvestre, na 1ª; mas a 3ª Vara vai permanecer vaga, conforme apurou a Folha (www.folhadovali.com.br).

Sobre a subseção do Vale, que tem sede em Itaporanga, dr. Flecha afirma que “ainda será oficialmente inaugurada, mas já se encontra de portas abertas para o atendimento aos advogados da região”. A sede fica localizada à Avenida Deputado Soares Madruga, centro de Itaporanga, nº 110, 2º andar, nas imediações da estátua de Padre Cícero.
 

Foto: fórum de Itaporanga com nova magistrada.

 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Pleno do TJPB remete processos de 66 ex-prefeitos e gestores municipais paraibanos por perda de foro privilegiado. Quatro são do Vale.

Na sessão do Tribunal Pleno desta quarta-feira (27), os desembargadores remeteram um total de 84 processos para o Juízo de 1º grau de diversas comarcas do Estado, entre Ações Penais, Notícias Crime, Queixas Crime e Inquéritos Policiais. Todos as decisões tiveram o mesmo argumento: perda de foro privilegiado, por se tratarem de ex-prefeitos e ex-ocupantes de cargos agregados. Os relatores foram os desembargadores Carlos Martins Beltrão filho, João Benedito da Silva, Joás de Brito Pereira Filho e Luiz Silvio Ramalho Júnior.

"Declaro a incompetência deste Tribunal para julgar as matérias e voto pela remessa dos autos aos respectivos Juízos de 1º grau", votou o desembargador-relator, João Benedito da Silva, em relação aos processos sob sua relatoria. Os demais relatores também argumentaram da mesma forma.

Os feitos que serão devolvidos ao 1º grau de jurisdição se referem a ex-prefeitos e ex-ocupantes de cargos de confiança dos seguintes municípios paraibanos: Massaranduba, Alhandra, Sousa, Nazarezinho, Areia, Riacho de Santo Antônio, Malta, Livramento, Princesa Isabel, Tavares, Cacimba de Areia, Piancó, Serra Grande, Taperoá, São Francisco, Catingueira, Caiçara, Tenório, Cabaceiras, Coremas, Santo André, Cajazeirinhas, Sobrado, Junco do Seridó, Brejo do Cruz, Matinhas, Lucena, Cubati, Umbuzeiro, Capim.

Também receberão processos remetidos pelo Pleno os municípios de Riachão do Poço, Serra Grande, Itatuba, Condado, Remígio, São João do Cariri, Passagem, Cabedelo, Cruz do Espírito Santo, Barra de Santa Rosa, Boa Ventura, Caldas Brandão, São Vicente do Seridó, Serra da Raiz, Pilõezinhos, Gurinhém, Bayeux, Santa Rita, Belém, Tacima, Pocinhos, Monte Horebe, São Bentinho, Mulungu, Santo André, Santa Cecília, Itapororoca, Patos, Arara, Riacho dos Cavalos, Barra de Santana, Coxixola, Lagoa Seca, Gurjão, São Miguel de Taipu.
Assessoria

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Presidente da OAB do Vale tem audiência no TJPB para discutir problemas das comarcas

Reunião será nesta tarde com presidenta do tribunal

Por Isaías Teixeira/Folha do Vale - O presidente  da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Itaporanga, Francisco Miguel (Flecha - foto), será recebido em audiência nesta terça-feira, 5, às 16h, pela nova presidenta do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), a desembargadora Maria de Fátima Bezerra Cavalcanti. Na pauta, assuntos relacionados às comarcas de Itaporanga, Conceição e Piancó, conforme apurou a Folha (www.folhadovali.com.br).

Um dos maiores problemas enfrentados por essas comarcas, principalmente pela de Itaporanga, é a falta de juízes e de serventuários, o que tem prejudicado o andamento dos processos. Mas dr. Flecha pretende, na audiência de hoje, fazer uma explanação sobre a realidade de penúria pela qual passa a Justiça regional, e espera sair do encontro com boas notícias.

Em Itaporanga, por exemplo, as três Varas da comarca estão sem juízes titulares, e, neste momento, existe apenas um magistrado substituto para dar conta de tudo, o que é humanamente impossível. Faltam também servidores: na 1ª Vara, por exemplo, é um único funcionário para movimentar milhares de processos.

Além disso, a comarca de Itaporanga está em sua sede improvisada em um prédio da Igreja: há anos, o fórum foi fechado para reforma geral, que nunca saiu do papel.

O advogado pretende reforçar junto a Fátima Bezerra o pedido que já fez, anteriormente, ao presidente antigo do TJPB, Abraham Lincoln. Na ocasião, a solicitação de um juiz fixo e mais servidores para atuarem na comarca local foi recebida de bom grado por Abraham, mas ele deixou a presidência, semana passada, sem cumprir a promessa.

A audiência de Flecha com a drª Fátima Bezerra foi articulada pelo presidente da seccional da OAB-PB, advogado Odon Bezerra.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Associação de servidores da justiça se congratula com novos dirigentes do TJPB


Fatima

Diretores e conselheiros da Associação dos Servidores da Secretaria do Tribunal de Justiça da Paraíba (Asstje-PB), na pessoa do presidente da entidade, Amarílio Leite, estão manifestando votos de congratulação pela posse da desembargadora Maria de Fátima Bezerra Cavalcanti na presidência do Poder Judiciário paraibano, o que se dará logo mais às 16h00, no Fórum Cível “Desembargador Mário Moacyr Porto”, no Centro da Capital.

Com ela, tomarão posse todos os demais integrantes da Mesa Diretora do TJPB, para o biênio 2013-2014, e a Desembargadora é a primeira mulher a assumir os destinos do Judiciário paraibano, em toda a sua história.

Para Amarílio Leite, um dos pontos mais relevantes da ascensão da desembargadora Maria de Fátima Bezerra Cavalcanti, como nova presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, é o fato de ela ser uma magistrada de carreira, sem contar que, com isso, estão contemplados os anseios de conquista a figura da Mulher, tão presente, na atualidade, em postos-cheve de todo o conjunto das instituições públicas do País, de um modo geral.

Primeira reunião com sindicatos – A desembargadora ‘Fátima Bezerra’ – como é mais conhecida – já agendou, para o dia 07 deste mês de fevereiro, segundo o presidente da Asstje-PB, a primeira reunião com a representação sindical do Judiciário paraibano. O encontro ocorrerá a partir das 09h00, na presidência do TJPB, e servirá para discutir questões e interesses dos servidores da Corte, o que já vem sendo elencado por cada uma das entidades representativos dos mesmos.

Josinato

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Joaquim Barbosa dá 30 dias para TJ da PB exonerar funcionários ficha suja

O presidente do Superior Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, prorrogou por mais 30 dias o prazo para o Tribunal de Justiça da Paraíba comprovar o recadastramento dos funcionários que exercem função de confiança, cargo em comissão ou atividade terceirizada e a exoneração de quem tiver ficha suja.


O prazo também servirá para o Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, aos TRTs da 8ª Região (Pará e Amapá), do Espírito Santo e de Goiás, e aos Tribunais de Justiça do Distrito Federal, Amapá, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rondônia.

A informação foi veiculada hoje no Jornal O Globo.


O ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), enviou ofício ontem a tribunais de todo o país cobrando o cumprimento da resolução do conselho que instituiu a regra da ficha limpa para contratações. Desde 31 de julho de 2012, pessoas condenadas por colegiados judiciais estão proibidas de exercer função de confiança, cargo em comissão ou atividade terceirizada. As exonerações devem ser feitas até 9 de fevereiro. Até agora, só um servidor foi demitido. Ele trabalhava no Tribunal de Justiça de Roraima e foi condenado por improbidade administrativa.


Anteontem, terminou o prazo para os 90 tribunais do país recadastrarem esses funcionários e informar o CNJ a situação de cada um em relação à vida pregressa. Só três tribunais cumpriram a ordem integralmente no prazo: os Tribunais Regionais do Trabalho (TRT)de Amazonas e do Rio Grande do Norte, além do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Roraima. Eles informaram que não havia nenhum servidor com ficha suja.


Sem informação de 19 tribunais


Os Tribunais de Justiça Militar de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul e os TREs de Acre, Pernambuco e Santa Catarina terminaram o recadastramento relativo a ocupantes de cargo em comissão e de confiança e também não encontraram ninguém fora dos padrões exigidos pelo CNJ. Barbosa intimou esses tribunais para, em 15 dias, informar que providências tomou em relação aos funcionários de empresas prestadoras de serviços.


Barbosa deu mais 30 dias de prazo ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, aos TRTs da 8ª Região (Pará e Amapá), do Espírito Santo e de Goiás, e aos Tribunais de Justiça do Distrito Federal, Amapá, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro e Rondônia para comprovarem o recadastramento dos funcionários e a exoneração de quem tiver ficha suja. O conselheiro Bruno Dantas afirmou que o presidente de tribunal que se recusar a cumprir a determinação do CNJ poderá responder a processo disciplinar:


Dos tribunais intimado, 19 não deram satisfação alguma ao CNJ. São eles: o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Superior Tribunal Militar (STM), dois TRFs, quatro TRTs e 11 TREs. Barbosa deu prazo de mais 15 dias para que eles informem se cumpriram a resolução. 
O Globo

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Presidente do TJ promete resolver parcialmente problemas da comarca de Itaporanga

As três Varas da comarca estão sem juiz titular, uma delas há anos

Por Isaías Teixeira/Folha do Vale - O presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB), desembargador Abraham Lincoln, disse que a comarca de Itaporanga ganhará, nos próximos dias, um juiz fixo e mais dois servidores. A informação é uma resposta à reivindicação feita pelo advogado Odon Bezerra, presidente estadual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PB), em atendimento a um pleito encaminhado pela subseção da OAB do Vale, que tem sede em Itaporanga e é presidida pelo advogado Francisco Miguel.

O desembargador afirmou, segundo comunicado feito pela OAB-PB nessa quarta-feira, 23, em seu site oficial, que “a Comarca de Itaporanga vai ter um juiz fixo, quer seja ele substituto ou por remoção, porque lá existe uma zona eleitoral, e, com a remoção das juízas Andrea Maria Nunes Galdino e Juliana Duarte Maroja, ela ficará vaga, e algum juiz vai pedir promoção ou, se não, um desses juízes que tomaram posse agora em 2012 vai solicitar ser designado para Itaporanga”. Mas, por enquanto, o TJ deverá designar o juiz da Comarca de Santana dos Garrotes para acumular as Varas de Itaporanga.

Em relação ao déficit de servidores na 1ª e 2ª Varas, o presidente do TJ-PB afirmou que o problema será resolvido “com a nomeação, no próximo dia 29 de janeiro, de servidores para as comarcas que estão vagas, entre elas, a de Itaporanga”, que abrange sete municípios.

Com suas três Varas sem juizes e um déficit de serventuários, a comarca sofre com o acúmulo e o atraso processuais, e apenas um juiz e dois servidores, como prometeu o chefe do poder judiciário estadual, não são suficientes. Atualmente, apenas um juiz substituto, dr. Paulo Sandro, está respondendo pelas três Varas, mas só fica em Itaporanga até o dia 5 de fevereiro, conforme apurou a Folha (www.folhadovali.com.br).  

Foto (arquivo): 2ª Vara da comarca local é uma das mais deficientes e não tem juiz titular há anos.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

De uma canetada só, Tribunal de Justiça deixa comarca de Itaporanga sem nenhum juiz

Com a saída das juízas Andréa e Juliana, as três Varas da comarca local ficam vagas

Por Redação da Folha A comarca de Itaporanga é uma das maiores do estado e jurisdiciona sete municípios regionais, mas ficou sem nenhum juiz titular nesta terça-feira, 15, com a publicação, no Diário da Justiça, da remoção das juízas Andréa Galdino, da 1ª Vara, e Juliana Maroja, da 3ª Vara.

A outra Vara da comarca, a 2ª, está sem titular há anos, apesar de ser uma das mais importantes por tratar de família e menores. De acordo com a publicação oficial, Andréa Galdino, que passou três anos em Itaporanga, foi removida para a comarca de Esperança, enquanto Juliana, que ficou meia década por aqui, foi para Patos, conforme apurou a Folha (www.folhadovali.com.br).

Apesar do trabalho das duas magistradas titulares durante os últimos anos, a comarca de Itaporanga, devido ao seu tamanho e grande demanda, ainda acumula centenas de processos à espera de sentença e audiência, prejudicando muita gente que aguarda solução para seus casos, muitos dos quais envolvendo sobrevivência, a exemplo de idosos que aguardam despachos de aposentadoria.

O problema do atraso processual na comarca de Itaporanga tende a se agravar em função da remoção das magistradas titulares, embora todo esforço do juiz Paulo Sandro, que está na comarca como substituto e é o único por enquanto.  

Foto (Marcos Oliveira): Andréa Galdino deixa comarca de Itaporanga depois de três anos.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

STF manda soltar fazendeiro condenado em júri popular por participar da morte de Doroty Stang


O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, determinou que seja posto em liberdade Regivaldo Pereira Galvão. Trata-se do fazendeiro condenado em maio de 2010 por um júri popular a 30 anos de prisão por ter participado da execução da missionária americana Doroty Stang. Ela foi assassinada na cidade de Anapu, no Pará, em fevereiro de 2005.
Em seu despacho, Marco Aurélio deferiu liminar requerida num habeas corpus protocolado no Supremo pelo advogado de Regivaldo, Jânio Siqueira. O ministro considerou que o juiz Raimundo Alves Flexa, que presidiu o tribunal do júri que condenou o réu, exorbitou ao redigir a sentença.
O magistrado anotara na peça o seguinte: “Nego ao réu o direito de apelar desta sentença em liberdade, justificando sua constrição, em face da condenação do mesmo no dia de hoje pelo Soberano Tribunal do Júri Popular. Expeça-se o competente mandado de prisão.”
Para Marco Aurélio, o juiz ignorou decisão anterior que havia sido tomada pelo STF. Além disso, “desconheceu por completo [...] o princípio da não culpabilidade.” Previsto na Constituição, esse princípio prevê que ninguém pode ser considerado culpado enquanto o processo não estiver concluído.
Assim, no entendimento de Marco Aurélio, o réu tem, sim, direito de responder pelo crime em liberdade enquanto houver recurso pendente de julgamento. A ordem do ministro deve ser cumprida nesta quarta (22). Preso na cidade paraense de Altamira desde setembro de 2011, quando entregou-se à Justiça, Regivaldo ganhará o meio-fio.
A decisão de Marco aurélio foi divulgada na noite passada. A íntegra pode ser lida aqui. Em texto de oito folhas, o ministro historiou o caso. Anotou que Regivaldo foi condenado pelo pelo tribunal do júri a cumprir 30 anos de prisão, em regime fechado, pelo crime de homicídio qualificado. A pena foi agravada porque a assassinada era idosa. Negou-se ao réu o direito de recorrer em liberdade.
Antes de bater às portas do STF, Regivaldo recorrera ao Tribunal de Justiça do Pará. A 1aCâmara Criminal do tribunal paraense indeferiu o pedido de liberdade sob duas alegações: 1) a liberdade do réu colocaria em risco a ordem pública; 2) era preciso assegurar a aplicação da lei penal. O réu protocolou um “recurso especial” no mesmo tribunal, que voltou a negar o pedido de liberdade.
A defesa de Regivaldo levou o caso a Brasília. Impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. Relator do pedido, o desembargador Adilson Vieira Macabu, convocado para atuar no STJ, também indeferiu o pedido de liminar. Considerou que a prisão justificava-se em função do modo como o crime havia sido cometido.
Doroty foi passada nas armas por defender assentamentos de trabalhadores rurais em terras públicas que eram reivindicadas por fazendeiros da região de Anapu. Além de Regivaldo, foram responsabilizados pelo assassinato outras quatro pessoas. Foram julgadas e condenadas a penas que vão de 17 a 27 anos de cadeia. Estão todos presos.
Negada a liminar pelo desembargador Adilson Macabu, o mérito do pedido de revogação da prisão de Regivaldo foi julgado pela 5a turma do STJ. De novo, rejeitou-se a petição sob a alegação de que a detenção do réu estava devidamente justificada. Contra essa decisão, a defesa de Regivaldo recorreu ao STF.
No Supremo, o advogado do réu alegou que a prisão preventiva de seu cliente já havia sido solicitada em três ocasiões anteriores. Recordou que a 1a turma do Supremo concedera liminar em favor de Regivaldo antes da condenação pelo tribunal do júri. Nessa decisão, afastara-se a alegação de que a liberdade do réu colocaria em risco a ordem pública.
No novo recurso, o advogado pediu que fosse restabelecida a liminar do STF, permitindo que Regivaldo responda ao processo em liberdade, já que a condenação do tribunal do júri, ainda pendente do julgamento de recurso, não pode ser considerada como definitiva.
Em seu despacho, após rememorar os termos da liminar do STF que revogara anteriormente a prisão preventiva de Regivaldo, Marco Aurélio anotou: “Cabe perguntar a razão de ter vindo à baila, sem o trânsito em julgado [julgamento definitivo] do título judicial condenatório, sem a culpa estar formada, novo ato de constrição, ao menos sob o ângulo formal, provisório.”
Nesse trecho, o ministro reproduz o pedaço da sentença do juiz paraense que negou a Regivaldo a prerrogativa de recorrer em liberdade após a condenação do júri popular. Um erro, escreveu Marco Aurélio: “O juízo desconheceu por completo não só o pronunciamento anterior desta Turma [do STF] como também o princípio da não culpabilidade. A motivação da custódia [prisão] mostrou-se única: a condenação imposta pelo tribunal do júri, muito embora sujeita, ainda, a recurso que, por sinal, veio a ser interposto.”
No dizer de Marco Aurélio, “ante a notória fragilidade” da sentença do juiz, o Tribunal de Justiça do Pará terminou por adicionar-lhe outros “fundamentos” ao decidir pela manutenção do réu na cadeia. Uma prisão que o ministro considerou como “execução precoce e açodada da pena” ainda sujeita a recurso.
Marco Aurélio mencionou quatro acréscimos providenciados pelo tribunal paraense para robustecer a tese segundo a qual a prisão é necessária: 1) posto em liberdade, Regivaldo seria o único réu envolvido no assassinato de Doroty Stang que estaria solto; 2) o réu “possuiria condições econômico-financeiras capazes de viabilizar a saída do país”; 3) Regivaldo ameaçara testemunha; 4) A periculosidade do réu seria evidente.
“Os dois primeiros elementos – a circunstância de ser o único réu do processo a encontrar-se em liberdade e ter condições econômico-financeiras  – revelam-se neutros, absolutamente neutros”, escreveu o ministro. “Quanto à ameaça a testemunha, observem que essa motivação, àquela altura, não tinha razão.”
Por quê? Regivaldo já havia sido julgado pelo tribunal do júri. Apelara contra a sentença. “A instrução, até mesmo no tocante aos trabalhos de plenário, estava encerrada”, anotou Marco Aurélio antes de indagar: “Como, nessa fase, justificar a prisão preventiva com base na ocorrência de ameaça a testemunha…?”
O ministro acrescentou: “Por último, há uma única linha sobre a periculosidade do paciente, nada se consignando a respeito. Apenas se registrou: ‘[...] por estar demonstrada a periculosidade do apelante [...]‘. Evidentemente, levou-se em conta para tanto a condenação imposta, mas esta ainda não transitou em julgado”.
E concluiu: “Ante o contexto, concedo a ordem para afastar a prisão do paciente, obstaculizando, com isso, a execução da pena antes de a decisão que a implicou estar coberta pela preclusão maior. É como voto.”