Festa da Padroeira

Festa da Padroeira 2012 em Itaporanga, veja tudo que aconteceu. Clique e confira!

Diplomação dos Eleitos

Saiba tudo o que aconteceu na Diplomação dos candidatos eleitos no Vale do Piancó. Clique aqui!

Passe o seu Natal de YAMAHA Zero!

A Mundo Livre Yamaha está com promoções imperdiveis, como esta: Yamaha FACTOR com entrada de R$800,00 e 44 mensais de R$209,00. Clique e Confira!

Zé do Agreste

Durante esta semana estaremos postando aqui, vídeos de Zé do Agreste, personagem criado pelo itaporanguense Onildo Mendonça. Clique e confira!

As Razões de Ariosvaldo Ferreira

Porque Ariosvaldo Ferreira deu parecer contrário as obras de abastecimento d'água que estão sendo executados pela administração Djaci brasileiro. Clique aqui!

Atenção estudantes do Vale do Piancó

A UNIP abre inscrições para o vestibular 2013, ofertando 740 vagas em todos os cursos. Clique e Confira!

Mostrando postagens com marcador Grandes Nomes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Grandes Nomes. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Mangueira Diniz declamando Pompílio Diniz

O Poeta Mangueira Diniz, declamando poesias do seu conterrâneo diamantenese Pompílio Diniz. Os links para esta postagem foram enviados por Herbertt, que também é diamantense e atráves do Portal do Vale, quis render de uma vez só, homenagens a dois conterrâneos, ja falecidos.

Sobre Pompílio, estou aguardando o Herbertt ou o Merlânio Maia me enviar alguma coisa. De Mangueira Diniz. encontrei alguma coisa na Net que agora passo para vocês:

Mangueira Diniz nasceu em Diamante em 10 de março de 1954 e faleceu, vtimado por um AVC em Brasília, onede morava e foi enterrado, no dia  23 de maio de 2009. Deixou três filhos de dois casamentos, com as atrizes Lucinaide Pinheiro e Elisange Oliveira, e um legado de espetáculos de forte impacto no imaginário do espectador brasiliense dos anos 1980 e 1990.

Mangueira Diniz, a ousadia de montar um texto teatral no Lago ParanoáUm dos mais importantes criadores do teatro brasiliense, Mangueira Diniz deixou legado de espetáculos marcados por ousadia e casas cheias. Diziam por aí que as ideias do diretor Mangueira Diniz não cabiam dentro de sua cabeça. (Sérgio Maggio)

UM CONTADOR DE CAUSOS

Um verdadeiro causídico, como você lembrou, um contador de causos. Porque os causídicos juristas e advogados são um porre, mas os artistas, os atores e os boêmios, mesmo os que tomam muita cachaça e contam “causos”, esses, ao contrário daqueles, enchem nossa vida de graça, de fantasias, de vitórias ou de compensações anti-derrotas, nos resgatando da merda da realidade para o reino idílico da catarse, da imaginação. (Paulo Roberto Miranda)



domingo, 31 de julho de 2011

NATÉRCIO MAIA BARBOSA

NATÉRCIO MAIA BARBOSA
Merlânio Maia

Meu pai sempre foi gigante
Um super homem, um herói,
Desses que nada destrói
Sua imagem poderosa
Sua coragem era imensa
Seu verbo tinha um calor
Que era mesmo encantador
Natércio Maia Barbosa!

Nada temia da vida
E a ninguém ele temia
O seu nome pertencia
A galeria honrosa
Do fraco era defensor
Era um justo no sertão
Que o seu nome era um refrão
Natércio Maia Barbosa!

Por isso era este gigante
Amava a vida e vivia
Entre o amor a poesia
E a gentileza da prosa
Porém viveu sem ter medo
E no sertão violento
Seu nome andava no vento:
Natércio Maia Barbosa!

Na minha infância querida
Vi seu valente pendor
A enfrentar o malfeitor
Dobrar gente venenosa
Ser do lado da justiça
Socorrer os sofredores
Com quem contavam nas dores
Natércio Maia Barbosa!

Tinha o seu talento nato
No trato com os animais
Os bichos sentiam paz
Sua energia vistosa
A todos impressionava
Os animais serenavam
Obedeciam e aceitavam
Natércio Maia Barbosa!

Sua presença encantava
Com armas era um prodígio
Seu talento era um prestígio
Tinha a força primorosa
Que encantava a mulherada
E impunha mais respeito
Era bem assim seu jeito
Natércio Maia Barbosa!

Foi esse grande gigante
Declamador esmerado
Nome forte e afamado
De expressão gloriosa
Sua presença era um sonho
Homem, mulher e menino
Adoravam o genuíno
Natércio Maia Barbosa!

E hoje emocionado
Lembro a força do meu pai
Que da lembrança não sai
E me influencia a glosa
Meu talento de poeta
Tem muito do seu poder
E eu tenho o jeito de ser
Natércio Maia Barbosa!

Quando encerrou sua existência física na Terra, meu irmão Marcos Maia, fez este soneto que aqui coloco para imortalizá-lo nos versos dos filhos poetas que tanto o amam:

AO MEU PAI
Marcos Maia

Caiu a árvore-pai, como era forte,
Mas as raízes cravadas neste chão
Ficarão vivas, não enfraquecerão,
Porque em vida, foste maior que a morte.

Fizeste da justiça e do amor, teu norte,
Dos mais humildes, a tua devoção
Pregaste a paz, a calma, a união,
Sem desprezar ninguém à própria sorte.

Caiu a árvore-pai, não houve jeito,
Teu coração tão bom, jogou-te ao leito,
Derrubando aquela árvore tão frondosa,

Mas as sementes que ficaram vão nascer
E espaçhando-se em ti irão crescer,
Meu pai, NATÉRCIO MAIA BARBOSA!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Homenagem do Folha do Vale a um grande itaporanguense

Morre o criador da Sorvedrinks, da Senzala e do Nove de Janeiro

Na década de 70 o ponto de encontro de grande parte da juventude urbana de Itaporanga era a Sorvedrinks, um misto de sorveteria, bar e boate criado pelo comerciante Válter Inácio de Araújo, falecido na madrugada da quarta-feira, 7 de maio, no hospital da Fap (Fundação Assistencial da Paraíba), de Campina Grande, vítima de complicações cardíacas.

O local funcionava onde hoje é a agência do Banco do Brasil e entre suas paredes e sobre seus balcões muitos amores nasceram ou se desfizeram. A Sorvedrinks, cujo nome nasceu de um concurso popular, fechou suas portas no final dos anos 70, e deixou um grande vazio nas noites de Itaporanga, mas continua bem viva na memória de dezenas de homens e mulheres que saborearam sua juventude no ponto de Válter Inácio, que em 21 de setembro faria 77 anos. Mas antes do badalado local, Válter já fazia sucesso com o bar Meu Cantinho, também localizado na Getúlio Vargas.

Considerado um bom cozinheiro, os tira-gostos de Válter eram atrativos e irrecusáveis, mesmo quando o cardápio era recheado pelo exótico. Rãs, pebas e rolinhas dividiam a mesa com o tradicional: a galinha de capoeira, a buchada de bode, o mocotó de boi, a carne de gado e de porco e outras ao gosto do freguês. Se a Sorvedrinks era o lugar da elite, depois dela Válter montou um ambiente de todas as classes: a Senzala foi instalada no Alto das Neves. Era uma área de lazer completa – comida, bebida, dança - e o prato principal da casa: a paixão súbita, que durava apenas algumas horas ou a vida inteira.

Depois de deixar a Senzala, o itaporanguense passou mais de meia década residindo em João Pessoa, mas regressou a Itaporanga e continuou no ramo de bebidas, seu último empreendimento foi um pequeno e bem movimentado bar vizinho ao Banco do Brasil. O local ganhou mais notoriedade pela polêmica do que pelo que servia. Dar ao seu estabelecimento o nome de Bar de Ladrão de Cadeira foi um dos meios que Válter encontrou para protestar contra a acusação infundada, fruto de um mal entendido, de que teria furtado uma cadeira de um vizinho. A outra forma de protesto foi deixar a barba crescer, promessa somente quebrada poucos meses antes do falecimento a pedido do amigo de quatro décadas Agápio Sertão.

Seu envolvimento no ramo de bares começou quando ele regressou de São Paulo, para onde migrou em busca de melhores dias. Conseguiu trabalho em uma empresa de fundição paulistana e depois de ganhar uma boa quantia, retornou a terra e montou seu comércio de bebida e comida.

Considerado um homem de uma personalidade forte, mas extremamente humano e caridoso, Válter nunca casou, mas deixou um filho, com quem vivia em uma casa do Alto das Neves. Uma outra criação sua foi um time de futebol: o 9 de Janeiro disputou vários campeonatos da cidade e marcou época no futebol local.