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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Os Educandários de Itaporanga

OS EDUCANDÁRIOS DA CIDADE DE ITAPORANGA
                                                          ( José Assimário Pinto)

Os educandários eram humildes e toscos.

As crianças do meu tempo não tinham o que tem as de hoje. Pois lanche o governo não dava, nem qualquer tipo de refeição.

O pobre chupava o dedo e a criança rica, ou abastada, conduzia o seu lanche e não compartilhava com ninguém.

Perfeitamente me lembro das minhas primeiras professoras (tais como as profs. Leda Pinto e Orquiza Pinto, ambas as filhas de Caçula Pinto e dona Hilda, professoras Rute, Juraci e Valquíria, filhas do casal Valfredo de Souza e dona Praxedinha).
Isto faz muito tempo, mas não deixo de registrar meu agradecimento pelo esforço magnânimo dessas pessoas que praticamente de graça, ensinavam a todos nós. Antes mesmo de existir o grupo escolar Semeão Leal que tantos e honrados serviços prestou a comunidade.

No grupo Semeão Leal, repetia-se o se que aprendera com as mencionadas pessoas, ao longo do tempo, e muitos estudantes, dali já saiam com seu primário concluído, o que não foi o meu caso diante do fato de que Pe. José Sifronho de Assis ao chegar à Itaporanga, fundou a Escola Paroquial e para lá levou os melhores alunos do Semeão.

No grupo escolar lembro-me o que era disciplinamento.
A diretora Doralice, que posteriormente veio a desposar do senhor José Araújo Freire, era uma mulher de muita autonomia e pulso e filha do casal seu Josué Pedrosa e dona Salomé Pedrosa, de quem falarei mais adiante num capítulo à parte.
A diretoria do Semeão Leal ficava em sua entrada e era ocupada por dona Doralice em um birô posposto à uma porta de madeira bem fornida comprida que subia do chão até quase o teto e se abria no meio.

As salas de aula eram imensas com carteiras compridas e espaldeadas em madeira, onde se sentavam três ou quatro estudantes, bem ventiladas por várias janelas rudes mas aconchegantes.

À hora do recreio, os alunos se dirigiam em filas indianas e ocupavam o galpão que viria a servir de clube às famílias do lugarejo, em face de que nessa época ainda não existiam clubes na cidade.

Numa certa ocasião houve uma briga dentro do salão e as senhoras corriam enlouquecidas sem saber sequer onde havia uma porta de saída. E muitas rasgaram seus vestidos, que na moda eram justos e estreitos, na tentativa de pular o muro divisório construído pelo Estado.

Os músicos, nas noites enluaradas do sertão, dedilhavam sanfonas e pandeiros para a alegria e deleite de todos e corria-se uma tradicional “vaquinha” para pagamento deles.
Naquele tempo, era-se feliz, não havia violência de qualquer espécie. O povo compartilhava de tudo com muita paz e apreço.

Saudades que tenho daquelas noites onde a viola chorava triste, mas irradiava felicidade.

Campina Grande, 23 de Dezembro de 2013.

Belezas e a História de Olho D'água são mostradas em Desfile Cívico no dia do aniversário da cidade. [FOTOS]

A prefeitura municipal de Olho D’água, através da secretária de educação, organizou e realizou no último domingo (22), um lindo desfile cívico em homenagem ao aniversário de 52 anos da cidade.

O desfile percorreu as principais ruas da cidade ao som da banda marcial mostrando ao público presente a história do município, dos distritos, das escolas, dos fundadores, dos ex-prefeitos e das riquezas, culturais e artísticas da terra. 



Os programas sociais e educacionais da cidade também participaram e fizeram suas homenagens. Outras áreas como a do esporte, da saúde e da assistência social mostraram por meio de placas os trabalhos que são realizados na cidade. 



Um grupo de meninas e meninos encantou a todos quando tocou uma linda canção por meio da “flauta doce”, trabalho este desenvolvido na cidade por meio da prefeitura municipal. Grupos de danças ainda se apresentaram e mostrando os resultados obtidos, também, através dos programas sociais. 



No final do desfile, o prefeito Chico Carvalho e a secretária Celma Bezerra foram homenageados por conta dos seus relevantes serviços prestados no município. O prefeito Dr Chico agradeceu a todos pela homenagem e parabenizou todos os envolvidos no desfile pela dedicação em ter conseguido realizar com sucesso o evento.

A secretaria de educação também elogiou as pessoas que participaram ativamente do desfile e agradeceu pela homenagem recebida.

CLICK AQUI E VEJA AS FOTOS

CatingueiraOnline

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

A sorveteria “Taça de Ouro”


Pegando carona na ideia de Demir Cabral, falamos agora de um famoso “ponto de encontro” da juventude itaporanguense nos idos de setenta, a Sorveteria de Firmino ou a Sorveteria Taça de Ouro, que reinou absoluta por muito tempo em nossa cidade.

A sorveteria servia além de ponto de encontro dos boêmios da época, que iam afogar suas mágoas na bebida; pois o local vendia doces gelados, que fazia a alegria de crianças e adultos, também servia de bar.

Um frequentador de carteirinha era o “bom vivant” Armindo Inácio, de saudosa memória, que ao chegar ao aludido recinto o garçom imediatamente servia uma “Brahma” estupidamente gelada, punha também para tocar na radiola*, Meniana de Traça, de Antonio Marcos, que ele usava para roer por SS.

Na frente do estabelecimento “todas as noites e, mais acentuadamente, nos fins de semana, os jovens se reuniam, formando um corredor de adolescentes e rapazes. Dentro desse corredor humano, as jovens, moças e, até mesmo, as coroas, andavam pra cima e pra baixo. Nesse movimento, pra lá e pra cá, os olhares se entrelaçavam e, daí, surgia o namoro, terminando, muitas das vezes, em casamento. Era o famoso ‘passeio’.”

Prédio onde funcionou a Taça de Ouro, hoje serve apenas de depósito

Um fato inusitado aconteceu neste famoso passeio; uma certa noite, sem aviso prévio, um jumento resolveu se acasalar com seu par em plena Getúlio Vargas e correndo atrás da jumenta, chegou até a frente da sorveteria, onde os rapazes maldosamente “ataiaram”
 o casal de jegues para dentro do prédio, onde a fêmea, sem ter para aonde ir, esbarrou exatamente no balcão, onde eram feito os picolés.

O jegue então, aproveitando da situação, copulou ali mesmo, o que causou pânico as donzelas da sociedade, que imediatamente levavam as mãos ao rosto, porém deixando os dedos entreabertos e exclamando em alto e bom som: Valei-me Nossa Senhora. Deus me livre de ver uma coisa dessas.

A sorveteria teve seu tempo áureo por várias décadas até ser desbancada pela Sorvedrik, do inesquecível Walter Inácio, o velho Moita, que passou a ser o “Point” da sociedade. Mais ai é uma outra história.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Há 25 anos, morria Chico Mendes, mártir do meio ambiente


Em 22 de dezembro de 1988, um tiro de espingarda disparado em Xapuri, no interior do Acre, ecoou por toda a Amazônia. Estirado no pátio de casa, assassinado a mando de fazendeiros, o seringueiro e sindicalista Francisco Alves Mendes Filho, conhecido como Chico Mendes, aos 44 anos, converteu-se em mártir da causa ambientalista, chamou a atenção do mundo inteiro para a proteção das florestas e promoveu o debate ecológico no Brasil.

Duas semanas antes, em entrevista ao jornalista Edilson Martins, Chico Mendes anunciou que estava sendo ameaçado de morte pelos irmãos Darly e Alvarinho Alves, da Fazenda Paraná. Contava, inclusive, com policiais militares que lhe faziam segurança 24 horas por dia. Mas tinha medo de que a proteção não seria suficiente. Estas foram suas últimas palavras na entrevista: "Se descesse um enviado dos céus e me garantisse que minha morte iria fortalecer nossa luta, até que valeria a pena. Mas a experiência nos ensina o contrário. Então eu quero viver. Ato público e enterro numeroso não salvarão a Amazônia".

No Jornal do Brasil, a matéria foi publicada três dias depois da morte do ativista. Pelo crime, Darly Alves da Silva, como mandante, e seu filho Darci, como executor, foram condenados a 19 anos de prisão. Em 1993, os dois fugiram da cadeia e só foram detidos três anos depois. Da pena, cumpriram seis anos em regime fechado. Então progrediram para o regime semiaberto e domiciliar.

De fato, o enterro de Chico Mendes não salvou a Amazônia. Porém sua morte, de forma trágica, fortaleceu a sua luta. Seus ideais ganharam manchetes, seu nome formou institutos de preservação da natureza, as políticas em prol do meio ambiente se fortaleceram, as Reservas Extrativistas se expandiram e as áreas de proteção ambiental se multiplicaram.

Na semana passada, o ativista foi reconhecido, por lei, como patrono nacional do meio ambiente. Em sessão solene na Câmara dos Deputados, sua filha, Ângela Mendes, apontou conquistas no Acre, onde 47% do território são reservas extrativistas, mas observou que ainda há muito o que fazer. "Meu pai nunca gostou de títulos. Por isso, eu ouso dizer, sem medo de errar, que o título de herói nacional e patrono do meio ambiente brasileiro só terá valor, de fato, quando não houver mais nenhuma morte por conflito de terra, quando não houver mais injustiças e ameaças contra aqueles que, de fato, defendem o meio ambiente", afirmou.

Foi justamente para defender o meio ambiente e os direitos dos seringueiros que Chico Mendes aprendeu a ler, aos 20 anos. Nascido em 15 de dezembro de 1944, em Xapuri, trabalhou desde criança no seringal Porto, com seu pai. Aprendeu desde cedo as injustiças que eram cometidas contra os trabalhadores da floresta - e contra a própria floresta. A partir de 1973, passou a se envolver em conflitos de terras com fazendeiros. Dois anos depois, criou o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia. Então ganhou mais destaque ao promover os "empates", manifestações pacíficas de seringueiros que protegiam as árvores com o próprio corpo. Em 1977, fundou o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri e foi eleito vereador na Câmara Municipal. Um ano depois, recebeu sua primeira ameaça de morte. Em 1980, foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores no Acre.

Com aumento da repercussão internacional a respeito da situação da Amazônia e dos seringais, representantes da Organização das Nações Unidas visitaram Xapuri em 1987. Lá presenciaram a devastação da floresta e a expulsão dos seringueiros provocadas por projetos financiados por bancos estrangeiros. Mendes chegou a levar as denúncias ao senado americano, sem falar uma palavra em inglês. E obteve êxito: os financiamentos foram suspensos. Assim, o ativista enfrentou outro problema: foi acusado de prejudicar o progresso do Acre, especialmente por fazendeiros e políticos da região. No ano de sua morte, ganhou o prêmio Global 500, oferecido pela ONU.

Desmatamento
Desde 1988, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais analisa e apresenta as taxas anuais do desflorestamento da Amazônia Legal. Naquele ano, 21.050 km2 de florestas foram devastadas. Em 25 anos, o desmatamento anual foi reduzido em mais de 70%. Em 2013, a destruição ficou em 5.843 km2, a segunda menor taxa da história, atrás de 2012.

De acordo com Danicley Saraiva de Aguiar, coordenador da Campanha da Amazônia do Greenpeace, a criação de gado segue como um dos maiores vetores de desmatamento. "Basta uma análise mais cuidadosa para percebermos que os rebanhos bovinos na região aumentaram nas últimas décadas, a taxas mais altas do que no resto do país. Mesmo que localizadamente, o cultivo de grãos continua sendo uma ameaça considerável, e com um forte potencial de destruição", explica.

Para o Greenpeace, que atua na proteção das florestas da região amazônica e se inspira nos ideais de Chico Mendes, essa melhora no índice não é suficiente. "Zerar o desmatamento da Amazônia deveria estar entre os interesses estratégicos do Brasil, pois lideramos um seleto grupo de países que dominam as maiores riquezas naturais do mundo e que, em vez de utilizá-las com sabedoria para gerar um ciclo sustentável de riqueza, ainda se utiliza de um modelo de desenvolvimento ecocida. O Desmatamento Zero está na essência de qualquer estratégia na qual a floresta é um ativo, e não um obstáculo", acredita Aguiar.

Terra

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Chico Augusto

fabricAssimário
OS GRANDES RESPONSÁVEIS PELO DESENVOLVIMENTO DE ITAPORANGA E DO MUNDO - PARTE XII - CONTINUAÇÃO

OS FILHOS DO CASAL JOSÉ AUGUSTO DE CARVALHO/ HERMÍNIA LEITE GUIMARÃES.
                                                                                                    ( José Assimário Pinto)

Francisco Augusto Leite também é um dos filhos, o maior deles em virtudes.
Deus não lhe deu o tamanho sequer do pai, porém compensou em bondade, humildade, em presteza, enfim. Chico Xangai era admirado por todos os seus companheiros, tanto no tempo em que foi funcionário da SAMBRA, quanto do Banco do Nordeste do Brasil, aprovado que foi por desígnios de Deus, pois há muito se afastara dos estudos.

Até onde me lembro, Chico, Pai Gusto me dizia, que desde criança fora bom, inteligente e privava de toda admiração do povo de Itaporanga. Casara-se, exclusivamente por amor, com Dona Terezinha Rodrigues da Fonseca, filha do casal Lourival e Dona Edite, e que merecem todos os meus encômios por representar a união perfeita à comunidade do vilarejo.

 Francisco não teve fortuna, no sentido material, mas teve-a muito no sentido espiritual, suas filhas são pessoas da mais alta qualificação e herdaram deles a vergonha, a doçura e a honestidade.
Chico brincava com todos, no mesmo pé de igualdade, não guardava rancor de ninguém, ainda que levasse desaforo, sabia perdoar. As linhas mestras de sua vida traçaram-na Deus em plenitude. Até para o servir, fazia-o às escondidas para que ninguém notasse, juntamente com Cleó, que viria a ser esposa de Júlio Nitão – homem de bem, digno de nota, que desposando esta chegou a ser professor do Ginásio Diocesano São João da Mata, fundado por Padre Zé na sua profícua profissão a um só tempo de Padre, de educador e benfeitor do vilarejo.

 Tive a honra de ser um dos alunos, juntamente com Zé Vital, Patinhas, Bosco Gaspar, Tota Ferreira e quantos outros brilhantes filhos da terra que comigo assistiam aulas, praticamente gratuitas dos universitários, Marleno Barros e Sebastião Bastos, que além de professores eméritos e vocacionados, estimulavam a que continuássemos vida afora, pois detínhamos muitos valores, o que viria a ser comprovado ao longo do tempo pela sociedade Itaporanguense, Paraibana e até por este escriba.
Chico - tive oportunidade de conhecê-lo mais, no Banco, em desempenhando suas funções de funcionário do Banco do Nordeste; o seu birô era modesto, comprara com dinheiro de seu bolso uma folha de vidro e enchera-no de fotos variadas de clientes que atendera, o mais feio deles era Boinho, que ele dizia ser o mais bonito e maior de todos. Ao preencher as propostas de financiamentos rurais, havia um campo que perguntava o nome da pessoa e outra como era o apelido mais conhecido, e Chico, na espiritualidade que Deus lhe dera, perguntou-lhe porque se apelidara de “Boinho”, e ele respondeu – Seu Chico, “Boinho” foi o nome que eu ganhei na redondeza onde moro, mas se alguém me chamar por esse nome eu mato!

Nos dias de sábado, descíamos - os funcionários quase todos para a sorveteria de Walter Inácio - e certa vez estávamos em uma mesa tomando umas cerveja, quando Manoel José Roldão apareceu e Chico foi puxando a cadeira dizendo – esse eu tenho que abraçar, porque é o maior abraço de Itaporanga – o abraço foi tão grande que Manoel não suportou o peso devido à deficiência nos pés e acabou caindo.O gordo Walter também era bom por natureza, cortês com todos e auxiliado sempre pelo irmão Armínio, filhos do senhor Manoel Inácio, de quem roubei tanta castanha, pois sua propriedade era vizinha às terras de meu avô Misa Paulo.

No Banco do Nordeste eu subi ligeiro para a carreira para qual eu fora aprovado, em pouco mais de um ano já era titular e chefe da carteira de crédito rural e Chico sempre trabalhou conosco, mas não queria de forma nenhuma crescer dentro da Instituição, de sorte que se aposentou no mesmo cargo que conseguira se aprovar, como se fosse uma forma de que AGRADECER pela infinita misericórdia de Deus.

Era eu um adolescente quando entrei no Banco e além de sobrinho, me tornei um grande amigo de Chico, frequentando sua casa com minha namorada, noiva e depois esposa, Marlúcia Pinto; o casal Chico e Tequinha era para nós além de um exemplo salutar, como dois irmãos mais velhos que Deus pusera no mundo para nos orientar na vida. Assim é que tive em Chico Augusto o melhor dos meus amigos e Marlúcia sentia o mesmo por Tequinha e ainda hoje o é.

 Numa manhã de domingo eu já estava em minha casa, onde até hoje moro, no Mezanino onde mandara construir, com as janelas abertas para os céus e para receber os amigos que quisessem sorver como sempre sorvi um vinho gelado ou uma lapada de cana, posto que herdei isto dos meus ancestrais. E foi num domingo cheio de luz que recebi um telefonema do próprio Chico ,de João Pessoa onde morava e sempre morou, dizendo que achava que estava com câncer no reto, eu lhe respondi que era mais uma de suas brincadeiras do tempos de Itaporanga e lhe pedi que não dissesse aquilo nunca mais, pois seria trágico se essa notícia fosse verdade. Pois era verdade, Chico viera a falecer em João Pessoa aos cinquenta e poucos anos, fui chamado às pressas para lá e infelizmente não tive forças para saudá-lo em seu sepultamento, como já era uma praxe minha, no momento derradeiro de despedida dos meus familiares.

Chico,,,a perda não só foi minha e de minha família, que era a tua também, foi da família Paraibana, do preto, pobre e/ou desconhecido aos mais significativos canais da sociedade Paraibana, vi com esses olhos que a terra há de comer, a dor estampada em todos, lamentando o acontecido, de forma tão abrupta quanto surpreendente. Havemos nos consolar e nos curvar, pois você era realmente grande e indescritível em seus valores humanos, cristãos e de respeito ao próximo. O seu sepultamento fora simples, sem alardes, numa tarde fria e calma onde até para chorar o povo, colocava a mão na boca, a um só tempo de surpresa e dolorido com aquela atrocidade que nos surpreendera a todos.

Chico foi um dançarino dos bons, juntamente com sua esposa, onde chegassem e cantavam todas as músicas da MPB e principalmente da velha guarda, nas serenatas que fazíamos ao luar do sertão e na costa do mar da Paraíba.

 Fica com Deus Chico Augusto, recebe o meu abraço respeitoso; desse sobrinho que continua aqui na face da terra, mercê de Deus. Minhas palavras saem aos borbotões, ao improviso, mas, você sabe são de um amigo sincero.Faz cerca de dez anos, que estou com essas verdades entaladas na garganta, ATÉ QUE HOJE SAIRAM.

Campina Grande, 16 de Dezembro de 2013.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Filhos de José Augusto de Carvalho e Hermínia leite Guimarães

 OS GRANDES RESPONSÁVEIS PELO DESENVOLVIMENTO DE ITAPORANGA E DO MUNDO – PARTE XII

OS FILHOS DO CASAL JOSÉ AUGUSTO DE CARVALHO/ HERMÍNIA LEITE GUIMARÃES.
( José Assimário Pinto)

Peço venia aos senhores para falar dos filhos do casal supra citado.
Era o mais velho deles o senhor Antônio Augusto de Carvalho, hoje falecido.
Em minha infância tive pouco contato com ele, somente vindo a conviver, depois de entrar como funcionário do Banco do Nordeste do Brasil S/A., fato ocorrido em 05 de Janeiro de 1967.Depois dessa época é que vim a ter mais conhecimento com Tatão, como a gente chamava.

Casara-se com Maria Perpétua, irmã de Diassis Leite, de cuja união nasceram os filhos: Ademar Augusto de Carvalho (falecido), José Augusto Neto e Maria José Augusto de Carvalho.Moravam na Rua 13 de Maio, fazendo quase fronte com o colégio Padre Diniz.

Tatão, ao que sei, fora um homem que quando jovem tivera grandes oportunidades de se formar, tendo estudado em Fortaleza, Campina Grande e outras cidades do Nordeste, mas nunca o quis, terminando seus dias como Escrivão de Polícia na Delegacia da cidade de Itaporanga/PB.

Lembro-me que chamava Pai Gusto, meu avô, de Dedé e também era amante da cerveja.De uma feita, tomou algumas no bar do Geraldo Mano e eu fora buscá-lo em um fusca branco, pois soubera que não estava em condições de permanecer mais no local, posto que estava armado. Não é que Tatão entrando no meu carro atirou para cima e furou o teto do Volkswagen e chegando em sua casa não aparentava qualquer alteração física?

Sempre que queria e podia, visitava-o e era muito bem recebido em sua residência, por todos.

Já perto do seu falecimento, esteve aqui em Campina Grande, na casa de minha mãe Acy e Gorete já médica, prescrevera alguns medicamentos que ele nem chegou a tomar, pois se recusara dizendo:

- Não vou tomar nada, pois sei que não escapo e estou na idade de morrer.

O fato é que fui deixá-lo em Itaporanga, de volta, e ao chegar em Santa Luzia ele me pediu para parar o carro afirmando que não estava bem, me convidou em seguida a ir tomar uma cervejinha “Malzebier”, que era boa para o estômago.

No bar fomos servidos e seguimos viagem até a casa dele, que ao despedir-se de mim falou:

- Muito obrigado meu sobrinho, quem dá aos pobres empresta a Deus!

Tatão foi um homem bom, sem que, apesar de ter sido de um comportamento estranho, nunca matou nem fez mal a quem quer que seja.

O segundo filho do meu avô foi minha mãe Maria Acy Leite Pinto, que faleceu aos 83 anos na cidade de Campina Grande/PB.Quando do seu sepultamento lembro-me bem, fiz um discurso ao improviso, começando em verso e terminando em prosa. Certa vez, numa festa fui procurado por uma senhora muito bem vestida que dizia insistentemente ter estado, quando das últimas homenagens à minha mãe, e, ao perceber que eu estava duvidando me disse:

- Doutor, parece que o senhor não está acreditando, e passou a declinar partes do discurso que proferira diante do corpo de minha mãe, arrodeado pelos seus filhos, netos e noras, e mais algumas pessoas: registro que lembro bem das presenças ilustres de João Deon Fonseca e Vital do Rego.

Minha mãe, fora uma esposa dedicada e amada pelo meu pai Amaro Gonzaga Pinto, até a morte e nunca os vi discutindo. De forma humilde, educou e criou os 08 filhos que Deus lhe dera, sempre auxiliada por Tutu, Tertuliana Pereira Pereira e sempre contou também com o auxílio imorredouro da Tia Maroquinha. Todos os seus filhos formaram-se em Campina Grande/PB, salvo a Dra. Maria Assimar Pinto e Dr. Aderbal Pinto que se formaram em João Pessoa/PB.

Minha mãe, se é verdade que a saudade é a vontade de ver de novo, você está mais viva do que nunca nos corações dos seus filhos, até que nos permita Deus reencontrá-la na casa do Pai, inclusive com os nossos ancestrais e filhos que lá se encontram.

O terceiro filho foi Luiz Augusto de Carvalho, homem probo, honesto, trabalhador e muito inteligente, mas infelizmente com uma trajetória de vida muito difícil.

Noivara com uma moça da sociedade de Itaporanga, uma flor de pessoa, de singular beleza e olhos belíssimos que se irradiam na minha memória. Mércia Felinto fora outra flor que Deus permitiu e ofereceu a Luiz, que também de forma trágica falecera violentamente, numa manhã de céu azul da cidade de Itaporanga aos 18 anos, tragédia essa que ocorreu, lamentavelmente, para a tristeza de todos nós e dos habitantes do lugar no dia 08 de Junho de 1967.

Não gosto de falar de tragédias, todavia me vejo na obrigação de narrá-la: – Luiz adoecera nos idos anos de 1966 de uma doença nervosa que eu, em percebendo, levei-o para consultar com Dr. Atêncio na cidade de Pombal/PB e este me disse desconsoladamente:- Luiz está muito doente, infelizmente, cuidado com ele.

Voltei para Itaporanga e informei aos familiares que entenderam, no entanto, que ele haveria de superar essa crise.Essa espera foi fatal e Mércia, na sua ingenuidade, acompanhou heroicamente o esposo até a cidade de Itaporanga dias após, lá chegando por volta de 9:00h da manhã em um táxi (jipe) e Lolô entrou na casa de meu pai, já atirando, de revólver em punho e cuja ação resultara para a tristeza de todos nós na morte fatídica e violenta de Mércia, de cujas mãos minha mãe tomou “Bidonzinho” e correu, e mesmo assim ele atirou nela.

Meu irmão Gonzaguinha, que também era pequeno, escapou nos braços de minha irmã Assimar, detrás de uma porta da casa de meu pai.

Quando chamado onde trabalhava no Banco do Nordeste, acompanhado salvo engano pelo primo Jesus Fonseca e adentrei a casa do meu pai, encontrando Lolô abraçado a Mércia que jazia no chão na sala da frente e do peito dele jorrava um filete de sangue com revólver já no chão descarregado. Tomei-os em meus braços e coloquei-os na cama de meus pais e a multidão invadiu a casa, foi um dia terrível para um jovem ainda de menor idade, um dia que decerto jamais se apagará da minha memória.

Campina Grande, 11 de Dezembro de 20013

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

OS GRANDES RESPONSÁVEIS PELO DESENVOLVIMENTO DE ITAPORANGA - PARTE X

O CASAL DONA MARIA E OTACÍLIO MANGUEIRA.

Por José Assimário Pinto


Venham de onde vierem, sobre ataques ou defesas improdutivas, os pretensos beneméritos gansos do Capitólio serão sempre recharçados, à falta de serviços prestados a humanidade e a Itaporanga/PB, como o fizeram o casal em referência, sempre pronto em prestar o melhor de si em benefício dos outros. Sabem o que faziam esses gansos? A pretexto de defenderem Roma eles gritavam muito ou se calavam, tento em mente “atacar ou defender” a Roma antiga do que não viam, senão seus próprios vultos. 

Conheci-os, nos verdes anos da minha infância, na Rua 05 de Agosto, em Itaporanga/PB. Dona Maria subindo à Rua Getúlio Vargas, com sua sombrinha quebrando o sol causticante do sertão, em busca do armazém do seu esposo, que se localizava na esquina da Rua Travessa do Mercado.

Era um prédio alto com escadas, para garantir melhor comodidade aos fregueses, até se conta que de uma certa feita, um moleque subira-as e, ao chegar em seu topo dissera ofegante ao Senhor Otacílio Mangueira: “minha mãe mandou pedir que o senhor me despachasse um tecido”, Seu Otacílio, muito educado, lhe foi respondendo: “calma criança, já lhe despacharemos”. 

Não costumamos negar um pedido à sua honrada mãe e não há por que se apressar em levar essa mercadoria, sobretudo quando se destina a uma pessoa que figura entre nossas melhores clientes e perguntou à criança: e por que você está tão ofegante? A criança, cuja alma não tem curvas, foi logo respondendo: “É putê o tatarro sobe e desce da venta”.
O vozerio e largo sorriso do Seu Otacílio se abriu franco e alegre, determinou a um de seus funcionários, que servisse o mais depressa possível à criança, pois podia se sufocar.
Fosse quem fosse, ele atendia sempre com muita presteza, indiferente à condição social do cliente – Preto ou Branco, Negro ou Amarelo.

A loja do senhor Otacílio, até onde me vai a lembrança, era empilhada de tecidos superpostos em prateleiras sob a forma de L, e lá em seu final abrigava produtos outros de ferragens e fechaduras à disposição dos seus clientes; o balcão , em madeira roliça, se estendia de um canto a outro da loja e o seu birô estrategicamente a lhe permitir a visão geral de quem entrasse ou saísse.


Atualmente e um prédio de Cicleide
Dona Maria, apesar de suas tarefas de dona de casa, se desdobrava em atender a todos com sorriso nos lábios e assim se estenderam mais de 25 anos, a quantos habitassem o vilarejo.

O sol poderia estar alto e quente ou o céu nublado, o casal punha-se a atender-nos. Dessa união sairiam muitos filhos prodigalizados pela vontade de Deus, Brunett, que estudava pras bandas da Bahia, alto sertão Nordestino, Otamar, João Décio, Mariselma, Hugo, Arsênio, dentre outros filhos mais novos.

João Décio, mais ou menos do meu tempo, seria um dos meus amigos de infância, ao lado de Tota Ferreira, na Rua 05 de Agosto, que sempre foi pra mim um mundo maior, no lugarejo onde nasci – Itaporanga.

Viera era o casal para Itaporanga pelas mãos do Senhor Arsênio Mangueira – um homem de bem a toda prova e que gozava de reputação inigualável nos arredores do Sertão, pela sua conduta ilibada e boa, e chegou a longevidade assim, trazendo para o lugar, aqueles seus filhos que tão bem lhe representariam ao longo do tempo, com animo definitivo.

Falaria vários dias sobre a conduta retilínea do casal, não fora a limitação que ponho aos meus artigos, sempre declinando e agradecendo a todos indistintamente que contribuíram para o desenvolvimento de nossa terra Itaporanga.


Campina Grande, 05 de Dezembro de 2013.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

CÂMARA DO CENTENÁRIO (1964/1968)

QUINZIM SATURNINO ou QUINZIM SATURNO


Quinzim Saturnino e Luis Guimarães, em frente ao Cinema Alvorada

Continuando a 1964/68, o vereador Felinto Saturnino da Silva, conhecido por Quinzim, apareceu corno o parlamentar mais atuante, pois, além dos requerimentos e projetos, destacaram-se, também, os seguintes: 

Projeto de Lei nº. 1/63, criando o salário-família dos empregados municipais, no valor de mil cruzeiros, por cada filho, para quem tinha até três e de quinhentos cruzeiros para quem tivesse mais de três filhos. 

Apresentou, também, o Projeto de Lei n°. 2/63, criando o décimo-terceiro salário para os empregados da prefeitura, para o prefeito e para os vereadores e o Regimento Interno da Câmara, reformado e atualizado. 

Projeto de lei, autorizando o prefeito a firmar contrato de concessão e exploração do serviço telefônico urbano, com a SIC-VALE (Serviço Intermunicipal de Comunicação do Vale do Piancó), pelo prazo de 25 anos.

Apresentou o Projeto de Lei n°. 48/65, autorizando o prefeito a criar o "Escudo do Município de Itaporanga", como símbolo municipal.

Projeto de Lei, autorizando o prefeito a adquirir, por compra, um terreno, com 100m2, limitando-se ao Norte, com Arsênio Mangueira da Costa; ao Sul, com terreno do Ginásio Diocesano D. João da Mata; ao Nascente, com Arsênio Mangueira e ao Poente, com a estrada central de Piancó a Conceição e doá-lo ao DNOCS, para construir a Subestação de energia elétrica. 

Ainda, apresentou os Projetos de Lei nºs. 10 e 11/66, autorizando o prefeito a isentar do pagamento de impostos, taxas municipais, água e luz, por dez anos, a Fábrica de massas alimentícias, de propriedade do Sr. Vanilton Sousa e a Fábrica e Serralharia Nordeste, de propriedade do Sr. João Vicente Neto, localizadas, na Rua Horácio Gomes. 


Na reunião do dia 30 de setembro de 1966, também, o Vereador Quinzim apresentou o Projeto de Lei n°. 13/66, autorizando o prefeito a isentar do pagamento de impostos, taxas municipais, água e luz, a Fábrica Satumo, de sua propriedade, por dez anos. Essa Fábrica era de fogão elétrico, bebidas, refrigerantes, colchões de mola, sofá-cama e cadeiras. 

Consta, nos anais da Câmara, que o Prefeito, como era de seesperar, não sancionou os referidos Projetos de Lei, mas, também, não os vetou. Por isso, foram promulgados, pela Câmara, na sessão do dia, 04 de novembro de 1966, passando a ter eficácia de Leis, sem que sua excelência, o prefeito, tivesse tomado qualquer medida judicial, mesmo sabendo que essas Leis, pela iniciativa e promulgação, eram inconstitucionais. 

Apresentou e a câmara aprovou, por sete votos contra um, o Projeto de Lei n°. 04/67, reconhecendo de Utilidade Pública, o "Centro Espírita Jesus de Nazaré". O curioso, nessa votação, foi que um vereador, que não quis se identificar, na ata, declarou que votava contra, porque era católico apostólico romano.

Apresentou e a câmara aprovou, por oito votos a um, o Projeto de Lei, autorizando o prefeito a doar a Kombi-Ambulância da Prefeitura ao Lions Clube de Itaporanga. Nessa votação, o vereador Francisco Assis Firmino votou contra, porque achava que a ambulância deveria permanecer com a prefeitura, servindo ao povo e não com uma 
entidade privada. 

Pedido de uma subvenção de Cr$25.000,00 (vinte e cinco mil cruzeiros) para a Associação Cultural e Recreativa dos Estudantes de Itaporanga-ACREI. 

Propôs o título de "Cidadão Itaporanguense" para o Pe. José Sinfrônio de Assis e de "Cidadã Itaporanguense" para a Professora Francinete de Alencar Soares Leite, apesar desses títulos já terem sido aprovados, por proposição do suplente de vereador, no exercício do cargo, Raimundo Nonato de Sousa, na reunião da câmara, realizada No dia 01 de agosto de 1960.

Eu disse que o vereador Felinto Satumino da Silva aparecia como o parlamentar-mirim mais atuante, porque foi quem mais apresentou Projetos de Lei e Requerimentos, talvez, pela sua condição de Rábula, militante, no Fórum da Comarca de Itaporanga. Quem o conheceu, sabe, muito bem, que ele era o "Advogado dos pobres". E não pára, por aqui. 

Vejam o que ele continuou apresentando, no exercício de seu mandato: no dia: 25 de de janeiro de 1968, a Câmara aprovou o seguinte Projeto de Lei 1/68: "A Câmara Municipal de Itaporanga, por seus Legislares, decreta e o Prefeito Municipal sanciona a presente Lei: 

Art. 1°. - Fica declarada de utilidade ao povo e à Justiça Pública a aposição da Imagem de Jesus Cristo, no salão do Fórum desta cidade; 
Art. 2°. - A aquisição da aludida imagem será pelo Prefeito; 
Art. 3°. - Esta Lei entrará em vigor, na data de sua publicação; 
Art. 4°. - Revogadas as disposições em contrário. 
Sala das Sessões, aos 25 de janeiro de 1968 - Felinto Saturnino da Silva (vereador)". (Transcrito do Livro de atas n°. 02 - págs. 111 v e 112). 

Também, é de autoria do vereador Quinzim, o Projeto de Lei n°. 5/68, autorizando o prefeito a dar isenção da taxa de luz e força ao Sr. José Araújo Freire, na horticultura, situada, na sua propriedade, denominada "Itaporanga", no subúrbio da cidade, pelo prazo de dez anos. 

Requereu, na sessão dia 06 de abril de 1968, que fossem consignados, na ata, votos de condolências pelo falecimento do jornalista Assis Chareaubriand. Apresentou, também, os Projetos de Lei nOs. 41/68, doando terreno de um hectare para a construção da sede do DER; 53/68,doando terreno, no subúrbio da cidade, para construção da sede do "Abrigo do Menor Abandonado Jesus Nazareno" e registrou, finalmente, votos de pesar pela morte do sr. Osmisda Teódulo, na sessão do dia 28 de setembro de 1968 e votos de condolências pela prematura morte de Paulo Correia da Silva, na sessão do dia, 20 de outubro de 1968.

Além da polêmica "moção de confiança e solidariedade" às Forças Armadas, no dia 02 de abril de 1964, numa sessão extraordinária. 

www.portaldovale.net com Demir Cabral

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

A Câmara do Centenário de Itaporanga


No dia 30 de novembro de 1963, tomaram posse, os vereadores eleitos, nas eleições de 11 de agosto deste ano, para a que compreende os anos de 1964/68: JOÃO INÁCIO DE ARAÚJO NEVES, FRANCISCO ASSIS FIRMINO, JOSÉ ZÚ DE FIGUEIRÊDO, VALDOMIRO ARAÚJO LIMA, JOSÉ MANOEL DE SOUSA, PETRONILO EPAMINONDAS DE SOUSA, EDVAL FIGUEIFRÊDO DA SILVA, FELINTO SATURNINO DA SILVA e ADEMAR SOARES (Ademar Barbeiro), tendo, como Presidente da Câmara, o Vereador Valdomiro Araújo Lima. Para prefeito, evice foram eleitos SINVAL MENDONÇA PINTO e PAULO COSTA LIMA 

Na sessão de posse dos vereadores, no dia: 1°, de dezembro de 1963, o presidente eleito, Valdomiro Araújo Lima, leu uma "moção de condolências" à viúva Jacqueline Kennedy, pela morte de seu marido, o Presidente Kennedy, mandando que fosse observado um minuto de silêncio em sua homenagem, Vejam que os nossos vereadores viviam em dia com as notícias do mundo! 

No dia 02 de abril de 1964, numa sessão extraordinária, o vereador Felinto Saturnino da Silva (Quinzim) apresentou uma "moção de confiança e solidariedade" às Forças Armadas, especialmente, aos generais Olímpio Mourão Filho, Humberto de Alencar Castelo Branco, Amauri Kruel, Pena Bôtto, Justino Alves e aos governadores Carlos Lacerda (Guanabara), José Magalhães Pinto (Minas Gerais), Ademar de Barros (São Paulo), Ildo Menegheti (R.G.do Sul) e Ney Braga (Paraná), pela vitória do dia "31 de março de 1964", que deteve a subversão comunista, desencadeada, pelo Ex-Presidente João Goulart. 

Consta, nos anais da câmara, que o entusiasmo dos vereadores era tão grande que, na sessão, eles gritavam: "viva a liberdade, viva a democracia". Consta, também, que, depois da sessão, o presidente, Valdomiro Araújo, convidou todos os Vereadores para um coquetel (Cocktail), na sorveteria Taça de Ouro, onde comemoraram festivamente, a vitória da Revolução. 

Posso, até, estar enganado, mas acredito que a câmara municipal de Itaporanga tenha sido a única do Brasil a comemorar efusivamente, a "Revolução de 31 de Março de 64", Revoução, que prendeu e tirou do nosso país muitos brasileiros, dentre os quais, o jornalista Paulo Conserva, um dos mais ilustres e inteligentes itaporanguenses, embora injustiçado e não reconhecido.

No dia 18 de maio de 1964, a câmara aprovou a venda de um motor com gerador de energia e a compra de um transformador de grande potência para a iluminação da cidade. No dia 24 de junho desse mesmo ano, o vereador Petronilo Epaminondas de Sousa afastou-se do cargo, assumindo o seu lugar, o suplente DJACIR SINFRÔNIO. 

Na sessão do dia 02 de setembro de 1965, o vereador ADEMAR SOARES apresentou o Projeto de Lei n°. 41/65, autorizando o prefeito a conceder à firma comercial M.S.Arruda Bandeira Cia, a isenção completa de impostos e taxas municipais, inclusive, de energia elétrica, pelo prazo de dez anos, para a instalação e funcionamento de uma Fábrica de fubá de milho, macarrão, colorau, torrefação de café e sal. Na sessão do dia 18 de fevereiro de 1966, o mesmo vereador registrou sua insatisfação pelo não pagamento dos jetons aos vereadores, que, segundo ele, já somavam uma quantia de quarenta e oito mil cruzeiros, correspondente a 16 (dezesseis) sessões, não pagas, pelo prefeito. 

O vereador DJACIR SINFRÔNIO DA SILVA apresentou, na sessão do dia, 06 de janeiro de 1966, Projeto de Lei, concedendo o título de "Cidadão Itaporanguense" ao Sr. 
Valdomiro Bandeira de Sousa. Na sessão do dia 14 de maio de 1966, sugeriu que os trabalhos de obras contra a seca fossem fazendo estradas de Itaporanga a São José de Caiana e Bonito de Santa Fé. 

Também, foi do Vereador Djacir Sinfrônio a iniciativa de propor a criação de "jetons", no valor de Cr$ 3.000,00 (três mil cruzeiros), por cada sessão, para cada vereador. Essa proposição foi aprovada, pela câmara, na sessão do dia 04 de maio de 1965. 

O vereador JOÃO INÁCIO DE ARAÚJO NEVES, na sessão do dia 28 de fevereiro de 1966, apresentou o Projeto de Lei nº.. 6/66, concedendo o título de "Cidadão Itaporanguense" ao Sr. Femão Dias Sá, pelos serviços, prestados, como Agente do IBGE, em Itaporanga. 

O Vereador JOSÉ MANOEL DE SOUSA, conhecido por Zé Vigó, na sessão do dia 30 de setembro de 1966, apresentou e a câmara aprovou o Projeto de Lei n°. 12/66, dando o nome de Rosendo Araújo Madeiro a uma das ruas de nossa cidade. 

Na sessão do dia: 16 de outubro de 1966, o Prefeito Sinval Mendonça trouxe, para votação da câmara, um Contrato e o Projeto de Lei n°. 15/66, autorizando o chefe do executivo municipal a contratar os serviços de água e esgoto da C.A.E.N.E.(Companhia de Água e Esgoto do Nordeste), por um período de trinta anos. Na reunião do dia 12 de junho de 1968, o prefeito mandou, para a câmara, Projeto de Lei, criando uma verba extraordinária de quatrocentos cruzeiros novos, para as despesas com a inauguração do Hospital Regional, que se realizaria no dia 23 de junho desse mesmo ano. 
Com Demir Cabral

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Porque Itaporanga

PORQUE ITAPORANGA

                                           
PORQUE ITAPORANGA
( Jesus Fonseca)

Este artigo eu escrevi tempos atrás fazendo um adendo à matéria, “Porque o nome Itaporanga”, de um nosso grande historiador, conterrâneo Lourival Inácio Filho.

Parabéns ao historiador Lourival Inácio Filho que, demonstrando bastante conhecimentos sobre nossa querida Itaporanga, soube, com sapiência, narrar a razão da passagem do nome de Misericórdia para Itaporanga. Realmente, os fatos aconteceram como foram, pelo historiador, expostos . No entanto, pequenos detalhes, por sinal, bastante interessantes, talvez por se tratarem, digamos assim, de assunto caseiro, deixaram de fazer parte da crônica do ilustre escriba.

Ábdon Leite da Costa Guimarães, Major da Guarda Nacional, homem culto e estudioso, conhecedor do Latim e do Francês, o que de certa forma dava a ele um determinado destaque naqueles rincões sertanejos, era possuidor do único cartório da cidade, (cartório este que, em razão de sua aposentadoria, anos mais tarde, fora desmembrado em três, passados, um para Hormisdas Teódulo que por sua vez, também ao se aposentar, transferira para Maria Ivete da Fonseca Pinto, um segundo para Irineu Rodrigues da Silva, tendo como proprietário atual, Irineu Rodrigues Júnior e um terceiro para José Barros Sobrinho, cuja propriedade, hoje em dia, é de Beto Barros) e, justamente, em função deste “status” tinha por costume receber em sua casa juiz, promotor público, rábulas e professores, entre eles, professor Pedro Neves, um dos precursores do ensino em nossa cidade, para bate-papo nos fins de tarde, onde eram debatidos assuntos diversos que giravam, principalmente em torno da política do Estado.

Um jovem estudante, muito admirado pelo Major Ábdon por sua inteligência, de quem recebia muitos incentivos, inclusive, cognominado por ele de futuro bacharel de Misericórdia, se fazia presente àquelas cavaqueiras, (roda de conversas amigáveis, termo muito usado na época) em razão do alto teor da palestra. Era o moço Praxedes Conserva da Silva que, já, nestas ocasiões, demonstrava seu repúdio pelo nome Misericódia, taxando-o como atraso para uma cidade. Misericórdia de que? Expressava-se com ênfase, misericórdia de nossa inexpressiva pequenez?

Quero, aqui, frisar que naqueles tempos, alguns jovens entusiasmados com ilustres personagens da época ou, ainda, admiradores da natureza, costumavam acrescentar, aos seus nomes, sobrenomes daqueles que eram alvos de sua admiração. Assim, como citação, vamos encontrar um Abdias de Sousa, jovem inteligente da Sociedade Misericordiense, juntando ao seu nome, Rosa e Silva, em homenagem ao político e escritor da época. Ao acadêmico Praxedes, também não faltou esta inspiração pela mãe natureza.

A pitangueira é muito rica em gêneros e espécies da flora brasileira, desconhecida completamente, na época, naquelas paragens, fazendo parte das dicotiledôneas, tendo como fruto a pitanga. Porém, menos do que a homenagem ao pequeno mas, opulento fruto, o vaidoso mancebo optou pelo nome PITANGA por se tratar de um termo que no tupi entra na formação de várias palavras dando a ideia do eterno menino. Segundo, palavras de Major Ábdon, o agora Praxedes Conserva da Silva Pitanga costumava dizer: “Minha matéria poderá envelhecer, minha essência, jamais”.

Assim, chegamos aos idos de 30. Aquele jovem vaidoso, continuava o sendo, já se fazia presente na política local. Sua ojeriza pelo nome Misericórdia sempre o acompanhou. É bem verdade, como cita o historiador Lourival Inácio, em sua crônica neste SITE – PORQUE O NOME ITAPORANGA, os amigos políticos de Pitanga gostavam de fazer desfrute pela alcunha do município – “eles têm misericórdia dos que matam!” – Aquelas brincadeiras deixavam o seu íntimo muito magoado.

Horácio, grande escritor latino, dizia: Ab ovo usque ad mala, isto é, Desde o ovo até às maçãs. Com efeito, o dia das “maçãs” para Pitanga era chegado. Através do decreto-lei 1164, legislado na Câmara Estadual da Paraíba, datado de 15 de novembro de 1938, Pitanga foge de Misericórdia para entrar glorioso em Itaporanga. Entretanto, pão de pobre parece que não é assado em forno quente! E Praxedes Pitanga, 5 anos após, era pobre, politicamente, naqueles idos de 1943. Seu adversário e parente, o médico Dr. José Gomes da Silva, que tinha como correligionário, na ocasião, um jovem doutorando em medicina, vindo de Piancó, mais precisamente, do distrito de Olho D’água, Balduino Minervino de Carvalho, conseguiu anular o DC-1164, com outro, o de número 520, tirando Pitanga de Itaporanga e o colocando novamente em Misericórdia.

Dr. José Gomes da Silva, eleito Deputado Federal pela vontade do povo, nas urnas, com o voto da população, na ocasião era pródigo em prestígio, esbanjava-se de poderes políticos, inclusive, já fora nomeado Interventor da Paraíba, no impedimento do governador do Estado. Mas, a ciranda política é uma verdadeira roda-gigante, hora uma cadeira está em cima, outra, em baixo. Em 1949 com a pujança da União Democrata Nacional, a UDN, desfraldando sua bandeira vitoriosa, no País com a eleição vitoriosa 4 anos atrás, do General Eurico Gaspar Dutra para Presidente da República, e na Paraíba, com Osvaldo Trigueiro, para Governador, a cadeira de Pitanga, na roda-gigante misericordiense, era a mais alta. E lá de cima, ele, glorioso, sopra Misericórdia aos ventos, tira Itaporanga do seu coração e a coloca no lugar de onde havia sido extirpada.

Porque Pitanga venerava tanto o termo Itaporanga? Seria pelo belo significado em tupi, Lindo Rochedo, Pedra Bonita? Inquirido, certa vez e por muitas outras, conhecedor de Praxedes da Silva Pitanga, a quem recebera e aconselhara, muitas vezes, em sua casa, Major Ábdon costumava nos responder, pondo a verdade à tona: “Eu conheço por demais, Pitanga! Ele, sempre foi muito vaidoso, até na formação do seu nome extra. A escolha de Itaporanga, surgiu, porque este termo contem as letras da palavra Pitanga. Eu não sei, por que, inteligente como o é, não tenha criado o refrão que eu acho mais preciso – Ora Pitanga por Misericórdia, pois juntando e fazendo alguma transposição nos fonemas das duas primeiras palavras da oração, iremos Ter – Itaporanga por Misericórdia”.

Realmente, observe o vocábulo ITAP(ORA)NGA, transpondo a letra P para o início da Palavra e fazendo uma síncope do termo ORA iremos ter aquela pequena oração. Ábdon leite, realmente era muito perspicaz. Ele conseguiu ver muito mais, no termo ITAPORANGA, que o próprio Pitanga que, certa vez, sabedor do trocadilho silábico, sorriu e disse: “Realmente, o Major não só é um homem inteligente e culto como merece todo nosso respeito, apreço e admiração, é um meu grande amigo e foi, outrora, meu conselheiro, apesar da diferença de nossas idades”. Na verdade, o Major Ábdon Leite era mais velho que Praxedes Pitanga, 26 anos, nascera em 1870.

De um fato na escrita do historiador Lourival Inácio, eu não tinha conhecimento. A barganha com os doces para quem chamasse Itaporanga ao invés de Misericórdia. A história da Salve-Rainha eu conheço de outro modo e, novamente, volto a ressaltar que talvez não seja do conhecimento do nosso escriba, por se tratar, como já relatei, lá pelo começo desta matéria, de estórias mais íntimas de nossa cidade.

Sula, um filho de Misericórdia, casado com a irmã de Pitanga, Teódula de quem nasceu o, hoje, Dr José Benjamim da Silva, carinhosamente conhecido por todos nós como Zelito, era muito amigo e seguidor político, claro, de seu ilustre cunhado. A oração, que os devotos a Nossa Senhora conhecem, é: – Salve Rainha, mãe de Misericórdia, vida doçura, Esperança nossa, salve……etc.

Ora, os seguidores políticos de Dr. José Gomes da Silva, logo, puseram suas mentes imaginativas em ação – Salve Rainha mãe de Itaporanga, a vida de Sula é venerar Pitanga. Há ainda outras loas, de adversários políticos de Praxedes Pitanga, porem, eu me eximo expô-las, pois em suas interpretações poderá haver o deslumbre de sentimentos preconceituosos.

Outro fato interessante, e merece menção, é que, apesar do nome oficial, nos registros em cartório, nas placas de automóvel, Misericórdia, ainda teimava na boca do povo até fins da década de 60 e começo da, de 70. Em meados desta década, talvez, em virtude da geração nascida e registrada em Itaporanga é que o nome começou a ganhar a preferência da população mais jovem. Com efeito, atravessamos então os anos oitenta já com o grosso da população, desconhecendo completamente Misericórdia. Hoje em dia, há, ainda, muita gente na faixa dos setenta que, na maioria das vezes, prefere Misericórdia a Itaporanga. Muitos de minha geração acharam, por bastante tempo, esquisita a nova denominação. Algo no cérebro, quando nos referíamos a nosso torrão natal, rejeitava o epíteto ITAPORANGA. Eu me lembro, muito criança ainda, ter perguntado a minha mãe: – ‘Mãe por que Misericórdia num tem carro?’

- ‘Mas, Misericórdia tem carro, sim! Poucos, mas tem!’ – ‘Não, os carro daqui, as placa é tudo de Itaporanga.’ (o linguajar era esse mesmo). Foi então que minha mãe entendeu a confusão e me explicou o fato e tudo aquilo que meu bondoso avô, Ábdon Leite da Costa Guimarães, de saudosa memória, expunha àqueles que o argüisse sobre o assunto

BOA VENTURA - Una Aldeia


O Trabalho de Antônio Decio Pinto no seu livro, Boa Ventura, uma aldeia, por mim prefaciado, logo em sua Introdução, apresenta equívocos de cunho jurídico que não quis descer ao mérito na época em que fiz o Prefácio da obra, até por uma questão de ética: aqui, todavia, sou obrigado a discernir os equívocos lá consignados.

Começa o Dr. Décio Pinto, em sua Introdução à obra (pág 05), equivocadamente afirmando: “Este trabalho pretende contar a história da FAMÍLIA PINTO BRANDÃO, bem como seu entrelaçamento com outras famílias, notadamente a família Genipapo do município de Itaporanga/PB”.

Como se vê, colocam-se orações do texto de Introdução que ensejam muitas dúvidas, dentre as quais: A família PINTO BRANDÃO e GENIPAPO são distintas?

Claramente que não, e vou explicar o por quê:

1. Tomando como base de raciocínio, a árvore genealógica de meu Pai, AMARO GONZAGA PINTO, já falecido, partindo da árvore genealógica descrita na Obra do Dr. Décio, temos que, em sua ascendência figura;

   
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Meu avô, Moisés Misael de Paulo casou-se com Minha avó, Maria Carolina Pinto da Silva (Neném), esta era filha de Dinamérico Pinto Brandão e Joaquina Pinto da Silva (Quinô), Dinamérico Pinto Brandão, então meu tetravô é filho de Lourenço Pinto Brandão (engole cobra) que casou com  Maria Pereira Pinto Brandão (Mariinha), filha de sua irmã Joaquina Pereira Porciúncula Pinto Brandão, o tronco comum de toda família Pinto Brandão , que gerou efetivamente 05 filhos:

FRANCISCO PINTO BRANDÃO gerou:

  • DAMÁSIA PEREIRA PINTO BRANDÃO;
  • MARIA PEREIRA PINTO BRANDÃO;
  • LOURENÇO PINTO BRANDÃO
  • LUIZ PEREIRAPINTO BRANDÃO
  • JOAQUINA PEREIRA PORCIÚNCULA PINTO BRANDÃO

Logo, não há dúvida que a FAMÍLIA PINTO BRANDÃO é uma só, eis que se formou através de um tronco ancestral, o senhor FRANCISCO PINTO BRANDÃO, pouco importando o lugar onde tenham residido e feito outros relacionamentos humanos, sejam eles consanguíneos ou não, tanto no lugarejo chamado de GENIPAPO, que existe até hoje, quanto no Sítio Várzea da Cruz, que dera origem ao município de Boa Ventura, uma aldeia, como chama o nosso ilustre Décio em sua obra, 1ª Edição, pág. 01/11, Introdução.

Importa frisar que o autor deu ênfase aos Pinto Brandão, para chegar ao seu avô, Deocleciano Pinto Brandão (Déo), que amava em profundidade e respeitabilidade impressionantes,o que todos têm que respeitar, pois é uma manifestação dele, autor, neto de Déo Pinto, que inclusive tive a súbita honra de conhecer pessoalmente.

Fica assim, suficientemente esclarecido que a família Pinto Brandão é uma só, para todos os fins de direito, pois descendem de um tronco em comum FRANCISCO PINTO BRANDÃO.
Temos mais consequências: A família PAULO, em sendo meu Avo paterno – Moisés Misael de PAULO casado com Maria Carolina PINTO da Silva, descendente de LOURENÇO PINTO BRANDÃO, É TAMBÉM PINTO BRANDÀO, VAMOS DESMISTIFICAR UM ENGANO QUE SOMENTE PREJUDICA E ATRASA A NÓS TODOS. DEUS É MISERICORDIOSO E JUSTO: OS QUE MORRERAM FORAM JULGADOS E SÓ INTERESSAM O PRESENTE E O FUTURO.

É mais um reconhecimento público que faço ao digno Décio, mormente pelo seu trabalho sério, de pesquisa e literário, como diria Pedro Filho, filho de Pedro Deocleciano Pinto e Amauri Freitas Pinto filho de Jorge de Freitas Queiroz.

Campina Grande PB, 26 de novembro de 2013

Da família Amaro Gonzaga Pinto e seus filhos temos hoje 23 netos gerados pelos casamentos de Maria Acimar Pinto de Araújo (in Memoriun), Jose Assimario Pinto, Aderbal Pinto, Francisco Ademario Pinto,  Maria Gorete Pinto, Maria Norma Sueli Pinto, Maria Acicleya  Pinto, Amaro Gonzaga Pinto Filho e seus respectivos descendentes.

Observe-se ainda que do lado materno, tenho a seguinte descendência: 

Clique para ampliar

Caso, tenha deixado de registrar os sobrenomes de alguns, minhas esclusas que já peço, por não dispor de documentação neste presente momento

A lei civil brasileira abrandada nos seus efeitos permitiu sem maiores investigações o registro de pessoas naturais, sem os seus sobrenomes devidos, o que ocasionou em muitas famílias, essa duvida hoje dissipada, espero.

Para saber nais:

70 livros de metal encontrados em caverna na Jordânia pode mudar a nossa visão da história bíblica e do Apocalipse

Poderia ser este o maior achado, depois dos Manuscritos do Mar Morto? Setenta livros metal encontrados em caverna na Jordânia pode mudar a nossa visão da história bíblica


Para os estudiosos da fé e da história, é um tesouro precioso demais. Esta antiga coleção de 70 livros pequenos, com páginas de chumbo amarrados com arame, pode desvendar alguns dos segredos dos primórdios do cristianismo. Os acadêmicos estão divididos quanto à sua autenticidade, mas dizem que se verificou serem tão fundamentais quanto a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, em 1947.

Lines of inquiry: The metal tablets could change our understanding of the BibleLinhas de investigação: As tabuletas de metal podem mudar nossa compreensão da Bíblia 
Nas páginas não muito maiores que um cartão de crédito, tem imagens, símbolos e palavras que parecem se referir ao Messias e, possivelmente, até mesmo, a crucificação e ressurreição.

Somando-se a intriga, muitos dos livros estão selados, levando a alguns acadêmicos a especular se eles não são a coleção perdida de códices, mencionados no livro bíblico de Apocalipse.

Os livros foram descobertos há cinco anos em uma caverna em uma parte remota do Jordão, para uma região conhecida como o lugar que os cristão se refugiaram após a queda de Jerusalém em 70 D.C. Documentos importantes do mesmo período já foram encontrados lá.

Testes iniciais de metalúrgia, indicam que alguns desses livros poderiam datar do primeiro século D.C.



Significado oculto: listas, tabuletas e outros artefatos, incluindo um vaso de incenso, também foram encontradas no mesmo local.



Uma pintura do século 16 descrevendo a morte de Jesus. Os livros de metal contêm páginas com imagens, símbolos e palavras que parecem se referir ao Messias e, possivelmente, até mesmo, à crucificação. 


X marca o lugar: A caverna na Jordânia, onde os artefatos foram descobertos 

Dra. Margaret Barker, ex-presidente da Sociedade de Estudo Velho Testamento, confirmou que um livro selado é mencionada na Bíblia

“Assim que eu vi isso, fiquei estarrecida”, disse ela. “Isso me pareceu tão obviamente uma imagem cristã. Há uma cruz em primeiro plano, e por trás dela, parece ser o túmulo (de Jesus), um pequeno edifício com uma abertura, e por trás que as paredes da cidade.

“Há paredes retratada em outras páginas desses livros também e eles certamente se referem a Jerusalém. É uma crucificação cristã que têm lugar fora dos muros da cidade. A equipe inglesa lidera o trabalho sobre a descoberta de que os medos ‘guardião’ de Israel atual, pode ser olhando para vender alguns dos livros no mercado negro, ou pior – destruí-los.Mas o homem que detém os livros nega a acusação e alega ter sido em sua família há 100 anos. Dra. Margaret Barker, ex-presidente da Sociedade de Antigo Testamento do estudo, disse: “O livro do Apocalipse fala de um livro selado que se abria somente pelo Messias.

“Outros textos da época falam de livros selados de sabedoria e de uma tradição secreta transmitida por Jesus aos seus discípulos mais próximos. Esse é o contexto para essa descoberta. ”

Esta estimativa é baseada na forma de corrosão que tem acontecido, o que especialistas acreditam ser impossível conseguir artificialmente. Se datação for confirmada, o livro estaria entre os primeiros documentos cristãos, antecedendo aos escritos de São Paulo.

A perspectiva de que eles possam conter relatos contemporâneos dos últimos anos da vida de Jesus tem animado os estudiosos – apesar de seu entusiasmo é temperado pelo facto de os peritos já foram enganados por falsos sofisticados.

David Elkington, um estudioso britânico da história religiosa antiga e arqueologia, e um dos poucos a ter examinado os livros, disse que eles poderiam ser “a grande descoberta da história cristã.

“É um pensamento de tirar o fôlego, que esses objetos poderiam ter sido guardados pelos santos nos primórdios da Igreja”, disse ele.

Mas os mistérios sobre as suas páginas antigas não são o único enigma dos livros. Hoje, o paradeiro deles também são um mistério. Após a sua descoberta por um beduíno da Jordânia, o tesouro foi posteriormente adquirido por um beduíno israelense, que as diz ter contrabandeadas ilegalmente através da fronteira com Israel, onde permanecem.

No entanto, o governo jordaniano está agora trabalhando para repatriá-los e garantir sua volta. Philip Davies, professor emérito de estudos bíblicos da Universidade de Sheffield, disse que há fortes evidências de que os livros têm sua origem cristã, já que em suas placas tem um modelo de um mapa da imagem da cidade santa de Jerusalém.

Professor Davies disse: “A possibilidade de origem hebraica-cristã é certamente sugerida pela imagem e, em caso afirmativo, esses códices são susceptíveis de trazer luz nova e dramática para a nossa compreensão de um período muito significativo, mas até agora pouco conhecida da história.”

David. Elkington, que está liderando os esforços britânicos para ter os livros voltaram para a Jordânia, disse: “É vital que a coleção pode ser recuperada intacta e segura, nas melhores condições possíveis, tanto para o benefício dos seus proprietários como para uma potencial audiência internacional. ”

* Os cientistas britânicos descobriram até oito milhões de cães mumificados, que teriam sido sacrificado para Anubis, o deus dos mortos, há 2.500 anos atrás, depois de escavar os túneis da antiga cidade Egípcia de Saqqara.

DESCOBERTA DO PASTOR QUE DESENTERRARAM UM TESOURO


Achado inovador: uma seção de Manuscritos do Mar Morto, que foram desenterrados em 1947

Os Manuscritos do Mar Morto, estão entre os achados arqueológicos mais importantes da era moderna, e foram descobertos em uma caverna (foto) por um pastor beduíno, na Cisjordânia.


Os pergaminhos são compostos de 30.000 fragmentos separados, tornando-se 900 manuscritos de textos bíblicos e escritos religiosos da época de Jesus.

O pergaminho frágeis e fragmentos de papiro que tenham sido objecto de intenso estudo por mais de meio século por uma equipe internacional de estudiosos que ainda estão tentando compreender o significado de cerca de 30 por cento dos textos que não são incluídos na Bíblia ou em qualquer outros  escritos religiosos anteriormente.

Os pergaminhos incluem a cópia mais antiga conhecida dos Dez Mandamentos, um livro quase completo de Isaías e muitos dos Salmos.

Alguns dos textos foram danificadas pelas bem-intencionadas tentativas de restauração, feitas desde os anos 1950, que incluiu o uso de fita crepe, papel de arroz e cola de acrílico.

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arqueólogos britânicos estão tentando autenticar o que poderia ser uma descoberta marcante na documentação do início do cristianismo: um tesouro de 70 códices de chumbo que parece datar do primeiro século dC, que podem incluir pistas chave para os últimos dias de “vida de Jesus. Como repórter britânico Daily Mail Fiona Macrae escreve , alguns pesquisadores estão sugerindo que este poderia ser o mais importante encontrar em arqueologia cristã desde o Mar Morto, em 1947.

Os códices apareceu há cinco anos em uma caverna remota no leste da Jordânia, uma região onde cedo cristãos podem ter fugido após a destruição do Templo de Jerusalém em 70 dC. Os códices são compostos de wirebound páginas individuais, cada uma do tamanho aproximado de um cartão de crédito. Eles contêm uma série de imagens e alusões textuais para o Messias, bem como algumas possíveis referências à crucificação e ressurreição. Alguns dos códices foram fechados, provocando ainda mais fôlego a especulação de que poderia incluir o livro selado, mostrado apenas para o Messias, mencionado no livro do Apocalipse.Uma das poucas frases traduzidas, até agora, a partir dos textos, de acordo com a BBC , diz: “Vou andar em retidão” – uma frase que também aparece no Apocalipse. “Embora pudesse ser simplesmente um sentimento comum no judaísmo”, o escritor BBC Robert Pigott notas “, que poderia aqui ser concebido para se referir à ressurreição.”

Mas o campo da arqueologia bíblica é também vítima de muitas fraudes e fraudadores empreendedor, para que os investigadores estão a proceder com cautela devido empírica. pesquisa metalúrgica iniciais indicam que os códices são cerca de 2.000 anos – “. especialistas acreditam que seria impossível atingir artificialmente”, baseado na forma de corrosão a que foram submetidos, que, como escreve Macrae,


Além do namoro testes iniciais, no entanto, pouco se confirmou sobre os códices ou o que eles contêm. E a saga de sua descoberta já desencadeou uma batalha sobre os direitos de propriedade entre Israel e Jordânia.Como BBC Pigott a recontagem , o cache surgiu quando um beduíno jordaniano viu um menorá, o religioso judaico-candleabra expostos na sequência de uma inundação. Mas os códices de alguma forma passaram para a posse de um beduíno israelense chamado Hassam Saeda , que afirma que eles foram em família para a sua posse nos últimos 100 anos. O governo jordaniano se comprometeu a “exercer todos os esforços em todos os níveis” para obter o preço relíquias potencialmente devolvidos, relatórios Pigott.

Enquanto isso, os estudiosos bíblicos que examinaram os códices apontam evidências textuais significativas, sugerindo sua origem cristã. Philip Davies, professor emérito de Estudos do Antigo Testamento da Universidade de Sheffield, disse Pigott ele estava “mudo” ao ver as placas que representa um mapa de imagem da Jerusalém antiga. “Há uma cruz em primeiro plano, e por trás dele é o que tem de ser o túmulo [de Jesus], um pequeno edifício com uma abertura, e por trás que as paredes da cidade”, explicou Davies.“Há paredes retratada em outras páginas desses livros, também, e eles certamente se referem a Jerusalém.”

David Elkington, um estudioso da religião antiga que lidera a equipe de pesquisa britânica que investiga o achado, foi igualmente pronunciado esta nada menos que “a grande descoberta da história cristã.” Elkington disse ao Daily Mail que “é um pensamento de tirar o fôlego que temos mantido esses objetos que poderiam ter sido realizadas pelos santos nos primórdios da Igreja.”

Ainda assim, outros estudantes de história cristã está pedindo cautela, citando precedentes, tais como a descoberta desmascarado de um ossário que se diz conter os ossos de Jesus. Estudioso do Novo Testamento Larry Hurtado observa que, uma vez que estes códices são miniaturas, eram provavelmente destinados a particulares, ao invés de usar, litúrgica. Este seria provavelmente o local de sua data de origem mais próximo do terceiro século EC. Mas só mais investigação e tradução integral dos códices pode confirmam plenamente a natureza da descoberta. A maior lição aqui é provável que de Eclesiastes 3:01, ser paciente, uma vez que “para tudo há uma estação.”

(Elkington David Recursos / Rex Rex EUA /)