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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Feliz Natal!

Walter Santos
A MÍDIA, OS GOVERNOS, AS ENCHENTES E O TRATAMENTO DA SECA NO NORDESTE




Está claro que o tempo é de reflexão mais amena, palatável, diante do sentimento Cristão brotando até mesmo em quem é agnóstico. Mas, aproveitando o drama das famílias afetadas com as enchentes do Sudeste do País atraindo a solidariedade de todos nós, cada vez mais me convenço da importância e da existencia de veículos como a Revista NORDESTE, porque somente quem tem compromisso com nossa gente entende e exerce a importância fundamental de se defender prioridades para nossa população mais carente, “desprezada” na prevalência do noticiário nacional e das decisões federais.

Objetivemos: é muito importante que se dê cobertura aos fatos provenientes das chuvas torrenciais no Sudeste, até mesmo levando a Presidenta Dilma Rousseff a visitar “in loco” os alagamentos e tragédias adotando medidas imediatas, por isso é inteiramente inaceitável que, guardadas as proporções, não haja por parte das autoridades mesmo tratamento de ação imediata quando se trata, por exemplo, dos graves problemas vividos com a Seca.

Tudo bem, está chovendo agora, entretanto impressiona como não há sensibilidade real dos governantes envolvendo até mesmo governadores e prefeitos do Nordeste, quando muito se queixando e repassando responsabilidades para outros.

Fico imaginando: por que Dilma, ou mesmo governadores locais, nunca providenciaram ações de pegar o helicóptero e sobrevoar áreas mais afetadas e, “in loco”, como aconteceu em Espirito Santo, anunciar medidas concretas em favor dos flagelados que, só não estão em estado de miséria por conta dos programas sociais do Governo Federal.


Fico com a mesma opinião de Marcondes Gadelha, um dos mais ilustres paraibanos, se ao invés de nossos irmãos sertanejos fossem 3 milhões de Jacarés passando fome, certamente a Grande Midia, os governos e as entidades internacionais se mobilizariam para resolver o problema. Mas, como é gente e há uma cultura de insensibilidade em voga, nossos irmãos morrem de sede diante de nossa incapacidade de revoltarmos com firmeza exigindo mais respeito e melhor tratamento.

Nem vou aqui tratar da questão das desigualdades regionais, porque neste quesito também perdemos de goleada.

Feliz Natal para todos!

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Paraíba receberá R$915 mi voltados para financiamentos do Minha Casa Minha Vida


Foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (23), a Instrução Normativa nº 44 que dispõe sobre o Orçamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) referente à área de Habitação Popular e demais operações habitacionais para o exercício de 2014. A Paraíba será contemplada com R$915 mi, que serão gerenciados pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil que são os agentes financiadores do programa Minha Casa Minha Vida no estado.

A instrução normativa de hoje formaliza o Plano de Contratações e Metas Físicas dos programas habitacionais com recursos do orçamento operacional do FGTS já aprovado pelo Conselho Curador do Fundo na Resolução nº 732 de 29 de outubro de 2013, autorizado pelo ministro das Cidades Aguinaldo Ribeiro (PP), via Plano de Metas e de Contratação.

"São recursos significativos que irão provocar um aquecimento na cadeia produtiva da nossa querida Paraíba. São quase um bi voltados para financiamentos de imóveis novos para pessoas físicas que encaixam no perfil do Minha Casa Minha Vida e que podem pagar o montante financiado em 20 anos por exemplo", comemorou o ministro paraibano que é vice-presidente do Partido Progressista na Paraíba.

Conforme a publicação, num total de R$46,3 bi ficam destinados R$ 21,5 bilhões para concessão de financiamentos a pessoas físicas ou jurídicas , que beneficiem famílias com renda mensal bruta limitada a R$ 3.275,00, passíveis de enquadramento no Programa Nacional de Habitação Urbana - PNHU, integrante do programa Minha Casa, Minha Vida.

"A cada chave entregue temos a certeza de que estamos dando um passo para transformar o Brasil em um país mais justo. É o momento em que o chefe de família deixa de pagar aluguel e passa a investir em outros benefícios para sua família. Esse programa também é responsável pela geração de muitos empregos, realizar sonhos e melhorar as condições de vida", concluiu Ribeiro

Assessoria

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Prefeitura de Nova Olinda recebe dinheiro federal para pavimentação de ruas

Recursos foram liberados este mês e são parte de um convênio de quase 147 mil reais


Por Isaías Teixeira/Folhada do Vale - A Prefeitura de Nova Olinda recebeu no dia 11 deste mês R$ 51.711,70 do Governo Federal para pavimentação, em paralelepípedo, das ruas projetadas I, II e III. O dinheiro é fruto de mais uma parcela de um convênio estabelecido entre a edilidade e o Ministério das Cidades.

O valor total do convênio, que vence em julho do próximo ano, é de R$ 146.950,00, dos quais R$ 79.397,08 já foram liberados até agora. A contrapartida da Prefeitura foi de R$ 3.050,00.

O calçamento dessas e de outras artérias da cidade, que também estão previstas no convênio, deverá melhorar as condições de saneamento das ruas beneficiadas, proporcionando uma elevada qualidade de vida aos seus moradores e transeuntes. Mas os cidadãos precisam ficar atentos e denunciar qualquer irregularidade. 

Dilma confirma salário mínimo de R$ 724 para 2014


A partir de 1º de janeiro, o salário mínimo será de R$ 724. O valor foi confirmado nesta segunda-feira (23) pela presidente Dilma Rousseff, em seu Twitter, e representa um aumento de 6,78% (atualmente o mínimo é de R$678).

Inicialmente, o governo havia previsto um mínimo de R$ 722,90 para o ano que vem, mas o valor foi atualizado na semana passada durante votação da proposta orçamentária pelo Congresso. O valor final, no entanto, ainda dependia de confirmação de um decreto presidencial.

Deputados e senadores revisaram o salário porque o PIB (Produto Interno Bruto) de 2012, que é usado no cálculo do mínimo, foi atualizado. O mínimo é calculado com base na inflação e no PIB de dois anos anteriores, sendo que no caso de 2012 foi revisado de 0,87% para 1,03%.

A ampliação do mínimo trará um custo extra aos cofres público de R$250 milhões por conta de benefícios previdenciários, assistenciais e seguro-desemprego. A previsão inicial de gasto era de R$ 456 bilhões.

"Assinei decreto que reajusta o Salário Mínimo para R$ 724,00 à partir de janeiro de 2014 –reajuste de 6,78% sobre o valor atual", informou a presidente pelo microblog. Na tarde de hoje, a presidente se reuniu com os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil).

Pela manhã, a presidente gravou no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, seu pronunciamento de fim de ano. O material deve ser exibido após o feriado de Natal.

Em sua coluna semana de rádio, Dilma disse apostar em um 2014 melhor para todos.

"Eu quero desejar, do fundo do coração, um Feliz Natal para todas as famílias brasileiras. Tenho certeza de que 2014 será um ano ainda melhor para todos nós, porque estamos trabalhando junto com vocês, dia e noite, para uma vida melhor no nosso país", disse.
Folha

sábado, 21 de dezembro de 2013

Governo Federal decreta situação de emergência em 25 municípios da PB


O Governo Federal, em publicação no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira (20), reconheceu a situação de emergência em 25 municípios da Paraíba.

Segundo a decisão da Secretaria Nacional da Defesa Civil, as cidades listadas serão providas de recursos da União em decorrência da estiagem prolongada. Outros seis estados também serão beneficiados.

Com a manutenção da seca que vem afetando o Nordeste, o governo da Paraíba voltou a prorrogar, em 30 de outubro, a situação de emergência em 170 cidades da região do semiárido do estado.

Lista abaixo:
O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado e a prorrogação é válida por mais seis meses.

Com a publicação da Portaria 147, a União reconhece as situações de emergência nos municípios de Alagoa Grande, Araçagi, Areia, Belém, Caldas Brandão, Capim, Cuité de Mamanguape, Duas Estradas, Guarabira, Gurinhém, Lagoa de Dentro, Mamanguape, Matinhas, Mulungu, Pilar, Pilões, Pirpirituba, Pedro Régis, Rio Tinto, São José dos Ramos, Sâo Miguel de Taipu, Serra da Raiz, Serra Redonda, Sertãozinho e Sobrado.

A portaria entrou em vigor já desde a data da publicação, assinada pelo general Adriano Pereira Júnior, secretário da Defesa Civil. Também foram beneficiados municípios nos estados do Piauí, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

 G1

domingo, 15 de dezembro de 2013

Ministro Aguinaldo Ribeiro inaugura 1.488 unidades do MCMV em Campina Grande


O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PP), entregará nesta segunda-feira (16/12) ao lado do prefeito Romero Rodrigues (PSDB), 1.488 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), em Campina Grande.  O investimento é de R$ 77,7 milhões e beneficiará 5,9 mil pessoas com renda mensal familiar de até R$ 1,6 mil. O programa, gerido pelo Ministério das Cidades, já contratou, desde 2009, 12.223 moradias no município, um investimento da ordem de R$ 866.3 milhões. A solenidade será realizada às 10h no Loteamento Bianca no Bairro Três Irmãs na Rainha da Borborema

"Muitas pessoas diziam que o Minha Casa Minha Vida não ia dar certo. Não acreditavam que construiríamos um número tão expressivo de casas no país e em especial na nossa querida Campina Grande, que ganha de presente de Natal este grande empreendimento, estamos atendendo uma determinação da nossa presidenta Dilma que é cuidar de quem mais precisa", disse o ministro das Cidades que é vice-presidente do Partido Progressista na Paraíba.

Nesta primeira etapa serão entregues o Residencial Major Veneziano 1, 2 e 3. Está em fase de construção o quarto conjunto habitacional do empreendimento. Em cada residencial, há 496 apartamentos divididos em 31 blocos com quatro andares, sendo três unidades adaptadas às pessoas com deficiência. Os empreendimentos serão entregues com rede de água e esgoto, instalações de energia elétrica, drenagem, iluminação pública e pavimentação.

Cada unidade habitacional tem 40,24 m², dois quartos, circulação, sala, cozinha, banheiro e área de serviço com piso de cerâmica em todos os cômodos. O empreendimento, localizado há sete quilômetros do centro de Campina Grande, tem área de lazer, com salão de festas, quadra poliesportiva e quadra de vôlei. As famílias beneficiárias contarão com quatro creches, seis escolas municipais, duas escolas estaduais e cinco unidades básicas de saúde no entorno do residencial.

MCMV - O programa MCMV foi lançado em março de 2009 pelo Governo Federal para permitir o acesso à casa própria para famílias de baixa renda. Além do objetivo social, o programa gerou emprego e renda, nos últimos anos, por meio do incremento da cadeia produtiva do setor da construção civil.

Na Paraíba, o MCMV já investiu R$ 4.1 bilhões para a contratação de 65.272 unidades habitacionais e já entregou 34.574.  No país, o programa contratou mais de 3.030 milhões moradias e entregou 1.405 milhões, com investimento de R$ 195,6 bilhões.

Em 2013, o MCMV prevê a entrega de aproximadamente 490 mil moradias, o que equivale a 0,7% do estoque total de habitações disponíveis no país em relação a 2010. Este dado corresponde a cerca de 1/3 da produção habitacional no país e 48% daquela destinada à população de baixa renda.

O Minha Casa, Minha Vida subsidia a aquisição da casa/apartamento próprio para famílias com renda até R$ 1,6 mil e, facilita as condições de acesso ao imóvel para famílias com renda até R$ 5 mil. Para isso, o Governo Federal disponibilizou, na segunda etapa do MCMV, um total de R$ 125,7 bilhões, entre subsídio e linhas de financiamento.

O programa também influencia fortemente o crescimento econômico brasileiro. Toda a cadeia produtiva da indústria da construção civil é estimulada, o que gera mais empregos e renda para milhares de trabalhadores, além de ganhos significativos em escala ao comércio e à indústria nacional. Em 2012, o MCMV teve um impacto estimado em 0,8 % no Produto Interno Bruto (PIB) do País. Foram gerados aproximadamente 1,4 milhão de postos de trabalho formais, viabilizados pela superação da marca de dois milhões de unidades contratadas.

Como participar - Para participar do Minha Casa, Minha Vida, as famílias deverão estar enquadradas nas faixas de renda previstas no programa (veja abaixo). A seleção dos beneficiários é de responsabilidade das prefeituras. Portanto, os interessados devem se cadastrar na sede administrativa do município.

Toda família com renda bruta mensal de até R$ 5 mil pode participar do programa, desde que não possua casa própria ou financiamento em qualquer unidade da federação, ou tenha recebido anteriormente benefícios de natureza habitacional do Governo Federal.

Faixa 1 - Famílias com renda mensal bruta de até R$ 1.600,00.

Faixa 2 - Famílias com renda mensal bruta de até R$ 3.275,00.

Faixa 3 - Famílias com renda mensal bruta acima de R$ 3.275,00 até R$ 5 mil.

Modalidades - O programa possui cinco modalidades para a Faixa 1:

Empresas: atende famílias com renda mensal de até R$ 1.600, por meio da transferência de recursos ao Fundo de Arrendamento Residencial - FAR.  Nessa modalidade, a maior parte do subsídio é da União. A parcela paga pelo beneficiário é de 5% da renda mensal, com prestação mínima de R$ 25.

Entidades: para as famílias com renda mensal de até R$ 1.600,00 organizadas em cooperativas habitacionais ou mistas, associações e demais entidades privadas sem fins lucrativos. O trabalho é feito por meio da produção, aquisição ou requalificação de imóveis já existentes. A União concede subsídio para a construção da unidade por meio da concessão de financiamentos a beneficiários organizados de forma associativa por uma Entidade. A parcela paga pelo beneficiário é de 5% da renda mensal, com prestação mínima de R$ 25.

Municípios com até 50 mil habitantes: atende às famílias com renda mensal de até R$ 1.600,00 em municípios com população de até 50 mil habitantes, não integrantes de regiões metropolitanas das capitais estaduais. O subsídio é da União, sendo que o valor de contrapartida pode ou não ser cobrado do beneficiário.

FGTS: para atender às famílias com renda mensal até R$ 5 mil por meio do financiamento com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

Rural: modalidade destinada aos agricultores familiares e trabalhadores rurais com renda anual bruta de até R$ 15 mil, para o Grupo 1, de R$ 15 mil a R$ 30 mil para o Grupo 2 e de R$ 30 mil a R$ 60 mil para o grupo 3.

Os recursos do MCMV são do orçamento do Ministério das Cidades repassados para a Caixa Econômica Federal, que é o agente operacional do programa. Para atender à Faixa 1, nas modalidade Empresas e Entidades, a Caixa e o Banco do Brasil analisam e aprovam a contratação dos projetos apresentados pelas construtoras, conforme as diretrizes definidas pelo Ministério das Cidades. A liberação dos recursos ocorre a cada medição de obra.

Nas outras faixas de renda e modalidades, os recursos são repassados pelo ministério à Caixa para subsidiar os contratos de financiamento dos interessados na aquisição do imóvel tanto na área urbana como na rural. A contrapartida dos municípios é para a construção da infraestrutura externa, assim como alguns equipamentos públicos como escolas, postos de saúde e creches

Ascom

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Abono do Bolsa Família será pago a partir de sábado na Paraíba


O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Humano (Sedh), realizou, na tarde desta terça-feira (3), uma reunião para finalizar os detalhes para o pagamento do Abono Natalino dos cerca de 500 mil beneficiários do Bolsa Família na Paraíba. O pagamento, de R$ 32,00 para cada família, será feito em três fases pela Empresa de Correios e Telégrafos e começa neste sábado (7).

“O Abono Natalino é um compromisso do Governo do Estado que será feito novamente para as famílias do Bolsa Família. Toda a estrutura está traçada, os técnicos que atuarão na operação, assim como a Polícia Militar para acompanhar a ação que vai beneficiar mais de 500 mil famílias em toda a Paraíba”, destacou a secretária do Desenvolvimento Humano, Aparecida Ramos de Meneses.

O tenente-coronel Onivam Elias de Oliveira, coordenador estratégico da Polícia Militar, frisou que todo o efetivo necessário foi destinado para a operação do Abono Natalino. “De acordo com as informações que recebemos da Secretaria de Desenvolvimento Humano, delineamos e finalizamos todo o planejamento estratégico para que tudo transcorra na maior normalidade”, disse.

Agenda – Na primeira fase, recebem a partir deste sábado (7), os beneficiários de 28 municípios paraibanos que não têm agência dos Correios e Telégrafos. São eles: Algodão de Jandaíra, Amparo, Areia de Baraúnas, Baraúna, Cajazerias, Capim, Casserengue, Caturité, Coxixola, Gado Bravo, Logradouro, Matinhas, Mato Grosso, Quixaba, Riachão do Bacamarte, Riachão do Poço, Riacho de Santo Antônio, Santa Cecília, Santa Inês, São Domingos de Pombal, São José de Princesa, São José do Brejo do Cruz, São José dos Ramos, Sertãozinho, Sossego, Tenório, Vieirópolis e Zabelê.

Nestas 28 localidades, o pagamento será feito só no sábado nas escolas estaduais, das 8h às 13h.

A partir da segunda-feira (9), as cidades que têm agência dos Correios e Telégrafos, exceto João Pessoa e Campina Grande, seguirão o cronograma de pagamento organizado pelo Número de Identificação Social (NIS). Desta forma, recebem primeiro quem tem o NIS com final 1 e assim sucessivamente até o dia 20 de dezembro para quem tem o NIS com final zero.

Estrutura – Em João Pessoa e Campina Grande, o pagamento também começa na segunda-feira (9), só que no Ginásio O Ronaldão e no Centro de Artes da UEPB (antiga Faculdade de Administração), respectivamente.

A montagem da estrutura nas duas cidades foi necessária devido a grande quantidade de pessoas que recebem nos dois municípios, o equivalente a 89.096, sendo 57.479 em João Pessoa e 31.617 em Campina Grande.

Parlamentopb 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Lei federal proíbe abuso de material escolar


Os pais de alunos ganharam mais um reforço contra abuso das escolas particulares na lista de material escolar.

A lei 12.886/2013, sancionada na semana passada pela presidente Dilma Rousseff, proíbe as escolas privadas de incluírem na lista de material escolar produtos de uso coletivo dos funcionários e dos estudantes.

Itens de escritório, de higiene pessoal, limpeza e do setor administrativo.

Com isso, ficam barradas cobranças de material como papel higiênico, copos descartáveis, grampeador, grampos e até papel ofício em grande quantidade.

No último mês, já havia sido publicado praticamente com o mesmo teor a lei estadual 10.134, que estabeleceu normas para a adoção de material didático-escolar pelos estabelecimentos de educação básica da rede particular de autoria do deputado estadual João Henrique, sancionada pelo governador Ricardo Coutinho e que já entrou em vigor desde o dia 7 de novembro no Estado.

O coordenador adjunto do Procon-JP, Ricardo Holanda, afirmou que os gastos com material coletivo estão incluídos nas planilhas de custos das escolas na definição do reajuste anual, por isso não devem estar inseridos na lista de material escolar, nem solicitados por uma taxa extra aos pais. “Até 45 dias antes do prazo final de matrícula, as escolas têm que entregar ao Procon, e expor de forma visível na escola sua planilha de custo para o reajuste anual, que já inclui os gastos com material coletivo. Já notificamos as escolas para cumprirem esta determinação”, contou.

Na lista de material escolar só deve constar itens de uso individual do estudante e de caráter didático-pedagógico. Ao longo do período de matrícula, o Procon Estadual irá realizar ações para fiscalizar o cumprimento da lei 12.886/2013.

O secretário-executivo do Procon-PB, Marcos Santos, orientou os pais a denunciarem qualquer cobrança indevida no material escolar do aluno, para facilitar a ação do órgão e aplicação das penalidades. Marcos Santos disse que já notificou os estabelecimentos de ensino particulares a justificarem os reajustes anuais do próximo ano, já que a maioria das escolas anunciou aumento na mensalidade de mais de 10%, chegando a 17%. “Na pesquisa divulgada na semana passada, o menor aumento de mensalidade para o próximo ano foi de 9%. Pedimos que elas justifiquem esta alta. Também estamos alertando sobre a lei 12.886/2013. Sabemos que o mercado é livre, mas tem que haver bom senso e avaliamos também a inflação do período”, explicou Marcos Santos.

O presidente do Sindicato das Escolas Particulares da Paraíba, Odésio Medeiros, afirmou que antes desta lei entrar em vigor já existia um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado no Procon-JP para que não fossem solicitados aos pais nada que não fosse material didático do aluno. Mesmo assim, ele lembrou que já enviou documento orientando as escolas sobre a legislação atual. “Vamos manter contato com a escola para saber se estão cumprindo a lei, mas os estabelecimentos seguem as regras”, declarou.

Nas ruas de João Pessoa, alguns pais já estão cientes da nova lei. Este é o caso do analista de sistema Fabiano Rodrigues. Ele contou que em anos anteriores percebia excessos na lista de material dos filhos. “Mas desde o último ano isso não se repetiu.

Acredito que as escolas estão mais conscientes. No ano passado, a escola colocou, inclusive, uma observação dizendo que eu deveria desconsiderar o registro de algum item que não fosse de uso do estudante. Mas já cheguei a encontrar na lista produtos como papel higiênico e copos descartáveis e não comprei”, destacou.

Jornal da Paraíba

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Governo não conclui a transposição do São Francisco, mas o BNDES financia obras caras no Peru


Quem toca as obras, no Rio Huallaga, a mais de 400 km da capital, Lima, é a gigante brasileira Odebrecht. A usina é uma peça importante para a Odebrecht, que tem olhos especiais para o território peruano, onde atua há 33 anos.


Na vertente leste da Cordilheira dos Andes, início da Amazônia Peruana, o dinheiro brasileiro começa a erguer uma barragem de 200 metros de altura - e trata-se de muito dinheiro. São mais de US$ 320 milhões em empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), quantia que representa mais de um quarto do custo total da bilionária hidrelétrica de La Chaglla, que será uma das três maiores usinas do Peru em 2015, quando deve ser concluída.
Quem toca as obras, no Rio Huallaga, a mais de 400 km da capital, Lima, é a gigante brasileira Odebrecht. A usina é uma peça importante para a Odebrecht, que tem olhos especiais para o território peruano, onde atua há 33 anos e possui ao menos outros nove empreendimentos (AQUI e AQUI) em execução, desde rodovias a gasodutos e portos.
Há razões de sobra para justificar o interesse da Odebrecht no Peru. As licitações para megaempreendimentos são menos concorridas no país vizinho que em terras brasileiras, onde há mais empreiteiras a disputar o filão. Tomemos como exemplo a própria usina de La Chaglla. Simplesmente não houve concorrência na licitação. Segundo reportagem da revista Carta Capital, o único adversário possível, a empresa peruana Chancadora Centauro, desistiu ainda na fase de estudos, alegando não ter condições de cumprir o prazo.
A conexão com a costa oeste do Peru é também um caminho precioso para os produtos brasileiros atingirem o Oceano Pacífico. Assim, uma empreiteira como a Odebrecht passa a contar com o apoio de outras empresas brasileiras que, por sua vez, ainda podem trazer consigo o suporte de financiadores públicos para grandes empreendimentos. É este o caso dos investimentos no porto de Bayovar, construído pela Odebrecht a partir de dinheiro da mineradora Vale para escoar sua produção de fosfato a partir de uma mina cujos investimentos chegaram a mais de US$ 560 milhões de dólares. (AQUI) A Vale, por sua vez, trouxe a Andrade Gutierrez, que conseguiu dinheiro do BNDES para construção de uma usina de dessalinização da água fornecida à mina. O BNDES, como de costume, não revela quanto repassou à Andrade Gutierrez através do fomento à contratação pós-embarque (leia mais AQUI sobre a falta de transparência do BNDES).
Já na costa leste, a Amazônia Peruana é uma área estratégica para a produção de energia. Estratégica porque a alta declividade em algumas regiões permite represas com menor área de inundação e maior potencial energético. Mas também porque possibilita a venda de energia para o Brasil e, com isso, conquista o coração de financiadores públicos do porte do BNDES. Tanto é que, em 2010, Brasil e Peru firmaram um acordo energético para construção de hidrelétricas em território peruano para exportar energia para o Brasil (AQUI), consolidação de um namoro que começou em 1997 a partir de um memorando de entendimento sobre cooperação em energia (AQUI).
Em contato com a Pública, o BNDES, entretanto, se recusou a comentar quais projetos de hidrelétricas peruanas estariam sendo avaliados pelo banco. "O BNDES não faz comentários sobre se um projeto está ou não sendo analisado pela instituição. Podemos dizer apenas que nenhum daqueles projetos foi até o momento aprovado ou contratado pelo BNDES", informou a assessoria, depois de uma evasiva troca de 27 e-mails com a Pública.
Fato é que, em 2011, a pressão de comunidades indígenas levou a Odebrecht a desistir da construção da usina de Tambo 40, na região Central do país, que seria financiada pelo BNDES. Os grupos populares contestavam a previsão de alagamento de 73 mil hectares de florestas amazônicas e o deslocamento de 14 mil pessoas (AQUI). A hidrelétrica seria construída pela brasileira OAS.
BNDES financia exploração de gás e tragédia ambiental no Peru
O projeto de gás Camisea, no departamento de Cuzco, na Amazônia peruana, próxima ao estado do Acre, foi iniciado em 2003 por uma parceria público-privada, com grande aporte de financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Localizado em uma região próxima a comunidades indígenas – como a Reserva Territorial Kugapakori, Nahua, Nanti (RTKN), onde vivem os índios Nahua, Nanti, Matsigenka e Mashco-Piro – o projeto foi visto com preocupação por ambientalistas. O objetivo era transportar gás natural e líquidos de gás natural até a área costeira do Peru, no Oceano Pacífico.
O Consórcio Camisea é liderado pela argentina Pluspetrol, junto à Repsol-YPF, Sonatrach, Hunt Oil, Techpetrol e SK Energy. Durante os primeiros anos de desenvolvimento do projeto, ocorrerm seis vazamentos de gás. Glenn Shepard, antropólogo e etno-botânico convidado pelo Import-Export Bank, dos Estados Unidos a integrar um painel de estudo – o South Peru Panel – sobre o projeto, como condição de empréstimo do banco à Hunt Oil, esteve na região durante duas semanas no final de 2011. Em seu blog, o especialista comentou o descaso com infraestrutura na região, que não tem nem saneamento básico, e ressaltou o que lhe disse um morador local: "não há vida para viver. Sem peixe, não há nada. A água está contaminada. Há muitas doenças". (Leia o informe do antropólogo AQUI e o último relatório lançado pelo painel AQUI, ambos em inglês)
O BID chegou a realizar duas auditorias, e fez um empréstimo de US$5 milhões para o governo, destinado a fortalecer seu sistema de proteção ambiental e social associado ao projeto, de acordo com o próprio banco. A segunda parte do projeto recebeu aprovação de financiamento do Banco Interamericano em 2007 – não sem protestos de organizações ambientais, que alegaram omissão a certos critérios nas auditorias realizadas pelo BID, referentes a danos à biodiversidade e comunidades indígenas.
Em 2009, o BNDES aprovou um empréstimo para exportação da Confab Industrial S/A com destino à Transportadora de Gás do Peru, na modalidade de buyer's credit, na qual o banco estabelece o contrato diretamente com a empresa importadora, por meio do exportador. Como sempre, o valor não é divulgado pelo banco. Este ano, o caso culminou em uma crise no governo peruano, com pedido de demissão do então vice-ministro de Interculturalidade do Peru, Paulo Vilca (leia mais AQUI).
BNDES na Bolívia: ex-ministro aponta má fama de empresas brasileiras
Gasoduto de Camisea no Peru - Imagem -Divulgacao SkanskaGasoduto de Camisea no Peru. Foto: Divulgação Skanska
Os problemas envolvendo obras de empreiteiras brasileiras financiadas pelo BNDES se estendem pela região amazônica de outros países da América do Sul. Talvez um dos mais notórios exemplos é a construção da estrada San Ignacio de Moxos / Villa Tunari, na Bolívia - obra que se tornou um fiasco político e diplomático.
A estrada, também conhecida como rodovia Cochabamba-Beni, é um antigo antigo projeto do governo boliviano que cobria mais de 300 km, mas tomou corpo depois do BNDES firmar um contrato de US$ 332 milhões, através da aliança do então presidente Lula e o mandatário boliviano Evo Morales (AQUI). Faltaria à Bolívia apenas completar US$ 80 milhões para bancar a obra.
A construção da estrada foi entregue à empreiteira brasileira OAS em meio a uma delicada situação: pouco antes, a construtora brasileira Queiroz Galvão havia sido expulsa por não cumprir especificações do projeto de construção de duas rodovias no sul da Bolívia. As estradas apresentavam rachaduras nas obras e utilização de asfalto no lugar de cimento, segundo apontou o governo boliviano em 2007. A Bolívia chegou a decretar a prisão de um dos diretores da companhia, que fugiu do país.
A situação foi revertida após negociações entre Brasil e Bolívia, mas novamente a Queiroz Galvão foi expulsa após divergências no custo de conserto das duas rodovias. A empresa afirmou por nota, na época, que iria buscar ressarcimento pelos danos pela "rescisão unilateral e injustificada do contrato pela Administradora Boliviana de Estradas".
Após a desastrosa operação, a OAS assumiu o contrato de reparo das estradas e, coincidentemente, venceu a licitação para a construção da rodovia San Ignacio de Moxos / Villa Tunari na mesma época.
Apenas dois anos depois, em 2009, a OAS passou a ser investigada pela Controladoria-Geral da Bolívia após avaliações oficiais apontarem superfaturamento na estrada de Villa Tunari. Um estudo da Sociedade dos Engenheiros da Bolívia (SIB, em espanhol) afirmou que o preço de cada quilômetro era o dobro de outras obras na Bolívia, em locais de topografia similar. Além disso, a OAS foi a única empresa a participar da licitação.
Como se não bastasse, um trecho da rodovia passava dentro das terras do Parque Nacional y Territorio Indígena Isiboro-Secure (TIPNIS). O resultado: em agosto de 2011, a Confederação de Povos Indígenas da Bolívia (CIDOB) e outras organizações iniciaram uma marcha em oposição ao projeto, que durou meses e enfrentou prisões e espancamentos de manifestantes. A pressão popular foi tão intensa que balançou o primeiro governo de um indígena no país vizinho e, em outubro do mesmo ano, Evo Morales acabou promulgando uma lei que impedia a rodovia de passar por TIPNIS e o declarava como território intangível.
O imbróglio acabou com o cancelamento do contrato com a OAS e o desgaste foi tamanho que, através da sua assessoria de imprensa, a empresa afirmou que atualmente não possui nenhum outro empreendimento na Bolívia.
O BNDES também foi afetado pela polêmica, e teve de publicar nota oficial afirmando que o banco havia determinado o cumprimento de todas as exigências ambientais cabíveis para que fosse firmado o contrato de financiamento à exportação de bens e serviços utilizados na estrada boliviana. "A assinatura do contrato foi condicionada às exigências usuais do BNDES, além de requisitos adicionais, elaborados em coordenação com o governo boliviano e fiscalizados por auditoria independente. Nos trechos da estrada que não passam por reserva indígena, o licenciamento ambiental já foi concluído, o que permitiu o início das obras". Nenhum desembolso foi realizado pelo banco, visto que o contrato foi cancelado.
Mas, para Alejandro Almaraz, que foi vice-ministro de Terras do governo de Evo Morales até 2010 – e hoje é um dos maiores opositores da obra – todo o caso envolvendo a estrada do TIPNIS demonstra uma postura prejudicial das empresas brasileiras para com o povo boliviano, com conivência do governo local. "A imagem da empresa brasileira ficou muito desgastada, entretanto não é algo tão chamativo por não se tratar de nenhuma novidade. Está é a tradicional imagem das empresas construtoras brasileiras na Bolívia. Há várias décadas as empresas brasileiras têm uma espécie de monopólio na construção de estradas bolivianas, ao menos das grandes. Sempre houve esse tipo de denúncias, com bastante fundamento, mostrando superfaturamentos que beneficiam as empresas brasileiras. Isto é uma história eterna", critica.
Para Almaraz, há pouca transparência sobre o tema na Bolívia. "Se abriu um processo judicial que, como tantos outros que envolvem agentes do governo, está congelado. Recentemente, pouco se fala [sobre o caso] na Bolívia e na imprensa. Tampouco há transparência sobre os ressarcimentos [entre a empresa brasileira e o governo boliviano] e na resolução do contrato" avalia.
Atualmente, a rodovia San Ignacio de Moxos / Villa Tunari segue em construção – exceto pelo trecho que passaria por TIPNIS – por empresas bolivianas. Entretanto, o governo boliviano vem realizando consultas com as populações afetadas para tentar retomar a construção do trecho (leia mais AQUI).
Imbróglios diplomáticos
Em 2004, o BNDES aprovou financiamento referente à exportação de bens e serviços da Odebrecht para a construção da hidrelétrica de San Francisco, na província amazônica de Pastaza, no Equador. O consórcio construtor contou também com as internacionais Alstom e Vatech.
A usina começou a operar em 2007, e no ano seguinte apresentou as primeiras falhas, que incluíam rachaduras em um dos túneis e defeitos em uma turbina. De seu lado, a Odebrecht afirmou que "durante seu primeiro ano de operação, a Central (hidrelétrica) trabalhou continuamente, sob a responsabilidade de empresa do governo equatoriano, e acima da capacidade projetada", segundo comunicado. A empresa ainda alegou que as falhas se deviam a um aumento significativo de sedimentos" nas águas do rio Pastaza devido à erupção do vulcão Tungurahua, a 20 quilômetros da usina. Por outro lado, o governo equatoriano de Rafael Correa afirmou que a usina hidrelétrica apresentava "falhas estruturais" e exigiu uma indenização de US$ 43 milhões pelas perdas, além da reparação da obra.
A crise culminou com a emissão de dois decretos de Correa que pediam a tomada dos bens da construtora, o término de todos os contratos da empresa no país e expulsão de seus funcionários do território equatoriano. Foi o início de uma crise bilateral entre o Equador e o Brasil, com a declaração de que o governo de Correa não pagaria o crédito fornecido pelo BNDES para a importação dos serviços da Odebrecht para a concessionária equatoriana. Ao fim, o Equador voltou atrás, pagou o financiamento e, em 2010, entrou em acordo com a Odebrecht, que retomou suas operações no país.
Como saber o que o BNDES faz na Pan-Amazônia?
Mapa Investimentos negociados pelo BNDES na Pan-Amazonia
Os diversos casos de conflitos socioambientais envolvendo os megaempreendimentos tocados por empresas brasileiras vêm se acumulando, e lançando dúvidas sobre a atuação das corporações brasileiras na Amazônia sulamericana - problema que se estende aos financiadores, sobretudo às instituições públicas, como o BNDES, que, supostamente, deveria primar pelo desenvolvimento regional antes de abraçar tais projetos.
A situação se torna ainda mais dramática devido à dimensão dos investimentos do BNDES na região. Desde o início do governo Lula, o banco investiu mais de US$ 2 bilhões em apoios à exportação de empresas brasileiras somente para países que abarcam a Amazônia internacional (Bolívia, Colômbia, Equador, Bolívia e Venezuela). O principal país beneficiado é a Venezuela, que recebeu mais de dois terços desse valor (cerca de US$ 1,4 bi).
Toda essa quantia pode ser ainda maior, visto que o BNDES divulga apenas os números das exportações da modalidade de pós-embarque (quando o banco apoia a comercialização de bens e serviços nacionais no exterior), deixando de divulgar as cifras da modalidade de pré-embarque (quando o banco apoia a produção no Brasil das mercadorias que serão exportadas).
Além disso, o BNDES não disponibiliza uma lista clara de quais projetos no exterior foram ou estão sendo apoiados ou negociados pela instituição. A Pública enviou uma lista ao banco com quase 30 projetos, apenas da Pan-Amazônia (veja abaixo), que em algum momento haviam sido assinalados pela imprensa como destinos de financiamento do BNDES. Apenas o projeto da hidrelétrica de Chaglla foi confirmado pelo banco - a todos os demais, o BNDES se recusou a comentar, ainda que alguns deles tivessem documentos do Itamaraty que comprovavam o interesse do Governo Brasileiro em financiar obras bilaterais através do banco. O BNDES também se recusou a comentar quais motivos poderiam ter levado ao cancelamento do financiamento desses projetos e até mesmo se o banco ainda estaria em processo de avaliação dos contratos. Ou seja, o BNDES e o governo brasileiro argumentam sigilo bancário para negar uma gama gigantesca de informações – desde negociações em curso até valores e projetos beneficiados - e defender que o sigilo tem prioridade sobre o direito à informação da sociedade brasileira.
Lista de projetos enviada à assessoria de imprensa do BNDES 
PROJETOPAÍSFONTE QUE CITOU A PARCERIA BNDES
Ponte sobre o Rio TacutuGuianaItamaraty – Acordo bilateral
Projeto Hacia el Norte – Rurrenabaque – El ChorroBolíviaItamaraty – Acordo bilateral
3ª Ponte Rio OrenocoVenezuelaDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
Aeroporto TenaEquadorDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
Estrada Cuñumbuque – Zapatero – San José de SisaPeruDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
Estrada Huancayo – PucallpaPeruDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
Estrada Huánuco – Tingo María – AguaytíaPeruDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
Gasoducto Andino del Sur (“Kuntur”)PeruDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
Hidrovia Rio MetaColômbiaDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
Irrigação Limón / OlmosPeruDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
Ponte Assis Brasil – IñampariPeruDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
Puente Matachico – HuancayoPeruDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
UHE KabaleboSurinameDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
UHE Mainique I (Acordo Energético Brasil – Peru)PeruDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
UHE Tambo 60 (Acordo Energético Brasil – Peru)PeruDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
UHE TocomaVenezuelaDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
Estrada Quito-GuayaquilEquadorDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente
Rodovia Tarija – BermejoBolíviaDepartamento Jurídico do Centro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente e notícia Brasil de Fato
UHE Chaglla (confirmada pelo BNDES)PeruDivulgação Odebrecht
Chadin 2PeruEletrobras
UHE Inambari (Acordo Energético Brasil – Peru)PeruiEletrobras
UHE MollocoPeruIbase
Estrada Paita-YurimaguasPeruIIRSA
Estrada Assis Brasil – IñapariPeruINESC
Simon Bolivar / Guri DamVenezuelaONG International Rivers
Hidrelétrica PakitzapangoPeruONG International Rivers
UHE Tambo 40 (Acordo Energético Brasil – Peru)PeruONG International Rivers
UHE La Merced de JondachiEquadorRelatório ONU

sábado, 30 de novembro de 2013

Agricultores já recebem os boletos do Garantia-Safra 2014 em Santana de Mangueira


Com um grande avanço no numero de beneficiados com o Programa Federal Garantia-Safra, após a campanha de recadastramentos por parte da Secretaria Municipal de Agricultura de Santana de Mangueira em parceria com a Emater Local, agricultores já recebem os boletos da contrapartida para o benefício 2013/2014.

Para Ronaldo Nunes, Secretário do Município, o programa funciona como um seguro por perda nas plantações dos agricultores, seja por estiagem ou por enchente.


As entregas dos boletos deram início desde a última sexta-feira (29). “É necessário que todos os beneficiários efetuem este pagamento através do boleto, esperamos atender toda a demanda, com isso ninguém ficará de fora do programa e estará recebendo o seguro no ano que vem”, comentou Ronaldo.


Cada agricultor deve pagar uma taxa de R$ 12,75, e o município em contrapartida junto ao fundo garantia safra, pagará um valor de R$ 38,25 por cada agricultor, o Estado e a União complementa com o restante e os agricultores terão direito ao beneficio de 850 reais, caso venha ocorrer perda na safra do próximo ano.

Um dos programas mais bem aceitos na região, visto que nos últimos anos a precipitação de chuvas tem sido irregular comprometendo a produção agrícola. A cada ano a produção vem diminuindo devido ao baixo índice de chuvas na região, é o que sobra da estiagem á o Seguro ou Garantia Safra quando o município é contemplado, como foi o caso de Santana de Mangueira no Sertão da Paraíba.

DiamanteOnline

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

4 municípios do Vale e mais 20 na Paraíba são beneficiados pelo Programa Água para Todos


O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro entregou nesta segunda-feira (25) os Termos de Compromisso do Programa Água Para Todos para 23 municípios paraibanos, no município de São Bento. 

O ministro afirmou que os investimentos que trazem água para o Nordeste são cruciais para mudar a vida da população e o desenvolvimento das regiões.

"Para resolver o problema das cidades grandes tem que focar nas cidades pequenas, criando uma condição de vida e infraestrutura para elas", disse.

Lista abaixo:
Aguinaldo Ribeiro ressaltou que o sertão paraibano é uma das regiões que mais sofrem com a estiagem e o programa Água Para Todos é uma alternativa para solucionar o problema da seca. 

O superintendente do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS), responsável pelo programa na Paraíba, Solon Diniz, informou que o departamento vem trabalhando intensamente para que as obras já iniciem rapidamente."Ao invés dos municípios irem até o DNOCS, nós estamos indo até eles e pegando as assinaturas dos convênios para facilitar e agilizar o processo. É a maneira mais rápida que podemos fazer para amenizar a seca do sertão", comentou Diniz.

Confira abaixo os 23 municípios contemplados para a construção de sistema simplificado de abastecimento de água pelo programa Água Para Todos: 

Arara
Aroeiras
Bonito de Santa Fé
Brejo da Cruz
Brejo dos santos
Duas estradas
Gurinhém
Igaracy
Ingá
Jericó
Juru
Mato Grosso
Nova Olinda
Paulista
Pombal
Riacho dos Cavalos
Santana de Mangueira 
São Bento
São José da Lagoa Tapada
São José de Caiana
São Vicente do Serido
Sobrado
Vieiropólis
Assessoria