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As Razões de Ariosvaldo Ferreira

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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Como Mudar Realmente no Ano Novo

Como mudar realmente no ano novo ( Rossandro klinjey)

Nada mais belo do que a esperança. Em todas as culturas, das mais diversas formas, o ciclo de um novo ano traz o frescor da possibilidade e anseio por um novo começo sempre é algo profundamente delicado e belo no coração humano. Mas, por que muitos fracassam, ano após ano, no objetivo de alcançar seus sonhos? É bom que fique claro que o fracasso não ocorre devido à falta de desejo de uma vida melhor, é apenas uma consequência de algo esquecido quando planejamos. Mudanças são difíceis, pois nossos hábitos se tornam enraizados e automáticos; alterá-los requer, portando, um esforço constante.

Quando consideramos quaisquer hábitos ou comportamento indesejáveis que pretendemos mudar em nossas vidas, há duas perguntas que devemos nos fazer antes de tudo: Primeiro, por que queremos alcançar tal objetivo? Ser mais feliz, mais realizado, ter maior bem estar? Segundo, o que nos impede de desenvolver essa capacidade?
As duas perguntas são importantes, mas as respostas dadas à segunda guardam o segredo do sucesso ou do fracasso. Duas coisas classicamente nos impedem de alcançar o que desejamos: uma é o medo e a outra é a fantasia.

Vamos falar primeiro dos nossos medos. Eles se manifestam como consequência dos erros do passado, mágoas, decepções, expectativas não cumpridas, sendo que eventos reverberam, ecoam por assim dizer, em nossos medos mais profundos, que são: medo de rejeição, abandono ou inadequação. Para superá-los, é fundamental perdoar as próprias falhas e a dos outros. Mas, como fazer isso?

Afinal, perdoar ou perdoar-se não é uma tarefa fácil.emocionais, apesar de toda a angústia que trazem, não são uma ameaça cabal em nossa vida atual. Quando bebês, nosso ser necessitava de amor muito mais do que atualmente, de modo que, embora possa soar estranho ou perturbador para você o que vou dizer agora, quando alguém que você estima se torna ameaçador, crítico contumaz ou indiferente, lembre-se que você não é mais vulnerável como uma criança, e que mesmo que toda uma sociedade queira apagá-lo, você pode, por escolha, resistir. Veja o caso de Nelson Mandela e de tantos jovens pobres e negros que nas periferias sociais e existências da vida, vivenciam preconceitos e indiferenças e dão como resposta à vida, a vitória pessoal.

Vamos falar agora das fantasias que nos impedem de alcançar nossas metas. O processo de conquistar novos hábitos e competências não é belo, romântico ou prazeroso, muito pelo contrário. Na verdade, pode ser bastante difícil e tedioso. Alcançar seus objetivos e ter prazer e diversão são duas coisas diferentes. Seria muito bom se pudéssemos conciliar objetivos com prazer, mas o prazer não vem do processo, vem do resultado final obtido por ele. Um atleta que está treinado para vencer uma competição o faz em silêncio, com repetição e, muitas vezes, tédio. Ninguém está vendo seu esforço, seu suor, suas dores, mas quando ele vence tudo isso fica evidente e todos, sobretudo ele, comemora o resultado venturoso que foi desencadeado pela disciplina anterior, afinal na vida nada é de repente, tudo acontece no acúmulo das forças.

Outra fantasia é achar que podemos, ao apagar das luzes de ano velho, com uma simples lista de resoluções pessoais, mudar nossas vidas. Vamos diferenciar resoluções de ano novo de metas. Mas, qual é a diferença? Resoluções geralmente referem-se a mudanças de atitude do tipo: “De agora em diante, eu não vou mais ... fumar, beber, comer muito, comprar muito”, ou “de agora em diante eu vou: estudar mais, falar menos, trabalhar mais”. O problema com esta proposta pessoal é que depois de um ou dois deslizes, nos sentimos incompetentes e fracassados e tendemos a voltar ao padrão de comportamento passado, nos dizendo interiormente: “eu sabia que não iria conseguir”, ou “nada dá certo na minha vida”. Com as metas, conseguimos algo sensivelmente diferente. Ao estabelecer metas visamos trabalhar dia-a-dia em direção ao comportamento que desejamos desenvolver. Por isso mesmo não iremos esperar que tudo saia perfeito no início, mas ficaremos satisfeitos com todo o progresso que alcançarmos. Ao invés de fantasiarmos a perfeição e a mudança repentina, feita por uma simples promessa pessoal de fim de ano, nos permitimos construir novos hábitos, com idas e vindas, até que ele se consolide e nos orgulharemos de cada pequeno avanço obtido.

Portanto, se você deseja algo real para o ano que se inicia, deixe de fantasiar. Não é pulando ondas, colocando sementes de uva no bolso, usando uma roupa íntima vermelha, comendo lentilha e todas as demais superstições infantis, que farão por você algo que só você pode fazer. Se você quer sucesso não pule ondas, pule obstáculos que você mesmo colocou em sua vida e trace metas para alcançá-lo. Se quiser uma vida amorosa mais feliz, não use uma calcinha ou cueca vermelha, deixe de esperar que o outro lhe ame, lhe dê atenção, lhe “procure”, corra atrás, dê em cima, mostre afeto, desejo, interesse, e se depois de tudo isso a pessoa não corresponder às suas expectativas, corra para bem longe de quem não quer lhe amar, mas não deixe de se amar. Aliás, ao fim e ao cabo, a maior meta que podemos alcançar, a qual nos permitirá alcançar todas as outras, é amar-se. Reside aí a força motriz de toda a mudança, de a toda competência, de todo o sucesso: Amar tudo e a todos, como a si mesmo... Deixo um mantra para 2014: “eu me amo, não posso mais viver sem mim”.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

DOS SERVIÇOS DE BARES DO LUGAREJO ITAPORANGA/PB

OS GRANDES RESPONSÁVEIS PELO DESENVOLVIMENTO DE ITAPORANGA – PARTE XII
(José Assimário Pinto)


Apesar da precariedade desses serviços, não posso deixar de registrar, aqui, o desvelo e respeito aos trabalhos desenvolvidos por pessoas do lugarejo, da cidade de Itaporanga.

Era a mais humilde delas a senhora Maria Pinheiro, já no limiar do século ainda estava ela a postos num barzinho que não mais vendia bebidas e tão somente café e doces, ou o doce de leite cortado como se chamava antigamente, não faltando uma garrafinha de café e um caneco d’água para servir às pessoas do lugar.

D. Maria Pinheiro denotava além de uma pessoa de muita fibra, uma mulher disposta a tudo para servir.

O seu barzinho localizava-se, mais ou menos, perto da padaria antes explorada pelo senhor Pedrinho e sua esposa, que segundo o meu avô, Pai Gusto, tinha origem na cidade de Princesa Isabel.

Dona Maria Pinheiro mostrava-se uma mulher que, no passado fora bela, pelo seu tipo alto e esguio, embora as suas pernas cansadas se arrastassem com seus pés semi -inchados quando vinha servir em uma das mesas, que salvo engano eram só quatro.

Eu como criança, guardava minhas economias de menino pobre, inclusive algum dinheiro que provinha de algum trabalho que prestava à comunidade, na época, como uma espécie de carregador de feiras de pessoas do lugarejo e me dirigia ao barzinho para gastá-lo, pagando um pires de doce de leite acompanhado de um caneco d’água.

As crianças do lugarejo eram tão pobres que muitas delas não usavam dessa regalia, ou porque tinha vergonha de entrar e experimentar a delícia que era o doce de Dona Maria ou porque carregavam consigo a timidez de entrar no bar, tamanha a pobreza.

Cidadãos da sociedade ficavam de cócoras de frente ao barzinho, conversando lorotas, dentre os quais deslumbrava a figura extraordinária de Seu Belmiro Pinto Brandão e Seu Sebastião Rodrigues, dentre outros.

Certa vez estava na Sorvedrink, de Walter Inácio, quando fui convocado para discursar nas solenidades de reinauguração da Padaria de Seu Pedrinho, modernizando as instalações, pelo esforço denotado do seu Ranulfo Pereira, que posteriormente se instalara na Capital do Estado.
Dessa solenidade lembro-me participaram pessoas ilustres do lugar, dentre elas o Prefeito o Senhor Adailton Teódolo, Padre José Sinfrônio de Assis e outros convivas, mas não vislumbrei a presença de Dona Maria.

Conversando com Walter Inácio, cheguei até a apontar esse esquecimento, pois tinha realmente consideração à Dona Maria pelo seu trabalho profícuo e honesto em bem de todos.

À noitinha, quando a cidade já estava prestes a adormecer, fui antes de dormir, comer um docinho de leite e tomar um caneco d’água em D. Maria Pinheiro e dessa vez ela parecia triste, com seus olhos marejados afirmando-me – não sei porque nesse lugar, meu filho, não se dá vez ao pobre, confesso que ficaria bastante honrada que fosse lembrada para a solenidade de inauguração, tanto porque sempre prezei os esforços de Seu Pedrinho e sua esposa, quanto até mesmo de Ranulfo Pereira, que é inegavelmente um grande empreendedor, o que seria ratificado por todo o povo da cidade o trabalho do senhor Ranulfo e seus familiares sempre vendendo pães a partir da madrugada aos habitantes do lugar.

Eu disse a Dona Maria muitas vezes quando ela estava sorumbática, que não ficasse triste por isso, pois em todos os lugares que andara até então, sempre via discriminações perpetradas principalmente contra pobres e negros.

A bem da verdade devo dizer que no meu pronunciamento não focara esse problema, muito ao contrário, me detive mais em enaltecer a qualidade do pão e sua indispensabilidade na alimentação do povo e ainda elogiando as qualidades dos promotores da festa de reinauguração.
Saí orgulhoso de si, disse para Dona Maria, que também era um rapaz muito pobre e o Padre e o Prefeito se humilharam a mim, pedindo-me encarecidamente que fosse fazer o discurso, pois eles não sabiam o que dizer naquela situação.

Dona Maria Pinheiro e seus descendentes, fica aqui o meu agradecimento pelo exemplo de trabalho e dedicação à terra Itaporanga.

Campina Grande, 18 de Dezembro de 2013.

O Natal já não é mais o mesmo


Lembro-me com saudade quando meu pai trazia do mato, um pé (arvore) seco, de qualquer planta, desde que tivesse muitos galhos e que depois minha mãe o enrolava, pacientemente com algodão, colocava alguns enfeites comprados e alguns feitos por ela mesma e enrolados com papel alumínio.

No dia vinte e quatro de dezembro era Noite de Festas... Tínhamos o direito de ir para a Missa do Galo, era uma missa campal, celebrada por padre Zé e irradiada para os sítios pelo nosso amigo Crispim Pessoa, de saudosa memória.

Antes, como falei, era Noite de Festas, quando nos era permitido passear na Rua Grande (Avenida Getúlio Vargas), comer os doces das negras dos Mocós, eximias cozinheiras e que faziam nesta época de Natal e Ano Novo; o famoso Doce Seco, além das broas e sequilhos e outras guloseimas mais.


Era uma festa, principalmente para as crianças. Este ano tava tudo bonitinho, as barraquinhas padronizadas, diferente das de antigamente, mais as doceiras estavam explorando: um Doce Seco, estava custando R$10,00 (dez reais), isso equivale a uma inflação de 100% de alta do Natal passado.

Quem era mais abastado, trocava presentes e tinha a tradicional Ceia de Natal, costume importado, onde não podia faltar o Peru de Natal, hoje substituído pelo Chester ou qualquer coisa parecida; antes o peru era um peru caipira, engordado no chiqueiro com comida dada no bico.


Este é um costume que tende a desaparecer; importamos a Arvore de Natal; as Guirlandas; a Ceia em família e em um restaurante; os Cartões Natalinos foram substituídos por SMS ou mensagens prontas, pegas em milhares de sites.

Só nos restou o Papai Noel, com suas fartas roupas vermelhas, importado da Lapônia, uma loja aqui em Itaporanga inovou com um Papai Noel magro, também não era pra menos, depois de três anos de seca.

Mais o certo é que cada ano que passa, esquecem cada vez mais do Aniversariante, esquecem do Espírito Natalino.

Para saber mais sobre os símbolos natalinos


domingo, 22 de dezembro de 2013

Eu aumento, mas não amamento


Ditador das Alagoas
Para quem bancou as despesas da amante, inclusive pensão de filha fora de casa com dinheiro dos outros, até que não foi nada demais essa ida de Renan Calheiros ao Recife no jato da FAB para implantar cabelo. Querendo ser bonito à força, o presidente do Senado plantou grama na cabeça e só tomara que não nasça tapuru na roça como nasceu na cabeça do meu amigo Richardi. O caso, porém, é outro, é o do avião das forças armadas, que de missão guerreira passou a ser usado como auxiliar de cabeleireira. Paizinho filha da puta esse nosso. E Renan reinando, feito um ditador das Alagoas.

E o blocão, ó...
Formaram um tal de blocão para dele sair um candidato a governador. Pelas pessoas relacionadas no dito cujo, vê-se que não passa de um bloquinho, pois quem está lá ou se elegeu para cargo menor no pau do canto, ou não teve êxito quando disputou mandatos insignificantes como o de vereador ou de deputado estadual.

Chuvas
No Vale do Piancó a chuva está provocando inundação, coisa boa, pode acreditar amigo leitor, porque depois da enchente fica a terra molhada e a água retida nos açudes, para acabar de vez com a sede e a falta de esperança do povo sertanejo.

Ratos na praia
Está lá no Portal Correio: Ratos expulsam turistas das praias da Capital. Tá vendo no que é que dá cuidar só de festa e esquecer o resto? A sujeira que campeia em João Pessoa começa a dar resultados. Os ratos, aqueles de quatro patas e que transmitem doenças, invadiram a orla. E invadiram por causa de que? Do lixo, isso mesmo. Anselmo Castilhooooô!

Mais casamentos
Consequência do bolsa família, só pode ser. O paraibano está casando mais e com menos idade, constata pesquisa. É aquela história: casa, furunfa, faz filho, recebe bolsa por cada buchudinho botado no mundo, e haja fudelança!

IPTU caro
O prefeito de Princesa mandou mensagem à Câmara aumentando o IPTU. O povo revoltou-se, invadiu o plenário, os governistas se cagaram de medo, suspenderam a sessão e o povo venceu. Porém, como sabemos que nas caladas da noite tudo pode acontecer, convém ao povo a vigilância permanente e cerrada para evitar surpresas desagradáveis
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Reginaldo Rossi
Reginaldo Rossi sempre foi rei, mas a Globo só reconheceu isso depois de sua morte. O sábado inteiro foi usado pela Globo para exibir shows do saudoso pernambucano.

Inveja
Vendo Monteiro tão bem cuidada, zelada e primada, juro que fiquei com inveja. Princesa está um lixo e Monteiro um luxo.

Destaques
Vital do Rego e Cicero Lucena são destaques de Veja em pesquisa como propulsores da modernidade brasileira. O que vem a ser isso, juro que não sei, mas já que foram escolhidos, um em oitavo e outro em 11º., vá lá que seja.

Braga e os ex
Ex-vereadores foram reunidos pelo deputado Wilson Braga em almoço de confraternização. Taí uma coisa bonita. Braga foi atrás de quem não tem mandato. Por isso o velhinho sempre se elege.

Tião Lucena

O Rei Morreu?! Viva Reginaldo Rossi!

1BERTO DE ALMEIDA 


Não faz muito tempo disse aqui neste singular espaço Plural que o “Rei do brega” Reginaldo Rossi sabia fazer muito bem o seu trabalho. Em se tratando de brega, disse/escrevi nesse dia, Reginaldo Rossi era insuperável. Um craque. 

Um dia o líder do Jaguaribe Carne, Pedro Osmar, me disse que gostaria mesmo era de fazer uma música como as que Reginaldo Rossi fazia. Tentava, insistia, deixaram de lado o seu histórico experimentalismo, mas não chegava nem perto. 

A sua Raposa e as uvas o seu Garçom entraram para história da música brega do verde-amarelo e dessa história nunca mais sairão. Mas em respeito ao que ele me dissera um dia, faz tempo, nada de brega, tudo Música Popular Brasileira. O uso do “brega” é um tanto preconceituoso, disse-me nesse dia. Tinha razão. 

A música que ele fazia era música popular na acepção maior da expressão: Música Popular Brasileira. Pois, afinal, por mais que se diga que Antonio Carlos Jobim e Chico Buarque, para ficarmos nesses dois, façam “música popular brasileira”, o que eles fazem nada tem nada de popular. 

A música popular, a verdadeira, era a música de Reginaldo Rossi e de outros da mesma escola. Façam um teste com o "povão": Reginaldo Rossi ou Antonio Carlos Jobim? Reginaldo ou Chico Buarque? Se este escriba ouvia Reginaldo Rossi? Sem preconceito. Ouvia e continuarei ouvindo. 

Ah, que a terra lhe caia sobre o rosto como suaves notas musicais!

sábado, 21 de dezembro de 2013

Os outdoors graciosos !

Por Rui Galdino Filho 


Desde o início do ano, se observa espalhados por diversos locais de João Pessoa, Campina Grande e demais cidades da Paraíba, uma série de placas tipo outdoor, com mensagens e imagens de diversos políticos paraibanos, apresentando seus belos dentes e sorrisos marotos. O danado, é que tudo isso só acontece e de maneira repetitiva em anos pré-eleitorais, como agora em 2013, pois, em 2014 teremos eleições em todo o Brasil. 

Além de ser um acinte e achincalhe à população de maneira geral, esses outdoors representam também um verdadeiro crime eleitoral. São propagandas antecipadas e disfarçadas com diversas mensagens, e tem mensagem para todos os gostos. As pessoas que ali estão demonstrando suas simpatias e dentaduras nos outdoors, são todos sem exceção, pré-candidatos a algum cargo eletivo no próximo ano. 

Não estão ali por que são bonzinhos ou por que querem o bem da população. Isso eu não acredito ! Esses outdoors são caros e pagos por dia de exibições. A verdadeira intenção realmente é outra, ou seja, é a divulgação antecipada de seus nomes e suas lindas caras e respectivas dentaduras para que sejam lembrados pela população, afinal, 2014 se aproxima e estão todos querendo se eleger a alguma coisa. 

Ora ! Se a lei eleitoral proíbe o uso de outdoors durante o período oficial da campanha política, imagine antes ? Será que o Ministério Público, Juízes e demais interessados não estão vendo isso ? Até quando essa pouca vergonha vai continuar acontecendo aqui na Paraíba e no Brasil ? 

Todos que estão nos outdoors com suas belas mensagens são pré-candidatos. Isso ninguém tenha dúvida ! Caberia a Justiça Eleitoral fotografar esses outdoors e no período de registro das candidaturas em 2014, IMPUGNAR A TODOS SEM EXCEÇÃO. Aí sim, as coisas realmente tomariam outro rumo e todos os demais pré-candidatos seriam tratados com a mesma igualdade de condições. 

Chega de tanta insensatez ! É hora de acabar com essa pouca vergonha. Outra boa solução para acabar com isso, era se a população anotassem esses nomes que estão nos outdoors de maneira antecipada e dissimulada, e em 2014 votasse CONTRA, aí SIM, eu queria ver se eles iriam continuar fazendo o que fazem sempre em períodos pré-eleitorais. 

Que vergonha !

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Eu aumento, mas não amamento

Condenado ficha limpa
Condenado pelo inclito juiz Alexandre de Luna Freire por improbidade administrative, com suspensão de direitos políticos e aplicação de gorda multa, o senador Cicero Lucena insiste em dizer que continua ficha limpa. Baseia-se no fato de sua condenação ter acontecido fora de um órgão colegiado, ou seja, mera formalidade. O que embrulha o estômago é a insistência em se dizer limpo de proibições para continuar pedindo o voto do eleitor, mesmo sabendo que tem culpa no cartório e o rabo preso a processos que investigam sua conduta como homem público.

Ricardo Coutinho
O governador Ricardo Coutinho termina o ano com um acervo de obras concluídas e em andamento nunca antes registrado na história desse Estado. Deve ser por isso que os adversários estão tão acesos em cima dele. O homem vem deixando a turma do passado sem dormir.

Aniversário
Amanhã é o meu dia, é também o dia d

Tião Lucena

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

A volta do califon


O velho califon voltou a ser moda no Brasil, aposentando de vez os delicados soutiens de panos finos, que serviam apenas para cobrir os seios, evitando que pegassem difurço com a friagem. Voltou mais sofisticado, com beiradas endurecidas e a missão de aumentar o tamanho dos peitos das mulheres. Na nova versão, o califon tem a tarefa de juntar um peito ao outro e, desta forma, vender a imagem de uma mulher peituda ao distinto público, mesmo que seja uma imagem falsa e o volume grande se desmanche assim que a indumentária que o aumenta for retirada.

Velho califon, dos tempos de antanho. Minha tia jovelina tinha um e dele lembro bem por causa da armação constante. O de tia Jovelina era feito de espuma e por mais que eu o amassasse em cima da mesa, o bicho sempre voltava à armação original. Naqueles ontens todas as mulheres tinham os peitos apontados para Pirpirituba, olhavam o horizonte sem carecer muito esforço. Andavam armados e armados permaneciam até a hora da camaradagem, quando então serviam de aparelhos amamentadores para amantes gulosos.

Algum tempo depois, foi aposentado pelo soutien ou corpete. Este chegou fininho, bonitinho, de fácil manipulação. Não tinha a dureza do califon que para deixar o peito a descoberto precisava ser retirado. O soutien não opunha obstáculo ao namorado ansioso por um peitinho novo. Bastava um puxão na beirada para ele ceder espaço ao peito viçoso, que sobressaia-se desnudo aos olhos e lábios do namorado enamorado.

Antes do califon chegar, chegou a calça comprida tomara que caia. Está em uso atualmente. As mulheres passam nas ruas com as partes às vistas e milagrosamente conseguem esconder o alvo da cobiça de um jeito que deixa o espião de pescoço torto, olhando e não vendo o principal. Apesar de que elas não ligam para isso, pois exibem as calcinhas e o rego da bunda com a maior naturalidade do mundo. Ainda ontem, quando eu caminhava na calçada do shoping, duas mocinhas conversavam acocoradas e uma delas mostrava o rêgo em toda sua dimensão. Senti vontade de depositar ali o picolé que chupava somente para ela sentir o frio. Não o fiz com medo de ser confundido com um tarado.

Quanto ao califon, que seja bem vindo, mesmo sabendo que chegou com uma missão ingrata que é a de vender ilusões. Mulheres com peitos moles vão enganar o bêsta dizendo que os têm grandes, graças ao califon. Elas não são autênticas como minha conterrânea Joana de Vigó, que nunca escondeu de ninguém a peitança gasta pelo uso constante de 12 meninos mamadores ao longo da vida. Ela, lembro bem, chegou aqui para tirar uma radiografia do tórax, entrou na sala escura e ouviu quando o rapaz que manipula o aparelho mandou-a encher os peitos de ar e aguardar. O rapaz ligou a máquina e viu Joana com o bico de um dos peitos na boca, soprando nele. Espantado, botou a cabeça de fora e perguntou o que estava havendo, tendo ouvido esta resposta singela:

-Ôxente! E o senhor não mandou eu encher o peito de ar?

Tião Lucena

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Chico Augusto

fabricAssimário
OS GRANDES RESPONSÁVEIS PELO DESENVOLVIMENTO DE ITAPORANGA E DO MUNDO - PARTE XII - CONTINUAÇÃO

OS FILHOS DO CASAL JOSÉ AUGUSTO DE CARVALHO/ HERMÍNIA LEITE GUIMARÃES.
                                                                                                    ( José Assimário Pinto)

Francisco Augusto Leite também é um dos filhos, o maior deles em virtudes.
Deus não lhe deu o tamanho sequer do pai, porém compensou em bondade, humildade, em presteza, enfim. Chico Xangai era admirado por todos os seus companheiros, tanto no tempo em que foi funcionário da SAMBRA, quanto do Banco do Nordeste do Brasil, aprovado que foi por desígnios de Deus, pois há muito se afastara dos estudos.

Até onde me lembro, Chico, Pai Gusto me dizia, que desde criança fora bom, inteligente e privava de toda admiração do povo de Itaporanga. Casara-se, exclusivamente por amor, com Dona Terezinha Rodrigues da Fonseca, filha do casal Lourival e Dona Edite, e que merecem todos os meus encômios por representar a união perfeita à comunidade do vilarejo.

 Francisco não teve fortuna, no sentido material, mas teve-a muito no sentido espiritual, suas filhas são pessoas da mais alta qualificação e herdaram deles a vergonha, a doçura e a honestidade.
Chico brincava com todos, no mesmo pé de igualdade, não guardava rancor de ninguém, ainda que levasse desaforo, sabia perdoar. As linhas mestras de sua vida traçaram-na Deus em plenitude. Até para o servir, fazia-o às escondidas para que ninguém notasse, juntamente com Cleó, que viria a ser esposa de Júlio Nitão – homem de bem, digno de nota, que desposando esta chegou a ser professor do Ginásio Diocesano São João da Mata, fundado por Padre Zé na sua profícua profissão a um só tempo de Padre, de educador e benfeitor do vilarejo.

 Tive a honra de ser um dos alunos, juntamente com Zé Vital, Patinhas, Bosco Gaspar, Tota Ferreira e quantos outros brilhantes filhos da terra que comigo assistiam aulas, praticamente gratuitas dos universitários, Marleno Barros e Sebastião Bastos, que além de professores eméritos e vocacionados, estimulavam a que continuássemos vida afora, pois detínhamos muitos valores, o que viria a ser comprovado ao longo do tempo pela sociedade Itaporanguense, Paraibana e até por este escriba.
Chico - tive oportunidade de conhecê-lo mais, no Banco, em desempenhando suas funções de funcionário do Banco do Nordeste; o seu birô era modesto, comprara com dinheiro de seu bolso uma folha de vidro e enchera-no de fotos variadas de clientes que atendera, o mais feio deles era Boinho, que ele dizia ser o mais bonito e maior de todos. Ao preencher as propostas de financiamentos rurais, havia um campo que perguntava o nome da pessoa e outra como era o apelido mais conhecido, e Chico, na espiritualidade que Deus lhe dera, perguntou-lhe porque se apelidara de “Boinho”, e ele respondeu – Seu Chico, “Boinho” foi o nome que eu ganhei na redondeza onde moro, mas se alguém me chamar por esse nome eu mato!

Nos dias de sábado, descíamos - os funcionários quase todos para a sorveteria de Walter Inácio - e certa vez estávamos em uma mesa tomando umas cerveja, quando Manoel José Roldão apareceu e Chico foi puxando a cadeira dizendo – esse eu tenho que abraçar, porque é o maior abraço de Itaporanga – o abraço foi tão grande que Manoel não suportou o peso devido à deficiência nos pés e acabou caindo.O gordo Walter também era bom por natureza, cortês com todos e auxiliado sempre pelo irmão Armínio, filhos do senhor Manoel Inácio, de quem roubei tanta castanha, pois sua propriedade era vizinha às terras de meu avô Misa Paulo.

No Banco do Nordeste eu subi ligeiro para a carreira para qual eu fora aprovado, em pouco mais de um ano já era titular e chefe da carteira de crédito rural e Chico sempre trabalhou conosco, mas não queria de forma nenhuma crescer dentro da Instituição, de sorte que se aposentou no mesmo cargo que conseguira se aprovar, como se fosse uma forma de que AGRADECER pela infinita misericórdia de Deus.

Era eu um adolescente quando entrei no Banco e além de sobrinho, me tornei um grande amigo de Chico, frequentando sua casa com minha namorada, noiva e depois esposa, Marlúcia Pinto; o casal Chico e Tequinha era para nós além de um exemplo salutar, como dois irmãos mais velhos que Deus pusera no mundo para nos orientar na vida. Assim é que tive em Chico Augusto o melhor dos meus amigos e Marlúcia sentia o mesmo por Tequinha e ainda hoje o é.

 Numa manhã de domingo eu já estava em minha casa, onde até hoje moro, no Mezanino onde mandara construir, com as janelas abertas para os céus e para receber os amigos que quisessem sorver como sempre sorvi um vinho gelado ou uma lapada de cana, posto que herdei isto dos meus ancestrais. E foi num domingo cheio de luz que recebi um telefonema do próprio Chico ,de João Pessoa onde morava e sempre morou, dizendo que achava que estava com câncer no reto, eu lhe respondi que era mais uma de suas brincadeiras do tempos de Itaporanga e lhe pedi que não dissesse aquilo nunca mais, pois seria trágico se essa notícia fosse verdade. Pois era verdade, Chico viera a falecer em João Pessoa aos cinquenta e poucos anos, fui chamado às pressas para lá e infelizmente não tive forças para saudá-lo em seu sepultamento, como já era uma praxe minha, no momento derradeiro de despedida dos meus familiares.

Chico,,,a perda não só foi minha e de minha família, que era a tua também, foi da família Paraibana, do preto, pobre e/ou desconhecido aos mais significativos canais da sociedade Paraibana, vi com esses olhos que a terra há de comer, a dor estampada em todos, lamentando o acontecido, de forma tão abrupta quanto surpreendente. Havemos nos consolar e nos curvar, pois você era realmente grande e indescritível em seus valores humanos, cristãos e de respeito ao próximo. O seu sepultamento fora simples, sem alardes, numa tarde fria e calma onde até para chorar o povo, colocava a mão na boca, a um só tempo de surpresa e dolorido com aquela atrocidade que nos surpreendera a todos.

Chico foi um dançarino dos bons, juntamente com sua esposa, onde chegassem e cantavam todas as músicas da MPB e principalmente da velha guarda, nas serenatas que fazíamos ao luar do sertão e na costa do mar da Paraíba.

 Fica com Deus Chico Augusto, recebe o meu abraço respeitoso; desse sobrinho que continua aqui na face da terra, mercê de Deus. Minhas palavras saem aos borbotões, ao improviso, mas, você sabe são de um amigo sincero.Faz cerca de dez anos, que estou com essas verdades entaladas na garganta, ATÉ QUE HOJE SAIRAM.

Campina Grande, 16 de Dezembro de 2013.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Homenagens equivocadas

Ramalho Leite

Outro dia ocupei este espaço para lembrar homenagens prestadas a nomes os mais ilustres, em equipamentos públicos ou privados fora das atividades em que se notabilizaram seus patronos. Referi-meà Medalha do Mérito Esportivo TarcisioBurity, nome que para mim poderia honrar qualquer comenda, desde que vinculada às suas qualificações. Não sei se alguém do Tribunal de Contas leu o que escrevi, mas naquela instituição foi criado um premio Tarcisio de Miranda Burity para laurear os vencedores do concurso de artigos sobre administraçãopublica e controle externo dos seus atos. Tudo a ver!

Explorar o nome de Frei Damião, por exemplo, virou moda em Guarabira. O homem já era endeusado na região e depois que Lea Toscano e MonsenhorZé Nicodemus lhe tributaram um monumento, ampliou-se a fama de homem puro e santo. Até posto de gasolina já tem o nome dele. Na Capital,Wilson Braga o elegeu patrono de uma maternidade. O equivoco da homenagem ficou patenteado com uma manchete de um dos nossos jornais: “Frei Damião fará aborto”. Como homem e como beato, a notícia injuriava o capuchinho. Tratava-se, simplesmente, de uma determinação do SUS, credenciando a referida maternidade para a prática dos abortos legais. 

E a noticia de que “Valentina Figueiredo está cheia de buracos”? Fosse vivo, o general seu filho prendia e arrebentava...

Augusto dos Anjos, poeta do Eu, em Sapé é de todos e ostenta seu nome em empreendimentos diversificados. Se um dia Augusto, “exausto de pisar máguas pisadas”ansiar o retorno ao seu pé de tamarindo, só para rever o “sepulcro da loura virgem bela”, duvido muito que agradeça a homenagem saída de “tegumentárias mãos plebeas” mas sinceras, do meu amigo Antonio Simplício, dono da Casa Lotérica Augusto dos Anjos.

O Centro Administrativo do Estado tem a denominação de Tancredo Neves. Fui autor do projeto que virou lei. Nunca colocaram uma placa no local. Mas em Mandacaru, mesmo com letras tortas e mal desenhadas, a Borracharia Tancredo Neves imortaliza esse nome. Os equívocos se repetem em toda parte. O Estádio Bezerrão em Bananeiras, tem o nome de Governador Clovis Bezerra. O Ramalhão, reverencia o prefeito Arlindo Ramalho. Os dois, mesmo merecedores da homenagem,nunca foram desportistas. Humberto Lucena, nome de hospital, é um trauma. A imprensa lembra a função do hospital e esquece o patrono. Em escola, em um fórum judicial, quando acabar nome de desembargador, ficaria melhor o seu nome.

Outras homenagens, mesmo condizentes são duvidosas. Como aplaudir a vinculaçãodo nome do desembargador e professor de direito de varias gerações, Flóscolo da Nóbrega, a uma penitenciária exemplo do que existe de pior em desrespeito aos direitos humanos? E Geraldo Beltrão, advogado brilhante, também ser nome de presídio!... Não é de se admirar, pois nesta Terra de Santa Cruz, nome de leiem vez do nome do autor, ganha o nome do réu. Lembram da Lei Fleury? E mais recentemente, a Emenda Maluf? 

Para encerrar, enterrando nas profundas a vaidade do baiano Rui Barbosa, encontrei na Torrelândiaa “Troca de Óleo Rui Barbosa”. Vejam onde foi parar o Águia de Haia! (Do livro EM PROSA E NO VERSO)

sábado, 14 de dezembro de 2013

Papai aniversariou, e eu nem me lembrei


Por Sousa Neto - Revirando papeis velhos, encontrei a data do seu nascimento. O 19 de setembro estava lá, perdido dentro de uma caixa que não costumo mexer, esquecido entre outros escritos mais e menos importes. Papai aniversariou, e eu não me lembrei, nunca lembrei. Meu esquecimento não o incomoda, e eu também não me incomodo com o seu.

Não precisamos de data natalícia para lembranças recíprocas. Todo dia e a cada dia somos mais importantes um para o outro. A distância que nos separa não nos diminui a proximidade.

Não tivemos muita convivência, mas algumas memórias da infância são inapagáveis: lembro dele me protegendo sob uma arvore enquanto uma chuva molhava todo o roçado; recordo os tijolos que eu servia com esforço para suas mãos ligeiras erguerem paredes e sustentarem uma família.

Inegavelmente, somos parecidos no que somos e no que fazemos: ele ergue casas para abrigar pessoas; e eu construo ideias na esperança de que muitos se abriguem sob elas. Suas construções e as minhas nunca foram muito rentáveis, e nem por isso somos menos felizes, e mesmo que nos rendessem muito, não seríamos menos infelizes. O mesmo vício por trabalho, a mesma introspectividade, a mesma verdade, a mesma magreza: somos realmente muito parecidos. Talvez a única coisa que nos diferencie um pouco seja a cor da pele. Ele carrega uma aparência enegrecida pela pré-disposição genética e a farta exposição ao sol, mas é provável que sua alma seja bem mais alva do que a que me move.

Papai não sabe ler o que eu escrevo, mas me conhece infinitamente melhor do que o meu mais fiel leitor. Não leu os livros que li nem livro nenhum, no entanto, sua leitura da vida e do mundo é irretocável. Me supera também em sua fé: papai vai ao templo e reza: acredita que a vida não morre com a morte, e eu me orgulho e me felicito pelo seu credo. Alegro-me por ter que carregar sozinho a cruz da angústia pela certeza no fim de todas as coisas.

Autoconhecimento

Mariana Teodoro


Considerada uma das expressões mais antigas da literatura, o “Carpe Diem” – em português Aproveite o Dia" – pode ser a chave para uma existência plena. Porém, mesmo sabendo que viver o presente é um dos caminhos certos rumo à felicidade, deixar o hábito de remexer o passado e idealizar o futuro não é tão simples quanto parece.

"As pessoas sabem da importância de viver o agora, mas não conseguem fazer isso porque estão sob pressão. Aproveitar o momento como obrigação gera desconforto, angústia e ansiedade e, assim, é mais fácil se perder no tempo", diz o instrutor de meditação e coordenador do Instituto Renascimento de São Paulo, Khalis Chacel. Segundo o estudioso, a teoria do Carpe Diem é simples; o problema está em ter que seguir normas para praticá-la. “Não existem regras de comportamento que façam milagres. Acredito que o segredo está em aprender a desenvolver a mente, o lado pessoal, para conseguir enxergar a vida de uma forma leve”, diz.

Chacel afirma que um dos caminhos para uma vida mais leve está no ato de meditar, definido por ele como “descansar a mente”. “A meditação traz clareza, inteligência, bem-estar e, como conseqüência, permite que a pessoa sozinha desfrute do momento presente de forma natural.”

Praticante de meditação há 25 anos, ele explica que não é necessário passar horas em posições mirabolantes para obter bons resultados. O importante é permanecer de 3 a 5 minutos de olhos fechados em silêncio uma vez por dia. Após um tempo de prática é possível evoluir para outros estágios, como perceber a audição, a respiração e o fluxo da mente. "Em uma semana, a pessoa já nota a diferença. Quando se dá conta, ela já está mais criativa, ganha mais qualidade de vida, e principalmente, passa a aproveitar o dia sem nem perceber que está fazendo isso", conclui.

Já no ambiente corporativo, passado e futuro devem atuar como aliados. "Pessoas bem sucedidas usam o passado como aprendizado e enxergam o futuro como um norte para a tomada de decisões. Já no presente, elas vivem e desfrutam ao máximo o que estão fazendo", afirma o trainer coach da Você Vencedor Soluções Empresarias, Flávio Souza

Ele observa que planejar o futuro e caminhar na sua direção é tarefa primordial, mas o indivíduo deve tomar cuidado para não viver sempre um passo adiante, pensando na próxima tarefa sem ter terminado a que se executa no momento ou, então, imaginar obstáculos que nem estão perto de acontecer e, com isso, sofrer por antecipação. "É imprescindível aprender falar devagar, ouvir as pessoas, fazer uma coisa por vez e a agir na medida do possível de forma calma, finaliza.

Matuto comedor


O matuto que se preze tem que ser comedor. E o matuto comedor tem que comer, no mínimo, uma panela cheia de feijão com mocotó de boi, maxixe, quiabo e pé de porco salgado.
Antonio da Várzea comia tudo isso aí de cima e ainda fazia a digestão envergando, no bucho, uma dúzia de bananas anãs, uma lata de doce de goiaba Palmeiron e, para arrotar forte e grosso, uma rapadura brejeira com cinco litros d'água do pote de Bidula de Seu Duquinha.
Quando eu era menino, em Princesa, uma das raras qualidades que se encontrava no homem daquele meu sertão era o de bom comedor. Por isso Antonio da Várzea tinha fama e prestígio. Era um comedor de alta categoria. Comia o que via e o que não via.
Certa manhã, e isso eu vi, Antonio se postou de emboscada na saída da cozinha de Seu Mano, pegando todos os pratos que apareciam. Comeu oito pratos de farofa com feijão, com carne de boi, com verdura, com macarrão do grosso e com água do Jatobá. Não satisfeito, repetiu a dose. E deu pra morrer. Arfava, ficava sem voz, os olhos revirados pedindo o cemitério, um traste. Até quando alguém , ou melhor dizendo, Maria Mumbaça, se lembrou de fazer um chá. Prepararam um chá de boldo combinado com capim santo e erva cidreira e levaram para o nosso Antonio, que àquela altura estava quase desmaiando. Subiram a xícara até ele, o quase moribundo sentiu o cheiro do chá, abriu a boca com muita dificuldade e, antes de beber o que lhe era oferecido, chamou sua assistente de enfermagem para mais perto e perguntou:
- Cadê a bolacha?
Blog do Tião

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Filhos de José Augusto de Carvalho e Hermínia leite Guimarães

 OS GRANDES RESPONSÁVEIS PELO DESENVOLVIMENTO DE ITAPORANGA E DO MUNDO – PARTE XII

OS FILHOS DO CASAL JOSÉ AUGUSTO DE CARVALHO/ HERMÍNIA LEITE GUIMARÃES.
( José Assimário Pinto)

Peço venia aos senhores para falar dos filhos do casal supra citado.
Era o mais velho deles o senhor Antônio Augusto de Carvalho, hoje falecido.
Em minha infância tive pouco contato com ele, somente vindo a conviver, depois de entrar como funcionário do Banco do Nordeste do Brasil S/A., fato ocorrido em 05 de Janeiro de 1967.Depois dessa época é que vim a ter mais conhecimento com Tatão, como a gente chamava.

Casara-se com Maria Perpétua, irmã de Diassis Leite, de cuja união nasceram os filhos: Ademar Augusto de Carvalho (falecido), José Augusto Neto e Maria José Augusto de Carvalho.Moravam na Rua 13 de Maio, fazendo quase fronte com o colégio Padre Diniz.

Tatão, ao que sei, fora um homem que quando jovem tivera grandes oportunidades de se formar, tendo estudado em Fortaleza, Campina Grande e outras cidades do Nordeste, mas nunca o quis, terminando seus dias como Escrivão de Polícia na Delegacia da cidade de Itaporanga/PB.

Lembro-me que chamava Pai Gusto, meu avô, de Dedé e também era amante da cerveja.De uma feita, tomou algumas no bar do Geraldo Mano e eu fora buscá-lo em um fusca branco, pois soubera que não estava em condições de permanecer mais no local, posto que estava armado. Não é que Tatão entrando no meu carro atirou para cima e furou o teto do Volkswagen e chegando em sua casa não aparentava qualquer alteração física?

Sempre que queria e podia, visitava-o e era muito bem recebido em sua residência, por todos.

Já perto do seu falecimento, esteve aqui em Campina Grande, na casa de minha mãe Acy e Gorete já médica, prescrevera alguns medicamentos que ele nem chegou a tomar, pois se recusara dizendo:

- Não vou tomar nada, pois sei que não escapo e estou na idade de morrer.

O fato é que fui deixá-lo em Itaporanga, de volta, e ao chegar em Santa Luzia ele me pediu para parar o carro afirmando que não estava bem, me convidou em seguida a ir tomar uma cervejinha “Malzebier”, que era boa para o estômago.

No bar fomos servidos e seguimos viagem até a casa dele, que ao despedir-se de mim falou:

- Muito obrigado meu sobrinho, quem dá aos pobres empresta a Deus!

Tatão foi um homem bom, sem que, apesar de ter sido de um comportamento estranho, nunca matou nem fez mal a quem quer que seja.

O segundo filho do meu avô foi minha mãe Maria Acy Leite Pinto, que faleceu aos 83 anos na cidade de Campina Grande/PB.Quando do seu sepultamento lembro-me bem, fiz um discurso ao improviso, começando em verso e terminando em prosa. Certa vez, numa festa fui procurado por uma senhora muito bem vestida que dizia insistentemente ter estado, quando das últimas homenagens à minha mãe, e, ao perceber que eu estava duvidando me disse:

- Doutor, parece que o senhor não está acreditando, e passou a declinar partes do discurso que proferira diante do corpo de minha mãe, arrodeado pelos seus filhos, netos e noras, e mais algumas pessoas: registro que lembro bem das presenças ilustres de João Deon Fonseca e Vital do Rego.

Minha mãe, fora uma esposa dedicada e amada pelo meu pai Amaro Gonzaga Pinto, até a morte e nunca os vi discutindo. De forma humilde, educou e criou os 08 filhos que Deus lhe dera, sempre auxiliada por Tutu, Tertuliana Pereira Pereira e sempre contou também com o auxílio imorredouro da Tia Maroquinha. Todos os seus filhos formaram-se em Campina Grande/PB, salvo a Dra. Maria Assimar Pinto e Dr. Aderbal Pinto que se formaram em João Pessoa/PB.

Minha mãe, se é verdade que a saudade é a vontade de ver de novo, você está mais viva do que nunca nos corações dos seus filhos, até que nos permita Deus reencontrá-la na casa do Pai, inclusive com os nossos ancestrais e filhos que lá se encontram.

O terceiro filho foi Luiz Augusto de Carvalho, homem probo, honesto, trabalhador e muito inteligente, mas infelizmente com uma trajetória de vida muito difícil.

Noivara com uma moça da sociedade de Itaporanga, uma flor de pessoa, de singular beleza e olhos belíssimos que se irradiam na minha memória. Mércia Felinto fora outra flor que Deus permitiu e ofereceu a Luiz, que também de forma trágica falecera violentamente, numa manhã de céu azul da cidade de Itaporanga aos 18 anos, tragédia essa que ocorreu, lamentavelmente, para a tristeza de todos nós e dos habitantes do lugar no dia 08 de Junho de 1967.

Não gosto de falar de tragédias, todavia me vejo na obrigação de narrá-la: – Luiz adoecera nos idos anos de 1966 de uma doença nervosa que eu, em percebendo, levei-o para consultar com Dr. Atêncio na cidade de Pombal/PB e este me disse desconsoladamente:- Luiz está muito doente, infelizmente, cuidado com ele.

Voltei para Itaporanga e informei aos familiares que entenderam, no entanto, que ele haveria de superar essa crise.Essa espera foi fatal e Mércia, na sua ingenuidade, acompanhou heroicamente o esposo até a cidade de Itaporanga dias após, lá chegando por volta de 9:00h da manhã em um táxi (jipe) e Lolô entrou na casa de meu pai, já atirando, de revólver em punho e cuja ação resultara para a tristeza de todos nós na morte fatídica e violenta de Mércia, de cujas mãos minha mãe tomou “Bidonzinho” e correu, e mesmo assim ele atirou nela.

Meu irmão Gonzaguinha, que também era pequeno, escapou nos braços de minha irmã Assimar, detrás de uma porta da casa de meu pai.

Quando chamado onde trabalhava no Banco do Nordeste, acompanhado salvo engano pelo primo Jesus Fonseca e adentrei a casa do meu pai, encontrando Lolô abraçado a Mércia que jazia no chão na sala da frente e do peito dele jorrava um filete de sangue com revólver já no chão descarregado. Tomei-os em meus braços e coloquei-os na cama de meus pais e a multidão invadiu a casa, foi um dia terrível para um jovem ainda de menor idade, um dia que decerto jamais se apagará da minha memória.

Campina Grande, 11 de Dezembro de 20013

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

POR QUE SOMOS ASSIM?

Doze meses, todos eles vivenciados pela imprevisibilidade do clarão dos dias e da escuridão das noites, recheados de surpresas e emoções, cravados pelos nossos olhos e desejos...

Para uns, os melhores... Para outros, os piores... Ou, quem sabe, a mescla de ambos, onde a alegria e a tristeza serão os ingredientes imprescindíveis para a formação do caráter, da resignação, da superação e do prazer, diante dos fatos ou acontecimentos inesperados, os quais nos colocarão frente a frente, a toda prova...

Neles, virão oportunidades de crescimentos e de arrependimentos pelo que são ou deixaram de ser realizados... As circunstâncias serão lançadas imperceptivelmente a cada momento; só assim poderemos ser ou não ser os merecedores da escolha certa, acerca desse lance transitório...

Desta forma, com o espírito sempre renovado de boas intenções e pureza no coração, não será difícil a percepção desse facho de luz que brilha tão misteriosamente e intensamente no nosso modo de ser. É só querermos...

Para isso, é necessário buscarmos a compreensão, a contenção, o compromisso e o enfrentamento diante das intempéries sociais, construtoras do vazio enorme entre as pessoas; do desemprego; da prostituição; da violência generalizada, entre outros infortúnios, os quais sufocam e incomodam aqueles acomodados que, direta ou indiretamente, também são responsáveis por essas mazelas; além do veneno cruel contido na inveja e na maldade, brotadas por aqueles insensíveis às condições do seu próximo.

Por que só paramos para pensar nessa realidade somente no Natal, na Noite de Ano Novo ou nas atitudes tão somente fabricadas em função da promoção individual, distantes dos bons exemplos, das boas obras e do nosso dia a dia?

Por que não praticamos diariamente os ensinamentos do Nosso Pai, através da humildade, do perdão, da caridade, dos pequeninos gestos e da troca de amizade, sem nenhum interesse, quer seja pessoal ou político?

Por que não desprendemos da ganância, da arrogância, do consumismo e do egoísmo à procura do amor maior?

Por que somos assim?

João Pessoa, 17 de novembro de 2013 – 10:00horas.
José Ventura Filho

domingo, 8 de dezembro de 2013

Artigo de Fabiano Gomes: ‘Entre a hipocrisia e a opinião’



Nos últimos dias, uma legião – não tão grande – de “arautos” da moralidade saiu em defesa dos bons costumes, se escandalizando nas redes sociais, me julgando e condenando por ter emitido uma opinião durante o programa líder absoluto do rádio paraibano, o ‘Correio Debate’.

Nem tanto pela opinião em si, mas pelas palavras usadas, que até concordo, foram inadequadas, e por isto peço desculpas às pessoas de boa fé, que confiam no meu trabalho e acreditam que, quando opino, sou legítimo, não busco o tal do politicamente correto para me expressar. Talvez seja o advento desse termo – politicamente correto – e o uso excessivo dele que causou o grande esfacelamento que as famílias brasileiras atravessam.

As pessoas de boa fé sabem que as coisas estão reviradas, de cabeça pra baixo. Basta passar numa escola secundária de qualquer cidade paraibana ou do Brasil e todos verão a comprovação da mais completa inversão de valores da sociedade moderna.

Nas cercanias das escolas, garotas e garotos que nem ao menos chegaram à maior idade, praticam atos obscenos, desrespeitando quem passa. E quando os professores reclamam, muitas vezes são ameaçados fisicamente.

Mas as pessoas que me criticam não querem saber disso.

Essas mesmas são “eruditas”, algumas acadêmicas, lecionam… Outras são concorrentes. E fingem não entender como alguém com a minha idade, sem possuir curso superior, conseguiu dirigir o principal departamento de radiojornalismo do estado.

Para as primeiras, sugiro uma visita ao mundo real. Certamente vocês encontrarão uma realidade dura e diária: a eminente falência da instituição familiar.

Que é bem mais preocupante do que a citação de palavras, por mais chulas que tenham sido. Verão ainda que pais e mães, que precisam trabalhar para dar sustento aos filhos, não têm acompanhado de maneira adequada o desenvolvimento deles. Mas esses pais não merecem levar a culpa. Eles vivem as suas agruras e só querem o bem para os filhos.

E curiosamente se tornam vítimas desses adolescentes que se metem cada vez mais em encrencas e a grande maioria deles comete bobagens, porque fazem parte de uma geração que privilegia o consumo, ao invés da confraternização entre pessoas.

Dizendo isto, meu desejo não é o de generalizar. Muito pelo contrário. Mas, mesmo fazendo parte dessa nova geração, e agora vou direto ao ponto, está errada a atitude de uma garota que envia fotos íntimas para um namorado ou amigos. Está errada. E repito: a atitude. Eu não disse que ela é criminosa. Criminoso é quem espalha as fotos na rede e deve ser punido judicialmente. Para quem envia tais fotos, defendo a punição em casa. A partir da família.

As garotas quando postam esse tipo de material sabem do risco que correm. E por favor, não venham me dizer que não sabem. Esses jovens aos quais me refiro podem não ser estudiosos, mas inteligência não lhes falta.

Já para os desafetos profissionais, que tentam faturar em cima as críticas que pessoas de boa fé me desferem, não tenho tempo para perder com vocês. Nem tampouco satisfação a lhes dar. O que eu tenho é coragem. E, provavelmente, isso lhes falta.

E por fim, quero que todos saibam que entre a hipocrisia e a opinião, sempre escolherei a segunda opção. Porque foi nela e é nela que escrevo minha história.
No mais, foda-se tudo

Fabiano Gomes, radialista.

sábado, 7 de dezembro de 2013

PARA OS POBRES, SEU GRITO NÃO É OUVIDO. Por Padre Dajcy Brasileiro

Nas minhas andanças por este sertão seco, esturricado, vou percebendo, aos poucos, que os clamores dos pobres, a cada dia que passa, vão tornando-se ensurdecedor. E o pior, esse grito pungente é ignorado, tratado com desdém. 

É como se o paciente, com uma doença grave, contorcendo-se de fortes dores, pedisse socorro ao médico, mas nada de socorrê-lo, causando no doente uma forte sensação de abandono, de esquecimento e de morte lenta.

Falo com conhecimento de causa. Falo porque vejo e ouço. Nada de sensacionalismo ou demagoguíssimo. Ando muito pela zona rural e periferia das cidades sertanejas. Dentro de casa, em baixo de árvores, sentadonas calçadas, ou em qualquer lugar, converso demoradamente com os sertanejos. Ouço o que eles dizem. Nada falo,apenas ouço. E é ouvindo esses sofridos filhos de Deus, quem e vem o questionamento: onde estão os cristãos? Onde estão aqueles que tanto pregam o amor, a solidariedade, a justiça, o evangelho? Onde estão os governantes? Enfim, Por que não nos sensibilizamos com as dores dos irmãos em Cristo? Por que o grito dos injustiçados, dos excluídos, dos marginalizados não é ouvido e levado em consideração pela sociedade, pelos cristãos e governantes?

Parece que todos estão com excesso de cera nos ouvidos. O povo grita, mas ninguém ouve. Todos estão surdos, menos Deus. Aliás, a esperança dos pobres está em Deus, como o próprio salmo 34, versículo 6, diz: “Clamou este pobre, e o Senhor o ouviu, e o livrou de todas as suas angústias”.

Percebo que os pobres estão ficando revoltados, indignados, não só com os políticos, mas também com seus líderes religiosos. Isso, para mim, já é notório. Suas falas são recheadas de muita comoção e revolta,repito.Não há como esconder essa verdade. 

Vejam o que o povo fala sobre seus sofrimentos, suas dores, seus desesperos e angústias:
-Seu padre, a gente fala,pede,mas não adianta falar, ninguém quer ouvir a gente.
-Falar pra quê, se não adianta nada? Eu já falei, implorei, e não vi ajuda de ninguém, a não de Deus.
-Conheço pessoa que não reza, não vai à igreja e muito melhor do que essas pessoas que só vivem rezando. É melhor não ser nada.
-Só Deus pra ter piedade de nós. Só ele olha pra os pobres desta comunidade.
-É, Deus quer assim mesmo, então pra que falar,gritar,se ele quer que a gente seja assim.Vamos morrer assim mesmo,é vontade dele.
-O que adianta viver na igreja, rezar, e não olhar para os pobres?
-Padre, me perdoe,mas o que tem de gente da sua igreja rezando e tem raiva de pobre não é brincadeira.
-Padre, eu não acredito mais em ninguém. A gente morre e ninguém se compadece da gente. Nem Padre, nem Pastor, nem governo, nem nada. A gente tá é abandonada mesmo. Só Deus por nós.
-Na minha casa não anda Padre. Nunca o Padre andou na minha casa para saber como vai a nossa vida. É isso mesmo, só porque a gente é pobre, miserável.
-A nossa situação não é boa mesma. Apesar da bolsa família, falta tudo na nossa casa. Veja Padre, a nossa situação.Vivemos pobres mesmos. Não temos nada
-A gente não vê ninguém falar por nós. Cadê os Padres, os Pastores, o povo da igreja? Essa gente só sabe mesmo é rezar e pedir dinheiro. Isso sabe. Não medo de dizer a verdade.
_Esses políticos não querem saber da gente não,eles só querem da gente o nosso voto. E acabou.
-Tá pensando que na nossa casa anda prefeito,vereador,deputado,senador? Anda breu.Essa cambada de políticos só vem aqui pedir nosso voto em tempo de eleição
-A gente morre e não aparece um pé de pessoa aqui.Eita mundo desmantelado. Triste de quem é pobre.
-Sei não,antigamente ainda tinha pessoa da igreja que dava uma palavra por nós,hoje,é muita reza,louvor, e nada de ação
-Padre Djacy,eu conheci as Cebs,comunidades eclesiais de bases, lá,a gente podia falar, o Padre deixava a gente falar da nossa situação, da nossa carência, da nossa pobreza.
-Ta faltando gente pra nos defender. Ninguém fala por nós, dá uma palavra por nós, ninguém mesmo.
-Padre, pobre só tem valor no dia da eleição. Nesse dia se ele grita, seu grito é ouvido.
-A gente não vê ninguém falando por nós. Se a gente liga o rádio,só fala em eleição e eleição.Candidato tal vai apoiar candidato tal,e a gente se lascando nesse sofrimento danado.
-Enquanto a gente passa todo tipo de privação, os políticos estão pensando é nas eleições do próximo ano. Eles não estão nem aí com o sofrimento do povo pobre. Tenho certeza
Padre,eu não acredito mais em ninguém.Nem em prefeito,vereador,deputado,em ninguém,em ninguém.Só acredito em Deus, que é nosso verdadeiro pai.
-Eu não vejo ninguém da igreja nos defender. É a gente sofrendo, passando fome, sede e ninguém, nem Padre, nem pastor falar por nós. Eles sabem mesmo é pedir dinheiro. Isso eles sabem bem direitinho. Não tenho medo de dizer, estou falando a verdade.
-Padre,no tempo da ditadura militar,eu era do sindicato rural, naquele tempo,eu me lembro,tinha um bispo que se chamava dom Hélder,pense num bispo que gritava em defesa dos pobres? Ele era bem baixinho,mas não tinha medo de defender os trabalhadores.
-Sei não,nunca vi tanto pecado de omissão.Ninguém se compadece do nosso sofrimento,das nossas dificuldades...
-Eu penso que o padre,seja quem for,viver pensado somente em enfeitar ou embelezar a igreja,deveria pensar em primeiro lugar no seu rebanho,que vive sofrendo ,passando fome, sede e, sei lá, tantas dificuldades na nossa vida.
-Eu penso que Jesus, antes de bater palmas pra ele, ele quer mesmo é que socorram seus irmãos necessitados. Eu já li isso na Bíblia. Eu já li.
-OlhaPadre,antigamente tinha gente que ia pra rua gritar em defesa de justiça,de moradia,de emprego,hoje,acabou isso. Cada um no seu mundo...
-Pobre é ouvido em tempo de eleição.Nesse tempo,os políticos vêm a nossa casa, aí a gente fala,e eles só anotando, e dizendo:sim,sim,sim,sim.É mesmo,é mesmo,deixe comigo,deixe comigo,deixe comigo. Eu vou resolver seu problema, pode acreditar.Depois me procure,depois me procure.Quando passa a eleição,eles dão o pé na nossa bunda.
_A gente tá no mato sem carro. Não temos pra onde correr. A gente não tem ninguém por nós, pra olhar pra nós.
Com relação à Igreja, o Papa Francisco usa um tom profético, e com firmeza, na sua nova Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium”:
 “Para a Igreja, a opção pelos pobres é uma categoria teológica antes de sociológica. Por isso peço uma Igreja pobre para os pobres”.
“Qualquer comunidade dentro da Igreja” que se esquecer dos pobres corre o “risco de dissolução”.
Com essas palavras, o Papa Francisco espera que os católicos, com seus pastores, sejam verdadeiros profetas em defesa dos pobres, a exemplo dos profetas do Antigo Testamento e do próprio Jesus Cristo, o Profeta da libertação, da vida: “eu vim para que todos tenham vida”.
Na fé, no amor e na luta. Avante!

Padre Djacy Brasileiro, em 04 de dezembro de 2013.