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quinta-feira, 4 de abril de 2013

O rio Piancó


Ainda me lembro das suas cheias trazendo basseiros, e as águas barrentas repletas de jupiás das enxurradas das chuvas, das trovoadas. Recordo-me das cacimbas abertas na areia grossa e dos bebedouros dos animais espalhados pelo leito, que eram águas confinadas.

Lembro-me dos pescadores, dos negros da família Mocó, exímios nadadores e canoeiros intrépidos que dominavam a correnteza braba.

O rio sempre saciou a sede dos cônscios e irracionais, e que ainda serve de coito na calada da noite, mas está desnaturado e impuro.

Indo ou vindo, do sítio à cidade, eu pegava atalho, e caminhava absorto em pensamentos que vagavam no meu doce-amargo mundo, naquela areia esgazeada e quente sob o sol causticante.

O rio me servia de refúgio nos dias de angústia da minha juventude frustrada e insegura. E nas suas pestanas verdejantes eu matutava ouvindo a sinfonia dos pássaros e retornava pra casa mais confortado. O rio dos banhos matinais e vespertinos e das prosas deitadas ou sentadas na areia.

Ele até parecia ter vida quando nos afogava com o seu mormaço. Hoje ainda volto a ver o rio, mas não gostaria que ele estivesse assim, fétido, poluído e moribundo. Sei que o rio não morre sozinho. Com ele muitas vidas definham e sucumbem.

O rio Piancó, como outros rios, são degradados pela mão do homem, como as florestas que são desmatadas. Enfim, a fauna e a flora são massacrados e, nesse processo, o homem viola a natureza e cava a própria sepultura.

Mas, que rio?! Que natureza?! Que nada! Na terra, o que impera e o que importa é o dinheiro e o poder, e natureza que se dane, e as gerações futuras que paguem o preço mais alto pela ganância dos que hoje exterminam a natureza.

Zé do Agreste – literato e compositor de Itaporanga.

terça-feira, 12 de março de 2013

Cômicus é o título de mais um trabalho de Zé do Agreste, O matuto cantador

Novo CD tem 11 músicas de sua própria lavra

Por Redação da Folha O itaporanguense Onildo Mendonça encarna o personagem musical Zé do Agreste, que está com mais um CD na roça, ou melhor, na praça. 

Seu novo trabalho, intitulado Cômicus, traz onze composições de sua própria lavra, conforme apurou a Folha (www.folhadovali.com.br)

Com uma linguagem rústica e um palavreado roceiro, as músicas são irreverentes, bem humoradas. Entre as composições estão Viúva Foleira, que abre o disco, Tereza Bunda Mole, Meu Jegue Roxo e Merengue do Pirulito.

O CD foi produzido e gravado em Itaporanga e mostra todo o talento de Onildo Mendonça. Um homem que nunca deixou a vida e os costumes do campo, carregando no vestir e na expressão traços rurais, mas trajado de um grande repertório cultural e artístico. Sua músita também carrega uma forte crítica social, política e aos costumes.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

No Tempo do Ronca - Zé do Agreste - Vídeo


José Onildo Mendonça Pinto, criador do personagem Zé do Agreste, o matuto cantador é filho de Maria Valdeni Pinto e o ex-prefeito de Itaporanga, Sinval Mendonça Pinto.

Ele nasceu no dia 05 de janeiro de 1961, na cidade de Campina Grande, mas viveu por toda vida em itaporanga, considerando-se um itaporanguense legítimo.

Aos 16 anos, em contato com a natureza, o homem do campo e a própria terra; descobriu que tinha intuição e começou a escrever seus primeiros trabalhos.

É um campesino nato e no convívio rural com pretos velhos, caboclos e gente da roça, busca inspiração para as suas composições: Forró, Xote e Marchas, fundidas com a Embolada.

É autodidata no trato com o violão, seu companheiro inseparável e tem um único e singelo sonho; o de ter seus trabalhos gravados e livros publicados, pois é escritor e amante da literatura.

Zé do Agreste (Onildo) concluiu dizendo que: "A grandeza está na simplicidade e que só se vence através do tabalho. Ficar sentado a beira da estrada atirando pedras em quem passa e ver que os otros vão vencendo o caminho enquanto ele ficará estacionado, apenas vendo os mais ousados seguirem em frente!"

Acauã:

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Traição:


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Marchinha Ecológica:


Na vorta da fome:


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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Acauã - Zé do Agreste - Vídeo


José Onildo Mendonça Pinto, criador do personagem Zé do Agreste, o matuto cantador é filho de Maria Valdeni Pinto e o ex-prefeito de Itaporanga, Sinval Mendonça Pinto.

Ele nasceu no dia 05 de janeiro de 1961, na cidade de Campina Grande, mas viveu por toda vida em itaporanga, considerando-se um itaporanguense legítimo.

Aos 16 anos, em contato com a natureza, o homem do campo e a própria terra; descobriu que tinha intuição e começou a escrever seus primeiros trabalhos.

É um campesino nato e no convívio rural com pretos velhos, caboclos e gente da roça, busca inspiração para as suas composições: Forró, Xote e Marchas, fundidas com a Embolada.

É autodidata no trato com o violão, seu companheiro inseparável e tem um único e singelo sonho; o de ter seus trabalhos gravados e livros publicados, pois é escritor e amante da literatura.

Zé do Agreste (Onildo) concluiu dizendo que: "A grandeza está na simplicidade e que só se vence através do tabalho. Ficar sentado a beira da estrada atirando pedras em quem passa e ver que os otros vão vencendo o caminho enquanto ele ficará estacionado, apenas vendo os mais ousados seguirem em frente!"

Acauã:

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Traição:


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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Traição - Zé do Agreste - Vídeo


José Onildo Mendonça Pinto, criador do personagem Zé do Agreste, o matuto cantador é filho de Maria Valdeni Pinto e o ex-prefeito de Itaporanga, Sinval Mendonça Pinto.

Ele nasceu no dia 05 de janeiro de 1961, na cidade de Campina Grande, mas viveu por toda vida em itaporanga, considerando-se um itaporanguense legítimo.

Aos 16 anos, em contato com a natureza, o homem do campo e a própria terra; descobriu que tinha intuição e começou a escrever seus primeiros trabalhos.

É um campesino nato e no convívio rural com pretos velhos, caboclos e gente da roça, busca inspiração para as suas composições: Forró, Xote e Marchas, fundidas com a Embolada.

É autodidata no trato com o violão, seu companheiro inseparável e tem um único e singelo sonho; o de ter seus trabalhos gravados e livros publicados, pois é escritor e amante da literatura.

Zé do Agreste (Onildo) concluiu dizendo que: "A grandeza está na simplicidade e que só se vence através do tabalho. Ficar sentado a beira da estrada atirando pedras em quem passa e ver que os otros vão vencendo o caminho enquanto ele ficará estacionado, apenas vendo os mais ousados seguirem em frente!"

Traição:


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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Marchinha Ecológica - Zé do Agreste


José Onildo Mendonça Pinto, criador do personagem Zé do Agreste, o matuto cantador é filho de Maria Valdeni Pinto e o ex-prefeito de Itaporanga, Sinval Mendonça Pinto.

Ele nasceu no dia 05 de janeiro de 1961, na cidade de Campina Grande, mas viveu por toda vida em itaporanga, considerando-se um itaporanguense legítimo.

Aos 16 anos, em contato com a natureza, o homem do campo e a própria terra; descobriu que tinha intuição e começou a escrever seus primeiros trabalhos.

É um campesino nato e no convívio rural com pretos velhos, caboclos e gente da roça, busca inspiração para as suas composições: Forró, Xote e Marchas, fundidas com a Embolada.

É autodidata no trato com o violão, seu companheiro inseparável e tem um único e singelo sonho; o de ter seus trabalhos gravados e livros publicados, pois é escritor e amante da literatura.

Zé do Agreste (Onildo) concluiu dizendo que: "A grandeza está na simplicidade e que só se vence através do tabalho. Ficar sentado a beira da estrada atirando pedras em quem passa e ver que os otros vão vencendo o caminho enquanto ele ficará estacionado, apenas vendo os mais ousados seguirem em frente!"

Marchinha Ecológica:

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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Outra mulher como ela - Zé do Agreste - Vídeo


José Onildo Mendonça Pinto, criador do personagem Zé do Agreste, o matuto cantador é filho de Maria Valdeni Pinto e o ex-prefeito de Itaporanga, Sinval Mendonça Pinto.

Ele nasceu no dia 05 de janeiro de 1961, na cidade de Campina Grande, mas viveu por toda vida em itaporanga, considerando-se um itaporanguense legítimo.

Aos 16 anos, em contato com a natureza, o homem do campo e a própria terra; descobriu que tinha intuição e começou a escrever seus primeiros trabalhos.

É um campesino nato e no convívio rural com pretos velhos, caboclos e gente da roça, busca inspiração para as suas composições: Forró, Xote e Marchas, fundidas com a Embolada.

É autodidata no trato com o violão, seu companheiro inseparável e tem um único e singelo sonho; o de ter seus trabalhos gravados e livros publicados, pois é escritor e amante da literatura.

Zé do Agreste (Onildo) concluiu dizendo que: "A grandeza está na simplicidade e que só se vence através do tabalho. Ficar sentado a beira da estrada atirando pedras em quem passa e ver que os otros vão vencendo o caminho enquanto ele ficará estacionado, apenas vendo os mais ousados seguirem em frente!"

Outra mulher como ela:



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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Na vorta da Fome - Zé do Agreste - Vídeo


José Onildo Mendonça Pinto, criador do personagem Zé do Agreste, o matuto cantador é filho de Maria Valdeni Pinto e o ex-prefeito de Itaporanga, Sinval Mendonça Pinto.

Ele nasceu no dia 05 de janeiro de 1961, na cidade de Campina Grande, mas viveu por toda vida em itaporanga, considerando-se um itaporanguense legítimo.

Aos 16 anos, em contato com a natureza, o homem do campo e a própria terra; descobriu que tinha intuição e começou a escrever seus primeiros trabalhos.

É um campesino nato e no convívio rural com pretos velhos, caboclos e gente da roça, busca inspiração para as suas composições: Forró, Xote e Marchas, fundidas com a Embolada.

É autodidata no trato com o violão, seu companheiro inseparável e tem um único e singelo sonho; o de ter seus trabalhos gravados e livros publicados, pois é escritor e amante da literatura.

Zé do Agreste (Onildo) concluiu dizendo que: "A grandeza está na simplicidade e que só se vence através do tabalho. Ficar sentado a beira da estrada atirando pedras em quem passa e ver que os otros vão vencendo o caminho enquanto ele ficará estacionado, apenas vendo os mais ousados seguirem em frente!"

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terça-feira, 24 de julho de 2012

REMINICÊNCIAS II

Era o princípio de 1980, eu já residia à rua Padre Lourenço e naquela manhã o destino marcou o encontro pra nascer uma amizade que duraria para sempre. Eu estava como de praxe, sentado na calçada com o violão quando um jovem de boa aparência aproximou-se sorridente, pediu o violão e tocou beira-mar de autoria de Zé Ramalho, tratava-se de Zelito de seu Djalma o músico, o marceneiro e desse dia em diante sempre estivemos próximos, nos tornamos parceiros na música e mais tarde compadres. 

Dividimos momentos de alegria e descontração e também coisas amargas. O que mais me marcou foi quando ele trouxe para mim de Fortaleza um órgão Novatron, uma caixa acústica e um amplificador valvulado marca Palmer e que tempos depois decidi vende-lo para obter m pequeno lucro. E vendi a um evangélico da Igreja Batista chamado Deja, a transação foi feita por Zelito e o tal sujeito emitiu dois cheques que somava a quantia de R$ 4.500,000,00 em cruzados ou cruzeiros novos, não me lembro bem. 

Dias depois numa manhã fatídica me apareceu Zelito que já era meu compadre, apreensivo, me dizendo que iria ser preso pois arrombaram a Igreja Batista e levaram os objetos que vendemos e o delegado na época, sargento Dias o teve como principal suspeito, seguimos até a delegacia e diante do delegado Dias, seco e incoerente ele apenas reiterou o que me falara antes o compadre Zelito, então eu retruquei:

Olhe seu delegado, o meu compadre não vai ser preso, ele não é ladrão, mas sim um cidadão de bem, um trabalhador. Chame por favor quem prestou queixa que resolveremos o caso, 15 minutos depois chegou lá Deja, com um sorriso angelical que não escondia a sua hipocrisia, embora se dizia evangélico, e foi claro:

É! Devolvam-me os cheques que retirarei a queixa.

Eu aceitei aquela condição, devolvi os cheques mas livrei o compadre Zelito das grades. Naquela mesma hora seguimos até sua casa e ele me mostrava sua prole, cinco pequenas vidas que dava para cobrir com um balaio, naquela casinha humilde situada na rua Dandão Severino. O compadre partiu para o Distrito Federal onde se deu bem e agora garantia o sustento da família.

Mais ou menos dois meses depois o sargento Dias mandou me chamar e trocando a cara feia por um ar de riso me comunicou que os objetos haviam aparecido, embora deteriorados pois se encontrava numa pedreira nas proximidades do hospital e sofreram chuvas intensas, porque era período de inverno. Fizeram tudo isso só por maldade. Então Dias perguntou se eu queria botar o caso a frente e eu respondi:

- Não sr. delegado, não vale apena pois sei haverá pouco interesse. Eu perdi o meu dinheiro e meu pobre compadre quase foi preso inocentemente. O que se perdeu, que perdido fique. 

Naquele momento pedi licença e segui para casa e entreguei o caso nas mãos da Justiça Divina, que é reta e nunca falha.

Onildo Mendonça
 
Ao caro amigo Paulo Rainério Brasilino portaldovale.net

terça-feira, 5 de junho de 2012

Músico itaporanguense lança novo trabalho: CD traz onze composições de sua própria autoria

Talento, bom humor e irreverência em seu 2º CD, intitulado "Cómicus"

Por Sousa Neto/Folha do Vale 

O cantor e compositor itaporanguense Onildo Mendonça, que encarna o personagem musical Zé do Agreste (o matuto cantador, o artista da roça), estará lançando este mês o CD "Cómicus".

Neste segundo disco, Zé do Agreste apresenta onze composições próprias e inéditas, recheadas de irreverência e bom humor, destacando a linguagem e os costumes do campo.

Entre as músicas estão Tica Ranzinza; O meu jegue roxo; No forró da Pindobinha; Eu e Morfina na capitá e muitas outras inteligentes composições. “Afirmo que, apesar da cegueira e falta de apoio de gestores e empresários, e ainda mais a indiferença e as desfeitas por parte de algumas pessoas que fazem parte do convívio familiar, o amor e a perseverança que tenho pela arte superam qualquer barreira, assim como já quebrou tabus e grilhões", comentou ele durante contato com a Folha (www.folhadovali.com.br).

Com 53 anos de idade, 36 dos quais dedicados à arte musical, Zé do Agreste diz também que “O medo de não deixar nada feito é bem maior do que a própria morte”. Para ele, o artista é como um jogador de futebol, que quando a mídia e o público endeusam-no, ele começa a declinar, cair de rendimento.

Mas, para o músico, seu íntimo não alimenta raiva, e até agradece “aos que me criticaram e me atiraram pedras”, o que, segundo ele, incentivou-o a cada vez mais a estudar e lapidar suas obras, capacitando-se para ir mais longe.  

Foto: a irreverência e o talento de Zé do Agreste.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Eis aqui o meu protesto!

O tempo passa, mas para nós artistas locais, nada muda! Entra um no lugar do outro, de Mané passa pra João, de João pra Bastião não existe diferença, pois os artistas da terra, de mandato em mandato, são tratados com desprezo.

Espero que não se esquivem da verdade, mas o único prefeito que deu espaço e vida a cultura local foi o dr. João Franco da Costa, com o seu Palhoção e com as Festas dos Município em João Pessoa, tendo Participação de artistas itaporanguenses e outras coisas mais.

Depois da era Franco a cultura começou a declinar com os Axés e Trios Elétricos que Will Rodrigues trouxe para cá para “modernizar’ o São Pedro, mas ao contrário, sufocou a festa e, os outros foram seguindo os seus passos e deixando a cultura doente e moribunda.

Na atualidade, será que eles não se interessam pelos artistas locais porque seus contratos são de baixo valor e não deixam lucro gordo? Ou será porque quem está autorizado a contratar bandas, inclusive artistas locais, é aculturado? Para ser mais claro: Burro mesmo! E... quiçá um pouco de cada coisa.

Falo por mim e pelos meus colegas. Eu mesmo deveria ser mais respeitado, devido aos meus 34 anos de trabalho, sofrimento , reclusão e a ousadia de enfrentar a discriminação dos estranhos e, dos mais próximos.

As vezes penso em muita gente que se esgana e mente para chegar ao poder, pois fora dele é um vulto perdido no meio da multidão. Ao contrário destes, nós artistas somos dotados de popularidade nata.

Deus nos deu permissão para trazer alegria ao mundo; cantar, tocar, versejar, repentir, pintar ou fazer outras coisas interessantes que dão sentido a Criação, a arte popular; tendo como professor, a própria vivência da maioria dos artistas.

Fiquei triste ao ouvir meses atrás a insatisfação de alguns colegas que buscaram junto ao poder público, um mísero contrato, sonhando em se apresentar em praça pública e, foram ludibriados, recebendo um Não escondido n’algum pretexto de alguém ensaiado para isto.

Precisamos aprender a nos valorizarmos; a sermos mais unidos e combinados. Deixemos que eles venham a nós ao invés de irmos até eles de forma humilhante.

Eles são incapazes de saber o significado e o valor da cultura, não vêem ou fingem ser cegos.

Nós artistas somos melhores do que eles, pois se eles são eleitos para usufruírem quatro anos apenas, ainda mais na incerteza sobre sua permanência no futuro; nós, ao contrário deles, mesmo com toda  simplicidade, seremos artistas por toda a vida, imortalizados até o pós-vida terrena.

Viva nós, os Artistas! Abaixo os hipócritas que nos perseguem e nos desprezam!

Zé do Agreste* para o www.portaldovale.net

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* Zé do Agreste e uma criação e caricaturização de Onildo Mendonça Pinto, itaporanguense que é um misto de músico, compositor e escritor e nas horas sem folga é motorista de um caminhão locado a SME.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Se todos fossem iguais a você...

Foi uma festa bonita. Senti n’alma que todos os presentes no coquetel congratulavam-se com o Jubileu de Anatália, essa mulher de pequena estatura, mas de espírito magno. Anatália, criatura abnegada e benigna, sempre dedicada às crianças na direção da Creche Santa Clara de Assis.

Um dia, ainda muito jovem, ela atendeu ao chamado de São Francisco de Assis, para cumprir a nobre missão de servir com amor e dedicação. A menina de origem humilde, filha de camponeses, tão cedo renunciou a vaidade e aos vis prazeres que a vida material oferece e tornou-se membro da Ordem Franciscana Secular, sendo hoje um modelo de vida para nós.

A sociedade itaporanguense, os empresários; enfim, todos deveriam contribuir um pouco mais com a “Creche de Anatália”, que acolhe, alimenta e procura educar, inúmeras crianças pobres.

Parabéns Anatália! Pelos seus 50 anos de trabalho e contribuição a nossa sociedade em favor dos mais humildes. Eu mesmo, entendo a sua preocupação com o futuros destes pequenos que passam pela creche.

Anatália, uma pessoa do seu quilate, merecia durar não só 80 ou 100 anos, mas sim, 500 anos ou até mesmo um milênio, ou ter, por que não? O privilégio da imortalidade!

Se todos fossem iguais a você, pergunto: Como seria o mundo?

Zé do Agreste* para o www.portaldovale.net

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Zé do Agreste e uma criação e caricaturização de Onildo Mendonça Pinto, itaporanguense que é um misto de músico, compositor e escritor e nas horas sem folga é motorista de um caminhão locado a SME.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

SIVUCA UM GÊNIO ALBINO

SIVUCA UM GÊNIO ALBINO

Não sou de chorar à toa, mas ao saber das mortes de Airton Sena, de Jessé e de Sivuca, confesso que não pude conter algumas lágrimas que escorreram sobre a minha face.

Cabelo de milho, Sarará Criolo, o “Gênio Louro” e Sivuca o mais usado, são cognomes que carinhosamente lhe chamavam, depois do seu nome de batismo: Severino.

Só Deus é quem sabe a quem deve, e porque concede dádivas, pois a Sivuca suponho que foi uma recompensa por ele ter nascido albino.

Em 1980 quando eu cursava o 2º grau no colégio Padre Diniz, um colega de classe e conterrâneo meu, que era cheio de comparações imaginárias, me pôs o apelido de Sivuca. Esse meu colega se chamava Ivan Capoteiro, pois recuperava banco, capotas, sofás, etc. ele ao me ver semi-albino e ligado à arte musical, cognominou-me Sivuca, e eu recebi com satisfação o tal apelido, ele não me trouxe constrangimento, assim nenhum me traria. Imagine que bom alguém me chamar de homens do quilate de Sivuca ou de Hermeto Pascoal.

Sivuca tinha algo de comum comigo, é que as nossas mãos são um tanto parecidas ou mesmo idênticas. As suas mãos esgazeadas que executam peças musicais que encantavam platéias pelo mundo afora.

Uma das características que Sivuca tinha e que jamais alguns músicos poderá copiar, o que é difícil mesmo diante do original mais simples é a complexidade dele usar ou ter usado o solfejo fundido às notas do instrumento produzindo um som exótico, coisa que ele tirava da própria alma.

A sua ousadia de nordestino e de paraibano lhe deu impulso para ele tornar a sanfona um instrumento de música da câmara, mas com naturalidade ele dividiu-se entre erudito e o popular. Assim como o argentino Astor Piazolla fez com o bandoleon, Sivuca fez com a sanfona.
Os seus dedos mágicos corriam sobre as teclas com a mesma facilidade que tem uma aranha de passear sobre sua teia.

Sivuca teve tuas esposas, e por elas tinha um imenso amor: Glorinha Gadelha a sua eterna companheira da vida e dos palcos e a segunda era a própria arte musical que Deus lhe ofereceu logo ao nascer e traçou o seu destino para nascer albino, mas ser um menestrel.
Fica para nós a lacuna, lá se foi o maior sanfoneiro do mundo, o filho ilustre de Itabaiana, cidade desse sublime torrão.

Descanse em paz meu nobre mestre, mas em qualquer parte do infinito onde estejas procure alegrar e encantar os espíritos, os anjos e santos, com o som de sua sanfona, já que na terra não mais lhe veremos em carne e osso, somente através dos registros feitos pelas câmaras de televisão.
Onildo Mndonça (republicado)