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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Filhos de José Augusto de Carvalho e Hermínia leite Guimarães

 OS GRANDES RESPONSÁVEIS PELO DESENVOLVIMENTO DE ITAPORANGA E DO MUNDO – PARTE XII

OS FILHOS DO CASAL JOSÉ AUGUSTO DE CARVALHO/ HERMÍNIA LEITE GUIMARÃES.
( José Assimário Pinto)

Peço venia aos senhores para falar dos filhos do casal supra citado.
Era o mais velho deles o senhor Antônio Augusto de Carvalho, hoje falecido.
Em minha infância tive pouco contato com ele, somente vindo a conviver, depois de entrar como funcionário do Banco do Nordeste do Brasil S/A., fato ocorrido em 05 de Janeiro de 1967.Depois dessa época é que vim a ter mais conhecimento com Tatão, como a gente chamava.

Casara-se com Maria Perpétua, irmã de Diassis Leite, de cuja união nasceram os filhos: Ademar Augusto de Carvalho (falecido), José Augusto Neto e Maria José Augusto de Carvalho.Moravam na Rua 13 de Maio, fazendo quase fronte com o colégio Padre Diniz.

Tatão, ao que sei, fora um homem que quando jovem tivera grandes oportunidades de se formar, tendo estudado em Fortaleza, Campina Grande e outras cidades do Nordeste, mas nunca o quis, terminando seus dias como Escrivão de Polícia na Delegacia da cidade de Itaporanga/PB.

Lembro-me que chamava Pai Gusto, meu avô, de Dedé e também era amante da cerveja.De uma feita, tomou algumas no bar do Geraldo Mano e eu fora buscá-lo em um fusca branco, pois soubera que não estava em condições de permanecer mais no local, posto que estava armado. Não é que Tatão entrando no meu carro atirou para cima e furou o teto do Volkswagen e chegando em sua casa não aparentava qualquer alteração física?

Sempre que queria e podia, visitava-o e era muito bem recebido em sua residência, por todos.

Já perto do seu falecimento, esteve aqui em Campina Grande, na casa de minha mãe Acy e Gorete já médica, prescrevera alguns medicamentos que ele nem chegou a tomar, pois se recusara dizendo:

- Não vou tomar nada, pois sei que não escapo e estou na idade de morrer.

O fato é que fui deixá-lo em Itaporanga, de volta, e ao chegar em Santa Luzia ele me pediu para parar o carro afirmando que não estava bem, me convidou em seguida a ir tomar uma cervejinha “Malzebier”, que era boa para o estômago.

No bar fomos servidos e seguimos viagem até a casa dele, que ao despedir-se de mim falou:

- Muito obrigado meu sobrinho, quem dá aos pobres empresta a Deus!

Tatão foi um homem bom, sem que, apesar de ter sido de um comportamento estranho, nunca matou nem fez mal a quem quer que seja.

O segundo filho do meu avô foi minha mãe Maria Acy Leite Pinto, que faleceu aos 83 anos na cidade de Campina Grande/PB.Quando do seu sepultamento lembro-me bem, fiz um discurso ao improviso, começando em verso e terminando em prosa. Certa vez, numa festa fui procurado por uma senhora muito bem vestida que dizia insistentemente ter estado, quando das últimas homenagens à minha mãe, e, ao perceber que eu estava duvidando me disse:

- Doutor, parece que o senhor não está acreditando, e passou a declinar partes do discurso que proferira diante do corpo de minha mãe, arrodeado pelos seus filhos, netos e noras, e mais algumas pessoas: registro que lembro bem das presenças ilustres de João Deon Fonseca e Vital do Rego.

Minha mãe, fora uma esposa dedicada e amada pelo meu pai Amaro Gonzaga Pinto, até a morte e nunca os vi discutindo. De forma humilde, educou e criou os 08 filhos que Deus lhe dera, sempre auxiliada por Tutu, Tertuliana Pereira Pereira e sempre contou também com o auxílio imorredouro da Tia Maroquinha. Todos os seus filhos formaram-se em Campina Grande/PB, salvo a Dra. Maria Assimar Pinto e Dr. Aderbal Pinto que se formaram em João Pessoa/PB.

Minha mãe, se é verdade que a saudade é a vontade de ver de novo, você está mais viva do que nunca nos corações dos seus filhos, até que nos permita Deus reencontrá-la na casa do Pai, inclusive com os nossos ancestrais e filhos que lá se encontram.

O terceiro filho foi Luiz Augusto de Carvalho, homem probo, honesto, trabalhador e muito inteligente, mas infelizmente com uma trajetória de vida muito difícil.

Noivara com uma moça da sociedade de Itaporanga, uma flor de pessoa, de singular beleza e olhos belíssimos que se irradiam na minha memória. Mércia Felinto fora outra flor que Deus permitiu e ofereceu a Luiz, que também de forma trágica falecera violentamente, numa manhã de céu azul da cidade de Itaporanga aos 18 anos, tragédia essa que ocorreu, lamentavelmente, para a tristeza de todos nós e dos habitantes do lugar no dia 08 de Junho de 1967.

Não gosto de falar de tragédias, todavia me vejo na obrigação de narrá-la: – Luiz adoecera nos idos anos de 1966 de uma doença nervosa que eu, em percebendo, levei-o para consultar com Dr. Atêncio na cidade de Pombal/PB e este me disse desconsoladamente:- Luiz está muito doente, infelizmente, cuidado com ele.

Voltei para Itaporanga e informei aos familiares que entenderam, no entanto, que ele haveria de superar essa crise.Essa espera foi fatal e Mércia, na sua ingenuidade, acompanhou heroicamente o esposo até a cidade de Itaporanga dias após, lá chegando por volta de 9:00h da manhã em um táxi (jipe) e Lolô entrou na casa de meu pai, já atirando, de revólver em punho e cuja ação resultara para a tristeza de todos nós na morte fatídica e violenta de Mércia, de cujas mãos minha mãe tomou “Bidonzinho” e correu, e mesmo assim ele atirou nela.

Meu irmão Gonzaguinha, que também era pequeno, escapou nos braços de minha irmã Assimar, detrás de uma porta da casa de meu pai.

Quando chamado onde trabalhava no Banco do Nordeste, acompanhado salvo engano pelo primo Jesus Fonseca e adentrei a casa do meu pai, encontrando Lolô abraçado a Mércia que jazia no chão na sala da frente e do peito dele jorrava um filete de sangue com revólver já no chão descarregado. Tomei-os em meus braços e coloquei-os na cama de meus pais e a multidão invadiu a casa, foi um dia terrível para um jovem ainda de menor idade, um dia que decerto jamais se apagará da minha memória.

Campina Grande, 11 de Dezembro de 20013