Festa da Padroeira

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Diplomação dos Eleitos

Saiba tudo o que aconteceu na Diplomação dos candidatos eleitos no Vale do Piancó. Clique aqui!

Passe o seu Natal de YAMAHA Zero!

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Zé do Agreste

Durante esta semana estaremos postando aqui, vídeos de Zé do Agreste, personagem criado pelo itaporanguense Onildo Mendonça. Clique e confira!

As Razões de Ariosvaldo Ferreira

Porque Ariosvaldo Ferreira deu parecer contrário as obras de abastecimento d'água que estão sendo executados pela administração Djaci brasileiro. Clique aqui!

Atenção estudantes do Vale do Piancó

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domingo, 19 de maio de 2013

Delírio de Samba - Sandra Borges e Marcos Maia


Delírio de Samba - Sandra Borges e Marcos Maia. Gravação de Bete Sá.



Segundo o próprio autor, o itaporanguense Marcos Maia: "Uma das minhas músicas que mais gosto pois foi feita o meu carinho, com a harmonia de Sandrinha e gravado pela linda e poderosa cantora Bete Sá.


quarta-feira, 13 de março de 2013

Garoto de programa dá detalhes de como matou o 'Palhaço Pirulito'; assista ao vídeo

Policiais civis da Delegacia de Crimes Contra a Pessoa da Capital (homicídios) prenderam, na tarde desta terça-feira (13), no bairro do Bessa, o garçom Wallisson Diniz da Silva, 19 anos. Ele confessou o assassinato do ator José Ismar Eugênio Pompeu (conhecido como Palhaço Pirulito), ocorrido no dia 27 de janeiro dentro do apartamento da vítima, localizado no bairro de Pedro Gondim, em João Pessoa.

Câmeras de segurança instaladas nas proximidades do local do crime ajudaram a polícia a identificar o acusado. De acordo com o titular da Delegacia de Homicídios, Everaldo Medeiros, os equipamentos filmaram o momento em que Wallisson saiu do apartamento da vítima com duas bolsas. “Testemunhas em seguida assistiram as filmagens e confirmaram que uma das bolsas pertencia ao ator”, comentou.

Além da bolsa, o garçom roubou um notebook e um celular pertencentes ao ator, o que foi decisivo para que a polícia chegasse à autoria do crime. “Com a ajuda do Serviço de Inteligência conseguimos identificar que o celular roubado da vítima estava sendo usado e, com a autorização da Justiça, gravamos e rastreamos as ligações chegando ao primo de Wallisson para quem este vendeu os objetos roubados”, revelou Wagner Dorta, gerente executivo de Polícia Civil Metropolitana que acompanhou toda a investigação.

Chamado à delegacia para prestar esclarecimento, o primo do acusado afirmou ter comprado os objetos das mãos do garçom e, em seguida, o reconheceu nas filmagens. “Com a confirmação, nossa equipe realizou a prisão de Wallisson que confessou todo o crime com riqueza de detalhes. O que chamou atenção foi a frieza com que ele narrou ter praticado um crime sem ter dado nenhuma chance de defesa à vítima que foi assassinada dormindo”, analisa Everaldo Medeiros.

Latrocínio - Diante do furto da bolsa e de outros objetos da vítima, a linha de investigação confirmada pela polícia foi a de latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte. “Ainda levantamos as hipóteses de crime homofóbico, já que a vítima era homossexual, e de crime passional, mas ao longo das investigações concluímos que o crime se caracteriza mesmo como latrocínio”, esclareceu o delegado Marcelo Falcone, que presidiu o inquérito.

Segundo as investigações, além de ser garçom, o acusado costumava trabalhar como garoto de programa na orla da Capital e já conhecia a vítima. “Sabemos que eles passaram em um bar antes de seguirem para o apartamento. Eles teriam discutido provavelmente por causa do valor do pagamento do programa e o garçom esperou a vítima dormir para cometer o crime e roubar os objetos”, observou Marcelo Falcone. De acordo com o delegado, “alguns casos envolvendo homossexuais seguem esse padrão, mas o motivo do crime é principalmente patrimonial”.



Assista abaixo ao vídeo

 
Poliana Sorentino

segunda-feira, 11 de março de 2013

Pra começar bem a segunda-feira - Vídeo

Um poesia com título de 'Ser seu Amigo' de Vinicius de Moraes narrada pelo apresentador Rolando Boldrin do programa SR. Brasil da TV Cultura de São Paulo.

Com Youtube

domingo, 10 de março de 2013

Padre explica porque não casa noiva sem calcinha e careca

Padre de Maceió não casa noiva sem calcinha e rapadinha - Assista ao vídeo!

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Macho de verdade tira a cueca assim‬‏ - Vídeo

Do blog do Tião

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Carnaval + Parece Uma Calamidade Pública ✰ Arnaldo Jabor ✰


Arnaldo Jabor e sua opinião sobre o Carnaval - Ouça o áudio:

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Assista ao vídeo que está bombando na Internet. Já são mais de 2 mi de acessos

Pegadinhas Picantes 
Pegadinha bem bolada do Programa Silvio Santos está fazendo sucesso na internet. São mais de 2 milhões de visitas ao vídeo. 
Assista:

Outra mulher como ela - Zé do Agreste - Vídeo


José Onildo Mendonça Pinto, criador do personagem Zé do Agreste, o matuto cantador é filho de Maria Valdeni Pinto e o ex-prefeito de Itaporanga, Sinval Mendonça Pinto.

Ele nasceu no dia 05 de janeiro de 1961, na cidade de Campina Grande, mas viveu por toda vida em itaporanga, considerando-se um itaporanguense legítimo.

Aos 16 anos, em contato com a natureza, o homem do campo e a própria terra; descobriu que tinha intuição e começou a escrever seus primeiros trabalhos.

É um campesino nato e no convívio rural com pretos velhos, caboclos e gente da roça, busca inspiração para as suas composições: Forró, Xote e Marchas, fundidas com a Embolada.

É autodidata no trato com o violão, seu companheiro inseparável e tem um único e singelo sonho; o de ter seus trabalhos gravados e livros publicados, pois é escritor e amante da literatura.

Zé do Agreste (Onildo) concluiu dizendo que: "A grandeza está na simplicidade e que só se vence através do tabalho. Ficar sentado a beira da estrada atirando pedras em quem passa e ver que os otros vão vencendo o caminho enquanto ele ficará estacionado, apenas vendo os mais ousados seguirem em frente!"

Outra mulher como ela:



Na vorta da fome:


Assistir no Yuotube
Exclusivo para o www.portaldovale.net

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Nordeste de ontem e hoje

Repentista p de Arimateia Moacir laurentino e sebastião da silva nordeste de ontem e hoje 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Lembrei-me de Você! Vídeo


Isto é tudo que deveríamos fazer... Viver cada momento como único e imprescindível em nossa caminhada. Incorporar a natureza em nosso dia-a-dia, viver plenamente cada instante e observar as flores no caminho, cada gesto, cada face, cada ser humano... enfim... somos tão importantes. O tempo passa e não percebemos o quão importante é a nossa Vida.

Veja o vídeo:


recebido por email

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

MPB das Antigas - Ó abre alas - Vídeos

1901

O dirigível de Santos Dumont passando pela Torre Eiffel
Ó abre alas (marcha-rancho) - Chiquinha Gonzaga

Músicas estrangeiras de sucesso no Brasil:

Fado hilário (Motivo popular português)
Frou-frou (Henri Chateau, Monreal e Blondeau)

Cronologia:

17.01: Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Eratóstenes Frazão (Eratóstenes Alves Frazão).

25.06: Edward VII é proclamado Rei da Inglaterra.

09.07: Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o letrista Jorge Faraj.

06.09: É assassinado em Buffalo (NY-EUA) o presidente dos Estados Unidos, William McKinley, assumindo o poder o vice-presidente Theodore Roosevelt.

19.10: Alberto Santos Dumont ganha o Prêmio Deutsche dela Meurthe, ao contornar a Torre Eiffel, pilotando seu balão n° 6.

10.12: Realiza-se pela primeira vez a entrega do Prêmio Nobel.

12.12: Marconi efetua a primeira transmissão transoceânica de telegrafia sem fio. A transmissão é realizada entre a Inglaterra e os Estados Unidos.

24.12: Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor/compositor J. B. de Carvalho (João Paulo Batista de Carvalho).

  Ó abre alas




Continuava em moda no primeiro ano do século um repertório herdado de décadas anteriores, não se destacando uma só canção datada de 1901. São composições como As laranjas da Sabina, O gondoleiro do amor, Perdão Emília e uma marcha-rancho intitulada Ò abre alas, composta por Chiquinha Gonzaga em 1899.

Esta despretensiosa marcha dedicada ao cordão Rosa de Ouro, tem todavia importância especial na obra de Chiquinha, pois lhe dá o pioneirismo da produção carnavalesca, antecipando-se em vinte anos à fixação do gênero. De acordo com Almirante, "Ò abre alas" foi a composição preferida dos foliões de 1901 e dos anos seguintes, até 1910 pelo menos.

Ò Abre Alas (marcha-rancho, 1901) - Chiquinha Gonzaga - Interpretação: Marlene, Emilinha Borba e Ângela Maria

------------Dm---------A7--------Dm----------------------A7----------Dm
Ó Abre-Alas / Que eu quero passar / Ó Abre-Alas/ Que eu quero passar
-------------A7----------------Dm-------------A7--------------Dm------A7
Eu sou da Lira não posso negar / Eu sou da Lira não posso negar
-------------Dm-------A7-----Dm-------------------A7-----------Dm
Ò Abre-Alas que eu quero passar / Ó Abre-Alas que eu quero passar
---------------A7--------------Dm-------------A7----------------Dm
Rosa de Ouro é quem vai ganhar / Rosa de Ouro é quem vai ganhar

Com Marlene, Emilinha e Angela Maria:


Com Jaime Brito:


Com Cifra Club TV:


Com Zé Renato, Eduardo Dussek e Haroldo Costa:


Com Beth Carvalho:


Postagens anteriores:

Quem Sabe? - Carlos Gomes com Francisco Petrônio
O Gandoleiro do Amor - Castro alves com Vicente Celestino
Na casa branca da serra - Chiquinha Gonzaga com Vicente Celestino
 
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domingo, 22 de janeiro de 2012

MPB das Antigas - Na casa branca da serra - Vídeos

1880 - Na casa branca da serra


Segundo Almirante "se há uma modinha que se possa considerar tradicional no Brasil, esta é chamada “Na Casa Branca da Serra”, da autoria de Miguel Emílio Pestana, com versos de Guimarães Passos. Há dezenas de anos que “Na Casa Branca da Serra” tem sido ao mesmo tempo do repertório dos seresteiros de rua como das mais graciosas senhoritas nos elegantes saraus, já em desuso" (O Pessoal da Velha Guarda, 14-12-1950).

Na casa branca da serra (modinha, 1880) - Guimarães Passos e Miguel E. Pestana - Interpretação: Vicente Celestino


---C --------G7--------- C -
Na casa branca da serra
Dm--------------------- C-- C#º
Onde eu ficava horas intei-ras
Bbº----------------- F7M-- F#º
Entre as esbeltas palmei- ras
G7--------------C ---C7
Ficaste calma e feliz
--F7M------------F#º------ C-- C#º
Tudo em meu peito me des- te
---Dm -----------------C-- C#º
Quando eu pisei na tua ter- ra
------F7M---- F#º-------- C--- C#º
Depois de mim te esqueces- te
------G7--------- G/B ----C-- C#º- Dm- G7
Quando eu deixei teu país.

---C---------- G7-------- C--
Nunca te visse oh! formo-sa
----Dm ---------C --C#º
Nunca contigo falas- se
------Bbº---- -------- F7M-- F#º
Antes nunca te encontras- se
----G7------------- C---- C7
Na minha vida enganosa
----F7M------------ F#º-- C-- C#º
Por que não se abriu a ter- ra
---Dm--------- ---------- C-- C#º
Por que os céus não me puni- ram
------F7M ------------F#º-- C-- C#º
Quando os meus olhos te vi- ram
---G7-------- G/B------ C ----C#º Dm G7
Na casa branca da serra.

(Instrumental)

-----C------ G7--- C--
Embora tudo bendi-go
----Dm---------- C-- C#º
Desta ditosa lembran- ça
Bbº------------------ F7M- F#º
Que sem me dar esperan- ça
---G7----------------- C---- C7
De unir-me ainda contigo
------F7M ----F#º--- C-- C#º
Bendigo a casa da ser- ra
------Dm----- ------- C--- C#º
Bendigo as horas faguei- ras
----F7M -------F#º----- C-- C#º
Bendigo as belas palmei- ras
------G7 -----G/B--- C----- C#º Dm G7 C
Queridas da tua terra.
Com Vicente Celestino:


Com Tião Carreiro e Pardinho:



Com Inesita Barroso:


Com Gilberto Alves:


Com Maria Lucia Godoy:


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sábado, 21 de janeiro de 2012

MPB das Antigas - O Gandoleiro do Amor - Vídeos

Castro Alves e o gondoleiro do amor

Castro Alves (Antônio de Castro Alves), poeta, nasceu em Muritiba (BA) em 14/03/1847 e faleceu em Salvador (BA), em 06/07/1871. Nasceu na fazenda de Cabeceiras da então freguesia de Muritiba. Poeta romântico, teve alguns de seus poemas musicados, como O adeus a Teresa, Boa-noite, A volta da primavera, O coração e Adormecida, por compositores desconhecidos, que os transformaram em modinhas.


O poema As duas flores foi musicado por Xisto Bahia, Gondoleiro do amor, por Salvador Fábregas. Seu poema Canção da boêmia teve duas músicas diferentes, uma feita na Paraíba e outra no Ceará, ambas no séc. XIX, com o título de Vamos, Eugênia, fugindo. A versão cearense foi gravada por Luís Heitor para o acervo da E.N.M.U.B., do Rio de Janeiro RJ, em 1943, com canto e acompanhamento de duas violas.


A paixão concreta e ardente pela atriz portuguesa Eugênia Câmara influenciou o poeta em sua visão poética do amor. Essa visão pode ser classificada não só como sentimental, mas também como sensual, entendida como uma poesia que apela aos sentidos (sensorial). É desse período o poema O Gondoleiro do Amor, em que a descrição da amada é carregada de uma sensualidade sem precedentes no Romantismo brasileiro.


Inspirado por Eugênia, Castro Alves escreveu seus mais belos poemas de esperança, euforia, desespero e saudade, como É Tarde. Pela primeira vez, a poesia é motivada pela paixão e pelo envolvimento amoroso, e a dor não se traduz em lamentos e queixas. Seu sentimentalismo amoroso é maduro, adulto e se realiza em sua plenitude carnal e emocional.

Gondoleiro do amor

A paixão concreta e ardente pela atriz portuguesa Eugênia Câmara influenciou o poeta Castro Alves em sua visão poética do amor. Essa visão pode ser classificada não só como sentimental, mas também como sensual, entendida como uma poesia que apela aos sentidos (sensorial). É desse período o poema O Gondoleiro do Amor, em que a descrição da amada é carregada de uma sensualidade sem precedentes no Romantismo brasileiro.

Inspirado por Eugênia, Castro Alves escreveu seus mais belos poemas de esperança, euforia, desespero e saudade, como É Tarde. Pela primeira vez, a poesia é motivada pela paixão e pelo envolvimento amoroso, e a dor não se traduz em lamentos e queixas. Seu sentimentalismo amoroso é maduro, adulto e se realiza em sua plenitude carnal e emocional.

Gondoleiro do Amor (valsa-canção, 1866) - Castro Alves e Salvador Fábregas - Interpretação: Vicente Celestino



---D------------ A7----------- D------------ --A7--------- D D7
Teus olhos são negros, negros, como as noites sem luar...
--G-------- E7----------- A7------ D--------- A7-------- D D7
São ardentes, são profundos, como o negrume do mar...
---G-------- B7--------- Em ----------A7---------- D
Sobre o barco dos amores, da vida boiando à flor,
---G---------- E7 -------A7-------- D------- A7----- D
doiram teus olhos a fronte do Gondoleiro do amor...
----A7------------- D----------- A7------------- D
Tua voz é a cavatina dos palácios do Sorrento.

-----G-------- E7 ----------A7-------- D ------A7--------- D D7
Quando a praia beija a vaga, quando a vaga beija o vento.
-----G---------- B7------- Em ---------A7 -----------D D7
E como em noites de Itália, ama um canto o pescador
-----G --------E7 -------------A7 -------D------ A7----- D A7
Bebe a harmonia em teus cantos o Gondoleiro do Amor.

-----D----------- A7-------- D------ A7---- D---- A7---- D D7
Teu amor na treva é um astro, no silêncio, uma canção
G---- E7---------- A7------- D---- A7---- D D7
É brisa nas calmarias, é abrigo no tufão
-----G ----------B7----- Em---------- A7-------------- D D7
Por isso eu te amo, querida, quer no prazer, quer na dor.
-----G ----E7 -----A7------ D----------- A7----------- D
Rosa! Canto! Sombra! Estrela! Do Gondoleiro do Amor.


Com Vicente Celestino:


Com Luiz Cláudio:


Com Tonico e Tinoco:



Com João Leopoldo França e o grupo de seresta João Chaves:


Com o grupo Oficina do lutier tecotelecoteco:


Com Mario Pimheiro - 1910:


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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

MPB das Antigas - Quem Sabe? - Vídeos


Para quem tem cultura e aprecia a boa música brasileira, criamos esta editoria para resgatar um pouco da história da boa música, aquela que nos embala de volta a um passado onde tudo era mais bonito, como diz o grande Jessier Quirino em Vou me embora pro passado.


Vamos contar a história da MPB com as músicas que se destacaram ano por ano a partir de 1859 mas que ainda são atuais e da gosto de ouvir letra e melodia. Em muitos casos a música aparece no ano em que fez sucesso e não quando foi feita. Um exemplo disso é a música "Carinhoso" composta por Pixinguinha em 1917 e que aparece em 1937, porque esse foi ano em que se destacou com o público.

Na foto, tirada em 15/11/1916, um grupo do "chorões" do Rio de Janeiro com o Sinhô no centro dela.
Este quadro é dedicado ao amigo Inácio Farias o Guardião da Saudade, o itaporanguense que tem o maior acervo e entende de música, ou como ele prefere chamar, fonogramas; das antigas.

1859 - Quem Sabe?

Carlos Gomes
Carlos Gomes ficou reconhecido internacionalmente como compositor de óperas. O que pouca gente sabe é que ele compôs a partir de um universo bastante diversificado, bem próprio de seu estilo, influências e contexto histórico. No seu repertório encontramos música sacra, modinhas, cantatas e operetas. Quando ouvimos suas modinhas nos lembramos de sua origem interiorana, das festas de salões em volta do piano, dos saraus lítero-musicais tão freqüentes no Rio e São Paulo do século XIX.

Nas modinhas e canções de Carlos Gomes encontramos um pouco do lirismo francês e muito dos tons humorísticos das canções italianas, sobretudo a forte presença do estilo verdiano, tão em voga no ensino musical da época. Da sua primeira fase, ainda como estudante de música, destacamos os títulos mais famosos: Hino acadêmico e Quem Sabe? ambas de 1859. A grande parte dos textos musicados por Carlos Gomes eram de caráter romântico, realçando o estilo melodramático, típico das árias de salão.

Quem sabe? (modinha, 1859) - Carlos Gomes e Bittencourt Sampaio - Interpretação: Francisco Petrônio


---------C -------------------------------------------------------G7
Tão longe de mim distante / Onde irá, onde irá teu pensamento
-----------------------------------------------------------------C
Tão longe de mim distante / Onde irá, onde irá teu pensamento
-----E7-------------- Am------ G7----------- C
Quisera, saber agora / Quisera, saber agora
--------------F-------------- C---------- G7--------------- C
Se esqueceste, se esqueceste / Se esqueceste o juramento.
-----------G--------------- D7-------------------------------- G
Quem sabe se és constante / Se ainda é meu teu pensamento
-----------G7----------- C------------- D7---------------------------- G G7
Minh’alma toda devora / Dá a saudade dá a saudade agro tormento
---------C------------------------------------------------------- G7
Tão longe de mim distante / Onde irá onde irá teu pensamento
-----------------------------------------------------------------C
Quisera saber agora / Se esqueceste se esqueceste o juramento. 


Com Francisco Petrônio:






Com Agnaldo Timóteo:




Com a soprano Giovanna Maira, acompanhada pelo grupo Allegro Orquestra e Coral, sob a regência do Maestro Renato Misiuk, execultando a obra de Carlos Gomes intitulada "Quem Sabe".:


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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

TV 50 Anos Elis Regina Arrastão Excelsior 1965 - Vídeo

 https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJhUTr6N5Yd8DmAWXAJA1PJ8JwKGgaGdavxTN5k53NbfX_V_6Gr8mWQe5Qjf7zQ0S9hSixufuA7dX7Un4I2RT9hKmGK-quj1RRWdbjq9edIMCQ5c1rrcCbAwHF_U87jgcYqlA6kj1GN0Y3/s400/festivais_elis2.jpg
A "eliscóptero" arrasa nessa interpretação datada de 1965. A Tv Globo nem estava no ar e a Excelsior já abalava as estruturas.

domingo, 25 de dezembro de 2011

A Cumeeira de Aroeira Lá da Casa Grande

A idéia de observar a casa grande através da cumeeira de aroeira foi fantástica, como se os componentes da casa pudessem falar, ver, refletir...


Oh! cumeeira de aroeira dessa casa-grande
Veja e nos mande uma visão dessa velha morada
Sendo a parada retilínea do telhado em quedas
Não te arredas dessa empena tão estruturada
Sois a chegada de telheiro, ripa e caibaria
Hospedaria de pavões, corujas e pardais
Nos teus anais e cabedais de vida em cumeeira
Diz aroeira – dessa casa – o que enxergas mais?

- Pelas janela e portais lá da sala da frente
Vejo contentes e voantes espreguiçadeiras
Relaxadeiras de alpendre junto à rede armada
Lonas listradas, cores-vivas, vidas de cadeira
As choradeiras de avencas pendem dos frechais
E os fuás das trepadeiras jasmineiras voam
Blusas magoam com bateres as saias das portas
E vejo as hortas de verduras que nos afeiçoam.
Esta é a visão daqui de cima que meu olho expande
Eu, cumeeira de aroeira desta casa-grande.

Vejo o cimento avermelhado do piso da sala
E nesta sala quatro portas e quatro janelas
Cor amarela combinado com retrato antigo
E pouco artigo de mobília se avista nela
Uma janela abre as asas por cima dum cofre
Atrás do cofre inclinado: rifle e mosquetão
Um birozão de escritório, uma banca de rádio
E junto ao rádio uma cadeira balança no chão.
Esta é a visão daqui de cima que meu olho expande
Eu, cumeeira de aroeira desta casa grande.

A sala interna sem janelas vive apenumbrada
Iluminada pelas frechas vindas do telhado
O decorado do bufê é uma ceia-larga
E se alarga grande mesa de pau trabalhado
De lado a lado, quatro portas, uma a cada quarto
Sala de parto dos bruguelos por ali nascidos
Vejo o florido de lençóis, de redes e armários
E os sanitários de penicos neles escondidos.
Esta é a visão daqui de cima que meu olho expande
Eu, cumeeira de aroeira desta casa-grande.

Segue o comprido estendido da sala do meio
No arrodeio rumo ao fundo grande petisqueiro
O quarteleiro de comidas, louças e talheres
Onde mulheres abrem e fecham pelo dia inteiro
Alvissareiro é o vão que surge mais adiante
A confortante copa-grande junto da cozinha
Sala-rainha, mesa farta, tamanho banquete
Com tamboretes, bancos largos, banca de quartinha.
Esta é a visão daqui de cima que meu olho expande
Eu, cumeeira de aroeira desta casa-grande.

Vem a cozinha festa em festa pelo dia inteiro
Um verdadeiro alegreiro de se cozinhar
O esquentar de um fogão de lenha braseado
E outro fogão de ferro inglês de branco cintilar
Tem o abrir e o fechar do móvel azul pintado
Amorcegado de canecos, conchas e peneiras
A paneleira aramada pende na parede
E mata a sede o pote frio na porta traseira.
Esta é a visão daqui de cima que meu olho expande
Eu, cumeeira de aroeira desta casa-grande.
Meias paredes me permitem essa visão de encanto
Em cada canto um armador e rede ali dobrada
Tampa curvada de baús e luz de candeeiros
E o padroeiro em oratório de vida velada
As alpendradas lado a lado, não consigo vê-las
 
Meias-paredes se esbarram no caixão da casa
Mas são terraços com arreios, silos e ferretes
Nos pilares as gaiolas com mimos de asa.
Esta é a visão daqui de cima que meu olho expande
Eu, cumeeira de aroeira desta casa-grande.
Em campo aberto de quintal, ciscados de terreiro
O galinheiro estaqueado de varas ao fundo
Meio oriundo da cozinha segue uma puxada  
E a batucada do pilão de segundo a segundo
Vejo cisternas e tonéis de interno cimentado
Que são represas pros banhados canecos de flandre
O sanitário é um chalezinho lá no fim da casa
Visto daqui da cumeeira desta casa-grande.


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Cirurgia de Hemorroídas

Jessier Quirino, poeta popular de Campina Grande, faz um "tratado proctológico" e narra diversos nomes para o fiofó, butico, anel de couro... Rimado!


No tronco do ser humano,
Nos “finar” mais derradeiro
Tem uma rosquinha enfezada
Que quando tá inflamada
Incomoda o corpo inteiro
Se tossir, se faz presente
E se chorar se faz também

O “cabra” não pode nada
Com nada se entretém
Eu lhe digo, meu “cumpade”
Não desejo essa “mardade” pra rosca de seu ninguém

Não sei o nome da cuja
Desta cuja eu tiro o ja
O que resta é quase nada
Bote o nada na parada
Quero ver tu agüentar

Eu lhe digo meu “cumpade”
Que é grande humilhação
Um cabra do meu quilate,
Adoecido das parte,
Fazer uma operação

Não suportando mais dor,
O meu ato derradeiro
Foi procurar um doutor
Do bocado arengueiro

Do bocado arengueiro,
Feijoeiro, fiofó, bufante,
Frescó, lorto, apito,
Brote e bozó.
De furico, fedegoso,
Piscante, pelado, boga,
Fosquete, frinfra, sedém
Zueiro, ficha, vintém,
De ás de copa e de foba.
De oiti, “oi” de porco,
“ané” de couro e cagueiro,
De girassol, goiaba,
Roseta, rosa,
Rabada, boto, zero,
“miaieiro”, de nó dos fundo,
Buzeco, de sonoro e pregueado,
Rabichol, furo, argola,
“ané” de ouro e de sola,
Boca de “veia” e zangado

Um doutor de aro treze,
De peidante e zé de boga,
Que não aperte o danado
Nem deixe com muita folga, “né”?
Um doutor “picialista” em bocada tarraqueta,
Doutor de quinca, dentrol,
Zé besquete, carrapeta
Doutor de rosca,
Rosquinha, tareco,
Frasco e obrón
Ceguinho, botico, zero,
Tripa gaiteira, fonfom,
“miaieiro”, mucumbuco,
Boraco, proa, polgueiro,
Forever, cloaca, urna,
Gritador, frango e fueiro

Cano de escape, pretinho,
Rodinha, x.p.t.o.,
Zerinho, “subiador”,
Tripa oca e fiofó
Um doutor de elitório ou de boca de caçapa
Que não seja inimigo,
Também não seja meu chapa
Tratador de canto escuro,
De boréu e de cheiroso,
De formiróide alvado,
De parreco e de manhoso,
De xambica e sibasol,
Apolônio e fobilário,
Bilé, brioco e “roxim”
Fresado, anilha e cagário
Vaso preto, zé careta,
Olho cego e espoleta,
Fuzil, fioto e foário

Não é doutor de ovário,
É doutor de orió!
De cá pra nós e bostoque,
De futrico e de ilhó,
De coliseu e caneco,
Roscofe, forno e botão
De disco, de farinheiro,
De jolie, fundo e fundão,
De cuovades, fichinha,
Que não vinha com gracinha
E que não tenha o dedão.
Um doutor de zé de quinca,
Canal dois e cagador
Buzina, vesúvio, cego,
Federais, sim senhor
“fagüieiro”, zé zoada,
Rosquete e fim de regada
Eu só queria um doutor!

O doutor se preparou-se,
Parecia galileu
Aprumou um telescópio
Quem viu estrela fui eu
Ele disse:
“arriba as pernas”
Eu disse:
“tenha calma, sonho meu”
A partir daquela hora,
Perante nossa senhora,
Não sei o que “assucedeu”

Com as forças da humildade,
Já me sinto mais “mior”
Me desejo um ânus novo,
Cheio de “velso” e forró
E pros “cumpade”, com franqueza,
Desejo grande riqueza:
Saúde no fiofó.  

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

PAISAGEM DE INTERIOR

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Matuto no mêi da pista
menino chorando nu
rolo de fumo e beiju
colchão de palha listrado
um par de bêbo agarrado
preto véio rezador
jumento jipe e trator
lençol voando estendido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.


Três moleque fedorento
morcegando um caminhão
chapéu de couro e gibão
bodega com surtimento
poeira no pé de vento
tabulêro de cocada
banguela dando risada
das prosa do cantador
buchuda sentindo dor
com o filho quase parido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.

Bêbo lascando a canela
escorregando na fruta
num batente, uma matuta
areando uma panela
cachorro numa cadela
se livrando das pedrada
ciscador corda e enxada
na mão do agricultor
no jardim, um beija-flor
num pé de planta florido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.


Mastruz e erva-cidreira
debaixo dum jatobá
menino querendo olhar
as calça da lavadeira
um chiado de porteira
um fole de oito baixo
pitomba boa no cacho
um canário cantador
caminhão de eleitor
com os voto tudo vendido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.


Um motorista cangueiro
um jipe chêi de batata
um balai de alpercata
porca gorda no chiqueiro
um camelô trambiqueiro
avelós e lagartixa
bode véio de barbicha
bisaco de caçador
um vaqueiro aboiador
bodegueiro adormecido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.


Meninas na cirandinha
um pula corda e um toca
varredeira na fofoca
uma saca de farinha
cacarejo de galinha
novena no mês de maio
vira-lata e papagaio
carroça de amolador
fachada de toda cor
um bruguelim desnutrido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.


Uma jumenta viçando
jumento correndo atrás
um candeeiro de gás
véi na cadeira bufando
radio de pilha tocando
um choriço, um manguzá
um galho de trapiá
carregado de fulô
fogareiro abanador
um matador destemido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.


Um soldador de panela
debaixo da gameleira
sovaqueira, balinheira
uma maleta amarela
rapariga na janela
casa de taipa e latada
nuvilha dando mijada
na calçada do doutor
toalha no aquarador
um terreiro bem varrido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.


Um forró de pé de serra
fogueira milho e balão
um tum-tum-tum de pilão
um cabritinho que berra
uma manteiga da terra
zoada no mêi da feira
facada na gafieira
matuto respeitador
padre, prefeito e doutor
os home mais entendido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.
Jessier Quirino

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

CAMINHÃO DE MUDANÇA

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No interior, o carro de mudança de móveis é chamado de andorinha. Lá vai a andorinha! O poema Caminhão de Mudança é o retrato puro e versejado de uma mudança partindo de seu torrão.

Vai pela estrada um caminhão repleto de mudança
Levando a herança de herdeiros de poucos herdados:
Os engradados de uma cama finalmente em pé
Arca e Noé prisioneiros desse estaqueado
Encaixotados os tecidos, mimos e quebráveis
E os incontáveis cacarecos soltos remexidos
Dois falecidos num retrato olham pra paisagem
Guardando imagens e lembranças dos seus tempos idos.

Um velho espelho já trincado mostra o azul do céu
E o mundaréu ensolarado se faz de carona
Uma meia-lona sobreposta com o melhor arrojo
Se faz de estojo pra relíquia da velha sanfona
Uma poltrona escancarada de pernas pra cima
Fazendo esgrima com cadeiras, bancas e tramelas
De sentinela dois pilões de bojo carcomido
E um retorcido pé de bucha de flor amarela.

Em dois colchões almofadados dorme a bicicleta
E duas setas de uma caixa mostram dois achados:
Um emoldurado de retrato com um Jesus sereno
E o último aceno de saudade de um cortinado.
Desbandeirado segue o carro rumo a seu destino
Um peregrino pitombado de grande esperança
Vai, na boleia, um passageiro carregando sonhos
Vai, na traseira, dez carradas de velhas lembranças.


Bom para quem quer saber mais é só acessar o site:  www.jessierquirino.com.br Vale a pena conferir
www.portaldovale.net


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Cabo Honorato Homenageia seus colegas de farda






Nicário Palmeira, que na caserna tem o nome de Cabo Honorato e nas letras escolheu o codnome de Poeta do Oiti, na festa alusiva ao dia do soldado que aconteceu na ACSMPBM de Itaporanga, sexta-feira próxima passada, declamou de sua autoria o poema transcrito abaixo.





Honorato já produziu vários cordeis, tendo inclusive, um de seus trabalhos publicados pela revista Mundo Jovem.








O VALOR DE UM SOLDADO



Minha gente peço aqui

Um pouco de atenção

Vou fazer uma homenagem

A uma grande profissão

Não é padre nem doutor

Mas trabalha com amor

Sendo escravo do patrão



Profissão de muito orgulho

De muita dedicação

Que vive desamparado

Desprezado do patrão

Vive como um guerreiro

Mesmo sem ganhar dinheiro

Honra a população



Dia e noite noite e dia

Todo dia sem parar

Seja sol ou seja chuva

Sem dormir sem acordar

E assim no desengano

Vai vivendo no abandono

E o patrão a desprezar



Garante a segurança

De toda população

Protege sua família

De bandido e de ladrão

Mas a sua não tem jeito

Porque não tem o respeito

Merecido do patrão



Sua vida tem valor

Um valor muito pequeno

O salário que recebe

É de pouco é de menos

É feito um malabarista

Não ganha como um artista

Mas vive se contorcendo



O patrão não quer saber

Porque não se tem direito

De lutar pra merecer

Uma vida de respeito

Nesse mundo sem amor

Só bandido tem valor

O dele nunca tem jeito



Muitas vezes perde a vida

Na bala de um ladrão

Protegendo o seu povo

Morre pelo o cidadão

É assim seu dia a dia

Mas só ganha no que via

O desprezo do patrão



Numa luta desigual

Vai vivendo com louvor

Na saúde e na doença

Ninguém cura sua dor

O patrão só acha graça

Vai vivendo da desgraça

Desse pobre sofredor



Tem família pra cuidar

Tem boca para comer

Tem filhos pra sustentar

Dar tudo que merecer

Mas como não é doutor

Nem juiz nem promotor

O patrão não que saber



Na hora da precisão

Vai sempre lhe ajudar

Em qualquer situação

Seja em qualquer lugar

Vai deixar sua família

Sem consolo e sem guarida

Pra você poder salvar




Nesse dia 25

De agosto de outrora

É lembrado com afinco

Nessa data nessa hora

Pela profissão que tem

O que falta é ganhar bem

Para honrar a sua historia

        


 Fica aqui essa homenagem

Com respeito e com cuidado

Peço sim aos senadores

E aos nossos deputados

Peço um sim de coração

Por que sou com devoção

Um pobre de um SOLDADO.







Veja o vídeo: