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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Filhos de José Augusto de Carvalho e Hermínia leite Guimarães

 OS GRANDES RESPONSÁVEIS PELO DESENVOLVIMENTO DE ITAPORANGA E DO MUNDO – PARTE XII

OS FILHOS DO CASAL JOSÉ AUGUSTO DE CARVALHO/ HERMÍNIA LEITE GUIMARÃES.
( José Assimário Pinto)

Peço venia aos senhores para falar dos filhos do casal supra citado.
Era o mais velho deles o senhor Antônio Augusto de Carvalho, hoje falecido.
Em minha infância tive pouco contato com ele, somente vindo a conviver, depois de entrar como funcionário do Banco do Nordeste do Brasil S/A., fato ocorrido em 05 de Janeiro de 1967.Depois dessa época é que vim a ter mais conhecimento com Tatão, como a gente chamava.

Casara-se com Maria Perpétua, irmã de Diassis Leite, de cuja união nasceram os filhos: Ademar Augusto de Carvalho (falecido), José Augusto Neto e Maria José Augusto de Carvalho.Moravam na Rua 13 de Maio, fazendo quase fronte com o colégio Padre Diniz.

Tatão, ao que sei, fora um homem que quando jovem tivera grandes oportunidades de se formar, tendo estudado em Fortaleza, Campina Grande e outras cidades do Nordeste, mas nunca o quis, terminando seus dias como Escrivão de Polícia na Delegacia da cidade de Itaporanga/PB.

Lembro-me que chamava Pai Gusto, meu avô, de Dedé e também era amante da cerveja.De uma feita, tomou algumas no bar do Geraldo Mano e eu fora buscá-lo em um fusca branco, pois soubera que não estava em condições de permanecer mais no local, posto que estava armado. Não é que Tatão entrando no meu carro atirou para cima e furou o teto do Volkswagen e chegando em sua casa não aparentava qualquer alteração física?

Sempre que queria e podia, visitava-o e era muito bem recebido em sua residência, por todos.

Já perto do seu falecimento, esteve aqui em Campina Grande, na casa de minha mãe Acy e Gorete já médica, prescrevera alguns medicamentos que ele nem chegou a tomar, pois se recusara dizendo:

- Não vou tomar nada, pois sei que não escapo e estou na idade de morrer.

O fato é que fui deixá-lo em Itaporanga, de volta, e ao chegar em Santa Luzia ele me pediu para parar o carro afirmando que não estava bem, me convidou em seguida a ir tomar uma cervejinha “Malzebier”, que era boa para o estômago.

No bar fomos servidos e seguimos viagem até a casa dele, que ao despedir-se de mim falou:

- Muito obrigado meu sobrinho, quem dá aos pobres empresta a Deus!

Tatão foi um homem bom, sem que, apesar de ter sido de um comportamento estranho, nunca matou nem fez mal a quem quer que seja.

O segundo filho do meu avô foi minha mãe Maria Acy Leite Pinto, que faleceu aos 83 anos na cidade de Campina Grande/PB.Quando do seu sepultamento lembro-me bem, fiz um discurso ao improviso, começando em verso e terminando em prosa. Certa vez, numa festa fui procurado por uma senhora muito bem vestida que dizia insistentemente ter estado, quando das últimas homenagens à minha mãe, e, ao perceber que eu estava duvidando me disse:

- Doutor, parece que o senhor não está acreditando, e passou a declinar partes do discurso que proferira diante do corpo de minha mãe, arrodeado pelos seus filhos, netos e noras, e mais algumas pessoas: registro que lembro bem das presenças ilustres de João Deon Fonseca e Vital do Rego.

Minha mãe, fora uma esposa dedicada e amada pelo meu pai Amaro Gonzaga Pinto, até a morte e nunca os vi discutindo. De forma humilde, educou e criou os 08 filhos que Deus lhe dera, sempre auxiliada por Tutu, Tertuliana Pereira Pereira e sempre contou também com o auxílio imorredouro da Tia Maroquinha. Todos os seus filhos formaram-se em Campina Grande/PB, salvo a Dra. Maria Assimar Pinto e Dr. Aderbal Pinto que se formaram em João Pessoa/PB.

Minha mãe, se é verdade que a saudade é a vontade de ver de novo, você está mais viva do que nunca nos corações dos seus filhos, até que nos permita Deus reencontrá-la na casa do Pai, inclusive com os nossos ancestrais e filhos que lá se encontram.

O terceiro filho foi Luiz Augusto de Carvalho, homem probo, honesto, trabalhador e muito inteligente, mas infelizmente com uma trajetória de vida muito difícil.

Noivara com uma moça da sociedade de Itaporanga, uma flor de pessoa, de singular beleza e olhos belíssimos que se irradiam na minha memória. Mércia Felinto fora outra flor que Deus permitiu e ofereceu a Luiz, que também de forma trágica falecera violentamente, numa manhã de céu azul da cidade de Itaporanga aos 18 anos, tragédia essa que ocorreu, lamentavelmente, para a tristeza de todos nós e dos habitantes do lugar no dia 08 de Junho de 1967.

Não gosto de falar de tragédias, todavia me vejo na obrigação de narrá-la: – Luiz adoecera nos idos anos de 1966 de uma doença nervosa que eu, em percebendo, levei-o para consultar com Dr. Atêncio na cidade de Pombal/PB e este me disse desconsoladamente:- Luiz está muito doente, infelizmente, cuidado com ele.

Voltei para Itaporanga e informei aos familiares que entenderam, no entanto, que ele haveria de superar essa crise.Essa espera foi fatal e Mércia, na sua ingenuidade, acompanhou heroicamente o esposo até a cidade de Itaporanga dias após, lá chegando por volta de 9:00h da manhã em um táxi (jipe) e Lolô entrou na casa de meu pai, já atirando, de revólver em punho e cuja ação resultara para a tristeza de todos nós na morte fatídica e violenta de Mércia, de cujas mãos minha mãe tomou “Bidonzinho” e correu, e mesmo assim ele atirou nela.

Meu irmão Gonzaguinha, que também era pequeno, escapou nos braços de minha irmã Assimar, detrás de uma porta da casa de meu pai.

Quando chamado onde trabalhava no Banco do Nordeste, acompanhado salvo engano pelo primo Jesus Fonseca e adentrei a casa do meu pai, encontrando Lolô abraçado a Mércia que jazia no chão na sala da frente e do peito dele jorrava um filete de sangue com revólver já no chão descarregado. Tomei-os em meus braços e coloquei-os na cama de meus pais e a multidão invadiu a casa, foi um dia terrível para um jovem ainda de menor idade, um dia que decerto jamais se apagará da minha memória.

Campina Grande, 11 de Dezembro de 20013

sábado, 7 de dezembro de 2013

PARA OS POBRES, SEU GRITO NÃO É OUVIDO. Por Padre Dajcy Brasileiro

Nas minhas andanças por este sertão seco, esturricado, vou percebendo, aos poucos, que os clamores dos pobres, a cada dia que passa, vão tornando-se ensurdecedor. E o pior, esse grito pungente é ignorado, tratado com desdém. 

É como se o paciente, com uma doença grave, contorcendo-se de fortes dores, pedisse socorro ao médico, mas nada de socorrê-lo, causando no doente uma forte sensação de abandono, de esquecimento e de morte lenta.

Falo com conhecimento de causa. Falo porque vejo e ouço. Nada de sensacionalismo ou demagoguíssimo. Ando muito pela zona rural e periferia das cidades sertanejas. Dentro de casa, em baixo de árvores, sentadonas calçadas, ou em qualquer lugar, converso demoradamente com os sertanejos. Ouço o que eles dizem. Nada falo,apenas ouço. E é ouvindo esses sofridos filhos de Deus, quem e vem o questionamento: onde estão os cristãos? Onde estão aqueles que tanto pregam o amor, a solidariedade, a justiça, o evangelho? Onde estão os governantes? Enfim, Por que não nos sensibilizamos com as dores dos irmãos em Cristo? Por que o grito dos injustiçados, dos excluídos, dos marginalizados não é ouvido e levado em consideração pela sociedade, pelos cristãos e governantes?

Parece que todos estão com excesso de cera nos ouvidos. O povo grita, mas ninguém ouve. Todos estão surdos, menos Deus. Aliás, a esperança dos pobres está em Deus, como o próprio salmo 34, versículo 6, diz: “Clamou este pobre, e o Senhor o ouviu, e o livrou de todas as suas angústias”.

Percebo que os pobres estão ficando revoltados, indignados, não só com os políticos, mas também com seus líderes religiosos. Isso, para mim, já é notório. Suas falas são recheadas de muita comoção e revolta,repito.Não há como esconder essa verdade. 

Vejam o que o povo fala sobre seus sofrimentos, suas dores, seus desesperos e angústias:
-Seu padre, a gente fala,pede,mas não adianta falar, ninguém quer ouvir a gente.
-Falar pra quê, se não adianta nada? Eu já falei, implorei, e não vi ajuda de ninguém, a não de Deus.
-Conheço pessoa que não reza, não vai à igreja e muito melhor do que essas pessoas que só vivem rezando. É melhor não ser nada.
-Só Deus pra ter piedade de nós. Só ele olha pra os pobres desta comunidade.
-É, Deus quer assim mesmo, então pra que falar,gritar,se ele quer que a gente seja assim.Vamos morrer assim mesmo,é vontade dele.
-O que adianta viver na igreja, rezar, e não olhar para os pobres?
-Padre, me perdoe,mas o que tem de gente da sua igreja rezando e tem raiva de pobre não é brincadeira.
-Padre, eu não acredito mais em ninguém. A gente morre e ninguém se compadece da gente. Nem Padre, nem Pastor, nem governo, nem nada. A gente tá é abandonada mesmo. Só Deus por nós.
-Na minha casa não anda Padre. Nunca o Padre andou na minha casa para saber como vai a nossa vida. É isso mesmo, só porque a gente é pobre, miserável.
-A nossa situação não é boa mesma. Apesar da bolsa família, falta tudo na nossa casa. Veja Padre, a nossa situação.Vivemos pobres mesmos. Não temos nada
-A gente não vê ninguém falar por nós. Cadê os Padres, os Pastores, o povo da igreja? Essa gente só sabe mesmo é rezar e pedir dinheiro. Isso sabe. Não medo de dizer a verdade.
_Esses políticos não querem saber da gente não,eles só querem da gente o nosso voto. E acabou.
-Tá pensando que na nossa casa anda prefeito,vereador,deputado,senador? Anda breu.Essa cambada de políticos só vem aqui pedir nosso voto em tempo de eleição
-A gente morre e não aparece um pé de pessoa aqui.Eita mundo desmantelado. Triste de quem é pobre.
-Sei não,antigamente ainda tinha pessoa da igreja que dava uma palavra por nós,hoje,é muita reza,louvor, e nada de ação
-Padre Djacy,eu conheci as Cebs,comunidades eclesiais de bases, lá,a gente podia falar, o Padre deixava a gente falar da nossa situação, da nossa carência, da nossa pobreza.
-Ta faltando gente pra nos defender. Ninguém fala por nós, dá uma palavra por nós, ninguém mesmo.
-Padre, pobre só tem valor no dia da eleição. Nesse dia se ele grita, seu grito é ouvido.
-A gente não vê ninguém falando por nós. Se a gente liga o rádio,só fala em eleição e eleição.Candidato tal vai apoiar candidato tal,e a gente se lascando nesse sofrimento danado.
-Enquanto a gente passa todo tipo de privação, os políticos estão pensando é nas eleições do próximo ano. Eles não estão nem aí com o sofrimento do povo pobre. Tenho certeza
Padre,eu não acredito mais em ninguém.Nem em prefeito,vereador,deputado,em ninguém,em ninguém.Só acredito em Deus, que é nosso verdadeiro pai.
-Eu não vejo ninguém da igreja nos defender. É a gente sofrendo, passando fome, sede e ninguém, nem Padre, nem pastor falar por nós. Eles sabem mesmo é pedir dinheiro. Isso eles sabem bem direitinho. Não tenho medo de dizer, estou falando a verdade.
-Padre,no tempo da ditadura militar,eu era do sindicato rural, naquele tempo,eu me lembro,tinha um bispo que se chamava dom Hélder,pense num bispo que gritava em defesa dos pobres? Ele era bem baixinho,mas não tinha medo de defender os trabalhadores.
-Sei não,nunca vi tanto pecado de omissão.Ninguém se compadece do nosso sofrimento,das nossas dificuldades...
-Eu penso que o padre,seja quem for,viver pensado somente em enfeitar ou embelezar a igreja,deveria pensar em primeiro lugar no seu rebanho,que vive sofrendo ,passando fome, sede e, sei lá, tantas dificuldades na nossa vida.
-Eu penso que Jesus, antes de bater palmas pra ele, ele quer mesmo é que socorram seus irmãos necessitados. Eu já li isso na Bíblia. Eu já li.
-OlhaPadre,antigamente tinha gente que ia pra rua gritar em defesa de justiça,de moradia,de emprego,hoje,acabou isso. Cada um no seu mundo...
-Pobre é ouvido em tempo de eleição.Nesse tempo,os políticos vêm a nossa casa, aí a gente fala,e eles só anotando, e dizendo:sim,sim,sim,sim.É mesmo,é mesmo,deixe comigo,deixe comigo,deixe comigo. Eu vou resolver seu problema, pode acreditar.Depois me procure,depois me procure.Quando passa a eleição,eles dão o pé na nossa bunda.
_A gente tá no mato sem carro. Não temos pra onde correr. A gente não tem ninguém por nós, pra olhar pra nós.
Com relação à Igreja, o Papa Francisco usa um tom profético, e com firmeza, na sua nova Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium”:
 “Para a Igreja, a opção pelos pobres é uma categoria teológica antes de sociológica. Por isso peço uma Igreja pobre para os pobres”.
“Qualquer comunidade dentro da Igreja” que se esquecer dos pobres corre o “risco de dissolução”.
Com essas palavras, o Papa Francisco espera que os católicos, com seus pastores, sejam verdadeiros profetas em defesa dos pobres, a exemplo dos profetas do Antigo Testamento e do próprio Jesus Cristo, o Profeta da libertação, da vida: “eu vim para que todos tenham vida”.
Na fé, no amor e na luta. Avante!

Padre Djacy Brasileiro, em 04 de dezembro de 2013.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

OS GRANDES RESPONSÁVEIS PELO DESENVOLVIMENTO DE ITAPORANGA – PARTE VII

OS GRANDES RESPONSÁVEIS PELO DESENVOLVIMENTO DE ITAPORANGA – PARTE VII - O MUDO JORGE E SEVERINO PARAPLÉGICO.


Essas duas pessoas foram de uma humildade extremada e absolutamente pobres, grandes, porém em sua inquebrantável vontade de servir a todos do vilarejo, colaborando na grandeza que Deus lhes deu e na solução dos problemas diuturnos de cada um.
Jorge, apelidado de Jorge cabeção, era um preto, por todos querido e viera ao mundo mudo, só conseguia falar poucas palavras e talvez, ouvir nenhuma, o que, no entanto não o impossibilitara de entender o seu semelhante, salvo quando ficava com raiva, que era um bodejado.
Quando criança lembro-me perfeitamente dessas pessoas de que falo.
Jorge tinha uma estatura entre anão e baixo, em relação aos habitantes do lugarejo.
A cabeça pendia de tão grande que era e as pernas, sobrecarregadas pelo peso, não cresceram o suficiente, mas tinha uma força imensa para descarregar animais (jumentos). Jorge nadava como um peixe nas enchentes do Rio Piancó, conduzindo uma cabaça, roupas e garrafas de leite, que revendia em Itaporanga.
Minha avó Neném (Maria Carolina Pinto da Silva) conversava com o mudo que era uma beleza.
Eu, como criança curiosa, lhe dizia: 
- Neném, como é que tu entende o mudo, se comigo ele se afoba? Basta eu botar a mão na orelha.
Ao que ela respondia:
- Também tu, Assimário, batendo nas orelhas chama o mudo de filho da P...e por isso ele se afoba, e afobado então, não se comunica!
O ilustrado orador sacro Padre Antônio Vieira dizia em um dos seus famosos sermões: “A natureza aos mudos fez também surdos, porque se ouvissem e não pudessem falar a dor dilaceraria seus corações.”
Severino aleijado era deficiente físico, de certa forma parecia-se com Jorge, mas viera ao mundo com um carma muito pesado, paraplégico, sobreviveu muitos anos num carrinho empurrado por um terceiro e pedindo esmolas.
Cada esmola que recebia, seus olhos sofridos brilhavam de gratidão, como o sol da manhã e uma criança ao receber um presente de Natal.
O que mais me admirava em Severino era sua abnegação e aceitação do destino que Deus lhe dera, apesar de inteiramente sem movimentos corpóreos, o seu cérebro era perfeito e dava conselhos a quantos precisassem, nunca porém, ressaltando a sua própria condição de deficiente, que resistiu heroicamente ao designado por Deus, seus lamentos.
Muito obrigado a vocês pelo bem que fizeram a nossa terra, Itaporanga.

Campina Grande, 22 de novembro de 2013.

sábado, 9 de novembro de 2013

MEU NOME É CORRUPÇÃO: Artigo Pe. Djacy Brasileiro


Sou feito um furacão doido, arrasador. Tenho força capaz de destruir tudo o que vejo pela frente. Sou fria, irracional. Não tenho coração, sentimento. A palavra compaixão não se encaixa no meu perfil. Sou, por essência, o mal. Ajo sempre com instinto de violência. Não penso nas consequências. Por onde passo deixo rastros de desgraças, e isso me deixa feliz. Meu nome é corrupção, estou na crista da onda.
Muitos são os comentários a meu respeito. Todos os dias recebo sentenças e mais sentenças de condenação. Toda hora sou manchete nos jornais. Até fazem músicas zombando de mim. O que tem de gente com ódio de mim, não é brincadeira. Há até orações contra mim. Tentam a todo custo me destruir, me aniquilar, mas não serei vencido facilmente. Sinto prazer em causar sofrimento, não importa a quem. Quando estou em ação, saia da frente, porque sou igual a rolo compressor, levo tudo. Não tenho dó de ninguém.


enho legiões de amigos e amigas que me dão força, coragem, ânimo para agir. Eles são meu combustível, meu oxigênio. Aliás, se não fossem esses colegas fiéis, não faria nada. Seria apenas uma lenda, algo abstrato, sem vida, sem nome. Afirmo com toda sinceridade: meus amigos levam-me ao alvo certeiro: agir contra a vida. E contra a vida do povo. A população é, Infelizmente, a vítima das minhas ações perversas, maldosas.
Estou enraizada em muitos lugares: nos poderes constituídos do país, em órgãos Públicos, em certas agremiações esportivas, em algumas ONGS, e até mesmo em algumas Igrejas. Não fujo nem sequer de empresas privadas, de pessoas para pessoas. Estou entranhada e ninguém arranca de um dia para o outro minha raiz. Sabem o porquê? Porque minha raiz é profunda. Tenho história de vida, de ação. Faz anos e mais anos que existo neste país, neste estado, neste município. Já virei cultura, a cultura da corrupção. Nome lindo, não é?
          Quem são as pessoas que me levam a agir? Nomes, não posso dar-lhes, se isso acontecer, poderá haver uma reação violenta contra este cérebro que está me descrevendo e mostrando minhas perversidades. Se vocês estão interessados em saber quem são esses filhos do mal, usem da inteligência e descubram.

        Críticas e tantas coisas contadas pelo o povo e pela imprensa, e toma comentários, me deixam muito feliz. Deleito-me ouvindo essas bobazeiras da população. O povão diz que eu sou sempre a culpada pelos seus sofrimentos. Não estou nem Ai. Morra! Eis o que ouço diariamente:
-“No hospital não tem médico, remédio, não tem nada. A culpa é da corrupção”.
-Para fazer uma cirurgia, tive que fazer bingo. A culpa é da corrupção.
-Falta ambulância na minha comunidade. A culpa é da corrupção.
-Minha filha morreu na fila do hospital. A culpa é da corrupção.
-Na minha comunidade, não há posto médico. A culpa é da corrupção.
-Não há dinheiro para a saúde. A culpa é da corrupção.
-Crianças morrendo por falta de assistência médico-hospitalar. A culpa é da corrupção.
-No meu bairro não há esgoto, calçamento. A fedentina é grande. A culpa é da corrupção.
-A escola onde eu estudo, além de parecer com um chiqueiro de porco, está caindo. A culpa é da corrupção.
-A educação no meu país, no meu estado, na minha cidade é zero. A culpa é da corrupção.
-Falta biblioteca na minha cidade. A culpa é da corrupção.
Sou professor, e como professor, ganho salário de miséria. Por conta disso, vivo feito miserável. A culpa é da corrupção.
-Meus filhos andam para a escola em pau de arara. A culpa é da corrupção.
-É grande o número de pessoas analfabetas. O analfabetismo avança com fúria. A culpa é da corrupção.
-O analfabetismo leva à miséria, a fome, a violência, às drogas, à prostituição, enfim, ao atraso generalizado. A culpa é da corrupção.
-Os pobres estudam em escolas públicas onde a educação é zero, enquanto isso, os ricos estudam nas melhores escolas. A culpa é da corrupção.
-A merenda escolar é de má qualidade. A culpa é da corrupção.
-Não tenho dinheiro para comprar comida, roupa, remédio. A culpa é da corrupção.
-A miséria, a fome, a violência tomam conta do povo. A culpa é da corrupção.
-Para tirar minha carteira de motorista, tive que pagar por fora. A culpa é da corrupção;
-Não tenho casa para morar. A culpa é da corrupção.
-Os funcionários públicos ganham salário de miséria. Aliás, há muitos funcionários vivendo uma vida de miséria. A culpa é da corrupção.
-Quem tem dinheiro é favorecido em tudo. A culpa é da corrupção.
-Dê-me um trocado, que facilito sua vida. A culpa é da corrupção.
-Você me dá tanto, e resolverei seu problema. A culpa é da corrupção.
-Pediram-me gorjetas em certos órgãos públicos para solucionar meus problemas. A culpa é da corrupção.
-Na minha comunidade a viatura policial só vive quebrada, no prego. A culpa é da corrupção.
-Os policiais dizem que ganham mal. A culpa é da corrupção.
-Quem é rico não vai para a cadeia, quem é pobre mofa na cadeia. A culpa é da corrupção.
-Se você me der uma propina, solto-o. A culpa é da corrupção..
-Na minha cidade não há segurança, a violência toma conta. A culpa é da corrupção.
-Crianças envolvendo-se com drogas, prostituição, violência. A culpa é da corrupção.
-As casas populares construídas pelo governo mais parecem caixa de fósforos. A culpa é da corrupção.
-Houve falcatrua no processo de determinada licitação, e alguém saiu ganhando. A culpa é da corrupção.
-Muita gente grande usa a lavagem de dinheiro como meio ilícito para se beneficiar. A culpa é da corrupção.
-No meu estado o nepotismo reina. A culpa é da corrupção.
-O fisiologismo político reina no meu lugar. A culpa é da corrupção.
-Conheço pessoas que ficaram ricas de uma hora para outra, logo após assumir o poder político. A culpa é da corrupção.
-A praga do suborno acontece todos os dias no meu país, no meu estado, na minha cidade. A culpa é da corrupção.
-Há muita gente enricando-se ilicitamente. A culpa é da corrupção.
-Desvio e mais desvio de dinheiro público. A culpa é da corrupção.
-Dê-me dinheiro, e a cura, o milagre e a salvação estarão ao seu alcance. A culpa é da corrupção.
Não tenho culpa de ser assim. Só ajo quando sou acionada. Ora, se eu ajo, é porque tem alguém por trás de mim, acionando-me. Quanto mais me aciona, mais desgraça eu faço, porque faz parte da minha essência agir assim. Sou o mal por natureza!
            Faço um questionamento: por que as pessoas que sofrem as terríveis consequências de minhas ações e, por isso, tentam me liquidar ,não denunciam, processam, prendem os corruptos e corruptores? Ora, são eles que me levam a agir.
Vou dizer-lhes uma verdade: as armas para me liquidar, que podem fazer-me desaparecer de qualquer cenário, chamam-se consciência política e punição severa e exemplar.
 Meu nome é lindo, mas minhas ações são feiosas, perversas.
Padre Djacy  Brasileiro,em 09 de novembro de 2013 .Avante!

domingo, 3 de novembro de 2013

Simplesmente, viva! - Maria Correia



Viver a vida e “vivê-la em abundância” é a exigência que Cristo nos faz através da Bíblia, do Evangelho e, conseqüentemente, essa é a nossa missão. Viver cada momento a seu tempo com todas as nuances, com firmeza de propósitos. Cada momento traz seus próprios problemas e desafios. Traz suas próprias perguntas. Mas como dizem os orientais: se você já tiver as respostas prontas não vai poder escutar as perguntas porque já está cheio derespostas e é preciso estar vazio, em sintonia, para escutar.

Os nossos problemas, as dificuldades existem para serem olhadas de frente e enfrentarmos. Quanto mais fugir deles mais medo e insegurança você sentirá e ficarão maiores em proporções , terão força. E você se sentirá mais fraco para enfrentá-los. Nós nos julgamos, vivemos muitas vezes assustados, angustiados, ansiosos, com sentimento de culpa e, ainda por cima, queremos ser perfeitos.

Você não tem que ser perfeito. Tem que ser total. A totalidade de pertencer à espécie humana, de você ser você mesmo com seus erros, aceitações e fracassos é uma experiência no aqui e agora. A pessoa total enfrenta com coragem o desconhecido apesar de todos os medos. Viva sem medo. Viva sem culpa.

Viva o presente. Simplesmente viva.

O coração é a fonte. Conta Osho que Vicent Van Gogh sempre pintava as árvores tão grandes que elas iam além das estrelas. As estrelas eram pequenas, o sol e a lua eram pequenos e as árvores eram imensas...

Algum, então, lhe perguntou: “Você é maluco? Por que nunca pára de pintar árvores tão grandes? A estrela mais longínqua fica a milhões e milhões de anos-luz e as suas árvores sempre vão além das estrelas! Que maluquice é essa?”

E Van Gogh riu e disse: “Eu sei! Mas sei de outra coisa também da qual você não se dá conta. As árvores são os anseios da terra para transceder as estrelas. Eu estou pintando os anseios, não as árvores. Estou mais preocupado com a fonte, não com o objetivo. É irrelevante se elas alcançam as estrelas ou não. Eu pertenço à terra, sou parte dela e compreendo o anseio da terra. Esse é o anseio da terra expresso através das árvores ir além das estrelas”.

Olhe bem dentro do seu coração. Ouça a vida, a voz do agora pulsando dentro de você através das batidas do seu coração. Uma pessoa tem o direito e o dever de viver a vida como um presente e no momento presente.

Quando passamos a viver de expectativas, o hoje não é seu momento. Está preocupado com o amanhã. O amanhã está além, no futuro. A minha responsabilidade é com o hoje, o agora. Preocupar-se é viver com antecipação e sofrer também. A preocupação como a imaginação é a “doida da casa” como bem disse o padre João Mohana. Ou você se preocupa ou vive. Que você tem medo ou vive. “Quem tem medo do amor, tem medo não tem amor”.

Vivamos cada dia a seu tempo. Não forcemos a barra da mente. É preciso controlar os medos, as inquietudes, as insatisfações, as amarguras, as tristezas. Se está triste, vivendo o luto e a dor é preciso viver com coragem esse momento. Não se pode esquecer a dor sem passar através dela. Uma ferida que não é totalmente sentida nos aniquila por dentro. Não adianta enterrá-la nos remédios, nas drogas, no álcool. Somos uma espécie criativa e capaz de fazer qualquer coisa para nos anestesiar. Quando agimos desse modo, deixamos de sentir a vida, nos empobrecemos e fica mais difícil concentrarmo-nos com a sabedoria do organismo de que tanto necessitamos para viver.

Viva a vida como ela é. Temos ganhos e perdas. Alegria e tristeza. Como a vida é feita de pequenos momentos, a felicidade é de pequenas coisas. Aposte na vida. Esse é o seu maior desafio. Não se preocupe com os outros, com o que dizem, com o que fazem. Simplesmente, viva! O momento no presente. Presente.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

OS GRANDES RESPONSÁVEIS PELO DESENVOLVIMENTO DA CIDADE DE ITAPORANGA-PB



OS GRANDES RESPONSÁVEIS PELO DESENVOLVIMENTO DA CIDADE DE ITAPORANGA-PB
Antes de adentrarmos no assunto propriamente dito, é de se por em evidencia que o grande propulsor do Universo é Deus, a incomensurável intercessora – A Virgem Santíssima.
A verdade são revelações que paulatinamente assomam no ser humano, independentemente de idade.
A saúde está para o corpo, assim como o espírito está para Deus.
O corpo sem a saúde sucumbe, o espirito segue para Deus sem a carcaça ou como se diz, sem vestimentas de quaisquer espécies.
Os sonhos são revelações do espírito, e, por isso, são difíceis de ser decifrados pelo ser humano. Uns, temos o poder dado por Deus de interpretá-los, outros não.
Os antigos entendiam que os mortais estavam próximos de morrer, por pensarem que não fossem obras de Deus.
Os desonestos são desonestos por decisão própria, não são produto do meio, a desonestidade não é uma doença, antes, é uma culpa inconsciente do ser.
Em minha terra, Itaporanga, vi com esses olhos, que a terra há de comer, o Deus presente em todos os setores da vida e descortinei o povo, prima facie, como responsável maior pelo progresso latente da cidade.
Deus, fez nascer pessoas dignas nas mais variadas atividades humanas, para ali impulsionar o progresso, materialmente fatos dos homens.
Em minha terra vi-os nas pessoas do povo, vi-os nas pessoas de comerciantes, de industriais natos, vi-os num Chico Pinto, Zé Figueiredo, Luiz Loureiro, Luizito Leite, Lourival Rodrigues, Sr Zé Conserva, dentre outros.
É do meu mister sacrossanto a um tempo, e humilde a outro, de trazer a lume essas revelações, despretensiosas, mas fielmente possível, aproximando-se da verdade que reside nos alfarrábios das minhas lembranças de criança.
Lembro-me, numa memória descritiva, perfeitamente lúci

da, de quando via o Padre Zé, Vigário da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, a pedir esmolas ao povo em geral e a essas pessoas em especial, paciente e humildemente, sobretudo, a fim de propiciar suas obras, várias, todas de cunho social , e /ou religioso.
Francisco Pinto Brandão, filho do casal Belmiro Pinto e Totonha, foi o maior comerciante da Itaporanga antiga, seu comércio encravava-se num bequinho estreito, que despontava na antiga Rua da Várzea, era um homenzarrão de cara fechada, e o povo dizia de cara dura, e coração brando.
Chico servia e atendia a todos com o mesmo desvelo e atenções.
Ora, estava sentado numa cadeira tosca detrás de um birô também à moda antiga, ora vinha à beira do balcão para conversar com o freguês.
O Padre começava sua peregrinação pelo armazém de Chico Pinto, e ali pedia a todos, indistintamente, fosse do povo, fosse quem fosse, até chegar a Chico Pinto, carregava consigo um saco para as doações, que as enfiava no mesmo, e subia na Rua Getúlio Vargas, com a mesma tarefa, e denodo, parando só para pedir: Entrava em bares, na sinuca de Ananias, em Farmácias, até chegas ao armazém do Senhor Luiz Loureiro, que se localizava nesse tempo, de fronte ao grande Mercado Público, que fora construído pelo Prefeito Praxedes da Silva Pitanga.
No comércio do Sr. Luiz Loureiro, o ritual era o mesmo e seu Luiz e dona Lozinha, sua esposa, além de contribuir, tinha sempre um comentário a fazer: “Esse Padre veio para servir e construir muitas coisas, vamos colaborar minha gente!”.
Vizinho a Luiz Loureiro, o Padre conversava com Cézar Nitão, que nessa época também era alfaiate, e com o Sr. Zé Conserva com a mesmíssima finalidade; entrava no mercado na porta da frente e saía na dos fundos
O Mercado que Pitanga construíra era uma imensidão, tinha salões faraônicos onde o pequeno e médio comerciante expunha os seus produtos e os comercializava ali mesmo. 
Havia até um salão que se destinara a clube da cidade, que inclusive cheguei a frequentar quando jovem, havia bancas de calçados onde meu pai, Amaro Gonzaga Pinto vendia sandálias e sapatos por ele fabricados, Lourival Rodrigues vendia tecidos, tagarela como ele só, dentre outros produtos.
Mais adiante, havia uma ala destinada à venda dos mais variados tipos de carne, popularmente conhecida como Açougue, vendiam-se bichos vivos ou abatidos, de pequeno, médio ou grande porte, ali mesmo salgados e comercializados com os chamados “beradeiros”.
A mosca formava aquela nuvem sobre as cabeças deles mesmos, que indiferentes só estavam interessados em levar os bichos para casa e comê-los. Aves também eram vendidas ali, mortas e vivas.
O comerciante Luizito Leite, viera a se tornar amigo do Padre Zé, tanto quanto o Paulo Costa; a esse tempo também assumia uma importância similar, o Senhor Cláudio Arruda, no comércio de tecidos, em lojas, várias que não se diferenciavam em muito pouco das atuais, devido a variedade nos produtos comercializados por ele, cuja esposa, Dona Natilde, bela e exuberante, ajudava-o nessa tarefa diuturna.
O Padre seguia o seu trabalho e ia até a esquina onde seu Zé Figueiredo, também ao lado de sua esposa, Dona Chiquinha, tinha um comércio grande e de suma impotância, que chegou até a Cidade de Campina Grande, principal centro urbano do Estado da Paraíba, como o é até hoje.
A população em peso contribuía sem medir esforços, incrivelmente haviam pessoas que doavam até sacos de arroz ou feijão, conforme produzissem, e o Padre transformava tudo em dinheiro, para dar seguimento às suas obras de caridade.
Vanilton Souza, a propósito dessa doações, com a sua mente efervescente de criatividade, afirmava nos botecos onde bebia, que o Padre olhava pro horizonte quando ia chover e dizia: “Esse ano é arroz!”, A chuva caía em abundancia.
Fora assim que Itaporanga foi construída e tornou-se a Rainha do Vale do Piancó.

Campina Grande, 28 de outubro de 2013

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Perdendo Forças!

A bandidagem desafia a lei e as autoridades todos os dias neste país, agora foi na PE-300 que dá acesso a cidade de Itatiba-PE onde o promotor de justiça Thiago Faria Soares de 37 anos carioca trabalhava. 

No veículo seguia viagem com o promotor sua namorada e um tio dela que em meio aos disparos conseguiram pular do carro e correrem para o mato de onde conseguiram pedir ajuda. 

Esta é a segunda vez em 10 anos que o estado de Pernambuco, o outro caso aconteceu em 2005 onde o promotor Rossini Alves Couto dentro de um restaurante na cidade de Cupíra no agreste pernambucano. 

Esse país está mesmo em perigo e nossas leis cada vez mais amenizam a vida de bandidos, as polícias já estão sem poder de reação uma vez que arriscam suas vidas para prenderem esses meliantes e as leis soltam a todo instante, alguma coisa tem que ser feito o cidadão não sabe mais o que fazer. 

Não sou pessimista de forma alguma, porém, não vejo nem a longo prazo algo que possa ser feito por quem realmente tem que fazer, que são os nossos legisladores, isso porque a justiça  juízes, promotores, advogados e policiais apenas cumprem o que está escrito no livro e nada mais e como tudo que está escrito é a lei, a bandidagem faz a festa e a sociedade apenas assiste a tudo por trás de verdadeiras cadeias que na verdade seria para bandidos e não para cidadãos. 

Brasil! o país da impunidade.
por Edigley Alves Sousa

domingo, 13 de outubro de 2013

Novo colunista


Já tendo dado muito sua opinião esporadicamente aqui no Portal, o tenente EdigleY Alves, aceitando nosso convite, passa doravante a escrever com mais frequência e assiduidade e nos ajudar a fazer este espaço cada vez melhor para você internauta.

Edgley será o colunista e informante sobre tudo que acontece no esporte aqui na nossa querida Itaporanga, no vale e na nossa Paraíba, no Brasil e no mundo, dando mais ênfase a paixão brasileira: o futebol. mas o tenente dará sua opinião sobre outros assuntos também.

AGUARDEM!

sábado, 12 de outubro de 2013

SÓ A UNIÃO EM DEFESA DA SOBERANIA NACIONAL PODE UNIR UMA NAÇÃO


Manifesto em apoio à Comissão Nacional da Verdade. Sabemos, todos os que sofremos as agruras e as torpezas do regime civil militar, instalado a partir de 01/04/64, a importância desta honorável comissão.

A presidência da república decidiu instalá-la no momento em que, a correlação de forças e os fatores, histórico, político econômico e social, lhe deram respaldo para fazê-lo.

O pleno emprego, a retirada da miséria extrema de cerca de trinta milhões de pessoas, a ascensão galgada por quase sessenta milhões de brasileiros, não aconteceram por acaso. Foram frutos do esforço nacional, que alterou a ação econômica internacional do Brasil, saindo da esfera de dependência dos Estados Unidos da América e partindo para outros mercados, com negociações mutuamente vantajosas, o que nos proporcionou as possibilidades destas importantes evoluções, no nosso progresso social.

Claro que esta nova realidade atormenta as pretensões dos extratos privilegiados pelo regime civil militar, por suas relações incestuosas, com os interesses das multinacionais no Brasil.

A alternância pela alternância no poder não cabe mais na nossa realidade. Os brasileiros, pela primeira vez na sua história, vivem este momento, que só tem que avançar no sentido do melhor para todos.

A função da Comissão Nacional da Verdade está trilhando o caminho das audiências públicas, para animar a sociedade e fazê-la ver que estes vinte e um anos de terror, da nossa história recente, tem que ser esclarecidos, para o bem da nossa paz social.

Exortamos a celeridade dos depoimentos privados dos muitos brasileiros ainda vivos, com seus testemunhos sobre o que sofreram, para ajudar a tornar o país o que é hoje. Esta possibilidade proporcionada pelas oitivas da comissão da verdade orgulha a todos os lutadores, porque nunca transigimos com a nossa soberania e os interesses nacionais.

Só a título de exemplo da subserviência do regime civil militar, a sua primeira ação foi enviar tropas do Brasil para, juntamente com os Estados Unidos da América, invadirem a República Dominicana. Em seguida, extinguiram a estabilidade do emprego da classe trabalhadora, imposição das multinacionais e seus testas de ferro, para achatar seus salários e multiplicar seus lucros escorchastes, além de liberar as remessas de lucros para o exterior.

Foram vinte e um anos de subserviência, incompetência e terror.

A postura das falanges golpistas foi, seguindo a cartilha imposta da ideologia de segurança nacional dos Estados Unidos, colocar internamente as forças armadas do Brasil como verdadeiras tropas de ocupação, que nos momentos mais truculentos recebiam instrutores de métodos de torturas, a serem praticadas contra o nosso povo.

Os torturadores e assassinos sabem que foram usados como fantoches pelo império, contra o nosso país.

É fundamentalmente por este fato que fogem dos depoimentos junto a Comissão da Verdade.

O caldo de cultura de impunidade, ainda hoje impregna nossa sociedade e instituições, com gerações de meia idade, com suas consciências formadas no regime militar, alienadas ao consumismo exacerbado, tendo Miami como Meca. Nós, marinheiros e fuzileiros navais e demais militares, que compõem nossa entidade, honramos nossas instituições armadas, participamos das festas e desfiles dos veteranos com emoção e orgulho.

É por isso que sugerimos aos nossos novos comandantes militares a não continuidade de acobertamento dos torturadores, a abertura dos arquivos e a devolução dos corpos dos desaparecidos.

As nossas forças armadas não podem continuar sendo maculadas por atos praticados por indivíduos que não as representam, só as enlameiam.

As nossas forças armadas devem ser céleres em preparar os jovens militares, com uma visão do mundo sobre a ótica dos nossos interesses nacionais. A vastidão do nosso território exige que assim seja.

Neste contexto, a UMNA vem pleitear junto aos órgãos e autoridades, a quem cabe a nomeação dos componentes da Comissão Nacional da Verdade, a manutenção na coordenação da mesma, da eminente doutora Rosa Cardoso, que nos tem honrado com posturas firmes, coerentes e comprometidas com a finalidade dos trabalhos que a comissão deve ter, para virarmos com honra esta página intragável da nossa historia.

Rio de Janeiro, 28 de agosto de 2013.
Unidade & Mobilização Nacional pela anistia - UMNA
Wanderley Rodrigues da Silva – Presidente

Por Paulo Conserva

terça-feira, 27 de novembro de 2012

A SECA E A DESFAÇATEZ (Chico Pinto)

Diante da estreiteza, da desfaçatez e até mesmo da indiferença capitaneada pelo Governo Federal, a seca volta a atormentar a vida no interior nordestino, dizimando rebanhos, provocando fome e sede e ferindo a dignidade de uma população inteira.

A seca volta com a sua costumeira naturalidade, causando transtornos a uma imensidão de esfomeados. Ela volta inclemente e com força total e, sarcasticamente, zomba daqueles que deveriam combatê-la. Chama-os de incompetentes, mas, admite que são contumazes aproveitadores da miséria alheia. 

Regojiza-se da sua força e, implacavelmente, bebe toda a água disponível dos mananciais e dos poucos reservatórios existentes. Com fome gananciosa mata os nossos animais e deixa estéreis as nossas terras. Avisa que tempo de seca é tudo uma coisa só. Mexeu com seca, mexeu com sofrimento.
Hoje, o sertanejo convive com a terra desnuda, esturricada, cheia de pedregulhos, sem o menor ar de vida. Depara-se diariamente com o mugido esfomeado dos nossos animais, com  uma imensidão de carcaças apodrecidas nos beirais das estradas; campos vazios e rios completamente secos. Este é o retrato fiel do semi-árido nordestino.
E, mesmo diante de uma situação de calamidade, a classe política ainda não se conscientizou desse grave problema e continua impassível diante de uma situação considerada da maior gravidade. Aqui ou acolá se ouve alguma voz isolada, sem qualquer ressonância, clamando por providências que nunca chegam.

A seca que atinge o semi-árido nordestino está sendo considerada a mais violenta dos últimos 30 anos. Os seus efeitos são arrasadores e as consequências pior ainda. Serão necessários anos afins para a recuperação do nosso rebanho, da nossa bacia leiteira e da nossa economia.

Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia, com sede em Recife-PE, “a seca deste ano é mais severa do que as de 1983 e 1998, provocadas pelo El Niño, e abrange uma superfície de terras bem maior”. A situação é de desolação já que afeta diretamente em torno de 10 milhões de pessoas.

Diante dos seus efeitos o homem do campo, os nosso produtores rurais, arcarão com os prejuízos causados pela seca e, terão de se submeter a avareza dos bancos privados e oficiais, também beneficiados com as mazelas provocadas pela estiagem.

Convivendo com dívidas impagáveis por conta dos juros exorbitantes, da falta de carência terão que se contentar com as ações públicas assistencialistas que nem sempre funcionam do Governo Federal. Geralmente, são migalhas que em nada contribuem a não ser para o costumeiro proselitismo político.

Fica evidente, que poucos estão se incomodando com o desalento que a seca provoca na região. Poucos estão se “lixando” para a fome e sede que se abatem diante de uma imensidão de sofredores.

É revoltando observar que enquanto o nordestino sofre e se atormenta com a incompreensão e com o abandono dos poderes públicos, o ralo por onde escorre o dinheiro dos impostos continua aberto e a corrupção campeando por este Brasil sem dono.
E ainda tem ministra que gosta e zomba da situação!

sábado, 18 de agosto de 2012

São Paulo é o maior fumódromo do país


Quando uma massa de calor cobre a capital paulista, torna o dia-a-dia na poluída e cinza São Paulo um test drive do inferno. Se é ruim para mim que moro em apartamento de alvenaria, imagine para quem vive sob teto de zinco ou estuda em escolas de madeira. O problema de torcer por uma chuva que exorcise o capeta e limpe o ar é que ela sempre encontra uma cidade impermeabilizada por asfalto e concreto, com infra-estrutura insuficiente de escoamento de águas pluviais, além de moradias precárias em situação de risco (enquanto há prédios e mais prédios fechados para especulação imobiliária, sem função social). É claro que na lista de prioridades da metrópole – pelo menos na dos que a governam ou sobre ela noticiam – o engarrafamento causado por uma enchente é sempre mais relevante que o desabamento de cortiços ou a inundação de uma favela.
Como já disse aqui antes, nesses dias, quando retorno a São Paulo pelo alto, vejo minha cidade imersa em uma camada marrom e espessa, uma coisa de metros de altitude e quilômetros de largura. Aí me lembro que convivemos com uma faixa escura preenchendo o lugar em que estaria o horizonte – levantado, por ela, alguns centímetros do seu lugar de direito. Talvez pelo fato disso parecer distante, o paulistano não acredita que está imerso nela. Sente seus efeitos quando os olhos começam a coçar, a asma ataca ou aquele pigarro fica mais comprido que o de costume. Os pronto-socorros pululam de gente, principalmente crianças e idosos, atendidos por problemas respiratórios causados ou agravados pela poluição.
Enquanto isso, em um final de tarde, em um bar vilamadalenizado, amigos de amigos se refestelavam ao dizer que a metrópole fica linda nessa época do ano, com seus pôres-de-sol vermelhos… (!) Tento até protestar, mas a minha tosse pediu que me mantivesse calado, com modos.
Os noticiários salpicam aqui e ali que a inversão térmica está dificultando a dispersão dos poluentes, mas nada de falar sobre o nosso modo de vida e as consequências de nosso modelo de desenvolvimento: carbono, enxofre, chumbo e uma sopa de produtos químicos expelidos principalmente por veículos. Comemoramos cada novo recorde de produção e comercialização de automóveis e a graça alcançada pelo IPI reduzido – mas sem muita efusão, para não acabar com o fôlego. Pra frente, Brasil!
Se por um lado esse crescimento econômico dá a possibilidade de ter acesso a coisas que não tínhamos antes, por outro outro nos tira preciosos dias de vida. Pois respirar o ar de São Paulo certamente me levará mais cedo para a sepultura. Estamos programados para aceitar bovinamente que moramos em um fumódromo – quem vive em Sampa, traga o equivalente a três cigarros por dia. E se alguém reclama, algum adepto do “paulistanismo”, o nacionalismo paulistano, patologia que cresce impune por essas bandas do Trópico de Capricórnio, prontamente vomita: São Paulo, ame-a ou deixe-a.
Imaginem isto aqui em 100 anos, com três, quatro graus a mais de temperatura média anual, resultado do aquecimento global causado pela nossa própria ignorância e voracidade por recursos naturais? Além do mais, quando boa parte da Amazônia virar um grande pasto, entrecortado por plantações de grãos e de dendê, a ausência da floresta por lá vai piorar no clima desta cidade, uma vez que a região amazônica é que manda umidade para São Paulo. Sem isso, aqui seria tão seco quanto outros locais do planeta na mesmo latitude. Talvez não tenhamos mais as enchentes de hoje. Mas até lá já teremos passado o limite que torna a vida na cidade suportável.
Se bem que para milhões de paulistanos, excluídos por questões ambientais, sociais, econômicas, culturais esse limite já foi ultrapassado há muito tempo. Ou talvez nunca tenha existido.
Boa parte desses vêem com desconfiança toda essa animação eleitoral que, a cada quatro anos, toma conta das ruas da cidade, pedindo o seu voto. Analistas dizem que isso é prova de que falta ao povão cultura política.
Temo que, na verdade, isso seja a prova exatamente do contrário: a indiferença é por excesso de cultura política.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

“MUITO PRAZER, MEU NOME É OTÁRIO”


http://spe.fotologs.net/photo/14/43/106/bergvet/1154306084_f.jpg 

Vivemos tempo de paz em nosso País.
 Aqui a lei que impera é a da irmandade entre as classes.
Aqui os direitos são respeitados e os deveres nossos são cumpridos á risca.
Somos um povo que condena a discriminação, até porque nenhum de nós jamais foi discriminado ou discriminou.
 O meu país é o Brasil... O meu povo é o brasileiro.
 Muito prazer, meu nome é otário.

    Nossa música é hoje reconhecida mundialmente, graças ao surgimento de artistas e bandas que são hoje unanimidade nacional.
 Acreditem, nos poucos anos desse século já surgiram expoentes musicais do tipo AVIÕES DO FORRÓ, GAROTA SAFADA e CALCINHA PRETA.
 E creiam, nesse mesmo breve espaço de tempo, ainda temos a nos representar os unânimes MICHEL TELÓ E LUAN SANTANA.
Nosso gosto musical comprova que somos um povo que aprendeu a ser sábio.
Outro dia, numa votação sem eleitores, feita pela imprensa, elegemos uma presidenta (esse a....ah esse a) eleita a 90% de aceitação popular.
Pra que tenham uma idéia do poder da mulher.... um estudo comprovou que ela  está empatada com Garota Safada...e comentam alguns estudiosos que ela está disputando cabeça a cabeça com Aviões do Forró.
Como podem ver, estamos muito bem, obrigado.
“Muito prazer, meu nome é OTÁRIO”.

    Tudo vai bem, obrigado.
 Em nenhuma esquina se vê um jovem drogado.
 É praticamente impossível se cruzar nas ruas com algum desempregado.
 Nos lares, a mesa é farta; a fome nenhuma.
O padre ora com uma fé imensa e o pastor o iguala nessa fé, ambos apresentando aos seus, o mesmo Deus, com o mesmo ardor, com a mesma força, sem nenhum interesse financeiro.
 Quando fores doar algum tostão, não ouse fazer uma doação muito elevada, pois por certo serás recriminado, e, em seguida, condenado a dividir esta quantia aos irmãos necessitados de outro país, pois no meu não temos mais nenhum.....
A mesa é farta, a fome, nenhuma.
Muito prazer, meu nome é otário.

Se é verdade que o senado, incontestavelmente, tem um importante papel no desenvolvimento do País. É verdade que a Assembléia também tem.
Sei que existem os descontentes....
Ontem mesmo ouvi um surdo-mudo tentando gritar que só sente saudade do Regime Militar quando vai passando em frente ao senado e à assembléia.
Claro que não concordo com isso.
Deus nos livre de nos faltarem o Senado e os senadores; a assembléia e os deputados.
Muito prazer, meu nome é otário.

A cada minuto se tem notícia de que a polícia prende um corrupto e um corruptor.
E corre um boato de que após sentenciado esse condenado tem direito a um salário digno, um auxílio reclusão para assegurar o futuro dos filhos.
Vi surgir uma lei que está dando esse mesmo auxílio ao trabalhador, aquele que cumpre a pequena jornada de 40 horas semanais, quando este, por algum motivo – até por não conseguir vaga –  estiver incapacitado de exercer função.
Creio que a justiça, como sempre, fará justiça.
Muito prazer, meu nome é otário.

Na Educação, segundo um censo de ótimo bom senso, estamos indo de vento em popa. Tem gente se formando às tuias.
Ninguém mais ta apareado e nem tem tempo afolote para agüentar gente sem canudo ensinando não.
Todo mundo agora tem canudo.
 Olha vou ser sincero, nosso país, em matéria de educação, evoluiu demais.
Temos até professores com doutorado, acredite, ensinando.
Analfabetos? Não, analfabetos ensinando não temos não, Graças a Deus e à UVA. Muito prazer, meu nome é otário.

    ASSINADO:
    Rabisco de Escritor. Muito prazer...

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Se todos fossem iguais a você...

Foi uma festa bonita. Senti n’alma que todos os presentes no coquetel congratulavam-se com o Jubileu de Anatália, essa mulher de pequena estatura, mas de espírito magno. Anatália, criatura abnegada e benigna, sempre dedicada às crianças na direção da Creche Santa Clara de Assis.

Um dia, ainda muito jovem, ela atendeu ao chamado de São Francisco de Assis, para cumprir a nobre missão de servir com amor e dedicação. A menina de origem humilde, filha de camponeses, tão cedo renunciou a vaidade e aos vis prazeres que a vida material oferece e tornou-se membro da Ordem Franciscana Secular, sendo hoje um modelo de vida para nós.

A sociedade itaporanguense, os empresários; enfim, todos deveriam contribuir um pouco mais com a “Creche de Anatália”, que acolhe, alimenta e procura educar, inúmeras crianças pobres.

Parabéns Anatália! Pelos seus 50 anos de trabalho e contribuição a nossa sociedade em favor dos mais humildes. Eu mesmo, entendo a sua preocupação com o futuros destes pequenos que passam pela creche.

Anatália, uma pessoa do seu quilate, merecia durar não só 80 ou 100 anos, mas sim, 500 anos ou até mesmo um milênio, ou ter, por que não? O privilégio da imortalidade!

Se todos fossem iguais a você, pergunto: Como seria o mundo?

Zé do Agreste* para o www.portaldovale.net

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1ZnJ1CuUJHjhyyXgSCtSf2udHxcB3Ds1gatLSxSsYaOGsB5CxZ5XF2hmmD-x1BiFKokffv-npPFfuEOD8w2TgKQjbvTdFw9V7IstwzXN-B1M65HNaLJtzLvFQGER_XBcK9w_iDtwdNfEh/s400/zedoagreste.jpg
Zé do Agreste e uma criação e caricaturização de Onildo Mendonça Pinto, itaporanguense que é um misto de músico, compositor e escritor e nas horas sem folga é motorista de um caminhão locado a SME.