Festa da Padroeira

Festa da Padroeira 2012 em Itaporanga, veja tudo que aconteceu. Clique e confira!

Diplomação dos Eleitos

Saiba tudo o que aconteceu na Diplomação dos candidatos eleitos no Vale do Piancó. Clique aqui!

Passe o seu Natal de YAMAHA Zero!

A Mundo Livre Yamaha está com promoções imperdiveis, como esta: Yamaha FACTOR com entrada de R$800,00 e 44 mensais de R$209,00. Clique e Confira!

Zé do Agreste

Durante esta semana estaremos postando aqui, vídeos de Zé do Agreste, personagem criado pelo itaporanguense Onildo Mendonça. Clique e confira!

As Razões de Ariosvaldo Ferreira

Porque Ariosvaldo Ferreira deu parecer contrário as obras de abastecimento d'água que estão sendo executados pela administração Djaci brasileiro. Clique aqui!

Atenção estudantes do Vale do Piancó

A UNIP abre inscrições para o vestibular 2013, ofertando 740 vagas em todos os cursos. Clique e Confira!

Mostrando postagens com marcador Padre Zé. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Padre Zé. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

PARA O 7º ANIVERSÁRIO DE FALECIMENTO DO MONSENHOR JOSÉ SINFRÔNIO



Ao iniciar deste dia, nosso pensamento se eleva a Deus, Todo-Poderoso, para escutar Sua Palavra , através da Primeira Leitura da Liturgia de hoje:

“Cuida de ti mesmo e daquilo que ensinas. Mostra-te perseverante. Assim te salvarás a ti mesmo e também àqueles que te escutam.”

(1 Timóteo 4, 16)

Impossível não visitar a chapada da Serra do Cantinho, olhando para nossa Itaporanga, e não sermos conduzidos a Deus, ao menos em pensamento.

Primeiro porque nos enche os olhos a magnífica estátua do Cristo Rei, que de braços abertos, acolhe nossos sonhos, nossas alegrias, nossas tristezas, nossos sofrimentos.

Depois porque, olhando para o horizonte, podemos contemplar mais claramente a beleza da criação, fruto exclusivo da bondade de Deus.

Finalmente porque, olhando para a lápide que lá está, com os olhos marejados, contemplamos a sepultura de um grande homem.

A liturgia de hoje nos põe a refletir sobre a demonstração de amor. Diz Jesus, no Evangelho de hoje, que nossos pecados são perdoados na proporção em que demonstramos nosso amor. E adverte: quem perdoa pouco é porque não tem muito amor (Lc 7, 47).

Nesse sentido, em sua Primeira Carta a Timóteo, São Paulo nos encoraja a cuidar de nós mesmos e de nossos ensinamentos com o devido amor e com perseverança, afim de nos salvar e salvar àqueles que nos tiverem escutado (1 Tm 4, 16).

A partir de então, cabe-nos uma pergunta: o que significa esse amor que perdoa e essa perseverança no cuidado para conosco e com nossos atos?

A chave para essa questão está no Salmo 110, que a liturgia nos propõe para hoje: “Temer a Deus é o princípio do saber” (Sl 110, 10). Significa que o verdadeiro amor, o amor que ensina, perdoa e salva, é aquele provindo de Deus, que se manifesta no coração daquele que o teme e escuta.

Nosso amado Padre Zé foi um homem que amou muito e perdoou demais. Como poucos, ele temeu a Deus e, por conseguinte, foi laureado pela sabedoria Divina. Inquestionavelmente, Padre Zé seguiu à risca a exortação de São Paulo: foi perseverante e ofereceu-nos, ao seu rebanho, a salvação que desejava para si.

Muito amor demonstrado. Não há outra forma de traduzir o legado do grande padre que Deus enviou à nossa cidade.

Ele acendeu muitas lâmpadas em nosso meio. Semeou a boa semente. Foi servo bom e precavido. Foi sacerdote do Altíssimo que completou heroicamente a sua carreira.

São Lucas, em seu Evangelho de hoje, conforta-nos com a promessa do Mestre: “Tua fé te salvou” (Lc 7, 50). E nos cabe a pergunta: quantas almas o nosso Padre Zé não ganhou para Deus? E, passando da seara religiosa, quantas vidas Padre Zé não revigorou através da educação, da música, do trabalho, ou, simplesmente, dos rotineiros conselhos que a todos dirigia?

E quando Itaporanga se viu em direção a intermináveis contendas familiares, sufocando a paz de várias gerações, não foi o nosso Padre Zé que buscou de Deus as forças necessárias para semear a semente de paz entre nós?

Isso é demonstrar amor: reunir famílias, refazer a paz, ser “construtor de pontes” – pontífice – entre Deus e Seu povo.

E não foi a custo pequeno: Padre Zé não foi unânime. Seus críticos hoje se calam. Mas ele foi muitas vezes apontado como retrógrado, muitas vezes foi caluniado, muitas vezes foi humilhado, muitas vezes sentiu na pele o que nosso povo humilde passa no dia-a-dia de suas mazelas. Tudo, porém, por demonstração de muito amor, foi devidamente perdoado, afinal, quem muito perdoa é porque muito ama.

Por isso, como fiz já no passado, devo repetir com certeza ainda maior: definitivamente, Itaporanga não seria a mesma se lá na Serra do Cantinho não tivesse aquele túmulo, dando testemunho que um homem, um grande homem, clamando por Deus, trouxe Deus ainda mais perto do ser humano.

Nossa geração deve compara-se aos homens como Padre Zé: autêntico, cheio de fé e astuto no agir.

Neste 19 de setembro, não temos o que chorar!

Temos que agradecer ao Senhor pela dádiva que nos deu.

Hoje, a luz que o nosso Padre Zé nos indicou o ilumina. Rezemos para que também nós, com ele, contemplemos a alvorada do Senhor.

PAULO CÉSAR CONSERVA - advogado

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Itaporanga presta homenagens à memória de Padre Zé

(Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho, carinhosamente chamado de Padre Zé)

Itaporanga há seis anos homenageia a memória do saudoso Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho, carinhosamente chamado de Padre Zé. Neste dia 19 de setembro uma vasta programação religiosa será realizada.

Parte do comércio local estará funcionando apenas no período da manhã, os órgãos públicos funcionarão normalmente, com exceção dos Bancos que estão em greve.

Padre Zé faleceu aos 82 anos, em 19 de setembro de 2006, deixando uma imensa saudade não só para os fieis católicos, mas a todos que conheciam de perto a dedicação e o amor que ele sempre teve por Itaporanga. Foi um dos maiores bem feitores da cidade, sempre à frente de ações pelo desenvolvimento do município, em diversas áreas, acima de tudo na educação.

Contribuiu de maneira decisiva nas ações que facilitaram a chegada da energia elétrica ao município, além do sinal de TV, de telefonia e para a construção do Hospital Distrital de Itaporanga.

Com esforços próprios ele construiu o Colégio Diocesano Dom João da Mata e a estátua do Cristo Rei. Criou a Banda Filarmônica Cônego Manoel Firmino, ampliou a Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, criou a Gráfica Vale do Piancó, e mais recentemente o Padre Cláudio Barros concretizou um dos desejos do Monsenhor, a Casa do Menor São Domingos Sávio.

Durante todo o dia desta quarta-feira (19) acontecerá uma vasta programação de homenagem, começando às 5h30 da manhã com uma caminhada entre os alunos, saindo do Colégio Diocesano em direção ao Cristo Rei. Das 8hs às 12hs haverá uma vigília na Capela Cristo Ressuscitado, localizada no Colégio Diocesano Dom João da Mata. Às 19hs haverá missa, celebrada pelo Padre Cláudio Barros Praxedes na Igreja Nossa Senhora da Conceição.

Durante a vigília serão expostos objetos pessoais de Padre Zé. Vejam alguns exemplares:
(Boina usada pelo religioso / Foto: Marta Ribeiro)
(Batinas usadas pelo religioso / Foto: Marta Ribeiro)
Portal Pedra Bonita

Há exatos 6 anos publicamos a péssima notícia

 

ITAPORANGA E VALE ENLUTADOS

Itaporanga enlutada, comunica a todos o falecimento do monsenhor José Sinfrônio de Assis, ocorrido hoje, 19 de setembro de 2006 às 12 horas e trinta minutos, no hospital da Unimed, na capital Paraíbana. O nosso querido Padre Zé, estava se convalescendo de uma cigurgia para retirada de um tumor no pulmão.

O corpo do monsenhor será velado na Central de Velórios São João Batista, em João Pessoa até a meia noite de hoje, depois será transladado para Itaporanga.

UM GIGANTE CHAMADO PADRE ZÉ

Por miguel neves 

Hoje relembramos com saudades a partida do nosso PADRE ZÉ. Como homenagear alguém que tanto fez por nosso povo? Uma vida inteira dedicada ao engrandecimento da nossa terra. Não só por suas obras de concreto, do diocesano ao Cristo Redentor, mas por seu poder espiritual e sua fé inabalável no projeto de vida. 
 
ELE sim foi cumpridor do seu papel não só como religioso, mas como ser humano, como cidadão. Lembro-me bem das lições que ELE nos dava em sala de aula de que só o estudo permite o crescimento e a realização de sonhos; Segui suas palavras PADRE ZÉ, e hoje sou agraciado pelos frutos colhidos..... 
 
 *******************************
 
 Monsenhor José Sinfrônio: maior construtor de monumentos e referência educacional no Vale. 
 
José Sinfrônio de Assis Filho ingressou no seminário no dia 2 de fevereiro de 1939, em João Pessoa, ordenando-se padre em primeiro de novenbro de 1951.

O primeiro período, de trabalho, que ultrapassou um ano e meio foi na cidade de Pombal, na condição de coordenador do Monsenhor Vicente. Depois chegava a Cajazeiras, sua terra natal, para ser secretário do bispado, no tempo de Dom Zacarias Rolim de Moura Posteriormente quando o seminário que teve a sua participação na edificação ficou pronto, o Padre Zé Sinfrônio era deslocado para Itaporanga, no próposito único e exclusivo de servir ao povo.

Muitas são as referências de trabalho do Monsenhor José Sinfrônio em Itaporanga. Presidiu a Associação de Proteção à Infância para concluir a construção do Hospital Distrital, que até hoje representa um grande socorro à população do Vale do Piancó, notadamente, a mais carente. O envolvimento do Padre Zé com os pleitos da população era de tal forma que viabilizou, através de seus atos, a implantação da telefonia.


Com tal benefício, acabou o enorme problema da falta de comunicação com as localidades mais distantes. Naquela época o sistema era denominado de Serviço Intermunicipal de Comunicação do Vale. Padre zé foi responsável pela amplianção, em 16 metros, da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição além de várias outras modificações dentro do processo evolutivo.

A construção do Colégio Diocesano "Dom João da Mata", único colégio católico ainda em atividade na Paraíba, é também mais uma façanha desse benfeitor, que com a ajuda do povo conseguiu melhorar consideravlmente o setor educacional na região. Para tocar a obra tangeu burro pela zona rural arrecadando arroz através de doações para vender e desmanchar na educação.

O Padre ZéSinfrônio foi tão audacioso que chegou a conquistar a energia elétrica através de contato com o então Presidente da República Juscelino Kubitschek, em solenidade de inauguração do açúde de Coremas. O sinal de TV, a partir da Rede Tupi é mais uma referência desse baluarte. Entre outras ações do Padre Zé Sinfrônio, destacam-se: a fundação da Banda de Música Filarmônica "Cônego Manoel Firmino", de onde saiu músicos de renome internacional e se constitui numa oportunidade impar para os jovens; instalou a Gráfica "Monsenhor José Sinfrônio", que porporciona um importante espaço de profissionalização; Implantou a Casa do Menor "São Domingos Sávio"; dentre outros feitos.

Porém, sua mais importante construção é, ao mesmo tempo, o ponto turístico do Vale do Piancó: a estátua do Cristo Redentor Tudo começou em 1955 quando da chegava o Padre José Sinfrônio a Itaporanga, na época uma das cidades mais violentas da Paraíba.

Padre Zé vendo isto, além da seca que assolava a população, faz uma promessa, que se aquela situação se acabasse construiria uma estátua ao Cristo.

Ele alcançou seu desejo e algum tempo depois começou a construí-la, inaugurada no ano 2000, com 31 metros de altura. Ponto turístico do Vale do Piancó, o Cristo Redentor de Itaporanga só perde em tamanho para o xará do Rio de Janeiro, que tem 38 metros, e para a Estátua da Liberdade, com seus 54 metros de altura. Este é, enfim, o homem que, após passar todas essas provações, comprovou sua infinidade de idéias, coragem e disposição, trazendo a Itaporanga a melhor imagem, traduzida na grande disposição de servir, tendo, finalmente, como maior referencial, o enorme Cristo Rei que abre os braços e solta as bençãos a todo o Vale do Piancó.

Mesmo em meio a tudo isso, fez questão de se classificar como um simples instrumento de Deus. O Monsenhor José Sinfrônio faleceu em setembro de 2006.
 3ciapers
 

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Ao Pacificador

.
O sacerdócio é antes de tudo dedicar sua vida ao próximo, como ordena o primeiro mandamento sacerdotal. E assim foi Padre Zé que há mais de cinquenta anos levado pelo poder divino e profunda experiência desempenhou esta missão infinita.

Apesar de não ter o conhecimento profundo da vida sacerdotal, mas tenho o dom, do reconhecimento, da gratidão e da humildade, qualidades que estiveram sempre presentes em todas ações de Padre Zé. E aqui relato neste pequeno texto, nesta data tão fúnebre e de partida junto a morada de deus pai, de uma pessoa ungido pelo espírito santo.

Antes de mais nada, quero, falar de um homem que deus soprou o fôlego da vida, e nesse sopro nos itaporanguense recebemos dele os sentimentos mais nobres, tais como: a bondade; a paciência e seu relevante trabalho, que só fez contribuir com o desenvolvimento deste sublime torrão.

Quero aqui me deter em registrar votos de pesar ao reverendíssimo padre ze pela forma que gerenciou o povo cristão desta cidade de uma qualidade incontestável, exalto tais atitudes, quando demonstrou uma atenção especial a todos aqueles que desejaram ser úteis, qualificando os seus rebanhos essa conquista de êxito é, obviamente, fruto de um trabalho bem estruturado, coeso, coletivo e modelar. Adeus Monsenhor Sinfrônio pelos esforços empregados para assegurar e promover a qualidade de vida do cidadão itaporanguense, no âmbito religioso, cultural, educacional e social. Com o rompimento de tantas fronteiras, de forma desentereiceira, e às vezes de forma incompreensível.

Por isso, quero aqui pedir em oração ao pai santo, deus eterno e todo poderoso, para o Monsenhor Sinfrônio, que chamaste deste mundo, daí-lhe a felicidade, a luz, e a paz. E que ele tendo passado pela morte, participe do convívio de vossos santos na luz eterna. Que sua alma nada sofra, e vos digneis ressuscitá-lo com os vossos santos no dia da ressurreição e da recompensa. Perdoai-lhe senhor os pecados para que o Monsenhor Sinfronio alcance junto a vós a vida imortal no reino eterno. Daí-lhe senhor, o repouso eterno a Padre Zé e brilhe para ele a vossa luz! Amém..
Escrito por CARLINHOS FERREIRA em outubro de 2006

Pe Zé e o Desenvolvimento de uma Cidade

.
Nesse mês de setembro, faz um ano que o Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho deixou o convívio terreno e foi para outro plano espiritual.

Quero, com essas palavras, prestar, mais uma vez, minha homenagem ao pe Zé. E por que este meu ato? Não por que desconheça outros filhos e habitantes de Itaporanga, reconheço que existem e existiram grandes itaporangueses (homens ou mulheres) os quais tiveram grande importância, grandes heróis anônimos existiram e existem, cidadãos, trabalhadores e cumpridores dos deveres a eles impostos, pais de famílias, donos e donas de casa, funcionários públicos etc. Mas, quero destacar o papel do pe Zé para o desenvolvimento da nossa cidade Itaporanga. Entendemos desenvolvimento como crescimento, adiantamento, progresso ou prosseguir em frente. Sabemos que nem todos nascem com habilidades em determinadas áreas do conhecimento humano, podem existir um bom professor, um bom comerciante, um bom cozinheiro, um bom carpinteiro, um bom marceneiro, um bom contador de estória ou um bom curandeiro etc. Há pessoas que vieram ao mundo com determinados dons e os fazem desempenharem em benefício da evolução humana e aí, então, onde entra a figura do pe Zé, do Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho, este homem de visão apurada.

O que seria da cidade de Itaporanga sem a figura do pe Zé?. Com certeza, seria mais atrofiada em termos de desenvolvimento, pois o pe Zé ocuparia a função, ensinada por Cristo, de levar a luz onde existissem trevas.

Então vejamos, o ato de trazer para o Ginásio, hoje Colégio Diocesano, na minha época: ensino de música, de datilografia (saudoso), de secretariado, de enfermagem, de práticas agrícolas, além das disciplinas fundamentais do estabelecimento educacional, é no mínimo, noção de uma pessoa dotada de visão futurista, de visão transformadora do ambiente onde vive.

Lembro-me, em minha época, nas suas aulas de política brasileira, disciplina ministrada pelo Padre: Organização Social e Política do Brasil – Hoje não mais existente, de várias indagações feitas por ele – pe Zé – em sala, assim, eu começava a me empolgar, responder e comentar algumas inquirições feitas pelo mestre, então ele chegou pra mim e disse: passe na secretaria do colégio para eu entregar a você umas revistas sobre atualidades e lá, entregou-me revistas atuais dizendo pra mim: leia, pois você vai ser “um grande” _”rs”_. Ele era, também, um caça-talentos, e não foi só comigo, ele reconhecia os talentos nos alunos que se destacavam, muitos outros colegas ele norteava (orientava) também. Vem agora, também, a minha memória, as preleções feitas em sala, e muitas vezes, fazia reunião com várias turmas de séries diversas para preleções maravilhosas, palavras atuais e de sentido positivo para os seus discípulos.

Não quero desmerecer outros itaporangueses ilustres e anônimos nem as instituições de ensino existentes na mesma época do Ginásio Diocesano de Itaporanga, todos tinham e merecem importância, mas destaco a figura do pe Zé como iluminado e guia de uma área, de um grupo e como instrumento de crescimento intelectual, social, político e econômico.

Se aqui fizéssemos uma análise da História de Itaporanga citando grandes nomes, desde os primeiros habitantes como: Joaquim Carnaúba, João Medeiros, Alexandre Gomes da Silva, pe Lourenço, Praxedes Pitanga, Dr. Paizinho, Marleno Barros, Sinval Pinto, João Franco, Soares Madruga, José Silvino, Will Rodrigues e outros... _ Pra mim, e pra história da cidade, a figura mais atuante, em termos de desenvolvimento para Itaporanga se chamou e se chama, Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho – pe Zé.
Francisco Carlos de Alexandria - Stembro de 2007

O DESBRAVADOR


Por Jesus Soares 12 Jun 2008

Lendo as diversas crônicas, aqui, postas, foram despertadas em mim emoções várias, como tristeza, recordação, saudade, alegria, agradecimento, deslumbramento ou um misto disso tudo e concluo que só um Ser Diferenciado é capaz de mover toda esta gama de sentimento. José Sinfrônio de Assis é este Ser!

Antônio Fonseca foi longe e fundo, mostrando, neste espaço de tempo de 51 anos entre a chegada de Padre Zé a Itaporanga e sua partida ao encontro de Deus, uma vida de abnegação e sacrifícios de um Sacerdote em prol de uma Comunidade que sequer, era a sua de origem.

Os filhos de Itaporanga ficam meio atabalhoados, não sabem se choram de saudade ou de agradecimento! Não sabem se riem de contentamento por sua chegada à Mansão Divina ou se rejubilando pela herança deixada.

Carlinho Ferreira com muita propriedade, sabedoria e humildade, diz, falando do Grande Artífice, Zé Sifrônio, não conhecer, profundamente, a vida sacerdotal, nem é preciso, Carlinhos! Como você bem disse, em sua crônica, é necessário, apenas, ter-se o dom do reconhecimento, da gratidão para expor com inteligência o que foi o desempenho, nesta vida, do Mestre que ora nos deixa.

Certa vez, quando trabalhava em Itaporanga, conversando com o grande pensador, Fernão Dias de Sá, numa das vezes em que ensaiávamos o Auto da Compadecida, ele com aquele “ar” contemplativo, como se estivesse olhando um ponto no infinito, dizia-me que toda pessoa tem uma missão a desempenhar, aqui, na terra. Agora, lendo as palavras de Paizinha, vejo-me obrigado a concordar com o fabuloso Fernão. A missão de Padre Zé, aqui, na Grande Obra do Arquiteto do Mundo, foi a de um construtor da cultura, das artes, da educação, em suma, um Edificador, termo, segundo Paizinha, que poderia ser gravado em sua tumba, aos pés do monumento daquele a quem Ele tão bem reverenciou, o Cristo Redentor, e eu concordo, plenamente.

“Morte por aqui, renascimento por lá”. Que beleza! Que consolo espiritual para todos que ficam tristes com a separação, com a dor da eterna ausência. Este é o pensamento de Reynolds Augusto. Com muita propriedade enaltece a vivência de Padre Zé, entre nós, mostrando-nos a sua recompensa com muito júbilo, em sua chegada à Senda Espiritual, como um bom filho de Deus.

Tão poucos são merecedores de tanta honra, é o que nos diz João Dehon em seu belo poema. Padre Zé Sinfrônio de Assis, o Cimo, o mais elevado, o Cume, a guarida e a sombra de muitos viventes, é o tronco que tomba mais não morre, perenizado pela benção de seus frutos, pela obra grandiosa que erigiu, é o que nos informa, este belo poema, de Dehon.

Complementando minhas homenagens ao grande timoneiro itaporangado, sinto que por mais que se queira mostrar o papel preponderante desempenhado por Ele, não se pode, jamais, dizer tudo, porque sua biografia foi tão bem escrita pelo tempo que, inesgotável, assemelha-se a uma cacimba, quanto mais se cava, mais o liquido precioso jorra.

Não é, somente, Itaporanga que chora! O vale do Piancó está de luto! A Obra monumental de Padre Zé, o Ginásio Diocesano de Itaporanga, do qual com muito orgulho fiz parte do corpo docente, juntamente, com Cleó, Júlio Nitão, Dora Chaves e tantos outros professores, foi o avanço cultural de que estavam carentes todos os Valenses. Jovens, de toda nossa região do Vale, que ao término do ensino primário, não tinham para onde se deslocar, na maioria das vezes, por situação financeira, encontraram, ali, o porto seguro, de onde poderiam zarpar para degraus mais altos, para ensinos mais avançados. A plêiade, dos muitos, hoje já doutorados, formados, músicos, é grande.

Uma homenagem justa e sincera ao Grande Sacerdote, seria denominar, aquilo, que era a menina de seus olhos, de: Ginásio Diocesano Padre José Sinfrônio. Ele que era um grande admirador de D. João da Mata, bispo diocesano de Cajazeiras, a quem fez as honras de cognominar o Educandário com o nome daquele Prelado da Diocese, certamente, mereceria ter, agora, o preito de gratidão pelo que construiu. Tenho certeza que, D. João da Mata, agradecido, comungará de minhas idéias, de lá, da grande Propriedade Divina.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

19 de Setembro, dia de Padre Zé

.
O dia 19 de setembro é feriado municipal em Itaporanga, é o dia de Padre Zé e para comemorar o segundo aniversário de sua morte, a paróquia de Nossa Senhora da Conceição e O Colégio Diocessano D. João da Mata realizarão a seguinte programação:

05h00: Visita ao Túmulo do Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho, saindo da Igreja Matriz de N. Sra. da Conceição.

06h00: Momento de Oração, no Monumento ao Cristo Redentor (serra do Cantinho).

19h00: Celebração da Santa Missa na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.

20h00: Retreta com a Filarmônica Cônego Manoel Firmino, na Frente da Igreja Matriz.
.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Padre Zé - Homenagens

Aguarde novas postagens sobre as homenagens a Padre Zé.

- Inauguração e Benção do Busto doado por Chaga Leandro

- Vigília na Matriz