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sábado, 26 de outubro de 2013

A Bagaceira


A Bagaceira, de José Américo de Almeida (1887-1980), publicado  em 1928, é considerado o marco inicial do regionalismo brasileiro. Nas palavras de Guimarães Rosa, José Américo de Almeida "abriu para todos nós o caminho do moderno romance brasileiro". É uma trágica história de amor que funciona como uma denúncia sobre a questão social no Nordeste. A narrativa é precedida por introdução e estudo crítico de M. Cavalcanti Proença e ilustrada pelo grande artista Poty.

A BAGACEIRA

O romance se passa entre 1898 e 1915, os dois períodos de seca. Tangidos pelo sol implacável, Valentim Pereira, sua filha Soledade e o a filha do Pirunga abandonam a fazenda do Bondó, na zona do sertão. Encaminham-se para as regiões dos engenhos, no rejo, onde encontram acolhida no engenho Marzagão, de propriedade de Dagoberto Marçau, cuja mulher falecera por ocasião do nascimento do único filho, Lúcio.

Passando as férias no engenho, Lúcio conhece Soledade, e por ela se apaixona. O estudante retorna à academia e quando de novo volta, em férias, à companhia do pai, toma conhecimento de que Valentim Pereira se encontra preso por ter assassinado o feitor Manuel Broca, suposto sedutor e amante de Soledade. Lúcio, já advogado, resolve defender Valentim e informa o pai do seu propósito : casar-se com Soledade. Dagoberto não aceita a decisão do filho. Tudo é esclarecido : Soledade é prima de Lúcio, e Dagoberto foi quem realmente a seduziu.

Pirunga, tomando conhecimento dos fatos, comunica ao padrinho (Valentim) e este lhe pede, sob juramento, velar pelo senhor do engenho (Dagoberto), até que ele possa executar o seu "dever": matar o verdadeiro sedutor de sua filha. Em seguida, Soledade e Dagoberto, acompanhados por Pirunga, deixam o engenho e se dirigem para a fazenda do Bondó. Cavalgando pelos tabuleiros da fazenda, Pirunga provoca a morte do senhor do engenho Marzagão, herdado por Lúcio, com a morte do pai.

Em 1915, por outro período de seca, Soledade, já com a beleza destruída pelo tempo, vai ao encontro de Lúcio, para lhe entregar o filho, fruto do seu amor com Dagoberto.
Personagens centrais

Dagoberto Marçau - Proprietário do engenho Marzagão, simboliza a prepotência,  contrapondo-se à fraqueza dos trabalhadores da bagaceira. Considera-se "dono " da justiça e seu código é simples: "O que está na terra é da terra" . Se ele é o  senhor da terra, tudo que nela é de terra. "Se ele é o senhor da terra, tudo que nela se encontra lhe pertence, até os próprios homens que trabalham no engenho. Assim pensa e assim age. Seduz  Soledade, vendo  na sertaneja semelhança com sua ex-mulher.

Lúcio - Humano,m idealista, sonhador, apaixona-se por Soledade, com quem mantém um romance puro. Não compartilha as idéias de seu pai, Dagoberto Marçau, para quem "hoje em dia não se guarda mais na cabeça: só se deve guardar nas algibeiras. "Acreditava que  se podia desmontar a estrutura anacrônica do engenho: 

"Quanta energia mal empregada na desorientação dos processos agrícolas!

A falta de método acarretava uma precariedade responsável pelos apertos da população misérrima. A gleba inesgotável era aviltada  por essa prostração  econômica. A mediania do senhor rural e a ralé faminta".



Soledade - Filha de Valentim Pereira, representa a beleza agreste do sertão. Aos olhos de Lúcio, a sertaneja. 


"não correspondia pela harmonia dos caracteres às exigências do seu  sentimento do tipo humano. Mas, não sabia por que, achava-lhe um sainete novo na feminilidade indefinível. As linhas físicas não seriam tão puras. Mas o todo picante tinha o sabor esquisito que se requintava em certa desproporção dos contornos e, notadamente, no centro petulante dos olhos originais."... "Era o tipo modelar de uma raça selecionada , sem mescla, na mais sadia consangüinidade."


A presença da sertaneja no engenho colocará uma barreira ainda maior entre Dagoberto e Lúcio. Por  Soledade Valentim se torna assassino e Pirunga causa a morte do senhor de engenho.
Valentim Pereira - Representa o sertão: destemido, arrojado e altivo . Como bom sertanejo , pune pela honra de uma mulher mata o feitor Manuel Broca, apontado como sedutor de sua filha. Mas a  "idéia fixa da honra sertaneja" vai alem: a cicatriz que lhe marcava o rosto era resultado de uma briga mortal com um amigo, que desonrara uma  moça, neta de um "velhinho", de quem o tempo quebrara s forças. O diálogo entre Valentim e Brandão de Batalaia ( assim se chamava o "velhinho")

 é bem ilustrativo.

"Que é que vossamecê manda? Ele respondeu que só queria era morrer. Eu ajuntei: E por  que não quer matar?..."

Pirunga - Filho de criação de Valentim Pereira, a quem tributa lealdade. Ama Soledade , mas seu amor não encontra receptividade. Assim como Valentim, simboliza o sertão: valente, intrépido, altivo... Por ocasião da festa no rancho , vai em defesa de Latomia : enfrentando a polícia.

" O sertanejo fazia frente a toda tropa na confusão do conflito corpo a corpo. Seu olhar fuzilava na treva como um sabre desembainhado."


O Nordeste

domingo, 7 de abril de 2013

Destaques - Antonio Fonseca Jr.



O outro livro, o de Tonho Fonseca, é um livro mais rebuscado e vem de uma vasta pesquisa pelo interior do Nordeste. O livro se chama "Dicionário do Português Nordestino".

Dr. Antônio Sores da Fonseca Jr. nasceu em Itaporanga, Estado da Paraíba, havendo estudado nos Seminários Diocesano de Caicó-RN e Seminário Arquidiocesano de João Pessoa-PB, ingressou na Faculdade de Medicina da UFPB, e após a formatura foi para São Paulo capital, onde pós graduou-se em Cirurgia Vascular.

Posteriormente dada a sua personalidade inquieta de não gostar de permanecer na inércia fez pós-graduação em Medicina Biomolecular e Psicanálise (30 meses cada curso).

Apaixonado pelas letras, é membro da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (BRAMES-SP), é presidente de Honra da Academia Paulistana Maçônica de Letras, é ainda membro da Union Internacionale de Medicins Éscrivans (Paris França) e Academia de Médicos Escritores de Línguas Lusófonas (Portugal).

A ideia de escrever o dicionário partiu de sua mulher (Sally Fonseca) que sentia a perda das raízes pela globalização desenfreada pela qual o mundo passa.

Certa feita, em 1999, o dr Antonio Fonseca viajava com o dr. Gelson Batochio. então presidente da Academia Paulistana Maçônica de Letras para um seminário no Vale do Paraíba-SP, sobre Transgênicos. quando o Batochio perguntou porque Antonio Fonseca não escrevia algo sobre expressões e palavreado nordestinos. E enfatizou tanto e incentivou tanto que surgiu, a partir dali, a pesquisa estafante com anotações infinitas e viagens de sete dias a cada dois meses pelos estados nordestinos, fazendo seleção rigorosa para não misturara expressões de outras regiões.

Inúmeras músicas e dezenas de livros foram repassados para a confecção do trabalho. Neste dicionário, há portanto, a benção impulsionadora do dr. Gelson Batochio, um paulistano que gosta das coisa porretas e arretadas.