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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

ELEIÇÃO: Vital do Rêgo é eleito pela segunda vez como corregedor do Senado


ELEIÇÃO: Vital do Rêgo é eleito pela segunda vez como corregedor do Senado 

 Nesta terça-feira (17), o plenário do senado elegeu o senador Vital do Rêgo (PMDB), como corregedor.


Entre outras coisas, o senador  será encarregado de presidir inquéritos em caso de delitos cometidos por senadores dentro das dependências do Senado.


Vital do Rêgo já ocupou o cargo de corregedor em 2011 e 2012, período em que trabalhou, por exemplo, no processo envolvendo o então senador Demóstenes Torres, que foi cassado pelo Senado devido a suas relações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.


O paraibano comandará a corregedoria até o fim de 2014. Ele foi eleito em votação nominal, com 59 votos a favor e dois contra.

Redação PB Agora

com Terra

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Senado tem semana de esforço concentrado e votações importantes


Senado tem semana de esforço concentrado e votações importantes

Os senadores terão uma semana de atividade intensa. De segunda (16) a sexta-feira (20), haverá sessões deliberativas. Os destaques do esforço concentrado são a chamada minirreforma eleitoral e a proposta que acaba com votações secretas no Poder Legislativo, mas outras matérias importantes também serão votadas, como a PEC da Música e o projeto que define o crime de feminicídio (forma extrema de violência de gênero que resulta na morte da mulher).

EXPERIÊNCIA - À minirreforma, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) apresentou 12 emendas, a fim de somar, adequar e aprimorar o projeto. Aliás, com a vasta experiência eleitoral que detém (campanha para deputado constituinte, três vezes prefeito de Campina Grande, quatro turnos para dois mandatos como governador da Paraíba e a eleição para o Senado - todas vitoriosas), Cássio tem experiência de sobra para somar ao debate, que terá o plenário da Casa como palco.
Além da pauta de votações, o plenário também vai promover a segunda sessão temática de debates, durante a qual será discutido o financiamento da saúde com a presença do ministro Alexandre Padilha.

VOTO SECRETO - Vários dos projetos que devem ser votados pelo Plenário na semana de esforço concentrado tramitam na CCJ, a Comissão de Constituição e Justiça, da qual o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) é membro titular, e lá devem ser votados na próxima quarta-feira (18). Entre eles, está a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 43/2013, que acaba com o voto secreto no âmbito do Parlamento.
A PEC, aliás, ainda não é consenso entre os senadores, já que alguns alegam a possibilidade de constrangimento em votações de indicação de autoridades e na apreciação de vetos presidenciais.

"ROLO COMPRESSOR" - Já na terça-feira (17), o Congresso Nacional reúne-se para exame de vetos presidenciais a sete projetos de lei. Detalhe: para evitar surpresas, o governo mobilizou-se no início da semana em reuniões com lideranças políticas da Câmara e do Senado para garantir a manutenção dos dispositivos vetados nas propostas do Legislativo. É o velho e repetitivo "rolo compressor".
Dos itens a serem votados, o mais polêmico é o veto total ao projeto de lei do Senado (PLS)198/2007 (PL 200/2012 - Complementar, na Câmara) que prevê a extinção da multa rescisória de 10% sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), paga pelos empregadores nas demissões sem justa causa.
ClickPB

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Flagrado com a mão na massa, Cicero Lucena promete devolver o dinheiro que pagou pelo aluguel do carro do irmão


 O senador Cicero Lucena admitiu que errou ao alugar, por 7 mil e 200 reais ao mês, uma Pajero ao seu irmão Pedro Lindolfo, pagando com dinheiro do Senado. E adiantou que decidiu devolver o dinheiro pago depois de ser informado do ato da Mesa do Senado proibindo essa prática. Na nota o senador não diz que, como primeiro secretário, é a autoridade administrativa do Senado Federal, signatário, portanto, do ato que alegou desconhecer. Leia a nota e veja como o senador, embora tucano, tornou-se adepto de Lula, aquele que nunca sabia de nada:
NOTA À IMPRENSA
Sobre a matéria do Correio Braziliense, o jornal incorre em vários erros que depreciam o veículo e não contribuem para a boa informação, e para repor a verdade o senador Cícero Lucena faz questão de esclarecer:
1)      Não é verdade que o senador alugou um carro com valor 38% mais caro do que o cobrado no mercado. O Correio Braziliense, alimentado por informações supostamente de interesse político, errou ao informar que trata-se de uma Pajero “aberta”.
2)      Na verdade, o veículo em questão, trata-se de uma Pajero Full “fechada” locada por R$ 7,2 mil. Valor abaixo da média do mercado que gira em torno de R$ 12 mil;
3)      Informado sobre o Ato da Mesa Diretora do Senado, que disciplina a utilização da verba indenizatória e proíbe a contratação de empresas de parentes de até 3º grau, o senador determinou a DEVOLUÇÃO dos recursos pagos a Avis Locadora.
Brasília, 20 de agosto de 2013
Blog do Tião Lucena

Cicero Lucena aluga carro do irmão e paga com verba do Senado


  • O senador Cícero Lucena (PSDB-PB) utiliza recursos do Senado para financiar um negócio de família. Com a Cota para o Exercício de Atividade Parlamentar (Ceaps), mais conhecida como verba indenizatória, alugou do próprio irmão, com preço mais alto que os de mercado, uma picape de luxo. Por mês, pagou R$ 7,2 mil por uma Mitsubishi Pajero de propriedade de Pedro Lindolfo de Lucena, dono de locadora em João Pessoa. A situação afronta as regras do Senado. O Ato do 1º secretário 10/2011, que disciplina a cota dos parlamentares, diz que não se admitirá o uso da verba pública, de R$ 15 mil mensais, para ressarcir despesas com “empresa ou entidade da qual o proprietário ou detentor seja o senador ou parente seu até o terceiro grau”.
    A primeira nota do aluguel foi apresentada em novembro do ano passado. De lá para cá, a locadora emitiu sete notas fiscais – todas com o valor de R$ 7,2 mil -, que o Senado mantém em sigilo, embora a Lei de Acesso à Informação o proíba.
    Lucena optou pela Mitsubishi Pajero preta, 4×4, aberta na traseira para transporte de carga, ano/modelo 2009. O veículo está em nome de Pedro Lindolfo, que é sócio da Z Veículos, filial da bandeira internacional Avis na capital paraibana.
    Nos sete meses, o aluguel do veículo soma R$ 50,4 mil. Procurado, o gabinete do senador não entrou em detalhes sobre os questionamentos do Correio. Em nota, disse apenas que devolverá aos cofres públicos o dinheiro pago ao irmão.

    Apesar da proibição expressa em relação a empresas de parentes, não há fiscalização sobre o uso da verba indenizatória. Segundo ato interno, o Senado só verifica “aspectos relativos às regularidades fiscal e contábil das notas apresentadas pelos senadores, não compreendendo qualquer avaliação quanto à observância de normas eleitorais, tipicidade ou ilicitudes”. Na prática, a Casa se fia na palavra do senador, que apenas assina documento comprometendo-se a usar a verba de acordo com o previsto.

    Lucena pagou um preço camarada ao irmão. Em três locadoras de João Pessoa, consultadas pelo Correio, o aluguel sai mais barato. O maior valor cobrado pela Pajero foi de R$ 5,2 mil mensais e o menor, de R$ 5 mil. A locação só chega a R$ 7 mil mensais quando a picape é fechada, ou seja, sem a traseira aberta para transporte de carga, o que não é o caso do veículo alugado por Lucena. A consulta nas locadoras foi por modelos mais recentes. Os senadores têm direito a R$ 15 mil por mês para despesas com aluguel de escritório político, aquisição de material de consumo, combustível, divulgação parlamentar, entre outros, além de um valor, que varia entre R$ 6 mil e R$ 29,2 mil por estado, para passagens aéreas.

    Preso - Empresário da construção civil, Lucena foi governador da Paraíba entre março e dezembro de 1994. Também exerceu mandato de prefeito de João Pessoa entre janeiro de 1997 e dezembro 2004. Em 2005, ficou preso por dois dias, em decorrência da Operação Confraria, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

    Segundo o inquérito da PF, Lucena e mais sete pessoas participaram de um esquema de desvio de recursos públicos entre 1996 e 2003 na Paraíba, com fraudes em licitações de convênios para implantação de saneamento, obras de urbanização e serviços de infraestrutura em vários bairros da capital. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

    R$ 7,2 mil

    Valor mensal da cota parlamentar utilizada por Cícero Lucena para alugar a Pajero do irmão.
    Correio Braziliense

domingo, 28 de julho de 2013

Nora de Renan ganha 17 mil no Senado e, achando pouco, Calheiros nomeou também a irmã da nora



O contracheque da veterinária Paula Meschesi mostra que no mês de junho seus rendimentos brutos chegaram a R$ 26,7 mil, somados o salário, a antecipação da gratificação natalina e o auxílio pré-escolar.
Especialista em ciências biológicas, ela trabalha na secretaria de Educação à Distância do Senado como coordenadora de dois cursos online intitulados “Fundamentos da Administração Pública” e “Excelência no Atendimento”, que ensina alcançar a “eficácia no atendimento por telefone”. O emprego de Paula é o cargo dos sonhos para muitos concurseiros que lotam as aulas de preparatórios para conseguir uma vaga no serviço público. Mas, ao contrário desses aspirantes ao funcionalismo, a veterinária conseguiu o salário base de R$ 17,1 mil sem passar por nenhum processo seletivo.
Paula Meschesi foi nomeada no dia 21 de julho de 2006 por um daqueles famigerados atos secretos do ex-diretor do Senado, Agaciel Maia. Na época, grávida e casada com Rodolfo Calheiros, filho do atual presidente do Senado, Renan Calheiros, que naquele ano também presidia a Casa. Tudo leva a crer que a nomeação da nora de Renan foi feita às pressas, porque àquela altura a gravidez estava num estágio bastante avançado. Uma semana depois de efetivada no cargo, a veterinária pediu uma licença de 120 dias para dar à luz o neto de Renan, Renzo Calheiros.
Podem acusar Renan de tudo, menos de não ter sido generoso com a família da mãe de seu neto. Em fevereiro de 2011, menos de cinco anos depois de garantir emprego no Senado à sua nora, Renan nomeou a mãe dela, a bela Mônica Meschesi, para dar expediente em seu gabinete.
Na ocasião, Renan não era mais presidente do Senado, e sim líder do PMDB na Casa. No ano passado, de volta ao comando do Congresso, Renan fez mais. Articulou um emprego para a tia do seu neto Renzo. Irmã de Paula, Eduarda Meschesi entrou para o Senado pela porta da terceira-secretaria da Casa. Em fevereiro desse ano, foi transferida para a quarta-secretaria. A jovem funcionária tem regime especial de frequência e não é obrigada a registrar presença nos pontos digitais espalhados pelas dependências do Senado.
Atualmente, a mãe do neto de Renan encontra-se rompida com o filho do presidente do Senado, mas engana-se quem pensa que a família Meschesi esteja desamparada. Pelo contrário. Tanto a nora de Renan quanto sua mãe e irmã permanecem nos respectivos cargos. O salário de Mônica no mês passado foi de R$ 2 mil. Já o salário de Eduarda foi de R$ 1,6 mil e mais R$ 700 em auxílios. Em junho, os rendimentos das três integrantes da família Meschesi, somados, ultrapassaram a casa dos R$ 30 mil.
Procurado pela ISTO É, Renan, por meio de sua assessoria, se responsabilizou apenas pela nomeação da avó de seu neto. Já Paula Meschesi, alegou Renan, não foi nomeada por ele, mas pelo ex-senador Adelmir Santana. Ou seja, no mínimo, essa situação se enquadraria num caso clássico de nepotismo cruzado.
Blog do Tião Lucena

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Senado aprova projeto que destina royalties para educação e saúde.


O Senado aprovou na noite desta terça (2), por meio de votação simbólica, um texto alternativo, de autoria do líder do governo, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), para o projeto que destina royalties do petróleo às áreas de educação e saúde.

O novo texto alterou o projeto aprovado no último dia 26 pela Câmara e por isso retornará para análise dos deputados.

O substitutivo de Braga alterou em vários pontos a proposta aprovada na Câmara, mas manteve a repartição aprovada pelos deputados - 75% para a educação e 25% para a saúde.

A intenção inicial do governo era destinar 100% dos recursos dos royalties do petróleo para a educação.

O texto aprovado no Senado garante que royalties obtidos com a produção atual de petróleo, em contratos assinados a partir de 3 de dezembro de 2012, já sejam destinados à áreas de educação (75%) e saúde (25%). Essa regra, no entanto, valerá somente para os royalties que cabem à União. Nesses contratos, estados e municípios ficam liberados para gastar em outras áreas.

De acordo com Eduardo Braga, essa regra deverá evitar a "judicialização" da nova distribuição porque, segundo ele, permite que grandes estados produtores, como Rio de Janeiro e Espírito Santo, tenham mais liberdade para aplicar os recursos.

G1

quarta-feira, 27 de março de 2013

Senado aprova PEC das Domésticas; categoria terá direito a hora extra e FGTS

O Plenário do Senado aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (26), a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 66/2012 que amplia os direitos trabalhistas aos empregados domésticos. A proposta passou hoje pelo segundo turno de votação com um total de 66 votos e não precisará de sanção presidencial para entrar em vigor.

A medida afeta mais de 7 milhões de trabalhadores domésticos no Brasil, sendo que 97% são mulheres.

Conforme anúncio feito pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a PEC das Domésticas será promulgada no dia 2 de abril, no auditório Petrônio Portela, às 12h. A presidente da República, Dilma Roussef, será convidada de honra para a cerimônia.


Ainda não há data para a publicação no "Diário Oficial", quando parte dos direitos entrarão em vigor. Outros ainda dependerão de regulamentação específica.

PEC

Proposta pelo deputado federal Carlos Bezerra (PMDB-MT), a matéria estende à categoria direitos como o controle da jornada de trabalho, com limite de 8 horas diárias e 44 horas semanais, horas extras, FGTS obrigatório e seguro-desemprego.

A PEC foi aprovada por unanimidade, em primeiro turno, no último dia 19. Foram 70 votos favoráveis e nenhum contrário. Foi aprovada apenas uma emenda de redação, de modo que a matéria conserva o texto enviado pela Câmara dos Deputados.

Direitos

Alguns direitos ampliados pela PEC das Domésticas têm aplicação imediata, como jornada de trabalho de até oito horas diárias e 44 horas semanais e pagamento de horas extras no valor mínimo de 50% acima da hora normal.

Para outros direitos, há necessidade de regulamentação, a exemplo do pagamento de seguro-desemprego; da remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; e da contratação de seguro contra acidentes de trabalho. No caso do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), embora o texto traga a previsão de regulamentação, há quem entenda que a aplicação é imediata, porque já há lei que trata do assunto.

Atualmente, o trabalhador doméstico tem apenas parte dos direitos garantidos pela Constituição aos trabalhadores em geral, como salário mínimo, décimo-terceiro salário, repouso semanal remunerado, férias, licença-maternidade e licença-paternidade, aviso-prévio e aposentadoria. Veja os novos direitos garantidos:

Direitos assegurados sem necessidade de regulamentação

- Garantia de salário, nunca inferior ao mínimo;
- Proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção;
- Jornada de trabalho de até oito horas diárias e 44 semanais;
- Hora extra de, no mínimo, 50% acima da hora normal;
- Redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança;
- Reconhecimento dos acordos coletivos de trabalho;
- Proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;
- Proibição de qualquer discriminação do trabalhador deficiente;
- Proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de 18 anos e de qualquer trabalho e a menores de 16 anos, exceto aprendizes (14 anos).

Direitos que dependem de regulamentação

- Proteção contra demissão arbitrária ou sem justa causa;
- Seguro-desemprego;
- FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço);
- Adicional por trabalho noturno;
- Salário-família;
- Assistência gratuita a dependentes até cinco anos em creches e pré-escolas;
- Seguro contra acidentes de trabalho.

UOL

domingo, 24 de março de 2013

VAI GANHAR MAIS QUE O PATRÃO

Nesta semana, o trabalhador doméstico passa a ser um trabalhador como os outros. O ciclo da aquisição de direitos se encerra (embora a implementação das regras, na prática, ainda deva causar muita discussão nos próximos anos). No país com o maior número de domésticas do mundo, segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), a mudança trará diversas consequências, como mostra esta série de reportagens no site de VEJA.
As transformações mais evidentes e imediatas serão no mercado de trabalho: os especialistas debatem se haverá ou não demissões e se o universo dos trabalhadores domésticos vai diminuir. Um segundo conjunto de mudanças deverá ocorrer no dia-a-dia da classe média que, há gerações, se acostumou a ter como garantido o socorro permanente de empregadas. Aqueles cujo orçamento não comportar mais o pagamento da doméstica terão de encontrar novos modos de organizar as tarefas do cotidiano – a arrumação da casa, a preparação de comida, os cuidados com crianças e idosos.

A emenda constitucional é uma daquelas inovações legais que têm o condão de pôr em funcionamento engrenagens que realmente modificam o modo de vida de um país. Existe algo ainda mais sutil que ela pode alterar: valores. Ao tocar uma relação social que se desenrola dentro de casa, em nosso espaço mais íntimo, ela pode mudar a maneira como brasileiros de classes sociais diferentes se enxergam uns aos outros, se relacionam entre si. 

História - A “instituição” do trabalho doméstico feito por gente de fora da família é milenar – e provavelmente nunca vai se extinguir. Na sua forma mais crua, ela coincide com a escravidão. Mas a história viu outros arranjos, adotados pelas mais diversas civilizações – dos sistemas de vassalagem no Ocidente e no Oriente, aos de trabalho remunerado, mais ou menos protegido por leis, que as sociedades modernas professam.

O caso da Inglaterra é interessante, por exemplo. Por mais de duzentos anos, a começar por 1700, o trabalho doméstico foi um elemento estruturante do modo de vida inglês, da imagem que os ingleses tinham de si mesmos. Como diz o historiador inglês E. S. Turner, num clássico sobre “o problema dos serviçais” na Inglaterra, no século XVIII um lorde com renda de 2 000 libras anuais estaria "traindo" sua classe se empregasse menos de oito homens e oito mulheres em sua casa. Da mesma forma, senhoras de classe média poderiam se gabar, à beira da morte, de jamais ter preparado uma xícara de chá. “Era um sistema hierarquizado. Todos conheciam seu lugar”, diz o autor de O que o Mordomo Viu.

O mordomo inglês, aliás, virou uma figura arquetípica, com sua proverbial eficiência e seu senso de dever que não excluem um traço de ressentimento - afinal, nas históriais policiais "o mordomo é sempre o culpado". Há dezenas de mordomos célebres na ficção inglesa (assim como a doméstica já se tornou um personagem peculiar da dramaturgia brasileira), mas nenhum é mais famoso que Jeeves, da imensamente popular série de romances cômicos de PG Woodehouse.

Ao contrário da Inglaterra, que lucrou com a venda de escravos, mas nunca os usou dentro de suas fronteiras, o Brasil conheceu a escravidão. Para os cientistas sociais, esse é o fato que ainda hoje contamina as relações entre patrões e empregados dentro de casa. “O trabalho doméstico é o último reduto da escravidão no Brasil”, diz, por exemplo, o antropólogo Roberto Da Matta. 

Para o antropólogo Carlos Balhana, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a nova legislação deverá eliminar "patrões exploradores" temerosos por processos trabalhistas. "Os serviços domésticos são resquícios dos antigos agregados do período da monarquia, sempre no sentido de servidão. No Brasil, permanece a mentalidade de se explorar ao máximo: os quartos das empregadas são pequenos, normalmente separados da casa. A lei não deve mudar essa relação de trabalho, mas a tendência é que patrões exploradores sejam eliminados. Eles vão ficar com medo porque vão ter de gastar com horas extras e haverá queixa em relação a leis trabalhistas", arfirma.

Direitos - A história de cada país determina as conotações que o trabalho doméstico carrega para quem o executa e para quem se beneficia dele. Quanto à luta pela aquisição de direitos, no entanto, ela é bem parecida não importa onde aconteça. Nos Estados Unidos, por exemplo, discussões sobre a ampliação dos direitos dos trabalhadores domésticos acontecem hoje em dia de modo muito semelhante ao Brasil. 

Em Nova York, a Declaração de Direitos dos Trabalhadores Domésticos passou a vigorar apenas no final de 2010. A legislação estipula, por exemplo, que a empregada deve tirar um dia de folga por semana e que a jornada de trabalho não deve exceder 40 horas semanais, além de estabelecer o direito a seguro contra acidentes de trabalho ou às faltas por questões de saúde. Após a adoção das novas regras, outros estados americanos passaram a debater o tema.

Na América Latina, o país mais avançado em legislação trabalhista de domésticas é o Uruguai. Desde 2006, os vizinhos sul-americanos fixaram direitos como licença-maternidade, jornada de trabalho pré-estipulada, horas-extras e indenizações. Na prática, o Uruguai possui regras parecidas com as que devem ser implantadas no Brasil, onde a profissão é regulamentada desde 1972, embora com direitos bem inferiores às demais categorias. Mas também há países muito mais atrasados no assunto: na Bolívia, por exemplo, empregadas que dormem no emprego só têm direito a oito horas de sono por dia.

Brasil - As novas regras brasileiras abrangem todo tipo de trabalhador doméstico – como motoristas, jardineiros e babás -, mas afetarão majoritariamente as mulheres que trabalham como empregadas. De acordo com números do Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), esse universo é hoje de 6,2 milhões, a terceira principal ocupação das mulheres.

Especialistas em direito do trabalho e ONGs ligadas às categorias alertam para o risco de crescimento da informalidade e demissões já que as alterações produzirão aumento dos custos para o empregador. Segundo dados do Ministério do Trabalho, um milhão de domésticas têm carteira assinada atualmente, a maioria nos grandes centros urbanos.

Para a historiadora Mary del Priore, após a implementação das novas regras trabalhistas, o Brasil acabará absorvendo imigrantes pobres de países vizinhos. "Em São Paulo, já vemos muitas babás de origem peruana e boliviana. Com a lei, acredito que haverá inegavelmente a absorção de imigrantes pobres de países latino-americanos. Tal como acontece na França, na Inglaterra e em vários países da Europa em que existem empregados domésticos vindos do subcontinente asiático, da Indonésia e da Tailândia, fatalmente o Brasil vai acabar absorvendo para as atividades domésticas esses imigrantes pobres vindos da periferia de língua hispânica", diz.

Priore também aponta o crescimento da categoria das diaristas como tendência. "A diarista corresponde à imagem de mulher que tem seu trabalho, tem sua autonomia financeira, tem a sua liberdade. Ela é aquela pessoa que quer voltar para sua casa, como qualquer outra trabalhadora. A diarista, de certa maneira, está no mesmo patamar de qualquer mulher que trabalha o dia todo e depois volta para a casa."

Congresso - Para que as mudanças entrem em vigor, a emenda precisa apenas de mais uma votação no plenário do Senado, o que deverá ocorrer nesta terça-feira sem a resistência dos parlamentares. Na primeira votação, na última terça-feira, a proposta recebeu o aval dos 70 senadores presentes. Na Câmara, foi aprovada nos dois turnos por quase a unanimidade dos deputados. Após a conclusão das votações, a emenda constitucional será promulgada.

O texto em tramitação no Congresso concede 16 direitos assegurados na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), como jornada máxima de oito horas diárias de trabalho, pagamento de adicional noturno, direito a creche para filhos de até cinco anos e FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Mas, segundo congressistas, em alguns casos será necessária regulamentação específica, como o direito ao FGTS, hoje facultativo.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Pedro Cunha Lima revive o avô poeta - Vídeo

Assim que assisti este vídeo e escutei o recado do senador Cássio,para prestar atenção no talento do seu filho Pedro, viajei no tempo e me vi diante daquela cena acontecida nos fins dos anos 70, comecinho dos 80, ali no Centro Administrativo de Jaguaribe, eu, Erialdo Pereira e um ancho Ronaldo da Cunha Lima a propagar o talento do seu então quase menino Cássio, que, com apenas 21 anos, entrava na política para disputar um mandato de deputado federal. Hoje o ex-quase menino,repetindo o pai, fala do seu menino com o mesmo orgulho. Veja o vídeo, ouça Pedro e concorde comigo: ele leva jeito.

Sessão Especial do Senado Federal em homenagem à memória intelectual e carreira política de Ronaldo Cunha Lima - 18 de março de 2013


Blog do Tião 

quarta-feira, 20 de março de 2013

Senado lembra Ronaldo no dia do seu aniversário

Amigos da Paraíba foram relembrar Ronaldo, o poeta inesquecível
Veto dos Royalties e Orçamento da União para 2013 são apreciados pelo Congresso
Morto em julho de 2012, o ex-governador e ex-senador Ronaldo Cunha Lima foi homenageado ontem, data em que faria aniversário, pelo Senado. O presidente Renan Calheiros fez discurso lembrando a trajetória de Ronaldo, Vitalzinho homeneageou o grande amigo do seu pai, o também saudoso Vital do Rego, o vice-governador Romulo Gouveia representou a Paraíba e o senador Cássio,filho de Ronaldo, não segurou as lágrimas quando falou do pai. Gente da Paraíba, a partir de familiares e amigos, marcou presença no evento, que foi transmitido pela TV Senado.

Vídeo  Habeas Pinho - Ronaldo Cunha Lima:


www.portaldovale.net com Tião Lucena

terça-feira, 19 de março de 2013

Senado lembra Ronaldo no dia do seu aniversário

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Senado aprova projeto para aposentados e pode ampliar gastos da União


Em meio à atuação do governo para derrubar matérias em tramitação no Congresso que aumentam os gastos públicos, o Senado aprovou nesta quarta-feira (4) dois projetos que ampliam despesas da União.

A CAS (Comissão de Assuntos Sociais) aprovou projeto que cria o seguro-desemprego para trabalhadores rurais temporários e outro que amplia em 25% a aposentadoria de idosos que precisam de cuidados permanentes de outra pessoa.

Como as duas matérias foram aprovados em caráter terminativo para a comissão, seguem para votação na Câmara dos Deputados se não houver recurso para serem analisadas no plenário do Senado.

O projeto dos idosos prevê o acréscimo em 25% na aposentadoria de qualquer segurado que, em função de doença ou deficiência física, necessite da assistência permanente de outra pessoa. A única exceção seria o caso da aposentadoria do segurado especial.

Atualmente, a legislação prevê o acréscimo somente ao segurado que se aposenta por invalidez.

Relator do projeto, o senador Casildo Maldaner (PMDB-SC) disse que a legislação é "injusta" ao não reconhecer as situações de que o segurado, depois de aposentado, venha a contrair doença ou passe a ser portador de deficiência que exija a assistência permanente de outra pessoa.

"Por que assistir apenas o aposentado por invalidez com o acréscimo de 25% no valor de sua aposentadoria? Tal questão torna-se ainda mais latente quando se constata que um segurado que tenha se aposentado por tempo de contribuição, por exemplo, terá contribuído por pelo menos trinta anos para a Previdência Social, enquanto aquele que se aposentar por invalidez pode ter contribuído apenas por um mês", afirmou.

TRABALHADORES RURAIS
O segundo projeto aprovado pela CAS determina que o empregado rural desempregado, que tenha sido contratado por safra ou por um prazo determinado, receba o seguro-desemprego por até três meses.
 O valor do benefício é de um salário mínimo mensal, a cada período de dois anos.

Para receber o seguro, o trabalhador deve comprovar a existência anterior de relações de emprego, contratadas por safra, por pelo menos 8 meses em dois anos.
 Também não pode ter exercido, no período aquisitivo, atividade remunerada fora do âmbito rural.

Outra exigência é se encontrar em situação de desemprego involuntário, não receber benefício de prestação continuada da Previdência e não possuir renda própria de qualquer natureza suficiente à sua manutenção e de sua família.