A luta do artista popular para sobreviver
Tarde dessa sexta-feira, 11, na Praça João Pessoa, centro de Itaporanga. Sobre um banco da praça, o escultor em madeira, José Batista de Lima, expõe sua mais recente obra: é uma imagem de Frei Damião, missionário considerado um santo pelos sertanejos nordestinos. O preço inicial da escultura era 600 reais, mas caiu para 400 nos últimos dias. Com o dinheiro da venda, ele pretende inteirar a compra de uma moto para facilitar sua atividade.
Enquanto expõe o santo, constrói uma nova escultura: é uma pistola decorativa, que também será posta à venda. São quase 50 anos esculpindo em madeira e 1.300 peças realizadas, principalmente santos e bichos, sua especialidade.
Vivendo hoje na zona rural de Itaporanga, uma moto melhoraria sua vida e seu trabalho: o transporte da madeira e das peças seria facilitado, mas a compra da motocicleta vai depender da venda de Frei Damião. A obra tem um grande valor artístico e religioso, mas aparecer um comprador interessado pode não ser tão fácil.
Dedé Batista, como é conhecido, começou a se interessar pela arte ainda na infância, quando desenhava pequenos animais da sua vida cotidiana e rural no sítio São Gonçalo, município de Itaporanga, onde nasceu. “Eu desenhava a galinha com os pintinhos, o papagaio e outros bichos”, contou ele durante entrevista à Folha (www.folhadovali.com.br) em 2005. Antes de se dedicar, exclusivamente, a esculpir miniaturas em madeira trabalhou com o barro e a cera, e hoje vive das esculturas que vende.
Muitas obras esculpidas por ele estão espalhadas por todo o interior nordestino. Foram adquiridas por pessoas que ficaram encantadas com os objetos modelados e esculpidos pelo itaporanguense. Quatro tipos de madeira são usados como matéria-prima para fazer as esculturas: amburana, camuru, cedro e pau-d’arco. Além da madeira, várias ferramentas são usadas para fazer o seu contorno, entre os quais o serrote, a grosa, o formão e outras. Foto: construindo uma pistola sob às vistas de um santo.
Enquanto expõe o santo, constrói uma nova escultura: é uma pistola decorativa, que também será posta à venda. São quase 50 anos esculpindo em madeira e 1.300 peças realizadas, principalmente santos e bichos, sua especialidade.
Vivendo hoje na zona rural de Itaporanga, uma moto melhoraria sua vida e seu trabalho: o transporte da madeira e das peças seria facilitado, mas a compra da motocicleta vai depender da venda de Frei Damião. A obra tem um grande valor artístico e religioso, mas aparecer um comprador interessado pode não ser tão fácil.
Dedé Batista, como é conhecido, começou a se interessar pela arte ainda na infância, quando desenhava pequenos animais da sua vida cotidiana e rural no sítio São Gonçalo, município de Itaporanga, onde nasceu. “Eu desenhava a galinha com os pintinhos, o papagaio e outros bichos”, contou ele durante entrevista à Folha (www.folhadovali.com.br) em 2005. Antes de se dedicar, exclusivamente, a esculpir miniaturas em madeira trabalhou com o barro e a cera, e hoje vive das esculturas que vende.
Muitas obras esculpidas por ele estão espalhadas por todo o interior nordestino. Foram adquiridas por pessoas que ficaram encantadas com os objetos modelados e esculpidos pelo itaporanguense. Quatro tipos de madeira são usados como matéria-prima para fazer as esculturas: amburana, camuru, cedro e pau-d’arco. Além da madeira, várias ferramentas são usadas para fazer o seu contorno, entre os quais o serrote, a grosa, o formão e outras. Foto: construindo uma pistola sob às vistas de um santo.
Folha do Vale





