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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Merlânio Maia - Entrevista ao Programa Câmera Aberta

O poeta e escritor itaporanguense, filho de Natercio Maia, MERLÂNIO MAIA  em entrevista ao  Programa Câmera Aberta 08-01-13


www.portaldovale.net

quinta-feira, 19 de julho de 2012

POEMA NA HORA - MINHA TERRA

Minha terra tem um Cristo
Que abraça tudo o que há
Ali canta a juriti
Ali canta a sabiá
Quando eu estou bem distante
Como um caminheiro errante
Não esqueço o meu torrão
Às vezes choro! Ah! Saudade!
É quase uma vaidade
Ter nascido no Sertão!
(Merlânio Maia)

domingo, 26 de fevereiro de 2012

MERLÂNIO MAIA - O POEMA

Permita me apresentar
Meu nome é Merlânio Maia
Nem sou pequeno, nem grande,
Mas o meu canto se espraia
Sou recheado, não gordo,
Não sou lindo, mas não mordo,
Temperado na alegria
Na paz sou pazeador,
Poeta, declamador,
Um escravo da Poesia!

Pois sou eu Merlânio Maia
Honrado em sua presença
Cidadão do Universo
A poesia é a minha crença
Poeta menor das eras
Violeiro das quimeras
Estes são os traços meus
Cantador da excelência
Da grandeza e da ciência
Das coisas que vem de Deus

Venho de longe cantando
Trago a bandeira da paz
Canto, pazeio e decanto
Virtudes espirituais
Trago a sagrada poesia
Pra decantar com alegria
Tal ministério do amor
E assim nela me anelo
Ajuntando o Bem com o Belo
Por isso sou Cantador

Neste chão abençoado
Carrego a minha viola
Meu canto vai me encantando
E a Mãe-Terra é minha escola
Dos versos e da canção
Eu faço a minha oração
Pra que da Luz nunca saia
Com a permissão de Deus
Apresento os versos meus
Seu criado: Merlânio Maia


EM GALOPE À BEIRA MAR
Nasci no Sertão me criei sertanejo
Foi Itaporanga o meu berço, querido,
Sou paraibano, meu canto é sentido,
Igual o que sinto, o que ouço, o que vejo,
Nordestinidade é o canto que festejo
Deixando a viola me hipnotizar
Seu canto de encanto fez-me apaixonar
De lá até hoje meu verso é um emblema
Levando o Nordeste dentro de um poema
Trazendo o Sertão para a beira do mar!

Repente, embolada, desafio, poesia,
Os cocos de roda, mazurca e baião,
Forró pé de serra com xote e rojão,
Aboio dolente, ou viola vadia,
Cordel declamado de noite e de dia
Foi a educação do meu pré-escolar
O banco da escola foi pra completar
Pois tudo que eu tenho a poesia me deu
De verso em cascata o meu peito se encheu
Cantando galope na beira do mar!

Por todo o Nordeste cantei com amor
Em Shows, em Congresso e até Cantoria,
As crenças diversas ouviram a poesia
Que trago na alma e derramo aonde for
Inflama-me o peito como o do Condor
Com a força que o verso nasceu pra levar
Com a rima e com a métrica peculiar
Do som tão precioso nascido do povo
Que remoça o velho e dá juízo ao novo
Cantando galope na beira do mar!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Benvindo Mestre Merlâneo Maia


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjo9WfBQYE_gnv5JoKbW_tshtz1Vhyphenhyphen1zV6UMt5tMmNBErChaSXK3DFYUIdJqCtkOntbRu2zPpXvpwRSm0f9EZAtX-jtVwq_OEzx3HL3lPjUbHRKXK0Ymyoknl3n5_2qR8GQ0_2KjFH9yY2q/s1600/DSC04878.JPG 

A partir deste sábado, 25, o Portal do Vale contará com um reforço de peso, assim como o Raynollds Agusto, que sempre esta postando mensagens de cunho espiritual ou de auto-ajuda, assim como as histórias de Itaporanga de anos atrás, o nosso menestrel nós bridará com seus escritos e com suas poesias.

Já eramos fãs de seus versejar e vez en quando íamos aos seus blogs pescar alguma coisa e nunca voltamos de mãos abanando e durante todo este tempo postam os seus versos, de cunho altamente humano e de grande espiritualidade.

Portanto, como falei ai em cima, doravante iremos ter mais um grande escriba neste espaço. Seja muito BENVINDO MERLÂNIO MAIA, nosso menestrel!

EU POETA

Dados Biográficos

Merlânio Maia, Paraibano de Itaporanga, alto sertão nordestino, descobriu-se poeta muito cedo e ali na sua cidade natal tornou-se um declamador e construtor de versos ainda menino, sua poesia cheia da imagem nascidas na raiz da Cultura Popular logo a todos encantou, como encanta até hoje.

Sua declamação cheia de ritmos, de cores, palavras e odores que só quem o escuta pode julgá-lo e avaliá-lo bem.

Seu estilo corre célere entre a poesia dos cantadores e os decassílabos clássicos, porém não fica tão somente por aí. Constrói sonetos em todas as métricas, além de poemas brancos.

Sua poesia cabocla, com seu ritmo e sua melodia viva, recheada de emoção, faz a plateia vibrar levando a uma reflexão crítica, porém, tudo temperado com uma boa dose do seu bom humor.

Hoje tem seis livros editados, cinco CDs da mais pura poesia nordestina e mais de cinqüenta folhetos de cordel.

Na sua trajetória tem feito inúmeros Shows pelo país afora levando a sua poesia recheada de espiritualidade e graça no nosso Brasil gigante.

Com sua poesia engajada, tornou-se um poeta da PAZ. Hoje coordena a ONG MOVPAZ - Movimento Internacional pela Paz e Não-violência, e assim, tem viajado este país levando o conceito de uma construção de consciência de Paz através da Educação pela Paz.

Com sua Poesia de conteúdo Espírita, viaja o Brasil inteiro fazendo Shows de conteúdo repleto de espiritualidade, levando sua verve poética e encantando a todos por onde passa.

Contatos:
MERLÂNIO POETA MAIA
JOÃO PESSOA/PB
(83)9922-9660 - 3042-6660
www.merlaniomaia.com
merlanio@gmail.com

DEUS E A REENCARNAÇÃO

 

DEUS E A REENCARNAÇÃO

Merlânio Maia

Ah! Mistérios!... Ah! Mistérios!...
Quantas dores neste mundo!
Desde o berço ao cemitério
Traduz-se vil e infecundo
E o homem gritando aos céus
Pergunta em vão: - Por que Deus?
No exercício da razão
Onde a justiça na vida?
Por que a dor descabida?
Eis a divina equação

Se Deus é Bom e é perfeito
E é Todo onipotente
Por que ao mal não dá jeito, 
Será que Deus vive ausente?
Ou não tem poder assim
Ou não quer do mal o fim?
Se ao mal não elimina,
Seremos obras do acaso?
Se Deus ainda faz caso
Onde a Justiça Divina?

Como entender que o perverso
O cruel, o enganador,
Que semeia no universo
Grito, sofrimento e dor
Tenha uma vida tranquila
Quando trama e aniquila
Dos mais pobres a esperança
E o usurário, o egoísta,
O criminoso estadista
Vive e morre na abastança?

Por outro lado o pequeno
O pobre que não tem paz
Trabalha de sol a sol
Sem nenhum conforto a mais
E a criança doente,
De enfermidade potente?
E outra que vem mutilada?
Onde, meu Deus, a justiça?
Que iniquidade enfermiça
Da tragédia desgraçada?

Mas Deus, Senhor amoroso,
Desde toda criação
Mostra-se um Pai bondoso
Que nos resolve a questão
Sua fórmula matemática
É perfeita, plena, prática,
Em todos os atos seus
E indica a REENCARNAÇÃO
Sua eterna solução
Eis a justiça de Deus

Pois que a reencarnação
É o perdão ilimitado
A vera reeducação
Para aquele desgraçado
Criminoso. E quem voltou
Mutilado, mutilou!
O enfermo, faltou com o Bem,
Na miséria, o milionário
Esbanjador, usurário,
Faltou com o amor também!

É impossível crer em Deus
Sem a reencarnação!
Sem esta os atos seus
Seriam a torpe versão
De um deus mesquinho e cruel
Criador de inferno e céu
Destruidor mais voraz
Sádico, cheio de maldade...
Inferior a humanidade
Que o homem seria mais

Impossível é aceitar
Deus sem reencarnação
Seria um deus sem amar
Seria um deus de ilusão
Mas com a palingenesia
A humanidade estagia
Numa educação constante
De uma justiça divina
Que ampara, instrui e ilumina,
Para o progresso radiante!

Deus é o Pai onipotente
Que cria e embeleza a vida
É o amor onipresente
É a verdade incontida
Imanência e transcendência
É a própria onisciência
Pelos Universos seus
É o progresso, é a perfeição!
Pois sem a reencarnação
Não há justiça, nem Deus!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O Retorno - Merlânio Maia


O RETORNO 
Merlânio Maia

Os mortos não voltam! Falou com vontade, 
Um amigo poeta que um dia esqueceu 
Os fatos da história que a vida nos deu 
Da vida dos povos da ancestralidade 

No Egito, na Pérsia, na antiguidade, 
Gregos e romanos e o povo judeu, 
Traduzem retorno de quem já morreu 
Voltando do além desvelando a verdade 

Retornam decantando as suas venturas 
Fazem seus relatos, trocam suas juras... 
Mostram que estão vivos fazem seus sermões!... 

Ali retornaram Moisés e Jesus, 
Santos e Profetas nimbados de luz, 
E assim se criaram as religiões!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Merlâneo Poeta Maia - III




Hoje traremos três músicas do itaporanguense filho de Natércio Barbosa, que vive o espiritismo com sua paixão pela poesia!




















quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Merlâneo Poeta Maia - II




Mais três poemas do itaporanguense filho de Natércio Barbosa, que vive
o espiritismo com sua paixão pela poesia. O cabra bom!


 

















Veja também:



Merlâneo Poeta Maia







terça-feira, 9 de agosto de 2011

Merlâneo Poeta Maia





Mais alguns poemas do itaporanguense filho de Natércio Barbosa, que vive o espiritismo com sua paixão pela poesia. Eita cabra bom!
















terça-feira, 2 de agosto de 2011

Merlâneo Maia declama "A Diferença" de Pompílio Diniz"

Merlânio Maia,  Paraibano de Itaporanga, descobriu-se poeta desde muito cedo e ali na sua cidade tornou-se um declamador e construtor de versos  desde menino, sua poesia cheia da nordestinagem nascidas na raiz da Cultura Popular logo a todos encantou, como encanta até hoje.

Sua declamação cheia de ritmos, de cores, palavras e odores que só quem o escuta pode julgá-lo e avaliá-lo bem.

Seu estilo corre célere entre a poesia dos cantadores e os decassílabos clássicos, porém não fica tão somente por aí. Constrói sonetos em todas as métricas, além de poemas brancos.

Sua poesia cabocla, com seu ritmo e sua melodia viva, recheada de emoção, faz a platéia vibrar levando a uma reflexão crítica, porém,tudo temperado com uma boa dose do seu bom humor.

Hoje tem quatro livros editados, cinco CDs da mais pura poesia nordestina e mais de cinqüenta cordéis espalhados pelo país.
       
Na sua trajetória tem feito inúmeros Shows pelo país afora levando a sua poesia recheada de espiritualidade e graça no nosso Brasil gigante.

Com sua poesia engajada, tornou-se um poeta da PAZ. E como um dos Coordenadores do MOVPAZ - Movimento Internacional pela Paz e Não-violência, tem viajado este país levando o conceito de uma construção de consciência de Paz através da Educação pela Paz e foi ali que encontrou inspiração para mais um livro de Poemas de Paz que está para ser lançado.

Com sua Poesia de conteúdo Espírita, tem feito Shows no Brasil Espírita inteiro, levando sua verve poética e encantando a todos por onde passa.

* Nota do Portal - Merlânio é filho do itaporanguense Natércio Barbosa


O poema  "A saga do homem justo



domingo, 31 de julho de 2011

NATÉRCIO MAIA BARBOSA

NATÉRCIO MAIA BARBOSA
Merlânio Maia

Meu pai sempre foi gigante
Um super homem, um herói,
Desses que nada destrói
Sua imagem poderosa
Sua coragem era imensa
Seu verbo tinha um calor
Que era mesmo encantador
Natércio Maia Barbosa!

Nada temia da vida
E a ninguém ele temia
O seu nome pertencia
A galeria honrosa
Do fraco era defensor
Era um justo no sertão
Que o seu nome era um refrão
Natércio Maia Barbosa!

Por isso era este gigante
Amava a vida e vivia
Entre o amor a poesia
E a gentileza da prosa
Porém viveu sem ter medo
E no sertão violento
Seu nome andava no vento:
Natércio Maia Barbosa!

Na minha infância querida
Vi seu valente pendor
A enfrentar o malfeitor
Dobrar gente venenosa
Ser do lado da justiça
Socorrer os sofredores
Com quem contavam nas dores
Natércio Maia Barbosa!

Tinha o seu talento nato
No trato com os animais
Os bichos sentiam paz
Sua energia vistosa
A todos impressionava
Os animais serenavam
Obedeciam e aceitavam
Natércio Maia Barbosa!

Sua presença encantava
Com armas era um prodígio
Seu talento era um prestígio
Tinha a força primorosa
Que encantava a mulherada
E impunha mais respeito
Era bem assim seu jeito
Natércio Maia Barbosa!

Foi esse grande gigante
Declamador esmerado
Nome forte e afamado
De expressão gloriosa
Sua presença era um sonho
Homem, mulher e menino
Adoravam o genuíno
Natércio Maia Barbosa!

E hoje emocionado
Lembro a força do meu pai
Que da lembrança não sai
E me influencia a glosa
Meu talento de poeta
Tem muito do seu poder
E eu tenho o jeito de ser
Natércio Maia Barbosa!

Quando encerrou sua existência física na Terra, meu irmão Marcos Maia, fez este soneto que aqui coloco para imortalizá-lo nos versos dos filhos poetas que tanto o amam:

AO MEU PAI
Marcos Maia

Caiu a árvore-pai, como era forte,
Mas as raízes cravadas neste chão
Ficarão vivas, não enfraquecerão,
Porque em vida, foste maior que a morte.

Fizeste da justiça e do amor, teu norte,
Dos mais humildes, a tua devoção
Pregaste a paz, a calma, a união,
Sem desprezar ninguém à própria sorte.

Caiu a árvore-pai, não houve jeito,
Teu coração tão bom, jogou-te ao leito,
Derrubando aquela árvore tão frondosa,

Mas as sementes que ficaram vão nascer
E espaçhando-se em ti irão crescer,
Meu pai, NATÉRCIO MAIA BARBOSA!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

SABEDORIA POÉTICA: O TEMPO

O TEMPO
Merlânio Maia

Assim diz o preguiçoso:
-Amanhã tudo farei!
Logo exclama o homem fraco
- Amanhã forças terei!
Diz o de mente malsã:
- Me regenero amanhã!...
E assim o mal revigora
Encorpa e cria raiz
Porém o homem feliz
Nos diz: MEU TEMPO É AGORA!!!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

HOJE, AMANHÃ E SÃO NUNCA

HOJE, AMANHÃ E O SÃO NUNCA
Merlânio Maia

Se desejas construir
Um caminho iluminado
Porém fica aí parado
Esperando melhorar
Saia dessa, meu amigo
Arregace a sua manga
Burro é quem espera a canga
Faz a hora e vai lutar

Se pensas em fazer algo
Por você ou por alguém
Vai agora e faze-o bem
Pois a vida é pra valer
Há que fazer teu caminho
Levanta, vai que melhora
Pois quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Se é verdade o teu desejo
De fazer a diferença
Trabalha enquanto pensa
Se parar a força trunca
Não espere, vá buscar
Já diz chavão conhecido
O amanhã indefinido
Dá na casa de São Nunca!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

SOMENTE O AMOR DE DEUS

SOMENTE O AMOR DE DEUS


Merlânio Maia

Não há no mundo um maior
Amor que aquele do Cristo
Foi um amor jamais visto
Pois que doou tudo aos seus
E o seu perdão concedeu
Mesmo pregado na cruz
Igual o Amor de Jesus
Somente o Amor de Deus!

sábado, 25 de junho de 2011

POESIA MATUTA = O JÚRI

O JÚRI
Pompílio Diniz


Num hái, no mundo, home mole
Dêsse ditado num isqueça:
“Quem cum muntas peda bole
Uma lhe quebra a cabeça!”
“Boa rumaria faz
Quem em casa fica im paz”
Pra qui nada lhe aconteça...

Veja bem: im Conceição,
Havia um cabra valente
Qui tinha pur profissão
Batê im cara de gente
Brigava cum cinco ou seis
Cum ele num tinha vez
Nem respeitava ambiente!

de Soiza, onde chegava,
O povo todo curria
Delegado se trancava
E a puliça se iscondia
Inté os Santo do artá
Quando via ele passá
Fechando o zói se binzia

O contráro desse home,
Tombem tinha em Cunceição
O cabôco Zé Girome
Vagaroso e molêrão...
Pois arrepare Dotô:
Foi Girome quem matô
de Soiza, o valentão

Dispois foi preso e jurgado
Pelo Juiz de dêreito
Qui tombem é delegado
Cum izercíço de prefeito...
É ele em nossa cidade
Um home de oturidade
E o qui fizé tá bem feito!

No dia do jurgamento
O pessuá se ajuntô
Pra iscuitá os dipuimento,
Pra vê Girome depô
pru meio da odiênça
O Juiz pidiu licença
E a Girome preguntô:

- Foi voimicê quem matô
O difunto qui morreu?
E Girome arrespostô
- Mas seu Juiz quem sou eu!...
de Soiza era um bandido
E voimecê tá isquicido
Da surra qui ele lhe deu?!...

O Juiz se istremeceu
E adispois torno falá:
- Você responda pra eu
Somente o qui eu preguntá
E num foi surra nhôr não,
Foi somente uns impurrão
E pode cuntinuá

- Pois eu só dixe: ô seu coisa!
E o finado respondeu:
- O meu nome é Zé de Soiza,
Qui é qui ocê qué cum eu?
- Eu só quero qui seu Zé
Pru favô tire o seu pé
Qui tá pru riba do meu!...

Voimicê ta machucano
Os calinho do meu dedo!...
Ele entonce foi me oiano
Cum cara de faze medo
E falô  assim pra eu:
- Se quizé qui tire o seu,
O meu num tiro tão cedo!

- Nesse momento dotô
Somente pra num brigá
Imbora sintino a dô
Eu dexêi ele pisá
Dispois afastei o pé,
Foi quando o finado Zé
Caiu sem eu lhe impurrá!...

Seu juiz vá curiano:
Nessa merma ocasião
Eu tava as unha cortano
Cum a pexerinha na mão
Cuma o finado num viu
Prurriba dela caiu
Num tive curpa Nhor, não!

Sabe o dotô  cuma é:
Metê  mão no pé do uvido
Pisá nos calo do pé
Divia sê pruibido...
É pru mode essas bestêra
Qui pru riba da pexêra
Muita gente tem caído

Quando o finado caiu
Foi liquidado o assunto...
O povo fez qui num viu
Mas cuma eu tava ali junto
Fui logo acendeno a vela
E ele isticano a canela
Num instante virô difunto

Pregunto agora ao dotô
Quem foi qui fez labacé
Quem nos meus calo pisô
Não foi o finado Zé?
A pexêra fez o resto...
Eu cuma sô home honesto
Apena afastei o pé!

Entonce o juiz falô:
Dispois do réu se calá
- Pelos carcos qui eu já fiz,
Vou Zé Girome sortá...
Cuma a lei é justicêra,
Vou condena a pexêra
Qui na prisão vai ficá!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

SABEDORIA MATUTA - O RANCOR


SABEDORIA MATUTA - 
O RANCOR
Merlânio Maia

Meu amigo, minha amiga,
Rancor é pereba braba
Na perna duma pessoa
A chaga nunca se acaba
E como um câncer se alastra
Se não cuidar dando um basta
Mata o caboclo mais forte
Perdôe o seu agressor
O amor, somente o amor
Vence a vida e vence a morte!