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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

“Mercado procura obscurecer Jesus e impor Papai Noel no Natal”

Por Douglas Belchior



Minha família não fugiu a regra da maior influência religiosa do país. Cresci em meio a pobreza e aos valores católicos que, contraditoriamente à vida, valorizavam essa pobreza. E no Natal, marco maior dessa crença, dividir o pão, comungar o momento, os alimentos e o desejo coletivo de felicidade e melhores dias, me marcaram profundamente.

Mais tarde, na práxis da vida real, a religião virou pó. Mas alguns de seus valores não.

Que o Natal sirva, ao menos, para lembrar o quanto melhor seria o mundo… se nosso bem fazer… se nosso bem querer se estendesse para além do umbigo…

Que o espírito de Jesus, homem com pés da cor de bronze queimado, com pele da cor de jaspe e sardônio e com cabelos feito lã de cordeiro, nos fortaleça em nossa luta diária pela tal justiça, tão desejada entre nós!

E que sejamos felizes, o quanto for possível.

Apesar dos pesares, tão bem colocados por Frei Betto na entrevista a seguir.

Asè!


Frei betto

ENTREVISTA FREI BETTO

“Mercado procura obscurecer Jesus e impor Papai Noel no Natal”

Por Guilherme Almeida
Brasil de Fato SP

Carlos Alberto Libânio Christo, mais conhecido como Frei Betto, vive no convento de ordem dominicana, em Perdizes. Autor de 53 livros, já ganhou o Prêmio Jabuti pelas obras “Batismo de Sangue” e “Típicos Tipos – perfis literários”.

Adepto da Teologia da Libertação, é um grande defensor dos direitos humanos no Brasil e uma das maiores vozes em favor dos movimentos populares. Foi assessor especial do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2004, e coordenou o programa Fome Zero. Desde de que professou na Ordem Dominicana, em 1966, acompanha as mudanças na Igreja Católica.

Em entrevista concedida ao Brasil de Fato SP, Betto elogia o Papa Francisco, analisa as mudanças no Vaticano e a crise da Igreja Católica no Brasil. Ele demonstra preocupação com o processo de “confessionalização da política”.

Qual é sua avaliação sobre o Papa Francisco?

Foi uma grande novidade a eleição do [Jorge Mario] Bergoglio. É um latino-americano e tem muita sensibilidade pela questão social. Realmente, seus primeiros passo são positivos. Começou uma reforma da Igreja de cima pra baixo, o que corresponde à estrutura piramidal da Igreja Católica. Foi um fato praticamente inédito a renúncia do Bento XVI. E ele deixou o cargo deixando claro as razões. Disse que havia uma esquema de corrupção na Igreja, que precisava ser combatido mas que não tinha forças.

O que mudou com o novo Papa?

Ele abandonou uma série de símbolos que eram da nobreza, como a capa, o sapato vermelho e a cruz de ouro. Abandonou títulos derivados muito mais do Império Romano do que da tradição cristã como sumo pontífice. Também é interessante o fato dele preferir morar na Casa de Santa Marta, que é uma casa de hóspedes, com um refeitório usado pelo pessoal que trabalha no Vaticano, largando a residência pontifícia.

Houve alterações na estrutura da Igreja?

Agora, ele nomeou uma comissão de oito cardeais de cinco continentes para estudar a reforma da cúria, mas só saberemos o resultado no fim de janeiro. O novo Papa deu sinais também de querer reformar ou até erradicar o Banco do Vaticano, que oficialmente tem o nome de Instituto de Obras Religiosas. Os fundamentalistas de direita dentro da Igreja começam a ficar preocupados.

O que essas modificações apontam?

Deslocam o debate dentro da Igreja do pessoal para o social. Abre-se pistas para uma nova teologia, principalmente a respeito da moral sexual, que é um tema congelado dentro da Igreja desde o século 16. Acentua-se também a questão da opção pelos pobres e a denúncia da desigualdade social.

Qual é o principal desafio da Igreja agora?

O desafio principal está na questão dos ministérios, da ordenação de mulheres e na moral sexual. A questão financeira também é importante, porque há corrupção, mas não é prioritário. O mais urgente é a Igreja se abrir para a pós-modernidade. Portanto, rever questões como o celibato, ordenação de mulheres, patriarcalismo, volta ao ministérios sacerdotal dos padres casados. Quando o Papa fala que a Igreja precisa de uma Teologia da Mulher, está abrindo portas para uma reflexão. Estamos mais perto dessa abertura do que com os pontificados anteriores. Passamos praticamente 35 anos de pontificados conservadores. Agora existe muita esperança de melhora.

Você fala em diferentes teologias dentro da mesma religião. O que isso significa?

Tudo depende da Teologia que os agentes pastorais assumem, aqueles que animam a comunidade. Se é uma Teologia fundamentalista, reacionária, ou se é uma teologia da libertação, que coloca todos nós, cristãos, como discípulos de um prisioneiro político. Jesus não morreu de hepatite na cama nem em um desastre de camelo em uma esquina de Jerusalém.

A morte de Jesus tem um significado…

Ele foi preso e torturado, julgado com dois presos políticos e condenado a pena de morte dos romanos. Que fé os cristãos tem hoje que não questionam essa desordem estabelecida? A fé de Jesus o levou a ser considerado subversivo, portanto, uma ameaça para a desordem estabelecida. Aí ele foi eliminado. Não é nem questão de politizar a história, é retomar o passado como realmente foi.

O Natal é um exemplo história religiosa que mudou de sentido?

O que é o Natal? Um casal de Nazaré, Maria e José, vão para Belém. Lá são rejeitados e convocados pelo recenseamento do Império Romano. Tem várias hipóteses de por quê eles foram rejeitados. A minha é que foram rejeitados porque Maria chegou grávida e eles não estavam oficialmente casados. Então, eles literalmente ocuparam uma terra privada. Eu costumo brincar que, no dia seguinte, o “Diário de Belém” deve ter dado a manchete: Família de sem-terra ocupa propriedade rural. Jesus nasceu em um curral. Isso é muito simbólico. Na época de Jesus, quem lidava com animais, como o açougueiro, era socialmente rejeitado. Está lá na Bíblia visivelmente. Mas muita gente não tem olhos pra ver.

Mesmo com esse pano de fundo, por que o Natal se transformou em um feriado de troca de presentes?

A data tem um sentido religioso muito forte e é muito sedutora do ponto de vista de seu simbolismo. O mercado procura cada vez mais obscurecer a dimensão de Jesus de Nazaré e impor o Papai Noel, que tinha originalmente a cor verde. A Coca-Cola impôs a cor vermelha. Isso é histórico. Há uma ‘Papainoelização’ que transforma o Natal em uma festa do consumo.

O que você indica para retomar o sentido original?

Eu tenho dito a muitos casais que têm sensibilidade religiosa e filhos pequenos que tenham muito cuidado. Temos que resgatar a espiritualidade e do sentido religioso da festa. Se não vamos entrar no grande paradigma da pós-modernidade, que pode ser o mercado e não a solidariedade. A religião foi um paradigma medieval. A razão foi o paradigma moderno.

E agora?

O mercado quer se impor na pós-modernidade. É a mercantilização de todas as dimensões da vida. Isso já ocorre fortemente nas duas grandes datas cristãs, que são o Natal e a Semana Santa. Essa última virou miniférias. Poucos se lembram que é a celebração da morte e ressurreição de Jesus.

O Brasil passou e ainda passa por um processo de diversificação de religiões. Em números absolutos, mais pessoas se declaram de diferentes religiões, diferentes da católica. O que você pensa disso?

Eu não acho nem negativo nem positivo. Como católico, eu faço autocrítica. A Igreja Católica vem perdendo terreno pela sua incapacidade de se adaptar aos tempos atuais. Eu gostaria que essa mensagem, do ponto de vista cristão da Teologia da Libertação, tivesse muito mais incidência na sociedade.

Por quê?

Quando a Teologia da Libertação e as comunidades eclesiais de base eram bem vindas na Igreja Católica, havia muito maior número de católicos. Com a repressão e marginalização, houve uma colonização dos movimentos carismáticos e espiritualistas. Aí começou um esvaziamento da Igreja. É o caso de perguntar: é esse o caminho, já que a Igreja está se esvaziando?

A consequência é a multiplicação de novas religiões…

Temos um pluralismo religioso que questiona profundamente a Igreja Católica. E isso é muito positivo. Não dá pra competir com as igrejas evangélicas, que formam um pastor em oito meses. Na Igreja Católica, é preciso oito anos: quatro de filosofia, quatro e teologia e ainda a heroica virtude do celibato. Não dá pra competir. Na minha opinião, nem se trata de competição ou de uma disputa. A Igreja Católica está sendo questionada e levada a rever seus métodos de evangelização, o perfil como instituição e o trabalho dos ministros. Tudo tem que ser profundamente revisto.

Você acha que existe clima para uma revisão dessa magnitude dentro da instituição?

Com Francisco, sim. Ele está aberto a essa revisão profunda, com tudo aquilo que tem dito. Eu tenho muito otimismo. Agora, as coisas na Igreja são lentas e a instituição tem uma estrutura muito pesada. Não tenho esperança que isso aconteça muito depressa. Mas será desencadeado um processo novo de renovação da Igreja.

Como você vê a representação política de grupos religiosos na política? Você considera nocivo para a democracia uma figura religiosa disputar um espaço político?

Não, a figura religiosa pode participar, sem desrespeitar o pluralismo religioso e querer transformar a sua concepção religiosa em lei universal a ferro e fogo. Foi o que aconteceu com o deputado que foi eleito para a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara e dos Deputados [referência ao pastor da Igreja Assembleia de Deus Marcos Feliciano] na questão da homossexualidade.

Qual o impacto dessa conduta?

A política é um espaço laico. Portanto, quando se confessionaliza a política, se nega a laicidade desse espaço. É evidente que os evangélicos fundamentalistas gostariam de impor a sua doutrina, principalmente sua doutrina moral, ao conjunto da população. Para isso, só há um jeito: a persuasão, através da pregação e a conversão. Temo que a gente esteja assistindo silenciosamente a um ascenso de um projeto de confessionalização da política. Seria um passo atrás em relação à modernidade e ás conquistas da autonomia do Estado, do espaço político e da laicidade.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Entrevistas com candidatos a prefeito de Itaporanga na rádio Boa Nova FM


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A Rádio Boa Nova FM, vem desde o dia 25 de agosto fazendo uma série de entrevista com os candidatos a prefeito de Itaporanga, a primeira, dia 25 foi com Sousa Neto do PRB, no dia 1º de setembro fois a vez de Berguim do PTB, ambas filmadadas para serem divulgadas pelo Portal do Vale, como uma ajuda a democracia, levando ao eleitor, as ideias dos entrevistados.

Em respeito a justiça eleitoral, não publicamos nenhuma parte de qualquer das duas entrevistas, pois esperávamos a entrevista de hoje, 08 de setembro, com o candidato Djaci Brasileiro, que proibiu terminantemente a gravação de qualquer imagem.

Assim sendo, sem ferir a lei eleitoral, passaremoas a partir de hoje a divulgar as duas entrevistas com os dois candidatos que nos permitiram a gravação de imagens na íntegra, não faremos edção de nenhuma magem apenas cortaremos os vídeos para que possamos colocar na internet.

Entrevista com o candidato Sousa Neto do PRB

Apresentação:

Entrevista com o candidato Berguim do PTB

Apresentação:

Entrevista com o candidato Djaci Brasileiro do PSB

Fomos impedidos de gravar imagens pela assessoria do Prefeito

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Ex-prefeito Will Rodrigues rompe o silêncio e fala sobre os acordos políticos em Itaporanga - vídeoo

(Will Rodrigues / Foto: Marta Ribeiro)

O ex-prefeito Will Rodrigues (PDT), rompeu o silêncio e falou sobre os rumores da política em Itaporanga, numa entrevista de vídeo ao radialista Júnior Viriato, do Portal Pedra Bonita, nesse domingo, 01\04.

O ex-prefeito falou sobre aprovável aliança do prefeito Djaci Brasileiro (PSDB), com o ex-prefeito Antônio Porcino (PMDB). De acordo com o ex-prefeito Will, ele ainda aguarda ter um encontro com o prefeito Djaci para dialogar sobre o futuro político da base aliada para as eleições desse ano em Itaporanga. Embora  não esteja  confirmada essa adesão entre o prefeito e o ex-prefeito Porcino, ele lamenta que decisões políticas sejam tomadas em um quarto ou em festas sem consultar os seus aliados de muito tempo.  ”Até hoje eu não fui informado de nada, a respeito desses entendimentos, afirma Will”.

Já em relação ao seu nome estar incluído na Lei da Ficha Limpa, ele confirma que não está inelegível e que seu nome está mais limpo do que nunca para disputar as eleições desse ano. Para Will independentemente qual seja a decisão em relação a conjuntura política em Itaporanga, o ex-prefeito vai continuar na base do governador Ricardo Coutinho.

ASSISTA TODA A ENTREVISTA NA INTEGRA.



 
Reportegem de Video: Júnior Viriato

Edição de Video: Albertino Lima
Foto: Marta Ribeiro

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Profecia de 2012 será sobre crise de consciência - Fernando Malkún

O tempo  de Fernand Malkun é dividido entre a investigação e conferências. Recentemente, fez palestras em Bogotá, e no próximo mês será ao sul do continente.

 
O especialista em cultura maia explica o que  esta civilização escreveu durante o próximo ano.
Há quinze anos, Fernando Malkun, barranquillero ( natural de Barranquilla, uma cidade da Colômbia) de origem libanesa, deixou a arquitetura que tinha estudado na Universidade de los Andes, e a qual havia se dedicado por  quase uma década, para responder às perguntas que se atravessaram em sua vida. Durante esse tempo, ele se encontrou com a cultura Maia e dedicou-se completamente ao seu estudo. Hoje é um especialista no tema, com reconhecimento internacional e continua viajando pelo mundo  explicando a mensagem que esta civilização deixou para os seres humanos.
 Os maias disseram que o mundo iria acabar em 2012?
Estão gerando um pânico coletivo absurdo aduzindo que eles tinham anunciado que o mundo iria acabar em dezembro de 2012. Não é verdade. Os Maias nunca usaram a palavra fim.  Anunciaram um momento de mudança, de grande aumento de energia do planeta, o que causaria "eventos de destino", isto é, definitivos, nas pessoas. O problema é que o nível de consciencia da maioria das pessoas atinge apenas o fim do mundo e não a transformação de consciencia.
Quando isso vai acontecer?
Não vai acontecer, está acontecendo. As pessoas não estão juntando todas as peças do quebra-cabeças para perceber isso. Acreditam apenas que estes eventos atuais são causados por um conjunto de "coincidencias" evolutivas. Mas estamos em uma onda de mudanças como nunca antes.
O que se percebe, segundo o que é dito pelos Maias?
A profecia anunciou que o planeta  aumentaria a sua freqüência vibracional, o que é um fato: esta freqüência, que  se mede com a ressonância Schumann, passou de  8 a 13 ciclos. Todos os planetas do sistema solar estão mudando. De 1992 até hoje, os pólos de Marte desapareceram  60 por cento e Vênus tem quase o dobro de luminescência. Passamos 300 anos registrando o Sol e as tempestades solares maiores têm ocorrido nos últimos seis meses. Houve um aumento de terremotos de 425 por cento. Tudo está  acelerado dos pontos de vista geofísico e solar. Nosso cérebro, que irradia  suas próprias ondas, é afetado por essa maior irradiação do sol. Essa carga eletromagnética é o motivo por que  sentimos o tempo mais rápido. Não é o tempo físico, mas o tempo de percepção emocional.
Fale sobre 1992. Por que este ano? O que aconteceu ?
A essência das profecias maias é comunicar a existência de um ciclo de 26.000 anos, chamado "o grande ciclo  cósmico". Tudo, estações, meses, dias se ajustam a esse ciclo. Há 13 mil anos atrás, o sol ?assim como agora- irradiou mais energia no planeta e derreteu a camada de gelo . Essa camada desaguou no mar, elevou o seu nível em 120 metros e ocorreu o chamado "Dilúvio Universal ". Os Maias disseram que quando o sistema solar estiver  novamente a 180 graus de onde estava a 13.000 anos atrás, a Estrela do Norte brilha sobre o pólo, a constelação de Aquário aparece no horizonte e o trânsito décimo terceiro de Vênus se der -  o que vai acontecer em 6 de junho de 2012 - o centro da galáxia pulssará  e haverá manifestações de fogo, água, terra, ar. Eles falam, especificamente, de dois períodos de vinte anos , de 1992 a 2012 e 2012-2032 - de intensas mudanças.
Por que anunciavam isso?
A proximidade da morte faz com que as pessoas repensem suas vidas, examinem e corrijam a direção que tomam. Isso é algo que ocorre somente se algo se aproxima de você, ou você passa diretamente, te impacta tremendamente. Isto é o que tem acontecido com os tsunamis,os terremotos, as catástrofes naturais de que vivemos, os conflitos sociais, economicos, etc.
Então, eles falam de morte.
Eles falam de mudança, de um despertar da consciência. Tudo o que está errado com o planeta está se potencializando com o objetivo de que a mente humana se dedique a resolvê-lo. Há uma crise de consciência individual. As pessoas estão vivendo "eventos de destino", seja em seus relacionamentos, seus recursos, em sua saúde. É um processo de mudança que se baseia principalmente no desdobramento invisível, e está afetando em especial  à mulher.
Por que as mulheres?
A mulher é quem terá o poder de criar a nova era, devido à sua maior sensibilidade. De acordo com as profecias -  não só as maias, mas muitas-,  a era que se aproxima é de harmonia e espiritualidade. As coisas que estão mal vão se resolver no período que os Maias chamaram de "tempo do não tempo", que será de 2012-2032. Desde 1992, o percentual de mulheres que vêem a aura (seres curadores) do planeta tem aumentado. Hoje, é de 8,6 por cento. Imagine que em 2014 seja de 10 por cento. Isso significaria o início de um período mais transparente. Essa seria a direção da mudança não violenta.
Mas o que se vê hoje é um aumento na agressividade ...
As duas polaridades são intensificadas. Estão abertos os dois caminhos, o negativo, escuro, destruição, de  confronto do homem com o homem; e o de crescimento da consciência. Existem várias vozes que estão levando os seres humanos a pensar sobre isso. Desde 1992, as informações proibidas dos gnósticos, dos maçons, dos Illuminati, estão abertas para que se utilize  no processo de mudança de si mesmo. A religião esta acabando e a religiosidade é que irá permanecer.
Tudo isso , os Maias deixaram de escrito, assim específico?
Não a esse ponto. Eles disseram que o sol iria mudar as condições do planeta e criar "eventos de destino ". O sol bateu todos os recordes este ano. Os  Terremotos aumentaram 425 por cento. A mudança de temperatura é muito intensa: de 92 para cá aumentou quase um grau, o mesmo que  subiu nos últimos 100 anos anteriores. Antes, havia 600 ou 700 tormentas elétricas simultâneas, hoje há duas mil. Antes se registravam  80 raios por segundo, agora caem entre 180 e 220.
Como eles sabiam que isso ia acontecer?
Eles tinham uma tecnologia extraordinária. Em suas  pirâmides havia altares de onde eles estudaram o movimento do sol no horizonte. Produziam gráficos com os quais sabiam quando haveria as manchas solares, quando aconteceriam tempestades elétricas. Foi um conhecimento que receberam dos egípcios, que, por sua vez, o receberam dos sacerdotes sobreviventes da Atlântida, civilização destruída 13.000 anos atrás. Os Maias  aperfeiçoaram o conhecimentos e foram os criadores dos calendários mais precisos. Um deles, chamado ?Conta larga? termina em 21 de dezembro de 2012, e marca o ponto do centro exato do período de 26.000 anos. Eles sabiam que essas mudanças estavam vindo e o que eles fizeram foi dar essa informação para o homem de 2012.
Será que estas mudanças só foram levantadas por eles?
Todas as profecias falam da mesma coisa. Os hindus, por exemplo, anunciam o momento de mudança e falam sobre a chegada de um ser extraordinário qual o mundo ocidental cristão apregoa. Os Maias nunca falaram de um ser extraordinário que viria para nos salvar, mas falaram de crescer em consciência e assumir a responsabilidade, cada ser na sua individualidade.
E se as pessoas não acreditam nisso?
Acreditando ou não, vai  senti-lo no seu interior. A mudança que estamos vivenciando não é algo de se acreditar ou não. Neste momento, a maioria está vivendo um tempo de avaliação de sua vida. Por que estou aqui, o que está acontecendo, para onde eu quero ir? Basta olhar o crescimento da busca de espiritualidade, não de religiosidade, porque a religião não está dando mais respostas às pessoas.
A sua vida pessoal mudou?
Há quinze anos atrás, eu era tremendamente materialista. Minha conduta é muito diferente hoje. Eu me perguntei por que  estava aqui, para quê, e por razões especiais acabei metido no mundo Maia. E posso afirmar que não se tratam de crenças falsas para substituir crenças falsas. Tirei muitas histórias da minha mente, mas eu ainda estou no terceiro nível de consciência, que é dominante no planeta.
Quem está mais em cima?
Há pessoas que estão em um nível 4 ou 5. São as menos famosas, de perfil baixo. Em uma viagem  conheci um jardineiro extraordinário, por exemplo. Estes seres estão em serviço permanente, afetando a vida de muitas pessoas, mas não publicamente.
O que devemos fazer, de acordo com essa teoria?
O universo está nos dando uma oportunidade individual para reestruturar nossas vidas. A maneira de sincronizar-nos é, primeiro, não ter medo, perceber que podemos mudar nossa consciência. A física quântica já disse: a consciência modifica a matéria. O que significa que sua vida depende daquilo que você pensa.
A distância entre causa e efeito tem diminuído. Há vinte anos atrás, para que se manifestasse algo em sua vida, necessitava-se  de muita energia. A vinte anos atrás qualquer fator de punição de um ato maldoso ganhavam-se os anos para receber alarde. Hoje tudo ganha destaque rápido. A corrupção pelo mundo afora tem ganhado destaque internacional. As ditaduras estão caindo. As religiões estão a cada dia mais problemáticas.
Hoje, você pensa algo e em uma semana está acontecendo. Sua mente causa isso. O que devemos é buscar, as respostas estão aí. Basta ter olhos para ver e ouvidos para ouvir.
 _._,_.___
  "NAMASTÊ"
“NÃO ANDE ATRÁS DE MIM, TALVEZ EU NÃO SAIBA LIDERÁ-LO.
POR FAVOR, NEM ANDE EM MINHA FRENTE, TALVEZ EU NÃO SAIBA SEGUÍ-LO.
ANDE AO MEU LADO PARA QUE JUNTOS POSSAMOS CRESCER E GALGAR OS DEGRAUS DA ELEVAÇÃO DA CONSCIÊNCIA”.
 (Provérbio SIOUX)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

AGILLAT: Simplesmente Irresistível

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Entrevista da revista Destaque com o empresário itaporanguense Agilando de Araújo Leite, que acaba de inaugurar uma indústria de derivados do leite (laticínios) em nossa cidade. Publicada na 3ª Edição da revista Destaque do Vale, em outubro de 2009.

Destaque: Agilando, como surgiu a ideia da Agilate aqui no Vale do Pianco?

Agilando: Olha, foi da seguinte forma: eu sou produtor de leite há mais de cinco anos e senti a necessidade de aumentar a oferta desse produto aqui em Itaporanga, e uma certa vez eu como fornecedor de leite para 0 programa do governo fui posto para fora desse programa, porque alguém aqui em Itaporanga alegava que eu era grande produtor e eu fui obrigado muitas vezes a jogar esse leite fora porque não tinha quem comprasse 0 leite, e eu senti necessidade de criar esse laticínio. Era um sonho que foi amadurecendo pouco a pouco e infelizmente a minha mãe chegou a falecer e eu conversei com meus irmãos e pedi que fizessemos uma divisão de bens para que eu pudesse dar continuidade a esse sonho que pra mim era de grande importância e esta sendo até hoje. E isso foi combinado, e eu herdei 0 prédio da panificadora Estrela que foi uma herança da minha mãe e dei como garantia no banco junto com a propriedade onde está a empresa.

Destaque: Agilando, 0 que a sua empresa vai produzir?

Agilando: Nos vamos produzir aqui 0 leite pausterizado, a bebida láctea, o iogurte, queijos de vários tipos, doce de leite, a qualhada e outros subprodutos do leite.

Destaque: E a geração de empregos, Agilando?

Agilando: Isso e uma coisa que eu me preocupo muito, porque a gente investir em uma região dessas tem que ter muita coragem e pouco juízo. Eu inicialmente quero começar aqui com a média de 10 funcionários, mas hoje eu já emprego 13 funcionários na minha panificadora, emprego mais uns 5 nas minhas propriedades. Hoje, tenho uma média de uns 25 a 30 funcionários.

Destaque: A ajuda substancial do governo Estadual, Federal e Municipal, como você espera a ajuda desses órgãos?

Agilando: Rapaz, na esfera municipal eu gostaria que eles não me dessem nada, e sim comprassem meus produtos, porque no programa de merenda escolar está incluso como uma alimentação de grande necessidade os subprodutos de leite. Na esfera Estadual 0 governador está muito interessado em ajudar 0 Vale do Piancó e principalmente Itaporanga, e ele tem me ajudado. Já vieram três técnicos da Capital para analisar a industria, um da Secretaria da Agricultura, um da Secretaria de Desenvolvimento e outro da CINEPE.

Destaque: Agilando, defina em poucas palavras 0 projeto Argilat!

Agilando: Olha, a Argilat e um nome grande, todas as vezes que eu chego aqui e me sento aqui nesta mesa que você esta sentado comigo, eu sinto forças espirituais e vejo isso aqui um progresso muito grande que não só vai engrandecer a mim e a minha família, mas a toda Itaporanga, e um dia vou Ihe mostrar e provar que será orgulho de Itaporanga!


Outros empresários itaporanguenses que foram Destaque na revista:

Inforcopy: cinco anos de qualidade nos serviços
Cícero e Madalena comemoram 20 anos do Novo Mundo Center
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domingo, 15 de março de 2009

ENTREVISTA - CHICO ANYSIO (9/3/2009) ao Diario do Nordeste

Chico Anysio em Quixadá, com a camisa do Maranguape, mas declarando amor ao Ferrim entre referências a projetos, à política e ao humor (Foto: Alex Pimentel)

Prestes a completar 79 anos o Mestre do Humor no Brasil, Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho ou simplesmente Chico Anysio, demonstra muita disposição, comenta sua saúde, seus projetos, negócios, política e confessa seu amor pela Rede Globo. Em Quixadá para a filmagem de “O Auto da Camisinha”, Chico falou até de sua saúde, antes da entrevista que reproduzimos abaixo. “Muito bem, obrigado. Dificuldade apenas para realizar longas e esforçadas caminhadas. Culpa do vício. Abandonei o cigarro aos 26, mas o estrago já estava feito´. Com vocês, Chico Total

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=620803

Quais são os seus atuais compromissos profissionais?

Estou com cinco filmes para fazer; tenho três shows, que faço intercalando uns com os outros: ´Chico.Tom´, que eu faço com o Tom (Cavalcante); ´De pai pra filho´, que eu faço com o André (Lucas) e ´Eu conto e vocês cantam´, que eu faço com a platéia e ainda dois projetos entregues a Rede Globo para os quais aguardo o que acontece. Eu posso levar esses projetos para uma tevê a cabo, talvez a GNT. Os filmes são: ´Uma professora muito maluquinha´, do Ziraldo, do qual participo daqui a duas semanas em São João Del Rey, Minas Gerais; depois vou fazer a vida do Frank Aguiar, faço o empresário dele, em São Paulo e depois ´A hora e a vez de Augusto Matraga´. Há ainda um outro filme, do qual não recordo o título, mas lembro que farei o papel de Deus e também de um homem do povo. Há ainda um filme de Bruno (Mazzeo), meu filho, e até uma dublagem, de um filme de Walt Disney. Também estou fazendo o roteiro de uma novela, da terceira idade. Estou escrevendo com meu irmão, ao ritmo do ´Pantanal´. Não revelo o título, mas o gênero é drama. São projetos futuros.

Seu contrato com a Globo encerra em 2012. Já surgiu alguma proposta?

Muitas, mas não quero. Já teve a Record, mas esbarrou na multa. Minha multa pela rescisão de contrato é de R$ 5 milhões. Já fui cogitado para ir para o SBT umas quatro vezes, há anos atrás, mas sou apaixonado pela Globo. Acredito que na Globo fico até a eternidade. Vou entrar agora na Zorra Total em abril, vou fazer o quadro do Alberto Roberto, no décimo aniversário da Zorra. A Zorra foi uma criação minha. Criei e passei pro Manga (Carlos) e o Manga passou pro Sherman (Maurício) e tá com o Shermam até hoje. Eu combinei com ele que eu vou entrevistar a Heloisa Perissé, minha nora, mãe da minha neta. O personagem aparece apenas no programa especial. Não quero sair da Globo. Já tive muita chance de sair da Globo. É a minha casa. Ajudei a construí-la. Me sinto muito bem lá. Se não estão me dando nada para fazer é porque estão achando que estou merecendo um descanso. Mas se cheguei a Quixadá numa cadeira de rodas foi somente para me poupar. Como já falei o meu problema é um enfisema. Eu fumei muito. Ando daqui ali e me canso. Esse é meu único problema. A minha pulsação é 12/8. Tenho 86 batidas por minuto. É tempo de atleta. Vou até 110 brincando. Podem me encher o saco até os 110 anos.

A crítica fala mal do Zorra Total. Aponta que o programa não tem audiência.

Na lista da Globo, o Zorra é o décimo programa mais visto. Eu já ouvi falar do CQC, mas eu fui ver o Ibope desse programa, tem três pontos no Ibope, três. Então, só jornalista é que vê. Por isso é tão elogiado. O Pânico tem quatro. O programa da Globo que eu ouço grandes elogios é ´A grande família´.

Quais os melhores humoristas da televisão brasileira na sua opinião ?

É difícil de dizer porque não tenho visto, como já falei, não vejo tevê aberta. Eu gosto muito do Leandro Hassum, da Claudia Gimenez, Heliosa Perissê, do Pedro Cardoso. Não tô contando dos humoristas cearenses, porque eu gosto de todos, a começar do Tom. Acho uma coisa dos cearenses, já falei até com a Rossicléa, que são muito coloridos. Não precisa isso. Não precisa aquele excesso de maquiagem, porque ela é engraçada de cara limpa e com a roupa que ela tá. E o Tom é um bom exemplo. Ele se veste legal, de forma simples. Eu acho que o único defeito do comediante do Ceará é o excesso de cores nas roupas. Acho isso um erro. Eu gosto muito do Tom, mas não gosto do programa dele. Acho que ele é quem tem que fazer a graça no programa. Ele está fazendo o oposto. Ele é quem chama os humoristas.

E quanto aos humoristas do cinema ?

Eu não gosto de filme de humor. Quanto a Mazzaropi, Oscarito, Grande Hotelo. Valter Dávila, Brandão Filho, Rogério Cardoso, esse pessoal todo representou um tipo de comédia no tempo deles. Há uma frase famosa: ´ninguém é insubstituível´. Mas essa frase não se aplica ao humor, porque no humor todos são insubstituíveis. É justamente o oposto. É por isso que jamais vai existir alguém como eles.

Se você não fosse o Chico Anysio e tivesse a oportunidade de entrevistá-lo, qual pergunta que ainda não lhe foi feita faria ?

Por que você não está na grade da Globo ?

Então responde.

Não sei, porque ninguém nunca me fez essa pergunta. Se não estou é porque ela não pôs. Eu sou dela. Ela faz comigo o que ela quiser. É dona do meu coração.

E a política?

Vejo a política como todo mundo, com muita tristeza. Só político vê bem a política. Fora ele ninguém mais vê. O Brasil é um país estranho. Com certeza não foi o Brasil quem inventou a corrupção, mas sem dúvida foi quem inventou a impunidade. É o único país do mundo onde quem rouba não tem que devolver o dinheiro que roubou´.

Então, Chico, quem deverá ser o sucessor de Lula, a Dilma Rousseff ?

O Serra (José) né!? É, talvez o Serra! Eu não voto mais. Eu passei dos 70 e desde então não voto mais. Eu errei muito o meu voto. Na eleição de Fernando Collor eu votei no doutor Ulisses (Guimarães); na eleição do Getulio (Vargas) votei no Cristiano Machado. Errei tudo. Errei tudo. Errei tudo. Eu sou ruim de voto´.

E o cenário cearense?

Nosso Estado melhorou muito. Melhorou muito porque houve o governo do Tasso (Jereissati) e em seguida o do Ciro (Gomes). Foram 16 anos. O Lúcio Alcântara foi bem também, eu acho. Não sei quem veio depois dele.

Foi justamente seu irmão, o Cid.

Ah, pois é, o irmão do Ciro, o que se preocupou com a violência, com a segurança. Comprou um monte de Hilux, não foi ?! Conheço muito o Ciro e conheço muito pouco o Cid.

ALEX PIMENTEL
Colaborador

FIQUE POR DENTRO
CRÍTICAS A BUSH E AMOR AO FERRIM

O ´Homem de muitas faces´, como o próprio Chico Anysio se apresenta no seu portal eletrônico, permaneceu três dias em Quixadá. Foi a primeira vez que participou de um filme produzido e rodado na sua terra natal.

No período em que permaneceu na cidade, fez muitas amizades, distribuiu simpatia e sinceridade. Na entrevista coletiva com os atores e produtores do filme ´O Auto da Camisinha´ recebeu de uma jornalista uma camisa do time do Maranguape, cidade onde nasceu. Agradeceu, mas confessou que o seu amor futebolístico no Ceará é o ´Ferrim´ (Ferroviário Atlético Clube). Na sua breve passagem pela terra da Galinha Choca, na noite anterior, ao ser homenageado com a comenda Rachel de Queiroz, concedida pelo povo de Quixadá somente a grandes personalidades, Chico Anysio já havia comentado sobre a política internacional.

Criticou os americanos e chamou o ex-presidente George Bush de imbecil e débil mental. ´Foi o único presidente eleito tendo menos votos que o outro, o Al Gore. Ainda foi reeleito. Quem votou nele é imbecil também´. Naquele momento Chico Anysio estava sendo homenageado, mas não perdeu a oportunidade de transformar o auditório da Câmara de Vereadores da cidade num teatro. Está acostumado com platéias, e risos, não faltaram. Ele ainda analisou aeconomia mundial. ´Antigamente, pro Brasil produzir dinheiro tinha que ter um lastro de ouro. Para se produzir um milhão de cruzeiros tinha que ter a mesma quantidade em ouro. Mas como o dólar é aceito em qualquer lugar do mundo, eles fabricam dólar como fabricamos goiabada. Falam em quatro milhões de dólares como se falasse em duzentos mil réis antigamente. Acabaram de dar U 35 milhões para uma firma. Esse dinheiro vai aniquilando países pelo mundo todo e o primeiro país a se recuperar vai ser a América´
Quem poderia acertar no voto se os politicos com o "mimetismo" fisilogico mudam para la e ca a cada instante!!!!

domingo, 9 de dezembro de 2007

Entrevista

Para um estágio na FIP (Faculdades Integradas de Patos), todos teriam que fazer uma entrevista com uma pessoa que julgasse de destaque e entregar ao mestre Faubert, o audio e a transcrição da entrevista. Procurei várias vezes entrevistar Marlene Alves, a itaporanguense que foi a primeira mulher a assumir a reitoria da UEPB em seus 40 anos de hisatória, marcamos duas vezes, mas não nos foi possível.

O tempo passou e, ao encontrar com o professor, falai da impossibilidade de fazer a entrevista com a reitora e disse-lhe que faria com uma pessoa comum de Itaporanga. Flaubert, sem sombra de dúvida, o melhor professor da FIP, do tipo que adora criatividade, disse apenas: "Desenvolva o tema, confio em você". Resultado, Nota 9,0, a melhor dentre todas.

Resolvi então divulgar este trabalho que ao meu ver deveria ser chamado de Vultos da Nossa História (na próxima explico porque). Ei-lo, na integra:

De incomum ele tem apenas o nome: Esmerino (Mero, para os mais íntimos). Ele é o típico cidadão do interior paraibano.

Paulo Rainério

Filho de pais pobres, como a maioria da população sertaneja, Esmerino Lúcio dos Santos é o primogênito de uma dupla prole de oito irmãos. Nasceu no início do século passado e como foi criado na roça não teve estudo regular, mas, mesmo assim, é considerado o maior e melhor mestre carpinteiro (substituindo seu mestre e pai, José Lúcio dos Santos) da região polarizada por Itaporanga.

Mero, no pleno vigor de seus 84 anos de uma vida feliz, aposentado pelo antigo Funrural, passeia diariamente pelas ruas da cidade, de braços com a companheira de meio século de convivência harmoniosa. Um exemplo a ser seguido!PRB – Seu Esmerino, qual a data e local do seu nascimento?
Mero – Eu nasci no dia 20 de abril de 1923. Eu nasci no sítio.

PRBComo foi a sua infância?
Mero – Naquele tempo, os mais velhos sabem disso, era uma vida diferente da de hoje, a gente era criado como umas “coisinhas”, à vontade, brin- cando nu. Eu vesti calça com cinco anos de idade.

PRBCom quantos anos o Sr. perdeu a sua mãe?
Mero – Eu estava com seis anos deidade. Meu pai casou-se no vamente, pouco tempo depois, ou seja, pouco mais de um ano depois e daí eu e meus irmão fomos conviver com a nossa madrasta.

PRBComo era esse relacionamento?
Mero – O relacionamento com minha madrasta era o suficiente, não era tão bom, mais também não era dos mais ruins não. Eu como o mais velho, ajudei na criação de meus irmãos. Nós éramos oito, quatro da minha mãe e quatro da outra, mas meu pai nunca fez distinção entre os filhos, tratava a todos por igual.

PRBQual o seu grau de estudo?
Mero – Eu nunca fiz uma prova. Eu estudava com professor particular, aprendi a ler, escrever, à noite, na luz do candeeiro, pois não tínhamos tempo de estudar de dia; de dia, era o trabalho. Na escola da cidade eu passei poucos dias.

PRBO Sr. é considerado o melhor carpinteiro de todos os tempos, como o Sr. aprendeu esta profissão?
Mero – A profissão eu aprendi com meu pai. Eu fui criado na roça, trabalhando na roça e ele não acreditava em mim, ele pensava que eu não aprenderia nada, só servia para a roça; depois, quando apareceu muito serviço, ele disse: “vamos, pra ver se você aprende alguma coisa”; eu fui aprovado no primeiro dia. E daí pra cá eu não parei mais, fiquei trabalhando na roça e na profissão. Trabalhei 55 anos como carpinteiro e, mesmo depois de aposentado, trabalhei ainda 16 anos.

PRBNa sua época se casava muito cedo. O Sr. casou-se com quantos anos?
Mero – Eu me casei com 25 anos, nós tivemos 13 filhos, mais só dez sobreviveram. Meus filhos são quase todos formados, muitos deles são professores. Já faz 58 anos que eu me casei e ainda namoro, eu só saio pra passear se for com ela, se não for com ela, não me interessa ir. As vezes que sai só, foi a trabalho.

PRBNa época de seu nascimento para cá, fala-se em grandes secas, o Sr. deve ter vivido alguma. Diga como é sobreviver ao sofrimento de uma seca?
Mero – De 1932 pra cá eu passei por todas elas. Em 32 eu estava com nove anos. Meu pai nunca foi um homem de “fracasso”, ele era pobre mais muito cuidadoso, mais pra você ter idéia da situação nessa seca, a alimentação mais favorável que se tinha era a farinha. E nós escapávamos, não era nem com o pirão de farinha, era com o caldo de farinha. Mas escapamos, quando muita gente morreu. Já a seca de 42, foi grande também, mais o sofrimento foi menor, pois já aparecia mais alguma coisa pra se comer.

PRBJá que o Sr. falou em 1942, qual a lembrança que o senhor tem do tempo da Guerra?
Mero – Saber das notícias naquela época era muito difícil, aqui em Itaporanga, só tinha um rádio, na casa de seu Josué. Eu fiquei de fora da convocação, nesse período, eu estava trabalhando em Pernambuco e papai mandou me chamar, porque alguns colegas meus, da minha idade já tinham sido convocados, mas acabei ficando de fora. Algumas pessoas daqui chegaram a ir para a Itália.

PRBNa construção de Brasília, foi muita gente daqui de nossa cidade, o Sr. também foi?
Mero – Fui. Em 1960, mas eu trabalhei lá apenas quatro meses. Lá, trabalhando como carpin-teiro eu ganhava bem, umas cinco vezes o que ganhava aqui, mais por problemas na família, tive que voltar.

PRBUma certa vez, um irmão seu, formado, disse que o Sr. era o mais pobre de todos, mais ele daria o que tinha e trabalharia o resto da vida, para ter a felicidade que o Sr. tem. A que o Sr. atribui esse estado de graça?
Mero – Eu sou uma pessoa simples, um bom filho, um bom pai e um bom esposo. Eu tive essa felicidade. Vou completar em abril do próximo ano, 84 anos bem vividos, trabalhei muito, mas nunca reclamei, nunca me aborreci com o trabalho, é tanto que ainda hoje tenho saudade e, se não fosse aposentado, ainda estaria trabalhando.

PRBQue conselho Esmerino deixaria para os adolescentes de hoje?
Mero – Como eu sempre digo aos meus filhos: vejam o exemplo que tenho dado e sigam. Que cumpram os deveres como eu sempre cumpri.

PRBFala-se muito hoje em dia que estamos no fim do mundo, que antigamente era diferente... Qual o comparativo que o Sr. faz da década de 40 para o tempo de hoje?
Mero – No meu entender, eu não vejo diferença alguma. En- quanto temos as vantagens de hoje, antigamente se tinha a inocência e o amor era mais sincero que o atual. A vida hoje é muito mais fácil, mas o controle, a confiança que tinha- mos uns nos outros era maior; na minha época as pessoas confiavam mais, só bastava ser conhecido; hoje até dos próprios irmãos temos desconfiança, pois muitos querem mais do que merecem. A vida atualmente é uma maravilha, mesmo com a falta de segurança que temos agora. Eu já estou perto de morrer, mas vou com pena, pois vou deixar muita coisa boa.

PRBO Sr. fala muito que está no fim da vida, certo que já viveu além da expectativa de vida do brasileiro. Mas, com essa vitalidade, o Sr. ainda deve ter planos para o futuro, ou não?
Mero – Eu nunca tive limites. Minha vida pertence a Deus. Quando eu digo que estou perto de morrer é porque a idade está avançada, mais eu não tenho a mínima vontade de morrer agora, eu quero viver mais uns dias. Eu acho bom viver e agora mais ainda. Eu criei 10 filhos e nunca reclamei de nada, nem nunca pedi ajuda, nem a meu pai e graças a Deus estão todos bem, até meus netos já estão quase todos formados.

PRBBom seu Esmerino, muito obrigado por responder a essa entrevista. Realmente foi muito boa a nossa conversa.
Mero – Desculpe se eu não soube falar direito, o meu estudo foi muito pouco. É tanto que quando meu irmão mais novo se formou, os amigos falavam a papai, que ele devia ter me aproveitado, me botado pra estudar... Papai não sabia responder e eu falava por ele: - No nosso tempo, nos fomos trabalhar para arranjar meios de formar o nosso irmão mais novo*. Mas nem por isso eu fique triste, ainda hoje tenho alegria, pelo amor e pelas palavras que ele me deixou de lembrança.

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* O irmão mais novo de seu Esmerino, formado em Engenharia Elétrica, com pós-graduação na França, morreu com apenas 44 anos de idade.