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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Trabalhadores apanhavam para trabalhar

Os dois trabalhadores dizem que fugiram de uma
fazenda porque estavam sendo tratados como
escravos (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Em Gurupi, sul do Tocantins, dois homens denunciaram um fazendeiro de Lagoa da Confusão de submetê-los a um trabalho semelhante à escravidão. Por causa do medo, os trabalhadores preferiram não se identificar. Eles estão no município há 13 dias, depois que saíram da fazenda.

"Às vezes ele dava uma lona para forrarmos em cima do caminhão e outras vezes a gente dormia embaixo do caminhão", disse um deles. Eles vieram de Minas Gerais. Ao chegarem à fazenda, contam que tiveram que trabalhar até no período noturno. Um deles, mostra marcas nas costas e diz que foi agredido. "Carregávamos a madeira nas costas e quando nós não aguentávamos, eles nos batiam".

Um deles mostra marcas que ele diz ser de chibatadas (Foto: Reprodução/TV )

Os trabalhadores explicam que por causa das más condições em que eram submetidos, eles decidiram fugir. "Peguei meu celular e vendi para pagar passagem até chegar aqui [em Gurupi]", diz.

Em Gurupi teriam ido à delegacia de polícia mas foram orientados a procurar a justiça do trabalho. Por causa do recesso de natal do órgão, os dois aguardam atendimento. "Meu sonho era passar o Natal junto com meus pais, meus irmãos, com meus filhos", diz um deles, em lágrimas.
Eles estão se alimentando com a ajuda da Secretaria da Ação Social do município.

Tião Lucena

Sam Alves e o ‘complexo de vira-lata’

Sam Alves e sua versão bilíngue de “Hallelujah” – Fotos The Voice Brasil/TV Globo
Sam Alves é a vitória do “complexo de vira-latas”, cravou um tuite que pipocou instantes depois do resultado de The Voice Brasil. A cantora Zélia Duncan fez troça: “A real Brazilian Singer sings in English, right? Rs good luck, Sam.” Também no Twitter, o publicitário Michel Lent, da agência Pereira & O’Dell Brasil, criticou: “Rejeitado nos The VoiceEUA, recauchutado no @TheVoiceBrasil.” O jornalista Artur Xexéo foi mais longe: “Na minha humilde opinião, Sam Alves era o pior dos quatro.”
O escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues cunhou a expressão “complexo de vira-latas” para falar do trauma dos brasileiros com a derrota na Copa de 1950, mas que se espraiou para muito além do gramado do Maracanã. “Por ‘complexo de vira-lata’ entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo”, escreveu. Algumas das reações pouco amistosas sobre o vitorioso, Sam Alves, e o programa, The Voice Brasil, seguiram nessa linha.

Nascido em Fortaleza, Sam Alves, de 24 anos, cresceu e mora até hoje nos Estados Unidos. Foi lá que ele foi eliminado da versão americana, em que nenhum dos técnicos, Adam Levine, Blake Shelton, Usher e Shakira, viraram a cadeira. No Brasil, viraram os quatro jurados, Claudia Leitte, Carlinhos Brown, Daniel e Lulu Santos. Na ocasião, a escolha da cantora baiana para ser sua treinadora provou-se acertada. Sam Alves contou com a generosidade dela na apresentação da grande final.

No número solo, o primeiro da noite, Sam Alves primeiro cantou “Hallelujah”, de Leonard Cohen, em duas partes, a primeira numa tropega versão em português e a outra com a letra em inglês no estilo gospel. O site da revista Veja, ao anunciar que não havia “surpresas” na vitória de Sam Alves, disse que “Aleluia” é “uma das canções mais comuns em cultos nos Estados Unidos – e, não por coincidência cantada também este ano por um dos candidados (sic) do The Voice USA”. Tsc, tsc, tsc.

Sam Alves teve 43% dos 29 milhões de votos do público, num processo de votação em que não se fala de auditoria. Leva para casa um carro e uma poupança de 500 mil reais, além de assinar um contrato com a gravadora Universal Music. Para comemorar a vitória, ele cantou “When I Was Your Man”, de Bruno Mars, “of course”. Mas ele não foi o único a cantar uma versão americanizada. Daniel, na parceria com Rubens Daniel, cantou “Bridge Over Troubled Water”, de Paul Simon e um dos maiores sucessos de Simon and Garfunkel.

Rubens Daniel, Lucy Alves, Pedro Lima e Sam Alves, finalistas do The Voice Brasil
Rubens Daniel teve melhor sorte que Pedro Lima, inúmeras vezes elogiado por todos os técnicos na temporada. Mas na apresentação final fez as vezes de “backing vocal” e foi eclipsado por Lulu Santos, que parecia querer disputar o tempo todo com os outros técnicos. Lulu não entendeu que um dia ele já fora a Voz do Brasil, hoje não é mais.
A bela e talentosa paraibana Lucy Alves, do time de Carlinhos Brown, foi outra preterida pelo público. Tocou “De Volta Pro Aconchego”, de Dominguinhos, acompanhada da família, que forma a banda Clã Brasil. Podia ter sido consagrada na e pela TV Globo como mais uma sanfoneira famosa, da mesma envergadura de Adelaide Chiozzo – alguém se lembra de “Beijinho Doce”? Mas parece que a ordem do dia não era valorizar a cultura brasileira. Am I wrong, #TheVoiceBrazil?

farofafá

Sam Alves foi indicado por Tiago Leifert para entrar no "The Voice Brasil"


O apresentador Tiago Leifert afirmou que Sam Alves, vencedor do "The Voice Brasil" com 43% dos 29 milhões de votos computados, entrou na segunda edição do reality por uma indicação sua.

Adotado por uma família de Massachusetts, nos EUA, o cearense de Fortaleza participou, em abril deste ano, das audições às cegas na edição americana do reality show vencedor do Emmy e foi rejeitado. Nenhum dos técnicos de lá (Adam Levine, Blake Shelton, Usher e Shakira) se virou para ele enquanto cantava "Feeling Good", clássico na voz de Nina Simone

"Um blogueiro amigo meu, do globoesporte.com, assistiu às audições às cegas da versão americana que o Sam participou e falou comigo. Comentei com a produção, que entrou em contato com ele", lembrou Leifert.
O apresentador afirmou ainda que sua torcida estava entre Pedro Lima e Sam Alves. E lamentou a eliminação de Dom Paulinho Lima, um dos participantes do time de Lulu Santos que era tido como um dos favoritos do público.

"Fiquei muito triste com a saída do Dom Paulinho. Ele era um showman. No dia seguinte à eliminação dele, fui ouvindo reclamação do Rio até São Paulo", contou ele, que só terá folga na semana do ano novo. "No dia 6 de janeiro volto para o Globo Esporte", acrescentou.

Além de um contrato para lançar um CD pela Universal Music, o vencedor ganhou R$ 500 mil em dinheiro, orientação profissional e um carro.

Em sua primeira entrevista para a imprensa após vencer o "The Voice Brasil", Sam Alves contou que a ficha ainda está caindo. "Vai cair mesmo mais tarde, quando eu deitar na minha cama", disse.

Humilde, Sam revelou que não imaginava chegar à final. Muito menos vencer o programa. "Imaginava chegar aos programas ao vivo", contou.

Do time de Claudia Leitte, ele disse que aprendeu demais com a técnica, especialmente na forma de aceitar as críticas ao seu trabalho.

"A Claudia me ensinou a não ler tudo o que sai na mídia sobre mim. Esta semana foquei na música", disse, ao ser questionado sobre seu favoritismo nas redes sociais e nos sites nas últimas semanas.

Sam lembrou como se sentiu quando participou das audições às cegas do "The Voice" americano e nenhum dos técnicos virou a cadeira.

"Me senti derrotado. Mas agora vejo que aquilo precisava acontecer para acontecer o que está acontecendo hoje", afirmou.

Veja abaixo o vídeo de Sam vendo sua apresentação no "The Voice" americano:

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Jornalista mostra crimes de Lula e o desafia a devolver o dinheiro do povo brasileiro; assista

Historiador e jornalista mostra, no Jornal da Cultura, crimes de Lula e o desafia a devolver o dinheiro da população. 

Assista abaixo:


Mariana Ribeiro
Política na Rede

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Mídia descobre que Aécio pode não ser candidato

Jornal do Brasil deu a informação em agosto

Jornal do Brasil


No dia 11 de agosto, o Jornal do Brasil publicava em sua edição que o tucano Aécio Neves poderia não ser o candidato do PSDB à presidência da República. Quase cinco meses depois, a mídia começa a descobrir a possibilidade do senador mineiro, como ele próprio já está admitindo, não concorrer mais ao cargo por seu partido. No editorial publicado no JB, Aécio seria o vice de Fernando Henrique Cardoso.


Aécio Neves declarou a um colunista de um grande jornal do Rio que se vier a constatar a fraqueza de sua candidatura, não terá nenhum constrangimento em se aliar a quem estiver melhor. A declaração do senador, no entanto, causa a impressão de não ter condições de se sustentar por muito tempo. Aécio, se realmente declarou o que foi publicado, se esquece que como membro de um partido (rachado) terá que consultar seus pares para dar apoio a quem quer que seja. Sua, vontade, por enquanto, ainda não dita os rumos do PSDB.


“Há ainda terrenos indefinidos, com nomes de peso e de muitos votos em busca das alianças onde haja o melhor diálogo”, destacava o editorial do Jornal do Brasil para indicar que a possível chapa Fernando Henrique-Aécio Neves poderia contar com apoio, em vários estados, onde a preferência do eleitorado poderá ser favorável aos tucanos, com essa formação, é claro.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Médico brasileiro que atacava cubanos é preso por só bater ponto


Dr. Jetson Luís Franceschi chegava às 7h, estacionava seu BMW junto de uma Unidade Básica de Saúde, batia o ponto e saía para atender em sua clínica particular; no Facebook, atacava o programa do governo que leva médicos a regiões carentes do Brasil, alegando que "não faltam médicos, falta governo!"

Uma notícia lamentável. Um médico, que deveria trabalhar três horas por dia numa Unidade Básica de Saúde (UBA) do Paraná, não cumpria seu horário para atender seus clientes particulares. Enquanto isso, fazia duras críticas ao programa Mais Médicos, do governo, afirmando que há “incompetência do PT” e que “falta governo”, e não médicos no País. A notícia foi dada por Fernando Brito, no blog Tijolaço. Leia a íntegra:

Médico preso por só bater ponto fazia campanha contra o “Mais Médicos”

É triste ter de voltar a isso.

Mais uma denúncia, desta vez resultando em prisão em flagrante (veja aqui), sobre um médico que só comparecia ao posto público de saúde onde “trabalhava” apenas para bater o ponto.

O Dr. Jetson Luís Franceschi chegava às sete da manhã, estacionava seu BMW, junto da Unidade Básica de Saúde do Bairro Faculdade, em Cascavel (PR), batia o ponto e saía para atender em sua clínica particular. Perto de dez da amanhã, voltava ao posto, passava algum tempo e saía.

Nela, quase todos os dias, posta fotos e textos atacando o “Mais Médicos”, o governo e a qualidade dos médicos estrangeiros, em especial os cubanos.
O Dr. Jetson pode ser um bom médico e tem o direito, querendo, de ser médico apenas em consultório particular.

Mas não tem o direito de ocupar “ausente” um lugar que precisa ser ocupado por alguém que possa estar presente para atender mulheres – e gestantes, ainda por cima.

E muito menos de criticar e agredir quem está disposto a fazê-lo.

Menos ainda de, com um caso destes, ajudar a formar na população um conceito sobre os médicos que eles – inclusive a maioria dos que são contra o Mais Médicos – não merecem.
O problema da saúde brasileira não é o de médicos “picaretas”. Muito do que dizem os adversários do Mais Médicos sobre precariedades na rede de Saúde é verdade e é um déficit histórico que vai custar a ser resolvido.

E um bons caminhos é que haja médicos nas Unidades Básicas de Saúde como aquela em que o Dr. Jetson deixava abandonada.

Pragmatismo

"Chico Mendes está pulando dentro do túmulo", diz amigo

Companheiro de luta de Chico Mendes diz que hoje o capitalismo está destruindo a floresta e os rios, "enquanto o nosso movimento mostrou que existe forma de viver que não ameaça o meio ambiente." No documentário de Miranda Smith, "Chico Mendes: Voice of the Amazon" (de onde foi extraída essa foto, com autorização da diretora), ele lembra outros companheiros mortos, como Wilson Pinheiro.

Para companheiro de luta de Chico Mendes, não há o que ser comemorado hoje: "Temos é que protestar. Estamos sendo derrotados pela politica do governo ao lado do agronegócio"

Osmarino Amâncio Rodrigues estava na mesma lista da morte que levou Chico Mendes, em 1988. Até hoje, ele continua vivendo na reserva extrativista, junto da floresta. Numa eventual saída para a cidade, consegui contatá-lo por telefone, e ele me relatou o depoimento abaixo. Osmarino é um grande crítico da transformação do sistema capitalista que encontrou um meio mais suave e mais verde de tomar conta das florestas. Para ele, Chico Mendes era libertário, e muitos dos companheiros traíram seus ideais, entre eles, Marina Silva. "Não temos o que comemorar no aniversário da morte de Chico Mendes. Temos é que protestar", diz.

Da morte de Chico Mendes aos dias de hoje

Aconteceu muita coisa depois da morte do Chico Mendes para cá.

Primeiro, temos que falar das conquistas que tivemos, nos processos dos anos 1980 e 1990. Os conflitos começaram na década de 1970, se estenderam nos anos 1980, e década de 1990 foram conquistas importantes vitórias. Conseguimos fazer com que a historia da Amazônia fosse reconhecida no Brasil e fora do Brasil, fazer saber que a Amazônia estava cheia de gente, chamados de seringueiros, de índios, quebradeiras de coco, extrativistas, populações tradicionais.  A história da Amazônia que não era contada pela chamada "descoberta" dos invasores europeus. Depois da morte do Chico Mendes, houve uma série de perdas também.

Conquistamos as Reservas Extrativistas (Resex) na Amazônia. Com as resex, criamos renda e direitos territoriais. Naquele tempo, era como se 10 pessoas, fossem donas de metade do estado do Acre. Hoje, 80% do estado está preservado, e são basicamente ou terras indígenas ou reservas extrativistas. O modelo depois foi expandido para outras áreas na Amazônia, como as reservas marítimas, para os pescadores tradicionais. Foram conquistas muito grande para nós, seringueiros.

Depois, a coisa mudou. Tivemos uma ministra do meio ambiente, uma companheira, a Marina Silva, que acabou sendo a nossa grande derrota. Por que? Porque tudo o que tínhamos conquistado, ela conseguiu organizar uma logística para que tudo virasse mercado, transferindo para a iniciativa privada os bens naturais. Ela aprovou a lei dos transgênicos sem garantia de garanta alimentação saudável. Criou uma lei de florestas publicas que privatiza as florestas públicas por 40 anos, podendo ser refeita por 30 anos, no total, privatizadas por 70 anos!. Milhões de hectares foram a leilão, sendo só no Acre mais de 1 milhão. Foi uma grande surpresa, e eu vejo como uma grande traição.

Além disso, hoje ainda há no Acre prospecção de petróleo e agora o REDD+. Com o REDD+ os proprietários arrendam as florestas, poluindo lá fora e protegendo aqui. Hoje não podemos mais pegar nosso peixe artesanal. É tudo certificado "FSC" por uma série de ONGs que entraram na logica da expansão do capitalismo verde. A Amazônia virou motivo de negocio e mercantilização. No Acre, extração de madeira é desordenada e o seringueiro não pode tirar madeira para a sua casa. Madeira só para exportação pelo FSC, aprovado pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio), como na Resex Chico Mendes. Esses grandes projetos de expansão do capitalismo na Amazônia vieram para detonar, e todos em nome do Chico Mendes, que agora está pulando dentro do tumulo.

Chico Mendes não propunha a mercantiilização da floresta. A gente tinha o direito de trabalhar em 10% da área. Veio a Marina, e esse governo, e privatizaram a Amazônia inteira, com a lei do mercado de carbono, o REDD+, hidrelétricas que estão sendo construídas e vão inundar milhares de hectares de floresta e sítios arqueológicos, terras ocupadas por populações tradicionais. Tudo, em nome da sustentabilidade, para dar mais capital para meia dúzia de empresas para continuarem poluindo, depredando e criminalizando o seringueiro.

Estão propondo bolsa de R$ 100 por mês em nome da "sustentabilidade", enquanto mineradoras, madeireiros, ONGs, e todo o negócio de exportação de matérias primas estão ficando ricos. Eu mesmo estou sendo vitima de criminalização porque tirava madeira para mim e minha mãe, enquanto as madeireiras tiraram tudo e não sofrem nenhum tipo de criminalização. Nós, índios e seringueiros, estamos sendo criminalizado para sermos submisso à expansão capitalista na nossa região.

Não temos o que comemorar no aniversário da morte de Chico Mendes. Temos é que protestar. Estamos sendo derrotados pela politica do governo ao lado do agronegócio e grandes madeireiras, construtoras, ruralistas.

Ao invés de criarem Resex, começaram a criar projetos de assentamento onde não se discute com a comunidade, e permite madeireiros. Assim mataram a irmã Dorothy Stang, em Anapu, no Projeto de desenvolvimento Sustentável (PDS) Esperança, e o Zé Cláudio e a Maria, em Nova Ipixuna, no Projeto de Assentamento Agroextrativista Praia Alta Piranheira. Nas não há título de propriedade privada, solicitamos direito de usufruto, e há mais proteção e garantia para a comunidade.

Existia a forma de vida das populações tradicionais que com a criação das Resex foi possível garantir a sobrevivência da população e do bioma da Amazônia, sem ameaças e respeitando as decisões das comunidades. Esse novo projeto expansionista não respeita as populações tradicionais e incentiva depredação e desmatamento para exportar soja, madeira, minério. A Usina Jirau eliminou mais de 50 igarapés! Foram sete mil pessoas expulsas.

Capitalismo verde e movimento ambiental

O capitalismo está detonando como a mata e os rios. Enquanto o nosso movimento mostrou que existe forma de viver que não ameaça o meio ambiente.

Chico mendes abriu a discussão sobre uma parceria com o movimento ambiental, mas a sua preocupação era social e fundiária. A terra era vista por ele com a função social. Ele tinha visão da conjuntura. Criticava o sistema que só implementa a barbárie, a concentração nas mãos de poucas pessoas. Ele colocava isso nas discussões. Nossa vida é de acordo com a natureza, e só temos condições de sobreviver com a floresta em pé. A gente vive da castanha, da pesca, da caça. A gente achava que os ambientalistas podiam ser nossos parceiros. E o Chico Mendes sabia compreender o momento para fazer as parcerias e as alianças.

Só que hoje, com o FSC, WWF, essas ONGs, a Marina implantando o capitalismo verde, o Chico Mendes está sacudindo. Chico Mendes era um libertário. Um socialista convicto. Queria a reforma agrária, e era acusado de terrorista. Parece que estão assassinando o Chico outra vez pintando ele de um ambientalista desses, porque querem matar a figura do libertário, lutador pela vida, por igualdade social, contra preconceito e discriminação.

Ele sofreu preconceitos, eu sofro preconceitos. Éramos analfabetos porque não tínhamos diploma, e tratados como objeto de pesquisas por antropólogos. Tive já várias desavenças com intelectuais. O preconceito contra seringueiro e extrativista é muito grande. E muitos intelectuais calaram a boca sobre a politica expansionista da década de 2.000 pra cá. A economia verde vem se alastrando muito na região e a gente vai sofrer as consequências. Vamos ter que organizar empate não só contra  os madeireiros, as mineradoras e o latifúndio, mas também contra o estado que está sendo o gerenciador de todo esse processo. É necessário um levante e um novo empate contra essa política expansionista de desenvolvimento insustentável.

Não levam em consideração as populações tradicionais na construção de barragens, e o que está acontecendo em Belo Monte é um absurdo. Em Jirau, Santo Antonio, no Madeira, e no Tapajós onde querem começar a construir agora. Mas estamos tentando respirar. O Estado é pesado, o sistema é bruto, e as leis hoje garantem a depredação total, com essa lei de florestas públicas, os transgênicos, o Código Florestal. Chico estaria com essas mesmas convições, tenho certeza. Mas hoje, no Acre, ficam tentando modificar o posicionamento dele. Vi coisas absurdas numa exposição agropecuária, a ExpoAcre, de seringueiro junto de madeireiro e fazendeiro.

Eu tinha um carinho especial, o Chico Mendes era verdadeiro. Foi uma cicatriz em mim que nunca vai sarar. Chico está vivo em cada reunião, no movimento, em cada confronto, nos debates. A lembrança dele não vai ser o que tão pintando ele de ecologista e verde. Chico era revolucionário contra o sistema capitalista. Sonhava com uma sociedade socialista. Era libertário. E um poeta, como aquele poema que escreveu, para os jovens do futuro:

"Atenção jovem do futuro,

6 de Setembro do ano de 2120, aniversário ou centenário da Revolução Socialista Mundial, que unificou todos os povos do planeta num só ideal e num só pensamento de unidade socialista que pôs fim a todos os inimigos da nova sociedade. Aqui fica somente a lembrança de um triste passado de dor, sofrimento e morte.

Desculpem…Eu estava sonhando quando escrevi estes acontecimentos; que eu mesmo não verei mas tenho o prazer de ter sonhado.”

Carta Capital

PMs da UPP da Rocinha recusam suborno de R$ 9 mil


Um homem foi preso por tráfico de drogas na Rocinha, na Zona Sul do Rio, no fim da tarde de sábado. Após receberem denúncias da população, policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) prenderam Salomão Silva Biera da Silva, de 37 anos, na localidade conhecida como Vila Verde. Com ele, foram encontradas material para endolação, maconha e seis papelotes de cocaína, que seriam vendidos por R$ 50, cada. Após o flagrante, ele ofereceu R$ 9 mil para que os policiais o liberassem. Por isso, Salomão foi denunciado por tráfico de drogas e tentativa de suborno.

Blog do Cel. Erir

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A chapa Eduardo-Marina


O candidato do PSB, Eduardo Campos, espera convencer Marina Silva a ser sua vice. Ele quer fechar a chapa em janeiro. As suas intenções de voto dobram com a presença dela na chapa. A Federação das Indústrias de Brasília tem pesquisa, na qual, diante desta informação, Eduardo empata com Aécio Neves. Os tucanos estão apreensivos e os petistas com os olhos bem abertos. (Foram ouvidos 1.128 eleitores de 22 a 27 de novembro no Distrito Federal.)

Escrito por Magno Martins, às 14h4

Kassab aumentou IPTU em até 357% e Fiesp não deu um pio

Uma das grandes tragédias nacionais é a nossa amnésia crônica, coletiva e seletiva. A celeuma de escancarada – e “skafiana” – motivação político-eleitoral levantada pela Fiesp contra a adequação das alíquotas do IPTU tentada pela prefeitura paulistana – e barrada pelo STF – só venceu por conta desse fenômeno.
Não fosse assim, São Paulo se lembraria de que o antecessor do prefeito Fernando Haddad majorou muito mais o imposto e nem a Fiesp, nem o STF e nem o PSDB deram um pio. Até a mídia, sempre resistente à cobrança de impostos, resmungou um pouco e se calou rapidinho.
Para confirmar o fato, basta pesquisar os arquivos dos jornais. O da Folha de São Paulo, por exemplo, contém pérolas como reportagem de 14 de outubro de 2009 que mostra que, tal qual Fernando Haddad, seu antecessor, Gilberto Kassab, promoveu uma adequação tributária do IPTU em seu primeiro ano de governo.
Só que muito mais radical que a do sucessor. E o que é pior: sem os seus méritos.
Apesar do enorme aumento do IPTU que o então queridinho da mídia paulista se preparava para tascar no lombo dos paulistanos, a matéria comunicando a paulada nos munícipes foi sóbria, sem grandiloquência ou virulência como nas matérias disparadas contra Haddad.
Abaixo, a matéria
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14 de outubro de 2009
Prefeitura planeja revisão geral do IPTU
Objetivo é rever imposto de acordo com a valorização imobiliária de cada região; dados preliminares apontam para reajuste de até 357%
A última revisão geral do valor de mercado dos imóveis foi feita em 2001; novo valor do imposto deve passar a valer em 2011
EVANDRO SPINELLI
MARIANA BARROS
DA REPORTAGEM LOCAL
A gestão Gilberto Kassab (DEM) já iniciou estudos para aumentar o IPTU na cidade de São Paulo de acordo com a valorização imobiliária de cada região nos últimos oito anos.
Dados obtidos pela Folha apontam para um aumento de até 357% -caso da rua Barão de Ladário, no Brás, beneficiada pela revitalização do largo da Concórdia e pelo fortalecimento do comércio no centro.
O estudo, comandado pela comissão de valores imobiliários da Secretaria Municipal de Finanças, já foi realizado para áreas como Higienópolis, Pacaembu, Barra Funda, Limão, Vila Maria e Santana.
A Folha apurou que o próprio Kassab defende a revisão do imposto. Diz que ela é justa considerando a valorização imobiliária de vários bairros, principalmente aqueles onde foram construídos shoppings ou estações de metrô.
Ele acredita também que algumas áreas terão redução do imposto, porque o valor de mercado dos imóveis se desvalorizou no período. A comissão começou o trabalho pelas áreas que tiveram valorização.
O prefeito só não definiu quando encaminhará o projeto ao Legislativo, pois teme a repercussão negativa que a medida pode causar -2010 é ano eleitoral, no qual ele apoiará o governador José Serra (PSDB).
O mais provável é que o projeto seja encaminhado para análise dos vereadores entre outubro e novembro de 2010, depois das eleições, para valer a partir do ano seguinte.
Em 2006, Kassab já tentou mudar o IPTU, mas acabou recuando. Na época, prometeu não mexer no IPTU até o fim daquele mandato (2008).
A última revisão geral do valor de mercado dos imóveis foi feita em 2001, primeiro ano da gestão da ex-prefeita Marta Suplicy (PT). De lá para cá, os valores sofreram apenas a correção da inflação do período.
Áreas próximas à marginal Tietê, onde as inundações deixaram de ser frequentes, também se valorizaram, segundo a comissão, em até 307% -casos da Vila Maria e do Tatuapé.
Na região da Vilaboim, em Higienópolis (centro), o reajuste deverá ser de 46,35%.
Luiz Paulo Pompéia, da comissão de valores imobiliários e diretor da Embraesp, empresa especializada em avaliações de patrimônio, estima que a planta genérica esteja defasada em até 30%. Com a revisão, a prefeitura pode arrecadar até R$ 1 bilhão a mais por ano -hoje, a receita é de R$ 3,1 bilhões.
Segundo ele, nas regiões mais verticalizadas a defasagem é maior, e áreas vizinhas a favelas e vulneráveis a enchentes se desvalorizaram.
Eduardo Della Manna, diretor de legislação urbana do Secovi (sindicato das imobiliárias), defende a revisão do IPTU a cada três anos, para manter o valor da planta genérica condizente com o de mercado.
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A iniciativa de Kassab, porém, não tinha os mesmos méritos da de seu sucessor. Kassab majorou com gosto o IPTU, mas sem promover justiça tributária como tentou fazer Haddad. Aumentou as alíquotas de forma praticamente linear – com poucas exceções.
Outra matéria da Folha de São Paulo, agora de 22 de novembro de 2009, foi mais condescendente com o aumento do imposto promovido por Kassab, evitando citar casos mais extremos. Ainda assim, deixou ver que o aumento médio promovido por ele foi muito maior do que o de Haddad e não fez justiça tributária. Pelo contrário, aumentou mais o imposto nas regiões mais pobres.
Abaixo, a matéria
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22 de novembro de 2009
Kassab anuncia aumento de até 60% no IPTU; 1,7 milhão de imóveis será afetado
EVANDRO SPINELLI
DA REPORTAGEM LOCAL
A semana dos paulistanos foi marcada pela notícia de que o prefeito Gilberto Kassab (DEM) quer aumentar em até 60% o valor do IPTU na cidade.
Dos 2,8 milhões de imóveis da capital, 1,7 milhão terá aumento. Outros 86 mil pagarão menos. Imóveis residenciais terão no máximo 40% de aumento, diz o projeto. O teto de 60% valerá para os demais.
O projeto foi enviado à Câmara Municipal na terça-feira passada e precisa ser aprovado até o fim deste ano para ter validade já a partir de 2010. Os vereadores podem mudar o projeto, mas Kassab deve fazer prevalecer sua maioria na Casa para aprovar o texto no prazo.
Com a mudança, a prefeitura deve arrecadar R$ 744 milhões a mais de IPTU no ano que vem. A Folha antecipou no mês passado que Kassab pretendia aumentar o imposto.
Para reajustar o IPTU, o democrata determinou a revisão da planta genérica, que estabelece o valor de mercado do metro quadrado de terreno em todas as ruas. A última revisão havia sido feita em 2001, na gestão Marta Suplicy (PT).
A análise da nova planta genérica apontou para a prefeitura que certos imóveis da cracolândia -área no centro da cidade onde viciados usam drogas nas ruas em plena luz do dia- tiveram valorização maior que os das avenidas Paulista e Brigadeiro Faria Lima, dois símbolos paulistanos.
A revisão vai ter mais impacto na periferia que em áreas nobres. O metro quadrado na rua Lagoa da Tocha, no Grajaú (extremo sul), por exemplo, será aumentado em até 690%. Na av. Lavandisca, em Moema, o maior aumento será de 53%.
A prefeitura diz que não há erro nos cálculos e que a planta genérica reflete a valorização dos imóveis ocasionada pelos investimentos públicos e pelo próprio aquecimento do mercado imobiliário.
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Pior mesmo, porém, foi o uso que Kassab destinou aos recursos. Mais uma vez, recorro à Folha de São Paulo. Matéria de 8 de dezembro de 2009 mostra que parte do aumento que o paulistano pagaria no ano eleitoral de 2010 seria destinada a publicidade que favoreceria o padrinho de Kassab, José Serra, pois trataria de suas “realizações” antes de deixar a prefeitura.
Abaixo, a matéria.
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8 de dezembro de 2010
Kassab gastará parte do IPTU extra com propaganda
Base governista aumenta previsão de gasto com publicidade de R$ 105 milhões para R$ 126 milhões para o próximo ano
Valor da nova proposta é recorde e cresceu numa proporção bem maior do que o bolo geral do Orçamento do ano que vem
MARIANA BARROS
DA REPORTAGEM LOCAL
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), vai usar parte do dinheiro extra obtido com o aumento do IPTU no ano que vem para turbinar seus gastos com propaganda.
A base de apoio do prefeito na Câmara Municipal, com o relator Milton Leite (DEM) à frente, já redefiniu o Orçamento de 2010, contando agora com os mais de R$ 600 milhões de arrecadação extra por causa do aumento do imposto.
O valor que constava no Orçamento original para propaganda em 2010, R$ 105 milhões -uma quantia recorde no que se refere a gastos em publicidade em SP-, foi aumentando agora para R$ 126 milhões.
Os gastos da prefeitura com propaganda já vêm numa escalada neste ano. A previsão inicial era gastar R$ 31 milhões, mas Kassab aumentou a verba da área e deve desembolsar até o fim do ano R$ 90 milhões.
A Câmara quer aprovar hoje, em primeira votação, a proposta de Orçamento de 2010, cujo valor total passou de R$ 28,1 bilhões para R$ 28,8 bilhões com a inclusão das receitas extras.
Para a base aliada, os gastos com propaganda – que aumentaram numa proporção bem maior do que o bolo geral do Orçamento- são necessários para fazer campanhas que informem a população, como as de combate à dengue ou as de alertas contra enchentes.
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A matéria da Folha de São Paulo a seguir mostra que Haddad, além de propor aumento menor do IPTU que o de Kassab, ainda tentou fazer justiça tributária elevando o patamar de isenção e promovendo os maiores aumentos em 45%, enquanto que os do antecessor chegaram a 60%. E isso sem contar os aumentos desproporcionais em regiões pobres que o ex-prefeito praticou.
Abaixo, a matéria
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2 de outubro de 2013
Reajuste do IPTU poderá chegar a até 45% no ano que vem
Teto fixado por Haddad valerá para comércio ou indústria; para imóveis residenciais, aumento máximo será de 30%
Alta da cobrança está incluída no Orçamento enviado à Câmara, que prevê arrecadação 24% maior com imposto
DE SÃO PAULO
O reajuste do IPTU na cidade de São Paulo poderá chegar no ano que vem a até 30% para os imóveis residenciais e 45% para outros tipos, como comércio ou indústria.
Essas serão as “travas” do reajuste do imposto –percentual máximo de aumento para cada contribuinte.
As informações foram divulgadas ontem pela gestão Fernando Haddad (PT), que detalhou os cálculos de sua estimativa de aumentar em 24% a arrecadação do imposto em 2014, conforme previsto na proposta de Orçamento enviada por ele à Câmara.
O aumento médio para os imóveis residenciais será de 18%, mas a maioria dos contribuintes terá aumento de 20% a 30% nos valores.
O reajuste ficará bem acima da inflação dos últimos 12 meses –de 6%, pelo IPCA.
Outros 2% de imóveis que são isentos do imposto passarão a ter que pagá-lo, e 8% dos contribuintes terão redução no valor cobrado.
Todas as mudanças devem ocorrer devido à revisão da Planta Genérica de Valores, que define a valorização do m² na cidade. Esse preço é usado para calcular os valores venais dos imóveis, que são a base do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).
Segundo a prefeitura, os valores oficiais estão “bastantes defasados” porque a última atualização ocorreu em 2009, e, desde então, houve valorização imobiliária sem a devida revisão.
Segundo a gestão, os valores oficiais representam, hoje, cerca de 30% dos valores praticados pelo mercado. Em alguns bairros, os preços mais que dobraram nos últimos quatro anos.
MECANISMOS
Para evitar que toda a valorização seja repassada ao imposto, Haddad diz planejar três mecanismos.
O primeiro é a trava. O segundo é a redução da alíquota de cálculo do imposto. Por exemplo, a faixa de imóveis que hoje tem IPTU calculado em 0,8% do valor venal passará a ter alíquota de 0,7%.
O terceiro é atualizar os mecanismos de descontos.
Atualmente, são isentos os imóveis com valor venal de até R$ 97,6 mil e existe um desconto fixo de R$ 39 mil (no cálculo do imposto) para aqueles com valor venal entre R$ 97,6 mil e 195,2 mil.
A ideia é que a faixa de isenção passe para R$ 160 mil e que sejam aplicados descontos variáveis para imóveis com valor até R$ 320 mil.
Os descontos serão menores à medida que aumentar os valores dos imóveis. O objetivo, segundo a prefeitura, “é evitar distorções entre imóveis de valores semelhantes”.
Todos os dados são projeções da equipe de finanças de Haddad, já que as mudanças precisam ser encaminhadas e aprovadas pela Câmara.
O projeto será protocolado nos próximos dias. O petista espera aprovação até o fim do ano. Apesar de ter maioria, ele pode enfrentar dificuldades. Os vereadores reclamam de ter poucos meses para aprovar grandes projetos do Executivo, como o Plano Diretor, o Orçamento e o Plano Plurianual.
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Pergunta: onde estava a Fiesp quando Kassab aumentou muito mais o IPTU? Por que não entrou com ação na Justiça, como fez agora com Haddad?
A explicação é razoavelmente simples. Além de, àquela época, a Fiesp não estar preparando uma disputa eleitoral de um de seus quadros, Kassab não propôs distribuição de renda, que, para os grandes empresários paulistas, é sempre um palavrão.
Em entrevista recente concedida à Rádio Estado, o prefeito Fernando Haddad revelou que os moradores da periferia iriam pagar menos com a sua reforma do IPTU – 25 distritos iriam pagar menos do que em 2013 e 23 iriam pagar abaixo da inflação acumulada neste ano, ou seja, mais da metade da cidade iria pagar menos IPTU ou teria reajuste bem abaixo da inflação.
Por que, então, a mídia fala em “aumento do IPTU” quando, na verdade, mais da metade dos paulistanos vai pagar menos imposto? Não fica parecendo que só quem conta são os ricos? Pobre pagar menos imposto não entra no noticiário. A maioria dos paulistanos pagar menos imposto não conta. Só o que conta é o incômodo aos mais ricos.
Segundo pesquisa do instituto Datafolha divulgada recentemente, 89% dos paulistanos são contrários à reforma da cobrança do IPTU tentada por Haddad. Como essa reforma beneficiaria mais de 50% deles, isso quer dizer que esses beneficiados não sabem disso.
Recentemente, blogueiros entrevistaram Haddad. Nessa entrevista, criticaram sua política de comunicação. A falta de uma ampla campanha publicitária da prefeitura de São Paulo para informar aos paulistanos de que a maioria deles seria beneficiada pelo novo IPTU dá razão a tais críticas… É ou não é?
Blog da cidadania

Número de mortos em acidente na Régis sobe para 16


A Secretaria de Segurança Pública confirmou na manhã desta segunda-feira (23) que o número de mortos no acidente com um ônibus na Rodovia Régis Bittencourt subiu para 16.

A funcionária pública Valéria Santos Leite, de 44 anos, foi a última vítima a ser identificada. Outras 30 pessoas também ficaram feridas quando o ônibus da Viação Nossa Senhora da Penha saiu da pista e caiu em uma ribanceira.


Quinze delas permanecem internadas em hospitais da Grande São Paulo.

Na noite deste domingo (22), o filho de Valéria, o desenvolvedor web Leonardo Leite Santos, de 22 anos, aguardava na porta do IML Central, em São Paulo, por notícias da mãe, que não constava na lista de passageiros divulgada inicialmente pela empresa. Valéria passaria as festas de fim de ano com uma irmã que mora no Rio de Janeiro.

A Polícia de Rodoviária Federal informou que o ônibus viajava com lotação máxima de 54 passageiros (51 adultos, duas crianças mais o motorista), mas a empresa forneceu uma lista das pessoas que haviam embarcado com apenas 44 nomes. De acordo com o desenvolvedor, foi ele mesmo quem trocou o bilhete para a mãe viajar na noite sábado. Ele explicou que a passagem havia sido comprada para uma viagem em janeiro deste ano, mas ele trocou o bilhete para esta nova data.

“Era para ela ter chegado ao Rio hoje, às 10h da manhã. Estou ligando o dia inteiro para ela. De tarde estava só chamando, agora está dando caixa postal. E até agora não há notícia nenhuma”, explicou ao G1. Ele contou que ficou sabendo do acidente às 9h deste domingo, quando sua tia viu a notícia na TV e telefonou para ele.

Acidente
O veículo com 54 pessoas deixou Curitiba (PR) na noite do sábado (21) em direção ao Rio de Janeiro (RJ). De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu por volta das 2h30 na altura do km 300 da rodovia, no sentido São Paulo. O ônibus da Viação Nossa Senhora da Penha saiu da pista, caiu na ribanceira de aproximadamente dez metros de altura e tombou ao bater no solo.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo divulgou, por volta das 19h deste domingo (22), o nome de 14 vítimas, se antecipando à viação, que não tinha confirmado o nome dos mortos até o início da noite - 17 horas depois do acidente.

Já por volta das 21h15, a assessoria da Secretaria Estadual de Saúde informou a 15ª morte. A vítima, Jucineia Justino Leal dos Santos, de 45 anos, estava internada e já havia sido submetida a cirugia no Hospital Geral de Pirajussara, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Ela havia sofrido fratura no osso da bacia e grave lesão no intestino grosso. Jucineia sofreu duas paradas cardíacas, foi reanimada pelos médicos, mas não resistiu. A 16ª foi confirmada nesta manhã de segunda.

Lista de vítimas:
- Regina Célia Nogueira Guimarães, 58 anos
- Nelício Mário Engel, 52 anos
- João Paulo Souza Lima, 23 anos
- João Paulo Quintanilha Cordeiro, 19 anos
- João da Silva Lima, 60 anos
- Ademilde Guimarães Salles, 60 anos
- Julio Cezar de Oliveira Salles, 65 anos
- Justa Lindamir dos Anjos, 55 anos
- Daniel Pinel de Souza, 60 anos
- Maria Aparecida Alves da Silva, 59 anos
- Erico Roberto Bittencourt, 30 anos
- Iva Pereira da Silva
- Jimena Aranda
- Marcos de Oliveira P. da Silva
- Jucineia Justino Leal dos Santos, 45 anos
- Valéria Santos Leite, de 44 anos

Os sobreviventes foram socorridos e levados para os hospitais de Juquitiba, São Lourenço da Serra, Itapecerica da Serra e Taboão da Serra.

Vários familiares e amigos dos passageiros do ônibus ficaram transtornados pela falta de comunicação da viação e precisaram buscar informações entrando em contato com os hospitais e com o Instituto Médico Legal (IML).

Por meio de nota, a empresa Nossa Senhora da Penha afirmou que aguardava "a relação oficial no IML para disponibilizar, primeiramente, aos familiares dos passageiros, a relação daqueles que lamentavelmente vieram a óbito". A empresa também ressaltou que "disponibilizou acomodações em hotéis, despesas com deslocamentos aéreos e terrestres aos parentes dos passageiros que se encontram sob intervenção médica".

O acidente foi registrado na delegacia de Itapecerica da Serra. De acordo com a SSP, o motorista do ônibus, O.S.G., contou à polícia que trafegava no sentido sul/norte quando perdeu o controle do veículo.

Ele foi indiciado por homicídio culposo na direção de veículo automotor. A Polícia Civil investiga a causa do acidente. O delegado Renato Gonçalves Coletes disse que a hipótese mais provável para o acidente é a de que o motorista tenha dormido na direção do ônibus. “Tudo indica que o motorista dormiu ao volante”, afirmou.

Dormindo
A aposentada Regina Célia Nogueira Guimarães, de 58 anos, viajava de Curitiba para o Rio de Janeiro para passar as festas com a família do marido, que também estava no ônibus. “Ela estava indo passear”, disse a filha da aposentada, a administradora Kelly Cristine Nogueira Guimarães, de 33 anos.

Kelly contou que Regina nasceu no Rio, mas morava em Curitiba. Ela disse que o padrasto teve fratura na mão e passou por cirurgia. Pelo relato do padrasto a Kelly, os dois dormiam na hora em que o ônibus caiu da ribanceira e capotou várias vezes.

Buscas
Três irmãos que vieram de Curitiba após saberem do acidente receberam a confirmação da morte do pai deles, João da Silva Lima, de 60 anos. De acordo com o metalúrgico Paulo Sérgio Gomes Leandro, os pais deles viajavam no andar de cima do ônibus.

Ele recebeu a confirmação da morte do pai na delegacia. Paulo também visitou a mãe, Almira Gomes Leal, no Hospital Pirajussara, e disse que ela está bem de saúde, mas "muito nervosa". Ele ainda não tinha notícias do sobrinho Matheus, que viajava com os avós.

Muitos planos
O professor Donato Aranda, irmão da advogada Jimena Aranda, de 43 anos, disse que a irmã estava indo para o Rio junto com a mãe para passar o Natal com a família. O professor disse que a irmã coordenava um núcleo na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de ajuda na reabilitação de menores infratores e de dependentes químicos.

"Ela tinha muitos planos. Ela tinha acabado de receber na semana passada aprovação para fazer doutorado nesta área social em Direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)”, contou.

Protegido
Ao menos três famílias foram até a rodoviária do Rio de Janeiro em busca de informações sobre seus parentes neste domingo. Um dos mortos é Érico Roberto Bittencourt, de 30 anos. A irmã dele, Joice, e a mãe, Iara Soares, foram à rodoviária mas só souberam do óbito pelo pai da vítima, que é médico e foi ao Instituto Médico Legal de São Paulo reconhecer o corpo. "Ele largou tudo, foi para lá e chegou antes a notícia para ele do que aqui. O meu sobrinho vai ficar com a mãe dele", disse Joice, chorando muito.

Reencontro
O professor Fábio Lima chegou às 8h deste domingo na rodoviária no Rio para ter notícias de sua mãe. A espera parecia interminável até que, após quase 13 horas, às 20h45, Maria Elizabeth, de 60 anos, desembarcou e reencontrou o filho e a neta, Cleo, de 7 anos.

"Só quero ir pra casa com eles e passar o Natal em paz. Foi terrível", disse Maria Elizabeth, após um longo abraço nos familiares.

G1