O retrato da injustiça que açoita muitas mulheres pobres por este Vale afora
Por Redação da Folha
Manhã dessa segunda-feira, 5. Em uma cela da delegacia de Itaporanga, a mãe solteira e pobre Elma Lúcia abraça e amamenta a filha pela última vez antes de seguir para o presídio feminino de Patos, para onde foi destinada por falta de cadeia feminina na cidade. Ela não poderá levar a criança, que é retirada dos seus braços aos prantos e entregue aos cuidados de terceiros.
Seu recolhimento prisional foi decretado pela Justiça por uma razão não muito compreensível: mesmo sem cometer nenhum crime, foi surpreendida com o mandado de prisão preventiva, geralmente só expedido em desfavor de criminosos de alta periculosidade para a manutenção da ordem pública e do curso normal da investigação.
O mandado nasceu supostamente em razão do não comparecimento dela à audiência de um processo ao qual responde por abandono de incapaz, delito supostamente cometido em outubro de 2007, e que não é punido com prisão por ser de baixo potencial ofensivo, mas ela passou seis meses presa mesmo sem ser condenada.
O longo período na cadeia castigou a mulher a também perder a guarda do filho, que aparece no processo como vítima do abandono, mas a acusada nega o crime e diz que apenas deixou a criança sozinha para ir arrumar comida para casa.
Natural de Santa Terezinha, Elma não tem família em Itaporanga, para onde veio ainda na adolescência, sendo acolhida aqui por uma senhora chamada Maria Regina. Pobre, sem instrução, sem moradia e com uma vida marcada de sofrimento, a mulher também não tem advogado, e essa falta de defesa é o que motiva tanta injustiça.
Agora, com uma filha de pequena, é novamente presa. A Justiça acreditou que ela tivesse deixado a cidade para fugir do processo, mas Elma nunca saiu daqui e diz que também nunca recebeu intimação para comparecer ao fórum. Certamente passará o Dia Internacional da Mulher, comemorado neste 8 de março, separada da filha por quilômetros de saudade e muitas grades de injustiça.
Seu recolhimento prisional foi decretado pela Justiça por uma razão não muito compreensível: mesmo sem cometer nenhum crime, foi surpreendida com o mandado de prisão preventiva, geralmente só expedido em desfavor de criminosos de alta periculosidade para a manutenção da ordem pública e do curso normal da investigação.
O mandado nasceu supostamente em razão do não comparecimento dela à audiência de um processo ao qual responde por abandono de incapaz, delito supostamente cometido em outubro de 2007, e que não é punido com prisão por ser de baixo potencial ofensivo, mas ela passou seis meses presa mesmo sem ser condenada.
O longo período na cadeia castigou a mulher a também perder a guarda do filho, que aparece no processo como vítima do abandono, mas a acusada nega o crime e diz que apenas deixou a criança sozinha para ir arrumar comida para casa.
Natural de Santa Terezinha, Elma não tem família em Itaporanga, para onde veio ainda na adolescência, sendo acolhida aqui por uma senhora chamada Maria Regina. Pobre, sem instrução, sem moradia e com uma vida marcada de sofrimento, a mulher também não tem advogado, e essa falta de defesa é o que motiva tanta injustiça.
Agora, com uma filha de pequena, é novamente presa. A Justiça acreditou que ela tivesse deixado a cidade para fugir do processo, mas Elma nunca saiu daqui e diz que também nunca recebeu intimação para comparecer ao fórum. Certamente passará o Dia Internacional da Mulher, comemorado neste 8 de março, separada da filha por quilômetros de saudade e muitas grades de injustiça.
Foto Sousa Neto/www.folhadovali.com.br.



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