
Um pouquinho para adoçar os amargores
A CRIAÇÃO
Antonio Soares da Fonseca Jr
Quando o mundo era caos, nada existia,
Sobre a face do abismo, trevas sòmente
Nenhuma criatura, nenhum ente
A terra era disforme, feia e vazia
Apenas escuridão, total e fria
Quando o Espírito do Senhor ali chegou
Resolveu organizar e organizou
“Faça-se a luz e a luz foi feita”
Clareando esta obra tão perfeita
Que de DIA o bom Deus assim chamou
A escuridão ele chamou de NOITE
Onde a solidão covarde ali se abriga
O azedume, o medo e a intriga
Transformam brisa em horrendo açoite
E na alma angustiada faz pernoite
Mas, Deus, em sua imensa mansidão
Resolveu que também a escuridão
Fosse morada do amor e da alegria
E encerrou este primeiro dia
Sendo o início da grande Criação.
Entre as águas Ele fez um firmamento
Separando-as cada qual em seu lugar
As águas de baixo Ele chamou de MAR
Circunscritas em um só elemento
As águas de cima, ao sabor do vento,
Constituiu-se no que se chama CÉU
Bem mais leves e vaporosas como um véu
Que despenca, em chuvas, lá do infinito
Obedecendo ao sacratíssimo rito
Unindo as duas num grande escarcéu.
Deus observou tudo com alegria
E achando que tudo era bom
Encerrou neste dia o seu dom
Foi, portanto, este o segundo dia.
Mas, no terceiro separou o que havia
De árido nas águas e chamou de TERRA
E como a criação jamais se encerra
Continuou o seu trabalho criador
Enchendo-a de árvores conforme seu dispor
De lagos, de rios, de montes e de serra.
Tornou a terra tão bela, tão fecunda
Cada árvore com o fruto e sua semente
Fazendo o ciclo evolutivo permanente
Característica daquilo que abunda
Porque nela a sabedoria é profunda
Infinita como aquele que a criou
E a semente, produtiva, logo brotou
Formando nova árvore, a mata, a selva
Novos frutos, o gramado, a flor, a relva
E assim o terceiro dia terminou.
Fez o tempo estar bem programado
Criou as horas, os dias, meses e anos
Evitando que houvessem os enganos
Daquilo que sempre é desorganizado
Criou um luzeiro de tamanho avolumado
Que presidisse o dia e o chamou de SOL
Que acordasse as manhãs, no arrebol
E para a noite, Ele criou a LUA
Fez as ESTRELAS enchendo o firmamento
E quedou-se alegre em bom contentamento
Encerrando o quarto dia da obra sua.
Nas águas, peixes, répteis, animados e viventes
No firmamento as aves que povoam o céu
Voando sobre a terra, (animando ao léu)
E os outros animais ainda não existentes
Criou a todos sadios, producentes
Com o “crescei-vos e multiplicai”
Este é a minha ordem porque sou o pai
Desta grande obra que fiz com alegria
Disse, encerrando assim o quinto dia,
Eu sou Jafé, seu Deus, sou Adonai.
Vendo que tudo era maravilhoso
Percebendo a falta de um alguém
Que fosse tão perfeito e que jamais ninguém
Fosse tão belo, completo e tão formoso
Soprou no elemento argiloso
O sopro mágico, eterno, sopro da vida
Animando o barro e deu guarida
Aquilo que é a sua imagem e semelhança
O espírito divino, repleto de bonança
Ciência, presença e luz, glória incontida.
Homem e mulher, a mais perfeita criação
Incomparável obra, obra divina
Uma perfeitíssima tela e quem assina
Esqueceu-se de assinar com a mão
Também não assinou com o coração
Mas, com a força de sua onipotência
Com a sabedoria de sua onisciência
A onipresença de quem foi e vai
“Esta terra, disse, é vossa, dominai
E tendes a minha eterna providência.”
Assim termina aquele sexto dia
O dia mais importante da Criação
Porque culmina com a exaltação
Daquilo que foi feito com harmonia
Mais uma vez “crescei, é a ordem, e multiplicai,
Dominai a terra e a sujeitai
Ela é vossa, assim Deus exclamou.
Deu por encerrada toda a sua obra
E como no plano divino, o tempo sobra
No sétimo dia descansou.
São Paulo, 14/02/2012
A CRIAÇÃO
Antonio Soares da Fonseca Jr
Quando o mundo era caos, nada existia,
Sobre a face do abismo, trevas sòmente
Nenhuma criatura, nenhum ente
A terra era disforme, feia e vazia
Apenas escuridão, total e fria
Quando o Espírito do Senhor ali chegou
Resolveu organizar e organizou
“Faça-se a luz e a luz foi feita”
Clareando esta obra tão perfeita
Que de DIA o bom Deus assim chamou
A escuridão ele chamou de NOITE
Onde a solidão covarde ali se abriga
O azedume, o medo e a intriga
Transformam brisa em horrendo açoite
E na alma angustiada faz pernoite
Mas, Deus, em sua imensa mansidão
Resolveu que também a escuridão
Fosse morada do amor e da alegria
E encerrou este primeiro dia
Sendo o início da grande Criação.
Entre as águas Ele fez um firmamento
Separando-as cada qual em seu lugar
As águas de baixo Ele chamou de MAR
Circunscritas em um só elemento
As águas de cima, ao sabor do vento,
Constituiu-se no que se chama CÉU
Bem mais leves e vaporosas como um véu
Que despenca, em chuvas, lá do infinito
Obedecendo ao sacratíssimo rito
Unindo as duas num grande escarcéu.
Deus observou tudo com alegria
E achando que tudo era bom
Encerrou neste dia o seu dom
Foi, portanto, este o segundo dia.
Mas, no terceiro separou o que havia
De árido nas águas e chamou de TERRA
E como a criação jamais se encerra
Continuou o seu trabalho criador
Enchendo-a de árvores conforme seu dispor
De lagos, de rios, de montes e de serra.
Tornou a terra tão bela, tão fecunda
Cada árvore com o fruto e sua semente
Fazendo o ciclo evolutivo permanente
Característica daquilo que abunda
Porque nela a sabedoria é profunda
Infinita como aquele que a criou
E a semente, produtiva, logo brotou
Formando nova árvore, a mata, a selva
Novos frutos, o gramado, a flor, a relva
E assim o terceiro dia terminou.
Fez o tempo estar bem programado
Criou as horas, os dias, meses e anos
Evitando que houvessem os enganos
Daquilo que sempre é desorganizado
Criou um luzeiro de tamanho avolumado
Que presidisse o dia e o chamou de SOL
Que acordasse as manhãs, no arrebol
E para a noite, Ele criou a LUA
Fez as ESTRELAS enchendo o firmamento
E quedou-se alegre em bom contentamento
Encerrando o quarto dia da obra sua.
Nas águas, peixes, répteis, animados e viventes
No firmamento as aves que povoam o céu
Voando sobre a terra, (animando ao léu)
E os outros animais ainda não existentes
Criou a todos sadios, producentes
Com o “crescei-vos e multiplicai”
Este é a minha ordem porque sou o pai
Desta grande obra que fiz com alegria
Disse, encerrando assim o quinto dia,
Eu sou Jafé, seu Deus, sou Adonai.
Vendo que tudo era maravilhoso
Percebendo a falta de um alguém
Que fosse tão perfeito e que jamais ninguém
Fosse tão belo, completo e tão formoso
Soprou no elemento argiloso
O sopro mágico, eterno, sopro da vida
Animando o barro e deu guarida
Aquilo que é a sua imagem e semelhança
O espírito divino, repleto de bonança
Ciência, presença e luz, glória incontida.
Homem e mulher, a mais perfeita criação
Incomparável obra, obra divina
Uma perfeitíssima tela e quem assina
Esqueceu-se de assinar com a mão
Também não assinou com o coração
Mas, com a força de sua onipotência
Com a sabedoria de sua onisciência
A onipresença de quem foi e vai
“Esta terra, disse, é vossa, dominai
E tendes a minha eterna providência.”
Assim termina aquele sexto dia
O dia mais importante da Criação
Porque culmina com a exaltação
Daquilo que foi feito com harmonia
Mais uma vez “crescei, é a ordem, e multiplicai,
Dominai a terra e a sujeitai
Ela é vossa, assim Deus exclamou.
Deu por encerrada toda a sua obra
E como no plano divino, o tempo sobra
No sétimo dia descansou.
São Paulo, 14/02/2012



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