Diante das evidências de fraude, já que as casas foram construídas na Vila, mas não estão beneficiando a comunidade, um relatório será entregue ao Governo do Estado e à companhia estadual de habitação para tomada de providências
Assim que tomou conhecimento de denúncias feitas à Folha (www.folhadovali.com.br) pelos moradores da Vila Mocó, em Itaporanga, de que as famílias sem teto da localidade teriam sido excluídas da relação dos beneficiários das casas populares que o governo estadual está construindo na área, o gerente regional do Orçamento Democrático, Clério Nunes, convocou os fiscais do orçamento e reuniu-se com a comunidade para ouvir e apurar as queixas.
A reunião foi na manhã desta quarta-feira, 15, na sede da comunidade. Dezenas de famílias da Vila compareceram e reforçaram as denúncias de que pessoas da cidade, muitas delas com alto poder aquisitivo, é que seriam beneficiadas com as 30 moradias populares que estão sendo erguidas pela Cehap (Companhia Estadual de Habitação Popular) em parceria com o Governo Federal.
As casas deveriam ter sido destinadas exclusivamente para a Vila, um dos setores urbanos mais pobres de Itaporanga, abrigando várias famílias sem teto que hoje vivem de aluguel ou de favor em casebres caindo aos pedaços, mas há fortes indícios de que as moradias foram desviadas para pessoas de fora, muitas delas sem necessidade do benefício público. “Essas pessoas vão receber essas casas sem precisar delas, e o que vão fazer é vender ou alugar, enquanto as famílias da nossa comunidade vão continuar sem ter um teto para abrigar os filhos”, disse o ex-presidente da comunidade Denivaldo Coringa, durante o encontro, que também teve a participação da fundação humanitária José Francisco de Sousa, que defende a causa do povo da Vila e foi a primeira entidade a receber as queixas dos moradores.
O atual presidente da comunidade, Damião Sapinho, falou alto e forte ao denunciar as irregularidades na distribuição das casas, que estão em fase de conclusão. Ele confirmou a denúncia de que pessoas de fora da Vila e que já têm residência própria foram beneficiadas com as moradias, que deveriam ter sido distribuídas para as famílias da comunidade.
Clério Nunes prometeu investigar a questão e levar ao conhecimento da Cehap, com quem já fez um contato telefônico. “Se houver irregularidade, como está parecendo, será feito um novo cadastro de beneficiários, contemplando as famílias da Vila, como é de direito”, comentou Clério.
Foto: a comunidade em peso participou da reunião.



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