A deputada Nilda Gondim prestou, neste feriado do trabalhador, uma singela homenagem ao seu pai, o inesquecível governador Pedro Gondim, que o blog publica por concordar com tudo o que está dito ali por ter o saudoso Pedro na conta de um grande paraibano:
Nilda Gondim homenageia memória do ex-governador Pedro Gondim, que completaria 98 anos neste 1° de maio
Se vivo estivesse, o ex-deputado estadual e federal e ex-governador da Paraíba, Pedro Moreno Gondim, estaria completando 98 anos de idade neste dia 1° de maio de 2012. Pai da deputada federal Nilda Gondim (PMDB-PB) e avô do senador Vital do Rêgo Filho e do prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rêgo (todos nomes de destaque na vida política paraibana), Pedro Gondim nasceu no dia 1º de maio de 1914, no Engenho Capim Açu, em Alagoa Nova/PB, e morreu na tarde do dia 26 de julho de 2005, aos 91 anos de idade. Seu corpo foi sepultado, com honras de Chefe de Estado, no lote 151 – quadra 04 do cemitério Parque das Acácias, em João Pessoa.
Em homenagem à memória do pai, a deputada federal Nilda Gondim fez um breve relato, por meio das mídias sociais, da história pessoal e política do ex-governador. Ela afirmou que, passados quase sete anos da morte de Pedro Gondim, a saudade permanece inalterada, como também permanecem inalterados os exemplos de ética pessoal e política que ele deixou para seus filhos, demais familiares e todos os cidadãos e cidadãs paraibanos comprometidos com a responsabilidade, a honestidade e a ética na vida pessoal e no trato com a coisa pública.
Filho de Inácio Evaristo da Costa Gondim e de Eulina Moreno Gondim, Pedro Moreno Gondim nasceu no dia 1º de maio de 1914. Ao longo de sua vida construiu uma família de sete filhos – Hamilton, Sônia, Nilda, Rosa, Gilson, Fábio e Pedro Gondim (in memória), 19 netos e inúmeros bisnetos. Dentre os netos está o prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), o senador Vital do Rêgo Filho (PMDB) e a médica Rachel Gondim.
História de um bom político
Conforme lembrou a deputada Nilda Gondim, seu pai Pedro Gondim era bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Recife/PE; ingressou no Partido Social Democrático (PSD) em 1945, e desde então escreveu para sua vida uma história de atuação política de destaque marcada pela coragem, pela ética e pela defesa dos interesses dos paraibanos.
Pelo PSD foi eleito para o primeiro mandato de deputado estadual em 1947 (legislatura de 1947 a 1951), quando integrou a Assembleia Constituinte e quando se destacou como líder da oposição ao então governador Oswaldo Trigueiro de Albuquerque Melo, e ainda como defensor do desenvolvimento agrícola do Estado.
Participante ativo da Coligação Democrática Paraibana – aliança que envolveu o PSD e o PL, Pedro Gondim foi reeleito deputado estadual em três de outubro de 1950 e ajudou a eleger governador o ministro José Américo de Almeida. Na administração de José Américo ocupou o cargo de secretário da Agricultura e participou diretamente do processo de pacificação política do Estado, chegando, em 1955, a ser eleito vice-governador na chapa encabeçada por Flávio Ribeiro Coutinho.
Empossado no cargo de vice-governador no dia 31 de janeiro de 1956, menos de dois anos depois, em 4 de janeiro de 1958, Pedro Gondim assumiu o Governo do Estado em razão de problemas de saúde sofridos pelo governador Flávio Ribeiro Coutinho. Nesse período iniciou-se na Paraíba um movimento popular pela sua candidatura a governador, desafio aceito que o levou a se desincompatibilizar do cargo de governador interino no dia 18 de março de 1960 para que sua candidatura não corresse nenhum risco.
Em razão do agravamento do estado de saúde do governador licenciado Flávio Ribeiro Coutinho, que poderia falecer a qualquer momento, Pedro corria o risco de deixar de ser governador substituto para ser governador titular, e nesta condição ele não poderia disputar o Governo do Estado nas eleições daquele ano. E essa condição interessava à cúpula do seu partido, o PSD, que defendia a candidatura de Janduhy Carneiro.
No ato de sua renúncia, Pedro Gondim entregou o cargo de governador ao então presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Fernandes de Lima – partidário de Janduhy Carneiro. Pouco tempo depois foi expulso do PSD, perdendo com isso o apoio de inúmeros políticos (especialmente prefeitos) e empresários. “Prefiro ser expulso por rebeldia do que ser condecorado por subserviência”, afirmou, exercitando uma rebeldia coerente com as suas convicções de idealista e de homem vocacionado para a defesa dos interesses públicos, conforme ressaltou a deputada federal Nilda Gondim.
Mesmo assim não desistiu. Confiou no apoio popular à sua candidatura e acabou derrotando Janduhy Carneiro com uma maioria de 25.488 votos. Enfrentando a força do então presidente da República, Juscelino Kubitschek, e do então governador José Fernandes de Lima, além de prefeitos e de empresas construtoras que realizavam as grandes obras federais na Paraíba, Pedro Gondim foi eleito governador com 149.260 votos, contra 123.772 obtidos por seu adversário.
Depois de governar a Paraíba pela força do voto popular, Pedro Moreno Gondim foi eleito deputado federal em 1965, pleito em que apoiou o governador eleito João Agripino. O mandato de deputado federal ele exerceu até o dia 07 de fevereiro de 1967, quando os seus direitos políticos foram suspensos pelo então presidente Costa e Silva, sem prévia acusação e sem direito de defesa.
Em 1985, durante o governo do ex-presidente José Sarney, foi nomeado diretor do Banco do Nordeste.
Medalha Pedro Gondim
Como reconhecimento pela trajetória de coragem, ética e honestidade do político paraibano que deixou como exemplo uma vida pública de trabalho voltado para a defesa dos interesses e do bem-estar da coletividade paraibana, a Assembleia Legislativa da Paraíba aprovou por unanimidade, na sessão ordinária do dia 31 de agosto de 2005, o Projeto de Resolução nº 119/2005, de autoria do então deputado estadual Vital do Rêgo Filho (hoje senador da República), que originou a Resolução 1.038/2005, instituindo na Paraíba a Medalha Governador Pedro Gondim. A comenda se destina a personalidades que tenham prestado relevantes serviços ao Estado, podendo ser conferida até no máximo três vezes em cada ano.
Ao assinar a Resolução que criou a Medalha Governador Pedro Gondim, o então presidente da ALPB, deputado José Lacerda Neto (PFL), descreveu o ex-governador paraibano com as seguintes palavras:
“Pedro Gondim foi um grande estadista de personalidade forte que só acreditava na democracia, em sua plenitude, como o regime que garanta a liberdade do homem e de seus ideais; como o retrato fiel da verdade. Pedro Gondim soube honrar o Poder Legislativo paraibano, com todas as letras do seu nome, deixando para a posteridade as grandes lições de civismo, de humildade, de liderança e de humanidade”.
Rodovia Governador Pedro Gondim – Outra homenagem de destaque foi a aprovação (pela Câmara Federal) e sanção (pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva) da Lei Federal n° 12.290, de 20 de julho de 2010, que denomina de “Rodovia Governador Pedro Gondim” o trecho da BR-230 que liga os municípios de João Pessoa e Cabedelo, na zona litorânea da Paraíba.
Proposta pelo então deputado federal Vital do Rêgo Filho, a lei foi aprovada pelo Congresso Nacional como reconhecimento pela grande contribuição dada por Pedro Gondim ao desenvolvimento político e social da Paraíba, tanto no campo legislativo, como deputado estadual e federal, quanto no campo executivo, como governador da Paraíba.
Blog do Tião



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