A greve durou dois meses e os professores conseguiram, em parte, o atendimento de sua reivindicação, mas agora o desafio é outro
De volta à sala de aula no final de junho, depois de dois meses em greve e pouco mais de 40 dias letivos perdidos, o desafio dos professores agora é recuperar ou amenizar os prejuízos causados ao ensino por conta da paralisação.
Mas a greve, que é um instrumento legítimo, foi fundamental para os professores de Itaporanga conseguirem aumento salarial. A prefeitura propôs um reajuste de cem reais na GED (Gratificação de Estímulo à Docência), o que foi aceito pela categoria, conforme apurou a Folha (www.folhadovali.com.br).
A principal reinvindicação dos professores era o pagamento adicional de cinco horas/aulas semanais que a Prefeitura não vinha repassando aos seus contracheques, mas eles ficaram satisfeitos com o aumento proposto pelo município, segundo o sindicato que representa a categoria, e estão de volta ao trabalho.
Apesar de Itaporanga ser o município mais populoso da região, com 23,4 mil habitantes, sua rede de ensino é uma das menores do Vale, com pouco mais de 1,1 mil alunos, e foi ainda mais reduzida com a transferência de muitas matrículas para as escolas do estado durante o período de greve.
Foto: os problemas de nossa educação, fora e dentro da sala de aula.



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