Ninguém Consegue Aplacar as Arremetidas do Tempo
(Reynollds Augusto)
Tempo, tempo... Ê tempo!
Certa feita eu li uma frase rica de verdade, e de um autor desconhecido que disse:
“Há quatro coisas que não voltam mais para trás: A pedra atirada, a palavra dita, a ocasião perdida e o tempo passado”.
Que verdade, em palavras tão simples!
São poucas as pessoas que escrevem com simplicidade os temas profundos da vida. Eu aprendi que é fácil escrever difícil e que o difícil mesmo é escrever fácil. Esta é outra grande frase, de outro autor desconhecido.
Sobre a pedra atirada, essa é a arma dos fracos, que não argumentam e ferem com o verbo da insensatez e a letra da maldade. Faz parte, ainda, da ordem menor desse planeta em que vivemos que como dizem os imortais, se trata de um planeta de provas e expiações, ou prova se expiação. Por conta dessa condição, o orgulho e o egoísmo ainda são os combustíveis da maior parte dos seres humanos. É mais fácil atirar pedras do que argumentar ou até perdoar. O perdão é um das forças vivas da alma e foi por isso que Jesus nos ensinou outra grande frase: “Perdoai setenta vezes sete vezes”.
A palavra quando dita também pode ferir fundo ou mesmo enganar os desavisados. Quantas palavras vazias, mal elaboradas e quase sempre recheadas de insensatez, de mentira, de enganação. São poucos os que usam o verbo para edificar, ensinar, produzir ações. Talvez tenha disso por isso que o nosso mestre tenha dito, que no trato com a vida é preciso dizer: sim, sim; não, não. Quantas vezes dizemos SIM para o que é NÃO e NÃO para o que é SIM.
Ocasião perdida também não volta mais, nessa que é uma vida em profundo movimento. A maioria de nós perdemos a oportunidade de ser feliz, por perder a ocasião de amar e ser amado. Nós corremos tanto que nos esquecemos de viver, no sentido exato do termo. Nós só existimos para comer, respirar, ganhar dinheiro, se alimentar, dormir, fazer sexo e começar tudo de novo no outro dia, mas definitivamente não aprendemos a viver.
O tempo passado também não volta. Nem passado, que passou; nem, futuro, que ainda virá. O presente objetivo é o momento da semeadura. O passado serviu de experiência para não cometermos as mesmas bobagens de sempre e o futuro está reservado para a colheita da semeadura de hoje.
Hoje eu senti, nas entrelinhas do texto de Titico Pedro, sobre o IFPB, que mais uma vez o nosso sonho de ter em Itaporanga uma instituição federal que valha a pena, foi adiado. Tudo isso tem a ver com o passado, que àquela época era presente e não havendo a devida semeadura, se refletiu na falta de colheita de hoje. Muitas pedras foram atiradas, não havendo união; muitas palavras ditas, mentirosas, sem compromisso, que não produziram, pois estavam eivadas de enganação. Perdemos um tempo precioso, que não volta mais e o reflexo é evidente.
Mas houve uma semeadura, pequena, mas houve. O grito do povo deixou a ideia em evidência, por muito tempo e chamamos a atenção. A lacuna permanece, mas precisamos nos soerguer das cinzas. Os gestores devem uma explicação ao povo, o reitor também.
Não só faltava a escritura do terreno para que o dinheiro, que estaria em caixa, pudesse ser usado para a construção do campus?
Pelo menos era o que diziam.
Terreno legalmente em mãos, o que falta agora?
Eram palavras?
Mas como diz Titico, não podemos perder a fé.
PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO




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