(Reynollds Augusto)
Vou confessar uma coisa, e que meus amigos leitores não espalhem. Espero discrição. Meu forte nunca foi futebol.
Quando era moleque os meus colegas não “botavam” muita fé em mim e eu era o último dos últimos a ser aproveitado. Sempre fui, sem muito orgulho, o “perna de pau” da época e quando muito, me colocavam para ser goleiro e mesmo assim era frango na certa. Os amigos tentavam, mas esse não era o meu negócio.
A juventude do Cesb, de Boa Ventura, também realizava um campeonato de final de ano, no termo das atividades do período e, de novo, me dava mal no campo. O meu amigo NIVALDO FREITA, S com seus cinquenta e poucos anos de idade, sempre fez melhor do que eu.
O futebol não é para qualquer e eu me incluo nessa exceção. Talvez tenha sido por isso que sempre senti ojeriza pela arte e não desenvolvia emoção para acompanhar as partidas. Talvez a terapia resolva e na próxima encarnação, quem sabe se não aproveito melhor esse setor social.
Mas de uns tempos para cá a coisa mudou e o sentimento ressuscitou. O movimento, o empenho, o estimulo, dessa equipe da Rádio Boa Nova, de Itaporanga, resgatou em mim essa emoção positiva. Sim, porque o futebol implica perseverança, garra, equilíbrio, força de vontade. É a concentração coletiva em torno de algo positivo. A vitória, mesmo que não haja, já vale pelo o meio, pois o caminhar exige muito esforço e isso implica uma grande vitória de força, mesmo que não se tenha atingido o fim necessário. O durante é mais importante que o fim. E o durante foi cheio de emoção com esse narrador, Cláudio Adão, que não conheço pessoalmente e o “garotinho do gramado”, o Luiz Carlos, que vem trazendo emoção para os filhos da Rainha do Vale espalhado pelo mundo. Na Europa, muitos Itaporanguenses, que eu conheço, acompanharam o campeonato.
Eu fico aqui admirado com a inteligência do Carlos Miguel, para tratar com coerência de extremidades diversas. Da política ao futebol, o homem sabe do que fala. A técnica do Albertino, a vigilância do André, os comentários do Francisco Viriato e a beleza jornalística da Marta Ribeiro, que quando fala elucida.
Nós devemos graças, também, ao nosso coirmão ATLÉTICO DE CAJAZEIRAS, que sustentou o resultado até o fim, para que os dois times do sertão pudessem representar o sertanejo “cabra da peste” no meio dos melhores da Paraíba. Aí já está a nossa vitória.
É incrível o quanto o futebol publicita uma cidade e nos faz conhecidos. Os nossos candidatos a prefeito, precisam despertar para esse setor, que produz emoção, estimula o equilíbrio, resgata sentimentos e retira das ruas os nossos filhos, ainda afeitos à busca da ilusão, que leva a estagnação, como a bebida, por exemplo.
É incrível como o futebol produz a boa emoção, ensina respeito e permite que possamos lidar com as derrotas, que impulsionam a busca do recomeço, para atingir o novo fim, como disse o grande Chico Xavier, um goleador do bem, que sempre venceu as duas limitações e passou pela vida promovendo partidas de amor, caridade e luz, chegando a o termo dessa passagem física, no dia em que o Brasil estava alegre, por ter ganhado o mundial. Ele dizia que queria partir no dia em que o Brasil estivesse feliz e isso aconteceu.
PARABÉNS CRUZEIRO.
PARABÈNS ITAPORANGA E VALE DO PIANCÓ
Vamos sonhar mais. Por hoje, estamos felizes.
PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO.




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