A eleição no município segundo a visão de um eleitor que vendeu seu voto
Por Redação da Folha - No retorno a João Pessoa, depois de votar em Itaporanga, um eleitor revelou em alto e bom som aos demais ocupantes da Van um fato que foi visível e notório durante todo o dia de votação na cidade.
Esse eleitor disse que tinha chegado a Itaporanga sem dinheiro, mas estava voltando à capital com 600 reais, recurso adquirido com a venda do seu voto, mas não se vendeu uma única vez nem a apenas uma coligação: tirou dinheiro de vários candidatos a vereador e a prefeito, conforme apurou a Folha (www.folhadovali.com.br).
A festa do jovem por estar voltando para casa com os bolsos cheios é a derrota da democracia nesse pleito, um problema que se repete na história política deste município e do resto do país. Considerando que apenas um eleitor embolsou uma quantia tão alta em poucas horas, é possível imaginar a fortuna que foi gasta na véspera e, principalmente, no dia da votação pelos grupos que polarizaram a campanha em Itaporanga.
O comércio do voto na cidade nesse 7 de outubro foi algo tão notório que se tornou escandaloso. Durante todo o dia, o negócio do voto correu solto e frouxo: aglomerações de eleitores e cabos eleitorais formaram-se nos acessos às seções eleitorais e em alguns outros pontos da cidade, e não foram dispersadas a tempo de evitar ou amenizar o balcão de negócio eleitoral. Bastava qualquer agente policial disfarçado aproximar-se da multidão e flagraria facilmente o escândalo.
O mais estranho é que enquanto em eleições municipais anteriores não menos do que 60 pessoas foram presas durante o dia de votação por suposta compra de voto; no pleito desse domingo, o número de prisões não chegou a meia dúzia. Com tanta facilidade para vender e comprar voto, o negócio foi o mais lucrativo desse domingo em Itaporanga.
Esse eleitor disse que tinha chegado a Itaporanga sem dinheiro, mas estava voltando à capital com 600 reais, recurso adquirido com a venda do seu voto, mas não se vendeu uma única vez nem a apenas uma coligação: tirou dinheiro de vários candidatos a vereador e a prefeito, conforme apurou a Folha (www.folhadovali.com.br).
A festa do jovem por estar voltando para casa com os bolsos cheios é a derrota da democracia nesse pleito, um problema que se repete na história política deste município e do resto do país. Considerando que apenas um eleitor embolsou uma quantia tão alta em poucas horas, é possível imaginar a fortuna que foi gasta na véspera e, principalmente, no dia da votação pelos grupos que polarizaram a campanha em Itaporanga.
O comércio do voto na cidade nesse 7 de outubro foi algo tão notório que se tornou escandaloso. Durante todo o dia, o negócio do voto correu solto e frouxo: aglomerações de eleitores e cabos eleitorais formaram-se nos acessos às seções eleitorais e em alguns outros pontos da cidade, e não foram dispersadas a tempo de evitar ou amenizar o balcão de negócio eleitoral. Bastava qualquer agente policial disfarçado aproximar-se da multidão e flagraria facilmente o escândalo.
O mais estranho é que enquanto em eleições municipais anteriores não menos do que 60 pessoas foram presas durante o dia de votação por suposta compra de voto; no pleito desse domingo, o número de prisões não chegou a meia dúzia. Com tanta facilidade para vender e comprar voto, o negócio foi o mais lucrativo desse domingo em Itaporanga.



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