“Ti Né” Partiu
( Reynollds Augusto)
A senhora morte sempre nos pega de surpresa, pois temos uma sensação “instintiva” de que não morreremos. E isso é verdade. No fundo sabemos que somos imortais e que a morte existe, mas só para o corpo físico, que nesse momento está acontecendo. Por isso jamais é demais dizer aos nossos que os amamos, pois “nunca sabemos o dia”. Quando ela chega, “de surpresa”, provoca a maior dor que existe. Ficamos com uma sensação horrível. Quantas coisas tinham para ser ditas? Quantos abraços não trocados? Quanto sentimento reprimido, por conta de nosso orgulho?
A morte separa por algum tempo os espíritos que se afinam, mas só é por algum tempo. O que dói mesmo é a ausência da presença física.
Ontem fui visitar uma família querida, que tem (o verbo está no tempo certo) em seu histórico a figura de um paizão do tamanho do mundo, estou me referindo ao MANOEL CABRAL, pai do meu amigo do colegial DAMIÃO CABRAL, o conhecido de todos, “Né Cabral”. Chamo-o de tio Né, devido ele ser tio legítimo da minha mãe, cujo pai, seu irmão, desencarnou muito mais cedo, com aproximadamente 38 anos, deixando a valorosa DONÁRA CABRAL a cuidar de uma “penca” de filhos, sozinha. Isso em um tempo difícil, mais do que os dias atuais.
Damião Cabral sempre foi um dos melhores alunos da sala de aula , que não me deixem mentir os outros nobres colegas de então, Leila Rosa, Gardênia Rodrigues, Patrícia Ferreira , Francisco, Virgulino, Júnior, Rivaldo, Lucinha... e tantos amigos do coração espalhados por esse mundo de meu Deus.
Mas é emocionante ver o amor dos filhos reconhecendo o valor do Pai, nessa despedida temporária, que parece definitiva. Muitos depoimentos emocionados, que emocionaram a todos.
- Não houve um Pai como esse...
-Esse foi o melhor Pai do mundo...
- Óh! Pai...
A família veio homenagear o amigo que partiu à nossa frente. Muitas Palmas. Muito choro. Não há como não chorar em um momento desses, pois o filme de nossas vidas passa na tela mental e cada qual vê um filme interior a ser reproduzido. É o choro de reconhecimento, de amor, da saudade, que começa.
Eu também chorei e me lembrei daquele homem valoroso, circunspecto, um pai de família exemplar que criou a todos, na maior dificuldade, com a decência dos justos. Formou valores na prole e todos se tornaram homens de bem, encontrando um lugar ao sol.
O Espírito Joana de Angelis, que em suas peregrinações, por essa vida, que não cessa, reencarnou várias vezes no seio da nossa querida igreja católica, já escrevera, pelas mãos do Grande Divaldo Franco, que:
“A constituição de uma família não é resultado de acidente biológico, mas de uma programação que lhe precede à estrutura física e social”.
Nosso Pai, não é nosso Pai por acaso; nossa Mae, não é nossa mãe por acaso; nossos filhos, não são nossos filhos por acaso. A nossa cultura materialista não consegue nos fazer perceber isso. A maioria das religiões se perdeu no emaranhado de coisas sem sentido, não nos ensinando que não existe morte em lugar nenhum da vida. O corpo passa e devolve os elementos físicos que o constituem à mãe Terra, e é justo que seja assim, mas o Espírito é imortal e a vida segue em frente.
Ao meu amigo Damião, que me confidenciou ser um assíduo leitor dos meus textos no “PENSE NISSO”, segue aqui uma homenagem a TIO NÉ, seu pai, que partiu,” de surpresa”. Mas estamos todos a caminho e o reencontro é certo, como certa é a vida que não se acaba. Deus não nos criaria para a morte, se assim fosse, não teria sentido o existir.
Chore, meu amigo. Isso faz bem, mas chore de alegria pelo grande espírito que seu Pai é.
Chore, meu amigo. Isso faz bem, mas chore de alegria pelo grande espírito que seu Pai é.
PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO



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