quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Quem Tem Medo da Morte?


Quem Tem Medo da Morte?

(Reynollds Augusto)


Há uma frase construída pelo Professor Allan Kardec que retrata muito eficientemente o sentido da vida: “Nascer, viver, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei”.

Eu gosto dessa frase, pois ela explica, como muita lucidez, a nossa condição de espíritos criados para evolução. A vida não começa no berço e tampouco termina com a morte do corpo físico. Se assim fosse, Deus teria nos enganado com uma grande pegadinha e não teria sentido o existir.


Refiro-me à vida do espírito, que é imortal e que viaja pelo tempo, que não existe; rumo á perfeição, relativa, pois a absoluta só Deus a possui. Os religiosos apelidam isso de salvação e nós, espíritas, de evolução ou progresso. São ciclos milenares permitidos pela reencarnação, que hoje está sendo estudada em universidades e que, no tempo certo, virá à tona, quebrando os nossos preconceitos acerca do mundo espiritual, que existe e preexiste a tudo. Já estou vendo como será estudado o ciclo da vida: nascer, crescer, reproduzir, envelhecer, morrer e reencarnar. Não duvide.


Eu faço minhas as palavras do grande pensador grego Sócrates, um dos precursores da ideia cristã, quando asseverara que “o que sei é que nada sei”. O nosso saber está limitado às nossas percepções físicas, mas como a ordem de Deus é evolução, ela termina funcionando como força propulsora às ideias renovadas, que são frutos da experimentação e do saber qualificado.


O nosso tempo aqui na Terra é muito curto e ele fica cada vez menor quando usamos mal o instrumento, que é o corpo. Noites sem dormir, orgias, desgastes, aniquilam o tempo que Deus nos concedeu, que chamamos de energia vital.


Deolindo Amorim, no livro Espiritismo em Movimento, esclarece que os nossos genes possuem registros para viver “X” anos, mas que tal prazo pode ser modificado por atividades autodestrutivas ou intervenção espiritual para diminuir o alongar a duração da vida.


Talvez tenha sido exatamente isso que acontecera comigo há alguns anos atrás. A minha imprudência me levara a um acidente de moto, tinha tudo para morrer, fiquei em coma por vários dias e apreciei bem o “lado de lá”, que está guardado em minha memória até hoje. O descrente vai dizer que isso foi coisa da pancada. A razão dirá que dei uma passadinha pelo mundo que nos aguarda e de que, de acordo com a condição espiritual, será bom ou ruim.


De uma coisa tenho certeza: Morrer não dói e em muitos casos é até um alívio. Mas para se viver plenamente, importa que não morramos moralmente. Essa sim é uma morte, de verdade.


PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO.

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