sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Um voto especial nas urnas de Itaporanga e um exemplo para o Brasil

As urnas de Itaporanga receberam um voto especial nesse 7 de outubro. Emmanuel Figueiredo, o grande e popular Manu, votou, e não importa em quem ele tenha votado, o importante é que ele votou e votou consciente. Preparou-se para isso, deu ao ato de votar a grandeza que a democracia merece: vestiu-se com uma de suas melhores roupas, trajou-se da mais pura boa intenção.

O ato cidadão e eleitoral de Manu nesse pleito municipal compreende alguns exemplos que perpassam nossos limites e servem para um país inteiro. Não há dúvida de que seu grande primeiro exemplo é para o jovem, mostrando que o voto deve ser livre, consciente e, assim, utilizado como ferramenta de transformação política e social para melhorar a vida da comunidade. Não importa se seu candidato tem ou não perspectiva de vitória, o fundamental é que você vote em quem acredita ser o melhor. Foi o que Emmanuel fez e fez certo no seu primeiro sufrágio para prefeito.

Mas há um outro exemplo, e este para todos: é a demonstração de que o portador de necessidades especiais tem e deve ter um papel ativo na sociedade. A força de Manu rompe com os preconceitos, com a desinformação. O ato de Manu é, acima de tudo, um ato de superação aos seus próprios limites, mas, principalmente, às barreiras impostas pela ignorância social, que precisa ser liquidada se quisermos evoluir em todos os campos.

Manu demonstra que com instrução e apoio, qualquer pessoa, independentemente de sua condição física, intelectual e social, poder ser útil em seu tempo e no meio onde está inserido, mas, sem apoio e instrução, ninguém, ninguém mesmo, vai a lugar nenhum, e quem se torna deficiente é a própria sociedade.

Há hoje por aqui e por aí muitos portadores de necessidades especiais discriminados e enclausurados pela própria família, pela sociedade, e sem o apoio devido do poder público. Observando Emmanuel, esse notável itaporanguense, filho da advogada Loloza Figueiredo, precisamos ter um olhar de indignação contra todas as formas de preconceito e abandono ao ser humano, até porque, ao mesmo tempo que somos todos iguais, somos todos diferentes em nossa individualidade.
Folha do Vale

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