quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Preste Atenção

  Itaporanga Está Ficando Diferente. "Foi-se" a Boite Morumbi

                                                                                     (Reynollds Augusto)
Ninguém detém a força do progresso, das mudanças, do evoluir constante. Isso sempre foi assim e assim sempre será. Um dia nunca é igual ao outro e os momentos “escorregam” pelas mãos, no bailar contínuo da vida, que não tem fim. É por isso que a joia da existência é o presente, o aqui agora, objetivo, livre de conjunturas filosóficas. Viver o presente, com qualidade, é aproveitar definitivamente a vida. Aproveitar o presente para falar aos nossos que os amamos, que são importantes tê-los por perto. É admirável, pois talvez não tenhamos mais tempo para fazê-lo, pelo menos nessa dimensão de vida, que é movimento constante e ininterrupto.
- Mestre, o que faço para ser feliz?
– Só tem três maneiras.
– Quais?
– A primeira é prestar a atenção
– E a segunda?
– Prestar a atenção.
– E a terceira?
– Prestar muito a atenção.
Essa foi a lição que aprendemos no Esle do Centro Espírita Jesus de Nazareth, de Itaporanga, da semana passada. Um texto do magnífico CD MOMENTO ESPÍRITA.
Nós, seres humanos, que vivemos iludidos com as aquisições materiais, esquecemos de prestar a atenção nos detalhes da vida. No que realmente interessa e quando menos esperamos a senhora morte vem nos visitar. E não importa se você é velho ou jovem, nunca sabemos o dia.
Outro dia fui realizar um diligencia judicial no conjunto Chagas Soares e a parte que fora intimada me confidenciara que a vida “é pouca coisa”, pois um jovem, amigo seu, havia morrido ontem do coração e estava admirada.
O único ser que sabe o dia da sua partida é Deus. E ele não “conta” para ninguém. É onisciente, sabendo o que é melhor para os seus filhos, nesse processo de evolução que não cessa e que as religiões tradicionais apelidam de “salvação”.
Mas hoje eu passei em frente ao prédio da inesquecível BOITE MORUMBI. Quem viveu a os momentos dos anos 80 e 90, em Itaporanga, sabe do que estou ‘falando”. Os adultos de hoje, pais e mães de família, viveram os sonhos da juventude naquele local. Pois bem, o prédio foi a baixo e com certeza para fazer surgir outro prédio vertical, grande, comercial, para a satisfação financeira dos seus donos.
Itaporanga está diferente.
Quem não se lembra do velho “CHICÃO”, que continua duro na queda, à frente da entrada, para vigiar e impedir que os gaiatos menores, como eu, entrassem lá dentro?
O seu velho bigode era assustador, mas mesmo assim costumava burlar a sua vigilância e adentrava à boite. Depois de estar no seu interior, ninguém conseguia me encontrar, naquele escuro e com as suas luzes coloridas intermitentes. Dançando, brincando, sonhando com as gatas (estou atrasado) de então.
Quem não se lembra do “CHICO DA MORUMBI”, hoje CHICO DA KAZOM E DA FIP, que sempre escolhia as mais belas baladas inesquecíveis, até hoje.
As minhas filhas adolescentes sempre me dizem que no nosso tempo as músicas tinham qualidades e eram gostosas de se dançar.
Quem não se lembra?
A velha Itaporanga está se indo. É força do progresso, que não cessa.
Preste atenção!
PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO

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