O que o governador do Rio de Janeiro chamou, ontem, de "fatalidade", acaso, eu chamo de consequência previsível. Fruto, mais uma vez, da omissão e da irresponsabilidade do poder público.
Há dois anos, o Rio chorava seus 900 mortos. De lá pra cá muita coisa aconteceu: ajuda emergencial, visita da presidente, promessas, milhões em repasse, desvio de dinheiro, prefeito denunciado, prefeito cassado... mas, nada foi resolvido.
A verba para recuperação das cidades destruídas pela chuva acabou no ralo comum da corrupção.
Há dois anos, o Japão foi abalado por uma tripla tragédia: terremoto, tsunami e acidente nuclear. Mais uma vez, o país enterrou seus mortos, enxugou as lágrimas, arregaçou as mangas e renasceu - ainda mais forte.
Os sábios, como eles, aprendem com as falhas.
Tolos como nós tropeçam sempre nos mesmos erros.
Rachel Sheherazade




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