terça-feira, 10 de julho de 2012



Parece até brinquedo de criança: eu faço e você desmancha. Pior é que não é. Essa brincadeira é praticada por pessoas adultas e importantes. São magistrados que estão ali, nos seus postos, como exemplos a serem seguidos pela massa sofrida e escalpelada que habita a planície. Mas parece que eles, os lá de cima, ainda não se deram conta disso. O juiz menos graduado sentencia, adota medida, e o mais graduado vem de lá com a caneta voraz desmanchando tudo. Resultado: desmoraliza quem está embaixo e se desmoraliza.

O caso dos prefeitos afastados por envolvimento no escândalo das bandas de forró é sintomático. O Ministério Público fez minuciosa investigação, depois de ter absoluta certeza do que fazia, pediu mandados de prisões para os envolvidos, meteu todos na cadeia, terminado o período de quarentena eles foram soltos, mas o MP, imbuído dos melhores propósitos de preservar o patrimônio publico dilapidado pelos vivaldinos, solicitou ao Tribunal de Justiça o afastamento dos acusados dos postos de mandatários municipais. O desembargador joás de Brito Pereira Filho, competente, inteligente e sábio, determinou o afastamento, porém menos de uma semana depois o ministro do STJ, de uma canetada só, botou os prefeitos de volta às Prefeituras, desmoralizou o desembargador e deixou o Procurador Geral de Justiça chupando o dedo.

Com o alvará concedido pelo STJ, João da Utilar de Sapé, Chiquinho de Solânea e Renato de Alhandra agora andam de cabeças erguidas, peitos estufados e dispostos a cobrar ressarcimentos por danos morais. Errados estavam os promotores, errado estava o desembargador. Os dois errados erraram ao perseguir tão honradas e honrosas figuras. Isso foi o que deixou dito o ministro do STJ.
E que venha mais forró.
Blog do Tião

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