Morreu na noite de sábado (3), aos 89 anos, a cantora carioca Carmélia Alves.
A causa da morte, segundo informou o Hospital das Clínicas de Jacarepaguá, no Rio, onde ela estava internada havia um mês, foi falência múltipla dos órgãos. Ela tinha câncer.
Filha de nordestinos, Carmélia cresceu ouvindo canções de ritmos típicos da região, como forró, xote e baião.
A partir dos anos 1940, desenvolveu uma rica carreira musical, de início cantando sambas originalmente interpretados por Carmen Miranda (1909-1955), em programas da rádio Mayrink Veiga.
Em 1943, gravou o seu primeiro disco, que teve participação de contemporâneos como Elizeth Cardoso (1920-1990) e Nelson Gonçalves (1919-1998).
Mas foi interpretando baiões que ela atingiu o maior sucesso, quando lançou nos anos 1950 a canção "Sabiá na Gaiola", composição de Hervé Cordovil e Mario Vieira.
Estava fechada a corte do baião, tendo a frente Luiz Gonzaga (1912-1989), o rei, Carmélia, a rainha, e Claudette Soares, a princesa.
Em 1977, lançou o disco "Luiz Gonzaga e Carmélia Alves", fruto do show que realizou com o pernambucano naquele ano, no Rio, para cerca de 3.000 pessoas no Teatro João Caetano.
No começo dos anos 2000, excursionou com o grupo Cantoras do Rádio, na companhia de Ellen, Violeta Cavalcanti e Carminha Mascarenhas, suas contemporâneas.
Ao todo, gravou mais de 50 discos e fez turnês internacionais na companhia do então marido, o cantor Jimmy Lester (1914-1998), com quem foi casada por 54 anos. Não deixou filhos.
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Nos anos 50, Luiz Gonzaga e Carmélia Alves eram considerados os reis do baião. Quase 20 anos depois, pelo projeto 'Seis e Meia', as majestades se encontram num grande show apresentado no Teatro João Caetano, para mais de 3 mil pessoas. Do encontro inesquecível nasceu o LP 'Luiz Gonzaga e Carmélia Alves', onde cantam os maiores sucessos da música popular nordestina.
com Bol



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