Por Reynollds Augusto
Um Novo Tempo. Será?
( Reynollds Augusto)
Espero que seja. O povo também.
Confesso a vocês que pretendia estar presente à diplomação realizada pela Justiça Eleitoral, nesse dia 07 de dezembro, dos candidatos eleitos e suplentes da nossa comarca, no número de sete cidades, mas o cansaço “bateu às portas”. A bateria estava fraca. Mas soube que tudo saiu a contento.
O trabalho do Oficial de Justiça, quase sempre, faz “arriar” as bateria . Horas e horas no sol, subindo e descendo serras, andando pelas cidades, para materializar os atos, despachos, decisões. Essa peça do sistema é tão importante quanto às outras peças e sem a harmonia do todo a coisa não funciona bem.
Eu acho que o ato de diplomação é uma espécie de marco do trabalho realizado por essa justiça especializada. É como se a estrada fosse toda percorrida, suplantado os buracos, os perigos, as curvas arriscadas, os pequenos acidentes do percurso e por fim a chegada, que está representada nesse ato final da Justiça. Isso em termos, pois existem os insatisfeitos com a democracia, que não querem de jeito nenhum “largar o osso”, se esquecendo de que o poder, que é do povo, precisa ser assegurado pelas instituições.
Sem querer desmerecer os outros poderes, tão importantes quanto o judiciário, esse deve ser o vigilante da nação, pois suas decisões são jurídicas e faz acontecer. Assim manda a nossa Constituição e assim deve ser para que o equilíbrio se faça presente. No “terceiro turno”, ficará aquele que legitimamente foi selecionado pelo povo e não adianta estrebuchar. Vamos aceitar. A democracia tem que vingar.
Até rimou.
A condutora desse veículo, dessa sorte, foi a juíza doutora Andrea Carla Mendes Nunes Galdino. Pessoa a quem admiro e que fez um trabalho competente, legal, vigilante. A copilota, fora a doutora Jamille Lemos. Uma jovem promotora consciente do seu papel.
As pessoas, os jurisdicionados não alcançam a relação interna dos atores judiciais e nós, serventuários, que “experiênciamos” o dia a dia desses agentes políticos, somos testemunhas do quanto se empenham, dando o seu suor e lágrimas para realizar a justiça. Horas e horas nos gabinetes, estudando cada caso, com demandas cada vez mais numerosas. Quando terminam os turnos ordinários de trabalho, levam processos para casa, para continuar estudando, para dar o direito a quem realmente possui.
A distribuição de processos no judiciário é um fenômeno crescente. E isso é bom e ruim. Bom porque está possibilitando que o povo utilize esse guardião da democracia para resolver os seus conflitos de interesses próprios e ruim, pois a maioria desses conflitos poderiam ser solucionados com uma boa conversa de cavalheiros ou de damas. Dai a campanha do CNJ para que fomentemos a conciliação e desempancar a máquina judiciária.
Um fenômeno crescente da seara judiciária é que são autuados processos em ordem geométrica e as decisões, não saem no mesmo ritmo, devido aos imbróglios processuais e o atrasado do rito ordinário, que precisa ser revisto pelos nossos legisladores. Como também a deficiência no número de servidores, juízes e promotores. A nossa sociedade ainda é muito atrasada e não consegue se relacionar com fraternidade e parcimônia. Sobra para o poder Judiciário.
Outro dia uma magistrada, que não foi doutora Andréa Galdino, contou-me que ficou sensibilizada com a sua filha menor. A criança havia lhe confidenciado que o momento mais importante da sua vida seria aquele em que as duas estavam tomando banho juntas , conversando, brincando, vivendo, sem interrupções.
Mas, “a sorte” está lançada. Esperamos que os novos agentes políticos diplomados cumpram bem o seu mister e escolham auxiliares técnicos ou políticos, que realizem com compromisso a sua função, realizando o que é melhor para o povo. Estejamos atentos ás críticas, elas nos informam qual rumo devemos seguir. Se boas, façamos correções; se ruins, vamos desconsiderar. Lembremos o grande Rui Barbosa:
“Amigos e inimigos estão em posições trocadas. Uns nos querem mal, fazem-nos bem. Outros almejam o bem e nos fazem mal”.
PENSEM NISSO! MAS PENSE DIREITO.
www.pensenisso.itaporanga.net -Foto: Paulo Rainério




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