segunda-feira, 15 de abril de 2013

CPI


Por TITICO PEDRO  


O Brasil inteiro e Itaporanga não pode ser diferente, o costume dos que postulam buscar um mandato é se apresentar coerente, discursos os mais bonitos possíveis, acabar com a corrupção impregnada no solo brasileiro, apontar as falhas e desmandos da administração atual, salvo se o gestor pertença ao mesmo palanque que o candidato no uso da palavra, que leve o barco com muito cuidar no remar mesmo, que tenha a certeza do caos existente na administração do seu aliado. Diferente quando o candidato está tratando de sucessão do seu adversário aí o fogarel é grande, pinta e borda, descasca o coco sem medo e com todo indecoro contra o seu opositor que nas belas palavras proferidas todo impropério lamentou e o bom é que os que pensam na mudança e na confiança do discurso reformista aí adentra com toda garra porque carrega com sigo a vontade do quando pior melhor.

O pleito desenrola com toda a fofoca, mentira, e pedras na vidraça do adversário, o povo aplaudindo e assim vai à cabine votar naquele que jurou está solidário com os amigos que estão lhe ajudando na vitória dessa conquista. Festas, tapinhas nas costas, alegria, juras de cumprir com o prometido, passa outubro, chorando se derrotado e alegria total se vitorioso. O eleito gestor já procura ver em pequenos detalhes os gastos na administração do que será sucedido, encontrando os mínimos defeitos e propagando aos quatro cantos a existência de fraudes de toda a espécie se for adversário, e calando-se se amigo.

Novembro já escolhe uma comissão para vasculhar tudo e aprender como trilhar para a sua próxima administração. Aprende tudo inclusive como a cada coisa tirar um pouquinho para recuperar as despesas da campanha, aprende tudo. Já começa a concordar com o adversário diante de todo um período de acusação sem cunho de verdade pois antes de tudo já pensa que deverá continuar no continuísmo seja o seu sucedido oposição ou amigo íntimo. Pouco importa e assim afirma o sucateamento dos cofres, dívidas vultuosas sem perspectivas de administrar protegendo a folha de pessoal que é essencial acima de qualquer coisa, concorda com tudo com a mente já levada a pensar \'quem vier atrás que feixe a porteira, eu, aqui pra nós não\'. Aí ao assumir se diz desinteressado com a eleição da mesa e aceita qualquer que seja a decisão. Mãos limpas não se sente temente ao legislativo, poder independente. às vésperas da posse reúne os vereadores amigos e a alguns mais próximos cochicha oferece tais vantagens a aquele que tradicionalmente sempre está no poder e cuidado para que os fulanos nem pressintam  Eleição da mesa acontecida qualquer que seja o resultado mesmo que intimamente não aceite mas aos quatro cantos alardeiam que é o paladino da moralidade e ainda que com desvantagem no legislativo não está nem aí.

Eita se assim fosse. O pior é que com desvantagem já começa a receber os opositores as vezes até sem ninguém imaginar, e psicologicamente é pressionado exercitar o convencimento dos seus aliados por mais rebeldes que sejam, investir bem na mídia equivocadamente dos do pedaço, vagas aparentes para uns, colocação de gratificações para outros, discurso inflamante na tribuna do parlamento, requerimento para apurar gritantes desvio de recurso do gestor na área da educação, infra estrutura, saúde, etc. Risos e aplausos na platéia que comparece muitos deles movidos a \'$assessoria$\' buzinassos dos que estão do outro lado, gargalhada, achocalhamento e mais e mais. Anônimos, legítimos interessados, externando que o caldeirão continue a cozinhar, tempo passa e o final o povo da silva receber a cesta básica esquece o doutor que guardou no seu bolso o nosso dinheiro e belos discursos uns na ganância de permanecer na mesma teta e outros chorando para mamar. Eu sou, abertamente a moralidade da administração pública e qualquer que seja o caminho tomado eu torso para que tudo vem a tona nessa investigação que já demonstraram fazer na Câmara de Vereadores da nossa progressista Itaporanga órfã de qualquer dos nossos políticos com entusiasmo para defender e cobrar intransigentemente pela Escola Pública e presencial, trazendo para cá cursos superiores qualquer  inclusive o IFPB JÁ.

Assim despeço-me. 

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