Isso é que preocupa mais ...
( TITICO PEDRO - DO Itaporanga.net)
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Tempos passados passei uma temporada de exatos cinco anos entre os bairros do Roger, Cordão Encarnado, Torre e, por último, o Castelo Branco, naquela parte que inicia na lateral da Pedro Segundo. Apenas a Torre era "república", que dividia o aluguel com os saudosos, Chico Monteiro, acadêmico de Medicina, Judivan de Dito Daniel, cursando o segundo grau, além do hoje odontólogo Manin, taxista seu Batista; Engenheiro Civil Zé Galdino, Dedé Martins, Geraldo Gomes, Antonino Cassimiro, os irmãos Adailton e Airton Dantas e mais uns dois que não me vem a mente os seus nomes.
Naquele tempo, o diminuto em estatura, Dedé Martins, não tinha esse apelido de Dedé Pilão, que ele se alegra muito em ser assim chamado. Ainda me lembro da presepada, quando estávamos num jogo de sueca ‘doer’ e o Dedé, a meu pedido, não me controlando mais, pedi para ele comprar dois cigarros e ele me sai com uma brincadeira, aproveitando a vontade que externava com o propósito de abandonar o vício. E aí ele narra, às vezes que me encontra, com a astúcia jocosa de me arrancar risos.
João Pessoa e a Paraíba, na época, eram tão pacatas que atraia visitante ano inteiro. Um dos únicos programas escutado pela população de João Pessoa era o apresentado pelo radiofônico Enoque Pelágio, de saudosa memória. Era o dramaturgo das narrativas de crimes os mais diversos, se era praticante dos furtos e roubos, esses denominados de “larápios”, nunca ví nome doce igual. E quando era crime relacionado à vida, os seus praticantes eram denominados de Pistoleiros.
Naquela época não havia a infinita quantidade de traficantes e drogados. Os usuários eram tratados de “maconheiros”, palavra bem amena das qualificadoras utilizadas na atualidade, porque a aceitação da população é tão grande, que o IBOPE só registra alto índice se a comunicação divulgar em maior alarde, os pormenores acontecido na prática do crime. Naquele período o ‘Pelágio’ era tão escutado que o fez Vereador de João Pessoa, tamanha era a galera de assíduos ouvintes de maior atração crescente até hoje.
Na casa do casal Manoel e Tica Paulo, meus primos, dupla de Itaporanga, recente moradora desta Capital, sempre crescente, desacostumada de ouvir essas notícias, pois em Itaporanga se ouvia a rádio ‘Cruzeiro do Sul’, do nosso saudoso Crispim Pessoa, rádio AM com alcance em alguma localidade da região, como também as emissoras que davam Ibope, na nossa progressista Itaporanga, as AM Alto Piranhas de Cajazeiras e Espinharas de Patos. Nenhuma tinha o hábito de noticiar, com muito chamativo e apelação, as notícias relacionadas ao mal, mesmo porque naquela época, afora o ‘Antônio Letreiro’, que diziam profissional do gatilho, raramente qualquer outro acontecia, era uma gente por demais pacata.
Pois bem, me acostumei com esse hábito, que não assisto, ainda que seja para ganhar prêmios, qualquer noticiário que tenha o crime como qualquer noticiário da espécie. As pessoas que vem na intenção de me passar algum relato de qualquer crime eu procuro ouvir, é lógico, mas da minha parte não tenho a vontade de levar o assunto à frente, pois esse tipo de coisa não me faz bem.
Hoje, no consultório de um fisioterapeuta humanitário, que lida com as pessoas, todas, independentemente de qualquer etnia, credo, etc, ouvi com atenção a preocupação, para com cada pessoa presente, a espera do procedimento de reabilitação, às externadas opiniões diversas, com o desbaratado hoje , pela polícia, com a indispensável recompensa de um generoso empresário em premiar com Dez Mil Reais aquele que viesse a desvendar o desaparecimento da vítima.Uma dessas pessoas declarou-se portadora da ansiedade, medo, que a levava a não conseguir dormir sem o auxílio de antidistônico os de maior dosagem. Evangélica depois de nascer e até a fase bem madura, fiel praticante do catolicismo, também declarou-se assídua ouvinte dos mais famosos programas transmitido, tanto na TV como nas diversas estações de rádio, que alimentava o seu cérebro dessas ’delícias’ que a comunicação da mídia mais gosta de passar às criaturas. Não intervi no assunto porque, tenho certeza, que é diminuto o número de pessoas que têm o mesmo entendimento que eu. Mas, eu digo sem nenhuma espécie de hipocrisia, eu penso assim, e desta maneira tenho Paz no meu coração, porque esta virtude não se adquire em troca de qualquer vantagem exterior, mas a felicidade de ser do mundo, viver no mundo e ‘sem temer os cães’, numa música que compôs e interpreta muito bem, o nosso conhecido compositor e cantor, Beto Melo, membro do Grupo Acorde, que fez, homenageando a mãe.
Por tudo isso deflagrado hoje com o chamativo FIM DO MISTÉRIO: corpo de “Fernanda Ele” é encontrado enterrado no quintal de vizinho, eu haverei de me associar aos que tomaram conhecimento do fato e do seu tristonho fim. Parabenizo a Polícia que trabalhou diuturnamente na investigação para desmistificar esse preocupante sumiço e, mãos nos ouvidos, sem ouvir, a dramatização levada ao rádio, televisão, discursos inflamantes nas diversas tribunas do Legislativo Federal, Estadual e Municipal, com adjetivos impróprios ao competente Secretário da Segurança Pública e todos os policiais civis e militares operosos na investigação do crime e a sua elucidação.
Todos, pois, o nosso respeito e admiração, extensivo ao generoso Empresário que espontaneamente oferece o vultuoso prêmio de R$ 10 mil reais a quem se apresentasse como informante do real esconderijo da desaparecida, tamanha a repercussão desse tão hediondo crime.
A preocupação agora é, porque dependendo do que entenderem, os nossos comunicadores, poderá tornar na Paraíba, como praxe, só ajudar na descoberta de crimes misteriosos se houver a recompensa atrativa do vil metal.
É assim que penso e me preocupo por isso.




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